Questões do ENEM 2015

Questões aplicadas na prova de 2015, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

3.347 questões encontradas. Mostrando a página 68 de 168.

  • F01BFBBB-D1

    Biologia

    Origem e evolução da vida
    Universidade Estadual do Maranhão · 2015Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Para responder a questão, analise o esquema que mostra uma população de gafanhoto submetida a determinado inseticida por um período prolongado.

    Imagem da questão de Biologia, da prova de 2015

    LINHARES, Sérgio e GEWANDSZNAJDER, Fernando. Biologia Hoje, v.3. 2011.

    Quanto ao processo de seleção, é possível afirmar, após o uso do inseticida, que

    Escolha uma alternativa para a questão f01bfbbb-d1
  • EFFEED62-D1

    Física

    Estática e Hidrostática
    Universidade Estadual do Maranhão · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Em uma feira cultural escolar, foi apresentada a figura a seguir, que representa um elevador hidráulico usado em postos de lavagem de carros. Seu funcionamento se baseia no princípio de Pascal.
    Imagem da questão de Física, da prova de 2015
    GASPAR, Alberto. Física “série Brasil”. Ensino médio.

    Os alunos expositores tiveram de explicar aos visitantes o funcionamento físico do elevador hidráulico. Considerando que F1 e F2 são forças e A1 e A2 são áreas, a expressão matemática que embasou a explicação dos expositores é
    Escolha uma alternativa para a questão effeed62-d1
  • EFEE6F1B-D1

    Matemática

    Aritmética e Problemas
    Universidade Estadual do Maranhão · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Com a crescente preocupação de oferecer acesso a serviços de saúde à população, uma empresa comercializa, por meio de seus corretores, planos de saúde com cobertura diferenciada, conforme tabela de preços apresentada abaixo.

    FAIXA ETÁRIA PLANO REGIONAL PLANO NACIONAL
    00 a 18 R$ 130,71 R$ 169,75
    19 a 23 R$ 154,86 R$ 200,19
    24 a 28 R$ 167,05 R$ 215,45
    29 a 33 R$ 171,40 R$ 220,88
    34 a 38 R$ 196,38 R$ 253,17
    39 a 43 R$ 225,71 R$ 291,25
    44 a 48 R$ 314,35 R$ 406,39
    49 a 53 R$ 412,57 R$ 533,93
    54 a 58 R$ 463,21 R$ 299,69
    59 ou mais R$ 758,05 R$ 982,60

    Tabela de preços adaptada de www.igmsaude.com.br

    Um corretor está tentando fechar negócio com um casal de idades entre 34 e 38 anos que tem três dependentes na faixa etária de zero a dezoito.

    O desconto percentual que o corretor deverá oferecer sobre o custo do Plano Nacional, para que este se iguale ao equivalente Regional, é de
    Escolha uma alternativa para a questão efee6f1b-d1
  • EFDEDBF8-D1

    Matemática

    Progressões
    Universidade Estadual do Maranhão · 2015Muito difícilEntre para guardar nos favoritos

    As equipes A e B de uma gincana escolar devem recolher livros na vizinhança para montar uma biblioteca comunitária. O juiz da competição começou a fazer anotações das quantidades de livros trazidos a cada rodada pelas duas equipes e verificou um padrão de crescimento, conforme a tabela 1. A cada rodada, o juiz também avalia o total de livros colocados nas estantes de cada equipe, como mostrado na tabela 2, a seguir.


    Tabela 1 Tabela 2

    ARRECADAÇÃO TOTAL NA ESTANTE

    Rodada Equipe A Equipe B Equipe A Equipe B

    1 06 16 06 16

    2 10 18 16 34

    3 14 20 30 54

    4


    O número de rodadas necessárias para que as duas equipes disponham da mesma quantidade total de livros nas estantes é

    Escolha uma alternativa para a questão efdedbf8-d1
  • EFDA275D-D1

    Matemática

    Aritmética e Problemas
    Universidade Estadual do Maranhão · 2015Muito difícilEntre para guardar nos favoritos

    Para responder a questão, leia o texto e analise a planta baixa do apartamento descrito abaixo.

    Um casal que acabou de receber seu apartamento planeja fazer pequenas modificações no piso. Após analisar a planta baixa, decidiu usar, apenas, dois tipos de azulejo. No primeiro orçamento, sala, varanda, quartos e circulação foram cotados com o azulejo tipo 01; cozinha, área de serviço e banheiros, com o azulejo tipo 02. No segundo orçamento, o azulejo tipo 01 seria usado para sala, circulação, cozinha e área de serviço; o azulejo tipo 02 aplicado somente aos banheiros. Os dois orçamentos tiveram valores totais de R$ 1354,00 e R$ 780,00, respectivamente.

