Questões do ENEM 2018
Questões aplicadas na prova de 2018, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.
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3E6FE537-0B Em A hora da estrela, de Clarice Lispector, acompanhamos a história de Macabeá, jovem nordestina que vive, no Rio de Janeiro, uma existência solitária e anônima, marcada por privações de todo o tipo. Nessa obra, a escrita clariceana alterna momentos em que se expressa de um modo direto, próprio para remeter à dureza da vida de sua personagem central, como outros em que emprega diversos recursos afeitos à linguagem poética, como no relato do encontro de Macabéa com Olímpico de Jesus.“Maio, mês das borboletas noivas flutuando em brancos véus. Sua exclamação talvez tivesse sido um prenúncio do que ia acontecer no final da tarde desse mesmo dia: no meio da chuva abundante encontrou (explosão) a primeira espécie de namorado de sua vida, o coração batendo como se ela tivesse englutido um passarinho esvoaçante e preso. O rapaz e ela se olharam por entre a chuva e se reconheceram como dois nordestinos, bichos da mesma espécie que se farejam. Ele a olhara enxugando o rosto molhado com as mãos. E a moça, bastou-lhe vê-lo para torná-lo imediatamente sua goiaba-com-queijo.”(LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. 23 ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1995. p. 59).A respeito do trecho acima, é correto afirmar que:
3E6C928D-0B Português
Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.UFMS · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos“Quincas Borba”, considerada uma das grandes obras da fase áurea do escritor Machado de Assis, põe em cena a história de Rubião, um modesto professor de Barbacena, cidade no interior de Minas Gerais, que, ao receber uma herança inesperada do amigo Quincas Borba, resolve mudar para o Rio de Janeiro – na época, centro da vida política e econômica brasileira. Ali, encontra dificuldades para adaptar-se ao modo de ser dos que convivem com o poder, tornando-se uma vítima de aproveitadores que se fazem passar por amigos, caso, sobretudo, do casal Cristiano e Sofia Palha.O capítulo transcrito a seguir é o último do livro. Nele se encontra uma espécie de síntese da narrativa, ao se elencarem personagens centrais da trama a partir da notícia da morte do cão Quincas Borba, cujo nome é o mesmo de seu primeiro dono, que foi herdado por Rubião.“Queria dizer aqui o fim do Quincas Borba, que adoeceu também, ganiu infinitamente, fugiu desvairado em busca do dono, e amanheceu morto na rua, três dias depois. Mas, vendo a morte do cão narrada em capítulo especial, é provável que me perguntes se ele, se o seu defunto homônimo é que dá título ao livro, e por que antes um que outro, - questão prenhe de questões, que nos levariam longe... Eia! chora os dois recentes mortos, se tens lágrimas. Se só tens riso, rite. É a mesma coisa. O Cruzeiro, que a linda Sofia não quis fitar, como lhe pedia Rubião, está assaz alto para não discernir os risos e as lágrimas dos homens.”(MACHADO DE ASSIS. Quincas Borba. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2012. p. 344).
Apesar de Machado de Assis construir parte significativa de sua obra ainda em fins do século XIX, é possível já verificar, em seus textos, o emprego de recursos próprios da literatura moderna. A esse propósito, sobre o trecho em questão, pode-se afirmar que:
3E66D169-0B Português
Interpretação de TextosUFMS · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosA poesia de Manuel Bandeira, marcada pela simplicidade no modo de dizer, alcança grau considerável de lirismo e de subjetividade ao tratar de cenas do cotidiano, como pode ser notado no exemplo que segue:Poema de FinadosAmanhã que é dia dos mortosVai ao cemitério. Vai
E procura entre as sepulturas
A sepultura de meu pai.
Leva três rosas bem bonitas.
Ajoelha e reza uma oração.
Não pelo pai, mas pelo filho:
O filho tem mais precisão.
O que resta de mim na vida
É a amargura do que sofri.
Pois nada quero, nada espero.
E em verdade estou morto ali.
(BANDEIRA, Manuel. Estrela da Vida Inteira. 20 ed. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1993. p. 144-5).
