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Banco de questões

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  • 58.062 questões
  • 160 instituições
  • 23 anos de prova

Resultados: 58.062 questões

Página 2.282 de 2.904

  • Ciências da Natureza

    Biologia

    Sabendo-se que a frequência de um gene recessivo b é 0,3 em uma população, as frequências genotípicas esperadas para essa população, desde que esteja em equilíbrio, são 
    Escolha uma alternativa para a questão 1ffe3745-89
  • Linguagens

    Português

    O gráfico a seguir ilustra o resultado de um estudo científico que aplicou um treinamento mental em voluntários que foram submetidos a um evento estressante. Para avaliar o sucesso dessa intervenção, os pesquisadores analisaram a resposta dos níveis de cortisol, hormônio que apresenta níveis elevados na circulação sanguínea em situações de estresse agudo e crônico. No experimento, a expectativa inicial dos pesquisadores era a de que o treinamento mental fosse capaz de reduzir o estresse e que isso seria observado por níveis reduzidos de cortisol. Os asteriscos no gráfico indicam que houve diferença estatística no resultado. 


    Imagem da questão de Português, Centro Universitário UNICEPLAC 2026, Interpretação de Textos



    Com base nas informações do texto e do gráfico, é correto afirmar que 
    Escolha uma alternativa para a questão b8805b58-7b
  • Linguagens

    Português

    É a vaidade, Fábio, nesta vida,
    Rosa, que da manhã lisonjeada,
    Púrpuras mil, com ambição dourada,
    Airosa rompe, arrasta presumida.

    É planta, que de abril favorecida,
    Por mares de soberba desatada,
    Florida galeota empavesada,
    Sulca ufana, navega destemida.

    É nau enfim, que em breve ligeireza
    Com presunção de Fênix generosa,
    Galhardias apresta, alentos preza:

    Mas ser planta, ser rosa, nau vistosa
    De que importa, se aguarda sem defesa
    Penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa?


    Gregório de Matos. Desenganos da vida humana
    metaforicamente. In: Poemas escolhidos. Seleção, prefácio, notas:
    José Miguel Wisnik. São Paulo: Companhia das Letras, 2010
    (composto no século XVII).
    Além da metáfora, aludida no título do texto, outras figuras de linguagem estão presentes no poema de Gregório de Matos. A respeito disso, assinale a alternativa que contém a correta correspondência entre um verso e uma figura de linguagem que nele ocorre. 
    Escolha uma alternativa para a questão b83072b3-7b
  • Ciências Humanas

    Filosofia

    No excerto a seguir, encontra-se a formulação de um dos princípios lógicos contidos na filosofia de Aristóteles.

    “E também não é possível que exista um termo médio entre os contraditórios, mas é necessário ou afirmar ou negar, do mesmo objeto um só dos contraditórios, qualquer que seja ele”.


    ARISTÓTELES. Metafísica. Tradução de Marcelo Perine. Edições Loyola: São Paulo, 2002, p. 179.


    À luz da compreensão do respectivo texto e dos conceitos aristotélicos, assinale a opção que indica corretamente o princípio abordado no texto e sua justificativa apropriada correspondente.
    Escolha uma alternativa para a questão c2302210-6f
  • Ciências Humanas

    Filosofia

    Na parte inicial de sua República, Platão apresenta algumas concepções sobre a justiça que precisarão ser problematizadas. Entre elas, aparece uma das ideias do personagem Trasímaco. Analise a referida posição.

    "Certamente que cada governo estabelece as leis de acordo com a sua conveniência: a democracia, leis democráticas; a monarquia, monárquicas; e os outros, da mesma maneira. [...] Aqui tens, meu excelente amigo, aquilo que eu quero dizer, ao afirmar que há um só modelo de justiça em todos os Estados – o que convém aos poderes constituídos. Ora estes é que detêm a força. De onde resulta, para quem pensar correctamente, que a justiça é a mesma em toda a parte: a conveniência do mais forte”.


    PLATÃO. A República. Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001, p. 24.