    Imagem da questão de Matemática, da prova de 2015

    www.habitissimo.com.br/orcamento. Adaptado.

    Analisando os dados, os valores do metro quadrado, em reais, dos dois tipos de azulejo incluídos nos dois orçamentos são, respectivamente, de

    Escolha uma alternativa para a questão efda275d-d1
  • EFB90766-D1

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Asa Branca

    Quando oiei a terra ardendo
    Qual fogueira de São João
    Eu perguntei a Deus do céu, ai
    Por que tamanha judiação.

    Que braseiro, que fornaia
    Nem um pé de prantação
    Por farta d’água perdi meu gado
    Morreu de sede meu alazão. (...)

    GONZAGA, Luiz e TEIXEIRA, Humberto. RCA, 1997.

    Os versos de Asa Branca mostram a realidade típica da região nordeste do Brasil, qual seja: a seca. Desse modo, a arte poética, a ciência e a filosofia, apesar de suas diferenças, possuem um veículo comum para expressar a visão de mundo. Esse veículo é conhecido como
    Escolha uma alternativa para a questão efb90766-d1
  • EFAE2C80-D1

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2015Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    (...) A terra não é de um dono só.
    A roça também não é de um dono só.
    Ninguém come as coisas da roça sozinho.
    As coisas da roça a gente sempre divide com os parentes.
    Divide com quem está precisando.
    A caça também não é de um dono só.
    Quando alguém mata um bicho para comer,
    ele não come sozinho. Ele sempre divide.
    Quando mata o peixe, divide,
    Quando faz bebida, divide,
    Sempre divide. (...)
    CIMI, História dos povos indígenas, Petrópolis, RJ: Vozes, 1987.

    O poema canta a aceitação de uma visão de alguém que adquiriu hábitos e formação para dividir bens e produtos com seus semelhantes. É alguém que recebeu uma educação que o identifica com os outros. Dessa forma, pode-se considerar que é pelo hábito e pela educação que um povo constrói
    Escolha uma alternativa para a questão efae2c80-d1
  • EF9FEBA1-D1

    Geografia

    Urbanização
    Universidade Estadual do Maranhão · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia a reportagem publicada acerca de problemas ocorridos em Salvador-BA.

    Imagem da questão de Geografia, da prova de 2015

    Chuva em Salvador causa vários deslizamentos e deixa 14 mortos


    As equipes de resgate já trabalham há mais de 18 horas na Comunidade do Barro Branco, na periferia de Salvador. Eles procuram sobreviventes em um desabamento de uma encosta sobre seis casas durante a madrugada.

    A terra deslizou enquanto as famílias dormiam. Nem os vizinhos nem o Corpo de Bombeiros sabem dizer quantas pessoas ainda podem estar soterradas. [...] No bairro do Bom Juá (foto), que fica na periferia, a terra deslizou e cinco pessoas morreram. O temporal durou mais de dez horas e transformou Salvador em um caos. Parte da capital baiana ficou alagada e com trânsito travado. Muitas casas ficaram inundadas e as famílias perderam tudo. Em toda a cidade, foram mapeadas mais de 600 áreas de risco e 55 encostas ameaçam deslizar.

    http://g1.globo.com/jornal-da-globo.

    As consequências das chuvas torrenciais na capital da Bahia expressam uma sobreposição da evolução histórica da cidade e da segregação do espaço. O fator que explica a catástrofe nas áreas periféricas dessa cidade é

    Escolha uma alternativa para a questão ef9feba1-d1
  • EF5818D4-D1

    Inglês

    Preposições | Prepositions
    Universidade Estadual do Maranhão · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2015

    http://garfield.dale.ro/garfield-1996-december-30.html

    Muitos verbos em inglês consistem em duas partes: um verbo “base” (tais como bring, take, go, come) acompanhados de uma preposição ou de uma partícula adverbial (tais como up, down, out, in, off). No segundo quadro da tirinha, foi retirada a palavra que acompanha o verbo GO. A preposição que completa o sentido do verbo na fala do personagem é

    Escolha uma alternativa para a questão ef5818d4-d1
  • EF534F1D-D1

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    A linguagem da propaganda enfrenta o desafio de prender a atenção do destinatário e, por isso, dentre outros recursos, valese de meios estilísticos.
    sinestesia e sinédoque, trazendo percepções de diferentes sentidos na parte/todo de uma expressão adverbial.Imagem da questão de Português, da prova de 2015
    Revista Veja.

