Questões do ENEM 2021

Questões aplicadas na prova de 2021, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

773 questões encontradas. Mostrando a página 2 de 39.

  • 21DD4119-8B

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2021Entre para guardar nos favoritos
    Examine o meme publicado pela comunidade “The Language Nerds” em sua conta no Facebook em 07.04.2021.


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2021


    Para obter seu efeito de humor, o meme explora a ambiguidade do termo 
    Escolha uma alternativa para a questão 21dd4119-8b
  • 21DB1D31-8B

    Literatura

    Arcadismo
    UNESP · 2021Entre para guardar nos favoritos
    O tópico clássico do locus amoenus está bem exemplificado nos seguintes versos do poeta Manuel Maria Barbosa du Bocage:
    Escolha uma alternativa para a questão 21db1d31-8b
  • 21D8CBFE-8B

    Português

    Sintaxe
    UNESP · 2021Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia a crônica “Almas penadas”, de Olavo Bilac, publicada originalmente em 1902.


       Outro fantasma?... é verdade: outro fantasma. Já tardava. O Rio de Janeiro não pode passar muito tempo sem o seu lobisomem. Parece que tudo aqui concorre para nos impelir ao amor do sobrenatural [...]. Agora, já se não adormecem as crianças com histórias de fadas e de almas do outro mundo. Mas, ainda há menos de cinquenta anos, este era um povo de beatos [...]. [...] Os tempos melhoraram, mas guardam ainda um pouco dessa primitiva credulidade. Inventar um fantasma é ainda um magnífico recurso para quem quer levar a bom termo qualquer grossa patifaria. As almas simples vão propagando o terror, e, sob a capa e a salvaguarda desse temor, os patifes vão rejubilando.

       O novo espectro que nos aparece é o de Catumbi. Começou a surgir vagamente, sem espalhafato, pelo pacato bairro — como um fantasma de grande e louvável modéstia. E tão esbatido1 passava o seu vulto na treva, tão sutilmente deslizava ao longo das casas adormecidas — que as primeiras pessoas que o viram não puderam em consciência dizer se era duende macho ou duende fêmea. [...] O fantasma não falava — naturalmente por saber de longa data que pela boca é que morrem os peixes e os fantasmas... Também, ninguém lhe falava — não por experiência, mas por medo. Porque, enfim, pode um homem ter nascido num século de luzes e de descrenças, e ter mamado o leite do liberalismo nos estafados seios da Revolução Francesa, e não acreditar nem em Deus nem no Diabo — e, apesar disso, sentir a voz presa na garganta, quando encontra na rua, a desoras2 , uma avantesma3 ... 

        Assim, um profundo mistério cercava a existência do lobisomem de Catumbi — quando começaram de aparecer vestígios assinalados de sua passagem, não já pelas ruas, mas pelo interior das casas. Não vades agora crer que se tenham sumido, por exemplo, as hóstias consagradas da igreja de Catumbi, ou que os empregados do cemitério de S. Francisco de Paula tenham achado alguma sepultura vazia, ou que algum circunspecto pai de família, certa manhã, ao despertar, tenha dado pela falta... da própria alma. Nada disso. Os fenômenos eram outros. Desta casa sumiram-se as arandelas, daquela outra as galinhas, daquela outra as joias... E a polícia, finalmente, adquiriu a convicção de que o lobisomem, para perpétua e suprema vergonha de toda a sua classe, andava acumulando novos pecados sobre os pecados antigos, e dando-se à prática de excessos menos merecedores de exorcismos que de cadeia.

        Dizem as folhas4 que a polícia, competentemente munida de bentinhos5 e de revólveres, de amuletos e de sabres, assaltou anteontem o reduto do fantasma. Um jornal, dando conta da diligência, disse que o delegado achou dentro da casa sinistra — um velho pardieiro6 que fica no topo de uma ladeira íngreme — alguns objetos singulares que pareciam instrumentos “pertencentes a gatunos”. E acrescentou: “alguns morcegos esvoaçavam espavoridos, tentando apagar as velas acesas que os sitiantes7 empunhavam”.

       Esta nota de morcegos deve ser um chique romântico do noticiarista. No fundo da alma de todo o repórter há sempre um poeta... Vamos lá! nestes tempos, que correm, já nem há morcegos. Esses feios quirópteros, esses medonhos ratos alados, companheiros clássicos do terror noturno, já não aparecem pelo bairro civilizado de Catumbi. Os animais, que esvoaçavam espavoridos, eram sem dúvida os frangões roubados aos quintais das casas... Ai dos fantasmas! e mal dos lobisomens! o seu tempo passou.


    (Olavo Bilac. Melhores crônicas, 2005.)


    1 esbatido: de tom pálido.

    2 a desoras: muito tarde.

    3 avantesma: alma do outro mundo, fantasma, espectro.

    4 folha: periódico diário, jornal.

    5 bentinho: objeto de devoção contendo orações escritas.

    6 pardieiro: prédio velho ou arruinado.

    7 sitiante: policial.
    A expressão sublinhada em “No fundo da alma de todo o repórter há sempre um poeta...” (5o parágrafo) exerce a mesma função sintática da expressão sublinhada em
    Escolha uma alternativa para a questão 21d8cbfe-8b
  • 21D6855E-8B

    Português

    Denotação e Conotação
    UNESP · 2021Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia a crônica “Almas penadas”, de Olavo Bilac, publicada originalmente em 1902.


       Outro fantasma?... é verdade: outro fantasma. Já tardava. O Rio de Janeiro não pode passar muito tempo sem o seu lobisomem. Parece que tudo aqui concorre para nos impelir ao amor do sobrenatural [...]. Agora, já se não adormecem as crianças com histórias de fadas e de almas do outro mundo. Mas, ainda há menos de cinquenta anos, este era um povo de beatos [...]. [...] Os tempos melhoraram, mas guardam ainda um pouco dessa primitiva credulidade. Inventar um fantasma é ainda um magnífico recurso para quem quer levar a bom termo qualquer grossa patifaria. As almas simples vão propagando o terror, e, sob a capa e a salvaguarda desse temor, os patifes vão rejubilando.