    Considerando o trecho, analise as afirmações a seguir e assinale-as com V ou F conforme sejam verdadeiras ou falsas, de acordo com a tese defendida.


    ( ) A justiça pode ser compreendida como expressão da força apenas em algumas formas específicas de governo.

    ( ) Na verdade, a justiça não é monopólio das leis monárquicas, mas somente daquelas de natureza democrática.

    ( ) Fundamentalmente, a justiça consiste na busca pelo bem comum.

    ( ) A justiça não tem por finalidade o interesse dos oprimidos.


    A sequência correta, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão c22d0d57-6f
  • Ciências Humanas

    Filosofia

    Leia o trecho a seguir, o qual trata da ética kantiana e do seu imperativo categórico.


    “Age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal”.


    KANT. Fundamentação da Metafísica dos Costumes. Tradução de Paulo Quintela. Lisboa: Edições 70, 1960, p. 59.


    Acerca da ética e do imperativo categórico kantianos, marque a opção que os exprime corretamente.
    Escolha uma alternativa para a questão c22a5e0a-6f
  • Ciências Humanas

    História

    Coube aos países ibéricos desempenhar papel pioneiro na expansão marítima e comercial atlântica dos séculos XV e XVI. Sobre esse processo, assinale a opção correta.
    Escolha uma alternativa para a questão c1c77864-6f
  • Ciências Humanas

    História

    Sobre as revoltas nativistas ocorridas no Brasil durante o Período Colonial, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão c1b8764d-6f
  • Matemática

    Matemática

    Analise os dados sobre consumo de água, comparando o consumo da escola e edifício.


    I – Escola:

    Consumo diário por pessoa: 50 l/dia

    População: 840 alunos por escola

    Características do Imóvel: Ifam Manaus Centro e Ifam Distrito Industrial


    II – Edifício:

    Consumo diário: 150 l/dia

    População: 4 habitantes por apartamento

    Características do Imóvel: 70 apartamentos



    Assinale a alternativa correta:

    Escolha uma alternativa para a questão bb904c77-64
  • Ciências da Natureza

    Química

    A reação de dupla troca de iodeto de potássio (KI) com nitrato de chumbo(II) [Pb(NO3 )2] é curiosa, pois ambas as substâncias se apresentam em soluções aquosas incolores e, quando misturadas, formam um sólido amarelo, que é o iodeto de chumbo(II) (PbI2), conforme a equação não balanceada:


    KI (aq) + Pb(NO3 ) 2 (aq) ➞ PbI 2 (s) + KNO3 (aq)



    O resultado da soma dos menores coeficientes inteiros que completam o balanceamento da equação e a função inorgânica à qual pertence o sólido amarelo formado são, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão c1cefae1-47
  • Ciências Humanas

    História

    Criada pelos humanistas italianos [...], a noção de uma ressureição das letras e das artes graças ao reencontro com a Antiguidade foi, seguramente, fecunda como fecundos são todos os manifestos lançados em todos os séculos por novas gerações conquistadoras. Essa noção significa juventude, dinamismo, vontade de renovação. Teve em si a inevitável injustiça das abruptas declarações de adolescentes, que rompem ou creem romper com os gostos e as categorias mentais dos seus antecessores.

    (Jean Delumeau. A civilização do Renascimento, vol. I, 1994.)


    A “injustiça” a que se refere o historiador está relacionada à ideia de que essa “ressureição” cultural, conhecida como Renascimento, contribuiu para a 
    Escolha uma alternativa para a questão c1a82cd2-47
  • Linguagens

    Português

    Quando me vieram chamar, nem acreditei:

    — É Zuzézinho! Está caindo do prédio.

    E as gentes, em volta, se depressavam para o sucedido. Me juntei às correrias, a pergunta zaranzeando: o homem estava caindo? Aquele gerúndio era um desmando nas graves leis da gravidade: quem cai, já caiu.

    Enquanto corria, meu coração se constringia. Antevia meu velho amigo estatelado na calçada. [...]