    Para convencer o receptor, observa-se a combinação entre as figuras
    Escolha uma alternativa para a questão ef534f1d-d1
  • EF4F67A5-D1

    Literatura

    Estilística
    Universidade Estadual do Maranhão · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Cada língua é um conjunto heterogêneo de falares, cujas variações ocorrem em todos os níveis. “Saudosa maloca” é um exemplo de variação. Adoniran Barbosa, autor da letra da música “Saudosa maloca”, é conhecido por criar composições inspiradas nas suas próprias vivências. Leia o fragmento seguinte:

    Saudosa maloca

    “[...]
    Mas um dia
    Nóis nem pode se alembrá
    Veio os homes com as ferramenta
    E o dono mandô derrubá
    Peguemo todas nossas coisa
    E fumo pro meio da rua
    Apreciá a demolição
    Que tristeza que nóis sentia
    Cada tauba que caía
    Doía no coração
    Matogrosso quis gritá
    Mas em cima eu falei
    Os homes tá cá razão
    Nóis arranja outro lugá
    Só se conformemo
    Quando o Joca falou
    Deus dá o frio conforme o cobertô.
    [...]”
    www.vagalume.com.br

    O verso que exemplifica variação no nível morfossintático e no fonológico é
    Escolha uma alternativa para a questão ef4f67a5-d1
  • EF4BAD85-D1

    Literatura

    Escolas Literárias
    Universidade Estadual do Maranhão · 2015Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir e analise a linguagem utilizada por Guimarães Rosa, escritor da terceira fase do Modernismo brasileiro.

    “A gente via Brejeirinha: primeiro, os cabelos, compridos, lisos, louro-cobre; e, no meio deles, coisicas diminutas: a carinha não-comprida, o perfilzinho agudo, um narizinho que-carícia. Aos tantos, não parava, andorinhava, espiava agora – o xixixi e o empapar-se da paisagem – as pestanas til-til. Porém, dissese-dizia ela, pouco se vê, pelos entrefios: - “Tanto chove, que me gela!” Aí, esticou-se para cima, dando com os pés em diversos objetos. – “Ui, ui-te!””
    ROSA, Guimarães. Primeiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1967.

    A recriação da própria linguagem e de neologismos, no texto de Guimarães Rosa, também está presente em outros autores, conforme exemplificam os versos:
    Escolha uma alternativa para a questão ef4bad85-d1
  • EF46DE0E-D1

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Analise a tirinha para responder a questão.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2015

    VERÍSSIMO, L. F. As cobras: antologia definitiva. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010.

    Os ditados populares permanecem no tempo e significam, na maioria das vezes, exemplos morais, filosóficos, sem deixar de carregarem consigo certa carga de humor e de ironia, sendo, por isso, comumente utilizados na linguagem cotidiana.

    O ditado popular que sintetiza o que é exposto na tirinha é

    Escolha uma alternativa para a questão ef46de0e-d1
  • EF40EB36-D1

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Para responder a questão, leia os poemas de Carlos Drummond de Andrade e de Olavo Bilac.


    Texto 

    Procura da Poesia

    [...]

    Penetra surdamente no reino das palavras.

    Lá estão os poemas que esperam ser escritos.

    Estão paralisados, mas não há desespero,

    há calma e frescura na superfície intata.

    Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

    Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.

    [...]

    Não forces o poema a desprender-se do limbo.

    Não colhas no chão o poema que se perdeu.

    Não adules o poema. Aceita-o

    Como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada

    no espaço.


    Chega mais perto e contempla as palavras.

    Cada uma

    tem mil faces secretas sob a face neutra

    e te pergunta, sem interesse pela resposta,

    pobre ou terrível, que lhe deres:

    Trouxeste a chave?


    Repara:

    ermas de melodia e conceito,

    elas se refugiaram na noite, as palavras.

    Ainda úmidas e impregnadas de sono,

    rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. A Rosa do Povo. 1 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. 



    Texto 

    Profissão de fé

    [...]

    Invejo o ourives

    Quando escrevo:

    Imito o amor

    Com que ele, em ouro, o alto-relevo

    Faz de uma flor.


    Imito-o. E, pois, nem de Carrara

    A pedra firo:

    O alvo cristal, a pedra rara,

    O ônix prefiro.


    Por isso, corre, por servir-me,

    Sobre o papel

    A pena, como em prata firme

    Corre o cinzel.

    [...]

    Torce , aprimora, alteia, lima

    A frase; e, enfim,

    no verso de ouro engasta a rima

    como um rubim.


    Quero que a estrofe cristalina,

    Dobrada ao jeito

    Do ourives, saia da oficina

    Sem um defeito.

