Questões do ENEM: Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação

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464 questões encontradas. Mostrando a página 20 de 24.

  • 29B27BA3-DE

    Matemática

    Progressão Geométrica - PG
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Considere a progressão geométrica infinita (a1 , a2 , a3 , a4 , ...) em que  a1 + a3 + a5 + ... + a2n-1 + ... = 20 e a2 + a4 + a6 + ... + a2n+ ... = 10 para n N*. O valor do primeiro termo da progressão é: 

    Escolha uma alternativa para a questão 29b27ba3-de
  • 29AD2345-DE

    Matemática

    Progressão Aritmética - PA
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Carlos pretende utilizar o sistema de amortização constante (SAC), que proporciona o pagamento da dívida em parcelas decrescentes formando uma progressão aritmética, para financiar a compra de um imóvel no valor de R$ 300.000,00. Através de uma simulação, descobriu que o valor da primeira parcela seria de R$ 3.642,24 e que a última parcela, de número 240, seria no valor de R$ 1.259,97. Sabendo-se que o valor do imóvel seria 100% financiado, assinale a opção que apresenta o valor total a ser pago por Carlos, ao final do financiamento, desconsiderando-se a correção monetária do período.
    Escolha uma alternativa para a questão 29ad2345-de
  • 29A9D542-DE

    Matemática

    Análise de Tabelas e Gráficos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Pedro consumiu, em 30 dias, 13,2 m³ de água, de acordo com o extrato da companhia de saneamento básico responsável. Preocupado com seu consumo exagerado, no mês seguinte, Pedro adotou algumas medidas, entre elas, reduziu seu tempo de banho para 7 minutos e passou a escovar seus dentes, barbear-se e lavar a louça com a torneira fechada, reduzindo seu consumo mensal para 6,5 m³ de água.

    A tabela abaixo indica as tarifas mensais de abastecimento de água da cidade.

    Imagem da questão de Matemática, da prova de 2014

    Tomando por base os valores fornecidos na tabela, com a redução do consumo de água, Pedro economizou, em reais, aproximadamente:
    Escolha uma alternativa para a questão 29a9d542-de
  • 29A5E0E7-DE

    Matemática

    Geometria Plana
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Um terreno plano de forma triangular é determinado pelos pontos P, F e R. Sabe-se que a distância entre P e F é de 120 m e que os ângulos PRF e RPF, medem, respectivamente, 120° e 45°. Para cercar o terreno por completo, a extensão mínima da cerca deve ser um número compreendido entre:
    Escolha uma alternativa para a questão 29a5e0e7-de
  • 29A181FD-DE

    Matemática

    Circunferências e Círculos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Passando pelo centro da circunferência C1 de equação cartesiana x² + y² 6x 8y + 23 = 0, a reta r é, também, perpendicular à reta y = x. Uma circunferência C2, concêntrica com a primeira, é tangente ao eixo Oy no ponto P. A área do triângulo cujos vértices são o ponto P e os pontos de intersecção da reta r com C1 é:
    Escolha uma alternativa para a questão 29a181fd-de
  • 299E73B9-DE

    Matemática

    Circunferências e Círculos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Carlos pretende transportar o maior número possível de latas de óleo ci- Espaço Para Rascunho líndricas em uma caixa em formato de paralelepípedo reto-retângulo. As latas viajarão deitadas (eixos dos cilindros paralelos ao chão) e suas bases ocuparão um retângulo com dimensões 60 cm por 55 cm, com as arestas de 60 cm na posição horizontal (tomando o chão como referência). Carlos está na dúvida entre duas disposições possíveis, como sugerem os acondicionamentos incompletos representados pelas figuras abaixo:

    Imagem da questão de Matemática, da prova de 2014

    Sabendo que os diâmetros das bases das latas medem 10 cm, a melhor opção para Carlos é a disposição:
    Escolha uma alternativa para a questão 299e73b9-de
  • 29979B4B-DE

