- Política
- Prova de 2025
- UEG
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: A03CF0AE-67

Banco de questões
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“A entrada dos Cruzados em Constantinopla” de Eugène Delacroix (Óleo sobre tela, 1838)
Sobre a obra ao lado e seu contexto, verifica-se que:
Leia o texto a seguir para responder à questão

Considere a função real definida por f(x) = x2 – 8x + 12. A área do triângulo cujos vértices são os pontos de interseção do gráfico de f com os eixos coordenados é igual a
Os compostos representados a seguir são responsáveis pelo aroma de diferentes ervas, tais como a hortelã, a menta, o capim-santo e a erva-cidreira.

Os compostos considerados isômeros estruturais estão representados por
Um método promissor para evitar a proliferação do mosquito da dengue começou a ser adotado pelo Ministério da Saúde nas periferias brasileiras. Trata-se das Estações Disseminadoras de Larvicida, uma espécie de armadilha que busca reduzir a infestação pelo Aedes aegypti, que também transmite zika e chikungunya. [...] Como as fêmeas visitam muitos criadouros para colocar os ovos, ao pousar na armadilha, elas se impregnam com o larvicida e passam a disseminá-lo em um raio de até 400 metros.
(https://agenciabrasil.ebc.com.br, 04.11.2024.)
A notícia apresenta uma nova metodologia de combate ao mosquito cuja eficácia relaciona-se diretamente à compreensão
As imagens mostram um muflão, mamífero do grupo do carneiro, com grandes cornos, e um caribu, mamífero do grupo do cervo, com grandes chifres.
Muflão

(https://pxhere.com)
Caribu

(https://pixabay.com)
Apesar de desempenharem funções semelhantes, cornos e chifres são estruturas diferentes quanto à sua composição e formação biológica. Essa diferença ocorre porque
A trissomia do cromossomo 13 (síndrome de Patau) é uma síndrome genética rara caracterizada pela presença de um cromossomo 13 extra. Ao invés de ter dois autossomos número 13, como ocorre na maioria da população, o indivíduo com essa síndrome genética apresenta três cópias, o que causa diversas alterações de desenvolvimento e de saúde, como malformação congênita.
(https://nav.dasa.com.br. Adaptado.)
A presença da terceira cópia do autossomo 13 no genoma dos indivíduos com síndrome de Patau é decorrente de

Esta árvore de pequeno porte é chamada Tecoma stans e é popularmente conhecida como ipê-de-jardim. Suas flores amarelas são muito parecidas com as do ipê-amarelo (Tabebuia spp). Apesar de ser ornamental, o ipê-de-jardim é considerado uma planta invasora, com capacidade de inutilizar pastagens e prejudicar a regeneração de áreas degradadas.
(https://globorural.globo.com. Adaptado.)
A capacidade dessa planta de inutilizar pastagens e prejudicar a regeneração de áreas degradadas está relacionada
O Brasil e o Paraguai fecharam um novo acordo-base para o Anexo C do Tratado de Itaipu, que define as condições de comercialização da energia gerada pela megausina hidrelétrica. A partir de 2027, o Paraguai poderá vender sua parte da energia de Itaipu ao mercado livre no Brasil, que negocia seus contratos sem amarras de preço e de prazo, conforme a oferta e a demanda de eletricidade. A produção de Itaipu é dividida meio a meio. No entanto, os paraguaios não consomem toda a sua parcela.
(Daniel Rittner. www.cnnbrasil.com.br, 07.05.2024. Adaptado.)
Antes do novo acordo mencionado no excerto, o excedente de energia gerado pela parte paraguaia era
Leia os versos do poema “A implosão da mentira ou o episódio do Riocentro”, escrito por Affonso Romano de Sant’Anna e publicado em 1984.
Mentiram-me. Mentiram-me ontem
e hoje mentem novamente. Mentem
de corpo e alma, completamente.
E mentem de maneira tão pungente
que acho que mentem sinceramente.
[...]
Mas não se chega à verdade
pela mentira, nem à democracia
pela ditadura.
[...]
E a mentira repulsiva
se não explode
pra fora pra dentro explode
implosiva.
(https://mpac.ufes.br)
O poema é inspirado em um episódio ocorrido no Brasil em 1981 e refere-se
Leia o texto a seguir, que é o trecho inicial de um artigo publicado na internet.

