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  • 58.062 questões
  • 160 instituições
  • 23 anos de prova

Resultados: 58.062 questões

Página 2.866 de 2.904

  • Ciências Humanas

    Geografia

        O governo brasileiro oficializou, em 07.07.2025, uma parceria com a China para viabilizar um dos maiores projetos logísticos da América do Sul: uma ferrovia transcontinental ligando o oceano Atlântico, no litoral baiano, ao Pacífico, no porto de Chancay, no Peru. O memorando não define ainda um cronograma nem o valor total da obra, mas estima-se que os custos do projeto ultrapassem os 10 bilhões de dólares. Os estudos ambientais, técnicos e de viabilidade econômica serão desenvolvidos ao longo dos próximos cinco anos, prazo inicial do acordo, com possibilidade de prorrogação.

    (www.cartacapital.com.br, 07.07.2025. Adaptado.)

    O projeto apresentado no excerto demonstra o interesse da China em
    Escolha uma alternativa para a questão fd761292-74
  • Ciências Humanas

    Geografia

        A população de Mato Grosso foi estimada em 3893659 habitantes em 1o de julho de 2025, conforme dados divulgados em 28.08.2025 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa um acréscimo de 57260 pessoas em relação a 2024, uma variação de 1,49%, acima da média nacional. No mesmo período, a população brasileira alcançou 213,4 milhões de habitantes, com crescimento de apenas 0,39% em comparação a 2024.

    (www.leiagora.com.br, 28.08.2025. Adaptado.)

    Quando comparado ao Brasil, o dado demográfico de Mato Grosso é explicado
    Escolha uma alternativa para a questão fd78a7cd-74
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    O gráfico apresenta a variação mundial do índice médio das emissões de determinada substância prejudicial ao meio ambiente, no período de 1986 a 2021.

    Imagem da questão de Biologia, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto 2025, Ecologia e ciências ambientais


    A substância e o acordo internacional que promoveu a variação apresentada no gráfico são, respectivamente,

    Escolha uma alternativa para a questão fd7aeb1c-74
  • Ciências da Natureza

    Física

    Uma das aplicações dos capacitores é no circuito eletrônico de um flash de máquina fotográfica. O capacitor acumula carga elétrica por um determinado tempo (alguns segundos) e, quando o botão para tirar a foto é acionado, toda carga acumulada é “despejada” sobre a lâmpada do flash, daí o seu brilho intenso, porém de curta duração.

    Se nesse circuito houver um capacitor de dados nominais 315V e 100µF, corresponderá a uma carga, em coulomb, máxima, acumulada de
    Escolha uma alternativa para a questão fd7bba08-dc
  • Ciências Humanas

    Geografia

        A União Africana (UA) apoiou uma campanha para acabar com o uso por governos e organizações internacionais do mapa-múndi de Mercator, do século XVI. Fara Ndiaye, cofundadora da organização Speak Up Africa, disse que o mapa afetou a identidade e o orgulho dos africanos, especialmente das crianças que podem encontrá-lo cedo na escola. Selma Malika Haddadi, vice-presidente da UA, afirmou que a sua instituição apoiou a campanha, acrescentando que ela se alinha com seu objetivo de “reivindicar o lugar de direito da África no cenário global”, em meio a crescentes pedidos de reparação pelo colonialismo e pela escravidão.

    (www.theguardian.com, 15.08.2025. Adaptado.)

    A crítica à utilização da projeção de Mercator fundamenta-se
    Escolha uma alternativa para a questão fd7d3a32-74
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o conto a seguir e responda à questão.

    Preciosidade (para Mafalda)