    Matemática

    Problemas
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    João possui uma mercearia onde comercializa duas marcas distintas, A e B, de garrafas de água mineral. Certo mês, João comprou 60 garrafas da marca A e 90 da marca B e gastou, ao todo, R$ 330,00. No mês seguinte, comprou 85 garrafas da marca A e 100 da marca B, gastando, dessa vez, R$ 418,00. A unidade da garrafa da marca mais cara custa, reais:
    Escolha uma alternativa para a questão 29979b4b-de
  • 2994828C-DE

    Matemática

    Geometria Espacial
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A cisterna é uma tecnologia para a captação de água da chuva, em que a água que escorre do telhado da casa é captada pelas calhas e cai direto em uma caixa subterrânea para armazenamento.
    (http://www.mds.gov.br/segurancaalimentar/ acessoaagua/cisternas. Acesso: 21/08/2014.)

    Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cada pessoa necessita de 110 litros de água por dia para atender às necessidades básicas de consumo e higiene.

    (http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/ agua-voce-usa-dia-7887-litros-679497.shtml. Acesso: 21/08/2014.)


    Suponha uma família formada por 4 pessoas que decida construir uma cisterna cúbica para suprir suas necessidades básicas de consumo e higiene por exatamente 30 dias, segundo as orientações da ONU. A aresta desta caixa, em metros, deverá ter, aproximadamente:
    Escolha uma alternativa para a questão 2994828c-de
  • 29918BFE-DE

    Matemática

    Análise Combinatória em Matemática
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Marcos é coordenador de um projeto social formado por 16 jovens. Os jovens serão divididos em 2 grupos com 8 integrantes cada e visitarão casas do bairro onde atuam com o objetivo de alertar os moradores sobre como e por que o consumo de água deve ser repensado. Lucas e André são os dois integrantes mais experientes do projeto e, por essa razão, Marcos cuidará para que os dois alunos fiquem em grupos diferentes. Considerando apenas esta última restrição, o número de maneiras disdistintas que Marcos pode formar os grupos é:
    Escolha uma alternativa para a questão 29918bfe-de
  • 298DAAD5-DE

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto para a questão:


    D. SEBASTIÃO

    'Sperai! Caí no areal e na hora adversa
    Que Deus concede aos seus
    Para o intervalo em que esteja a alma imersa
    Em sonhos que são Deus.

    Que importa o areal e a morte e a desventura
    Se com Deus me guardei?
    É O que eu me sonhei que eterno dura
    É Esse que regressarei.

    (PESSOA, Fernando .Mensagem)
    Comparativamente, o poema de Pessoa toma o mito sebastianista de modo um pouco diferente daquele referido por Wisnik. Em “D. Sebastião” especificamente o rei é a figura esperada, que regressará, para:
    Escolha uma alternativa para a questão 298daad5-de
  • 298A0150-DE

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto para a questão:


    D. SEBASTIÃO

    'Sperai! Caí no areal e na hora adversa
    Que Deus concede aos seus
    Para o intervalo em que esteja a alma imersa
    Em sonhos que são Deus.

    Que importa o areal e a morte e a desventura
    Se com Deus me guardei?
    É O que eu me sonhei que eterno dura
    É Esse que regressarei.

    (PESSOA, Fernando .Mensagem)
    O sebastianismo, mito do retorno triunfal de Dom Sebastião, o rei desaparecido em batalha no norte da África, ilustra a fala de José Miguel Wisnki e o poema de Fernando Pessoa. O uso para Wisnik se justifica porque:
    Escolha uma alternativa para a questão 298a0150-de
  • 298482E0-DE

    Português

    Figuras de Linguagem
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto abaixo para responder a questão:


