Questões do ENEM: Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (CEDERJ)

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Resultados

1.157 questões encontradas. Mostrando a página 50 de 58.

  • C6891894-96

    Geografia

    Geografia Política
    CEDERJ · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia a charge a seguir.

                                      Imagem da questão de Geografia, da prova de 2014

                                          Fonte: O Globo, 01 abr.2014.

    Em março de 2014, o mapa do espaço geográfico pós-soviético sofreu uma alteração devido à seguinte mudança geopolítica:
    Escolha uma alternativa para a questão c6891894-96
  • C684364C-96

    Física

    Circuitos Elétricos e Leis de Kirchhoff
    CEDERJ · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    No circuito ilustrado na figura abaixo, a bateria tem força eletromotriz de 12V e sua resistência interna é desprezível. O voltímetro (V) tem resistência praticamente infinita e os amperímetros A1 , A2 e A têm resistências praticamente nulas. As leituras feitas nos amperímetros A1 e A2 são, respectivamente, i1=2A e i2 = 4A. Nessa situação, os valores registrados no voltímetro (V) e no amperímetro (A) são, respectivamente

                              Imagem da questão de Física, da prova de 2014
    Escolha uma alternativa para a questão c684364c-96
  • C67F2322-96

    Física

    Cargas Elétricas e Eletrização
    CEDERJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Uma carga de prova Q0 pode ser colocada em quatro posições distintas sobre a linha que une duas cargas fixas, Q1 = - Q0 /3 e Q2 = 3Q0 , como ilustra a figura. Assinale a alternativa que representa a posição em que a resultante das forças sobre a carga de prova Q0 é nula.

                             Imagem da questão de Física, da prova de 2014
    Escolha uma alternativa para a questão c67f2322-96
  • C67AA3C6-96

    Física

    Dinâmica
    CEDERJ · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Um bloco A, de peso igual a 5N, pode deslizar sem atrito sobre uma mesa horizontal. Utilizando-se uma corda de massa desprezível presa ao bloco A e uma roldana ideal, também de massa desprezível, é possível puxar o bloco A de duas formas distintas, como ilustram as figuras. Na situação 1, um segundo bloco, de peso também igual a 5N, é amarrado na outra extremidade da corda que passa pela roldana. Na situação 2, a extremidade livre da corda é puxada para baixo com uma força de 5N. Assinale a alternativa que descreve os módulos das acelerações (a1 e a2 ) do bloco A, nas duas situações, respectivamente.

    Imagem da questão de Física, da prova de 2014

    Escolha uma alternativa para a questão c67aa3c6-96
  • C67628C3-96

    Física

    Cinemática
    CEDERJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Um ciclista movendo-se com velocidade v em uma pista reta, homogênea e horizontal, freia bruscamente. Os pneus da bicicleta deslizam sobre a pista por uma distância d até a bicicleta parar. Ele repete a atividade, porém, dessa vez, freia ao atingir uma velocidade v2 , que é o dobro da anterior. A bicicleta desliza, então, por uma distância d2 até parar. Assinale a alternativa que relaciona a distância d2 à distância d.

                                          Imagem da questão de Física, da prova de 2014
    Escolha uma alternativa para a questão c67628c3-96
  • C67126AF-96

    Física

    Cinemática
    CEDERJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    A fotografia estroboscópica, muito utilizada para analisar movimentos, consiste em fotos sucessivas de um objeto em movimento contínuo. Os pontos ilustrados nas figuras representam as posições sucessivas de três objetos em movimento contínuo, registradas em intervalos de tempos iguais. Analise as três fotos estroboscópicas e assinale a alternativa que identifica quais objetos estão acelerados.

    Imagem da questão de Física, da prova de 2014

    Escolha uma alternativa para a questão c67126af-96
  • C66C541F-96

    Biologia

    Identidade dos seres vivos
    CEDERJ · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos

    O anel de Malphigi consiste na extração completa, em forma de anel, de parte da casca do tronco de uma árvore. Esse procedimento leva a árvore à morte, porque

    Imagem da questão de Biologia, da prova de 2014

    Escolha uma alternativa para a questão c66c541f-96
  • C6665A4C-96

    Biologia

    IST´s e Métodos contraceptivos
    CEDERJ · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    As doenças venéreas, também conhecidas como Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), são infecções transmitidas através de relações sexuais e uma das principais formas de evitá-las é o uso de preservativos. Essas doenças devem ser tratadas de forma rápida e correta, pois seu desenvolvimento no corpo humano pode causar sérios problemas, tais como, infertilidade, doenças neonatais, câncer anogenital, comprometimento do aparelho reprodutor e até mesmo a morte.

    As DST causadas, respectivamente, por protozoário, bactéria e vírus são:
    Escolha uma alternativa para a questão c6665a4c-96
  • C65FDB07-96

    Biologia

    Ciclos biogeoquímicos
    CEDERJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    A agrônoma Johanna Döbereiner, pesquisadora da EMBRAPA que faleceu no ano de 2000, foi uma das indicadas para o Prêmio Nobel de Química em 1997. Seus estudos sobre a bactéria Rhizobium, associada à raiz de leguminosas, revolucionaram e aprimoraram o plantio da soja no Brasil.

    Fonte: http://www.brasil.gov.br/ciencia-e-tecnologia/2010/10/ conheca-as-contribuicoes-de-johanna-dobereiner-para-a-ciencia. Adaptado.

    Esse aprimoramento se deve à capacidade de essa bactéria
    Escolha uma alternativa para a questão c65fdb07-96
  • C65B207B-96

    Biologia

    Estrutura e fisiologia da Membrana Plasmática
    CEDERJ · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia e avalie as afirmativas sobre as especializações de membrana.

    I As interdigitações aumentam a área de absorção celular.

    II As microvilosidades aumentam a comunicação entre as células.

    III Os estereocílios são cílios sem mobilidade.

    IV Os desmossomos têm a função de aumentar a adesão entre células vizinhas.

    Após a leitura, conclui-se que:
    Escolha uma alternativa para a questão c65b207b-96
  • C656E6CE-96

    Biologia

    Introdução ao metabolismo energético
    CEDERJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    As vias catabólicas – a anaeróbica e a aeróbica – são utilizadas pela célula para produção de ATP. A via metabólica utilizada pela célula para sintetizar energia na ausência de oxigênio é a seguinte:
    Escolha uma alternativa para a questão c656e6ce-96
  • C65208D6-96

    Português

    Conjunções: Relação de causa e consequência
    CEDERJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2

                                        Canção de garoa

                                                                                  Mário Quintana

                                  Em cima do meu telhado
                                  Pirulin lulin lulin,
                                  Um anjo, todo molhado,
                                  Soluça no seu flautim.

                                  O relógio vai bater:
                                  As molas rangem sem fim.
                                  O retrato na parede
                                  Fica olhando para mim.

                                  E chove sem saber por quê...
                                  E tudo foi sempre assim!
                                  Parece que vou sofrer:
                                  Pirulin lulin lulin...

        QUINTANA, Mário. Nariz de vidro. 4.ed. Editora Moderna, 1984. p. 23.
    A conjunção “e" foi usada duas vezes na terceira estrofe, para reforçar a ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão c65208d6-96
  • C64D85C5-96

    Português

    Figuras de Linguagem
    CEDERJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2

                                        Canção de garoa

                                                                                  Mário Quintana

                                  Em cima do meu telhado
                                  Pirulin lulin lulin,
                                  Um anjo, todo molhado,
                                  Soluça no seu flautim.

                                  O relógio vai bater:
                                  As molas rangem sem fim.
                                  O retrato na parede
                                  Fica olhando para mim.

                                  E chove sem saber por quê...
                                  E tudo foi sempre assim!
                                  Parece que vou sofrer:
                                  Pirulin lulin lulin...

        QUINTANA, Mário. Nariz de vidro. 4.ed. Editora Moderna, 1984. p. 23.
    No poema, a onomatopeia utilizada procurar imitar o som
    Escolha uma alternativa para a questão c64d85c5-96
  • C648F45F-96

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1

                      As gravatas de Mário Quintana (não basta saber uma língua para entendê-la)

          Como é que uma pessoa se comunica com a outra? Como fazemos para transmitir ideias?

          A resposta parece bastante óbvia: transmitimos ideias usando a língua. Assim, se vou passando na rua e vejo um avestruz (digamos que seja uma rua muito peculiar, onde o tráfego de avestruzes é intenso), digo ao meu amigo: Olha, lá vai um avestruz. Com isso, transmito determinada informação ao meu amigo; em outras palavras, passo para a mente de outra pessoa uma ideia que estava originalmente em minha mente.

