Questões do ENEM: Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (CEDERJ)

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1.157 questões encontradas. Mostrando a página 22 de 58.

  • 6294F708-8E

    Física

    Calorimetria
    CEDERJ · 2020MédioEntre para guardar nos favoritos
    O texto e as figuras abaixo refere-se à questão.

    O fenômeno eletromagnético é a base do funcionamento de alguns aparelhos da atualidade. Carregadores de celularvia wireless, ou em cooktop por indução são exemplos.

    Uma placa de cooktop por indução é composta por um enrolamento indutor (o primário de um transformador) colocado sob uma placa vitrocerâmica, alimentada por uma fonte de tensão de frequência 50 - 60hz. O utensílio de cozinha (panela, frigideira, leiteira, ...) funciona como um enrolamento de uma espira (o secundário do transformador), no qual surge uma corrente induzida. A intensidade dessa corrente aquece o utensílio por efeito Joule.

    Imagem da questão de Física, da prova de 2020

    Imagem da questão de Física, da prova de 2020
    Uma das condições necessárias para funcionamento do fogão à indução (cooktop por indução) é que:
    Escolha uma alternativa para a questão 6294f708-8e
  • 62925D1C-8E

    Física

    Estática e Hidrostática
    CEDERJ · 2020MédioEntre para guardar nos favoritos
    De acordo com o Princípio de Arquimedes, "Quando um corpo está totalmente submerso, ou mesmo parcialmente submerso, em um fluido (líquido ou gás) em equilíbrio, este exerce sobre o corpo uma força vertical  E, denominada empuxo, cujo sentido é para cima, isto é, oposto ao sentido do peso p" do corpo”.

    As figuras 1, 2, 3 e 4 representam quatro situações nas quais quatro esferas estão totalmente ou parcialmente submersas em um tanque que contém água. Apesar de serem constituídas de materiais diferentes umas das outras, todas as esferas possuem o mesmo volume V. Sabe-se que, nas figuras 2 e 3, as esferas têm metade do seu volume submerso (V/2).


    Imagem da questão de Física, da prova de 2020


    Ao se comparar os módulos dos empuxos E1 E2 E3 E4, que se referem respectivamente às forças que a água exerce sobre as esferas nas situações representadas nas figuras 1,2,3,e 4,é correto afirmar que: 
    Escolha uma alternativa para a questão 62925d1c-8e
  • 628FC798-8E

    Física

    Estática e Hidrostática
    CEDERJ · 2020Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Os pregos são hastes em geral feitos de metal com uma das pontas afiada e a outra achatada. Essas peças podem ser feitas de diversos materiais, se apresentam de tamanhos diferentes e sua principal função é unir objetos.

    A figura a seguir representa um personagem do desenho animado "Phineas e Ferb” finalizando um de seus grandes projetos. Antes de fixar o último prego na madeira, o pequeno Ferb se pergunta: "porque essa pequena haste não funciona tão bem, se usada ao contrário, ou seja, batendo com a marreta na ponta afiada?”

    Imagem da questão de Física, da prova de 2020

    A eficiência da fixação do prego, referente à posição com a qual ele é colocado em contato com a superfície onde se deseja fixá-lo (pergunta do Ferb), é melhor explicada pelo conceito de:
    Escolha uma alternativa para a questão 628fc798-8e
  • 628D1973-8E

    Física

    Cinemática
    CEDERJ · 2020Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    A andorinha é aquele animal que empoleira em nossas varandas, que faz seus ninhos em nossas casas e que vai de um lado para o outro de nossas cidades. As migrações de andorinhas começam em setembro e se estendem por cerca de dois meses. Estima-se que uma andorinha pode viajar cerca de71 mil quilômetros por ano.

    Uma pesquisa publicada na revista Science em 2009 destaca que, graças a um dispositivo eletrônico, uma espécie de "mochila eletrônica” de 1,5 g colocada nas costas dessas pequenas aves, foi possível calcular a velocidade média das andorinhas no trajeto entre os hemisférios Norte e Sul.

