Questões do ENEM: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MINAS)

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185 questões encontradas. Mostrando a página 2 de 10.

  • D8E127E7-05

    Química

    Isomeria: Isomeria Espacial: Isomeria Geométrica (cis-trans) e Isomeria Óptica.
    PUC-MINAS · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Química, da prova de 2021

    Compostos diferentes, mas com a mesma fórmula molecular, são denominados isômeros. A seguir, temos dois isômeros geométricos.

    Imagem da questão de Química, da prova de 2021

    Em relação aos compostos apresentados, é CORRETO afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão d8e127e7-05
  • D8DCB52A-05

    Química

    Termoquímica: Energia Calorífica, Calor de reação, Entalpia, Equações e Lei de Hess.
    PUC-MINAS · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Química, da prova de 2021

    A Lei de Hess diz que a variação de entalpia envolvida em uma reação química, sob certas condições experimentais, depende exclusivamente da entalpia inicial e final dos produtos, seja a reação executada diretamente em uma única etapa ou indiretamente, em uma série de etapas. Considere o gráfico a seguir:

    Imagem da questão de Química, da prova de 2021

    A energia envolvida na formação do gás metano a partir de gás carbônico e água é:
    Escolha uma alternativa para a questão d8dcb52a-05
  • D8D91242-05

    Química

    Teoria Atômica: Modelo atômico de Dalton, Thomson, Rutherford, Rutherford-Bohr
    PUC-MINAS · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Química, da prova de 2021

    Dalton, em 1803, propôs um modelo atômico. Ele correlacionou a ideia da existência de elementos que não podem ser decompostos quimicamente à ideia de átomos que são indivisíveis. Qual dos postulados abaixo NÃO pode ser atribuído às ideias de Dalton?
    Escolha uma alternativa para a questão d8d91242-05
  • D8D5BCB0-05

    Química

    Estudo da matéria: substâncias, misturas, processos de separação.
    PUC-MINAS · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Química, da prova de 2021

    Existem muitos e diferentes métodos para separar misturas e obter substâncias. Um deles, por exemplo, é usado para separar o metal cobre de outros materiais indesejáveis. Nesse método, o material pulverizado é misturado com óleo e agitado num grande tanque que contém uma solução de água e sabão. Injeta-se ar comprimido através da mistura e as partículas leves dos compostos quase puros de cobre, recobertos por película de óleo, são carreadas para cima e flutuam na espuma. Outros materiais mais pesados sedimentam-se no fundo do tanque e a espuma com o minério é recolhida.
    Esse método é denominado:
    Escolha uma alternativa para a questão d8d5bcb0-05
  • D8D1CF37-05

    Biologia

    Hereditariedade e diversidade da vida
    PUC-MINAS · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    O padrão de determinação do sexo em galináceos como os mostrados no esquema segue um padrão invertido em relação ao humano, pois os machos são homogaméticos (ZZ) e as fêmeas são heterogaméticas (ZW). O padrão da plumagem desses animais é condicionado por um gene presente em Z e ausente em W. O alelo dominante (ZB) é determinante do fenótipo dito carijó (barrado), enquanto a ausência de dominância produz indivíduos não barrados.

    Imagem da questão de Biologia, da prova de 2021

    Com base nas informações acima e em outros conhecimentos sobre o assunto, é INCORRETO afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão d8d1cf37-05
  • D8CCC012-05

    Biologia

    Moléculas, células e tecidos
    PUC-MINAS · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos
    A figura a seguir é o esquema de uma célula eucarionte animal, na qual são destacados componentes livres ou compartimentados por membranas internas que constituem em seu conjunto o que se convencionou denominar de organelas celulares eucariontes.