       O novo espectro que nos aparece é o de Catumbi. Começou a surgir vagamente, sem espalhafato, pelo pacato bairro — como um fantasma de grande e louvável modéstia. E tão esbatido1 passava o seu vulto na treva, tão sutilmente deslizava ao longo das casas adormecidas — que as primeiras pessoas que o viram não puderam em consciência dizer se era duende macho ou duende fêmea. [...] O fantasma não falava — naturalmente por saber de longa data que pela boca é que morrem os peixes e os fantasmas... Também, ninguém lhe falava — não por experiência, mas por medo. Porque, enfim, pode um homem ter nascido num século de luzes e de descrenças, e ter mamado o leite do liberalismo nos estafados seios da Revolução Francesa, e não acreditar nem em Deus nem no Diabo — e, apesar disso, sentir a voz presa na garganta, quando encontra na rua, a desoras2 , uma avantesma3 ... 

        Assim, um profundo mistério cercava a existência do lobisomem de Catumbi — quando começaram de aparecer vestígios assinalados de sua passagem, não já pelas ruas, mas pelo interior das casas. Não vades agora crer que se tenham sumido, por exemplo, as hóstias consagradas da igreja de Catumbi, ou que os empregados do cemitério de S. Francisco de Paula tenham achado alguma sepultura vazia, ou que algum circunspecto pai de família, certa manhã, ao despertar, tenha dado pela falta... da própria alma. Nada disso. Os fenômenos eram outros. Desta casa sumiram-se as arandelas, daquela outra as galinhas, daquela outra as joias... E a polícia, finalmente, adquiriu a convicção de que o lobisomem, para perpétua e suprema vergonha de toda a sua classe, andava acumulando novos pecados sobre os pecados antigos, e dando-se à prática de excessos menos merecedores de exorcismos que de cadeia.

        Dizem as folhas4 que a polícia, competentemente munida de bentinhos5 e de revólveres, de amuletos e de sabres, assaltou anteontem o reduto do fantasma. Um jornal, dando conta da diligência, disse que o delegado achou dentro da casa sinistra — um velho pardieiro6 que fica no topo de uma ladeira íngreme — alguns objetos singulares que pareciam instrumentos “pertencentes a gatunos”. E acrescentou: “alguns morcegos esvoaçavam espavoridos, tentando apagar as velas acesas que os sitiantes7 empunhavam”.

       Esta nota de morcegos deve ser um chique romântico do noticiarista. No fundo da alma de todo o repórter há sempre um poeta... Vamos lá! nestes tempos, que correm, já nem há morcegos. Esses feios quirópteros, esses medonhos ratos alados, companheiros clássicos do terror noturno, já não aparecem pelo bairro civilizado de Catumbi. Os animais, que esvoaçavam espavoridos, eram sem dúvida os frangões roubados aos quintais das casas... Ai dos fantasmas! e mal dos lobisomens! o seu tempo passou.


    (Olavo Bilac. Melhores crônicas, 2005.)


    1 esbatido: de tom pálido.

    2 a desoras: muito tarde.

    3 avantesma: alma do outro mundo, fantasma, espectro.

    4 folha: periódico diário, jornal.

    5 bentinho: objeto de devoção contendo orações escritas.

    6 pardieiro: prédio velho ou arruinado.

    7 sitiante: policial.
    Em “Vamos lá! nestes tempos, que correm, já nem há morcegos” (5o parágrafo), o termo sublinhado está empregado na mesma acepção do termo sublinhado em 
    Escolha uma alternativa para a questão 21d6855e-8b
  • 21D3D888-8B

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNESP · 2021Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia a crônica “Almas penadas”, de Olavo Bilac, publicada originalmente em 1902.


       Outro fantasma?... é verdade: outro fantasma. Já tardava. O Rio de Janeiro não pode passar muito tempo sem o seu lobisomem. Parece que tudo aqui concorre para nos impelir ao amor do sobrenatural [...]. Agora, já se não adormecem as crianças com histórias de fadas e de almas do outro mundo. Mas, ainda há menos de cinquenta anos, este era um povo de beatos [...]. [...] Os tempos melhoraram, mas guardam ainda um pouco dessa primitiva credulidade. Inventar um fantasma é ainda um magnífico recurso para quem quer levar a bom termo qualquer grossa patifaria. As almas simples vão propagando o terror, e, sob a capa e a salvaguarda desse temor, os patifes vão rejubilando.

       O novo espectro que nos aparece é o de Catumbi. Começou a surgir vagamente, sem espalhafato, pelo pacato bairro — como um fantasma de grande e louvável modéstia. E tão esbatido1 passava o seu vulto na treva, tão sutilmente deslizava ao longo das casas adormecidas — que as primeiras pessoas que o viram não puderam em consciência dizer se era duende macho ou duende fêmea. [...] O fantasma não falava — naturalmente por saber de longa data que pela boca é que morrem os peixes e os fantasmas... Também, ninguém lhe falava — não por experiência, mas por medo. Porque, enfim, pode um homem ter nascido num século de luzes e de descrenças, e ter mamado o leite do liberalismo nos estafados seios da Revolução Francesa, e não acreditar nem em Deus nem no Diabo — e, apesar disso, sentir a voz presa na garganta, quando encontra na rua, a desoras2 , uma avantesma3 ... 

        Assim, um profundo mistério cercava a existência do lobisomem de Catumbi — quando começaram de aparecer vestígios assinalados de sua passagem, não já pelas ruas, mas pelo interior das casas. Não vades agora crer que se tenham sumido, por exemplo, as hóstias consagradas da igreja de Catumbi, ou que os empregados do cemitério de S. Francisco de Paula tenham achado alguma sepultura vazia, ou que algum circunspecto pai de família, certa manhã, ao despertar, tenha dado pela falta... da própria alma. Nada disso. Os fenômenos eram outros. Desta casa sumiram-se as arandelas, daquela outra as galinhas, daquela outra as joias... E a polícia, finalmente, adquiriu a convicção de que o lobisomem, para perpétua e suprema vergonha de toda a sua classe, andava acumulando novos pecados sobre os pecados antigos, e dando-se à prática de excessos menos merecedores de exorcismos que de cadeia.

        Dizem as folhas4 que a polícia, competentemente munida de bentinhos5 e de revólveres, de amuletos e de sabres, assaltou anteontem o reduto do fantasma. Um jornal, dando conta da diligência, disse que o delegado achou dentro da casa sinistra — um velho pardieiro6 que fica no topo de uma ladeira íngreme — alguns objetos singulares que pareciam instrumentos “pertencentes a gatunos”. E acrescentou: “alguns morcegos esvoaçavam espavoridos, tentando apagar as velas acesas que os sitiantes7 empunhavam”.