Ao observar a relação entre o conteúdo do Poema de Finados e seus aspectos formais, pode-se afirmar que:3E5FA5F3-0B Português
Figuras de LinguagemUFMS · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosAnalise os elementos empregados na construção da letra da canção e assinale a alternativa correta.A Via LácteaQuando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Mas não me diga isso
Hoje a tristeza não é passageira
Hoje fiquei com febre a tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela parecerá uma lágrima
Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza das coisas com humor
Mas não me diga isso
É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto isso passa
Amanhã é um outro dia, não é?
Eu nem sei porque me sinto assim
Vem de repente um anjo triste perto de mim
E essa febre que não passa
E meu sorriso sem graça
Não me dê atenção
Mas obrigado por pensar em mim
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser quem eu sou
Mas não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado por pensar em mim
(LEGIÃO URBANA. A tempestade ou O livro dos dias (álbum). Rio de Janeiro: EMI Music Ltda, 1996).3E5BDAD1-0B Português
Interpretação de TextosUFMS · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia atentamente o texto informativo a seguir.
Nosso símbolo
O nome já deixa evidente a origem indígena da bebida consumida diariamente por sulmato-grossenses de todos os cantos. O tereré só se tornou símbolo do Estado porque os índios guaranis aprenderam a domesticar a erva-mate.
Depois da Guerra do Paraguai, Tomás Laranjeira consegue a concessão de aproximadamente 8 milhões de hectares da região sul-fronteira para explorar a planta. Posteriormente, funda a Companhia Mate Laranjeira, que exporta grande volume para Argentina e para o Uruguai. O professor da UFMS Antônio Hilário Urquiza destaca que 70% da mão de obra utilizada nos ervais era guarani, que já tinham prática na lida.
“Os guaranis que domesticaram a erva-mate, que criaram o tereré, o chimarrão. Não qualquer índio. Foram os guaranis que estão aqui no nosso Estado. E hoje [o tereré] é um símbolo da juventude, da gastronomia, um símbolo identitário do nosso Estado. E é indígena”, reforça o professor e antropólogo. [...]
(Correio do Estado. Caderno especial “MS 41 anos”, 11 out. 2018).
A respeito dos sentidos construídos por esse texto, cujo objetivo maior é o de informar os leitores a respeito do tereré como elemento identitário de Mato Grosso do Sul, é possível afirmar que:
3E586D7A-0B Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUFMS · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos
The irony of the comic lies in the fact that:
3E542E30-0B Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUFMS · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosRead Text to answer question.
The article analyzes the relationship of Indigenous Peoples with the public policy of Social Assistance (AS) in Brazil. Based on data collected during field work carried out in 2014, will analyze the case of the Indigenous Reserve of Dourados, Mato Grosso do Sul. In the first part, I characterize the unequal relationship between society and national state with Indigenous Peoples to, then approach the Welfare State politics as an opportunity to face the violation of rights resulting from the colonial siege. Then we will see if Dourados to illustrate the dilemmas and possibilities of autonomy and indigenous role faced with this public policy. It is expected to contribute to the discussion of statehood pointing concrete cases where the local implementation of AS policy is permeable to a greater or lesser extent, the demands of Indigenous Peoples by adaptation to their social organizations and worldviews.
(BORGES, Júlio César. Brazilian society has made us poor: Social Assistance and ethnic autonomy of Indiggenous Peoples. The case of Dourados, Mato Grosso do Sul. Horiz. antropol. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0104-71832016000200303&lng=en&nrm=iso&tlng=en>. Acesso em: 10 nov. 2018).
Read the comic to answer question.

According to the comic, it is correct to affirm that:
3E50BB06-0B Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUFMS · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosRead Text to answer question.
The article analyzes the relationship of Indigenous Peoples with the public policy of Social Assistance (AS) in Brazil. Based on data collected during field work carried out in 2014, will analyze the case of the Indigenous Reserve of Dourados, Mato Grosso do Sul. In the first part, I characterize the unequal relationship between society and national state with Indigenous Peoples to, then approach the Welfare State politics as an opportunity to face the violation of rights resulting from the colonial siege. Then we will see if Dourados to illustrate the dilemmas and possibilities of autonomy and indigenous role faced with this public policy. It is expected to contribute to the discussion of statehood pointing concrete cases where the local implementation of AS policy is permeable to a greater or lesser extent, the demands of Indigenous Peoples by adaptation to their social organizations and worldviews.