    Prrrii!!
    -Aí, Heitor!
    A bola foi parar na extrema esquerda. Melle desembestou com ela.
    A arquibancada pôs-se em pé. Conteve a respiração. Suspirou:
    -Aaaah!
    Miquelina cravava as unhas no braço gordo de Yolanda. Em torno do trapézio verde a ânsia de vinte mil pessoas. De olhos ávidos. De nervos elétricos. De preto. De branco. De azul. De vermelho.
    Delírio futebolístico no Parque Antártica.
    Camisas verdes e calções negros corriam, pulavam, chocavam-se, embaralhavam-se, caíam, contorciam-se, esfalfavam-se, brigavam. Por causa da bola de couro amarelo que não parava, que não parava um minuto, um segundo. Não parava.
    -Neco, Neco!
    Parecia um louco. Driblou. Escorregou. Driblou. Correu. Parou. Chutou.
    -Gooool! Gooool!
    Miquelina ficou abobada com o olhar parado. Arquejando. Achando aquilo um desaforo, um absurdo.
    -Alegoá-goá-goá! Alegoá-goá-goá! Urrá-urrá! Coríntians!
    Palhetas subiram no ar. Com os gritos. Entusiasmos rugiam. Pulavam. Dançavam. E as mãos batendo nas bocas:
    -Go-o-o-o-o-o-o-l!
    Miquelina fechou os olhos de ódio.

    (MACHADO, Antônio de Alcântara. (1926) “Corinthians (2) x Palestra (1)” In: . São Paulo: OESP/Klick, 1997. p. 49)
    Em “Camisas verdes e calções negros corriam, pulavam, chocavam-se, embaralhavam-se, caíam, contorciam-se, esfalfavam-se, brigavam”, é possível verificar o uso de:
    Escolha uma alternativa para a questão 298482e0-de
  • 29809CC4-DE

    Português

    Coesão e coerência
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto abaixo para responder a questão:


    Prrrii!!
    -Aí, Heitor!
    A bola foi parar na extrema esquerda. Melle desembestou com ela.
    A arquibancada pôs-se em pé. Conteve a respiração. Suspirou:
    -Aaaah!
    Miquelina cravava as unhas no braço gordo de Yolanda. Em torno do trapézio verde a ânsia de vinte mil pessoas. De olhos ávidos. De nervos elétricos. De preto. De branco. De azul. De vermelho.
    Delírio futebolístico no Parque Antártica.
    Camisas verdes e calções negros corriam, pulavam, chocavam-se, embaralhavam-se, caíam, contorciam-se, esfalfavam-se, brigavam. Por causa da bola de couro amarelo que não parava, que não parava um minuto, um segundo. Não parava.
    -Neco, Neco!
    Parecia um louco. Driblou. Escorregou. Driblou. Correu. Parou. Chutou.
    -Gooool! Gooool!
    Miquelina ficou abobada com o olhar parado. Arquejando. Achando aquilo um desaforo, um absurdo.
    -Alegoá-goá-goá! Alegoá-goá-goá! Urrá-urrá! Coríntians!
    Palhetas subiram no ar. Com os gritos. Entusiasmos rugiam. Pulavam. Dançavam. E as mãos batendo nas bocas:
    -Go-o-o-o-o-o-o-l!
    Miquelina fechou os olhos de ódio.

    (MACHADO, Antônio de Alcântara. (1926) “Corinthians (2) x Palestra (1)” In: . São Paulo: OESP/Klick, 1997. p. 49)
    No trecho do conto é possível verficar uma descrição que muda várias vezes o ângulo da observação, efeito que, numa transmissão televisiva, se daria a partir de tomadas de várias câmeras diferentes. Assinale a alternativa que faça a correspondência correta entre o ângulo do trecho do conto e o ângulo de imagem dos fotogramas de uma partida de futebol.