    Se uma andorinha-azul fez o trajeto entre a Amazônia e o Estado americano da Pensilvânia em apenas 15 dias, considerando que a distância entre as duas localidades seja de 15.480 km, o tempo que essa mesma andorinha, mantendo a velocidade média da viagem relatada, percorreria a distância entre Rio de Janeiro e São Paulo, de 430 km, seria de:
    Escolha uma alternativa para a questão 628d1973-8e
  • 628A57DF-8E

    Biologia

    Identidade dos seres vivos
    CEDERJ · 2020MédioEntre para guardar nos favoritos
    Especialista em gestão de risco diz que hospitais devem ter plano de escape e equipes treinadas para casos de incêndio

    "O especialista Gerardo Portela aponta ainda cuidados que devem ser tomados desde a construção das unidades: " - A questão da ventilação também deve ser tratada desde o projeto (de construção) para que a fumaça não venha a se espalhar por todo o hospital, principalmente considerando que em geral a fumaça mata primeiro, pelo monóxido de carbono.”

    (Fonte: Disponível em https://oglobo.globo.com/rio/especialis-
    ta-em-gestao-de-risco-diz-que-hospitais-devem-ter-plano-de-escape-
    equipes-treinadas-para-casos-de-incendio-24714910)

    A letalidade do gás citado no trecho da reportagem está associada diretamente a:
    Escolha uma alternativa para a questão 628a57df-8e
  • 62878E32-8E

    Biologia

    Identidade dos seres vivos
    CEDERJ · 2020MédioEntre para guardar nos favoritos
    Arnold Schwarzenegger posta foto em cama de hospital e assusta fãs: ‘Estou de volta’

    "O ator e ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger, de 73 anos, compartilhou uma foto que deu um susto em seus fãs, acostumados a vê-lo sempre em cenas de ação. Ele postou em seu Twitter uma foto sua na cama do hospital onde passou por uma cirurgia cardíaca. "Graças à equipe da Cleveland Clinic tenho uma nova válvula aórtica.”

    (Fonte: Disponível em https://oglobo.globo.com/ela/gente/
    arnold-schwarzenegger-posta-foto-em-cama-de-hospital-assusta-
    fas-estou-de-volta-24710583)

    A válvula cardíaca citada no texto tem como função primordial:
    Escolha uma alternativa para a questão 62878e32-8e
  • 6284E7B9-8E

    Biologia

    Identidade dos seres vivos
    CEDERJ · 2020Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia atentamente o seguinte trecho de uma reportagem:

    Na busca de imunidade contra a Covid,
    anticorpos deixam de ser único foco e Ciência
    mira nas células T

    "Um estudo do Instituto Karolinksa, na Suécia, mostra que pessoas que apresentam resultados negativos em testes de anticorpos contra o coronavírus podem, ainda assim, ter alguma imunidade ao vírus. E essa imunidade vem das células T.”

    (Fonte: Disponível em https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/
    noticia/2020/07/06/na-busca-de-imunidade-contra-a-covid-anticor-
    pos-deixam-de-ser-foco-e-ciencia-mira-nas-celulas-t.ghtml)

    As células citadas na reportagem pertencem a um grupo citológico denominado:

    Escolha uma alternativa para a questão 6284e7b9-8e
  • 628224C9-8E

    Biologia

    Artrópodes
    CEDERJ · 2020FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia atentamente um trecho da música intitulada Oriente, de Gilberto Gil.

    "Se oriente, rapaz
    Pela constatação de que a aranha
    Vive do que tece
    Vê se não se esquece
    Pela simples razão de que tudo merece
    Consideração”

    O animal invertebrado presente na letra da música apresenta como características anatomofisiológicas marcantes a presença de:
    Escolha uma alternativa para a questão 628224c9-8e
  • 627F95AB-8E

    Biologia

    Identidade dos seres vivos
    CEDERJ · 2020DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Diversas embalagens de alimentos apresentam os dizeres "Contém Glúten”. Tal aviso é importante, pois muitos indivíduos são alérgicos a esse composto nutricional. O glúten pertence ao grupo de nutrientes classificado como:
    Escolha uma alternativa para a questão 627f95ab-8e
  • 627D0F20-8E