    [...]

    Porque o escrever – tanta perícia,

    Tanta requer,

    Que oficio tal... nem há notícia

    De outro qualquer.

                                                     BILAC, Olavo. Poesia. Rio de Janeiro: Agir, 2005.



    A Rosa do Povo, de Drummond, foi publicada em 1945, ao final da Segunda Guerra Mundial, e traz alguns poemas que enfocam anseios e questionamentos advindos desse momento histórico. Levando em conta o verso “Trouxeste a chave?”, pode-se inferir uma voz
    Escolha uma alternativa para a questão ef40eb36-d1
  • EF3BCAF7-D1

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Para responder a questão, leia os poemas de Carlos Drummond de Andrade e de Olavo Bilac.


    Texto 

    Procura da Poesia

    [...]

    Penetra surdamente no reino das palavras.

    Lá estão os poemas que esperam ser escritos.

    Estão paralisados, mas não há desespero,

    há calma e frescura na superfície intata.

    Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

    Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.

    [...]

    Não forces o poema a desprender-se do limbo.

    Não colhas no chão o poema que se perdeu.

    Não adules o poema. Aceita-o

    Como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada

    no espaço.


    Chega mais perto e contempla as palavras.

    Cada uma

    tem mil faces secretas sob a face neutra

    e te pergunta, sem interesse pela resposta,

    pobre ou terrível, que lhe deres:

    Trouxeste a chave?


    Repara:

    ermas de melodia e conceito,

    elas se refugiaram na noite, as palavras.

    Ainda úmidas e impregnadas de sono,

    rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. A Rosa do Povo. 1 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. 



    Texto 

    Profissão de fé

    [...]

    Invejo o ourives

    Quando escrevo:

    Imito o amor

    Com que ele, em ouro, o alto-relevo

    Faz de uma flor.


    Imito-o. E, pois, nem de Carrara

    A pedra firo:

    O alvo cristal, a pedra rara,

    O ônix prefiro.


    Por isso, corre, por servir-me,

    Sobre o papel

    A pena, como em prata firme

    Corre o cinzel.

    [...]

    Torce , aprimora, alteia, lima

    A frase; e, enfim,

    no verso de ouro engasta a rima

    como um rubim.


    Quero que a estrofe cristalina,

    Dobrada ao jeito

    Do ourives, saia da oficina

    Sem um defeito.

    [...]

    Porque o escrever – tanta perícia,

    Tanta requer,

    Que oficio tal... nem há notícia

    De outro qualquer.

                                                     BILAC, Olavo. Poesia. Rio de Janeiro: Agir, 2005.



    Nos dois textos, algumas marcas linguísticas autorizam a inferência de que a palavra é vetor de poder. As palavras e/ou expressões, de um mesmo campo semântico, que exemplificam esse vetor são
    Escolha uma alternativa para a questão ef3bcaf7-d1
  • EF362C7D-D1

    Literatura

    Gêneros Literários
    Universidade Estadual do Maranhão · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos

    Para responder a questão, leia os poemas de Carlos Drummond de Andrade e de Olavo Bilac.


    Texto 

    Procura da Poesia

    [...]

    Penetra surdamente no reino das palavras.

    Lá estão os poemas que esperam ser escritos.

    Estão paralisados, mas não há desespero,

    há calma e frescura na superfície intata.

    Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

    Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.

    [...]

    Não forces o poema a desprender-se do limbo.

    Não colhas no chão o poema que se perdeu.

    Não adules o poema. Aceita-o

    Como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada

    no espaço.


    Chega mais perto e contempla as palavras.

    Cada uma

    tem mil faces secretas sob a face neutra

    e te pergunta, sem interesse pela resposta,

    pobre ou terrível, que lhe deres:

    Trouxeste a chave?


    Repara:

    ermas de melodia e conceito,

    elas se refugiaram na noite, as palavras.

    Ainda úmidas e impregnadas de sono,

    rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. A Rosa do Povo. 1 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. 



    Texto 

    Profissão de fé

    [...]

    Invejo o ourives

    Quando escrevo:

    Imito o amor

    Com que ele, em ouro, o alto-relevo

    Faz de uma flor.


    Imito-o. E, pois, nem de Carrara

    A pedra firo:

    O alvo cristal, a pedra rara,

    O ônix prefiro.


    Por isso, corre, por servir-me,

    Sobre o papel

    A pena, como em prata firme

    Corre o cinzel.

    [...]

    Torce , aprimora, alteia, lima

    A frase; e, enfim,

    no verso de ouro engasta a rima

    como um rubim.