    Me aproximava do prédio e já me aranhava na multidão. Coisa de inacreditar: olhavam todos para cima. Quando fitei os céus, ainda mais me perturbei: lá estava, pairando como águia real, o Zuzé Neto. O próprio José Antunes Marques Neto, em artes de aero-anjo. Estava caindo? Se sim, vinha mais lento que o planar do planeta pelos céus.

    (Mia Couto. O fio das missangas, 2004.)
    Uma característica das obras de Mia Couto é a presença de marcas do português popular de Moçambique, que se distanciam, por vezes, da norma padrão da língua portuguesa. Exemplifica essa característica a posição do pronome sublinhado na seguinte frase:
    Escolha uma alternativa para a questão c1948c12-47
  • Linguagens

    Português

    Quando me vieram chamar, nem acreditei:

    — É Zuzézinho! Está caindo do prédio.

    E as gentes, em volta, se depressavam para o sucedido. Me juntei às correrias, a pergunta zaranzeando: o homem estava caindo? Aquele gerúndio era um desmando nas graves leis da gravidade: quem cai, já caiu.

    Enquanto corria, meu coração se constringia. Antevia meu velho amigo estatelado na calçada. [...]

    Me aproximava do prédio e já me aranhava na multidão. Coisa de inacreditar: olhavam todos para cima. Quando fitei os céus, ainda mais me perturbei: lá estava, pairando como águia real, o Zuzé Neto. O próprio José Antunes Marques Neto, em artes de aero-anjo. Estava caindo? Se sim, vinha mais lento que o planar do planeta pelos céus.

    (Mia Couto. O fio das missangas, 2004.)
    Sobre o uso do gerúndio na frase “Está caindo do prédio” (2o parágrafo), o narrador do texto manifesta
    Escolha uma alternativa para a questão c18f80c7-47
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto de Dan Ariely, traduzido por Ivo Korytowski, para responder à questão.


    O chamado da arte


        Em abril de 2011, o programa de rádio This American Life apresentou uma matéria sobre Dan Weiss, um jovem universitário que trabalhava no Centro John F. Kennedy de Artes Cênicas, em Washington. Sua função era cuidar do estoque das lojas de suvenires do centro, onde uma equipe de 300 voluntários bem-intencionados — em sua maioria, aposentados que adoravam teatro e música — vendia as mercadorias aos visitantes.

        As lojas de suvenires eram administradas como barracas de limonada. Não havia caixas registradoras, apenas caixas de papel onde os voluntários depositavam o dinheiro e de onde pegavam o troco. As lojinhas eram um ótimo negócio, com mais de 400 mil dólares em vendas de mercadorias anualmente. Mas tinham um grande problema: daquela quantia, uns 150 mil dólares desapareciam a cada ano.

        Quando foi promovido a gerente, Dan assumiu a tarefa de capturar o ladrão. Começou a suspeitar de outro jovem funcionário cujo trabalho era levar o dinheiro ao banco. Contratou um detetive para montar uma operação e, numa noite de fevereiro, armaram a cilada. Dan colocou notas marcadas na caixa de papel e partiu. Depois, ele e o detetive se esconderam atrás de umas árvores ali por perto, aguardando pelo suspeito. Quando acabou o expediente e o membro suspeito da equipe foi embora, eles o abordaram e acharam algumas das notas marcadas no seu bolso. Caso encerrado, certo?

        Não exatamente, como se constatou depois. O jovem empregado furtou apenas 60 dólares naquela noite, e, mesmo após sua demissão, o dinheiro e as mercadorias continuaram desaparecendo. O próximo passo de Dan foi criar um sistema de estoque com listas de preços e registros de vendas. Ele orientou os aposentados a anotarem o que era vendido e o que recebiam, e os furtos cessaram. O problema não era um único ladrão, mas a multidão de voluntários idosos, bem-intencionados, amantes das artes que se apropriavam dos produtos e do dinheiro que estavam ali de bobeira.

        A moral dessa história não é nada edificante. Nas palavras de Dan: “Nós vamos nos apropriar de coisas que não nos pertencem se tivermos uma chance. (...) Muitas pessoas precisam de alguma forma de controle para fazerem a coisa certa.”