    Biologia

    Hereditariedade e diversidade da vida
    CEDERJ · 2020FácilEntre para guardar nos favoritos
    Os experimentos com ervilhas realizados por Mendel, que culminaram na descrição de sua segunda lei, também denominada di-hibridismo, foram repetidos, modernizados, com a utilização de novas tecnologias e metodologias de estudo, e ratificados por inúmeros cientistas ao redor do mundo. Tais experimentos Mendelianos colaboraram para o entendimento do fenômeno biológico conhecido como:
    Escolha uma alternativa para a questão 627d0f20-8e
  • 627A8955-8E

    Biologia

    Ecologia e ciências ambientais
    CEDERJ · 2020FácilEntre para guardar nos favoritos
    No ano de 2006, as pesquisadoras Alessandra Gonzales e Márcia Lutterbach e o pesquisador Rodolfo Paranhos realizaram um levantamento da abundância e distribuição espacial das bactérias heterotróficas totais presentes na lagoa Rodrigo de Freitas. Os resultados indicaram que a lagoa é um ecossistema com alta incidência e concentração das referidas bactérias, que são responsáveis, entre outros desequilíbrios ambientais, pela baixa oxigenação da água e consequente alta da mortandade de peixes na lagoa. Os dados ainda indicaram que as águas poluídas da lagoa afetam a qualidade das praias de Ipanema e do Leblon.

    (Fonte: Disponível em GONZALEZ, Alessandra M.; PARANHOS, Rodolfo and LUTTERBACH, Márcia S.. Abundância bacteriana heterotrófica na Lagoa Rodrigo de Freitas (Rio de Janeiro, Brasil). Braz. J. Microbiol. [online]. 2006, vol.37, n.4, pp.428-433. ISSN 1678-4405. https://doi.org/10.1590/S1517-83822006000400005.)

    O desequilíbrio ambiental descrito no texto e presente na lagoa Rodrigo de Freitas chama-se:
    Escolha uma alternativa para a questão 627a8955-8e
  • 6277E03D-8E

    Biologia

    Identidade dos seres vivos
    CEDERJ · 2020MédioEntre para guardar nos favoritos
    O termo diabetes, oriundo do grego, significa "passar através de um sifão”. Tal designação refere-se a poliúria, ou seja, a excessiva e contínua eliminação de urina pelo paciente. A diabetes insípida central (DIC), também conhecida como diabetes insipidus, está relacionada diretamente à deficiência da produção de um hormônio que atua nos rins denominada:
    Escolha uma alternativa para a questão 6277e03d-8e
  • 6275295F-8E

    Literatura

    Escolas Literárias
    CEDERJ · 2020FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto III

    A pátria que quisera ter era um mito; era um fantasma criado por ele no silêncio do seu gabinete. Nem a física, nem a moral, nem a intelectual, nem a política que julgava existir, havia. A que existia de fato, era a do Tenente Antonino, a do doutor Campos, a do homem do Itamarati.

    Disponível em: https:// docente.ifn.edu.br/franciscoarruda/
    disciplinas/admam3am/triste-fim-de-policarpo-quaresma/view.
    Acesso 15/11/2020.

    No trecho da obra "Triste Fim de Policarpo Quaresma”, a reflexão acerca da noção de pátria propõe uma:
    Escolha uma alternativa para a questão 6275295f-8e
  • 62729B79-8E

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2020MédioEntre para guardar nos favoritos
    NÃO SE COME DINHEIRO
    Ailton Krenak