    Quero que a estrofe cristalina,

    Dobrada ao jeito

    Do ourives, saia da oficina

    Sem um defeito.

    [...]

    Porque o escrever – tanta perícia,

    Tanta requer,

    Que oficio tal... nem há notícia

    De outro qualquer.

                                                     BILAC, Olavo. Poesia. Rio de Janeiro: Agir, 2005.



    Comparando os Textos sobre aspectos temáticos e organização enunciativa, observa-se que
    Escolha uma alternativa para a questão ef362c7d-d1
  • EF29C659-D1

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2015Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o Texto IV para responder a questão.

    Texto IV

    Cadeia

        Estava tão cansado, tão machucado, que ia quase adormecendo no meio daquela desgraça. Havia ali um bêbedo tresvariando em voz alta [...] Discutiam, queixava-se da lenha molhada. Fabiano cochilava, a cabeça pesada inclinava-se para o peito e levantava-se. [...] Acordou sobressaltado. Pois não estava misturando as pessoas, desatinando? Talvez fosse efeito da cachaça. Não era: tinha bebido um copo. [...]
        Ouviu o falatório do bêbedo e caiu numa indecisão dolorosa. Ele também dizia palavras sem sentido, conversava à toa. Mas irou-se com a comparação, deu marradas na parede. Era bruto, sim senhor, nunca havia aprendido, não sabia explicar-se. Estava preso por isso? Como era? Então mete-se um homem na cadeia porque ele não sabe falar direito? Que mal fazia a brutalidade dele? Vivia trabalhando como um escravo.
    [...]
    RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. (Adaptado) 127 ed. Rio de Janeiro: Record, 2015. 
    Atentando para o emprego dos tempos verbais, quanto à produção de sentidos no texto literário, o presente do indicativo em “Então mete-se um homem na cadeia porque ele não sabe falar direito?” sugere que as ações expressas estão caracterizadas como
    Escolha uma alternativa para a questão ef29c659-d1
  • EF23DBB1-D1

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2015Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o Texto IV para responder a questão.

    Texto IV

    Cadeia

        Estava tão cansado, tão machucado, que ia quase adormecendo no meio daquela desgraça. Havia ali um bêbedo tresvariando em voz alta [...] Discutiam, queixava-se da lenha molhada. Fabiano cochilava, a cabeça pesada inclinava-se para o peito e levantava-se. [...] Acordou sobressaltado. Pois não estava misturando as pessoas, desatinando? Talvez fosse efeito da cachaça. Não era: tinha bebido um copo. [...]
        Ouviu o falatório do bêbedo e caiu numa indecisão dolorosa. Ele também dizia palavras sem sentido, conversava à toa. Mas irou-se com a comparação, deu marradas na parede. Era bruto, sim senhor, nunca havia aprendido, não sabia explicar-se. Estava preso por isso? Como era? Então mete-se um homem na cadeia porque ele não sabe falar direito? Que mal fazia a brutalidade dele? Vivia trabalhando como um escravo.
    [...]
    RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. (Adaptado) 127 ed. Rio de Janeiro: Record, 2015. 
    A leitura do segundo parágrafo permite depreender a imagem que Fabiano tem de si mesmo e a sua reação ao domínio a que se submete, por meio do discurso indireto livre. Esse discurso é efetivado pela
    Escolha uma alternativa para a questão ef23dbb1-d1
  • EF1450D8-D1

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto publicado em revista de grande circulação para responder a questão.

    “Professores, acordem!

    Caros professores: vocês se meteram em uma enrascada. Há décadas, as lideranças de vocês vêm construindo um discurso de vitimização. A imagem que vocês vendem não é de profissionais competentes, mas a de coitadinhos, estropiados e maltratados. E vocês venceram: a população brasileira está do seu lado, comprou essa imagem (nada seduz mais a alma brasileira do que um coitado, afinal).”

    IOSCHPE, G. Revista Veja. 2014.

    Para sustentar a argumentação são utilizados variados recursos. A seleção léxico-semântica utilizada pelo autor para sustentar a argumentação marca o emprego de uma imagem crítica, com um tom
    Escolha uma alternativa para a questão ef1450d8-d1
  • B4B804F6-CA

    Biologia

    Ecologia e ciências ambientais
    IF-PR · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Em áreas endêmicas, para controlar doenças parasitárias como a malária e a dengue, podem ser utilizados peixes que se alimentam de larvas de mosquitos que transmitem estas doenças. Este controle biológico que o peixe exerce sobre o mosquito representa um tipo de relação biológica denominada:
    Escolha uma alternativa para a questão b4b804f6-ca