(BORGES, Júlio César. Brazilian society has made us poor: Social Assistance and ethnic autonomy of Indiggenous Peoples. The case of Dourados, Mato Grosso do Sul. Horiz. antropol. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0104-71832016000200303&lng=en&nrm=iso&tlng=en>. Acesso em: 10 nov. 2018).
Read Text II to answer question.Cleir Avila Ferreira Júnior was born in Campo Grande, Mato Grosso do Sul State, Brazil. He is a self-taught artist. He has painted professionally since he was 18 years old. He has begun his artistic works with a hyperrealist influence, where he portrayed some regional and ecological themes, especially the Pantanal nature, presented in almost all his art.In 1994, he started his mural work on the sides of some Campo Grande’s buildings, as example: the great "Onça Pintada" (50m high and 220m2) took him and his team a month of execution, and the "Tuiuiús" (40m high and 300m2) was his second mural.In 1995, he painted the "Blue Macaw" (45m high and 430m2).In 1996, he built the "Macaws’ Monument" in front of the international airport in Campo Grande, MS.In 1998, he painted a mural of 700m2 in Corumbá, MS, where he portrayed the red macaw in one of its walls and in the other two a big gold fish. Therefore, he did uncountable art around Mato Grosso do Sul State, mainly into the touristic cities.(FERREIRA JÚNIOR, Cleir Avila. Disponível em: <http://www.artenossaterra.xpg.com.br/index.html>. Acesso em: 10 nov. 2018).The genre of text that tells the story of someone's life is called biography (bio is life, and graphy is written). It is a mixture between journalism, literature and history, in which the history of a person's life is reported and recorded, emphasizing the main facts.So, considering Text II, what kind of genre was it written on?3E4CCF23-0B Inglês
Orações condicionais | Conditional ClausesUFMS · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosRead Text to answer question.
The article analyzes the relationship of Indigenous Peoples with the public policy of Social Assistance (AS) in Brazil. Based on data collected during field work carried out in 2014, will analyze the case of the Indigenous Reserve of Dourados, Mato Grosso do Sul. In the first part, I characterize the unequal relationship between society and national state with Indigenous Peoples to, then approach the Welfare State politics as an opportunity to face the violation of rights resulting from the colonial siege. Then we will see if Dourados to illustrate the dilemmas and possibilities of autonomy and indigenous role faced with this public policy. It is expected to contribute to the discussion of statehood pointing concrete cases where the local implementation of AS policy is permeable to a greater or lesser extent, the demands of Indigenous Peoples by adaptation to their social organizations and worldviews.
(BORGES, Júlio César. Brazilian society has made us poor: Social Assistance and ethnic autonomy of Indiggenous Peoples. The case of Dourados, Mato Grosso do Sul. Horiz. antropol. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0104-71832016000200303&lng=en&nrm=iso&tlng=en>. Acesso em: 10 nov. 2018).
Read Text II to answer question.Cleir Avila Ferreira Júnior was born in Campo Grande, Mato Grosso do Sul State, Brazil. He is a self-taught artist. He has painted professionally since he was 18 years old. He has begun his artistic works with a hyperrealist influence, where he portrayed some regional and ecological themes, especially the Pantanal nature, presented in almost all his art.In 1994, he started his mural work on the sides of some Campo Grande’s buildings, as example: the great "Onça Pintada" (50m high and 220m2) took him and his team a month of execution, and the "Tuiuiús" (40m high and 300m2) was his second mural.In 1995, he painted the "Blue Macaw" (45m high and 430m2).In 1996, he built the "Macaws’ Monument" in front of the international airport in Campo Grande, MS.In 1998, he painted a mural of 700m2 in Corumbá, MS, where he portrayed the red macaw in one of its walls and in the other two a big gold fish. Therefore, he did uncountable art around Mato Grosso do Sul State, mainly into the touristic cities.(FERREIRA JÚNIOR, Cleir Avila. Disponível em: <http://www.artenossaterra.xpg.com.br/index.html>. Acesso em: 10 nov. 2018).Based on part of the Text II, answer the question: In which verb tense are the following sentences?“In 1995, he painted the ‘Blue Macaw’ (45m high and 430m2 ). In 1996, he built the ‘Macaws Monument’ in front of the international airport in Campo Grande, MS. In 1998, he painted a mural of 700m2 in Corumbá, MS, where he portrayed the red macaw in one of its walls and in the other two a big gold fish. Therefore, he did uncountable art around Mato Grosso do Sul State, mainly into the touristic cities”.3E43E8AD-0B Inglês
Tradução | TranslationUFMS · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosRead Text to answer question.