         Quando falo de humanidade não estou falando só Homo sapiens, me refiro a uma imensidão de seres que nós excluímos desde sempre: caçamos a baleia, tiramos barbatanas de tubarão, matamos leão e o penduramos na parede para mostrar que somos mais bravos que ele. Além da matança de todos os outros humanos que nós achamos que não tinham nada, que estavam aí só para nos suprir com roupa, comida, abrigo. Somos a praga do planeta, uma espécie de ameba gigante. Ao longo da história, os humanos, aliás, esse clube exclusivo da humanidade - que está na declaração universal dos direitos humanos e nos protocolos das instituições -, foram devastando tudo ao seu redor. É como se tivessem elegido uma casta, a humanidade, e todos que estão fora dela são as sub-humanidades. Não são só os caiçaras, quilombolas e os povos indígenas, mas toda vida que deliberadamente largamos à margem do caminho. E o caminho é o progresso: essa ideia prospectiva de que estamos indo para algum lugar. Há um horizonte, estamos indo para lá, e vamos largando no percurso tudo o que não interessa; o que sobra, a sub-humanidade - alguns de nós fazemos parte dela.
         É incrível que esse vírus que está aí agora esteja atingindo só as pessoas. Foi uma manobra fantástica do organismo da Terra (...) dizer: "Respirem agora, eu quero ver.” [...] Estamos sendo lembrados de que somos tão vulneráveis que, se cortarem nosso ar poralguns minutos, nós morremos. Não é preciso nenhum sistema bélico complexo para apagar essa tal humanidade: se extingue com a mesma facilidade que os mosquitos de uma sala depois de aplicado um aerossol. Nós não estamos com nada: essa é a declaração da Terra.
         E, se nós não estamos com nada, deveríamos ter contato com a experiência de estar vivos para além dos aparatos tecnológicos que podemos inventar. A ideia da economia, por exemplo, essa coisa invisível a não ser por aquele emblema de cifrão. Pode ser uma ficção afirmar que se a economia não estiver funcionando plenamente nós morremos. Nós poderíamos colocar todos os dirigentes do banco central em um cofre gigante e deixá-los vivendo lá, qual economia deles. Ninguém come dinheiro.
         Hoje de manhã eu vi um indígena norte-americano do conselho dos anciãos do povo lakota falar sobre o coronavírus. É um homem de uns setenta e poucos anos, chamado Wakya Um Manee, também conhecido como Vernon Foster.
    (Vernon, que é um típico nome americano, pois quando os colonos chegaram na América, além de proibirem as línguas nativas, mudavam os nomes das pessoas.) Pois, repetindo as palavras de um ancestral, ele dizia: "quando o último peixe estiver nas águas e a última árvore for removida da Terra, só então o homem perceberá que ele não é capaz de comer seu dinheiro”.

    KRENAK, Ailton. Não se come dinheiro. In: Avida não é útil.
    SP: Companhia das Letras, 2020. Adaptado.

    Texto II

    A história da literatura brasileira é em grande parte a história de uma imposição cultural que foi aos poucos gerando expressão literária diferente, embora em correlação estreita com os centros civilizadores da Europa. Esta imposição atuou também no sentido mais forte da palavra, isto é, como instrumento colonizador, destinado a impor e manter a ordem política e social estabelecida pela Metrópole, através inclusive das classes dominantes locais.

    CANDIDO, Antonio. Iniciação à Literatura Brasileira. Rio de
    Janeiro: Outro sobre Azul, 2015.

    A relação entre os textos I e II pode ser evidenciada no seguinte trecho:

    Escolha uma alternativa para a questão 62729b79-8e
  • 627008AC-8E

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2020FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto II

    A história da literatura brasileira é em grande parte a história de uma imposição cultural que foi aos poucos gerando expressão literária diferente, embora em correlação estreita com os centros civilizadores da Europa. Esta imposição atuou também no sentido mais forte da palavra, isto é, como instrumento colonizador, destinado a impor e manter a ordem política e social estabelecida pela Metrópole, através inclusive das classes dominantes locais.

    CANDIDO, Antonio. Iniciação à Literatura Brasileira. Rio de
    Janeiro: Outro sobre Azul, 2015.