    De manhã cedo era sempre a mesma coisa renovada: acordar. O que era vagaroso, desdobrado, vasto. Vastamente ela abria os olhos. Tinha quinze anos e não era bonita. Mas por dentro da magreza, a vastidão quase majestosa em que se movia como dentro de uma meditação. E dentro da nebulosidade algo precioso. Que não se espreguiçava, não se comprometia, não se contaminava. Que era intenso como uma joia. Ela acordava antes de todos, pois para ir à escola teria que pegar um ônibus e um bonde, o que lhe tomaria uma hora. O que lhe daria uma hora. De devaneio agudo como um crime. O vento da manhã violentando a janela e o rosto até que os lábios ficavam duros, gelados. Então ela sorria. Como se sorrir fosse em si um objetivo. Tudo isso aconteceria se tivesse a sorte de “ninguém olhar para ela”. Era uma manhã ainda mais fria e escura que as outras, ela estremeceu no suéter. A branca nebulosidade deixava o fim da rua invisível. Tudo estava algodoado, não se ouviu sequer o ruído de algum ônibus que passasse pela avenida. Foi andando para o imprevisível da rua. As casas dormiam nas portas fechadas. Os jardins endurecidos de frio. No ar escuro, mais que no céu, no meio da rua uma estrela. Uma grande estrela de gelo que não voltara ainda, incerta no ar, úmida, informe. Surpreendida no seu atraso, arredondava- -se na hesitação. Ela olhou a estrela próxima. Caminhava sozinha na cidade bombardeada. Não, ela não estava sozinha. Com os olhos franzidos pela incredulidade no fim longínquo de sua rua, de dentro do vapor, viu dois homens. Dois rapazes vindo. Olhou ao redor como se pudesse ter errado de rua ou de cidade. Mas errara os minutos: saíra de casa antes que a estrela e dois homens tivessem tempo de sumir. Seu coração se espantou. O que se seguiu foram quatro mãos difíceis, foram quatro mãos que não sabiam o que queriam, quatro mãos erradas de quem não tinha a vocação, quatro mãos que a tocaram tão inesperadamente que ela fez a coisa mais certa que poderia ter feito no mundo dos movimentos: ficou paralisada. Eles, cujo papel predeterminado era apenas o de passar junto do escuro de seu medo, e então o primeiro dos sete mistérios cairia; eles que representariam apenas o horizonte de um só passo aproximado, eles não compreenderam a função que tinham e, com a individualidade dos que têm medo, haviam atacado. Foi menos de uma fração de segundo na rua tranquila. Numa fração de segundo a tocaram como se a eles coubessem todos os sete mistérios. Que ela conservou todos, e mais larva se tornou, e mais sete anos de atraso. Quando foi molhar os cabelos diante do espelho, ela era tão feia. Ela possuía tão pouco, e eles haviam tocado. Ela era tão feia e preciosa. Estava pálida, os traços afinados. As mãos, umedecendo os cabelos, sujas de tinta ainda do dia anterior. “Preciso cuidar mais de mim”, pensou. Não sabia como. A verdade é que cada vez sabia menos como. A expressão do nariz era a de um focinho apontando na cerca. Voltou ao banco e ficou quieta, com um focinho. “Uma pessoa não é nada.” “Não”, retrucou-se em mole protesto, “não diga isso”, pensou com bondade e melancolia. “Uma pessoa é alguma coisa”, disse por gentileza. Mas no jantar a vida tomou um senso imediato e histérico:
    – Preciso de sapatos novos! Os meus fazem muito barulho, uma mulher não pode andar com salto de madeira, chama muita atenção! Ninguém me dá nada! Ninguém me dá nada! – e estava tão frenética e estertorada que ninguém teve coragem de lhe dizer que não os ganharia. Só disseram:
    – Você não é uma mulher e todo salto é de madeira. Até que, assim como uma pessoa engorda, ela deixou, sem saber por que processo, de ser preciosa. Há uma obscura lei que faz com que se proteja o ovo até que nasça o pinto, pássaro de fogo. E ela ganhou os sapatos novos.

    (LISPECTOR, C. Laços de Família. São Paulo: Rocco, 1998. p.95-108.)
    A respeito da autora e de sua obra, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão fd7db658-06
  • Matemática

    Matemática

    O isopor é um material composto por um polímero chamado poliestireno. Todos os produtos de isopor são 100% recicláveis, assim como os plásticos em sua totalidade. O gráfico mostra a quantidade de isopor, em tonelada, que foi reciclada no Brasil nos anos de 2007, 2008 e 2009. Considere que o aumento da quantidade de isopor reciclado ocorrida de 2008 para 2009 repita-se ano a ano de 2009 até 2013 e, a partir daí, a quantidade total reciclada anualmente permaneça inalterada por um período de 10 anos.

    Imagem da questão de Matemática, ENEM 2021, Análise de Tabelas e Gráficos

    Disponível em: www.plastivida.org.br. Acesso em: 31 jul. 2012 (adaptado).


    Qual é a quantidade prevista para reciclagem de isopor, em tonelada, para o ano de 2020?

