Questões do ENEM 2010

Questões aplicadas na prova de 2010, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

1.564 questões encontradas. Mostrando a página 33 de 79.

  • 6F9B6017-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UDESC · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Read the Text 1 and answer the question.


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2010

    The text says that:
    Escolha uma alternativa para a questão 6f9b6017-b0
  • CEC6A9CA-B0

    Português

    Figuras de Linguagem
    FATEC · 2010FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto e responda a questão.

    A verdadeira muralha da China
       Nos últimos anos, poucos eventos sacudiram tanto a China quanto a internet. Seu número de internautas já é maior do que os 230 milhões de usuários americanos, segundo a North America Internet Stats. Trata-se de um público de jovens, com menos de 30 anos, que declaram ter na internet sua melhor fonte de informação. Todos eles, porém, encontram dificuldades para superar um gigantesco problema: a censura.
        Um poderoso firewall oficial é a verdadeira muralha da China moderna. A segregação digital, porém, começa a ser sacudida por caminhos inesperados. Diante da possível interrupção de serviços do Google no país, a conceituada revista Nature realizou sondagem na comunidade científica chinesa e colheu resultados de primeira grandeza: a censura e o eventual fechamento do Google farão muito mal à ciência do país. Segundo os dados divulgados pela agência Reuters (24.02.2010), mais de 70% dos cientistas chineses utilizam o Google como ferramenta de busca de dados, informações, artigos científicos e literatura acadêmica em geral. Dos cientistas entrevistados, 84% afirmaram que suas pesquisas perderiam substantivamente em qualidade se fossem privados do uso do Google; 78% afirmaram que sua colaboração internacional seria profundamente afetada. O problema de fundo, que preocupa as autoridades chinesas, é que a existência do Google levou a uma alteração de hábitos de pesquisa, interferindo no modo de explorar, testar e difundir informações necessárias para a geração de conhecimento. Longe de um gesto de censura de curto alcance (se é que isso é possível), a interrupção do Google provocaria reações de longa duração, com impacto sensível na eficiência da pesquisa científica. Para um país disposto a disputar a hegemonia mundial, em que a pesquisa científica e tecnológica é a menina dos olhos das autoridades, as novidades vindas da comunidade científica não poderiam ser piores.
        Os milhares de funcionários chineses que zelam pelo sistema de censura fariam mais pela eficiência do país se ficassem menos preocupados em perseguir URIs, URLs, FTPs e HTTPs. Para o nervosismo da “nomenklatura” (e satisfação de todos os que desejam um mundo em que o conhecimento possa fluir livremente, a começar pelos cientistas e pesquisadores chineses), uma sucessão infindável de geeks, hackers, nerds, dorks e dweebs, com seus correlatos em chinês, descobre a cada dia uma nova maneira de burlar os sistemas de censura.

     (ARBIX, Glauco. Valor Econômico. 24.02.2010, p.A17. Adaptado)
    No trecho: “Longe de um gesto de censura de curto alcance (se é que isso é possível), a interrupção do Google provocaria reações de longa duração, com impacto sensível na eficiência da pesquisa científica.” (2º parágrafo), as expressões destacadas constituem, em relação à outra, um efeito estilístico que ocorre graças ao emprego da seguinte figura de linguagem:
    Escolha uma alternativa para a questão cec6a9ca-b0
  • CEB4AA07-B0

    Português

    Sintaxe
    FATEC · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto e responda a questão.