    Um fator considerado relevante na opinião de Antonio Candido acerca do processo de formação literária do Brasil é:
    Escolha uma alternativa para a questão 627008ac-8e
  • 626CA0AB-8E

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2020FácilEntre para guardar nos favoritos
    NÃO SE COME DINHEIRO
    Ailton Krenak

         Quando falo de humanidade não estou falando só Homo sapiens, me refiro a uma imensidão de seres que nós excluímos desde sempre: caçamos a baleia, tiramos barbatanas de tubarão, matamos leão e o penduramos na parede para mostrar que somos mais bravos que ele. Além da matança de todos os outros humanos que nós achamos que não tinham nada, que estavam aí só para nos suprir com roupa, comida, abrigo. Somos a praga do planeta, uma espécie de ameba gigante. Ao longo da história, os humanos, aliás, esse clube exclusivo da humanidade - que está na declaração universal dos direitos humanos e nos protocolos das instituições -, foram devastando tudo ao seu redor. É como se tivessem elegido uma casta, a humanidade, e todos que estão fora dela são as sub-humanidades. Não são só os caiçaras, quilombolas e os povos indígenas, mas toda vida que deliberadamente largamos à margem do caminho. E o caminho é o progresso: essa ideia prospectiva de que estamos indo para algum lugar. Há um horizonte, estamos indo para lá, e vamos largando no percurso tudo o que não interessa; o que sobra, a sub-humanidade - alguns de nós fazemos parte dela.
         É incrível que esse vírus que está aí agora esteja atingindo só as pessoas. Foi uma manobra fantástica do organismo da Terra (...) dizer: "Respirem agora, eu quero ver.” [...] Estamos sendo lembrados de que somos tão vulneráveis que, se cortarem nosso ar poralguns minutos, nós morremos. Não é preciso nenhum sistema bélico complexo para apagar essa tal humanidade: se extingue com a mesma facilidade que os mosquitos de uma sala depois de aplicado um aerossol. Nós não estamos com nada: essa é a declaração da Terra.
         E, se nós não estamos com nada, deveríamos ter contato com a experiência de estar vivos para além dos aparatos tecnológicos que podemos inventar. A ideia da economia, por exemplo, essa coisa invisível a não ser por aquele emblema de cifrão. Pode ser uma ficção afirmar que se a economia não estiver funcionando plenamente nós morremos. Nós poderíamos colocar todos os dirigentes do banco central em um cofre gigante e deixá-los vivendo lá, qual economia deles. Ninguém come dinheiro.
         Hoje de manhã eu vi um indígena norte-americano do conselho dos anciãos do povo lakota falar sobre o coronavírus. É um homem de uns setenta e poucos anos, chamado Wakya Um Manee, também conhecido como Vernon Foster.
    (Vernon, que é um típico nome americano, pois quando os colonos chegaram na América, além de proibirem as línguas nativas, mudavam os nomes das pessoas.) Pois, repetindo as palavras de um ancestral, ele dizia: "quando o último peixe estiver nas águas e a última árvore for removida da Terra, só então o homem perceberá que ele não é capaz de comer seu dinheiro”.

    KRENAK, Ailton. Não se come dinheiro. In: Avida não é útil.
    SP: Companhia das Letras, 2020. Adaptado.
    O texto I apresenta uma estrutura predominantemente:
    Escolha uma alternativa para a questão 626ca0ab-8e
  • 626A01CD-8E

    Português

    Interpretação de Textos
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    NÃO SE COME DINHEIRO
    Ailton Krenak