    Escolha uma alternativa para a questão fd7f442b-6b
  • Ciências Humanas

    Geografia

    Examine o mapa que apresenta um recorte do território brasileiro.


    Imagem da questão de Geografia, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto 2025, Geografia Física


    As áreas semiáridas em destaque no mapa são suscetíveis ao processo de degradação da terra denominado

    Escolha uma alternativa para a questão fd7fd034-74
  • Linguagens

    Português

    Considere a tirinha de André Dahmer para responder à questão.



    Imagem da questão de Português, UEA 2018, Interpretação de Textos

    (www.folha.uol.com.br)

    A tirinha expressa de maneira ácida a ideia de que
    Escolha uma alternativa para a questão fd818cfa-d1
  • Linguagens

    Português

        O conceito de Cidades MIL, isto é, Cidades Media and Information Literacy (Cidades com Alfabetização Midiática e Informacional), surgiu em 2018, durante eventos da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). É uma evolução do conceito de Cidade Inteligente e Cidade do Conhecimento, dado que, para serem verdadeiramente sustentáveis, as cidades inteligentes também devem ser cidades MIL. Isso implica educar, capacitar e empoderar moradores e empresas para que estabeleçam redes de cooperação e façam um uso crítico, ético, criativo e responsável das novas infraestruturas e tecnologias que oferecem as cidades contemporâneas. A ênfase desse conceito, diferente dos anteriores, reside nos elementos humanos e não nos tecnológicos.

    (https://ceacom.com.br. Adaptado.)

    O conceito de Cidades MIL, explicado no excerto, busca
    Escolha uma alternativa para a questão fd826e62-74
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    Biologia é uma ciência que estuda os seres vivos e explica os fenômenos ligados à vida e à sua origem. É de extrema importância para entender o funcionamento do nosso ecossistema, que, por sua vez, se torna essencial para a sobrevivência humana. A importância do conhecimento biológico pode ser percebida desde a base do que compõe o planeta Terra. Hoje, a Biologia está presente no nosso dia a dia e possui uma influência direta em tudo que está relacionado aos seres vivos, desde os mecanismos que regulam as atividades vitais até as relações que estabelecem entre si e com o ambiente em que vivem. Estudar Biologia consiste em adquirir conhecimentos de como o mundo se organiza, desde os níveis mais simples até os mais complexos. E assim, prever e mensurar os fenômenos que podem melhorar a existência na Terra, e, consequentemente, garantir a manutenção dos sistemas biológicos de forma sustentável.

    PANIAGO, G.L. Descubra a importância da Biologia. https://www.portaleducacao.com.br

    O texto faz referência à hierarquia de complexidade da organização biológica, cuja sequência correta é a seguinte:
    Escolha uma alternativa para a questão fd82d558-dc
  • Ciências Humanas

    Geografia

    Analise o recorte de uma carta topográfica.


    Imagem da questão de Geografia, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto 2025, Geografia Física


    Considerando os cinco segmentos de reta destacados em vermelho, o terreno

    Escolha uma alternativa para a questão fd8504ed-74
  • Linguagens

    Português

    Leia o conto a seguir e responda à questão.

    Preciosidade (para Mafalda)