       Esta nota de morcegos deve ser um chique romântico do noticiarista. No fundo da alma de todo o repórter há sempre um poeta... Vamos lá! nestes tempos, que correm, já nem há morcegos. Esses feios quirópteros, esses medonhos ratos alados, companheiros clássicos do terror noturno, já não aparecem pelo bairro civilizado de Catumbi. Os animais, que esvoaçavam espavoridos, eram sem dúvida os frangões roubados aos quintais das casas... Ai dos fantasmas! e mal dos lobisomens! o seu tempo passou.


    (Olavo Bilac. Melhores crônicas, 2005.)


    1 esbatido: de tom pálido.

    2 a desoras: muito tarde.

    3 avantesma: alma do outro mundo, fantasma, espectro.

    4 folha: periódico diário, jornal.

    5 bentinho: objeto de devoção contendo orações escritas.

    6 pardieiro: prédio velho ou arruinado.

    7 sitiante: policial.
    Em “o lobisomem, para perpétua e suprema vergonha de toda a sua classe, andava acumulando novos pecados sobre os pecados antigos, e dando-se à prática de excessos menos merecedores de exorcismos que de cadeia” (3o parágrafo), o trecho sublinhado constitui um exemplo de
    Escolha uma alternativa para a questão 21d3d888-8b
  • 21D18BB7-8B

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    UNESP · 2021Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia a crônica “Almas penadas”, de Olavo Bilac, publicada originalmente em 1902.


       Outro fantasma?... é verdade: outro fantasma. Já tardava. O Rio de Janeiro não pode passar muito tempo sem o seu lobisomem. Parece que tudo aqui concorre para nos impelir ao amor do sobrenatural [...]. Agora, já se não adormecem as crianças com histórias de fadas e de almas do outro mundo. Mas, ainda há menos de cinquenta anos, este era um povo de beatos [...]. [...] Os tempos melhoraram, mas guardam ainda um pouco dessa primitiva credulidade. Inventar um fantasma é ainda um magnífico recurso para quem quer levar a bom termo qualquer grossa patifaria. As almas simples vão propagando o terror, e, sob a capa e a salvaguarda desse temor, os patifes vão rejubilando.

       O novo espectro que nos aparece é o de Catumbi. Começou a surgir vagamente, sem espalhafato, pelo pacato bairro — como um fantasma de grande e louvável modéstia. E tão esbatido1 passava o seu vulto na treva, tão sutilmente deslizava ao longo das casas adormecidas — que as primeiras pessoas que o viram não puderam em consciência dizer se era duende macho ou duende fêmea. [...] O fantasma não falava — naturalmente por saber de longa data que pela boca é que morrem os peixes e os fantasmas... Também, ninguém lhe falava — não por experiência, mas por medo. Porque, enfim, pode um homem ter nascido num século de luzes e de descrenças, e ter mamado o leite do liberalismo nos estafados seios da Revolução Francesa, e não acreditar nem em Deus nem no Diabo — e, apesar disso, sentir a voz presa na garganta, quando encontra na rua, a desoras2 , uma avantesma3 ... 

        Assim, um profundo mistério cercava a existência do lobisomem de Catumbi — quando começaram de aparecer vestígios assinalados de sua passagem, não já pelas ruas, mas pelo interior das casas. Não vades agora crer que se tenham sumido, por exemplo, as hóstias consagradas da igreja de Catumbi, ou que os empregados do cemitério de S. Francisco de Paula tenham achado alguma sepultura vazia, ou que algum circunspecto pai de família, certa manhã, ao despertar, tenha dado pela falta... da própria alma. Nada disso. Os fenômenos eram outros. Desta casa sumiram-se as arandelas, daquela outra as galinhas, daquela outra as joias... E a polícia, finalmente, adquiriu a convicção de que o lobisomem, para perpétua e suprema vergonha de toda a sua classe, andava acumulando novos pecados sobre os pecados antigos, e dando-se à prática de excessos menos merecedores de exorcismos que de cadeia.

        Dizem as folhas4 que a polícia, competentemente munida de bentinhos5 e de revólveres, de amuletos e de sabres, assaltou anteontem o reduto do fantasma. Um jornal, dando conta da diligência, disse que o delegado achou dentro da casa sinistra — um velho pardieiro6 que fica no topo de uma ladeira íngreme — alguns objetos singulares que pareciam instrumentos “pertencentes a gatunos”. E acrescentou: “alguns morcegos esvoaçavam espavoridos, tentando apagar as velas acesas que os sitiantes7 empunhavam”.

       Esta nota de morcegos deve ser um chique romântico do noticiarista. No fundo da alma de todo o repórter há sempre um poeta... Vamos lá! nestes tempos, que correm, já nem há morcegos. Esses feios quirópteros, esses medonhos ratos alados, companheiros clássicos do terror noturno, já não aparecem pelo bairro civilizado de Catumbi. Os animais, que esvoaçavam espavoridos, eram sem dúvida os frangões roubados aos quintais das casas... Ai dos fantasmas! e mal dos lobisomens! o seu tempo passou.


    (Olavo Bilac. Melhores crônicas, 2005.)


    1 esbatido: de tom pálido.

    2 a desoras: muito tarde.

    3 avantesma: alma do outro mundo, fantasma, espectro.

    4 folha: periódico diário, jornal.

    5 bentinho: objeto de devoção contendo orações escritas.

    6 pardieiro: prédio velho ou arruinado.

    7 sitiante: policial.
    Constitui exemplo de interação do cronista com o leitor o trecho
    Escolha uma alternativa para a questão 21d18bb7-8b
  • 21CF371F-8B

    Português

    Denotação e Conotação
    UNESP · 2021Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia a crônica “Almas penadas”, de Olavo Bilac, publicada originalmente em 1902.


       Outro fantasma?... é verdade: outro fantasma. Já tardava. O Rio de Janeiro não pode passar muito tempo sem o seu lobisomem. Parece que tudo aqui concorre para nos impelir ao amor do sobrenatural [...]. Agora, já se não adormecem as crianças com histórias de fadas e de almas do outro mundo. Mas, ainda há menos de cinquenta anos, este era um povo de beatos [...]. [...] Os tempos melhoraram, mas guardam ainda um pouco dessa primitiva credulidade. Inventar um fantasma é ainda um magnífico recurso para quem quer levar a bom termo qualquer grossa patifaria. As almas simples vão propagando o terror, e, sob a capa e a salvaguarda desse temor, os patifes vão rejubilando.

