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58.062 questões encontradas. Mostrando a página 155 de 2904.
9E96A90B-3F TEXTO VPonciá VicêncioConceição EvaristoQuando Ponciá Vicêncio resolveu sair do povoado onde nascera, a decisão chegou forte e repentina. Estava cansada de tudo ali. De trabalhar o barro com a mãe, de ir e vir às terras dos brancos e voltar de mãos vazias. De ver a terra dos negros coberta de plantações, cuidadas pelas mulheres e crianças, pois os homens gastavam a vida trabalhando nas terras dos senhores, e depois a maior parte das colheitas ser entregues aos coronéis. Cansada da luta insana, sem glória, a que todos se entregavam para amanhecer cada dia mais pobres, enquanto alguns conseguiam enriquecer-se a todo dia. Ela acreditava que poderia traçar outros caminhos, inventar uma vida nova.Fonte: EVARISTO, Conceição. Ponciá Vicêncio. Belo Horizonte: Mazza, 2003, p. 33.A Escritora Conceição Evaristo compreende que, em seus poemas e em suas narrativas, as vozes e experiências da população negra brasileira e, principalmente, das mulheres negras, são evocadas, configurando um conceito de escrita que ela nomeara de “Escrevivências”, que diz respeito `a escrita das “vivências” e “experiências” de pessoas negras. A partir dessa informação, e considerando o trecho do romance ”Ponciá Vicêncio”(Texto V), focado na vida da personagem negra homônima ao título, assinale a alternativa correta:9E9182EE-3F Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO IVO Canto dos EscravizadosPaulina ChizianeAcorrentado vim, cruzando o marAtormentado fui no negrume do porãoAqui estou na AméricaChorando de dor, ó mãe África!Escravizado sou, como animalComprado fui por quem só me fez malAqui estou na AméricaChorando de dor, ó mãe África!Estou lutando para me libertarE bem depressa regressar ao larAqui estou na AméricaChorando de dor, ó mãe AfricaFonte: CHIZIANE, Paulina. O canto dos escravizados. Belo Horizonte: Nandyala, 2018, p. 29.No poema da moçambicana Paulina Chiziane, é possível observar a seguinte figura de linguagem:9E8EA6BE-3F Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO IIAs CaravanasChico Buarque de HollandaE um dia de real grandeza, tudo azulUm mar turquesa à la Istambul enchendo os olhosUm sol de torrar os miolosQuando pinta em CopacabanaA caravana do Arará, do Caxangá, da ChatubaA caravana do Irajá, o comboio da PenhaNão há barreira que retenha esses estranhosSuburbanos tipo muçulmanos do JacarezinhoA caminho do Jardim de AláÉ o bicho, é o buchicho, é a charanga(...)Com negros torsos nus deixam em polvorosaA gente ordeira e virtuosa que apelaPra polícia despachar de voltaO populacho pra favelaOu pra Benguela, ou pra GuinéSol, a culpa deve ser do solQue bate na moleira, o solQue estoura as veias, o suorQue embaça os olhos e a razãoE essa zoeira dentro da prisãoCrioulos empilhados no porãoDe caravelas no alto marTem que bater, tem que matar, engrossa a gritariaFilha do medo, a raiva é mãe da covardiaOu doido sou eu que escuto vozesNão há gente tão insanaNem caravana do AraráNão há, não háFonte: HOLLANDA, Chico Buarque de. AS CARAVANAS. In: CARAVANAS. Rio de Janeiro: Biscoito Fino, 2017. CD, (2:47).TEXTO IIILuísa MahinJarid ArraesNo século 19Luísa Mahin nasceuCom origem africanaSua história aconteceuE com incessante ganaSeu nome prevaleceu.Vinda da Costa da MinaAfirmava ser princesaMas vendida como escravaTeve na luta a certezaDepois de alforriadaDemonstrou sua proeza.Viveu como quituteiraE morou em SalvadorUsou com inteligênciaSeus talentos de saborPois usava o tabuleiroDe mensagens portador.(...)Importante mencionarQue foi mãe de Luís GamaPoeta e abolicionistaDe imensurável chamaE por ele foi citadaRespeitando sua fama.