    (A (honesta) verdade sobre a desonestidade, 2021. Adaptado.)

    “Começou a suspeitar de outro jovem funcionário cujo trabalho era levar o dinheiro ao banco.” (3o parágrafo)


    Suponha que o trecho sublinhado seja substituído por “era destinada a tarefa de levar o dinheiro ao banco”. Para manter a correção gramatical, na nova frase a palavra “cujo” deve ser substituída por:

    Escolha uma alternativa para a questão 1f7b7f0b-76
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, para responder a questão


        Ricardo agarrou o cálice com delicadeza e respeito, levou-o aos lábios e foi como se todo ele bebesse o licor nacional.

    — Está bom, hein?— indagou o major.

    — Magnífico — fez Ricardo, estalando os lábios.

    — É de Angra. Agora tu vais ver que magnífico vinho do Rio Grande temos… Qual Borgonha! Qual Bordeaux! Temos no Sul muito melhores…

        E o jantar correu assim, nesse tom. Quaresma exaltando os produtos nacionais: a banha, o toucinho e o arroz; a irmã fazia pequenas objeções e Ricardo dizia: “É, é, não há dúvida” — rolando nas órbitas os olhos pequenos, franzindo a testa diminuta que se sumia no cabelo áspero, forçando muito a sua fisionomia miúda e dura a adquirir uma expressão sincera de delicadeza e satisfação.

        Acabado o jantar foram ver o jardim. Era uma maravilha; não tinha nem uma flor… Certamente não se podia tomar por tal míseros beijos-de-frade, palmas-de-santa-rita, quaresmas lutulentas1 , manacás melancólicos e outros belos exemplares dos nossos campos e prados. Como em tudo o mais, o major era em jardinagem essencialmente nacional. Nada de rosas, de crisântemos, de magnólias — flores exóticas; as nossas terras tinham outras mais belas, mais expressivas, mais olentes2 , como aquelas que ele tinha ali.

        Ricardo ainda uma vez concordou e os dois entraram na sala, quando o crepúsculo vinha devagar, muito vagaroso e lento, como se fosse um longo adeus saudoso do sol ao deixar a terra, pondo nas coisas a sua poesia dolente3 e a sua deliquescência4 .

        Mal foi aceso o gás, o mestre de violão empunhou o instrumento, apertou as cravelhas, correu a escala, abaixando-se sobre ele como se o quisesse beijar. Tirou alguns acordes, para experimentar; e dirigiu-se ao discípulo, que já tinha o seu em posição:

    — Vamos ver. Tire a escala, major.

    (Triste fim de Policarpo Quaresma, 2010.)


    1 lutulento: lamacento, lodoso.

    2 olente: cheiroso, perfumado.

    3 dolente: lamentosa, queixosa.

    4 deliquescência: propriedade que certas substâncias têm de extrair água.


    “e foi como se todo ele bebesse o licor nacional” (1o parágrafo)


    Nessa frase, o verbo sublinhado tem um objeto direto — “o licor nacional” —, isto é, o verbo tem um complemento e é ligado a ele diretamente, sem a presença de uma preposição.


    O verbo sublinhado tem também um objeto direto em:

    Escolha uma alternativa para a questão 1f6d9bf8-76
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o capítulo intitulado “A borboleta preta” do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.


        No dia seguinte, como eu estivesse a preparar-me para descer, entrou no meu quarto uma borboleta [...]. A borboleta, depois de esvoaçar muito em torno de mim, pousou-me na testa. Sacudi-a, ela foi pousar na vidraça; e, porque eu a sacudisse de novo, saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. Era negra como a noite. O gesto brando com que, uma vez posta, começou a mover as asas, tinha um certo ar escarninho, que me aborreceu muito. Dei de ombros, saí do quarto; mas tornando lá, minutos depois, e achando-a ainda no mesmo lugar, senti um repelão dos nervos, lancei mão de uma toalha, bati-lhe e ela caiu.