    Imagem da questão de Português, da prova de 2014
    Escolha uma alternativa para a questão 29809cc4-de
  • 297D6859-DE

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto abaixo para responder a questão:


    Prrrii!!
    -Aí, Heitor!
    A bola foi parar na extrema esquerda. Melle desembestou com ela.
    A arquibancada pôs-se em pé. Conteve a respiração. Suspirou:
    -Aaaah!
    Miquelina cravava as unhas no braço gordo de Yolanda. Em torno do trapézio verde a ânsia de vinte mil pessoas. De olhos ávidos. De nervos elétricos. De preto. De branco. De azul. De vermelho.
    Delírio futebolístico no Parque Antártica.
    Camisas verdes e calções negros corriam, pulavam, chocavam-se, embaralhavam-se, caíam, contorciam-se, esfalfavam-se, brigavam. Por causa da bola de couro amarelo que não parava, que não parava um minuto, um segundo. Não parava.
    -Neco, Neco!
    Parecia um louco. Driblou. Escorregou. Driblou. Correu. Parou. Chutou.
    -Gooool! Gooool!
    Miquelina ficou abobada com o olhar parado. Arquejando. Achando aquilo um desaforo, um absurdo.
    -Alegoá-goá-goá! Alegoá-goá-goá! Urrá-urrá! Coríntians!
    Palhetas subiram no ar. Com os gritos. Entusiasmos rugiam. Pulavam. Dançavam. E as mãos batendo nas bocas:
    -Go-o-o-o-o-o-o-l!
    Miquelina fechou os olhos de ódio.

    (MACHADO, Antônio de Alcântara. (1926) “Corinthians (2) x Palestra (1)” In: . São Paulo: OESP/Klick, 1997. p. 49)
    Uma das características da narrativa modernista é a sensação de alta velocidade com que as cenas são elaboradas. No trecho do conto de Antônio de Alcântara Machado, escritor modernista, essa alta velocidade é sugerida:
    Escolha uma alternativa para a questão 297d6859-de
  • 29795E40-DE

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia a charge abaixo, que tem como tema uma cobrança de falta no futebol, para responder a questão:

    Imagem da questão de Português, da prova de 2014
    (Disponível em https://opiodopovo.files.wordpress.com/2009/09/laerte-17-08-dragea116.jpg, acesso em 05/08/2014.)
    A brutalidade da cena é enfatizada:
    Escolha uma alternativa para a questão 29795e40-de
  • 29757862-DE

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia a charge abaixo, que tem como tema uma cobrança de falta no futebol, para responder a questão:

    Imagem da questão de Português, da prova de 2014
    (Disponível em https://opiodopovo.files.wordpress.com/2009/09/laerte-17-08-dragea116.jpg, acesso em 05/08/2014.)
    A sátira que a tira acima faz ao futebol tem como alvo:
    Escolha uma alternativa para a questão 29757862-de
  • 29724B17-DE

    Português

    Figuras de Linguagem
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão:


    Complexo de d. Sebastião

    Neymar expia a culpa pela derrota, mas as mudanças em

    nosso futebol não podem mais esperar, diz autor

    Entrevista de Ivan Marsiglia com José Miguel Wisnik



    ESTADÃO - A palavra mais usada nas avaliações da derrota da seleção brasileira para a alemã, por 7 a 1, na Copa de 2014, foi “apagão”. Concorda com ela?


    WISNIK - Prefiro “implosão”. “Apagão” sugere uma falha de energia, um acidente de percurso, um lapso momentâneo. A comissão técnica, que se especializou na negação da evidência e da amplitude dos fatos, apega-se a essa versão. Implosão, em vez disso, significa que uma estrutura cedeu a pressões que ela não pôde mais suportar. Acho que é claramente esse o caso. Ou, pelo menos, é esse o claro enigma.


    ESTADÃO - Outra palavra muito repetida foi 'vexame', e de tal proporção que teria redimido a histórica derrota na final de 1950 para o Uruguai.