(...)O pai branco de LuísO vendeu quando criançaSeparando de sua mãeNa racista podre herançaDe ser branco dominanteIndigno de confiança.Mas Luísa era guerreiraA rebelde sem igualFez ainda de sua casaComo um quartel generalOnde eram planejadasAs revoltas sem igual.Apesar de tudo issoE de tudo que lutouEssa mulher imponenteMuito se silenciouPois ainda não se contaTudo que realizou.Mas apenas sua memóriaE forte o suficientePra mexer na estruturaDessa gente incoerenteQue não fala a verdadeSobre o negro insurgente. (...)Fonte: ARRAES, Jarid. Heroínas negras brasileiras: em 15 cordéis. São Paulo: Pólen, 2017.O poema de Jarid Arraes conta um pouco da história de Luísa Mahin, uma princesa oriunda do Golfo da Guiné, na África Ocidental. Ela foi capturada no continente africano e, tendo sido escravizada, enviada ao Brasil. Posteriormente alforriada, integrou o grupo da Insurreiçãoo dos Malês, formado, principalmente, por africanos e afrodescendentes de religião islâmica. A luta dos Malês em prol da abolição da escravatura foi importante para as lutas que vieram depois, mas a insurreição não foi vitoriosa naquele momento da história (1835). O fim da escravatura no Brasil ocorreu, legalmente, apenas em 1888.A partir dessa informação, tendo como base o poema de Jarid Arraes e a canção de Chico Buarque (Texto II), marque a opção cujos versos, de ambos os textos, melhor indiquem a representação da expressão do racismo na sociedade brasileira:9E8BD647-3F Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO I(...)‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velasAo quente arfar das virações marinhas,Veleiro brigue corre à flor dos mares,Como roçam na vaga as andorinhas...Donde vem? Onde vai? Das naus errantesQuem sabe o rumo se é tão grande o espaço?Neste saara os corcéis o pó levantam,Galopam, voam, mas não deixam traço.Bem feliz quem ali pode nest’horaSentir deste painel a majestade!...Embaixo – o mar... em cima – o firmamento...E no mar e no céu – a imensidade!Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!Que mésica suave ao longe soa!Meu Deus! Como é sublime um canto ardentePelas vagas sem fim boiando à toa!(...)Era um sonho dantesco... O tombadilhoQue das luzernas avermelha o brilho,Em sangue a se banhar.Tinir de ferros... estalar de açoite...Legiões de homens negros como a noite,Horrendos a dançar...Negras mulheres, suspendendo às tetasMagras crianças, cujas bocas pretasRega o sangue das mães:Outras moças, mas nuas e espantadas,No turbilhão de espectros arrastadas,Em ânsia e mágoa vãs! (...)Ouvem-se gritos... o chicote estala.E voam mais e mais...Presa nos elos de uma só cadeia,A multidão faminta cambaleia,E chora e dança ali!Um de raiva delira, outro enlouquece,Outro, que martírios embrutece,Cantando, geme e ri! (...)Fonte: ALVES, Castro. “O navio negreiro”. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download /texto/bv000068.pdf. Acesso em: 17 jun. 2024.GLOSSÁRIO:Tombadilho: Parte do navio.Luzerna: Conjunto de luzes.TEXTO IIAs CaravanasChico Buarque de HollandaE um dia de real grandeza, tudo azulUm mar turquesa à la Istambul enchendo os olhosUm sol de torrar os miolosQuando pinta em CopacabanaA caravana do Arará, do Caxangá, da ChatubaA caravana do Irajá, o comboio da PenhaNão há barreira que retenha esses estranhosSuburbanos tipo muçulmanos do JacarezinhoA caminho do Jardim de AláÉ o bicho, é o buchicho, é a charanga(...)Com negros torsos nus deixam em polvorosaA gente ordeira e virtuosa que apelaPra polícia despachar de voltaO populacho pra favelaOu pra Benguela, ou pra GuinéSol, a culpa deve ser do solQue bate na moleira, o solQue estoura as veias, o suorQue embaça os olhos e a razãoE essa zoeira dentro da prisãoCrioulos empilhados no porãoDe caravelas no alto marTem que bater, tem que matar, engrossa a gritariaFilha do medo, a raiva é mãe da covardiaOu doido sou eu que escuto vozesNão há gente tão insanaNem caravana do AraráNão há, não háFonte: HOLLANDA, Chico Buarque de. AS CARAVANAS. In: CARAVANAS. Rio de Janeiro: Biscoito Fino, 2017. CD, (2:47).Em relação ao Texto I, de Castro Alves, e a canção de Chico Buarque, texto II, marque a única alternativa que não se adequa a uma interpretação pertinente.9E8820E6-3F Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO I(...)‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velasAo quente arfar das virações marinhas,Veleiro brigue corre à flor dos mares,Como roçam na vaga as andorinhas...Donde vem? Onde vai? Das naus errantesQuem sabe o rumo se é tão grande o espaço?Neste saara os corcéis o pó levantam,Galopam, voam, mas não deixam traço.Bem feliz quem ali pode nest’horaSentir deste painel a majestade!...Embaixo – o mar... em cima – o firmamento...E no mar e no céu – a imensidade!Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!Que mésica suave ao longe soa!Meu Deus! Como é sublime um canto ardentePelas vagas sem fim boiando à toa!(...)Era um sonho dantesco... O tombadilhoQue das luzernas avermelha o brilho,Em sangue a se banhar.Tinir de ferros... estalar de açoite...Legiões de homens negros como a noite,Horrendos a dançar...Negras mulheres, suspendendo às tetasMagras crianças, cujas bocas pretasRega o sangue das mães:Outras moças, mas nuas e espantadas,No turbilhão de espectros arrastadas,Em ânsia e mágoa vãs! (...)Ouvem-se gritos... o chicote estala.E voam mais e mais...Presa nos elos de uma só cadeia,A multidão faminta cambaleia,E chora e dança ali!Um de raiva delira, outro enlouquece,Outro, que martírios embrutece,Cantando, geme e ri! (...)Fonte: ALVES, Castro. “O navio negreiro”. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download /texto/bv000068.pdf. Acesso em: 17 jun. 2024.GLOSSÁRIO:Tombadilho: Parte do navio.Luzerna: Conjunto de luzes.O fragmento ao lado (Texto I) apresenta dois importantes momentos em relação ao estado de espírito do sujeito poético. Sobre isso, considerando o que ele observa e o que demonstra sentir, leia atentamente as sentenças abaixo e marque a alternativa que melhor indique esse estado psicológico:96112F64-3F História
História da América LatinaUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosO romance "A ilha sob o mar", da escritora Isabel Allende, tem como um de seus personagens o francês Tolouse Valmoraim, que foi enviado às Antilhas, por volta de 1770. Para ele:"Havia lido em algum lugar que os nativos da ilha, os arahuacos chamavam-na de Haiti, antes dos conquistadores mudarem seu nome para A Espanhola e acabarem com eles. Em 50 anos, não sobrou um só arahuaco vivo para contar a história: todos morreram, vítimas da escravidão, das doenças europeias, do suicídio. (...) Quando exterminaram os indígenas, eles importaram escravos sequestrados na África. (...)"ALLENDE, Isabel. A Ilha sob o Mar. São Paulo: Bertrand, 2011. p. 11-12.No Haiti surgiu uma nação resultante de um movimento revolucionário, marcado por violências de todos os lados. No entanto, mesmo sendo uma ilha, o Haiti não estava isolado do mundo.Sobre o Movimento de Independência do Haiti, assinale a alternativa CORRETA:960ED045-3F Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho da entrevista e observe a imagem abaixo.O torturador, o traficante de escravos, o senhor de escravos, o capataz da plantação, todas essas pessoas tornaram-se piores ao ter a autorização para cometer os crimes que cometeram. Essa discussão continua atualíssima porque o policial que assedia, agride, mata um negro, também se torna um péssimo ser humano.Trecho de entrevista de Eurídice Figueiredo, professora do programa de pós-graduação em estudos de literatura da UFF (Universidade Federal Fluminense). Disponível em: https://tinyurl.com/42cdmmyd. Acesso em 12 ago. 2024.