    Imagem da questão de Biologia, da prova de 2021

    A esse respeito foram feitas as seguintes afirmações:

    I. Mitocôndria e carioteca possuem dupla membrana que compartimentam, respectivamente, processos energéticos e de síntese de polirribonucleotídeos como os acumulados no nucléolo.
    II. A expressão gênica depende exclusivamente de processos que ocorrem no núcleo onde se produzem os RNAm que darão origem a proteínas funcionais, independentemente de futuros processamentos.
    III. O R.E.R. é normalmente abundante em células que sintetizam grandes quantidades de proteínas de exportação, como é o caso de glândulas que secretam enzimas digestivas e células plasmáticas que secretam anticorpos.
    IV. O complexo de Golgi pode modificar proteínas originadas no R.E.R. que, além de concentrar e empacotar, endereça as proteínas em vesículas aos seus destinos celulares.
    V. O R.E.L. participa da produção de moléculas lipídicas como os fosfolipídios de membranas e de hormônios esteroides a partir da modificação do colesterol.

    São afirmações VERDADEIRAS apenas.
    Escolha uma alternativa para a questão d8ccc012-05
  • D8C98212-05

    Biologia

    Ecologia e ciências ambientais
    PUC-MINAS · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos
    Define-se como RELAÇÕES ECOLÓGICAS as interações que acontecem entre os seres vivos de uma mesma espécie (intraespecíficas) ou entre indivíduos de espécies diferentes (interespecíficas) em uma comunidade. Com base nos efeitos que os organismos têm uns sobre o outros, são também classificadas como harmônicas ou desarmônicas.

    Todas as interações descritas abaixo estão corretamente classificadas e justificadas, EXCETO:
    Escolha uma alternativa para a questão d8c98212-05
  • D8C5C8D4-05

    Biologia

    Evolução biológica
    PUC-MINAS · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    A ontogenia é o desenvolvimento de um indivíduo desde sua concepção até a maturidade, enquanto a filogenia é o estudo da relação evolutiva entre diferentes grupos de organismos com base em características morfológicas e mesmo moleculares. (O esquema a seguir ilustra os dois processos). Algumas características comuns entre diferentes grupos filogenéticos (como fendas faríngeas) podem ser observadas na fase embrionária de alguns organismos, e desaparecem antes do nascimento.

    Imagem da questão de Biologia, da prova de 2021

    Imagem da questão de Biologia, da prova de 2021

    Com base nas informações acima e em outros conhecimentos sobre o assunto, é INCORRETO afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão d8c5c8d4-05
  • D8C2A618-05

    Biologia

    Principais doenças endêmicas no Brasil
    PUC-MINAS · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    A pandemia de Covid-19 invadiu todas as mídias, mostrando a evolução e os desdobramentos da epidemia no Brasil e em outros países, com acompanhamentos epidemiológicos, análises e esclarecimentos feitos por cientistas e profissionais da saúde, falando também da produção e do uso de diferentes vacinas e estratégias vacinais e suas diferentes efetividades profiláticas. Muitas dessas informações objetivavam, e ainda objetivam, contribuir para a aquisição de conhecimentos e mudanças comportamentais necessários para o controle da Pandemia.

    Explorando informações veiculadas pelos órgãos de comunicação, com base nos conhecimentos científicos atuais, é INCORRETO afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão d8c2a618-05
  • D8BE68C4-05

    Biologia

    Introdução ao metabolismo energético
    PUC-MINAS · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    A produção de ATP pelas mitocôndrias, cloroplastos e de bactérias em processo de respiração celular, depende da geração de diferenças na concentração de prótons (H+) entre dois lados de uma membrana. As diferenças na concentração de H+ entre os dois lados de uma membrana (seja interna de mitocôndrias; dos tilacoides e de células procariontes) são construídas por transporte ativo (bombade-prótons) que usa energia liberada por elétrons que fluem em cadeias de transporte de elétrons até um aceptor final, que pode ser ou não o oxigênio. Quando prótons retornam através de um complexo proteico denominado de ATP-sintase, a energia liberada é suficiente para a síntese de ATP (ver esquema abaixo).  