    De manhã cedo era sempre a mesma coisa renovada: acordar. O que era vagaroso, desdobrado, vasto. Vastamente ela abria os olhos. Tinha quinze anos e não era bonita. Mas por dentro da magreza, a vastidão quase majestosa em que se movia como dentro de uma meditação. E dentro da nebulosidade algo precioso. Que não se espreguiçava, não se comprometia, não se contaminava. Que era intenso como uma joia. Ela acordava antes de todos, pois para ir à escola teria que pegar um ônibus e um bonde, o que lhe tomaria uma hora. O que lhe daria uma hora. De devaneio agudo como um crime. O vento da manhã violentando a janela e o rosto até que os lábios ficavam duros, gelados. Então ela sorria. Como se sorrir fosse em si um objetivo. Tudo isso aconteceria se tivesse a sorte de “ninguém olhar para ela”. Era uma manhã ainda mais fria e escura que as outras, ela estremeceu no suéter. A branca nebulosidade deixava o fim da rua invisível. Tudo estava algodoado, não se ouviu sequer o ruído de algum ônibus que passasse pela avenida. Foi andando para o imprevisível da rua. As casas dormiam nas portas fechadas. Os jardins endurecidos de frio. No ar escuro, mais que no céu, no meio da rua uma estrela. Uma grande estrela de gelo que não voltara ainda, incerta no ar, úmida, informe. Surpreendida no seu atraso, arredondava- -se na hesitação. Ela olhou a estrela próxima. Caminhava sozinha na cidade bombardeada. Não, ela não estava sozinha. Com os olhos franzidos pela incredulidade no fim longínquo de sua rua, de dentro do vapor, viu dois homens. Dois rapazes vindo. Olhou ao redor como se pudesse ter errado de rua ou de cidade. Mas errara os minutos: saíra de casa antes que a estrela e dois homens tivessem tempo de sumir. Seu coração se espantou. O que se seguiu foram quatro mãos difíceis, foram quatro mãos que não sabiam o que queriam, quatro mãos erradas de quem não tinha a vocação, quatro mãos que a tocaram tão inesperadamente que ela fez a coisa mais certa que poderia ter feito no mundo dos movimentos: ficou paralisada. Eles, cujo papel predeterminado era apenas o de passar junto do escuro de seu medo, e então o primeiro dos sete mistérios cairia; eles que representariam apenas o horizonte de um só passo aproximado, eles não compreenderam a função que tinham e, com a individualidade dos que têm medo, haviam atacado. Foi menos de uma fração de segundo na rua tranquila. Numa fração de segundo a tocaram como se a eles coubessem todos os sete mistérios. Que ela conservou todos, e mais larva se tornou, e mais sete anos de atraso. Quando foi molhar os cabelos diante do espelho, ela era tão feia. Ela possuía tão pouco, e eles haviam tocado. Ela era tão feia e preciosa. Estava pálida, os traços afinados. As mãos, umedecendo os cabelos, sujas de tinta ainda do dia anterior. “Preciso cuidar mais de mim”, pensou. Não sabia como. A verdade é que cada vez sabia menos como. A expressão do nariz era a de um focinho apontando na cerca. Voltou ao banco e ficou quieta, com um focinho. “Uma pessoa não é nada.” “Não”, retrucou-se em mole protesto, “não diga isso”, pensou com bondade e melancolia. “Uma pessoa é alguma coisa”, disse por gentileza. Mas no jantar a vida tomou um senso imediato e histérico:
    – Preciso de sapatos novos! Os meus fazem muito barulho, uma mulher não pode andar com salto de madeira, chama muita atenção! Ninguém me dá nada! Ninguém me dá nada! – e estava tão frenética e estertorada que ninguém teve coragem de lhe dizer que não os ganharia. Só disseram:
    – Você não é uma mulher e todo salto é de madeira. Até que, assim como uma pessoa engorda, ela deixou, sem saber por que processo, de ser preciosa. Há uma obscura lei que faz com que se proteja o ovo até que nasça o pinto, pássaro de fogo. E ela ganhou os sapatos novos.

    (LISPECTOR, C. Laços de Família. São Paulo: Rocco, 1998. p.95-108.)
    Em relação ao conto “Preciosidade”, considere as afirmativas a seguir.

    I. Narra a história de uma adolescente comum, sem nenhuma beleza que a tornasse especial e nenhum acontecimento em sua vida que a fizesse olhar para si.
    II. Sua preciosidade era sua virgindade.
    III. Os sapatos simbolizam a passagem da infância para a vida adulta, além de lhe trazer a culpa de ter sido estuprada por fazer barulho e chamar a atenção na rua.
    IV. O barulho dos sapatos a incomodava porque ela não queria ser notada por ninguém por onde passasse porque era muito tímida. Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão fd85c893-06
  • Linguagens

    Português

    Considere a tirinha de André Dahmer para responder à questão.



    Imagem da questão de Português, UEA 2018, Interpretação de Textos

    (www.folha.uol.com.br)

    A palavra “só”, no primeiro quadrinho, foi utilizada no mesmo sentido da palavra sublinhada em
    Escolha uma alternativa para a questão fd86101b-d1
  • Matemática

    Matemática

    Imagem da questão de Matemática, Universidade Estadual de Feira de Santana 2010, Função de 2º Grau ou Função Quadrática e Inequações


    Sabendo-se que todas as raízes do polinômio f(x), representadas graficamente na figura, são reais e que g-1(x) é a função inversa de g(x) = 2x – 1, pode-se concluir que o resto da divisão de f(x) por g-1(x) é

    Escolha uma alternativa para a questão fd862b83-b4
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    Para responder à questão, analise o esquema que mostra uma população de gafanhoto submetida a determinado inseticida por um período prolongado. 