Manifestantes protestam em Saint Louis, nos EUA, contra a violência policial. Disponível em: https://vermelho.org.br/2016/07/11/eua-tem-mais-protestoscontra-racismo-e-violencia-policial/ Acesso em: 20 jun. 2024.Marque a alternativa CORRETA:960C2BDC-3F História
História do BrasilUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto:
"A esquadra composta de oito naus, três fragatas, dois brigues, uma escuna de guerra, uma charrua de mantimentos e mais de vinte navios mercantes da marinha lusitana foi pequena para alojar 15 mil almas, embarcadas portando o que puderam carregar de seus bens materiais, tanto públicos quanto particulares, levados a bordo "sem despacho, nem revista" , tudo avaliado depois em cerca de 80 milhões de cruzados. Após os atropelos de um embarque organizado em algumas poucas horas, ganhava a esquadra a foz do Tejo (...) que mudaria a história de Portugal e do Brasil".
MALERBA, Jurandir. A Corte no Exílio. Civilização e poder no Brasil às vésperas da Independência ( 1808 a 1821). São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p.20.
Sobre o significado desse evento para o entendimento da História do Brasil, assinale a alternativa CORRETA:9609E9AC-3F História
História do BrasilUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosLuís Gama, o ex-escravo que se tornou advogado
Luís Gonzaga Pinto da Gama nasceu em 1830, em Salvador, lho de mãe africana livre e pai branco de origem portuguesa. Quando o menino tinha quatro anos, sua mãe, Luísa, teria participado da revolta dos Malês, na Bahia, pelo m da escravidão.
Adelina, a charuteira que atuava como 'espiã'
Filha bastarda e escrava do próprio pai, Adelina passou a vender charutos que ele produzia nas ruas e estabelecimentos comerciais de São Luís (MA). (...) Adelina enviava à associação Clube dos Mortos - que escondia escravos e promovia sua fuga - informações que conseguia sobre ações policiais e estratégias dos escravistas.
Dragão do Mar, o jangadeiro que se recusou a transportar escravos para os navios
O jangadeiro e prático (condutor de embarcações) Francisco José do Nascimento (1839-1914), um homem pardo conhecido como Dragão do Mar, foi membro do Movimento Abolicionista Cearense, um dos principais da província, a primeira do Brasil a abolir a escravidão.
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-44091469 Acesso em: 20 jun.2024.
Sobre a ação dessas personagens históricas e sua relação com o fim da escravidão, é CORRETO afirmar que:9606EE86-3F História
História GeralUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritosLeia os textos I e II, de autoria dos escritores africanos contemporâneos, Paulina Chiziane e Ngugi wa Thiong'o.TEXTO IDesperta! Lava os olhos no banho da liberdadeBusca as tuas pegadas nas frias cinzas da HistóriaRegressar às raízes é isto: percorrer caminhos sinuososAté descobrir o teu brilho no espelho do mundoAs campanhas coloniais colocaram-te uma venda nos olhosResiste. Não te deixes apagar e luta com oque te ofusca Reconhece-te. Estás presente em todas asmaravilhas do mundo.(...)Procura-teÀ tua música chamam folclore e à arte, artesanatoAo teu religioso, superstição e ao teu sagrado, diabólicoTira as mordaças com que te animalizam. Conhece-te.Fonte: CHIZIANE, Paulina. O canto dos escravizados. Belo Horizonte: Nandyala, 2018.TEXTO IIOs oprimidos e explorados da terra mantêm seu desafio: liberdade frente ao saque. Porém, a arma mais perigosa que é empunhada e brandida a cada pelo imperialismo contra esse desafio coletivo é a bomba cultural. O efeito de uma bomba cultural é aniquilar as crenças dos povos nos seus nomes, línguas e entorno natural, na sua tradição de luta, sua unidade e capacidades e, por fim, em si mesmos.Fonte: Descolonizar la mente. Barcelona: Editorial Debolsillo, 2010, pp.7-8. [e-book].Marque a alternativa CORRETA sobre a relação dos Textos I e II com o processo de dominação imperialista da África:9604597F-3F Física
Física Térmica - TermologiaUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024DifícilEntre para guardar nos favoritosConsidere g = 10, 0 m/s2
Em relação aos processos de propagação do calor, assinale a alternativa CORRETA.