    A verdadeira muralha da China
       Nos últimos anos, poucos eventos sacudiram tanto a China quanto a internet. Seu número de internautas já é maior do que os 230 milhões de usuários americanos, segundo a North America Internet Stats. Trata-se de um público de jovens, com menos de 30 anos, que declaram ter na internet sua melhor fonte de informação. Todos eles, porém, encontram dificuldades para superar um gigantesco problema: a censura.
        Um poderoso firewall oficial é a verdadeira muralha da China moderna. A segregação digital, porém, começa a ser sacudida por caminhos inesperados. Diante da possível interrupção de serviços do Google no país, a conceituada revista Nature realizou sondagem na comunidade científica chinesa e colheu resultados de primeira grandeza: a censura e o eventual fechamento do Google farão muito mal à ciência do país. Segundo os dados divulgados pela agência Reuters (24.02.2010), mais de 70% dos cientistas chineses utilizam o Google como ferramenta de busca de dados, informações, artigos científicos e literatura acadêmica em geral. Dos cientistas entrevistados, 84% afirmaram que suas pesquisas perderiam substantivamente em qualidade se fossem privados do uso do Google; 78% afirmaram que sua colaboração internacional seria profundamente afetada. O problema de fundo, que preocupa as autoridades chinesas, é que a existência do Google levou a uma alteração de hábitos de pesquisa, interferindo no modo de explorar, testar e difundir informações necessárias para a geração de conhecimento. Longe de um gesto de censura de curto alcance (se é que isso é possível), a interrupção do Google provocaria reações de longa duração, com impacto sensível na eficiência da pesquisa científica. Para um país disposto a disputar a hegemonia mundial, em que a pesquisa científica e tecnológica é a menina dos olhos das autoridades, as novidades vindas da comunidade científica não poderiam ser piores.
        Os milhares de funcionários chineses que zelam pelo sistema de censura fariam mais pela eficiência do país se ficassem menos preocupados em perseguir URIs, URLs, FTPs e HTTPs. Para o nervosismo da “nomenklatura” (e satisfação de todos os que desejam um mundo em que o conhecimento possa fluir livremente, a começar pelos cientistas e pesquisadores chineses), uma sucessão infindável de geeks, hackers, nerds, dorks e dweebs, com seus correlatos em chinês, descobre a cada dia uma nova maneira de burlar os sistemas de censura.

     (ARBIX, Glauco. Valor Econômico. 24.02.2010, p.A17. Adaptado)
    Assinale a alternativa em que a(s) palavra(s) destacada(s) funcione(m) como elemento(s) que adiciona(m) informações simultâneas.
    Escolha uma alternativa para a questão ceb4aa07-b0
  • CEB03E58-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    FATEC · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto e responda a questão.

    A verdadeira muralha da China
       Nos últimos anos, poucos eventos sacudiram tanto a China quanto a internet. Seu número de internautas já é maior do que os 230 milhões de usuários americanos, segundo a North America Internet Stats. Trata-se de um público de jovens, com menos de 30 anos, que declaram ter na internet sua melhor fonte de informação. Todos eles, porém, encontram dificuldades para superar um gigantesco problema: a censura.
        Um poderoso firewall oficial é a verdadeira muralha da China moderna. A segregação digital, porém, começa a ser sacudida por caminhos inesperados. Diante da possível interrupção de serviços do Google no país, a conceituada revista Nature realizou sondagem na comunidade científica chinesa e colheu resultados de primeira grandeza: a censura e o eventual fechamento do Google farão muito mal à ciência do país. Segundo os dados divulgados pela agência Reuters (24.02.2010), mais de 70% dos cientistas chineses utilizam o Google como ferramenta de busca de dados, informações, artigos científicos e literatura acadêmica em geral. Dos cientistas entrevistados, 84% afirmaram que suas pesquisas perderiam substantivamente em qualidade se fossem privados do uso do Google; 78% afirmaram que sua colaboração internacional seria profundamente afetada. O problema de fundo, que preocupa as autoridades chinesas, é que a existência do Google levou a uma alteração de hábitos de pesquisa, interferindo no modo de explorar, testar e difundir informações necessárias para a geração de conhecimento. Longe de um gesto de censura de curto alcance (se é que isso é possível), a interrupção do Google provocaria reações de longa duração, com impacto sensível na eficiência da pesquisa científica. Para um país disposto a disputar a hegemonia mundial, em que a pesquisa científica e tecnológica é a menina dos olhos das autoridades, as novidades vindas da comunidade científica não poderiam ser piores.
        Os milhares de funcionários chineses que zelam pelo sistema de censura fariam mais pela eficiência do país se ficassem menos preocupados em perseguir URIs, URLs, FTPs e HTTPs. Para o nervosismo da “nomenklatura” (e satisfação de todos os que desejam um mundo em que o conhecimento possa fluir livremente, a começar pelos cientistas e pesquisadores chineses), uma sucessão infindável de geeks, hackers, nerds, dorks e dweebs, com seus correlatos em chinês, descobre a cada dia uma nova maneira de burlar os sistemas de censura.