    Imagem da questão de Biologia, da prova de 2021

    Está INCORRETO o que se afirma em: 
    Escolha uma alternativa para a questão d8be68c4-05
  • D8BAB9A3-05

    Biologia

    Ecologia e ciências ambientais
    PUC-MINAS · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos
    As atuais taxas de crescimento demográfico humano atrelada ao aumento da exploração de recursos naturais, ao aumento na produção industrial e agrícola, ao padrão de consumo e à má destinação dos descartes têm representado uma enorme pressão sobre a capacidade de suporte da Terra, afetando aspectos físicos, químicos e biológicos de ecossistemas, que se somam produzindo alterações globais.

    A este respeito, é INCORRETO afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão d8bab9a3-05
  • D8B775F3-05

    Biologia

    Identidade dos seres vivos
    PUC-MINAS · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    O esquema a seguir organiza e separa filos animais a partir de características evolutivas que indicam ancestralidade comum dentro de uma perspectiva que leva em consideração algumas aquisições evolutivas ao longo do tempo.

    Imagem da questão de Biologia, da prova de 2021

    Com base nas informações e no esquema acima, além de outros conhecimentos sobre o assunto, é INCORRETO afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão d8b775f3-05
  • D8B3779C-05

    Biologia

    Hereditariedade e diversidade da vida
    PUC-MINAS · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Mendel não sabia sobre as características moleculares do material genético, mas, com seus experimentos sobre hereditariedade em ervilhas, ele revela a segregação independente de fatores hereditários, além do estabelecimento dos conceitos de dominância e recessividade, confirmadas com a definição de genes alelos, de cromossomos homólogos e gametogênese de organismos diploides. A herança ligada ao sexo foi um aspecto não observado por Mendel em seus estudos com as ervilhas, mas hoje sabemos que pode haver diferentes conjuntos de alelos entre cromossomos parcialmente homólogos e estruturalmente diferentes, como os cromossomos X e Y de mamíferos.

    Com base nas informações acima e em outros conhecimentos sobre o assunto, é INCORRETO afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão d8b3779c-05
  • D8AFD036-05

    Biologia

    Identidade dos seres vivos
    PUC-MINAS · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    A neuroipófise é considerada uma expansão do hipotálamo, onde corpos de neurônios secretores produzem dois importantes hormônios que seguem, através de seus axônios, até a neuroipófise, que os armazena e excreta, em resposta a estímulos apropriados. Trata-se da ocitocina ou oxitocina e do ADH (hormônio antidiurético), também chamado de vasopressina.
    O esquema a seguir ilustra a produção, liberação dos dois hormônios e três de seus órgãos alvo.

    Imagem da questão de Biologia, da prova de 2021

    Com base nas informações acima e em outros conhecimentos sobre o assunto, é INCORRETO afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão d8afd036-05
  • D8AC6756-05

    Português

    Estrutura das Palavras: Radical, Desinência, Prefixo e Sufixo
    PUC-MINAS · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto 3 


    O educador espanhol Jorge Larrosa Bondia, em ensaio nomeado “Notas sobre a experiência e o saber da experiência”3 discute a falta de oportunidades, contemporaneamente, para que as pessoas tenham experiências significativas. Segue um excerto desse ensaio, em que Larrosa Bondia fala sobre a natureza humana e sobre o que seria, efetivamente, uma experiência:


    “As palavras determinam nosso pensamento porque não pensamos com pensamentos, mas com palavras, não pensamos a partir de uma suposta genialidade ou inteligência, mas a partir de nossas palavras. E pensar não é somente “raciocinar” ou “calcular” ou “argumentar”, como nos tem sido ensinado algumas vezes, mas é sobretudo dar sentido ao que somos e ao que nos acontece. E isto, o sentido ou o sem-sentido, é algo que tem a ver com as palavras. E, portanto, também tem a ver com as palavras o modo como nos colocamos diante de nós mesmos, diante dos outros e diante do mundo em que vivemos. E o modo como agimos em relação a tudo isso. Todo mundo sabe que Aristóteles definiu o homem como zôon lógon échon. A tradução desta expressão, porém, é muito mais “vivente dotado de palavra” do que “animal dotado de razão” ou “animal racional”. Se há uma tradução que realmente trai, no pior sentido da palavra, é justamente essa de traduzir logos por ratio. E a transformação de zôon, vivente, em animal. O homem é um vivente com palavra. E isto não significa que o homem tenha a palavra ou a linguagem como uma coisa, ou uma faculdade, ou uma ferramenta, mas que o homem é palavra, que o homem é enquanto palavra, que todo humano tem a ver com a palavra, se dá em palavra, está tecido de palavras, que o modo de viver próprio desse vivente, que é o homem, se dá na palavra e como palavra. (BONDIA, 2002, p. 21). 