       O novo espectro que nos aparece é o de Catumbi. Começou a surgir vagamente, sem espalhafato, pelo pacato bairro — como um fantasma de grande e louvável modéstia. E tão esbatido1 passava o seu vulto na treva, tão sutilmente deslizava ao longo das casas adormecidas — que as primeiras pessoas que o viram não puderam em consciência dizer se era duende macho ou duende fêmea. [...] O fantasma não falava — naturalmente por saber de longa data que pela boca é que morrem os peixes e os fantasmas... Também, ninguém lhe falava — não por experiência, mas por medo. Porque, enfim, pode um homem ter nascido num século de luzes e de descrenças, e ter mamado o leite do liberalismo nos estafados seios da Revolução Francesa, e não acreditar nem em Deus nem no Diabo — e, apesar disso, sentir a voz presa na garganta, quando encontra na rua, a desoras2 , uma avantesma3 ... 

        Assim, um profundo mistério cercava a existência do lobisomem de Catumbi — quando começaram de aparecer vestígios assinalados de sua passagem, não já pelas ruas, mas pelo interior das casas. Não vades agora crer que se tenham sumido, por exemplo, as hóstias consagradas da igreja de Catumbi, ou que os empregados do cemitério de S. Francisco de Paula tenham achado alguma sepultura vazia, ou que algum circunspecto pai de família, certa manhã, ao despertar, tenha dado pela falta... da própria alma. Nada disso. Os fenômenos eram outros. Desta casa sumiram-se as arandelas, daquela outra as galinhas, daquela outra as joias... E a polícia, finalmente, adquiriu a convicção de que o lobisomem, para perpétua e suprema vergonha de toda a sua classe, andava acumulando novos pecados sobre os pecados antigos, e dando-se à prática de excessos menos merecedores de exorcismos que de cadeia.

        Dizem as folhas4 que a polícia, competentemente munida de bentinhos5 e de revólveres, de amuletos e de sabres, assaltou anteontem o reduto do fantasma. Um jornal, dando conta da diligência, disse que o delegado achou dentro da casa sinistra — um velho pardieiro6 que fica no topo de uma ladeira íngreme — alguns objetos singulares que pareciam instrumentos “pertencentes a gatunos”. E acrescentou: “alguns morcegos esvoaçavam espavoridos, tentando apagar as velas acesas que os sitiantes7 empunhavam”.

       Esta nota de morcegos deve ser um chique romântico do noticiarista. No fundo da alma de todo o repórter há sempre um poeta... Vamos lá! nestes tempos, que correm, já nem há morcegos. Esses feios quirópteros, esses medonhos ratos alados, companheiros clássicos do terror noturno, já não aparecem pelo bairro civilizado de Catumbi. Os animais, que esvoaçavam espavoridos, eram sem dúvida os frangões roubados aos quintais das casas... Ai dos fantasmas! e mal dos lobisomens! o seu tempo passou.


    (Olavo Bilac. Melhores crônicas, 2005.)


    1 esbatido: de tom pálido.

    2 a desoras: muito tarde.

    3 avantesma: alma do outro mundo, fantasma, espectro.

    4 folha: periódico diário, jornal.

    5 bentinho: objeto de devoção contendo orações escritas.

    6 pardieiro: prédio velho ou arruinado.

    7 sitiante: policial.
    “Porque, enfim, pode um homem ter nascido num século de luzes e de descrenças, e ter mamado o leite do liberalismo nos estafados seios da Revolução Francesa, e não acreditar nem em Deus nem no Diabo — e, apesar disso, sentir a voz presa na garganta, quando encontra na rua, a desoras, uma avantesma...” (2o parágrafo)


    Nesse trecho, o cronista acaba por desconstruir a oposição entre
    Escolha uma alternativa para a questão 21cf371f-8b
  • 21CC9BC7-8B

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2021Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia a crônica “Almas penadas”, de Olavo Bilac, publicada originalmente em 1902.


       Outro fantasma?... é verdade: outro fantasma. Já tardava. O Rio de Janeiro não pode passar muito tempo sem o seu lobisomem. Parece que tudo aqui concorre para nos impelir ao amor do sobrenatural [...]. Agora, já se não adormecem as crianças com histórias de fadas e de almas do outro mundo. Mas, ainda há menos de cinquenta anos, este era um povo de beatos [...]. [...] Os tempos melhoraram, mas guardam ainda um pouco dessa primitiva credulidade. Inventar um fantasma é ainda um magnífico recurso para quem quer levar a bom termo qualquer grossa patifaria. As almas simples vão propagando o terror, e, sob a capa e a salvaguarda desse temor, os patifes vão rejubilando.

       O novo espectro que nos aparece é o de Catumbi. Começou a surgir vagamente, sem espalhafato, pelo pacato bairro — como um fantasma de grande e louvável modéstia. E tão esbatido1 passava o seu vulto na treva, tão sutilmente deslizava ao longo das casas adormecidas — que as primeiras pessoas que o viram não puderam em consciência dizer se era duende macho ou duende fêmea. [...] O fantasma não falava — naturalmente por saber de longa data que pela boca é que morrem os peixes e os fantasmas... Também, ninguém lhe falava — não por experiência, mas por medo. Porque, enfim, pode um homem ter nascido num século de luzes e de descrenças, e ter mamado o leite do liberalismo nos estafados seios da Revolução Francesa, e não acreditar nem em Deus nem no Diabo — e, apesar disso, sentir a voz presa na garganta, quando encontra na rua, a desoras2 , uma avantesma3 ... 

        Assim, um profundo mistério cercava a existência do lobisomem de Catumbi — quando começaram de aparecer vestígios assinalados de sua passagem, não já pelas ruas, mas pelo interior das casas. Não vades agora crer que se tenham sumido, por exemplo, as hóstias consagradas da igreja de Catumbi, ou que os empregados do cemitério de S. Francisco de Paula tenham achado alguma sepultura vazia, ou que algum circunspecto pai de família, certa manhã, ao despertar, tenha dado pela falta... da própria alma. Nada disso. Os fenômenos eram outros. Desta casa sumiram-se as arandelas, daquela outra as galinhas, daquela outra as joias... E a polícia, finalmente, adquiriu a convicção de que o lobisomem, para perpétua e suprema vergonha de toda a sua classe, andava acumulando novos pecados sobre os pecados antigos, e dando-se à prática de excessos menos merecedores de exorcismos que de cadeia.

        Dizem as folhas4 que a polícia, competentemente munida de bentinhos5 e de revólveres, de amuletos e de sabres, assaltou anteontem o reduto do fantasma. Um jornal, dando conta da diligência, disse que o delegado achou dentro da casa sinistra — um velho pardieiro6 que fica no topo de uma ladeira íngreme — alguns objetos singulares que pareciam instrumentos “pertencentes a gatunos”. E acrescentou: “alguns morcegos esvoaçavam espavoridos, tentando apagar as velas acesas que os sitiantes7 empunhavam”.