    WISNIK - “Vexame” dá uma inflexão moral a essa catástrofe futebolística, e quem dirá que não se trata de uma tremenda humilhação esportiva? Mas martelar a palavra soa como uma atualização do gozo regressivo da eleição do bode expiatório. Não vejo mais essa necessidade de achar nos jogadores o novo Barbosa e o novo Bigode, [jogadores culpabilizados pela derrota da seleção na Copa de 1950] felizmente. O que não passou, no entanto, é a permanente espera mágica pela vitória por goleada, independente da existência do adversário, combinada com a precária análise dos dados de realidade. Esse desequilíbrio pesa sobre os jogadores. O grau da expectativa futebolístico-messiânica é altíssimo, e não é de se espantar que o time brasileiro entre em colapso em certas situações cruciais. Aliás, isso já aconceu pelo menos três vezes: lá no Maracanazo [Copa de 1950], agora no Mineiraço, e na final de 1998 na França, depois da convulsão de Ronaldo. Não me consta que outras seleções nacionais passem pela mesma síndrome. Uma vez é um acidente. Duas, uma coincidência. Mas três é uma estrutura.


    ESTADÃO - E de onde vem essa estrutura?

    WISNIK - Essas partidas fazem pensar na batalha de Alcácer Quibir, em 1578, durante a qual, segundo relatos, o jovem rei português d. Sebastião foi tomado por estranha catatonia, antes de desaparecer no deserto e ter a sua volta aguardada durante séculos pelos portugueses. [...] Em 1950, a equipe, encolhida na partida final ante a enormidade do sucesso ou do fracasso inéditos, esteve paralisada abaixo do seu tamanho. Em 2014, sucumbiu ante a expectativa maciça, projetada sobre ela, por algo maior do que seu tamanho. Nos dois casos, espelhados sintomaticamente em território brasileiro, há uma resistente dificuldade de dimensionar, isto é, de encarar o real, que se junta à euforização publicitária, à cobertura da Rede Globo, aos oportunismos políticos de todo tipo e ao baixo nível médio da cultura futebolística. Tudo continua muito parecido com o ambiente que cercou a final de 1950, embora sem a mesma inocência trágica.


    ESTADÃO - Você escreveu que 'a glorificação frenética de Neymar, justificada pela excepcionalidade do jogador, disfarça uma ansiedade compensatória de fundo'. Por quê?

    WISNIK - Sem querer me repetir, [a figura de Neymar] ferida encarnava d. Sebastião em batalha, desaparecido do campo, mas preservado misteriosamente da desgraça explícita e ocupando mais ainda o lugar mítico do Desejado.

    (O Estado de S. Paulo, 12/07/2014. Disponível em http://m.estadao.com.br/ O Estado de S. Paulo noticias/ali%C3%A1s,complexo-de-d-sebastiao,1527395,0.htm, acesso em 01/09/2014)

    Em “Acho que é claramente esse o caso. Ou, pelo menos, é esse o claro enigma”, a expressão “claro enigma” é exemplo de:
    Escolha uma alternativa para a questão 29724b17-de
  • 296D9570-DE

    Português

    Sintaxe
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão:


    Complexo de d. Sebastião

    Neymar expia a culpa pela derrota, mas as mudanças em

    nosso futebol não podem mais esperar, diz autor

    Entrevista de Ivan Marsiglia com José Miguel Wisnik



    ESTADÃO - A palavra mais usada nas avaliações da derrota da seleção brasileira para a alemã, por 7 a 1, na Copa de 2014, foi “apagão”. Concorda com ela?


    WISNIK - Prefiro “implosão”. “Apagão” sugere uma falha de energia, um acidente de percurso, um lapso momentâneo. A comissão técnica, que se especializou na negação da evidência e da amplitude dos fatos, apega-se a essa versão. Implosão, em vez disso, significa que uma estrutura cedeu a pressões que ela não pôde mais suportar. Acho que é claramente esse o caso. Ou, pelo menos, é esse o claro enigma.


    ESTADÃO - Outra palavra muito repetida foi 'vexame', e de tal proporção que teria redimido a histórica derrota na final de 1950 para o Uruguai.