    3BONDIA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Rev. Bras. Educ., Rio de Janeiro , n. 19, p. 20-28, Abr. 2002. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413- 24782002000100003&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 30 abr.2021.

    Larrosa salienta que Aristóteles definiu o homem como zôon lógon échon – esses são radicais gregos, que, ao lado de um grande número de prefixos e radicais latinos, também estão presentes em um conjunto de itens lexicais da língua portuguesa – em especial, figuram no jargão da Medicina.

    Atente para as opções e assinale a afirmativa INCORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão d8ac6756-05
  • D8A91CF1-05

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto 3 


    O educador espanhol Jorge Larrosa Bondia, em ensaio nomeado “Notas sobre a experiência e o saber da experiência”3 discute a falta de oportunidades, contemporaneamente, para que as pessoas tenham experiências significativas. Segue um excerto desse ensaio, em que Larrosa Bondia fala sobre a natureza humana e sobre o que seria, efetivamente, uma experiência:


    “As palavras determinam nosso pensamento porque não pensamos com pensamentos, mas com palavras, não pensamos a partir de uma suposta genialidade ou inteligência, mas a partir de nossas palavras. E pensar não é somente “raciocinar” ou “calcular” ou “argumentar”, como nos tem sido ensinado algumas vezes, mas é sobretudo dar sentido ao que somos e ao que nos acontece. E isto, o sentido ou o sem-sentido, é algo que tem a ver com as palavras. E, portanto, também tem a ver com as palavras o modo como nos colocamos diante de nós mesmos, diante dos outros e diante do mundo em que vivemos. E o modo como agimos em relação a tudo isso. Todo mundo sabe que Aristóteles definiu o homem como zôon lógon échon. A tradução desta expressão, porém, é muito mais “vivente dotado de palavra” do que “animal dotado de razão” ou “animal racional”. Se há uma tradução que realmente trai, no pior sentido da palavra, é justamente essa de traduzir logos por ratio. E a transformação de zôon, vivente, em animal. O homem é um vivente com palavra. E isto não significa que o homem tenha a palavra ou a linguagem como uma coisa, ou uma faculdade, ou uma ferramenta, mas que o homem é palavra, que o homem é enquanto palavra, que todo humano tem a ver com a palavra, se dá em palavra, está tecido de palavras, que o modo de viver próprio desse vivente, que é o homem, se dá na palavra e como palavra. (BONDIA, 2002, p. 21). 


    3BONDIA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Rev. Bras. Educ., Rio de Janeiro , n. 19, p. 20-28, Abr. 2002. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413- 24782002000100003&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 30 abr.2021.

    Conforme a argumentação do educador espanhol, é CORRETO afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão d8a91cf1-05
  • D8A522AC-05

    Português

    Análise sintática
    PUC-MINAS · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2 / Parte 2
    A importância do ato de ler2
    Paulo Freire

    Continuando neste esforço de “re-ler” momentos fundamentais de experiências de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo através de sua prática, retomo o tempo em que, como aluno do chamado curso ginasial, me experimentei na percepção crítica dos textos que lia em classe, com a colaboração, até hoje recordada, do meu então professor de língua portuguesa. Não eram, porém, aqueles momentos puros exercícios de que resultasse um simples dar-nos conta de uma página escrita diante de nós que devesse ser cadenciada, mecânica e enfadonhamente “soletrada” e realmente lida. Não eram aqueles momentos “lições de leitura”, no sentido tradicional desta expressão. Eram momentos em que os textos se ofereciam à nossa inquieta procura, incluindo a do então jovem professor José Pessoa.