        Não caiu morta; ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. Apiedei-me; tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. Era tarde; a infeliz expirou dentro de alguns segundos. Fiquei um pouco aborrecido, incomodado.

         — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo.

        E esta reflexão, — uma das mais profundas que se tem feito, desde a invenção das borboletas, — me consolou do malefício, e me reconciliou comigo mesmo. Deixei-me estar a contemplar o cadáver, com alguma simpatia, confesso. Imaginei que ela saíra do mato, almoçada e feliz. A manhã era linda. Veio por ali fora, modesta e negra, espairecendo as suas borboletices, sob a vasta cúpula de um céu azul, que é sempre azul, para todas as asas. Passa pela minha janela, entra e dá comigo. Suponho que nunca teria visto um homem; não sabia, portanto, o que era o homem; descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo, e viu que me movia, que tinha olhos, braços, pernas, um ar divino, uma estatura colossal. Então disse consigo: “Este é provavelmente o inventor das borboletas.” A ideia subjugou-a, aterrou-a; mas o medo, que é também sugestivo, insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa, e beijou-me na testa. Quando enxotada por mim, foi pousar na vidraça, viu dali o retrato de meu pai, e não é impossível que descobrisse meia verdade, a saber, que estava ali o pai do inventor das borboletas, e voou a pedir- -lhe misericórdia.

        Pois um golpe de toalha rematou a aventura. Não lhe valeu a imensidade azul, nem a alegria das flores, nem a pompa das folhas verdes, contra uma toalha de rosto, dois palmos de linho cru. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque, é justo dizê-lo, se ela fosse azul, ou cor de laranja, não teria mais segura a vida; não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete, para recreio dos olhos. Não era. Esta última ideia restituiu-me a consolação; uni o dedo grande ao polegar, despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. Era tempo: aí vinham já as próvidas formigas… Não, volto à primeira ideia; creio que para ela era melhor ter nascido azul.


    (Memórias póstumas de Brás Cubas, 2001.)


    Pode ser atribuído valor de posse ao pronome sublinhado no seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão 52ac159b-75
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, considere o artigo escrito por Rafael Magalhães dos Santos e editado por Layse Ventura.


    A televisão já foi vista como o fim do cinema. Mas, em vez de morrer, a sétima arte evoluiu: criou novas linguagens, reinventou formatos e encontrou seu próprio espaço. Hoje, a Inteligência Artificial é tratada como a próxima ameaça às indústrias criativas. Será? A história mostra que, diante de grandes mudanças, quem inova sobrevive — e ainda brilha.

    Para salvar a experiência do cinema diante da televisão, a indústria apostou na inovação técnica e estética. Vieram o widescreen, o 3D e o som multicanal, criando um espetáculo que nenhuma TV da época podia replicar. As produções também aceleraram a adoção do filme colorido e passaram a se associar a eventos de “alta cultura”, como teatro e ópera, com filmes mais longos, aberturas e intervalos.

    Nem todas as ideias pegaram — e algumas soaram até ridículas, como o “smell-o-vision”, que liberava cheiros durante o filme Scent of Mystery (1960). Ainda assim, o esforço de inovar transformou a própria linguagem do cinema.

    O impacto foi tão profundo que o cinema deixou de disputar espaço com a TV e criou uma experiência sensorial própria. Inovar não era apenas uma questão de sobrevivência, era uma forma de transformar limitações em novas possibilidades estéticas. Em vez de resistir à mudança, o cinema a incorporou como motor de evolução.

    A Inteligência Artificial gera hoje o mesmo frio na barriga que a televisão causou décadas atrás. Textos, músicas, pinturas e roteiros podem ser produzidos em minutos, desafiando a ideia de autoria e talento humano. Mas, assim como o cinema não desapareceu, a criação humana também não precisa ser substituída, ela pode evoluir junto.

    A IA não é apenas uma máquina de cópias. Ela pode ser uma ferramenta de experimentação, inspiração e até democratização do acesso criativo. Em vez de temer o que a tecnologia pode fazer, a chave está em usá-la para ampliar o que só os humanos conseguem transmitir: emoção, nuance, surpresa.