          Para isso, evidentemente, é preciso que as duas pessoas em questão conheçam a mesma língua, que ambas chamem aquele animal desajeitado de avestruz; que ambas saibam utilizar os verbos olhar e ir, e assim por diante. Uma vez isso arranjado, as duas pessoas se entenderão. Para que as pessoas se entendam, é necessário – e suficiente – que falem a mesma língua.

          É isso mesmo? Veremos que não. Na verdade, para que se dê a compreensão, mesmo em nível bastante elementar, é necessário que as pessoas tenham muito mais em comum que simplesmente uma língua. Precisam ter em comum um grande número de informações, precisam pertencer a meios culturais semelhantes, precisam mesmo ter, até certo ponto, crenças comuns. Sem isso, a língua simplesmente deixa de funcionar enquanto instrumento de comunicação. Na verdade, a comunicação linguística é um processo bastante precário; depende de tantos fatores que falham com muita frequência, para desânimo de muitos que ficam gemendo Por que é que ele não me entendeu?

          O problema é que o que a língua exprime é apenas uma parte do que se quer transmitir. Geralmente, se pensa no processo de comunicação como uma rua de mão única: a informação passa do falante para o ouvinte (ou do autor para o leitor). Se fosse assim, a estrutura linguística teria de ser suficiente para veicular a mensagem, porque, afinal de contas, a única coisa que o emissor realmente produz é um conjunto de sons (ou de riscos no papel), organizados de acordo com as regras da língua. Mesmo isso, como vimos, depende de alguma coisa por parte do receptor, a saber, o conhecimento das palavras e das regras da língua; mas poderia ser só isso, e as coisas seriam muito mais simples – e, também, talvez os seres humanos se entendessem melhor. (...)

         O significado de uma frase não é simples função de seus elementos constitutivos, mas depende ainda da informação extralinguística. Ou ainda (e aqui me oponho às crenças de boa parte de meus colegas linguistas), uma frase fora de contexto não tem, a rigor, significado.

         Vamos ver o exemplo: seja o sintagma as gravatas de Mário Quintana. Que significa isso? E, em especial, que tipo de relação exprime a preposição de? Evidentemente, de exprime “posse", e o sintagma equivale a as gravatas pertencem a Mário Quintana. Pode parecer, então, que computamos o significado do sintagma simplesmente juntando o significado das palavras: as gravatas + de + Mário Quintana.

          Mas ainda aqui isso é só a primeira impressão. Digamos que o sintagma fosse as gravatas de Pierre Cardin; agora, para alguém que sabe quem é Pierre Cardin, a relação expressa pela preposição de já não precisa ser de posse. Na verdade, é mais provável que se entenda como “autoria", isto é, as gravatas criadas por Pierre Cardin.

          Ora, a preposição é a mesma nos dois casos. De onde vem essa diferença de significado? Simplesmente do que sabemos sobre Mário Quintana (um poeta) e sobre Pierre Cardin (um estilista de moda). Se dissermos os poemas de Mário Quintana, a preposição já não exprimirá posse, mas autoria – porque, já que Mário Quintana é um poeta, é plausível que se fale dos poemas de sua autoria; além do mais, em geral, não se pensa em poemas como tendo possuidor.

          Se a situação é essa, não faz sentido perguntar se o significado da preposição de é de posse ou autoria. Será posse ou autoria segundo o que soubermos dos diversos objetos ou pessoas mencionadas: se se trata de um objeto possuível, como uma gravata, ou não possuível, como um poema; e se se trata de um poeta ou de um costureiro.

                                 (PERINI, Mário A. Sofrendo a gramática. São Paulo: Ática, 2000, páginas 57-60.)
    Numere a segunda coluna de acordo com a primeira, observando a relação expressa pela preposição “de" e, a seguir, assinale a alternativa que contempla a numeração correta.

    (1) As gravatas de Mário Quintana

    (2) As gravatas de Pierre Cardin

    (3) Os copos de vinho

    (4) Os copos de vidro

    (5) A casa de campo

    (6) A chegada de Paris

    ( ) Procedência

    ( ) Tipo

    ( ) Posse

    ( ) Autoria

    ( ) Conteúdo

    ( ) Matéria
    Escolha uma alternativa para a questão c648f45f-96
  • C64319A8-96

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1

                      As gravatas de Mário Quintana (não basta saber uma língua para entendê-la)

          Como é que uma pessoa se comunica com a outra? Como fazemos para transmitir ideias?