       Esta nota de morcegos deve ser um chique romântico do noticiarista. No fundo da alma de todo o repórter há sempre um poeta... Vamos lá! nestes tempos, que correm, já nem há morcegos. Esses feios quirópteros, esses medonhos ratos alados, companheiros clássicos do terror noturno, já não aparecem pelo bairro civilizado de Catumbi. Os animais, que esvoaçavam espavoridos, eram sem dúvida os frangões roubados aos quintais das casas... Ai dos fantasmas! e mal dos lobisomens! o seu tempo passou.


    (Olavo Bilac. Melhores crônicas, 2005.)


    1 esbatido: de tom pálido.

    2 a desoras: muito tarde.

    3 avantesma: alma do outro mundo, fantasma, espectro.

    4 folha: periódico diário, jornal.

    5 bentinho: objeto de devoção contendo orações escritas.

    6 pardieiro: prédio velho ou arruinado.

    7 sitiante: policial.
    Em relação à reportagem sobre a diligência policial (4o e 5o parágrafos), o cronista destaca seu caráter
    Escolha uma alternativa para a questão 21cc9bc7-8b
  • 21C770BE-8B

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2021Entre para guardar nos favoritos

    Examine o cartum de Pietro Soldi, publicado em sua conta do Instagram em 11.09.2019.



    Imagem da questão de Português, da prova de 2021


    Depreende-se do cartum que o motorista

    Escolha uma alternativa para a questão 21c770be-8b
  • 3CB5CE7E-73

    Espanhol

    Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2021Entre para guardar nos favoritos
    Tras leer el texto, conteste a la pregunta que se ofrece a continuación.

    Estrés, ansiedad y agotamiento, tres impactos del teletrabajo en la salud mental

    Antes de la pandemia causada por el nuevo coronavirus, el teletrabajo parecía para muchas empresas como un bono de calidad de vida para los empleados. Ahora se ha convertido, para ciertos trabajadores, en un castigo más que en un premio.
    Muchas personas están sufriendo estrés y ansiedad durante las cuarentenas impuestas para frenar la pandemia, acompañadas de síntomas físicos como insomnio, pérdida de apetito, vómito, mal genio, irritabilidad y cambios bruscos en el estado del ánimo.
    La psiquiatra Victoria Pérez Restrepo explica que otro de los problemas que afecta emocionalmente a las personas es que los horarios han cambiado y no se están respetando los patrones del sueño. A muchos empleados les coordinan reuniones al mediodía, que afectan la hora del almuerzo en familia. A otros los convocan a las 8:00 o 9:00 de la noche para trabajar porque muchos jefes consideran equivocadamente que, al tenerlos disponibles en sus casas, sus subalternos pueden trabajar a cualquier hora del día.
    No tener horarios establecidos para comer ni para trabajar, ni dormir, genera cansancio y estrés. De hecho, lo que más reportan los pacientes de Pérez es un agotamiento por la falta de límites entre la vida privada y el trabajo.
    Esto está muy relacionado con que, en muchos países, el teletrabajo no era común y no está regulado, con lo cual ni las empresas ni los jefes tenían claro antes de la pandemia cómo era trabajar desde la casa y fuera de la oficina. La pandemia lo convirtió en obligatorio y no todo el mundo estaba preparado para ello.
    Esto es aún más difícil para las familias con hijos pequeños que siguen en clases virtuales porque los padres han tenido que convertirse en profesores y, además de atender la oficina y el arreglo de la casa, también han tenido que hacerse responsables de la educación de sus hijos.
    Marcelo Cabrol, gerente del sector social del Banco Interamericano de Desarrollo (BID) señaló a este medio que en los estudios del banco han encontrado que en América Latina quien se está haciendo cargo de la educación de los hijos y de sus responsabilidades con los colegios ahora con la educación virtual son las mujeres, por lo que ellas asumen todavía más cargas en esta pandemia.
    Las psiquiatras consultadas explican que una manera de paliar los problemas del teletrabajo es iniciar el día como si se saliera de la casa para ir a trabajar y evitar quedarse en la ropa cómoda o trabajar desde la cama, además de procurar mantener las rutinas de alimentación, que no se pierda el horario para almorzar y para desayunar. 
    También recomiendan hacer ejercicio. Es muy importante hacer alguna actividad física porque esto hace descansar, relaja y genera bienestar.
    Por último, Pérez recomienda a las personas que se cuiden mucho del alcohol, pues existe un riesgo alto de que se consuma más para sentirse relajado y buscar bienestar. En el largo plazo, dice la experta, este hábito afectará el estado de ánimo y los ritmos de sueño del cuerpo. Todo esto, mientras se desarrollan soluciones estructurales que regulen el teletrabajo para garantizar el respeto a los derechos laborales de los empleados.
    Juanita y María Ángela tratan de lidiar con sus angustias y pensar en lo bueno del teletrabajo. Para la primera, no manejar tantas horas y comer más sano pues prepara sus alimentos en la casa, y para la segunda, poder acompañar a su hermana que vive en el mismo edificio y está en muy malas condiciones de salud. “Mi situación familiar es muy difícil, pero lo que me ha generado más estrés es esa plataforma y yo no soy una millenial, yo no tengo ese chip de la tecnología”, dice.
    A diferencia de ellas dos, Felipe Jaramillo es un consultor financiero que desde hace muchos años trabaja desde su casa, tiene un espacio físico para ello, y no ha sentido cambios por la pandemia, pero tiene claro que el teletrabajo no es para todas las personas y que existen aquellas que necesitan estar en una oficina, tener contacto con los demás y separar su casa del trabajo.

    Catalina Gallo, en: https://www.france24.com/es, el 15/01/2021.
    A continuación, leerá algunas afirmaciones relacionadas a las conclusiones del texto.

    I. Mucha gente ha podido sacar provecho de los cambios laborables causados por la pandemia.

    II. Sólo aquellos que ya trabajaban en casa antes de la pandemia han logrado éxito.

    III. El teletrabajo necesita estar regulado para garantizar los derechos de los trabajadores.

    Señale: 
    Escolha uma alternativa para a questão 3cb5ce7e-73
  • 3CB33F6F-73

    Espanhol

    Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
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    Tras leer el texto, conteste a la pregunta que se ofrece a continuación.