     (ARBIX, Glauco. Valor Econômico. 24.02.2010, p.A17. Adaptado)
    De acordo com as informações contidas no texto, pode-se afirmar que a China tem se mostrado antidemocrática porque
    Escolha uma alternativa para a questão ceb03e58-b0
  • CE35207E-B0

    Inglês

    Adjetivos | Adjectives
    FATEC · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Considere o texto para responder a questão.

    FOOTBALL'S RED CARD 

    THE WORLD'S MOST VALUABLE SPORTS TEAM IS drowning in debt. English football powerhouse Manchester United (Forbes estimates its worth at $1.8 billion) had to raise some $800 million in a bond issue last month, which is still $340 million shy of its total debts. Man U needed the bond to pay off the millions that American businessman 
    Malcolm Glazer borrowed to purchase the team in 2005. But in the first three weeks since the bond was issued it lost nearly 10 percent of its value, a sign that, even though Man U's revenues reached a record $444 million last year, the market is growing wary of debt, particularly the European variety
    Man U isn't alone. Debt levels have also skyrocketed among rivals like liverpool, calling into question the business model of English Premier League football. Each year the three worst teams are banished to a lower league, where vital broadcasting revenues are dramatically reduced. This puts huge pressure on clubs to compete for the best players, who now regularly fetch more than $50 million a year. Unlike in the U.S., there's no system of collective bargaining to restrain wages. As a result, the total salary bill for the Premier League has risen more than 20 percent since 2008. This has created a vicious cycle of rising debt among clubs that must spend extravagantly on players to ensure increased revenue. Any team attempting to be frugal becomes more likely to end up with lower revenue. It's become a game of who can spend the most, and it probably won't end well. 

    (BY WILLIAM UNDERHILL - Newsweek)
    Assinale a alternativa em que há um exemplo de grau de comparação
    Escolha uma alternativa para a questão ce35207e-b0
  • CE2C0EFA-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    FATEC · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Considere o texto para responder a questão.

    HAITI'S INDENTURED CHIlDREN 
    THE DAYS AFTER HAITI'S EARTHQUAKE brought joyous reunions for some families. Others faced the grim reality that they'd been suddenly robbed of parents or offspring. But for Haiti's 225,000 restaveks, or indentured children, the quake brought only an uncertain future.
    Slavery-which ended with independence in 1804-is illegal in Haiti. And technically, restaveks are not slaves. The institution has its roots in the Caribbean tradition of child lending between families (usually relatives) to pitch in with extra work, care for the elderly or sick, or to provide opportunity to a child from a poor family. Generally, rural parents send their children to live with wealthier families in the cities. In exchange for domestic labor, the children are supposed to receive lodging, food, clothing, medicine, and-most importantly-education. In as many as half of the cases, they do (though classifying treatment in private homes is notoriously difficult). The unlucky ones, called restaveks-from the French rester avec, or "to stay with" -are loaned through normal channels but denied schooling and subject to abuse and degradation. This phenomenon has spiked in modern Haiti, as more and more children end up with equally impoverished families in the slums.
    Before the quake, up to 22 percent of Haitian homes contained restaveks, according to a study funded by USAID. Keeping restaveks is illegal, but child loans are not and, given the extent of Haiti's governmental dysfunction, it's hard to tell which cases are which. Now that the quake has thrown family networks into disarray, the flimsy social ties supporting restaveks are likely to break down. "For families struggling in the wake of a catastrophe, restavek kids are the first to go; says Glenn Smucker, an anthropologist who specializes in development work in Haiti. "Their parents are not there to watch out for them, so they're far more vulnerable" to desertion and trafficking. 
    But even as the numbers of abandoned restaveks swell, the demand for their services is likely to decrease. A mass exodus of residents from Port-au-Prince is reversing decades of migratory trends. If the shift sticks, it means there will be less need for restaveks in the city. But it's also possible that families suffering from the quake's economic aftershocks will feel extra pressure to lend out their children, even as it becomes more likely they'll end up as restaveks. Which, combined with a spike in new orphans, means Haiti will likely see a rise in the number of its street children in the years to come.

