Questões do ENEM: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC - RS)

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Resultados

1.109 questões encontradas. Mostrando a página 18 de 56.

  • 532A4637-D6

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    PUC - RS · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2016

    Read the phrases related to the method advertised in text 2.
    I. Struggling to slim down.
    II. Ceasing to crave caloric foods.
    III. Fostering weight loss.
    IV. Keeping track of your money
    According to text 2, one can infer that the only pieces of information that are NOT involved in the method recommended are
    Escolha uma alternativa para a questão 532a4637-d6
  • 531776CC-D6

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    PUC - RS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2016

    After reading text 1, one can conclude the author’s intention is to
    Escolha uma alternativa para a questão 531776cc-d6
  • 53145B5F-D6

    Inglês

    Infinitivo e gerúndio | Infinitive and gerund
    PUC - RS · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2016

    According to the text, the verb structures that fill in the blanks in lines 02, 11 and 19 are, respectively,
    Escolha uma alternativa para a questão 53145b5f-d6
  • 530E279D-D6

    Matemática

    Trigonometria
    PUC - RS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    A pressão arterial é a pressão que o sangue exerce sobre as paredes das artérias. Ela atinge o valor máximo (pressão sistólica) quando os ventrículos se contraem, e o valor mínimo (pressão diastólica) quando eles estão em repouso. Suponhamos que a variação da pressão arterial (em mmHg) de um cidadão portoalegrense em função do tempo (em segundos) é dada por 8 P(t) =100- 20.cos  (8π/3 .t). Diante disso, os valores da pressão diastólica e sistólica, em mmHg, são iguais, respectivamente, a
    Escolha uma alternativa para a questão 530e279d-d6
  • 5304AD61-D6

    Matemática

    Função de 2º Grau ou Função Quadrática e Inequações
    PUC - RS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    O morro onde estão situadas as emissoras de TV em Porto Alegre pode ser representado graficamente, com algum prejuízo, em um sistema cartesiano, através de uma função polinomial de grau 2 da forma y = ax2 + bx + c, com a base da montanha no eixo das abscissas.
    Imagem da questão de Matemática, da prova de 2016
    Para que fique mais adequada essa representação, devemos ter
    Escolha uma alternativa para a questão 5304ad61-d6
  • 52FB9A44-D6

    Matemática

    Funções
    PUC - RS · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Uma turma de uma escola central de Porto Alegre recebeu a seguinte questão em sua primeira prova no Ensino Médio:
    Um dos valores de x que soluciona a equação log2 (–x2 + 32) = 4 é igual ao número de centros culturais localizados nas proximidades do centro da cidade. Esse número é
    Escolha uma alternativa para a questão 52fb9a44-d6
  • 52F29243-D6

    Matemática

    Estatística
    PUC - RS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    O gráfico abaixo representa a evolução populacional de Porto Alegre entre os anos de 1992 e 2010.

    Imagem da questão de Matemática, da prova de 2016

    Considerando as seguintes retas: r, determinada pelos pontos A e B; s, pelos pontos B e C; t, pelos pontos C e D; e u, pelos pontos D e E, cujos coeficientes angulares são, respectivamente, ar , as , at e au , é correto afirmar que

    Escolha uma alternativa para a questão 52f29243-d6
  • 52EEE24A-D6

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o excerto do romance Intermitências da Morte, de José Saramago, e analise as afirmativas.
    No dia seguinte ninguém morreu. O facto, por absolutamente contrário às normas da vida, causou nos espíritos uma perturbação enorme, efeito em todos os aspectos justificado, basta que nos lembremos de que não havia notícia nos quarenta volumes da história universal, nem ao menos um caso para amostra, de ter alguma vez ocorrido fenómeno semelhante, passar-se um dia completo, com todas as suas pródigas vinte e quatro horas, contadas entre diurnas e nocturnas, matutinas e vespertinas, sem que tivesse sucedido um falecimento por doença, uma queda mortal, um suicídio levado a bom fim, nada de nada, pela palavra nada. Nem sequer um daqueles acidentes de automóvel tão frequentes em ocasiões festivas, quando a alegre irresponsabilidade e o excesso de álcool se desafiam mutuamente nas estradas para decidir sobre quem vai conseguir chegar à morte em primeiro lugar.
    I. A partir de uma situação fantástica, a inexistência de mortes é vista como um fato inquietante.
    II. Conforme o texto, podemos inferir que adoentados em estado grave foram salvos da morte, libertando-se de seu sofrimento.
    III. O estilo do autor é marcado pela oscilação entre a narrativa de um fato e o comentário dissertativo sobre ele.
    A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são, apenas,
    Escolha uma alternativa para a questão 52eee24a-d6
  • 52EB72C9-D6