9601AD1F-3F Física
Oscilação e OndasUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024DifícilEntre para guardar nos favoritosConsidere g = 10, 0 m/s2
Em relação às ondas sonoras, assinale a alternativa CORRETA.
95FEB52A-3F Física
ÓticaUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosConsidere g = 10, 0 m/s2
Em relação ao microscópio óptico e à luneta astronômica, assinale a alternativa CORRETA.
95FBB0D7-3F Química
Equipamentos e Técnicas BásicasUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritosConsidere g = 10, 0 m/s2Considere um dispositivo que consiste em um tubo de maior área e uma parede central contendo um pequeno orifício que deixa a passagem de fluxo de ar para outro lado somente em um sentido. Sabe-se que o fluxo de ar é incompressível, que a velocidade do som no ar é de aproximadamente 340,0 m/s, que o diâmetro do orifício é de 1,0 mm2 e que a velocidade do fluxo de ar no orifício é o dobro da velocidade do som no ar. O valor da velocidade do fluxo de ar antes do orifício numa área de 10,0 cm2 é de95F94F4A-3F Física
Conteúdos BásicosUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritosConsidere g = 10, 0 m/s2Sabe-se que a densidade da água do mar é aproximadamente de 1,0 g/cm3 e que uma atmosfera equivale a 1,0 × 105 N/m2 . A profundidade no mar que corresponde a uma pressão de 2,0 atm é de aproximadamente95F6D219-3F Biologia
Identidade dos seres vivosUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritosOs animais (Metazoa = animais) constituem um grupo com mais de 1,5 milhão de espécies descritas. Os metazoários (Metazoa) são muito diversificados e possuem características morfológicas, fisiológicas e evolutivas muito distintas. Em relação às características presentes nos distintos grupos animais, marque a opção que contém informações CORRETAS.95F46380-3F Biologia
Origem e evolução da vidaUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosO fóssil de Archaeopteryx lithographica é reconhecido como o primeiro registro de ave existente na natureza há milhões de anos atrás. No entanto, este organismo ainda apresentava uma mistura de características presentes em dinossauros Theropoda, mas ausentes nas aves atuais.É uma característica de Archaeopteryx lithographica também encontrada nas aves atuais95EF74A2-3F Biologia
Identidade dos seres vivosUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritosA Dra. Maria Beatriz de Barros Barreto, professora da UFRJ, participou do último Congresso Europeu de Algas, realizado em Brest, na França, em agosto de 2023, e descreveu que os pontos mais discutidos nesse congresso foram as alterações nas comunidades de algas marinhas, devido às mudanças climáticas. Vários pesquisadores no mundo verificaram a substituição de florestas marinhas formadas por algas pardas de grande porte, com mais de 1 metro de comprimento, por algas filamentosas formando tapetes de poucos centímetros de altura. O impacto dessa substituição ainda é incerto, mas pode ocorrer uma perda de espécies de algas pardas, que formam um grupo de organismos com representantes95ED1767-3F Biologia
Identidade dos seres vivosUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho da reportagem a seguir.As mudanças climáticas globais estão tornando os fungos patogênicos mais resistentes devido à aceleração de suas mutações genéticas e, no Brasil, a plantação de cacau é fortemente afetada pelo fungo Moniliophtera perniciosa, chamado comumente de vassoura de bruxa, que causa enegrecimento e morte do cacaueiro, causando grandes estragos nas lavouras e encarecendo os processos de controle dessa infestação.Com relação aos organismos considerados como fungos, pode-se afirmar que são um grupo formado por:95EA7EE8-3F Português