    (By Katie Paul - Newsweek)
    O texto afirma que a cidade de Porto Príncipe está
    Escolha uma alternativa para a questão ce2c0efa-b0
  • CE274A5E-B0

    Inglês

    Sinônimos | Synonyms
    FATEC · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Considere o texto para responder a questão.

    HAITI'S INDENTURED CHIlDREN 
    THE DAYS AFTER HAITI'S EARTHQUAKE brought joyous reunions for some families. Others faced the grim reality that they'd been suddenly robbed of parents or offspring. But for Haiti's 225,000 restaveks, or indentured children, the quake brought only an uncertain future.
    Slavery-which ended with independence in 1804-is illegal in Haiti. And technically, restaveks are not slaves. The institution has its roots in the Caribbean tradition of child lending between families (usually relatives) to pitch in with extra work, care for the elderly or sick, or to provide opportunity to a child from a poor family. Generally, rural parents send their children to live with wealthier families in the cities. In exchange for domestic labor, the children are supposed to receive lodging, food, clothing, medicine, and-most importantly-education. In as many as half of the cases, they do (though classifying treatment in private homes is notoriously difficult). The unlucky ones, called restaveks-from the French rester avec, or "to stay with" -are loaned through normal channels but denied schooling and subject to abuse and degradation. This phenomenon has spiked in modern Haiti, as more and more children end up with equally impoverished families in the slums.
    Before the quake, up to 22 percent of Haitian homes contained restaveks, according to a study funded by USAID. Keeping restaveks is illegal, but child loans are not and, given the extent of Haiti's governmental dysfunction, it's hard to tell which cases are which. Now that the quake has thrown family networks into disarray, the flimsy social ties supporting restaveks are likely to break down. "For families struggling in the wake of a catastrophe, restavek kids are the first to go; says Glenn Smucker, an anthropologist who specializes in development work in Haiti. "Their parents are not there to watch out for them, so they're far more vulnerable" to desertion and trafficking. 
    But even as the numbers of abandoned restaveks swell, the demand for their services is likely to decrease. A mass exodus of residents from Port-au-Prince is reversing decades of migratory trends. If the shift sticks, it means there will be less need for restaveks in the city. But it's also possible that families suffering from the quake's economic aftershocks will feel extra pressure to lend out their children, even as it becomes more likely they'll end up as restaveks. Which, combined with a spike in new orphans, means Haiti will likely see a rise in the number of its street children in the years to come.

    (By Katie Paul - Newsweek)
    A palavra flimsy, no 3º parágrafo do texto, pode ser substituída por
    Escolha uma alternativa para a questão ce274a5e-b0
  • 74B5C642-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICENTRO · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
            Aniceto fora cedo tirar o atestado de óbito no cartório de Palmeira e chegou no meio da tarde, encontrando grande confusão, o padre não permitia o enterro no cemitério de Santa Bárbara, era uma ateia.
          –– Mas vivemos na República –– gritou Rossi, que tinha ido acertar o sepultamento.
        –– A igreja é maior que o governo –– revidou o padre. –– Temos o direito de ser enterrados no cemitério.
         –– Essa terra só conhece católicos. — E o padre bateu a porta da sacristia.
       Quando souberam da proibição, os anarquistas se revoltaram, iam marchar juntos contra o padre e enterrar Gentille à força, viviam em um país livre, eram trabalhadores, davam lucro ao estado, ninguém era obrigado a ter religião para ser enterrado dignamente.