    Algum tempo depois, como professor também de português, nos meus vinte anos, vivi intensamente a importância de ler e de escrever, no fundo indicotomizáveis, com os alunos das primeiras séries do então chamado curso ginasial. A regência verbal, a sintaxe de concordância, o problema da crase, o sinclitismo pronominal, nada disso era reduzido por mim a tabletes de conhecimentos que devessem ser engolidos pelos estudantes. Tudo isso, pelo contrário, era proposto à curiosidade dos alunos de maneira dinâmica e viva, no corpo mesmo de textos, ora de autores que estudávamos, ora deles próprios, como objetos a serem desvelados e não como algo parado, cujo perfil eu descrevesse. Os alunos não tinham que memorizar mecanicamente a descrição do objeto, mas apreender a sua significação profunda. Só apreendendo-a seriam capazes de saber, por isso, de memorizá-la, de fixá-la. A memorização mecânica da descrição do elo não se constitui em conhecimento do objeto. Por isso, é que a leitura de um texto, tomado como pura descrição de um objeto é feita no sentido de memorizá-la, nem é real leitura, nem dela portanto resulta o conhecimento do objeto de que o texto fala. 

    Creio que muito de nossa insistência, enquanto professoras e professores, em que os estudantes “leiam”, num semestre, um sem-número de capítulos de livros, reside na compreensão errônea que às vezes temos do ato de ler. Em minha andarilhagem pelo mundo, não foram poucas as vezes em que jovens estudantes me falaram de sua luta às voltas com extensas bibliografias a serem muito mais “devoradas" do que realmente lidas ou estudadas. [...] 

    A insistência na quantidade de leituras sem o devido adentramento nos textos a serem compreendidos, e não mecanicamente memorizados, revela uma visão mágica da palavra escrita. Visão que urge ser superada. A mesma, ainda que encarnada desde outro ângulo, que se encontra, por exemplo, em quem escreve, quando identifica a possível qualidade de seu trabalho, ou não, com a quantidade de páginas escritas. No entanto, um dos documentos filosóficos mais importantes de que dispomos, As teses sobre Feuerbach, de Marx, tem apenas duas páginas e meia... 

    Parece importante, contudo, para evitar uma compreensão errônea do que estou afirmando, sublinhar que a minha crítica à magicização da palavra não significa, de maneira alguma, uma posição pouco responsável de minha parte com relação à necessidade que temos, educadores e educandos, de ler, sempre e seriamente, os clássicos neste ou naquele campo do saber, de nos adentrarmos nos textos, de criar uma disciplina intelectual, sem a qual inviabilizamos a nossa prática enquanto professores e estudantes. 
    Observe o fragmento destacado e as assertivas feitas sobre ele:

    Continuando neste esforço de “re-ler” momentos fundamentais de experiências de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo através de sua prática, retomo o tempo em que, como aluno do chamado curso ginasial, me experimentei na percepção crítica dos textos que lia em classe, com a colaboração, até hoje recordada, do meu então professor de língua portuguesa.

    Assim como os verbos transitivos demandam complementos, há os substantivos (abstratos) que demandam complementos (termos simples ou orações). Observe as afirmações feitas e verifique essas relações no excerto sob análise:

    I. O substantivo “compreensão” tem como complemento nominal o sintagma “da importância do ato de ler”.
    II. O substantivo “esforço” tem por complemento “de reler momentos fundamentais de experiências”.
    III. O substantivo “percepção” é complementado pelo constituinte “dos textos que lia em classe”.
    IV. O substantivo “colaboração” tem por complemento o sintagma “até hoje recordada”.