    Imagem da questão de Biologia, Universidade Estadual do Maranhão 2015, Evolução biológica

    Quanto ao processo de seleção, é possível afirmar, após o uso do inseticida, que
    Escolha uma alternativa para a questão fd866097-dc
  • Ciências Humanas

    Geografia

    Examine as informações que expressam dados demográficos e dados sobre a produção mundial no campo em dois momentos: em 1960 e em 2024.

    1960

    • População mundial: aproximadamente 3 bilhões de pessoas.
    • Produção de grãos: cerca de 2 bilhões de toneladas.
    • Rendimento médio de grãos: aproximadamente 1,3 toneladas por hectare.

    2024

    • População mundial: aproximadamente 8 bilhões de pessoas.
    • Produção de grãos: cerca de 8 bilhões de toneladas.
    • Rendimento médio de grãos: aproximadamente 4 toneladas por hectare.

    (https://123ecos.com.br. Adaptado.)

    Implantada na segunda metade do século XX, a transformação responsável pelas mudanças observadas nos dados é chamada de
    Escolha uma alternativa para a questão fd8775c7-74
  • Linguagens

    Português

    Leia o conto a seguir e responda à questão.

    Preciosidade (para Mafalda)

    De manhã cedo era sempre a mesma coisa renovada: acordar. O que era vagaroso, desdobrado, vasto. Vastamente ela abria os olhos. Tinha quinze anos e não era bonita. Mas por dentro da magreza, a vastidão quase majestosa em que se movia como dentro de uma meditação. E dentro da nebulosidade algo precioso. Que não se espreguiçava, não se comprometia, não se contaminava. Que era intenso como uma joia. Ela acordava antes de todos, pois para ir à escola teria que pegar um ônibus e um bonde, o que lhe tomaria uma hora. O que lhe daria uma hora. De devaneio agudo como um crime. O vento da manhã violentando a janela e o rosto até que os lábios ficavam duros, gelados. Então ela sorria. Como se sorrir fosse em si um objetivo. Tudo isso aconteceria se tivesse a sorte de “ninguém olhar para ela”. Era uma manhã ainda mais fria e escura que as outras, ela estremeceu no suéter. A branca nebulosidade deixava o fim da rua invisível. Tudo estava algodoado, não se ouviu sequer o ruído de algum ônibus que passasse pela avenida. Foi andando para o imprevisível da rua. As casas dormiam nas portas fechadas. Os jardins endurecidos de frio. No ar escuro, mais que no céu, no meio da rua uma estrela. Uma grande estrela de gelo que não voltara ainda, incerta no ar, úmida, informe. Surpreendida no seu atraso, arredondava- -se na hesitação. Ela olhou a estrela próxima. Caminhava sozinha na cidade bombardeada. Não, ela não estava sozinha. Com os olhos franzidos pela incredulidade no fim longínquo de sua rua, de dentro do vapor, viu dois homens. Dois rapazes vindo. Olhou ao redor como se pudesse ter errado de rua ou de cidade. Mas errara os minutos: saíra de casa antes que a estrela e dois homens tivessem tempo de sumir. Seu coração se espantou. O que se seguiu foram quatro mãos difíceis, foram quatro mãos que não sabiam o que queriam, quatro mãos erradas de quem não tinha a vocação, quatro mãos que a tocaram tão inesperadamente que ela fez a coisa mais certa que poderia ter feito no mundo dos movimentos: ficou paralisada. Eles, cujo papel predeterminado era apenas o de passar junto do escuro de seu medo, e então o primeiro dos sete mistérios cairia; eles que representariam apenas o horizonte de um só passo aproximado, eles não compreenderam a função que tinham e, com a individualidade dos que têm medo, haviam atacado. Foi menos de uma fração de segundo na rua tranquila. Numa fração de segundo a tocaram como se a eles coubessem todos os sete mistérios. Que ela conservou todos, e mais larva se tornou, e mais sete anos de atraso. Quando foi molhar os cabelos diante do espelho, ela era tão feia. Ela possuía tão pouco, e eles haviam tocado. Ela era tão feia e preciosa. Estava pálida, os traços afinados. As mãos, umedecendo os cabelos, sujas de tinta ainda do dia anterior. “Preciso cuidar mais de mim”, pensou. Não sabia como. A verdade é que cada vez sabia menos como. A expressão do nariz era a de um focinho apontando na cerca. Voltou ao banco e ficou quieta, com um focinho. “Uma pessoa não é nada.” “Não”, retrucou-se em mole protesto, “não diga isso”, pensou com bondade e melancolia. “Uma pessoa é alguma coisa”, disse por gentileza. Mas no jantar a vida tomou um senso imediato e histérico:
    – Preciso de sapatos novos! Os meus fazem muito barulho, uma mulher não pode andar com salto de madeira, chama muita atenção! Ninguém me dá nada! Ninguém me dá nada! – e estava tão frenética e estertorada que ninguém teve coragem de lhe dizer que não os ganharia. Só disseram:
    – Você não é uma mulher e todo salto é de madeira. Até que, assim como uma pessoa engorda, ela deixou, sem saber por que processo, de ser preciosa. Há uma obscura lei que faz com que se proteja o ovo até que nasça o pinto, pássaro de fogo. E ela ganhou os sapatos novos.

