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Questões do ENEM 2018

Questões aplicadas na prova de 2018, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

6.600 questões encontradas. Mostrando a página 235 de 330.

  • B8A73E5B-10

    Física

    Campo e Força Magnética
    IF-MT · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    As linhas de força de campo elétrico foram descobertas pelo físico experimentalista Michael Faraday, no século XVIII. Com essa descoberta, Faraday pôs fim ao intenso debate entre os físicos daquela época sobre a ideia da ação de uma força a distância, possibilitando uma melhor compreensão desse fenômeno, alavancando, assim, o estudo da eletricidade naquele século. Baseando-se na disposição que a limalha de ferro assumia diante de um imã ou de uma partícula eletrizada, Faraday podia descobrir a intensidade do campo, a direção da força elétrica e, ainda, se o corpo estava carregado com carga elétrica negativa ou positiva.


    Considerando os aspectos verbais do texto e visuais da figura abaixo, assinale a alternativa CORRETA:


    Imagem da questão de Física, IF-MT 2018, Campo e Força Magnética

    Escolha uma alternativa para a questão b8a73e5b-10
  • B8A38E1A-10

    Física

    Óptica Geométrica
    IF-MT · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    A figura abaixo ilustra um feixe de luz monocromático, proveniente de uma região de vácuo (Meio A) com velocidade c ≅ 3,0 x 108m.s-1, incidindo contra a superfície de um líquido homogêneo e isotrópico (Meio B). Sendo os ângulos θ1=53° e θ2=37°, pode-se afirmar que a velocidade da luz no Meio B vale:


    Imagem da questão de Física, IF-MT 2018, Óptica Geométrica

    Escolha uma alternativa para a questão b8a38e1a-10
  • B89FED71-10

    Física

    Gravitação Universal
    IF-MT · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    Isaac Newton foi um dos mais célebres físicos do século XVII, por muitos considerado o pai da Mecânica Clássica. Entre as tantas contribuições de Newton para a Física, destaca-se a Lei da Gravitação Universal, que pode ser resumida no seguinte enunciado: "todo corpo atrai qualquer outro corpo com uma força dirigida ao longo da linha que os une, cuja intensidade é proporcional ao produto de suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância que as separa". Assim, se a distância entre a Terra e um meteoro for reduzida à metade, a força gravitacional exercida pela Terra sobre o meteoro:
    Escolha uma alternativa para a questão b89fed71-10
  • B89C6947-10

    Física

    Dilatações
    IF-MT · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Física, IF-MT 2018, Dilatações


    Considerando os aspectos visuais e verbais da tirinha, pode-se afirmar que:

    Escolha uma alternativa para a questão b89c6947-10
  • B88F03F7-10

    Matemática

    Função de 2º Grau ou Função Quadrática e Inequações
    IF-MT · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    O processo de aquecimento e resfriamento de prédios é modelado usando a Lei do Resfriamento de Newton, em que a temperatura T(t) representa a temperatura no instante t e TA é a temperatura externa, suposta constante, obedecendo à seguinte relação:


    Imagem da questão de Matemática, IF-MT 2018, Função de 2º Grau ou Função Quadrática e Inequações


    Nesta relação, T(t) é medida na escala Celsius, t é o tempo medido em horas, β = 1/k , é a constante de tempo para o prédio e α é a constante a ser determinada. Em uma agradável manhã de sábado, enquanto as pessoas estão trabalhando no interior, o aquecedor mantém a temperatura dentro do prédio a 19°C. Ao meio-dia, o aquecimento é desligado e todos vão para casa. A temperatura fora é de 13°C constantes para o resto da tarde. Sabendo que a constante de tempo para o prédio k = 3 horas, calcule a hora quando a temperatura dentro do prédio alcançará 16°C (Considere ln 2 ≅ 0,70):

    Escolha uma alternativa para a questão b88f03f7-10
  • B88BCF2F-10

    Matemática

    Esfera
    IF-MT · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Uma bola esférica é composta por 24 faixas iguais, e cada faixa tem a forma de uma cunha esférica, como representado na figura.