    SANCHES NETO, Miguel. Um amor anarquista. 3. ed. Rio de Janeiro: Record, 1998. p. 219.

    O texto, contextualizado na obra em sua totalidade, permite afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 74b5c642-b0
  • 74B0EBAA-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICENTRO · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Consolo na praia

    Vamos, não chores.
    A infância está perdida.
    A mocidade está perdida.
    Mas a vida não se perdeu.

    O primeiro amor passou.
    O segundo amor passou.
    O terceiro amor passou.
    Mas o coração continua.

    Perdeste o melhor amigo.
    Não tentaste qualquer viagem.
    Não possuis carro, navio, terra.
    Mas tens um cão.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Consolo na praia. A rosa do povo. Rio de Janeiro: Record, 1989. p. 129.

    Para o eu poético,
    Escolha uma alternativa para a questão 74b0ebaa-b0
  • 74AD22A3-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICENTRO · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
          Tornou-se Pereira pálido, franzindo os sobrolhos e olhando de esguelha para quem tão imprudentemente elogiava assim, cara a cara, a beleza de sua filha; Inocência enrubesceu que nem uma romã; Cirino sentiu um movimento impetuoso, misturado de estranheza e desespero, e, lá da sua pele de tamanduá-bandeira, ergueu-se meio apavorado o anão.
           Nem reparou Meyer e com a habitual ingenuidade prosseguiu:
       –– Aqui, no sertão do Brasil, há o mau costume de esconder as mulheres.
          Viajante não sabe de todo se são bonitas, se feias, e nada pode contar nos livros para o conhecimento dos que leem. Mas, palavra de honra, senhor Pereira, se todas se parecem com esta sua filha, é coisa muito e muito digna de ser vista e escrita! Eu...
       –– O senhor não quer retirar-se? Interrompeu Pereira com modo áspero.
       –– Pois não! Replicou o alemão.

    TAUNAY, Visconde de. Inocência. Disponível em: <www.nead.unama.br> . Acesso em: 19 jun. 2010.


    O diálogo entre as personagens Meyer, que representa a ideologia europeia, e Pereira, que traduz os valores sertanejos, evidencia
    Escolha uma alternativa para a questão 74ad22a3-b0
  • 74AA0F86-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICENTRO · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
         Compreende-se que o ponto da lição era difícil, e que o Raimundo, não o tendo aprendido, recorria a um meio que lhe pareceu útil para escapar ao castigo do pai. Se me tem pedido a coisa por favor, alcançá-la-ia do mesmo modo, como de outras vezes, mas parece que era lembrança das outras vezes, o medo de achar a minha vontade frouxa ou cansada, e não aprender como queria, — e pode ser mesmo que em alguma ocasião lhe tivesse ensinado mal,–– parece que tal foi a causa da proposta. [...]
          Não queria recebê-la, e custava-me recusá-la. Olhei para o mestre, que continuava a ler, com tal interesse, que lhe pingava o rapé do nariz.
          — Ande, tome, dizia-me baixinho o filho. [...]
          –– Tome, tome...
          Relancei os olhos pela sala, e dei com os do Curvelo em nós; disse ao Raimundo que esperasse. Pareceu-me que o outro nos observava, então dissimulei; mas daí a pouco deitei-lhe outra vez o olho, e –– tanto se ilude a vontade! –– não lhe vi mais nada. Então cobrei ânimo.
         –– Dê cá...

    ASSIS, Machado de. Conto de Escola. Contos. São Paulo: Ática. 1989. p. 34. ( Série Bons Livros).

    Tem comprovação no texto a ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão 74aa0f86-b0
  • 74A595F8-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICENTRO · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
        Sou um homem arrasado. Doença? Não. Gozo perfeita saúde.
      O que estou é velho. Cinquenta anos pelo S. Pedro. Cinquenta anos perdidos, cinquenta anos gastos sem objetivo, a maltratar-me e a maltratar os outros. O resultado é que endureci, calejei, e não é um arranhão que penetra esta casca espessa e vem ferir cá dentro a sensibilidade embotada.
        Cinquenta anos! Quantas horas inúteis! Consumir-se uma pessoa a vida inteira sem saber para quê! Comer e dormir como um porco! Levantar-se cedo todas as manhãs e sair correndo, procurando comida! E depois guardar comida para os filhos, para os netos, para muitas gerações. Que estupidez! Que porcaria! Não é bom vir o diabo e levar tudo?

    RAMOS, Graciliano. São Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 1979. p. 179-180.


    Na percepção que constrói de si mesmo, o sujeito-narrador
    Escolha uma alternativa para a questão 74a595f8-b0
  • 7B95A131-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 10


    Mais veículos que gente


    Levando-se em conta somente o aumento do número de novos veículos e não considerando variantes como o aumento da população nem registros de baixas junto ao Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), Goiânia pode mais que dobrar a frota em 2020, chegando a quase 1,7 milhão de veículos. Se o crescimento apresentado pelo Detran (6%) se mantiver, em 2015 a quantidade de carros já irá se igualar ao número de habitantes que vivem na Capital hoje, ou seja, um milhão, duzentos e quarenta e cinco mil. Como Goiânia apresenta crescimento médio populacional de 2% ao ano (está entre as 15 capitais do País que apresentam índice de crescimento populacional estagnado entre 1,5 e 3%), a projeção para 2015 é que vivam, só na cidade, por volta de 1,5 milhão de pessoas. Dados do Detran mostram que a capital tem hoje 786.501 veículos, 42% do total estadual. Só em 2007, o órgão expediu 67.631 novas licenças para carros, motos, caminhonetes e outros. Apesar do aumento de quase 36% nas licenças de 2006 para 2007, o Detran afirma que a média histórica é de 6% de aumento por ano. Para se ter uma idéia, os 49.490 registros de novos carros na Capital em 2006 foram superiores aos registros de nascimento na cidade, totalizados pelo IBGE em 22.520. Além disso, a cidade, que já apresenta um carro para cada 1,7 habitante, recebe todos os dias veículos vindos de cidades da região metropolitana, como Senador Canedo e Aparecida de Goiânia, cujas médias de crescimento populacional são maiores que 3%. Logicamente, tratase apenas de projeções simples e hipóteses, mas quando se pensa que a cidade foi projetada inicialmente para receber 50 mil pessoas e que atualmente a região metropolitana já apresenta mais de 2 milhões de habitantes, com forte tendência de crescimento, e que a proporção de carros por habitante já é a maior do Brasil, Goiânia parece estar num beco sem saída. Mas especialistas dizem que a cidade tem plenas capacidades de reverter os problemas até 2020. A mudança depende do transporte coletivo. Benjamim Jorge Rodrigues, doutor em Engenharia de Transportes e professor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás e do Centro Federal de Educação Tecnológica, explica: “Basicamente, o carro consome mais malha viária do que ônibus, pois no carro se anda normalmente sozinho ou com um carona. No ônibus podemos ter mais de 50 pessoas”.


    (LISITA, Gabriel. Mais veículos que gente. Diário da Manhã. Cidades. 21 fev. 2008. p. 12-13. Disponível em <http://www2.dm.com.br/digital/index.php?edicao=7412>.Acesso em: 20 out. 2010.)