         Quando falo de humanidade não estou falando só Homo sapiens, me refiro a uma imensidão de seres que nós excluímos desde sempre: caçamos a baleia, tiramos barbatanas de tubarão, matamos leão e o penduramos na parede para mostrar que somos mais bravos que ele. Além da matança de todos os outros humanos que nós achamos que não tinham nada, que estavam aí só para nos suprir com roupa, comida, abrigo. Somos a praga do planeta, uma espécie de ameba gigante. Ao longo da história, os humanos, aliás, esse clube exclusivo da humanidade - que está na declaração universal dos direitos humanos e nos protocolos das instituições -, foram devastando tudo ao seu redor. É como se tivessem elegido uma casta, a humanidade, e todos que estão fora dela são as sub-humanidades. Não são só os caiçaras, quilombolas e os povos indígenas, mas toda vida que deliberadamente largamos à margem do caminho. E o caminho é o progresso: essa ideia prospectiva de que estamos indo para algum lugar. Há um horizonte, estamos indo para lá, e vamos largando no percurso tudo o que não interessa; o que sobra, a sub-humanidade - alguns de nós fazemos parte dela.
         É incrível que esse vírus que está aí agora esteja atingindo só as pessoas. Foi uma manobra fantástica do organismo da Terra (...) dizer: "Respirem agora, eu quero ver.” [...] Estamos sendo lembrados de que somos tão vulneráveis que, se cortarem nosso ar poralguns minutos, nós morremos. Não é preciso nenhum sistema bélico complexo para apagar essa tal humanidade: se extingue com a mesma facilidade que os mosquitos de uma sala depois de aplicado um aerossol. Nós não estamos com nada: essa é a declaração da Terra.
         E, se nós não estamos com nada, deveríamos ter contato com a experiência de estar vivos para além dos aparatos tecnológicos que podemos inventar. A ideia da economia, por exemplo, essa coisa invisível a não ser por aquele emblema de cifrão. Pode ser uma ficção afirmar que se a economia não estiver funcionando plenamente nós morremos. Nós poderíamos colocar todos os dirigentes do banco central em um cofre gigante e deixá-los vivendo lá, qual economia deles. Ninguém come dinheiro.
         Hoje de manhã eu vi um indígena norte-americano do conselho dos anciãos do povo lakota falar sobre o coronavírus. É um homem de uns setenta e poucos anos, chamado Wakya Um Manee, também conhecido como Vernon Foster.
    (Vernon, que é um típico nome americano, pois quando os colonos chegaram na América, além de proibirem as línguas nativas, mudavam os nomes das pessoas.) Pois, repetindo as palavras de um ancestral, ele dizia: "quando o último peixe estiver nas águas e a última árvore for removida da Terra, só então o homem perceberá que ele não é capaz de comer seu dinheiro”.

    KRENAK, Ailton. Não se come dinheiro. In: Avida não é útil.
    SP: Companhia das Letras, 2020. Adaptado.
    No trecho "Foi uma manobra fantástica do organismo da Terra (...) dizer: "Respirem agora, eu quero ver”, a fala atribuída à Terra revela que:
    Escolha uma alternativa para a questão 626a01cd-8e
  • 626762C3-8E

    Português

    Sintaxe
    CEDERJ · 2020FácilEntre para guardar nos favoritos
    NÃO SE COME DINHEIRO
    Ailton Krenak

         Quando falo de humanidade não estou falando só Homo sapiens, me refiro a uma imensidão de seres que nós excluímos desde sempre: caçamos a baleia, tiramos barbatanas de tubarão, matamos leão e o penduramos na parede para mostrar que somos mais bravos que ele. Além da matança de todos os outros humanos que nós achamos que não tinham nada, que estavam aí só para nos suprir com roupa, comida, abrigo. Somos a praga do planeta, uma espécie de ameba gigante. Ao longo da história, os humanos, aliás, esse clube exclusivo da humanidade - que está na declaração universal dos direitos humanos e nos protocolos das instituições -, foram devastando tudo ao seu redor. É como se tivessem elegido uma casta, a humanidade, e todos que estão fora dela são as sub-humanidades. Não são só os caiçaras, quilombolas e os povos indígenas, mas toda vida que deliberadamente largamos à margem do caminho. E o caminho é o progresso: essa ideia prospectiva de que estamos indo para algum lugar. Há um horizonte, estamos indo para lá, e vamos largando no percurso tudo o que não interessa; o que sobra, a sub-humanidade - alguns de nós fazemos parte dela.
         É incrível que esse vírus que está aí agora esteja atingindo só as pessoas. Foi uma manobra fantástica do organismo da Terra (...) dizer: "Respirem agora, eu quero ver.” [...] Estamos sendo lembrados de que somos tão vulneráveis que, se cortarem nosso ar poralguns minutos, nós morremos. Não é preciso nenhum sistema bélico complexo para apagar essa tal humanidade: se extingue com a mesma facilidade que os mosquitos de uma sala depois de aplicado um aerossol. Nós não estamos com nada: essa é a declaração da Terra.
         E, se nós não estamos com nada, deveríamos ter contato com a experiência de estar vivos para além dos aparatos tecnológicos que podemos inventar. A ideia da economia, por exemplo, essa coisa invisível a não ser por aquele emblema de cifrão. Pode ser uma ficção afirmar que se a economia não estiver funcionando plenamente nós morremos. Nós poderíamos colocar todos os dirigentes do banco central em um cofre gigante e deixá-los vivendo lá, qual economia deles. Ninguém come dinheiro.
         Hoje de manhã eu vi um indígena norte-americano do conselho dos anciãos do povo lakota falar sobre o coronavírus. É um homem de uns setenta e poucos anos, chamado Wakya Um Manee, também conhecido como Vernon Foster.
    (Vernon, que é um típico nome americano, pois quando os colonos chegaram na América, além de proibirem as línguas nativas, mudavam os nomes das pessoas.) Pois, repetindo as palavras de um ancestral, ele dizia: "quando o último peixe estiver nas águas e a última árvore for removida da Terra, só então o homem perceberá que ele não é capaz de comer seu dinheiro”.