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema As mortes sucessivas, de Adélia Prado, e analise as afirmativas.

    Quando minha irmã morreu eu chorei muito
    e me consolei depressa. Tinha um vestido novo
    e moitas no quintal onde eu ia existir.
    Quando minha mãe morreu
    Me consolei mais lento.
    Tinha uma perturbação recém-achada:
    meus seios conformavam dois montículos
    e eu fiquei muito nua,
    cruzando os braços sobre eles é que eu chorava.
    Quando meu pai morreu
    Nunca mais me consolei.
    Busquei retratos antigos, procurei conhecidos,
    parentes, que me lembrassem sua fala,
    seu modo de apertar os lábios e ter certeza.
    Reproduzi o encolhido do seu corpo
    em seu último sono e repeti as palavras
    que ele disse quando toquei seus pés:
    ´deixa, tá bom assim´.
    Quem me consolará desta lembrança?
    Meus seios se cumpriram
    e as moitas onde existo
    são pura sarça ardente de memória.
    I. O poema apresenta um eu lírico que busca uma aprendizagem frente à morte.
    II. As transformações do corpo do eu lírico evidenciam uma sucessão de perdas, enfrentadas desde a juventude.
    III. A lembrança do pai é representada como ferida dolorosa que não tranquiliza o sentimento de falta.
    A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são
    Escolha uma alternativa para a questão 52eb72c9-d6
  • 52E88B61-D6

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho da crônica A morte da Velhinha de Taubaté, de Luís Fernando Veríssimo, e analise as considerações que seguem, preenchendo os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).
    “Morreu no último dia 19, aos 90 anos de idade, de causa ignorada, a paulista conhecida como “a Velhinha de Taubaté”, que se tornou uma celebridade nacional há alguns anos por ser a última pessoa no Brasil que ainda acreditava no governo. (...)
    As circunstâncias da morte da Velhinha de Taubaté ainda não estão esclarecidas. Sua sobrinha Suzette, que tem uma agência de acompanhantes de congressistas em Brasília embora a Velhinha acreditasse que ela fazia trabalho social com religiosas, informou que a Velhinha já tivera um pequeno acidente vascular ao saber da compra de votos para a reeleição do Fernando Henrique Cardoso, em quem ela acreditava muito, mas ficara satisfeita com as explicações e se recuperara.
    Segundo Suzette, ela estava acompanhando as CPIs, comentara a sinceridade e o espírito público de todos os componentes das comissões, nenhum dos quais estava fazendo política, e de todos os depoentes, e acreditava que, como todos estavam dizendo a verdade, a crise acabaria logo, mas ultimamente começara a dar sinais de desânimo e, para grande surpresa da sobrinha, descrença.
    A Velhinha acreditara em Lula desde o começo e até rebatizara o seu gato, que agora se chamava Zé. Acreditava principalmente no Palocci. Ela morreu na frente da televisão, talvez com o choque de alguma notícia. Mas a polícia mandou os restos do chá que a Velhinha estava tomando com bolinhos de polvilho para exame de laboratório. Pode ter sido suicídio.

    ( ) A crônica constrói-se por meio da crítica bemhumorada do autor à corrupção generalizada da classe política.
    ( ) O autor explora, nesse texto, a linguagem típica da notícia de jornal para apresentar a realidade brasileira de forma caricaturesca.
    ( ) A profissão de Suzette na crônica é apresentada de modo direto, sem eufemismos.
    ( ) FHC, Lula e Palocci são personagens reais a partir dos quais a fé da Velhinha na política se consolida.
    ( ) Luís Fernando Veríssimo é um autor que, em seus textos, explora outros gêneros textuais, como a notícia, o conto, o diálogo, a poesia.
    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão 52e88b61-d6
  • 52E575E8-D6

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    _________, no conto Venha ver o pôr do sol, narra uma história de _________ a partir do encontro de um casal de antigos amantes, em que, ao fim, a personagem feminina é _________
    Escolha uma alternativa para a questão 52e575e8-d6
  • 52E27211-D6

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia os excertos do conto Uma vela para Dario, de Dalton Trevisan, e analise as afirmativas sobre o texto.
    Dario vinha apressado, guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminuiu o passo até parar, encostando-se à parede de uma casa. Por ela escorregando, sentou-se na calçada, ainda úmida de chuva, e descansou na pedra o cachimbo. (...)
    Ele reclinou-se mais um pouco, estendido agora na calçada, e o cachimbo tinha apagado. O rapaz de bigode pediu aos outros que se afastassem e o deixassem respirar. Abriu-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe retiraram os sapatos, Dario roncou feio e bolhas de espuma surgiram no canto da boca. Cada pessoa que chegava erguia-se na ponta dos pés, embora não o pudesse ver. Os moradores da rua conversavam de uma porta à outra, as crianças foram despertadas e de pijama acudiram à janela. O senhor gordo repetia que Dario sentara-se na calçada, soprando ainda a fumaça do cachimbo e encostando o guarda-chuva na parede. Mas não se via guarda-chuva ou cachimbo ao seu lado.
    (....)
    A última boca repetiu – Ele morreu, ele morreu. A gente começou a se dispersar. Dario levara duas horas para morrer, ninguém acreditou que estivesse no fim. Agora, aos que podiam vê-lo, tinha todo o ar de um defunto. Um senhor piedoso despiu o paletó de Dario para lhe sustentar a cabeça. Cruzou as suas mãos no peito. Não pôde fechar os olhos nem a boca, onde a espuma tinha desaparecido. Apenas um homem morto e a multidão se espalhou, as mesas do café ficaram vazias. Na janela alguns moradores com almofadas para descansar os cotovelos. Um menino de cor e descalço veio com uma vela, que acendeu ao lado do cadáver. Parecia morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva. Fecharam-se uma a uma as janelas e, três horas depois, lá estava Dario à espera do rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó e o dedo sem a aliança. A vela tinha queimado até a metade e apagou-se às primeiras gotas da chuva, que voltava a cair.
    I. O conto retrata a perversa fascinação diante da morte de um passante.
    II. Dario, ao longo do texto, é privado não só de seus bens materiais, como também de seu nome próprio, sendo referido, ao final, apenas como um morto.
    III. O personagem, embora enfrente o completo desamparo, recebe uma espécie de cumplicidade e apiedamento de um habitante urbano em situação de fragilidade social.
    A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são
    Escolha uma alternativa para a questão 52e27211-d6
  • 52D97C6C-D6

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema A meu pai morto, de Augusto dos Anjos, e analise as afirmativas.

    Podre meu Pai! A Morte o olhar lhe vidra.
    Em seus lábios que os meus lábios osculam
    Microrganismos fúnebres pululam
    Numa fermentação gorda de cidra.

    Duras leis as que os homens e a hórrida hidra
    A uma só lei biológica vinculam,
    E a marcha das moléculas regulam,
    Com a invariabilidade da clepsidra!...

    Podre meu Pai! E a mão que enchi de beijos
    Roída toda de bichos, como os queijos
    Sobre a mesa de orgíacos festins!...

    Amo meu Pai na atômica desordem
    Entre as bocas necrófagas que o mordem
    E a terra infecta que lhe cobre os rins!

    I. As estrofes que começam por “Podre meu Pai!” reiteram a ideia de que, por trás da Morte, há a presença de bichos e microrganismos cuja função é servir à lei biológica, que conduz todo ser vivo ao seu fim e à dissolução.
    II. O poema, por ser um soneto, contrasta com a produção de Augusto dos Anjos, em geral marcada pela presença de versos livres e pela renovação formal.
    III. O uso de vocabulário científico, transformado em linguagem poética pelo autor, é percebido na poesia de Augusto dos Anjos.
    A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são
    Escolha uma alternativa para a questão 52d97c6c-d6
  • 52D68BB5-D6

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    “Caio é um homem, os homens são mortais, logo Caio é mortal, [esse silogismo] parecera-lhe, durante toda a sua vida, correto em relação a Caio, mas de modo algum em relação a ele.”
    TOLSTOI, Lev. A morte de Ivan Ilitch. São Paulo: Editora 34, 2006.
    Exceção entre os animais, o homem é o único que carrega consigo a certeza da sua própria morte. Esse conhecimento antecipado serve tanto de medida e restrição para as ambições da vida quanto de combustível para atos que garantam algum tipo de imortalidade. De maneira geral, ao defrontar-se com a morte, o ser humano tem noção dos seus limites e daquilo que é possível fazer enquanto está vivo. Planos, viagens, sonhos são marcos postos entre cada um e seu próprio fim. Nesta prova você se deparará com textos que refletem sobre esse tema.

    Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
    “– “Morto! morto!” dizia consigo.
    E a imaginação dela, como as cegonhas que um ilustre viajante viu desferirem o voo desde o Ilisso às ribas africanas, sem embargo das ruínas e dos tempos, – a imaginação dessa senhora também voou por sobre os destroços presentes até às ribas de uma África juvenil... Deixá-la ir; lá iremos mais tarde; lá iremos quando eu me restituir aos primeiros anos. Agora, quero morrer tranquilamente, metodicamente, ouvindo os soluços das damas, as falas baixas dos homens, a chuva que tamborila nas folhas de tinhorão da chácara, e o som estrídulo de uma navalha que um amolador está afiando lá fora, à porta de um correeiro. Juro-lhes que essa orquestra da morte foi muito menos triste do que podia parecer. De certo ponto em diante chegou a ser deliciosa. A vida estrebuchava-me no peito, com uns ímpetos de vaga marinha, esvaía-se-me a consciência, eu descia à imobilidade física e moral, e o corpo fazia-se-me planta, e pedra e lodo, e coisa nenhuma.
    Morri de uma pneumonia; mas se lhe disser que foi menos a pneumonia, do que uma ideia grandiosa e útil, a causa da minha morte, é possível que o leitor me não creia, e todavia é verdade. Vou expor-lhe sumariamente o caso. Julgue-o por si mesmo.” 
    Com base na obra de Machado de Assis, preencha os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).
    ( ) Tanto Dom Casmurro quanto Memórias Póstumas de Brás Cubas têm em comum o fato de serem livros narrados em primeira pessoa. Além disso, ambos os personagens pertencem à elite carioca do século XIX.
    ( ) O livro Memórias Póstumas de Brás Cubas encerra-se com um capítulo todo feito de negativas, no qual o narrador enumera uma série de faltas de que sofreu em vida, entre elas o fato de não ter tido filhos e, assim, não ter transmitido a ninguém a herança de nossa miséria.
    ( ) Há um consenso entre os críticos quanto a Dom Casmurro ser um romance baseado nas memó- rias sinceras de um homem traído.
    ( ) Machado atuou em diversas áreas das Letras brasileiras. O autor escreveu romances, contos, crítica literária; porém, deixou de lado o teatro e a poesia.
    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão 52d68bb5-d6
  • 52D38B6E-D6

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    “Caio é um homem, os homens são mortais, logo Caio é mortal, [esse silogismo] parecera-lhe, durante toda a sua vida, correto em relação a Caio, mas de modo algum em relação a ele.”
    TOLSTOI, Lev. A morte de Ivan Ilitch. São Paulo: Editora 34, 2006.
    Exceção entre os animais, o homem é o único que carrega consigo a certeza da sua própria morte. Esse conhecimento antecipado serve tanto de medida e restrição para as ambições da vida quanto de combustível para atos que garantam algum tipo de imortalidade. De maneira geral, ao defrontar-se com a morte, o ser humano tem noção dos seus limites e daquilo que é possível fazer enquanto está vivo. Planos, viagens, sonhos são marcos postos entre cada um e seu próprio fim. Nesta prova você se deparará com textos que refletem sobre esse tema.

    Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
    “– “Morto! morto!” dizia consigo.
    E a imaginação dela, como as cegonhas que um ilustre viajante viu desferirem o voo desde o Ilisso às ribas africanas, sem embargo das ruínas e dos tempos, – a imaginação dessa senhora também voou por sobre os destroços presentes até às ribas de uma África juvenil... Deixá-la ir; lá iremos mais tarde; lá iremos quando eu me restituir aos primeiros anos. Agora, quero morrer tranquilamente, metodicamente, ouvindo os soluços das damas, as falas baixas dos homens, a chuva que tamborila nas folhas de tinhorão da chácara, e o som estrídulo de uma navalha que um amolador está afiando lá fora, à porta de um correeiro. Juro-lhes que essa orquestra da morte foi muito menos triste do que podia parecer. De certo ponto em diante chegou a ser deliciosa. A vida estrebuchava-me no peito, com uns ímpetos de vaga marinha, esvaía-se-me a consciência, eu descia à imobilidade física e moral, e o corpo fazia-se-me planta, e pedra e lodo, e coisa nenhuma.
    Morri de uma pneumonia; mas se lhe disser que foi menos a pneumonia, do que uma ideia grandiosa e útil, a causa da minha morte, é possível que o leitor me não creia, e todavia é verdade. Vou expor-lhe sumariamente o caso. Julgue-o por si mesmo.” 
    Com base no texto, afirma-se:
    I. A grande variedade de pronomes presentes no texto aponta para a existência de pelo menos três elementos narrativos: Virgília, o narrador Brás Cubas e o leitor.
    II. Expressões como “mais tarde”, “Agora”, “ribas de uma África juvenil” assinalam a existência de diferentes planos temporais na narrativa, dos quais se destacam o momento da enunciação, o passado recente e o passado mais remoto.
    III. O último parágrafo do trecho, ao revelar a causa da morte do narrador a partir de uma doença banal, serve de contraponto ao tom poético do parágrafo anterior.
    A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são
    Escolha uma alternativa para a questão 52d38b6e-d6
  • 52D09608-D6

    História

    História do Brasil
    PUC - RS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Sobre o Plano Real, afirma-se:
    I. Iniciado no final do governo de Itamar Franco, tinha como base de sua estratégia de combate à inflação o controle das emissões de moeda e a atração de dólares com uma política interna de juros altos.
    II. Adotou, entre as medidas de controle da inflação, a privatização de estatais e a abertura do mercado brasileiro aos produtos importados, sendo, por isso, tachado por seus críticos como um programa neoliberal.
    III. Combateu a chamada “inflação inercial”, procurando anular a memória inflacionária (a antecipação dos preços) por parte dos agentes econômicos, usando como meio de troca a Unidade Real de Valor (URV), que era reajustada regularmente.
    IV. A estabilidade econômica proporcionada pelo Plano permitiu condições para a retomada do desenvolvimento da economia brasileira, que apresentou fortes taxas de crescimento industrial e baixas taxas de desemprego.
    Estão corretas apenas as afirmativas
    Escolha uma alternativa para a questão 52d09608-d6
  • 52CDBDA3-D6

    História

    Era Vargas – 1930-1954
    PUC - RS · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    O período da História do Brasil conhecido como Repú- blica Democrática (1946-1964) apresentou um grande dinamismo econômico-social. Também caracterizou-se por uma forte efervescência cultural, que acompanhou o crescimento da economia e da urbanização. Sobre esse processo, é INCORRETO afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 52cdbda3-d6