    A respeito do tema do texto 10, analise as afirmações abaixo:


    I   -   Se a capital tem hoje 786.501 veículos, 42% do total estadual, então pode-se estimar que a quantidade de carros do Estado de Goiás é de 1.872.621,4 carros, aproximadamente.

    II  -  Em 2007, o Detran expediu 67.631 novas licenças para carros, motos, caminhonetes e outros que corresponde a um aumento de quase 36% nas licenças de 2006 para 2007. Assim, podemos concluir que o número de licenças expedidas em 2006 foi de aproximadamente 49.728,676.

    III-Como Goiânia apresenta crescimento médio populacional de 2% ao ano, a projeção para 2015 é que vivam, só na cidade, por volta de 1,5 milhão de pessoas. Mantendo-se essa taxa de crescimento, pode-se estimar que a quantidade de pessoas residindo em Goiânia em 2020 será de 1,66 milhão de habitantes.

    IV-Goiânia apresenta a proporção de um carro para cada 1,7 habitante. Se fosse essa a média de carro para a projeção inicial de Goiânia, então a quantidade de carros seria de 29.411,76 carros.


    Agora, assinale a alternativa verdadeira:
    Escolha uma alternativa para a questão 7b95a131-b0
  • 7B71D279-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2010FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2010

    A relação entre a imagem e o seu contexto verbal é estreita e variada. A imagem pode, pois, tanto ilustrar um texto verbal ou vice-versa, podendo, ainda, o texto verbal acrescentar informações à referida imagem, na forma de um comentário, por exemplo. O texto 09 é visual e, dessa forma, pode-se afirmar (assinale a alternativa correta):
    Escolha uma alternativa para a questão 7b71d279-b0
  • 7B6B8ED8-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2010

    O homem precisa consumir bens e serviços para se manter vivo, tais como roupas, abrigo, meios de transporte, alimentos, dentre outros, denominados necessidades materiais. Como não vive isolado, também precisa relacionar-se e, ainda, pertencer a grupos, ter consciência desse pertencimento e de si mesmo, respeitando a individualidade do sujeito em relação aos grupos sociais circundantes. Esses bens são denominados necessidades sociais. Sobre o texto 09, assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão 7b6b8ed8-b0
  • 7B6834A9-B0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    PUC-GO · 2010Muito difícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 08



    [...]


           Sangram-me o peito, palavras/punhais de um reduzido número de pessoas insensatas que dominam o país e assistem com prazer, na arena dos verdes campos de minha terra, a homens digladiando-se e outros defendendo a utopia; outros, ainda incautos, insanamente ganham o pão de cada dia ao colorir a terra com sangue do irmão.

          Meu olhar, ante opaco, adquire a transparência límpida do regato. Minhas retinas fotografam e embaralham cartas e cenas, alegres e tristes.

         Cada pessoa ocupa o seu lugar. Existe. Resiste. Luta e revanche; recebe pancadas e flores. Sorriso de rosas; chicotadas traiçoeiras apanham-na, desprevenidamente, ao virar a esquina do tempo.

          Importa viver, importa navegar nas naves aventureiras e, sem comparações, viver sua história – de amor? Em julgar ou estabelecer parâmetros para suas ações. [...]



    (MARTINS, Maria Teresinha. Rapto de memória. Goiânia: Ed. da PUC Goiás, 2010. p. 75.)

    In Martins´s text, she says that “Minhas retinas fotografam e embaralham cartas e cenas, alegres e tristes”. Look at the extracts below and find one which has the closest meaning to Martins´s sentence:
    Escolha uma alternativa para a questão 7b6834a9-b0
  • 7B64F884-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 08



    [...]


           Sangram-me o peito, palavras/punhais de um reduzido número de pessoas insensatas que dominam o país e assistem com prazer, na arena dos verdes campos de minha terra, a homens digladiando-se e outros defendendo a utopia; outros, ainda incautos, insanamente ganham o pão de cada dia ao colorir a terra com sangue do irmão.