    WISNIK - “Vexame” dá uma inflexão moral a essa catástrofe futebolística, e quem dirá que não se trata de uma tremenda humilhação esportiva? Mas martelar a palavra soa como uma atualização do gozo regressivo da eleição do bode expiatório. Não vejo mais essa necessidade de achar nos jogadores o novo Barbosa e o novo Bigode, [jogadores culpabilizados pela derrota da seleção na Copa de 1950] felizmente. O que não passou, no entanto, é a permanente espera mágica pela vitória por goleada, independente da existência do adversário, combinada com a precária análise dos dados de realidade. Esse desequilíbrio pesa sobre os jogadores. O grau da expectativa futebolístico-messiânica é altíssimo, e não é de se espantar que o time brasileiro entre em colapso em certas situações cruciais. Aliás, isso já aconceu pelo menos três vezes: lá no Maracanazo [Copa de 1950], agora no Mineiraço, e na final de 1998 na França, depois da convulsão de Ronaldo. Não me consta que outras seleções nacionais passem pela mesma síndrome. Uma vez é um acidente. Duas, uma coincidência. Mas três é uma estrutura.


    ESTADÃO - E de onde vem essa estrutura?

    WISNIK - Essas partidas fazem pensar na batalha de Alcácer Quibir, em 1578, durante a qual, segundo relatos, o jovem rei português d. Sebastião foi tomado por estranha catatonia, antes de desaparecer no deserto e ter a sua volta aguardada durante séculos pelos portugueses. [...] Em 1950, a equipe, encolhida na partida final ante a enormidade do sucesso ou do fracasso inéditos, esteve paralisada abaixo do seu tamanho. Em 2014, sucumbiu ante a expectativa maciça, projetada sobre ela, por algo maior do que seu tamanho. Nos dois casos, espelhados sintomaticamente em território brasileiro, há uma resistente dificuldade de dimensionar, isto é, de encarar o real, que se junta à euforização publicitária, à cobertura da Rede Globo, aos oportunismos políticos de todo tipo e ao baixo nível médio da cultura futebolística. Tudo continua muito parecido com o ambiente que cercou a final de 1950, embora sem a mesma inocência trágica.


    ESTADÃO - Você escreveu que 'a glorificação frenética de Neymar, justificada pela excepcionalidade do jogador, disfarça uma ansiedade compensatória de fundo'. Por quê?

    WISNIK - Sem querer me repetir, [a figura de Neymar] ferida encarnava d. Sebastião em batalha, desaparecido do campo, mas preservado misteriosamente da desgraça explícita e ocupando mais ainda o lugar mítico do Desejado.

    (O Estado de S. Paulo, 12/07/2014. Disponível em http://m.estadao.com.br/ O Estado de S. Paulo noticias/ali%C3%A1s,complexo-de-d-sebastiao,1527395,0.htm, acesso em 01/09/2014)

    Releia o trecho: “O grau da expectativa futebolístico-messiânica é altíssimo, e não é de se espantar que o time brasileiro entre em colapso em certas situações cruciais. Aliás, isso já aconteceu pelo menos três vezes: lá no Maracanazo [Copa de 1950], agora no Mineiraço, e na final de 1998 na França [...].” O termo “aliás”, na segunda sentença, estabelece com a antecedente uma relação de
    Escolha uma alternativa para a questão 296d9570-de
  • 296A2B0B-DE

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão:


    Complexo de d. Sebastião

    Neymar expia a culpa pela derrota, mas as mudanças em

    nosso futebol não podem mais esperar, diz autor

    Entrevista de Ivan Marsiglia com José Miguel Wisnik



    ESTADÃO - A palavra mais usada nas avaliações da derrota da seleção brasileira para a alemã, por 7 a 1, na Copa de 2014, foi “apagão”. Concorda com ela?