Interpretação de TextosUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO IIIAmorClarice LispectorOs filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte.Como um lavrador. [...] No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado. O homem com quem casara era um homem verdadeiro, os filhos que tivera eram filhos verdadeiros. Sua juventude anterior parecia-lhe estranha como uma doença de vida. Dela havia aos poucos emergido para descobrir que também sem a felicidade se vivia: abolindo-a, encontrara uma legião de pessoas, antes invisíveis, que viviam como quem trabalha - com persistência, continuidade, alegria. [...] O bonde se arrastava, em seguida estacava. Até Humaitá tinha tempo de descansar. Foi então que olhou para o homem parado no ponto. A diferença entre ele e os outros é que ele estava realmente parado. De pé, suas mãos se mantinham avançadas. Era um cego. O que havia mais que fizesse Ana se aprumar em desconfiança? Alguma coisa intranquila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles... Um homem cego mascava chicles. Ana ainda teve tempo de pensar por um segundo que os irmãos viriam jantar - o coração batia-lhe violento, espaçado. Inclinada, olhava o cego profundamente, como se olha o que não nos vê. Ele mastigava goma na escuridão. Sem sofrimento, com os olhos abertos [...] - o bonde deu uma arrancada súbita jogandoa desprevenida para trás, o pesado saco de tricô despencou-se do colo, ruiu no chão - Ana deu um grito, o condutor deu ordem de parada antes de saber do que se tratava - o bonde estacou, os passageiros olharam assustados. Incapaz de se mover para apanhar suas compras, Ana se aprumava pálida. Uma expressão de rosto, há muito não usada, ressurgiralhe com dificuldade, ainda incerta, incompreensível. O moleque dos jornais ria entregando-lhe o volume. Mas os ovos se haviam quebrado no embrulho de jornal. Gemas amarelas e viscosas pingavam entre os filhos da rede. [...] A rede perdera o sentido e estar num bonde era um fio partido; não sabia o que fazer com as compras no colo. [...] como se pudesse cair do bonde, como se as coisas pudessem ser revertidas com a mesma calma com que não o eram. O que chamava de crise viera afinal. E sua marca era o prazer intenso com que olhava agora as coisas, sofrendo espantada. O calor se tornara mais abafado, tudo tinha ganho uma força e vozes mais altas.FONTE: LISPECTOR, Clarice. O Amor. In: MORICONI, Ítalo (org). Os cem melhores contos brasileiros do século, Editora Objetiva: Rio de Janeiro, 2000, p. 212-219.TEXTO VLegiões de mulheres não têm por quinhão senão uma fadiga indefinidamente recomeçada no decorrer de um combate que jamais comporta uma vitória. Mesmo em casos mais privilegiados, essa vitória nunca é definitiva. Há poucas tarefas que se aparentem, mais do que as da dona de casa, ao suplício de Sísifo; dia após dia, é preciso lavar os pratos, espanar os móveis, consertar a roupa, que no dia seguinte já estarão novamente sujos, empoeirados, rasgada.No trecho acima (texto V), Simone de Beauvoir compara o trabalho de uma mulher do lar, dedicada aos afazeres domésticos e à criação dos filhos, ao mito de Sísifo, personagem da mitologia grega que foi condenado a repetir eternamente a tarefa de empurrar uma pedra até o topo de uma montanha. Considerando os textos III e V, assinale a alternativa correta: