Questões do ENEM 2015

Questões aplicadas na prova de 2015, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

3.347 questões encontradas. Mostrando a página 39 de 168.

  • 1D593AF2-E0

    Conhecimentos Gerais

    Política
    Centro universitário FAG · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    A Operação Lava Jato é a maior investigação sobre corrupção conduzida até hoje no Brasil. Ela começou investigando uma rede de doleiros que atuavam em vários Estados e descobriu a existência de um vasto esquema de corrupção na Petrobras, envolvendo políticos de vários partidos e as maiores empreiteiras do país. Durante uma das fases da Operação Lava-Jato, obras de arte de artistas renomados foram encontradas na casa de alguns dos envolvidos na investigação coordenada pela Polícia Federal. Assinale a alternativa que indica o lugar para onde as obras apreendidas foram encaminhadas.

    folha.uol.com.br
    Escolha uma alternativa para a questão 1d593af2-e0
  • 1D55E24A-E0

    Biologia

    Principais doenças endêmicas no Brasil
    Centro universitário FAG · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    A dengue continua sendo um problema de saúde pública para o Estado do Rio de Janeiro. Assim, conhecendo-se o causador da dengue e seu vetor, podemos usar como medidas profiláticas a:
    Escolha uma alternativa para a questão 1d55e24a-e0
  • 1D4F6D83-E0

    Biologia

    Identidade dos seres vivos
    Centro universitário FAG · 2015Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Formularam-se algumas hipóteses sobre o motivo de uma criança ter contraído Teníase.


    I - Ingeriu carne contaminada.
    II - Andou descalça sobre terra.
    III - Bebeu água não potável.
    IV - Nadou em lagoas com caramujos.


    É (São) procedente(s) somente a(s) hipótese(s):
    Escolha uma alternativa para a questão 1d4f6d83-e0
  • 1D4B79B4-E0

    Biologia

    Ecologia e ciências ambientais
    Centro universitário FAG · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    O atual aquecimento global tem sido creditado a algumas atividades humanas que, aumentando a concentração atmosférica de CO2‚ e CH4, favorecem o aumento do efeito estufa.
    Assinale a opção que contribui para o aquecimento global.
    Escolha uma alternativa para a questão 1d4b79b4-e0
  • 1D44C3C0-E0

    Química

    Soluções e Substâncias Inorgânicas
    Centro universitário FAG · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    O ácido fosfórico (H3PO4) é um dos componentes presentes em determinado refrigerante, formando uma solução de concentração igual a 0,49 g/L. A concentração mol/L dessa solução é igual a:
    Escolha uma alternativa para a questão 1d44c3c0-e0
  • 1D3DFBBC-E0

    Química

    Interações Atômicas: Ligações Iônicas, Ligações Covalentes e Ligações Metálicas. Ligas Metálicas.
    Centro universitário FAG · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    As moléculas do monóxido de carbono (CO) e do dióxido de carbono (CO‚) possuem diferenças nas suas estruturas moleculares. Assinale a alternativa correta: Dados: C (Z = 6) O (Z = 8)
    Escolha uma alternativa para a questão 1d3dfbbc-e0
  • 1D335908-E0

    Física

    Dinâmica
    Centro universitário FAG · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Durante os exercícios de força realizados por um corredor, é usada uma tira de borracha presa ao seu abdome. Nos arranques, o atleta obtém os seguintes resultados:

    Imagem da questão de Física, da prova de 2015

    O máximo de força atingido pelo atleta, sabendo-se que a constante elástica da tira é de 300 N/m e que obedece à lei de Hooke, é, em N,
    Escolha uma alternativa para a questão 1d335908-e0
  • 1D306A4D-E0

    Física

    Cinemática
    Centro universitário FAG · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    O gráfico mostra a velocidade como função do tempo de dois objetos em movimento retilíneo, que partem da mesma posição.

    Imagem da questão de Física, da prova de 2015

    As acelerações dos móveis A e B no instante t = 2,5 s valem respectivamente:
    Escolha uma alternativa para a questão 1d306a4d-e0
  • 1D2D325E-E0

    Física

    Cinemática
    Centro universitário FAG · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Um corpo gira em torno de um ponto fixo preso por um fio inextensível e apoiado em um plano horizontal sem atrito. Em um determinado momento, o fio se rompe.

    Imagem da questão de Física, da prova de 2015

    É correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 1d2d325e-e0
  • 1D20B6B7-E0

    Matemática

    Geometria Plana
    Centro universitário FAG · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Considere os triângulos I, II e III caracterizados abaixo através das medidas de seus lados.


    - triângulo I: 9, 12 e 15. - triângulo II: 5, 12 e 13. - triângulo III: 5, 7 e 9.


    Quais são os triângulos retângulos com as medidas dos lados em progressão aritmética?
    Escolha uma alternativa para a questão 1d20b6b7-e0
  • 1D1722CA-E0

    Matemática

    Equações Polinomiais
    Centro universitário FAG · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Motoristas de uma determinada cidade que, durante 5 anos, não cometeram infração de trânsito serão agraciados com um "mimo" que deverá ser embalado numa caixa, sem tampa, na forma de um paralelepípedo regular, construída a partir de uma folha retangular de cartolina de 30 cm de largura e 50 cm de comprimento. Para isso, será removido dos cantos da folha um quadrado de lado x cm, e a folha será dobrada.


    O volume, em cm3, dessa caixa é dado pela função polinomial V(x) = ________, cuja soma S das raízes é _______. Complete com a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
    Escolha uma alternativa para a questão 1d1722ca-e0
  • 1D13FE89-E0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Centro universitário FAG · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Text 1


    Of prime importance in reading is vocabulary skill. The reader must know the meanings of enough of the words in a sentence for it to make sense and also know how to combine individual word meanings within a sentence. Once the student is past the initial stages of reading, he spends a large percentage of his time encountering new vocabulary, which can be approached in a number of ways. The teacher can give the meaning for each new word, as is common in teaching reading to non-native students.
    Or, also common, the student may spend hours with a dictionary writing native-language glosses into his text. For the native speaker of English, the most common form of vocabulary building is guessing from context and/or word formations.
    In many settings in which English is taught as a foreign language (EFL) there are high degrees of emphasis on rote memorization. Because vocabulary development skills are seldom specifically taught, the student is not aware of the skills or their benefits. Most students have been trained to panic. Their first
    reaction on encountering a new word in a text is to stop and ask for a definition, even if the rest of the sentence defines it. The student of English as a foreign language cannot begin to read with full comprehension until he has been taught to conquer the unknown word by using contextual aids, that is, the formation of the word itself and the environment in which it is found.
    (Adapted from Vocabulary in Context, by Anna Fisher Kruse, in Long, Michael H. and Richards, Jack (eds.), Methodology in TESOL – A Book of Readings. New York: Newbury House, 1987)
    Which of the following quotations below would best conform to the methodological concept expressed in the text 1?
    Escolha uma alternativa para a questão 1d13fe89-e0
  • 1D111E51-E0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Centro universitário FAG · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Text 1


    Of prime importance in reading is vocabulary skill. The reader must know the meanings of enough of the words in a sentence for it to make sense and also know how to combine individual word meanings within a sentence. Once the student is past the initial stages of reading, he spends a large percentage of his time encountering new vocabulary, which can be approached in a number of ways. The teacher can give the meaning for each new word, as is common in teaching reading to non-native students.
    Or, also common, the student may spend hours with a dictionary writing native-language glosses into his text. For the native speaker of English, the most common form of vocabulary building is guessing from context and/or word formations.
    In many settings in which English is taught as a foreign language (EFL) there are high degrees of emphasis on rote memorization. Because vocabulary development skills are seldom specifically taught, the student is not aware of the skills or their benefits. Most students have been trained to panic. Their first
    reaction on encountering a new word in a text is to stop and ask for a definition, even if the rest of the sentence defines it. The student of English as a foreign language cannot begin to read with full comprehension until he has been taught to conquer the unknown word by using contextual aids, that is, the formation of the word itself and the environment in which it is found.
    (Adapted from Vocabulary in Context, by Anna Fisher Kruse, in Long, Michael H. and Richards, Jack (eds.), Methodology in TESOL – A Book of Readings. New York: Newbury House, 1987)
    In the fragment from the text – The reader must know the meanings of enough of the words… – the modal verb must could be correctly replaced, keeping the same meaning, by:
    Escolha uma alternativa para a questão 1d111e51-e0
  • 1D0B1EC0-E0

    Literatura

    Escolas Literárias
    Centro universitário FAG · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Um dos aspectos que faz com que a poesia simbolista se contraponha frontalmente ao Parnasianismo é:
    Escolha uma alternativa para a questão 1d0b1ec0-e0
  • 1D0226E6-E0

    Português

    Coesão e coerência
    Centro universitário FAG · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2


    Coragem


    “A pior coisa do mundo é a pessoa não ter coragem na vida”. Pincei essa frase do relato de uma moça chamada Florescelia, nascida no Ceará e que passou (e vem passando) poucas e boas: a morte da mãe quando tinha dois anos, uma madrasta cruel, uma gravidez prematura, a perda do único homem que amou, uma vida sem porto fixo, sem emprego fixo, mas com sonhos diversos, que lhe servem de sustentação.
        Ela segue em frente porque tem o combustível que necessitamos para trilhar o longo caminho desde o nascimento até a morte. Coragem.
        Quando eu era pequena, achava que coragem era o sentimento que designava o ímpeto de fazer coisas perigosas, e por perigoso eu entendia, por exemplo, andar de tobogã, aquela rampa alta e ondulada em que a gente descia sentada sobre um saco de algodão ou coisa parecida.
        Por volta dos nove anos, decidi descer o tobogã, mas na hora H, amarelei. Faltou coragem. Assim como faltou também no dia em que meus pais resolveram ir até a Ilha dos Lobos, em Torres, num barco de pescador. No momento de subir no barco, desisti. Foram meu pai, minha mãe, meu irmão, e eu retornei sozinha, caminhando pela praia, até a casa da vó.
        Muita coragem me faltou na infância: até para colar durante as provas eu ficava nervosa.
        Mentir para pai e mãe, nem pensar. Ir de bicicleta até ruas muito distantes de casa, não me atrevia. Travada desse jeito, desconfiava que meu futuro seria bem diferente do das minhas amigas.
        Até que cresci e segui medrosa para andar de helicóptero, escalar vulcões, descer corredeiras d’água. No entanto, aos poucos fui descobrindo que mais importante do que ter coragem para aventuras de fim de semana, era ter coragem para aventuras mais definitivas, como a de mudar o rumo da minha vida se preciso fosse. Enfrentar helicópteros, vulcões, corredeiras e tobogãs exige apenas que tenhamos um bom relacionamento com a adrenalina.
        Coragem, mesmo, é preciso para terminar um relacionamento, trocar de profissão, abandonar um país que não atende nossos anseios, dizer não para propostas lucrativas porém vampirescas, optar por um caminho diferente do da boiada, confiar mais na intuição do que em estatísticas, arriscar-se a decepções para conhecer o que existe do outro lado da vida convencional. E, principalmente, coragem para enfrentar a própria solidão e descobrir o quanto ela fortalece o ser humano.
        Não subi no barco quando criança – e não gosto de barcos até hoje. Vi minha família sair em expedição pelo mar e voltei sozinha pela praia, uma criança ainda, caminhando em meio ao povo, acreditando que era medrosa. Mas o que parecia medo era a coragem me dando as boas vindas, me acompanhando naquele recuo solitário, quando aprendi que toda escolha requer ousadia.
    MEDEIROS, Marta. A graça das coisas. Porto Alegre - RS: L&PM, 2014, p. 90-91.
    Avalie as assertivas abaixo quanto aos elementos de coesão.


    I. Em “um caminho diferente do da boiada” (linhas 22 e 23), o pronome presente na contração “do” retoma a palavra “caminho”.
    II. A retomada não ocorre por meio de processo de pronominalização em “como a de mudar o rumo da minha vida se preciso fosse” (linha 19).
    III. Na linha 4, o pronome “lhe” refere-se a “homem que amou” (linha 3), termo que lhe dá sentido e que esse pronome substitui na oração adjetiva.
    IV. Em “abandonar um país que não atende nossos anseios” (linhas 21 e 22), o pronome “que” tem a função de recuperar um elemento já introduzido no texto.


    Está correto somente o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão 1d0226e6-e0
  • 1CF8232D-E0

    Português

    Gêneros Textuais
    Centro universitário FAG · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2


    Coragem


    “A pior coisa do mundo é a pessoa não ter coragem na vida”. Pincei essa frase do relato de uma moça chamada Florescelia, nascida no Ceará e que passou (e vem passando) poucas e boas: a morte da mãe quando tinha dois anos, uma madrasta cruel, uma gravidez prematura, a perda do único homem que amou, uma vida sem porto fixo, sem emprego fixo, mas com sonhos diversos, que lhe servem de sustentação.
        Ela segue em frente porque tem o combustível que necessitamos para trilhar o longo caminho desde o nascimento até a morte. Coragem.
        Quando eu era pequena, achava que coragem era o sentimento que designava o ímpeto de fazer coisas perigosas, e por perigoso eu entendia, por exemplo, andar de tobogã, aquela rampa alta e ondulada em que a gente descia sentada sobre um saco de algodão ou coisa parecida.
        Por volta dos nove anos, decidi descer o tobogã, mas na hora H, amarelei. Faltou coragem. Assim como faltou também no dia em que meus pais resolveram ir até a Ilha dos Lobos, em Torres, num barco de pescador. No momento de subir no barco, desisti. Foram meu pai, minha mãe, meu irmão, e eu retornei sozinha, caminhando pela praia, até a casa da vó.
        Muita coragem me faltou na infância: até para colar durante as provas eu ficava nervosa.
        Mentir para pai e mãe, nem pensar. Ir de bicicleta até ruas muito distantes de casa, não me atrevia. Travada desse jeito, desconfiava que meu futuro seria bem diferente do das minhas amigas.
        Até que cresci e segui medrosa para andar de helicóptero, escalar vulcões, descer corredeiras d’água. No entanto, aos poucos fui descobrindo que mais importante do que ter coragem para aventuras de fim de semana, era ter coragem para aventuras mais definitivas, como a de mudar o rumo da minha vida se preciso fosse. Enfrentar helicópteros, vulcões, corredeiras e tobogãs exige apenas que tenhamos um bom relacionamento com a adrenalina.
        Coragem, mesmo, é preciso para terminar um relacionamento, trocar de profissão, abandonar um país que não atende nossos anseios, dizer não para propostas lucrativas porém vampirescas, optar por um caminho diferente do da boiada, confiar mais na intuição do que em estatísticas, arriscar-se a decepções para conhecer o que existe do outro lado da vida convencional. E, principalmente, coragem para enfrentar a própria solidão e descobrir o quanto ela fortalece o ser humano.
        Não subi no barco quando criança – e não gosto de barcos até hoje. Vi minha família sair em expedição pelo mar e voltei sozinha pela praia, uma criança ainda, caminhando em meio ao povo, acreditando que era medrosa. Mas o que parecia medo era a coragem me dando as boas vindas, me acompanhando naquele recuo solitário, quando aprendi que toda escolha requer ousadia.
    MEDEIROS, Marta. A graça das coisas. Porto Alegre - RS: L&PM, 2014, p. 90-91.
    Quanto ao gênero e ao tipo textual, o texto 2 pode ser classificado como um(a):
    Escolha uma alternativa para a questão 1cf8232d-e0
  • 1CF50555-E0

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro universitário FAG · 2015Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1


    A CHAVE
    Ela abre mais do que uma porta, inaugura um novo tempo


        Certos objetos dão a exata medida de um relacionamento. A chave, por exemplo. Embora caiba no bolso, ela tem importância gigantesca na vida dos casais. O momento em que você oferece a chave da sua casa é aquele em que você renuncia à sua privacidade, por amor. Quando pede a chave de volta - ou troca a fechadura da porta - está retomando aquilo que havia oferecido, por que o amor acabou.
        O primeiro momento é de exaltação e esperança. O segundo é sombrio.
        Quem já passou pela experiência sabe como é gostoso carregar no bolso - ou na bolsa - aquela cópia de cinco reais que vai dar início à nova vida. Carregada de expectativas e temores, a chave será entregue de forma tímida e casual, como se não fosse importante, ou pode vir embalada em vinho e flores, pondo violinos na ocasião. Qualquer que seja a cena, não cabe engano: foi dado um passo gigantesco. Alguém pôs na mão de outro alguém um totem de confiança.
        Não interessa se você dá ou ganha a chave, a sensação é a mesma. Ou quase. Quem a recebe se enche de orgulho. No auge da paixão, e a pessoa que provoca seus melhores sentimentos (a pessoa mais legal do mundo, evidentemente) põe no seu chaveiro a cópia discreta que abre a casa dela. Você só nota mais tarde, quando chega à sua própria casa e vai abrir a porta. Primeiro, estranha a cor e o formato da chave nova, mas logo entende a delicadeza da situação. Percebe, com um sorriso nos lábios, que suas emoções são compartilhadas. Compreende que está sendo convidado a participar de outra vida. Sente, com enorme alívio, que foi aceito, e que uma nova etapa tem início, mais intensa e mais profunda que anterior. Aquela chave abre mais do que uma porta. Abre um novo tempo.
        O momento de entregar a chave sempre foi para mim o momento de máximo otimismo.
        [...]
        Você tem certeza de que a outra pessoa ficará feliz e comovida, mas ao mesmo tempo teme, secretamente, ser recusado. Então vê nos olhos dela a alegria que havia antecipado e desejado. O rosto querido se abre num sorriso sem reservas, que você não ganharia se tivesse lhe dado uma joia ou uma aliança. (Uma não vale nada; para a outra ela não está pronta). Por isto ela esperava, e retribui com um olhar cheio de amor. Esse é um instante que viverá na sua alma para sempre. Nele, tudo parece perfeito. É como estar no início de um sonho em que nada pode dar errado. A gente se sente adulto e moderno, herdeiro dos melhores sonhos da adolescência, parte da espécie feliz dos adultos livres que são amados e correspondidos - os que acharam uma alma gêmea, aqueles que jamais estarão sozinhos.
        Se as chaves de despedida parecem a pior coisa do mundo, não são.
        [...]
        A gente sabe que essas coisas, às vezes, são efêmeras, mas é tão bonito.
        Pode ser que dentro de três meses ou três anos a chave inútil e esquecida seja encontrada no bolso de uma calça ou no fundo de uma bolsa. Ela já não abrirá porta alguma exceto a da memória, que poderá ser boa ou ruim. O mais provável é que o tato e a visão daquela ferramenta sem propósito provoquem um sorriso agridoce, grisalho de nostalgia. Essa chave do adeus não dói, ela constata e encerra.
        Nestes tempos de arrogante independência, em que a solidão virou estandarte exibido como prova de força, a doação de chaves ganhou uma solenidade inesperada. Com ela, homens e mulheres sinalizam a disposição de renunciar a um pedaço da sua sagrada liberdade pessoal. Sugerem ao outro que precisam dele e o desejam próximo. Cedem o seu terreno, correm o risco. É uma forma moderna e eloquente de dizer “eu te amo”. E, assim como a outra, dispensa “eu também”. Oferece a chave quem está pronto, aceita a chave quem a deseja, reciproca, oferecendo a sua, quem sente que é o caso, verdadeiramente. Nada mais triste que uma chave falsa. Ela parece abrir uma esperança, mas abre somente uma ilusão.
    Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/noticia/2015/04/chave.html
    Em “... um sorriso agridoce, grisalho de nostalgia.”, o termo destacado significa
    Escolha uma alternativa para a questão 1cf50555-e0