    KRENAK, Ailton. Não se come dinheiro. In: Avida não é útil.
    SP: Companhia das Letras, 2020. Adaptado.
    "Ao longo da história, os humanos, aliás, esse clube exclusivo da humanidade...”

    O uso do vocábulo aliás marca entre as partes da frase uma relação de:
    Escolha uma alternativa para a questão 626762c3-8e
  • 6264C494-8E

    Português

    Interpretação de Textos
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    NÃO SE COME DINHEIRO
    Ailton Krenak

         Quando falo de humanidade não estou falando só Homo sapiens, me refiro a uma imensidão de seres que nós excluímos desde sempre: caçamos a baleia, tiramos barbatanas de tubarão, matamos leão e o penduramos na parede para mostrar que somos mais bravos que ele. Além da matança de todos os outros humanos que nós achamos que não tinham nada, que estavam aí só para nos suprir com roupa, comida, abrigo. Somos a praga do planeta, uma espécie de ameba gigante. Ao longo da história, os humanos, aliás, esse clube exclusivo da humanidade - que está na declaração universal dos direitos humanos e nos protocolos das instituições -, foram devastando tudo ao seu redor. É como se tivessem elegido uma casta, a humanidade, e todos que estão fora dela são as sub-humanidades. Não são só os caiçaras, quilombolas e os povos indígenas, mas toda vida que deliberadamente largamos à margem do caminho. E o caminho é o progresso: essa ideia prospectiva de que estamos indo para algum lugar. Há um horizonte, estamos indo para lá, e vamos largando no percurso tudo o que não interessa; o que sobra, a sub-humanidade - alguns de nós fazemos parte dela.
         É incrível que esse vírus que está aí agora esteja atingindo só as pessoas. Foi uma manobra fantástica do organismo da Terra (...) dizer: "Respirem agora, eu quero ver.” [...] Estamos sendo lembrados de que somos tão vulneráveis que, se cortarem nosso ar poralguns minutos, nós morremos. Não é preciso nenhum sistema bélico complexo para apagar essa tal humanidade: se extingue com a mesma facilidade que os mosquitos de uma sala depois de aplicado um aerossol. Nós não estamos com nada: essa é a declaração da Terra.
         E, se nós não estamos com nada, deveríamos ter contato com a experiência de estar vivos para além dos aparatos tecnológicos que podemos inventar. A ideia da economia, por exemplo, essa coisa invisível a não ser por aquele emblema de cifrão. Pode ser uma ficção afirmar que se a economia não estiver funcionando plenamente nós morremos. Nós poderíamos colocar todos os dirigentes do banco central em um cofre gigante e deixá-los vivendo lá, qual economia deles. Ninguém come dinheiro.
         Hoje de manhã eu vi um indígena norte-americano do conselho dos anciãos do povo lakota falar sobre o coronavírus. É um homem de uns setenta e poucos anos, chamado Wakya Um Manee, também conhecido como Vernon Foster.
    (Vernon, que é um típico nome americano, pois quando os colonos chegaram na América, além de proibirem as línguas nativas, mudavam os nomes das pessoas.) Pois, repetindo as palavras de um ancestral, ele dizia: "quando o último peixe estiver nas águas e a última árvore for removida da Terra, só então o homem perceberá que ele não é capaz de comer seu dinheiro”.