    Verifica-se que estão CORRETAS as afirmativas:
    Escolha uma alternativa para a questão d8a522ac-05
  • D8A0C869-05

    Português

    Coesão e coerência
    PUC-MINAS · 2021DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2 / Parte 2
    A importância do ato de ler2
    Paulo Freire

    Continuando neste esforço de “re-ler” momentos fundamentais de experiências de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo através de sua prática, retomo o tempo em que, como aluno do chamado curso ginasial, me experimentei na percepção crítica dos textos que lia em classe, com a colaboração, até hoje recordada, do meu então professor de língua portuguesa. Não eram, porém, aqueles momentos puros exercícios de que resultasse um simples dar-nos conta de uma página escrita diante de nós que devesse ser cadenciada, mecânica e enfadonhamente “soletrada” e realmente lida. Não eram aqueles momentos “lições de leitura”, no sentido tradicional desta expressão. Eram momentos em que os textos se ofereciam à nossa inquieta procura, incluindo a do então jovem professor José Pessoa.

    Algum tempo depois, como professor também de português, nos meus vinte anos, vivi intensamente a importância de ler e de escrever, no fundo indicotomizáveis, com os alunos das primeiras séries do então chamado curso ginasial. A regência verbal, a sintaxe de concordância, o problema da crase, o sinclitismo pronominal, nada disso era reduzido por mim a tabletes de conhecimentos que devessem ser engolidos pelos estudantes. Tudo isso, pelo contrário, era proposto à curiosidade dos alunos de maneira dinâmica e viva, no corpo mesmo de textos, ora de autores que estudávamos, ora deles próprios, como objetos a serem desvelados e não como algo parado, cujo perfil eu descrevesse. Os alunos não tinham que memorizar mecanicamente a descrição do objeto, mas apreender a sua significação profunda. Só apreendendo-a seriam capazes de saber, por isso, de memorizá-la, de fixá-la. A memorização mecânica da descrição do elo não se constitui em conhecimento do objeto. Por isso, é que a leitura de um texto, tomado como pura descrição de um objeto é feita no sentido de memorizá-la, nem é real leitura, nem dela portanto resulta o conhecimento do objeto de que o texto fala. 

    Creio que muito de nossa insistência, enquanto professoras e professores, em que os estudantes “leiam”, num semestre, um sem-número de capítulos de livros, reside na compreensão errônea que às vezes temos do ato de ler. Em minha andarilhagem pelo mundo, não foram poucas as vezes em que jovens estudantes me falaram de sua luta às voltas com extensas bibliografias a serem muito mais “devoradas" do que realmente lidas ou estudadas. [...] 

    A insistência na quantidade de leituras sem o devido adentramento nos textos a serem compreendidos, e não mecanicamente memorizados, revela uma visão mágica da palavra escrita. Visão que urge ser superada. A mesma, ainda que encarnada desde outro ângulo, que se encontra, por exemplo, em quem escreve, quando identifica a possível qualidade de seu trabalho, ou não, com a quantidade de páginas escritas. No entanto, um dos documentos filosóficos mais importantes de que dispomos, As teses sobre Feuerbach, de Marx, tem apenas duas páginas e meia... 

    Parece importante, contudo, para evitar uma compreensão errônea do que estou afirmando, sublinhar que a minha crítica à magicização da palavra não significa, de maneira alguma, uma posição pouco responsável de minha parte com relação à necessidade que temos, educadores e educandos, de ler, sempre e seriamente, os clássicos neste ou naquele campo do saber, de nos adentrarmos nos textos, de criar uma disciplina intelectual, sem a qual inviabilizamos a nossa prática enquanto professores e estudantes. 
    Analise o excerto dado e os itens lexicais nele destacados:

    A insistência na quantidade de leituras sem o devido adentramento nos textos a serem compreendidos, e não mecanicamente memorizados, revela uma visão mágica da palavra escrita. Visão que urge ser superada. A mesma, ainda que encarnada desde outro ângulo, que se encontra, por exemplo, em quem escreve, quando identifica a possível qualidade de seu trabalho, ou não, com a quantidade de páginas escritas.