    Estrés, ansiedad y agotamiento, tres impactos del teletrabajo en la salud mental

    Antes de la pandemia causada por el nuevo coronavirus, el teletrabajo parecía para muchas empresas como un bono de calidad de vida para los empleados. Ahora se ha convertido, para ciertos trabajadores, en un castigo más que en un premio.
    Muchas personas están sufriendo estrés y ansiedad durante las cuarentenas impuestas para frenar la pandemia, acompañadas de síntomas físicos como insomnio, pérdida de apetito, vómito, mal genio, irritabilidad y cambios bruscos en el estado del ánimo.
    La psiquiatra Victoria Pérez Restrepo explica que otro de los problemas que afecta emocionalmente a las personas es que los horarios han cambiado y no se están respetando los patrones del sueño. A muchos empleados les coordinan reuniones al mediodía, que afectan la hora del almuerzo en familia. A otros los convocan a las 8:00 o 9:00 de la noche para trabajar porque muchos jefes consideran equivocadamente que, al tenerlos disponibles en sus casas, sus subalternos pueden trabajar a cualquier hora del día.
    No tener horarios establecidos para comer ni para trabajar, ni dormir, genera cansancio y estrés. De hecho, lo que más reportan los pacientes de Pérez es un agotamiento por la falta de límites entre la vida privada y el trabajo.
    Esto está muy relacionado con que, en muchos países, el teletrabajo no era común y no está regulado, con lo cual ni las empresas ni los jefes tenían claro antes de la pandemia cómo era trabajar desde la casa y fuera de la oficina. La pandemia lo convirtió en obligatorio y no todo el mundo estaba preparado para ello.
    Esto es aún más difícil para las familias con hijos pequeños que siguen en clases virtuales porque los padres han tenido que convertirse en profesores y, además de atender la oficina y el arreglo de la casa, también han tenido que hacerse responsables de la educación de sus hijos.
    Marcelo Cabrol, gerente del sector social del Banco Interamericano de Desarrollo (BID) señaló a este medio que en los estudios del banco han encontrado que en América Latina quien se está haciendo cargo de la educación de los hijos y de sus responsabilidades con los colegios ahora con la educación virtual son las mujeres, por lo que ellas asumen todavía más cargas en esta pandemia.
    Las psiquiatras consultadas explican que una manera de paliar los problemas del teletrabajo es iniciar el día como si se saliera de la casa para ir a trabajar y evitar quedarse en la ropa cómoda o trabajar desde la cama, además de procurar mantener las rutinas de alimentación, que no se pierda el horario para almorzar y para desayunar. 
    También recomiendan hacer ejercicio. Es muy importante hacer alguna actividad física porque esto hace descansar, relaja y genera bienestar.
    Por último, Pérez recomienda a las personas que se cuiden mucho del alcohol, pues existe un riesgo alto de que se consuma más para sentirse relajado y buscar bienestar. En el largo plazo, dice la experta, este hábito afectará el estado de ánimo y los ritmos de sueño del cuerpo. Todo esto, mientras se desarrollan soluciones estructurales que regulen el teletrabajo para garantizar el respeto a los derechos laborales de los empleados.
    Juanita y María Ángela tratan de lidiar con sus angustias y pensar en lo bueno del teletrabajo. Para la primera, no manejar tantas horas y comer más sano pues prepara sus alimentos en la casa, y para la segunda, poder acompañar a su hermana que vive en el mismo edificio y está en muy malas condiciones de salud. “Mi situación familiar es muy difícil, pero lo que me ha generado más estrés es esa plataforma y yo no soy una millenial, yo no tengo ese chip de la tecnología”, dice.
    A diferencia de ellas dos, Felipe Jaramillo es un consultor financiero que desde hace muchos años trabaja desde su casa, tiene un espacio físico para ello, y no ha sentido cambios por la pandemia, pero tiene claro que el teletrabajo no es para todas las personas y que existen aquellas que necesitan estar en una oficina, tener contacto con los demás y separar su casa del trabajo.

    Catalina Gallo, en: https://www.france24.com/es, el 15/01/2021.
    El texto menciona algunos consejos. La opción que presenta el ítem que puede generar consecuencias más dañinas al cuerpo es  
    Escolha uma alternativa para a questão 3cb33f6f-73
  • 3CB0AAC2-73

    Espanhol

    Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
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    Tras leer el texto, conteste a la pregunta que se ofrece a continuación.

    Estrés, ansiedad y agotamiento, tres impactos del teletrabajo en la salud mental

    Antes de la pandemia causada por el nuevo coronavirus, el teletrabajo parecía para muchas empresas como un bono de calidad de vida para los empleados. Ahora se ha convertido, para ciertos trabajadores, en un castigo más que en un premio.
    Muchas personas están sufriendo estrés y ansiedad durante las cuarentenas impuestas para frenar la pandemia, acompañadas de síntomas físicos como insomnio, pérdida de apetito, vómito, mal genio, irritabilidad y cambios bruscos en el estado del ánimo.
    La psiquiatra Victoria Pérez Restrepo explica que otro de los problemas que afecta emocionalmente a las personas es que los horarios han cambiado y no se están respetando los patrones del sueño. A muchos empleados les coordinan reuniones al mediodía, que afectan la hora del almuerzo en familia. A otros los convocan a las 8:00 o 9:00 de la noche para trabajar porque muchos jefes consideran equivocadamente que, al tenerlos disponibles en sus casas, sus subalternos pueden trabajar a cualquier hora del día.
    No tener horarios establecidos para comer ni para trabajar, ni dormir, genera cansancio y estrés. De hecho, lo que más reportan los pacientes de Pérez es un agotamiento por la falta de límites entre la vida privada y el trabajo.
    Esto está muy relacionado con que, en muchos países, el teletrabajo no era común y no está regulado, con lo cual ni las empresas ni los jefes tenían claro antes de la pandemia cómo era trabajar desde la casa y fuera de la oficina. La pandemia lo convirtió en obligatorio y no todo el mundo estaba preparado para ello.
    Esto es aún más difícil para las familias con hijos pequeños que siguen en clases virtuales porque los padres han tenido que convertirse en profesores y, además de atender la oficina y el arreglo de la casa, también han tenido que hacerse responsables de la educación de sus hijos.
    Marcelo Cabrol, gerente del sector social del Banco Interamericano de Desarrollo (BID) señaló a este medio que en los estudios del banco han encontrado que en América Latina quien se está haciendo cargo de la educación de los hijos y de sus responsabilidades con los colegios ahora con la educación virtual son las mujeres, por lo que ellas asumen todavía más cargas en esta pandemia.
    Las psiquiatras consultadas explican que una manera de paliar los problemas del teletrabajo es iniciar el día como si se saliera de la casa para ir a trabajar y evitar quedarse en la ropa cómoda o trabajar desde la cama, además de procurar mantener las rutinas de alimentación, que no se pierda el horario para almorzar y para desayunar. 
    También recomiendan hacer ejercicio. Es muy importante hacer alguna actividad física porque esto hace descansar, relaja y genera bienestar.
    Por último, Pérez recomienda a las personas que se cuiden mucho del alcohol, pues existe un riesgo alto de que se consuma más para sentirse relajado y buscar bienestar. En el largo plazo, dice la experta, este hábito afectará el estado de ánimo y los ritmos de sueño del cuerpo. Todo esto, mientras se desarrollan soluciones estructurales que regulen el teletrabajo para garantizar el respeto a los derechos laborales de los empleados.
    Juanita y María Ángela tratan de lidiar con sus angustias y pensar en lo bueno del teletrabajo. Para la primera, no manejar tantas horas y comer más sano pues prepara sus alimentos en la casa, y para la segunda, poder acompañar a su hermana que vive en el mismo edificio y está en muy malas condiciones de salud. “Mi situación familiar es muy difícil, pero lo que me ha generado más estrés es esa plataforma y yo no soy una millenial, yo no tengo ese chip de la tecnología”, dice.
    A diferencia de ellas dos, Felipe Jaramillo es un consultor financiero que desde hace muchos años trabaja desde su casa, tiene un espacio físico para ello, y no ha sentido cambios por la pandemia, pero tiene claro que el teletrabajo no es para todas las personas y que existen aquellas que necesitan estar en una oficina, tener contacto con los demás y separar su casa del trabajo.