    WISNIK - Prefiro “implosão”. “Apagão” sugere uma falha de energia, um acidente de percurso, um lapso momentâneo. A comissão técnica, que se especializou na negação da evidência e da amplitude dos fatos, apega-se a essa versão. Implosão, em vez disso, significa que uma estrutura cedeu a pressões que ela não pôde mais suportar. Acho que é claramente esse o caso. Ou, pelo menos, é esse o claro enigma.


    ESTADÃO - Outra palavra muito repetida foi 'vexame', e de tal proporção que teria redimido a histórica derrota na final de 1950 para o Uruguai.

    WISNIK - “Vexame” dá uma inflexão moral a essa catástrofe futebolística, e quem dirá que não se trata de uma tremenda humilhação esportiva? Mas martelar a palavra soa como uma atualização do gozo regressivo da eleição do bode expiatório. Não vejo mais essa necessidade de achar nos jogadores o novo Barbosa e o novo Bigode, [jogadores culpabilizados pela derrota da seleção na Copa de 1950] felizmente. O que não passou, no entanto, é a permanente espera mágica pela vitória por goleada, independente da existência do adversário, combinada com a precária análise dos dados de realidade. Esse desequilíbrio pesa sobre os jogadores. O grau da expectativa futebolístico-messiânica é altíssimo, e não é de se espantar que o time brasileiro entre em colapso em certas situações cruciais. Aliás, isso já aconceu pelo menos três vezes: lá no Maracanazo [Copa de 1950], agora no Mineiraço, e na final de 1998 na França, depois da convulsão de Ronaldo. Não me consta que outras seleções nacionais passem pela mesma síndrome. Uma vez é um acidente. Duas, uma coincidência. Mas três é uma estrutura.


    ESTADÃO - E de onde vem essa estrutura?

    WISNIK - Essas partidas fazem pensar na batalha de Alcácer Quibir, em 1578, durante a qual, segundo relatos, o jovem rei português d. Sebastião foi tomado por estranha catatonia, antes de desaparecer no deserto e ter a sua volta aguardada durante séculos pelos portugueses. [...] Em 1950, a equipe, encolhida na partida final ante a enormidade do sucesso ou do fracasso inéditos, esteve paralisada abaixo do seu tamanho. Em 2014, sucumbiu ante a expectativa maciça, projetada sobre ela, por algo maior do que seu tamanho. Nos dois casos, espelhados sintomaticamente em território brasileiro, há uma resistente dificuldade de dimensionar, isto é, de encarar o real, que se junta à euforização publicitária, à cobertura da Rede Globo, aos oportunismos políticos de todo tipo e ao baixo nível médio da cultura futebolística. Tudo continua muito parecido com o ambiente que cercou a final de 1950, embora sem a mesma inocência trágica.


    ESTADÃO - Você escreveu que 'a glorificação frenética de Neymar, justificada pela excepcionalidade do jogador, disfarça uma ansiedade compensatória de fundo'. Por quê?

    WISNIK - Sem querer me repetir, [a figura de Neymar] ferida encarnava d. Sebastião em batalha, desaparecido do campo, mas preservado misteriosamente da desgraça explícita e ocupando mais ainda o lugar mítico do Desejado.

    (O Estado de S. Paulo, 12/07/2014. Disponível em http://m.estadao.com.br/ O Estado de S. Paulo noticias/ali%C3%A1s,complexo-de-d-sebastiao,1527395,0.htm, acesso em 01/09/2014)

    Em ’’Essas partidas fazem pensar na batalha de Alcácer Quibir, em 1578, durante a qual, segundo relatos, o jovem rei português d. Sebastião foi tomado por estranha catatonia’’, a palavra “catatonia” poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:
    Escolha uma alternativa para a questão 296a2b0b-de
  • 2966D27E-DE

    Português

    Gêneros Textuais
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão:


    Complexo de d. Sebastião

    Neymar expia a culpa pela derrota, mas as mudanças em

    nosso futebol não podem mais esperar, diz autor

    Entrevista de Ivan Marsiglia com José Miguel Wisnik



    ESTADÃO - A palavra mais usada nas avaliações da derrota da seleção brasileira para a alemã, por 7 a 1, na Copa de 2014, foi “apagão”. Concorda com ela?