    A Inteligência Artificial pode ser a faísca de uma nova era nas artes. A criatividade continua a ser um terreno humano — e, agora, com novos instrumentos para explorá-lo como nunca antes.

    (www.olhardigital.com.br, 02.05.2025. Adaptado.)
    O sujeito oracional ocorre quando uma oração exerce a função de sujeito de outra oração.


    Nesse sentido, ocorre sujeito oracional em:
    Escolha uma alternativa para a questão e559965f-74
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    O dogma central da biologia molecular assim descreve o fluxo da informação genética: do DNA (via transcrição) para o RNA e, subsequentemente, para as proteínas (via tradução). Nesse mesmo dogma, podem-se incluir a duplicação do DNA e a transcrição reversa, do RNA para o DNA.


    Considere as afirmações abaixo, quanto à tradução de proteínas em eucariotos.


    I - O ribossomo é uma proteína globular, responsável pelo pareamento entre as moléculas de tRNAs, que transportam os aminoácidos, e a molécula de mRNA, que codifica a estrutura da proteína a ser sintetizada.

    II - Os tRNAs são moléculas que possuem dois sítios de ligação, um capaz de ligar-se especificamente a um aminoácido e outro denominado anticódon, capaz de reconhecer uma sequência de três nucleotídeos presente em um mRNA.

    III- Os códons presentes no mRNA são reconhecidos pela subunidade pequena do ribossomo e são transformados quimicamente nos aminoácidos correspondentes, para gerar uma proteína.


    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão 49f2a52f-6f
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o poema “Desencontro (2)”, de Mia Couto. 

    No avesso das palavras
    na contrária face
    da minha solidão
    eu te amei
    e acariciei
    o teu imperceptível crescer
    como carne da lua
    nos noturnos lábios entreabertos

    E amei-te sem saberes
    amei-te sem o saber
    amando de te procurar
    amando de te inventar

    No contorno do fogo
    desenhei o teu rosto
    e para te reconhecer
    mudei de corpo
    troquei de noites
    juntei crepúsculo e alvorada

    Para me acostumar
    à tua intermitente ausência
    ensinei às timbilas1
    a espera do silêncio

    (Mia Couto. Poemas Escolhidos, 2016.)

    1timbila: instrumento musical de percussão, do tipo xilofone, tradicional de Moçambique.
    Em um processo de formação de palavras, uma palavra pode mudar de classe gramatical sem sofrer alteração em sua forma. A este processo de enriquecimento vocabular pela mudança de classe das palavras chama-se derivação imprópria.

    (Celso Cunha e Luís F. Lindley Cintra. Nova Gramática do Português Contemporâneo, 2007. Adaptado.)

    A palavra sublinhada que é um exemplo de derivação imprópria é:
    Escolha uma alternativa para a questão 39e5166a-69
  • Linguagens

    Português

    Leia o soneto de Luís de Camões para responder à questões.



    Quem diz que Amor é falso ou enganoso,

    ligeiro, ingrato, vão, desconhecido,

    sem falta1 lhe terá bem merecido

    que lhe seja cruel ou rigoroso.


    Amor é brando2, é doce e é piadoso3.

    Quem o contrário diz não seja crido;

    seja por cego e apaixonado tido,

    e aos homens, e inda4 aos deuses, odioso.


    Se males faz Amor, em mim se veem;

    em mim mostrando todo o seu rigor,

    ao mundo quis mostrar quanto podia.


    Mas todas suas iras são de amor;

    todos estes seus males são um bem,

    que eu por todo outro bem não trocaria.



    (Luís de Camões. Sonetos: antologia comentada, 2012.)



    1 sem falta: sem dúvida.

    2 brando: manso, meigo.

    3 piadoso: piedoso.

    4 inda: ainda.

    “Se males faz Amor, em mim se veem;” (3ª estrofe)


    Transposta para a voz passiva, mantendo o sentido original, a oração sublinhada assume a forma:

    Escolha uma alternativa para a questão 7e34645e-68