    Imagem da questão de Matemática, IF-MT 2018, Esfera


    Sabendo-se que o volume da bola é 288π cm3 , então a área total da cunha esférica da superfície é igual a :

    Escolha uma alternativa para a questão b88bcf2f-10
  • B8852E9C-10

    Matemática

    Função de 2º Grau ou Função Quadrática e Inequações
    IF-MT · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    O gráfico da função Figura 1 de 2 da questão de Matemática, IF-MT 2018, Função de 2º Grau ou Função Quadrática e Inequações descreve a trajetória de um objeto em função do tempo t, dado em segundos, que foi lançado de uma altura de 10 m.


    Figura 2 de 2 da questão de Matemática, IF-MT 2018, Função de 2º Grau ou Função Quadrática e Inequações


    A altura máxima, obtida pelo objeto após o lançamento, e o tempo decorrido até tocar o solo são respectivamente iguais a:

    Escolha uma alternativa para a questão b8852e9c-10
  • B87AE853-10

    Matemática

    Geometria Plana
    IF-MT · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    No mapa, é mostrada a aproximação de dois aviões (P1 e P2) em relação ao aeroporto Marechal Rondon, localizado na cidade de Várzea Grande - MT, o qual é representado pelo ponto A.


    Imagem da questão de Matemática, IF-MT 2018, Geometria Plana


    Sabendo que o triângulo ABP2 é retângulo em B, temos que as distâncias aproximadas d1 e d2, em km, são iguais a:

    (use √3=1,73)

    Escolha uma alternativa para a questão b87ae853-10
  • B8771E3D-10

    Português

    Sintaxe
    IF-MT · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto VII: base para a questão.


    Imagem da questão de Português, IF-MT 2018, Sintaxe


    Com o intuito de cada vez mais chamar a atenção do cliente para produtos, marcas, estabelecimentos, etc., diversas lojas e marcas brasileiras valem-se da criatividade, imaginação e irreverência para chegar ao consumidor. Esse é o caso da propaganda em destaque. Nela, só NÃO podemos observar que:

    Escolha uma alternativa para a questão b8771e3d-10
  • B873D0ED-10

    Português

    Interpretação de Textos
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    Texto VI: base para a questão.


    Que pode uma criatura senão,

    entre criaturas, amar?

    amar e esquecer,

    amar e malamar,

    amar, desamar, amar?

    Sempre, e até de olhos vidrados, amar?

    [...]

    Amar solenemente as palmas do deserto,

    o que é entrega ou adoração expectante,

    e amar o inóspito, o áspero,

    um vaso sem flor um chão de ferro,

    e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

    [...]

    Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa

    amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

    (Carlos Drummond de Andrade)


    Considere as seguintes afirmações sobre esse texto:


    I - A leitura desses versos permite afirmar que, para o poeta, o homem não pode fugir ao amor, ainda que isto signifique sofrimento apenas.

    II - Os trechos "um vaso sem flor, um chão de ferro" e "amar o inóspito, o áspero" podem ser entendidos como possibilidade de se relativizar as expectativas habituais que temos em relação ao assunto tratado no poema.

    III - A presença de versos livres e de neologismos indica traços da poética modernista.


    Está(ao) correto(s) o(s) item(ns):

    Escolha uma alternativa para a questão b873d0ed-10
  • B8701FB4-10

    Português

    Interpretação de Textos
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    Texto V: base para a questão.


                                  Epitáfio para um banqueiro

                                                NEGÓCIO

                                                  EGO 

                                                        ÓCIO

                                                           CIO

                                                             O

                                                                (José Paulo Paes)


    No texto há uma relação semântica (significado) do título com o conteúdo propriamente dito. Assim, da leitura do poema em destaque, podemos apreender que:


    I - O eu-lírico explora, ao máximo, a decomposição do significante da palavra negócio em ego, ócio, cio, 0 (zero), porém elas não se relacionam com a ideia de epitáfio.