    Catalina Gallo, en: https://www.france24.com/es, el 15/01/2021.

    En el fragmento: “una manera de paliar los problemas...” (l. 45/46), el vocablo destacado puede sustituirse, en español, sin alterarle el significado por  

    Escolha uma alternativa para a questão 3cb0aac2-73
  • 3CABBF62-73

    Espanhol

    Conjunções | Conjunciones
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    Tras leer el texto, conteste a la pregunta que se ofrece a continuación.

    Estrés, ansiedad y agotamiento, tres impactos del teletrabajo en la salud mental

    Antes de la pandemia causada por el nuevo coronavirus, el teletrabajo parecía para muchas empresas como un bono de calidad de vida para los empleados. Ahora se ha convertido, para ciertos trabajadores, en un castigo más que en un premio.
    Muchas personas están sufriendo estrés y ansiedad durante las cuarentenas impuestas para frenar la pandemia, acompañadas de síntomas físicos como insomnio, pérdida de apetito, vómito, mal genio, irritabilidad y cambios bruscos en el estado del ánimo.
    La psiquiatra Victoria Pérez Restrepo explica que otro de los problemas que afecta emocionalmente a las personas es que los horarios han cambiado y no se están respetando los patrones del sueño. A muchos empleados les coordinan reuniones al mediodía, que afectan la hora del almuerzo en familia. A otros los convocan a las 8:00 o 9:00 de la noche para trabajar porque muchos jefes consideran equivocadamente que, al tenerlos disponibles en sus casas, sus subalternos pueden trabajar a cualquier hora del día.
    No tener horarios establecidos para comer ni para trabajar, ni dormir, genera cansancio y estrés. De hecho, lo que más reportan los pacientes de Pérez es un agotamiento por la falta de límites entre la vida privada y el trabajo.
    Esto está muy relacionado con que, en muchos países, el teletrabajo no era común y no está regulado, con lo cual ni las empresas ni los jefes tenían claro antes de la pandemia cómo era trabajar desde la casa y fuera de la oficina. La pandemia lo convirtió en obligatorio y no todo el mundo estaba preparado para ello.
    Esto es aún más difícil para las familias con hijos pequeños que siguen en clases virtuales porque los padres han tenido que convertirse en profesores y, además de atender la oficina y el arreglo de la casa, también han tenido que hacerse responsables de la educación de sus hijos.
    Marcelo Cabrol, gerente del sector social del Banco Interamericano de Desarrollo (BID) señaló a este medio que en los estudios del banco han encontrado que en América Latina quien se está haciendo cargo de la educación de los hijos y de sus responsabilidades con los colegios ahora con la educación virtual son las mujeres, por lo que ellas asumen todavía más cargas en esta pandemia.
    Las psiquiatras consultadas explican que una manera de paliar los problemas del teletrabajo es iniciar el día como si se saliera de la casa para ir a trabajar y evitar quedarse en la ropa cómoda o trabajar desde la cama, además de procurar mantener las rutinas de alimentación, que no se pierda el horario para almorzar y para desayunar. 
    También recomiendan hacer ejercicio. Es muy importante hacer alguna actividad física porque esto hace descansar, relaja y genera bienestar.
    Por último, Pérez recomienda a las personas que se cuiden mucho del alcohol, pues existe un riesgo alto de que se consuma más para sentirse relajado y buscar bienestar. En el largo plazo, dice la experta, este hábito afectará el estado de ánimo y los ritmos de sueño del cuerpo. Todo esto, mientras se desarrollan soluciones estructurales que regulen el teletrabajo para garantizar el respeto a los derechos laborales de los empleados.
    Juanita y María Ángela tratan de lidiar con sus angustias y pensar en lo bueno del teletrabajo. Para la primera, no manejar tantas horas y comer más sano pues prepara sus alimentos en la casa, y para la segunda, poder acompañar a su hermana que vive en el mismo edificio y está en muy malas condiciones de salud. “Mi situación familiar es muy difícil, pero lo que me ha generado más estrés es esa plataforma y yo no soy una millenial, yo no tengo ese chip de la tecnología”, dice.
    A diferencia de ellas dos, Felipe Jaramillo es un consultor financiero que desde hace muchos años trabaja desde su casa, tiene un espacio físico para ello, y no ha sentido cambios por la pandemia, pero tiene claro que el teletrabajo no es para todas las personas y que existen aquellas que necesitan estar en una oficina, tener contacto con los demás y separar su casa del trabajo.

    Catalina Gallo, en: https://www.france24.com/es, el 15/01/2021.
    En el fragmento: “ porque los padres han tenido que convertirse en profesores...” (l. 32/33).

    La conjunción destacada introduce una idea de  
    Escolha uma alternativa para a questão 3cabbf62-73
  • 3CA9116A-73

    Espanhol

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    Tras leer el texto, conteste a la pregunta que se ofrece a continuación.