    KRENAK, Ailton. Não se come dinheiro. In: Avida não é útil.
    SP: Companhia das Letras, 2020. Adaptado.
    "Quando falo de humanidade não estou falando só Homo sapiens, me refiro a uma imensidão de seres que nós excluímos desde sempre: caçamos baleia, tiramos barbatanas de tubarão, matamos leão e o penduramos na parede para mostrar que somos mais bravos que ele.”

    As expressões introduzidas pelos dois-pontos estabelecem com o trecho anterior uma relação de:
    Escolha uma alternativa para a questão 6264c494-8e
  • 625EFF02-8E

    Português

    Interpretação de Textos
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    NÃO SE COME DINHEIRO
    Ailton Krenak

         Quando falo de humanidade não estou falando só Homo sapiens, me refiro a uma imensidão de seres que nós excluímos desde sempre: caçamos a baleia, tiramos barbatanas de tubarão, matamos leão e o penduramos na parede para mostrar que somos mais bravos que ele. Além da matança de todos os outros humanos que nós achamos que não tinham nada, que estavam aí só para nos suprir com roupa, comida, abrigo. Somos a praga do planeta, uma espécie de ameba gigante. Ao longo da história, os humanos, aliás, esse clube exclusivo da humanidade - que está na declaração universal dos direitos humanos e nos protocolos das instituições -, foram devastando tudo ao seu redor. É como se tivessem elegido uma casta, a humanidade, e todos que estão fora dela são as sub-humanidades. Não são só os caiçaras, quilombolas e os povos indígenas, mas toda vida que deliberadamente largamos à margem do caminho. E o caminho é o progresso: essa ideia prospectiva de que estamos indo para algum lugar. Há um horizonte, estamos indo para lá, e vamos largando no percurso tudo o que não interessa; o que sobra, a sub-humanidade - alguns de nós fazemos parte dela.
         É incrível que esse vírus que está aí agora esteja atingindo só as pessoas. Foi uma manobra fantástica do organismo da Terra (...) dizer: "Respirem agora, eu quero ver.” [...] Estamos sendo lembrados de que somos tão vulneráveis que, se cortarem nosso ar poralguns minutos, nós morremos. Não é preciso nenhum sistema bélico complexo para apagar essa tal humanidade: se extingue com a mesma facilidade que os mosquitos de uma sala depois de aplicado um aerossol. Nós não estamos com nada: essa é a declaração da Terra.
         E, se nós não estamos com nada, deveríamos ter contato com a experiência de estar vivos para além dos aparatos tecnológicos que podemos inventar. A ideia da economia, por exemplo, essa coisa invisível a não ser por aquele emblema de cifrão. Pode ser uma ficção afirmar que se a economia não estiver funcionando plenamente nós morremos. Nós poderíamos colocar todos os dirigentes do banco central em um cofre gigante e deixá-los vivendo lá, qual economia deles. Ninguém come dinheiro.
         Hoje de manhã eu vi um indígena norte-americano do conselho dos anciãos do povo lakota falar sobre o coronavírus. É um homem de uns setenta e poucos anos, chamado Wakya Um Manee, também conhecido como Vernon Foster.
    (Vernon, que é um típico nome americano, pois quando os colonos chegaram na América, além de proibirem as línguas nativas, mudavam os nomes das pessoas.) Pois, repetindo as palavras de um ancestral, ele dizia: "quando o último peixe estiver nas águas e a última árvore for removida da Terra, só então o homem perceberá que ele não é capaz de comer seu dinheiro”.

    KRENAK, Ailton. Não se come dinheiro. In: Avida não é útil.
    SP: Companhia das Letras, 2020. Adaptado.
    O título do texto I, "Não se come dinheiro”, sintetiza a seguinte discussão presente no texto:
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