    Sobre esse fragmento, é INCORRETO afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão d8a0c869-05
  • D89CEBA6-05

    Português

    Advérbios
    PUC-MINAS · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2 / Parte 2
    A importância do ato de ler2
    Paulo Freire

    Continuando neste esforço de “re-ler” momentos fundamentais de experiências de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo através de sua prática, retomo o tempo em que, como aluno do chamado curso ginasial, me experimentei na percepção crítica dos textos que lia em classe, com a colaboração, até hoje recordada, do meu então professor de língua portuguesa. Não eram, porém, aqueles momentos puros exercícios de que resultasse um simples dar-nos conta de uma página escrita diante de nós que devesse ser cadenciada, mecânica e enfadonhamente “soletrada” e realmente lida. Não eram aqueles momentos “lições de leitura”, no sentido tradicional desta expressão. Eram momentos em que os textos se ofereciam à nossa inquieta procura, incluindo a do então jovem professor José Pessoa.

    Algum tempo depois, como professor também de português, nos meus vinte anos, vivi intensamente a importância de ler e de escrever, no fundo indicotomizáveis, com os alunos das primeiras séries do então chamado curso ginasial. A regência verbal, a sintaxe de concordância, o problema da crase, o sinclitismo pronominal, nada disso era reduzido por mim a tabletes de conhecimentos que devessem ser engolidos pelos estudantes. Tudo isso, pelo contrário, era proposto à curiosidade dos alunos de maneira dinâmica e viva, no corpo mesmo de textos, ora de autores que estudávamos, ora deles próprios, como objetos a serem desvelados e não como algo parado, cujo perfil eu descrevesse. Os alunos não tinham que memorizar mecanicamente a descrição do objeto, mas apreender a sua significação profunda. Só apreendendo-a seriam capazes de saber, por isso, de memorizá-la, de fixá-la. A memorização mecânica da descrição do elo não se constitui em conhecimento do objeto. Por isso, é que a leitura de um texto, tomado como pura descrição de um objeto é feita no sentido de memorizá-la, nem é real leitura, nem dela portanto resulta o conhecimento do objeto de que o texto fala. 

    Creio que muito de nossa insistência, enquanto professoras e professores, em que os estudantes “leiam”, num semestre, um sem-número de capítulos de livros, reside na compreensão errônea que às vezes temos do ato de ler. Em minha andarilhagem pelo mundo, não foram poucas as vezes em que jovens estudantes me falaram de sua luta às voltas com extensas bibliografias a serem muito mais “devoradas" do que realmente lidas ou estudadas. [...] 

    A insistência na quantidade de leituras sem o devido adentramento nos textos a serem compreendidos, e não mecanicamente memorizados, revela uma visão mágica da palavra escrita. Visão que urge ser superada. A mesma, ainda que encarnada desde outro ângulo, que se encontra, por exemplo, em quem escreve, quando identifica a possível qualidade de seu trabalho, ou não, com a quantidade de páginas escritas. No entanto, um dos documentos filosóficos mais importantes de que dispomos, As teses sobre Feuerbach, de Marx, tem apenas duas páginas e meia... 

    Parece importante, contudo, para evitar uma compreensão errônea do que estou afirmando, sublinhar que a minha crítica à magicização da palavra não significa, de maneira alguma, uma posição pouco responsável de minha parte com relação à necessidade que temos, educadores e educandos, de ler, sempre e seriamente, os clássicos neste ou naquele campo do saber, de nos adentrarmos nos textos, de criar uma disciplina intelectual, sem a qual inviabilizamos a nossa prática enquanto professores e estudantes. 
    Atente para o excerto dado:

    Só apreendendo-a seriam capazes de saber, por isso, de memorizá-la, de fixá-la. A memorização mecânica da descrição do elo não se constitui em conhecimento do objeto. Por isso, é que a leitura de um texto, tomado como pura descrição de um objeto é feita no sentido de memorizá-la, nem é real leitura, nem dela portanto resulta o conhecimento do objeto de que o texto fala.