    II - As palavras estão relacionadas com o epitáfio, ou seja, a homenagem post mortem dada a alguém, no caso o banqueiro, que sintetiza o seu estilo de vida passada.

    III - Podemos entender que, para o eu-lírico, os negócios de um banqueiro são formados pelo ego (individualismo do mundo dos negócios), ócio (típicos daqueles que especulam, não produzem e se fartam nas inutilidades), cio (libertinagem sexual) e o zero (o valor do capital do banqueiro após a morte), ou seja: negócios + individualismo + ociosidade + sexo = 0.


    Está(ão) correto(s) o(s) item(ns):

    Escolha uma alternativa para a questão b8701fb4-10
  • B86CE3A8-10

    Português

    Interpretação de Textos
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    Texto IV: base para a questão.


                              Um homem de consciência


          Chamava-se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro.

          Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. E por muito tempo não quis nem sequer o que todos ali queriam: mudar-se para terra melhor.

          Mas João Teodoro acompanhava com aperto de coração o desaparecimento visível de sua Itaoca.

          — Isto já foi muito melhor, dizia consigo. Já teve três médicos bem bons - agora só um e bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje mal dá serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha Itaoca está acabando...

          João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudar-se, mas para isso necessitava dum fato qualquer que o convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível.

          — É isso, deliberou lá por dentro. Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada de nada de nada, então arrumo a trouxa e boto-me fora daqui.

          Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado, ele! Ele que não era nada, nunca fora nada, não queria ser nada, não se julgava capaz de nada...

          Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa seríssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser delegado - e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-do de Itaoca!...

        João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela madrugada, botou-as num burro, montou no seu cavalo magro e partiu.

         — Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens?

         — Vou-me embora, respondeu o retirante. Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim.

    — Mas, como? Agora que você está delegado?

    — Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado, eu não moro. Adeus. E sumiu."

    (Monteiro Lobato, CIDADES MORTAS. 12a Edição. São Paulo, Editora Brasiliense, 1965)

    O protagonista é convencido, de maneira absoluta, de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível, quando:
    Escolha uma alternativa para a questão b86ce3a8-10
  • B8699E8F-10

    Português

    Interpretação de Textos
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    Texto IV: base para a questão.


                              Um homem de consciência


          Chamava-se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro.

          Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. E por muito tempo não quis nem sequer o que todos ali queriam: mudar-se para terra melhor.

          Mas João Teodoro acompanhava com aperto de coração o desaparecimento visível de sua Itaoca.

          — Isto já foi muito melhor, dizia consigo. Já teve três médicos bem bons - agora só um e bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje mal dá serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha Itaoca está acabando...

          João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudar-se, mas para isso necessitava dum fato qualquer que o convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível.

          — É isso, deliberou lá por dentro. Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada de nada de nada, então arrumo a trouxa e boto-me fora daqui.

          Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado, ele! Ele que não era nada, nunca fora nada, não queria ser nada, não se julgava capaz de nada...

          Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa seríssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser delegado - e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-do de Itaoca!...

        João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela madrugada, botou-as num burro, montou no seu cavalo magro e partiu.

         — Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens?

         — Vou-me embora, respondeu o retirante. Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim.

    — Mas, como? Agora que você está delegado?

    — Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado, eu não moro. Adeus. E sumiu."

    (Monteiro Lobato, CIDADES MORTAS. 12a Edição. São Paulo, Editora Brasiliense, 1965)

    O excerto "Chamava-se João Teodoro, só." ratifica a característica principal do protagonista que é a de:
    Escolha uma alternativa para a questão b8699e8f-10
  • B8667D55-10

    Literatura

    Escolas Literárias
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    Texto IV: base para a questão.


                              Um homem de consciência


          Chamava-se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro.

          Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. E por muito tempo não quis nem sequer o que todos ali queriam: mudar-se para terra melhor.