    (LISPECTOR, C. Laços de Família. São Paulo: Rocco, 1998. p.95-108.)
    Sobre a linguagem do conto, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.

    ( ) Há a presença constante do sentido conotativo da linguagem.
    ( ) A linguagem é predominantemente coloquial, com certo desleixo em algumas situações.
    ( ) Há predomínio da linguagem poética, trazendo um alto lirismo ao conto.
    ( ) É possível perceber que a autora utiliza uma linguagem objetiva, sem grandes descrições ou elementos conotativos.
    ( ) Há uma mescla entre as variedades padrão e coloquial da língua dando mais verossimilhança à personagem.

    Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
    Escolha uma alternativa para a questão fd89775d-06
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    Os padrões e a frequência com que as infecções parasitárias, tais como malária e esquistossomose ocorrem em determinadas localidades dependem de interações complexas entre hospedeiros, parasitas e ambiente. A ação do homem dominando e alterando a natureza pode se constituir em fator de progresso e de melhoria da qualidade de vida, porém, também pode introduzir ou espalhar infecções parasitárias, minimizando ou até inviabilizando os efeitos benéficos sobre o bem-estar da população.

    CHIEFF, P.P. Alterações ambientais e infecções parasitárias. Arq. Med. v.47, n.1. março de 2002. Adaptado.

    Segundo o texto, as alterações ambientais provocadas pela atividade humana influenciam a incidência de infecções, pois
    Escolha uma alternativa para a questão fd89944f-dc
  • Linguagens

    Literatura

    Capitulo LIV — A pêndula

    Saí dali a saborear o beijo. Não pude dormir; estirei-me na cama, é certo, mas foi o mesmo que nada. Ouvi as horas todas da noite. Usualmente, quando eu perdia o sono, o bater da pêndula fazia-me muito mai; esse tique-taque soturno, vagaroso e seco parecia dizer a cada golpe que eu ia ter um instante menos de vida. Imaginava então um velho diabo, sentado entre dois sacos, o da vida e o da morte, e a contá-las assim:

    — Outra de menos...
    — Outra de menos...
    — Outra de menos...
    — Outra de menos...

    O mais singular é que, se o relógio parava, eu dava-lhe corda, para que ele não deixasse de bater nunca, e eu pudesse contar todos os meus instanles perdidos, invenções há, que se transformam ou acabam; as mesmas instituições morrem; o relógio é definitivo e perpétuo. O derradeiro homem, ao despedir-se do sol frio e gasto, há de ter um relógio na algibeira, para saber a hora exata em que morre.

    Naquela noite não padeci essa triste sensação de enfado, mas outra, e deleitosa, As fantasias tumultuavam-me cá dentro, vinham umas sobre outras, â semelhança de devotas que se abaíroam para ver o anjo-cantor das procissões. Não ouvia os instantes perdidos, mas os minutos ganhados.

    ASSIS. M. Memórias póstumas de Brás Cubas, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1992 (fragmento).

    O capitulo apresenta o instante em que Brás Cubas revive a sensação do beijo trocado com Virgüia, casada com Lobo Neves. Nesse contexto, a metáfora do relógio desconstrói certos paradigmas românticos, porque

    Escolha uma alternativa para a questão fd8ac6c6-96