    WISNIK - Prefiro “implosão”. “Apagão” sugere uma falha de energia, um acidente de percurso, um lapso momentâneo. A comissão técnica, que se especializou na negação da evidência e da amplitude dos fatos, apega-se a essa versão. Implosão, em vez disso, significa que uma estrutura cedeu a pressões que ela não pôde mais suportar. Acho que é claramente esse o caso. Ou, pelo menos, é esse o claro enigma.


    ESTADÃO - Outra palavra muito repetida foi 'vexame', e de tal proporção que teria redimido a histórica derrota na final de 1950 para o Uruguai.

    WISNIK - “Vexame” dá uma inflexão moral a essa catástrofe futebolística, e quem dirá que não se trata de uma tremenda humilhação esportiva? Mas martelar a palavra soa como uma atualização do gozo regressivo da eleição do bode expiatório. Não vejo mais essa necessidade de achar nos jogadores o novo Barbosa e o novo Bigode, [jogadores culpabilizados pela derrota da seleção na Copa de 1950] felizmente. O que não passou, no entanto, é a permanente espera mágica pela vitória por goleada, independente da existência do adversário, combinada com a precária análise dos dados de realidade. Esse desequilíbrio pesa sobre os jogadores. O grau da expectativa futebolístico-messiânica é altíssimo, e não é de se espantar que o time brasileiro entre em colapso em certas situações cruciais. Aliás, isso já aconceu pelo menos três vezes: lá no Maracanazo [Copa de 1950], agora no Mineiraço, e na final de 1998 na França, depois da convulsão de Ronaldo. Não me consta que outras seleções nacionais passem pela mesma síndrome. Uma vez é um acidente. Duas, uma coincidência. Mas três é uma estrutura.


    ESTADÃO - E de onde vem essa estrutura?

    WISNIK - Essas partidas fazem pensar na batalha de Alcácer Quibir, em 1578, durante a qual, segundo relatos, o jovem rei português d. Sebastião foi tomado por estranha catatonia, antes de desaparecer no deserto e ter a sua volta aguardada durante séculos pelos portugueses. [...] Em 1950, a equipe, encolhida na partida final ante a enormidade do sucesso ou do fracasso inéditos, esteve paralisada abaixo do seu tamanho. Em 2014, sucumbiu ante a expectativa maciça, projetada sobre ela, por algo maior do que seu tamanho. Nos dois casos, espelhados sintomaticamente em território brasileiro, há uma resistente dificuldade de dimensionar, isto é, de encarar o real, que se junta à euforização publicitária, à cobertura da Rede Globo, aos oportunismos políticos de todo tipo e ao baixo nível médio da cultura futebolística. Tudo continua muito parecido com o ambiente que cercou a final de 1950, embora sem a mesma inocência trágica.


    ESTADÃO - Você escreveu que 'a glorificação frenética de Neymar, justificada pela excepcionalidade do jogador, disfarça uma ansiedade compensatória de fundo'. Por quê?

    WISNIK - Sem querer me repetir, [a figura de Neymar] ferida encarnava d. Sebastião em batalha, desaparecido do campo, mas preservado misteriosamente da desgraça explícita e ocupando mais ainda o lugar mítico do Desejado.

    (O Estado de S. Paulo, 12/07/2014. Disponível em http://m.estadao.com.br/ O Estado de S. Paulo noticias/ali%C3%A1s,complexo-de-d-sebastiao,1527395,0.htm, acesso em 01/09/2014)

    Sendo um exemplo de entrevista, o texto tem como principal marca do gênero:
    Escolha uma alternativa para a questão 2966d27e-de