The article analyzes the relationship of Indigenous Peoples with the public policy of Social Assistance (AS) in Brazil. Based on data collected during field work carried out in 2014, will analyze the case of the Indigenous Reserve of Dourados, Mato Grosso do Sul. In the first part, I characterize the unequal relationship between society and national state with Indigenous Peoples to, then approach the Welfare State politics as an opportunity to face the violation of rights resulting from the colonial siege. Then we will see if Dourados to illustrate the dilemmas and possibilities of autonomy and indigenous role faced with this public policy. It is expected to contribute to the discussion of statehood pointing concrete cases where the local implementation of AS policy is permeable to a greater or lesser extent, the demands of Indigenous Peoples by adaptation to their social organizations and worldviews.
(BORGES, Júlio César. Brazilian society has made us poor: Social Assistance and ethnic autonomy of Indiggenous Peoples. The case of Dourados, Mato Grosso do Sul. Horiz. antropol. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0104-71832016000200303&lng=en&nrm=iso&tlng=en>. Acesso em: 10 nov. 2018).
According to Text, translate the sentences correctly: “It is expected to contribute to the discussion of statehood pointing concrete cases where the local implementation of AS policy is permeable to a greater or lesser extent, the demands of Indigenous Peoples by adaptation to their social organizations and worldviews”.60E7B09B-09 Português
Análise sintáticaUEA · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosConsidere o texto de Rodrigo Duarte para responder à questão.
Um dos aspectos mais óbvios de nossa realidade – amplamente difundido em todo o mundo contemporâneo – é a divisão do tempo de cada um numa parte dedicada ao trabalho e noutra dedicada ao lazer. Mas essa realidade atual, por mais evidente que seja para nós, não deveria nos levar à crença enganosa de que terá sido sempre assim: a divisão entre tempo de trabalho e tempo livre – inexistente na Idade Média e no período que a sucedeu imediatamente – se consolidou apenas com o amadurecimento do modo de produção capitalista, isto é, após a chamada Revolução Industrial, que eliminou o trabalho produtivo realizado nas próprias casas dos trabalhadores (quase sempre com o auxílio de suas famílias), limitando as atividades à grande indústria: um estabelecimento exclusivamente dedicado à produção por meio de maquinário pesado, concentrando massas de operários em turnos de trabalhos previamente estabelecidos.
Na Idade Média, por um lado, a aristocracia, mesmo não tendo necessidade de se dedicar a qualquer trabalho produtivo, reservava para si atividades que, não obstante seu caráter socialmente obrigatório, eram também consideradas prazerosas. Os bailes e jantares, as festas e os concertos, as caçadas e a frequência às óperas eram parte integrante da vida cortesã e nobre.
Por outro lado, o horizonte vital das classes servis – e possivelmente também da burguesia em sua fase inicial – era dado pelo trabalho de sol a sol, com pouquíssimo tempo que extrapolasse a produção material. Esse exíguo período antes do sono preparador para a próxima jornada de trabalho, embora não deva ser entendido como tempo de lazer no sentido moderno do termo, provavelmente constituía o momento coletivo de se cantar e narrar, tempo que servia, ao mesmo tempo, como pretexto e elemento aglutinador para a comida e a bebida em comum.
(Indústria cultural: uma introdução, 2010.)
“Mas essa realidade atual, por mais evidente que seja para nós, não deveria nos levar à crença enganosa de que terá sido sempre assim” (1º parágrafo)No contexto em que se encontra, a locução sublinhada indica uma60E3A21E-09 Português
Interpretação de TextosUEA · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritosConsidere o texto de Rodrigo Duarte para responder à questão.