          Meu olhar, ante opaco, adquire a transparência límpida do regato. Minhas retinas fotografam e embaralham cartas e cenas, alegres e tristes.

         Cada pessoa ocupa o seu lugar. Existe. Resiste. Luta e revanche; recebe pancadas e flores. Sorriso de rosas; chicotadas traiçoeiras apanham-na, desprevenidamente, ao virar a esquina do tempo.

          Importa viver, importa navegar nas naves aventureiras e, sem comparações, viver sua história – de amor? Em julgar ou estabelecer parâmetros para suas ações. [...]



    (MARTINS, Maria Teresinha. Rapto de memória. Goiânia: Ed. da PUC Goiás, 2010. p. 75.)

    TEXTO 01


    CITONHO Doutor Noêmio, desculpe a indiscrição. Andaram me falando de uma coisa, mas eu não quis de maneira nenhuma acreditar. Me disseram que o senhor é de uma raça que só come folha.
    DR. NOÊMIO Pois pode acreditar. Sou vegetariano e tenho muito orgulho disto.
    CITONHO Mas a gente vê umas neste mundo! Não está vendo que tomate e chuchu não dão sustança a ninguém?! Agora: feijão, farinha e carne, sim, isso é que é comida. Olhe aqui eu. Estou com mais de oitenta anos, só não como carne na Sexta-feira da Paixão – e olhe lá... Resultado: uma saúde de ferro: estou tinindo.
    DR. NOÊMIO Isso é o que o senhor pensa. Seu corpo está envenenado, meu velho, com toxinas até na ponta dos cabelos. Até na sombra.

    [...]

    FREDERICO Eu só rezo pra defunto. Interessa? Liás, cabra safado não serve pra morrer, só serve pra apanhar. E apanhar entre os bicos dos peitos e o caroço do imbigo, que é pra não deixar marcas da surra. Ah!, nós três num deserto: eu, você e um cacete de quixaba! Porque quixaba é o chá melhor que existe no mundo pra pancada. Assim, pra ganhar tempo, a gente dá logo a pisa com quixaba, porque está dando o castigo e o remédio. Mas já gastei muita cera com você. [...]


    (LINS, Osman. Lisbela e o prisioneiro. São Paulo: Planeta, 2003. p. 22 e 25.)



    O termo sinônimo é designativo da palavra que apresenta significado idêntico ou semelhante ao de outra. Contextualizadas, no texto 01, encontram-se as palavras assistem, incautos, insanamente, límpida, revanche, desprevenidamente e parâmetros, cujos sinônimos são, respectivamente (marque a alternativa correta):
    Escolha uma alternativa para a questão 7b64f884-b0
  • 7B60A574-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 08



    [...]


           Sangram-me o peito, palavras/punhais de um reduzido número de pessoas insensatas que dominam o país e assistem com prazer, na arena dos verdes campos de minha terra, a homens digladiando-se e outros defendendo a utopia; outros, ainda incautos, insanamente ganham o pão de cada dia ao colorir a terra com sangue do irmão.

          Meu olhar, ante opaco, adquire a transparência límpida do regato. Minhas retinas fotografam e embaralham cartas e cenas, alegres e tristes.

         Cada pessoa ocupa o seu lugar. Existe. Resiste. Luta e revanche; recebe pancadas e flores. Sorriso de rosas; chicotadas traiçoeiras apanham-na, desprevenidamente, ao virar a esquina do tempo.

          Importa viver, importa navegar nas naves aventureiras e, sem comparações, viver sua história – de amor? Em julgar ou estabelecer parâmetros para suas ações. [...]



    (MARTINS, Maria Teresinha. Rapto de memória. Goiânia: Ed. da PUC Goiás, 2010. p. 75.)

    Com relação às narrativas curtas do livro Rapto de Memória, de Maria Teresinha Martins, assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão 7b60a574-b0