          A resposta parece bastante óbvia: transmitimos ideias usando a língua. Assim, se vou passando na rua e vejo um avestruz (digamos que seja uma rua muito peculiar, onde o tráfego de avestruzes é intenso), digo ao meu amigo: Olha, lá vai um avestruz. Com isso, transmito determinada informação ao meu amigo; em outras palavras, passo para a mente de outra pessoa uma ideia que estava originalmente em minha mente.

          Para isso, evidentemente, é preciso que as duas pessoas em questão conheçam a mesma língua, que ambas chamem aquele animal desajeitado de avestruz; que ambas saibam utilizar os verbos olhar e ir, e assim por diante. Uma vez isso arranjado, as duas pessoas se entenderão. Para que as pessoas se entendam, é necessário – e suficiente – que falem a mesma língua.

          É isso mesmo? Veremos que não. Na verdade, para que se dê a compreensão, mesmo em nível bastante elementar, é necessário que as pessoas tenham muito mais em comum que simplesmente uma língua. Precisam ter em comum um grande número de informações, precisam pertencer a meios culturais semelhantes, precisam mesmo ter, até certo ponto, crenças comuns. Sem isso, a língua simplesmente deixa de funcionar enquanto instrumento de comunicação. Na verdade, a comunicação linguística é um processo bastante precário; depende de tantos fatores que falham com muita frequência, para desânimo de muitos que ficam gemendo Por que é que ele não me entendeu?

          O problema é que o que a língua exprime é apenas uma parte do que se quer transmitir. Geralmente, se pensa no processo de comunicação como uma rua de mão única: a informação passa do falante para o ouvinte (ou do autor para o leitor). Se fosse assim, a estrutura linguística teria de ser suficiente para veicular a mensagem, porque, afinal de contas, a única coisa que o emissor realmente produz é um conjunto de sons (ou de riscos no papel), organizados de acordo com as regras da língua. Mesmo isso, como vimos, depende de alguma coisa por parte do receptor, a saber, o conhecimento das palavras e das regras da língua; mas poderia ser só isso, e as coisas seriam muito mais simples – e, também, talvez os seres humanos se entendessem melhor. (...)

         O significado de uma frase não é simples função de seus elementos constitutivos, mas depende ainda da informação extralinguística. Ou ainda (e aqui me oponho às crenças de boa parte de meus colegas linguistas), uma frase fora de contexto não tem, a rigor, significado.

         Vamos ver o exemplo: seja o sintagma as gravatas de Mário Quintana. Que significa isso? E, em especial, que tipo de relação exprime a preposição de? Evidentemente, de exprime “posse", e o sintagma equivale a as gravatas pertencem a Mário Quintana. Pode parecer, então, que computamos o significado do sintagma simplesmente juntando o significado das palavras: as gravatas + de + Mário Quintana.

          Mas ainda aqui isso é só a primeira impressão. Digamos que o sintagma fosse as gravatas de Pierre Cardin; agora, para alguém que sabe quem é Pierre Cardin, a relação expressa pela preposição de já não precisa ser de posse. Na verdade, é mais provável que se entenda como “autoria", isto é, as gravatas criadas por Pierre Cardin.

          Ora, a preposição é a mesma nos dois casos. De onde vem essa diferença de significado? Simplesmente do que sabemos sobre Mário Quintana (um poeta) e sobre Pierre Cardin (um estilista de moda). Se dissermos os poemas de Mário Quintana, a preposição já não exprimirá posse, mas autoria – porque, já que Mário Quintana é um poeta, é plausível que se fale dos poemas de sua autoria; além do mais, em geral, não se pensa em poemas como tendo possuidor.

          Se a situação é essa, não faz sentido perguntar se o significado da preposição de é de posse ou autoria. Será posse ou autoria segundo o que soubermos dos diversos objetos ou pessoas mencionadas: se se trata de um objeto possuível, como uma gravata, ou não possuível, como um poema; e se se trata de um poeta ou de um costureiro.

                                 (PERINI, Mário A. Sofrendo a gramática. São Paulo: Ática, 2000, páginas 57-60.)
    Do ponto de vista da estrutura textual, é correto afirmar que o texto “As gravatas de Mário Quintana" é predominantemente
    Escolha uma alternativa para a questão c64319a8-96
  • C63DCEBC-96

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1

                      As gravatas de Mário Quintana (não basta saber uma língua para entendê-la)

          Como é que uma pessoa se comunica com a outra? Como fazemos para transmitir ideias?

          A resposta parece bastante óbvia: transmitimos ideias usando a língua. Assim, se vou passando na rua e vejo um avestruz (digamos que seja uma rua muito peculiar, onde o tráfego de avestruzes é intenso), digo ao meu amigo: Olha, lá vai um avestruz. Com isso, transmito determinada informação ao meu amigo; em outras palavras, passo para a mente de outra pessoa uma ideia que estava originalmente em minha mente.

          Para isso, evidentemente, é preciso que as duas pessoas em questão conheçam a mesma língua, que ambas chamem aquele animal desajeitado de avestruz; que ambas saibam utilizar os verbos olhar e ir, e assim por diante. Uma vez isso arranjado, as duas pessoas se entenderão. Para que as pessoas se entendam, é necessário – e suficiente – que falem a mesma língua.

          É isso mesmo? Veremos que não. Na verdade, para que se dê a compreensão, mesmo em nível bastante elementar, é necessário que as pessoas tenham muito mais em comum que simplesmente uma língua. Precisam ter em comum um grande número de informações, precisam pertencer a meios culturais semelhantes, precisam mesmo ter, até certo ponto, crenças comuns. Sem isso, a língua simplesmente deixa de funcionar enquanto instrumento de comunicação. Na verdade, a comunicação linguística é um processo bastante precário; depende de tantos fatores que falham com muita frequência, para desânimo de muitos que ficam gemendo Por que é que ele não me entendeu?

          O problema é que o que a língua exprime é apenas uma parte do que se quer transmitir. Geralmente, se pensa no processo de comunicação como uma rua de mão única: a informação passa do falante para o ouvinte (ou do autor para o leitor). Se fosse assim, a estrutura linguística teria de ser suficiente para veicular a mensagem, porque, afinal de contas, a única coisa que o emissor realmente produz é um conjunto de sons (ou de riscos no papel), organizados de acordo com as regras da língua. Mesmo isso, como vimos, depende de alguma coisa por parte do receptor, a saber, o conhecimento das palavras e das regras da língua; mas poderia ser só isso, e as coisas seriam muito mais simples – e, também, talvez os seres humanos se entendessem melhor. (...)

         O significado de uma frase não é simples função de seus elementos constitutivos, mas depende ainda da informação extralinguística. Ou ainda (e aqui me oponho às crenças de boa parte de meus colegas linguistas), uma frase fora de contexto não tem, a rigor, significado.

         Vamos ver o exemplo: seja o sintagma as gravatas de Mário Quintana. Que significa isso? E, em especial, que tipo de relação exprime a preposição de? Evidentemente, de exprime “posse", e o sintagma equivale a as gravatas pertencem a Mário Quintana. Pode parecer, então, que computamos o significado do sintagma simplesmente juntando o significado das palavras: as gravatas + de + Mário Quintana.

          Mas ainda aqui isso é só a primeira impressão. Digamos que o sintagma fosse as gravatas de Pierre Cardin; agora, para alguém que sabe quem é Pierre Cardin, a relação expressa pela preposição de já não precisa ser de posse. Na verdade, é mais provável que se entenda como “autoria", isto é, as gravatas criadas por Pierre Cardin.

          Ora, a preposição é a mesma nos dois casos. De onde vem essa diferença de significado? Simplesmente do que sabemos sobre Mário Quintana (um poeta) e sobre Pierre Cardin (um estilista de moda). Se dissermos os poemas de Mário Quintana, a preposição já não exprimirá posse, mas autoria – porque, já que Mário Quintana é um poeta, é plausível que se fale dos poemas de sua autoria; além do mais, em geral, não se pensa em poemas como tendo possuidor.

          Se a situação é essa, não faz sentido perguntar se o significado da preposição de é de posse ou autoria. Será posse ou autoria segundo o que soubermos dos diversos objetos ou pessoas mencionadas: se se trata de um objeto possuível, como uma gravata, ou não possuível, como um poema; e se se trata de um poeta ou de um costureiro.

                                 (PERINI, Mário A. Sofrendo a gramática. São Paulo: Ática, 2000, páginas 57-60.)
    A ideia central do texto está resumida no seguinte fragmento:
    Escolha uma alternativa para a questão c63dcebc-96
  • 1BBBCE08-96

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    CEDERJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

                               Alice Munro’s road to Nobel literature prize was not easy

                                                       Imagem da questão de Inglês, da prova de 2014

                                             Nobel literature prize winner Alice Munro.

    Alice Munro has been awarded the 2013 Nobel Prize in literature, thus becoming its 13th female recipient. It’s a thrilling honour for a major writer: Munro has long been recognised in North America and the UK, but the Nobel will draw international attention, not only to women’s writing and Canadian writing, but to the short story, Munro’s chosen literary genre and one often neglected.

    The road to the Nobel wasn’t an easy one for Munro. She found herself referred to as “some housewife”, and was told that her subject matter, being too “domestic”, was boring. A male writer told her she wrote good stories, but he wouldn’t want to sleep with her. “Nobody invited him,” said Munro. Maybe as a consequence of this initial reaction towards her, when writers occur in Munro stories, they are pretentious, or exploitative of others; or they’re being asked by their relatives why they aren’t famous, or – worse, if female – why they aren’t better-looking.

    The chances that a literary star would emerge from her time and place would once have been zero. Munro was born in 1931, and thus experienced the Depression as a child and the Second World War as a teenager. This was in south-western Ontario, Canada, a region that also produced equally talented writers and poets such as Robertson Davies, Graeme Gibson, James Reaney, and Marian Engel. It’s this small-town setting that features most often in her stories – the snobberies, the eccentrics, and the jeering at ambitions, especially artistic ones.

    Shame is a common driving force for Munro’s characters just as perfectionism in the writing and courage in her profession have been driving forces for her.

    As in much else, Munro is essentially Canadian. Faced with the Nobel, she will be modest, she won’t get a swelled head. The rest of us, on this magnificent occasion, will just have to do that for her.

    Adapted from http://www.theguardian.com/books/2013/oct/10/alicemunro-wins-nobel-prize-in-literature

    Glossary
    thrilling: emocionante; subject matter: assunto; better-looking: mais bonitas; setting: cenário; jeering: deboche; shame: vergonha; driving force: força propulsora; get a swelled head: ficar convencida, cheia de si

    Answer the following questions:

    Besides Alice Munro's talent and courage, what other quality of this Nobel Prize winner is emphasized in the article?


    Escolha uma alternativa para a questão 1bbbce08-96
  • 1BB1257B-96

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    CEDERJ · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

                               Alice Munro’s road to Nobel literature prize was not easy

                                                       Imagem da questão de Inglês, da prova de 2014

                                             Nobel literature prize winner Alice Munro.

    Alice Munro has been awarded the 2013 Nobel Prize in literature, thus becoming its 13th female recipient. It’s a thrilling honour for a major writer: Munro has long been recognised in North America and the UK, but the Nobel will draw international attention, not only to women’s writing and Canadian writing, but to the short story, Munro’s chosen literary genre and one often neglected.

    The road to the Nobel wasn’t an easy one for Munro. She found herself referred to as “some housewife”, and was told that her subject matter, being too “domestic”, was boring. A male writer told her she wrote good stories, but he wouldn’t want to sleep with her. “Nobody invited him,” said Munro. Maybe as a consequence of this initial reaction towards her, when writers occur in Munro stories, they are pretentious, or exploitative of others; or they’re being asked by their relatives why they aren’t famous, or – worse, if female – why they aren’t better-looking.

    The chances that a literary star would emerge from her time and place would once have been zero. Munro was born in 1931, and thus experienced the Depression as a child and the Second World War as a teenager. This was in south-western Ontario, Canada, a region that also produced equally talented writers and poets such as Robertson Davies, Graeme Gibson, James Reaney, and Marian Engel. It’s this small-town setting that features most often in her stories – the snobberies, the eccentrics, and the jeering at ambitions, especially artistic ones.

    Shame is a common driving force for Munro’s characters just as perfectionism in the writing and courage in her profession have been driving forces for her.

    As in much else, Munro is essentially Canadian. Faced with the Nobel, she will be modest, she won’t get a swelled head. The rest of us, on this magnificent occasion, will just have to do that for her.

    Adapted from http://www.theguardian.com/books/2013/oct/10/alicemunro-wins-nobel-prize-in-literature

    Glossary
    thrilling: emocionante; subject matter: assunto; better-looking: mais bonitas; setting: cenário; jeering: deboche; shame: vergonha; driving force: força propulsora; get a swelled head: ficar convencida, cheia de si

    O sentimento motivador mais frequente nos personagens criados por Alice Munro é
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