Um dos aspectos mais óbvios de nossa realidade – amplamente difundido em todo o mundo contemporâneo – é a divisão do tempo de cada um numa parte dedicada ao trabalho e noutra dedicada ao lazer. Mas essa realidade atual, por mais evidente que seja para nós, não deveria nos levar à crença enganosa de que terá sido sempre assim: a divisão entre tempo de trabalho e tempo livre – inexistente na Idade Média e no período que a sucedeu imediatamente – se consolidou apenas com o amadurecimento do modo de produção capitalista, isto é, após a chamada Revolução Industrial, que eliminou o trabalho produtivo realizado nas próprias casas dos trabalhadores (quase sempre com o auxílio de suas famílias), limitando as atividades à grande indústria: um estabelecimento exclusivamente dedicado à produção por meio de maquinário pesado, concentrando massas de operários em turnos de trabalhos previamente estabelecidos.
Na Idade Média, por um lado, a aristocracia, mesmo não tendo necessidade de se dedicar a qualquer trabalho produtivo, reservava para si atividades que, não obstante seu caráter socialmente obrigatório, eram também consideradas prazerosas. Os bailes e jantares, as festas e os concertos, as caçadas e a frequência às óperas eram parte integrante da vida cortesã e nobre.
Por outro lado, o horizonte vital das classes servis – e possivelmente também da burguesia em sua fase inicial – era dado pelo trabalho de sol a sol, com pouquíssimo tempo que extrapolasse a produção material. Esse exíguo período antes do sono preparador para a próxima jornada de trabalho, embora não deva ser entendido como tempo de lazer no sentido moderno do termo, provavelmente constituía o momento coletivo de se cantar e narrar, tempo que servia, ao mesmo tempo, como pretexto e elemento aglutinador para a comida e a bebida em comum.
(Indústria cultural: uma introdução, 2010.)
“um estabelecimento exclusivamente dedicado à produção por meio de maquinário pesado, concentrando massas de operários em turnos de trabalhos previamente estabelecidos” (1º parágrafo)O termo sublinhado, no contexto em que está inserido, indica que se trata de
60E00896-09 Português
Interpretação de TextosUEA · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosConsidere o texto de Rodrigo Duarte para responder à questão.
Um dos aspectos mais óbvios de nossa realidade – amplamente difundido em todo o mundo contemporâneo – é a divisão do tempo de cada um numa parte dedicada ao trabalho e noutra dedicada ao lazer. Mas essa realidade atual, por mais evidente que seja para nós, não deveria nos levar à crença enganosa de que terá sido sempre assim: a divisão entre tempo de trabalho e tempo livre – inexistente na Idade Média e no período que a sucedeu imediatamente – se consolidou apenas com o amadurecimento do modo de produção capitalista, isto é, após a chamada Revolução Industrial, que eliminou o trabalho produtivo realizado nas próprias casas dos trabalhadores (quase sempre com o auxílio de suas famílias), limitando as atividades à grande indústria: um estabelecimento exclusivamente dedicado à produção por meio de maquinário pesado, concentrando massas de operários em turnos de trabalhos previamente estabelecidos.
Na Idade Média, por um lado, a aristocracia, mesmo não tendo necessidade de se dedicar a qualquer trabalho produtivo, reservava para si atividades que, não obstante seu caráter socialmente obrigatório, eram também consideradas prazerosas. Os bailes e jantares, as festas e os concertos, as caçadas e a frequência às óperas eram parte integrante da vida cortesã e nobre.
Por outro lado, o horizonte vital das classes servis – e possivelmente também da burguesia em sua fase inicial – era dado pelo trabalho de sol a sol, com pouquíssimo tempo que extrapolasse a produção material. Esse exíguo período antes do sono preparador para a próxima jornada de trabalho, embora não deva ser entendido como tempo de lazer no sentido moderno do termo, provavelmente constituía o momento coletivo de se cantar e narrar, tempo que servia, ao mesmo tempo, como pretexto e elemento aglutinador para a comida e a bebida em comum.
(Indústria cultural: uma introdução, 2010.)
Segundo o texto, na Idade Média,60DCDA68-09 Português
Interpretação de TextosUEA · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia os versos do poema “Os estatutos do homem”, de Thiago de Mello, para responder às questões 32 e 33.
Artigo 12
Decreta-se que nada será obrigado nem proibido.