          Mas João Teodoro acompanhava com aperto de coração o desaparecimento visível de sua Itaoca.

          — Isto já foi muito melhor, dizia consigo. Já teve três médicos bem bons - agora só um e bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje mal dá serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha Itaoca está acabando...

          João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudar-se, mas para isso necessitava dum fato qualquer que o convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível.

          — É isso, deliberou lá por dentro. Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada de nada de nada, então arrumo a trouxa e boto-me fora daqui.

          Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado, ele! Ele que não era nada, nunca fora nada, não queria ser nada, não se julgava capaz de nada...

          Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa seríssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser delegado - e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-do de Itaoca!...

        João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela madrugada, botou-as num burro, montou no seu cavalo magro e partiu.

         — Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens?

         — Vou-me embora, respondeu o retirante. Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim.

    — Mas, como? Agora que você está delegado?

    — Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado, eu não moro. Adeus. E sumiu."

    (Monteiro Lobato, CIDADES MORTAS. 12a Edição. São Paulo, Editora Brasiliense, 1965)

    Podemos reconhecer no conto elementos que o inserem no:


    I - Modernismo, cujo projeto era o desejo de revelar o "verdadeiro" Brasil para o brasileiro, numa perspectiva não idealizada.

    II - Pré-modernismo, pois há um diálogo concomitante com as estruturas estéticas do passado (como o Realismo) e as de renovação que estavam para surgir (como o Modernismo).

    III - Romantismo, pois a descrição de Itaoca, cidade do interior de São Paulo, segue os parâmetros do regionalismo dessa estética literária.


    A partir das assertivas acima, julgue-as e marque a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão b8667d55-10
  • B8629012-10

    Português

    Interpretação de Textos
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    Texto IV: base para a questão.


                              Um homem de consciência


          Chamava-se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro.

          Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. E por muito tempo não quis nem sequer o que todos ali queriam: mudar-se para terra melhor.

          Mas João Teodoro acompanhava com aperto de coração o desaparecimento visível de sua Itaoca.

          — Isto já foi muito melhor, dizia consigo. Já teve três médicos bem bons - agora só um e bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje mal dá serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha Itaoca está acabando...

          João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudar-se, mas para isso necessitava dum fato qualquer que o convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível.

          — É isso, deliberou lá por dentro. Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada de nada de nada, então arrumo a trouxa e boto-me fora daqui.

          Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado, ele! Ele que não era nada, nunca fora nada, não queria ser nada, não se julgava capaz de nada...

          Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa seríssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser delegado - e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-do de Itaoca!...

        João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela madrugada, botou-as num burro, montou no seu cavalo magro e partiu.

         — Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens?

         — Vou-me embora, respondeu o retirante. Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim.

    — Mas, como? Agora que você está delegado?

    — Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado, eu não moro. Adeus. E sumiu."

    (Monteiro Lobato, CIDADES MORTAS. 12a Edição. São Paulo, Editora Brasiliense, 1965)

    As marcas narrativas presentes no texto são características da preponderância do discurso:
    Escolha uma alternativa para a questão b8629012-10
  • B85F2AA8-10

    Literatura

    Escolas Literárias
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    Texto II e III: base para a questão.


                       VASO GREGO

                            (Texto 2)

    Esta de áureos relevos, trabalhada

    De divas mãos, brilhante copa, um dia,

    Já de ais deuses servir como cansada,

    Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.


    Era o poeta de Teos que a suspendia

    Então, e, ora repleta ora esvasada,

    A taça amiga aos dedos seus tinia,

    Toda de roxas pétalas colmada.


    Depois...Mas o lavor da taça admira,

    Toca-a, e de ouvido aproximando-a, às bordas

    Finas hás de lhe ouvir, canora e doce,


    Ignota voz, qual se da antiga lira

    Fosse a encantada música das cordas,

    Qual se fosse a voz de Anacreonte fosse.