    Se observarmos as prescrições da gramática normativa, é CORRETO afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão d89ceba6-05
  • D8999DA1-05

    Português

    Análise sintática
    PUC-MINAS · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2 / Parte 2
    A importância do ato de ler2
    Paulo Freire

    Continuando neste esforço de “re-ler” momentos fundamentais de experiências de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo através de sua prática, retomo o tempo em que, como aluno do chamado curso ginasial, me experimentei na percepção crítica dos textos que lia em classe, com a colaboração, até hoje recordada, do meu então professor de língua portuguesa. Não eram, porém, aqueles momentos puros exercícios de que resultasse um simples dar-nos conta de uma página escrita diante de nós que devesse ser cadenciada, mecânica e enfadonhamente “soletrada” e realmente lida. Não eram aqueles momentos “lições de leitura”, no sentido tradicional desta expressão. Eram momentos em que os textos se ofereciam à nossa inquieta procura, incluindo a do então jovem professor José Pessoa.

    Algum tempo depois, como professor também de português, nos meus vinte anos, vivi intensamente a importância de ler e de escrever, no fundo indicotomizáveis, com os alunos das primeiras séries do então chamado curso ginasial. A regência verbal, a sintaxe de concordância, o problema da crase, o sinclitismo pronominal, nada disso era reduzido por mim a tabletes de conhecimentos que devessem ser engolidos pelos estudantes. Tudo isso, pelo contrário, era proposto à curiosidade dos alunos de maneira dinâmica e viva, no corpo mesmo de textos, ora de autores que estudávamos, ora deles próprios, como objetos a serem desvelados e não como algo parado, cujo perfil eu descrevesse. Os alunos não tinham que memorizar mecanicamente a descrição do objeto, mas apreender a sua significação profunda. Só apreendendo-a seriam capazes de saber, por isso, de memorizá-la, de fixá-la. A memorização mecânica da descrição do elo não se constitui em conhecimento do objeto. Por isso, é que a leitura de um texto, tomado como pura descrição de um objeto é feita no sentido de memorizá-la, nem é real leitura, nem dela portanto resulta o conhecimento do objeto de que o texto fala. 

    Creio que muito de nossa insistência, enquanto professoras e professores, em que os estudantes “leiam”, num semestre, um sem-número de capítulos de livros, reside na compreensão errônea que às vezes temos do ato de ler. Em minha andarilhagem pelo mundo, não foram poucas as vezes em que jovens estudantes me falaram de sua luta às voltas com extensas bibliografias a serem muito mais “devoradas" do que realmente lidas ou estudadas. [...] 

    A insistência na quantidade de leituras sem o devido adentramento nos textos a serem compreendidos, e não mecanicamente memorizados, revela uma visão mágica da palavra escrita. Visão que urge ser superada. A mesma, ainda que encarnada desde outro ângulo, que se encontra, por exemplo, em quem escreve, quando identifica a possível qualidade de seu trabalho, ou não, com a quantidade de páginas escritas. No entanto, um dos documentos filosóficos mais importantes de que dispomos, As teses sobre Feuerbach, de Marx, tem apenas duas páginas e meia... 

    Parece importante, contudo, para evitar uma compreensão errônea do que estou afirmando, sublinhar que a minha crítica à magicização da palavra não significa, de maneira alguma, uma posição pouco responsável de minha parte com relação à necessidade que temos, educadores e educandos, de ler, sempre e seriamente, os clássicos neste ou naquele campo do saber, de nos adentrarmos nos textos, de criar uma disciplina intelectual, sem a qual inviabilizamos a nossa prática enquanto professores e estudantes. 
    Atente para o excerto dado:

    A regência verbal, a sintaxe de concordância, o problema da crase, o sinclitismo pronominal, nada disso era reduzido por mim a tabletes de conhecimentos que devessem ser engolidos pelos estudantes. Tudo isso, pelo contrário, era proposto à curiosidade dos alunos de maneira dinâmica e viva, no corpo mesmo de textos, ora de autores que estudávamos, ora deles próprios, como objetos a serem desvelados e não como algo parado, cujo perfil eu descrevesse. Os alunos não tinham que memorizar mecanicamente a descrição do objeto, mas apreender a sua significação profunda.

    Nesse trecho destacado, vemos o emprego da vírgula – importante sinal de pontuação – com as funções indicadas a seguir, EXCETO:
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