Tudo será permitido,
sobretudo brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.
(Estatutos do homem, 1986.)
No poema, expressam uma regra geral e um exemplo dessa regra, respectivamente,
60D9E0A0-09 Português
Interpretação de TextosUEA · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosO aparecimento de elementos de linguagem poética, fantasiosa, no interior de um formato tipicamente jurídico reafirma60D5EAFB-09 Literatura
ArcadismoUEA · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosNos anos em que atuaram estes escritores, a poesia brasileira percorreu os meandros do extremo subjetivismo, à Byron e à Musset. Alguns poetas adolescentes, mortos antes de tocarem a plena juventude, darão exemplo de toda uma temática emotiva de amor e morte, dúvida e ironia, entusiasmo e tédio.(Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira, 2006. Adaptado.)O texto refere-se60C50C3C-09 Português
Interpretação de TextosUEA · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosConsidere o poema de Chacal para responder à questão.
Beijo beijos
qual o sentido da palavra beijo?
ato de tocar com os lábios em alguém
ou alguma coisa, fazendo leve sucção; ósculo?
ou aquele que o cauã reymond deu na mariana
ximenes na novela?
ou aquele que você deu no daniel que só você sentiu?
que é diferente do que eu dei na dolores que nunca
vou esquecer.
já a gabi, sempre que sai de casa, dá em sua mãe
um beijo automático
parecido com os dois beijos de cumprimento que eu
dou numa garota
se estiver no rio, um em são paulo ou três em minas
gerais.
diferente ainda do beijo de despedida apaixonado que
você deu no julinho
quando ele foi para a austrália
diferente do derradeiro beijo no leito de morte que o
luís deu na laís, sua avó
ou do beijo da traição de judas ou do beijo que a
princesa deu no sapo.
diante de tantos sentidos diferentes da palavra beijo,
a melhor forma de saber o que significa é ir direto ao
assunto:
língua pra que te quero!
(Murundum, 2012.)
Os dois últimos versos do poema60C16F53-09 Português
Interpretação de TextosUEA · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritosConsidere o poema de Chacal para responder à questão.
Beijo beijos
qual o sentido da palavra beijo?
ato de tocar com os lábios em alguém
ou alguma coisa, fazendo leve sucção; ósculo?
ou aquele que o cauã reymond deu na mariana
ximenes na novela?
ou aquele que você deu no daniel que só você sentiu?
que é diferente do que eu dei na dolores que nunca
vou esquecer.
já a gabi, sempre que sai de casa, dá em sua mãe
um beijo automático
parecido com os dois beijos de cumprimento que eu
dou numa garota
se estiver no rio, um em são paulo ou três em minas
gerais.
diferente ainda do beijo de despedida apaixonado que
você deu no julinho
quando ele foi para a austrália
diferente do derradeiro beijo no leito de morte que o
luís deu na laís, sua avó
ou do beijo da traição de judas ou do beijo que a
princesa deu no sapo.
diante de tantos sentidos diferentes da palavra beijo,
a melhor forma de saber o que significa é ir direto ao
assunto:
língua pra que te quero!
(Murundum, 2012.)
Em grande parte da primeira estrofe, o eu lírico60BE5959-09 Física
MagnetismoUEA · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosNo sistema de referência representado na figura, os três eixos, x, y e z, são perpendiculares entre si. Tomando por base esse sistema, considere que em certa região do espaço esteja atuando um campo magnético uniforme na direção e no sentido do eixo x.
Em determinado instante, um elétron penetra nessa região com velocidade na direção e no sentido do eixo y. Nesse instante, o elétron ficará sujeito a uma força magnética
60BB5FA2-09 Física
EletricidadeUEA · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosO circuito representado na figura foi montado com a intenção de iluminar um mesmo ambiente de dois modos diferentes. Ele é constituído por dois geradores ideais de 100 V cada um, duas lâmpadas L idênticas de valores nominais (200 V – 100 W), uma chave ideal Ch e fios de resistência desprezível.
Sendo PA a potência dissipada pelas lâmpadas quando a chave é ligada na posição A e PB a potência dissipada pelas lâmpadas quando a chave é ligada na posição B, a razão PB/PA é