    (Alberto de Oliveira) 


                CÁRCERE DAS ALMAS

                            (Texto3)

    Ah! Toda a alma num cárcere anda presa,

    Soluçando nas trevas, entre as grades

    Do calabouço olhando imensidades,

    Mares, estrelas, tardes, natureza.


    Tudo se veste de uma igual grandeza

    Quando a alma entre grilhões as liberdades

    Sonha e sonhando, as imortalidades

    Rasga no etéreo Espaço da Pureza.


    Ó almas presas, mudas e fechadas

    Nas prisões colossais e abandonadas,

    Da Dor no calabouço atroz, funéreo!


    Nesses silêncios solitários, graves,

    Que chaveiro do Céu possui as chaves

    Para abrir-vos as portas do Mistério?! 

    (Cruz e Souza)

    Ao lermos o texto 3, percebemos diferenças e pontos de contato em relação ao texto 2, tanto na forma quanto no conteúdo. Isso se explicita, pois:


    I - Em ambos se mantém uma estrutura poética formal em consonância com os modelos clássicos da literatura: versos decassílabos, rimas regulares, valorização de um estilo rebuscado sob os aspectos linguísticos.

    II - Os pontos que diferem estão inseridos na temática.

    III - No texto 2, a temática é calcada na observação pura e simples de um objeto de arte, o que provoca o distanciamento do eu-lírico para questões mais profundas da existência humana; no texto 3, tal fato não ocorre, pois nele o eu-lírico desnuda e se aprofunda em um dos grandes temas da humanidade: a vida e a morte.


    A partir das assertivas acima, julgue-as e marque a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão b85f2aa8-10
  • B85BC100-10

    Literatura

    Escolas Literárias
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    Texto II e III: base para a questão.


                       VASO GREGO

                            (Texto 2)

    Esta de áureos relevos, trabalhada

    De divas mãos, brilhante copa, um dia,

    Já de ais deuses servir como cansada,

    Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.


    Era o poeta de Teos que a suspendia

    Então, e, ora repleta ora esvasada,

    A taça amiga aos dedos seus tinia,

    Toda de roxas pétalas colmada.


    Depois...Mas o lavor da taça admira,

    Toca-a, e de ouvido aproximando-a, às bordas

    Finas hás de lhe ouvir, canora e doce,


    Ignota voz, qual se da antiga lira

    Fosse a encantada música das cordas,

    Qual se fosse a voz de Anacreonte fosse.

    (Alberto de Oliveira) 


                CÁRCERE DAS ALMAS

                            (Texto3)

    Ah! Toda a alma num cárcere anda presa,

    Soluçando nas trevas, entre as grades

    Do calabouço olhando imensidades,

    Mares, estrelas, tardes, natureza.


    Tudo se veste de uma igual grandeza

    Quando a alma entre grilhões as liberdades

    Sonha e sonhando, as imortalidades

    Rasga no etéreo Espaço da Pureza.


    Ó almas presas, mudas e fechadas

    Nas prisões colossais e abandonadas,

    Da Dor no calabouço atroz, funéreo!


    Nesses silêncios solitários, graves,

    Que chaveiro do Céu possui as chaves

    Para abrir-vos as portas do Mistério?! 

    (Cruz e Souza)

    Ao examinarmos a história da arte e da literatura, veremos que ela se constrói em ciclos, ou seja, o novo, muitas vezes, não passa de algo mais velho, só que revestido de uma linguagem diferente. O Parnasianismo no Brasil, surgido na década de 80 do século XIX, ilustra bem esse processo. De acordo com o texto 3, pode-se destacar algumas características de forma e conteúdo que justificam a inserção dele naquela estética literária, com exceção de:
    Escolha uma alternativa para a questão b85bc100-10
  • B8587CF8-10

    Literatura

    Escolas Literárias
    IF-MT · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto I:


    Imagem da questão de Literatura, IF-MT 2018, Escolas Literárias


    Com base na leitura da charge e de acordo com seus conhecimentos literários, podemos aproximá-la à estética:

    Escolha uma alternativa para a questão b8587cf8-10