(https://grain.com, 21.10.2024. Adaptado.)
O texto
Leia o soneto de Luís de Camões para responder à questão.
Quem diz que Amor é falso ou enganoso,
ligeiro, ingrato, vão, desconhecido,
sem falta1 lhe terá bem merecido
que lhe seja cruel ou rigoroso.
Amor é brando2 , é doce e é piadoso3 .
Quem o contrário diz não seja crido;
seja por cego e apaixonado tido,
e aos homens, e inda4 aos deuses, odioso.
Se males faz Amor, em mim se veem;
em mim mostrando todo o seu rigor,
ao mundo quis mostrar quanto podia.
Mas todas suas iras são de amor;
todos estes seus males são um bem,
que eu por todo outro bem não trocaria.
(Luís de Camões. Sonetos: antologia comentada, 2012.)
1 sem falta: sem dúvida.
2 brando: manso, meigo.
3 piadoso: piedoso.
4 inda: ainda.
Leia o soneto de Luís de Camões para responder à questão.
Quem diz que Amor é falso ou enganoso,
ligeiro, ingrato, vão, desconhecido,
sem falta1 lhe terá bem merecido
que lhe seja cruel ou rigoroso.
Amor é brando2 , é doce e é piadoso3 .
Quem o contrário diz não seja crido;
seja por cego e apaixonado tido,
e aos homens, e inda4 aos deuses, odioso.
Se males faz Amor, em mim se veem;
em mim mostrando todo o seu rigor,
ao mundo quis mostrar quanto podia.
Mas todas suas iras são de amor;
todos estes seus males são um bem,
que eu por todo outro bem não trocaria.
(Luís de Camões. Sonetos: antologia comentada, 2012.)
1 sem falta: sem dúvida.
2 brando: manso, meigo.
3 piadoso: piedoso.
4 inda: ainda.
Em relação às pessoas que fazem afirmações negativas sobre Amor, o eu lírico propõeLeia o trecho do romance Os ratos, de Dyonelio Machado, para responder à questão.
1 Havia momentos a conversa tinha esfriado. Alcides, à sua frente, olha, longe, a rua. Naziazeno acompanha, meio furtivamente, os gestos do Carvalho, que se prepara para sair. Já tirou o porte-monnaie1 do bolso de trás das calças, torcendo- -se um pouco; tornou a colocá-lo onde estava, depois de o examinar com o olho bem metido dentro dele, e puxou uma cédula dum dos bolsos do lado da calça, torcendo-se ainda mais. O garçom, a seu lado, sereno, mas com um certo grau de impaciência latente, faz rapidamente o troco, mal lhe cai o dinheiro nas mãos. Vai tirando as moedas de vários bolsos e depondo-as no mármore da mesa. Carvalho, a cabeça baixa, confere, separando-as com um dedo, como uma cozinheira “escolhendo” feijão na tábua da mesa. Destaca uma moedinha, que põe de parte, com dedo moroso. Recolhe o resto. Pega da bengala e dos jornais que colocara numa cadeira ao lado e levanta-se, relanceando um olhar pelo café, olhar que vem “ferir” o rosto de Naziazeno, que estremece, como se um jato de holofote subitamente o iluminasse. Desvia precipitadamente a cara; põe-se a olhar para o Alcides. A figura porém do Carvalho avança pouco a pouco na franja do seu campo visual; é apenas um vulto negro e alto, avançando cadenciadamente. Seus passos soam já... Naziazeno mantém o pescoço duro... Qualquer relaxamento de músculos põe-no cara a cara com o outro... Está começando a sentir um calor no rosto... Os passos são mais sonoros... Alcides volta-se lentamente para trás, na direção deles...
2 — Bom dia.
3 — Bom dia!
4 — Bom dia, Carvalho!...
5 ... E os passos agora cada vez ressoam menos... menos... extinguem-se...
6 A onda de calor foge progressivamente do seu rosto. Naziazeno tem a impressão de haver mergulhado a face na água fria. Acha-se um pouco trêmulo.
7 Alcides ali à sua frente, ele não se sente tão só. A cara deslavada e ausente do outro bem podia passar por ingênua. Ele curvava um pouco o tórax para diante, olhava em frente, as feições iguais, como de quem dorme. Quando tirava o olhar dum foco para colocá-lo num outro, fechava habitualmente os olhos, como quem faz um “entreato” entre as duas visadas. Isto repetido várias vezes dava-lhe um ar de sono, que o tornava mais ausente e ingênuo.
(Os ratos, 2022.)
1 porte-monnaie: porta-moedas.