    Estrés, ansiedad y agotamiento, tres impactos del teletrabajo en la salud mental

    Antes de la pandemia causada por el nuevo coronavirus, el teletrabajo parecía para muchas empresas como un bono de calidad de vida para los empleados. Ahora se ha convertido, para ciertos trabajadores, en un castigo más que en un premio.
    Muchas personas están sufriendo estrés y ansiedad durante las cuarentenas impuestas para frenar la pandemia, acompañadas de síntomas físicos como insomnio, pérdida de apetito, vómito, mal genio, irritabilidad y cambios bruscos en el estado del ánimo.
    La psiquiatra Victoria Pérez Restrepo explica que otro de los problemas que afecta emocionalmente a las personas es que los horarios han cambiado y no se están respetando los patrones del sueño. A muchos empleados les coordinan reuniones al mediodía, que afectan la hora del almuerzo en familia. A otros los convocan a las 8:00 o 9:00 de la noche para trabajar porque muchos jefes consideran equivocadamente que, al tenerlos disponibles en sus casas, sus subalternos pueden trabajar a cualquier hora del día.
    No tener horarios establecidos para comer ni para trabajar, ni dormir, genera cansancio y estrés. De hecho, lo que más reportan los pacientes de Pérez es un agotamiento por la falta de límites entre la vida privada y el trabajo.
    Esto está muy relacionado con que, en muchos países, el teletrabajo no era común y no está regulado, con lo cual ni las empresas ni los jefes tenían claro antes de la pandemia cómo era trabajar desde la casa y fuera de la oficina. La pandemia lo convirtió en obligatorio y no todo el mundo estaba preparado para ello.
    Esto es aún más difícil para las familias con hijos pequeños que siguen en clases virtuales porque los padres han tenido que convertirse en profesores y, además de atender la oficina y el arreglo de la casa, también han tenido que hacerse responsables de la educación de sus hijos.
    Marcelo Cabrol, gerente del sector social del Banco Interamericano de Desarrollo (BID) señaló a este medio que en los estudios del banco han encontrado que en América Latina quien se está haciendo cargo de la educación de los hijos y de sus responsabilidades con los colegios ahora con la educación virtual son las mujeres, por lo que ellas asumen todavía más cargas en esta pandemia.
    Las psiquiatras consultadas explican que una manera de paliar los problemas del teletrabajo es iniciar el día como si se saliera de la casa para ir a trabajar y evitar quedarse en la ropa cómoda o trabajar desde la cama, además de procurar mantener las rutinas de alimentación, que no se pierda el horario para almorzar y para desayunar. 
    También recomiendan hacer ejercicio. Es muy importante hacer alguna actividad física porque esto hace descansar, relaja y genera bienestar.
    Por último, Pérez recomienda a las personas que se cuiden mucho del alcohol, pues existe un riesgo alto de que se consuma más para sentirse relajado y buscar bienestar. En el largo plazo, dice la experta, este hábito afectará el estado de ánimo y los ritmos de sueño del cuerpo. Todo esto, mientras se desarrollan soluciones estructurales que regulen el teletrabajo para garantizar el respeto a los derechos laborales de los empleados.
    Juanita y María Ángela tratan de lidiar con sus angustias y pensar en lo bueno del teletrabajo. Para la primera, no manejar tantas horas y comer más sano pues prepara sus alimentos en la casa, y para la segunda, poder acompañar a su hermana que vive en el mismo edificio y está en muy malas condiciones de salud. “Mi situación familiar es muy difícil, pero lo que me ha generado más estrés es esa plataforma y yo no soy una millenial, yo no tengo ese chip de la tecnología”, dice.
    A diferencia de ellas dos, Felipe Jaramillo es un consultor financiero que desde hace muchos años trabaja desde su casa, tiene un espacio físico para ello, y no ha sentido cambios por la pandemia, pero tiene claro que el teletrabajo no es para todas las personas y que existen aquellas que necesitan estar en una oficina, tener contacto con los demás y separar su casa del trabajo.

    Catalina Gallo, en: https://www.france24.com/es, el 15/01/2021.
    En el fragmento “Esto es aún más difícil...” (l. 31), el marcador en destaque puede sustituirse, en español, sin alterarle el significado por 
    Escolha uma alternativa para a questão 3ca9116a-73
  • 3CA65D8E-73

    Espanhol

    Formas Átonas | Adjetivos Posesivos
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    Tras leer el texto, conteste a la pregunta que se ofrece a continuación.

    Estrés, ansiedad y agotamiento, tres impactos del teletrabajo en la salud mental

    Antes de la pandemia causada por el nuevo coronavirus, el teletrabajo parecía para muchas empresas como un bono de calidad de vida para los empleados. Ahora se ha convertido, para ciertos trabajadores, en un castigo más que en un premio.
    Muchas personas están sufriendo estrés y ansiedad durante las cuarentenas impuestas para frenar la pandemia, acompañadas de síntomas físicos como insomnio, pérdida de apetito, vómito, mal genio, irritabilidad y cambios bruscos en el estado del ánimo.
    La psiquiatra Victoria Pérez Restrepo explica que otro de los problemas que afecta emocionalmente a las personas es que los horarios han cambiado y no se están respetando los patrones del sueño. A muchos empleados les coordinan reuniones al mediodía, que afectan la hora del almuerzo en familia. A otros los convocan a las 8:00 o 9:00 de la noche para trabajar porque muchos jefes consideran equivocadamente que, al tenerlos disponibles en sus casas, sus subalternos pueden trabajar a cualquier hora del día.
    No tener horarios establecidos para comer ni para trabajar, ni dormir, genera cansancio y estrés. De hecho, lo que más reportan los pacientes de Pérez es un agotamiento por la falta de límites entre la vida privada y el trabajo.
    Esto está muy relacionado con que, en muchos países, el teletrabajo no era común y no está regulado, con lo cual ni las empresas ni los jefes tenían claro antes de la pandemia cómo era trabajar desde la casa y fuera de la oficina. La pandemia lo convirtió en obligatorio y no todo el mundo estaba preparado para ello.
    Esto es aún más difícil para las familias con hijos pequeños que siguen en clases virtuales porque los padres han tenido que convertirse en profesores y, además de atender la oficina y el arreglo de la casa, también han tenido que hacerse responsables de la educación de sus hijos.
    Marcelo Cabrol, gerente del sector social del Banco Interamericano de Desarrollo (BID) señaló a este medio que en los estudios del banco han encontrado que en América Latina quien se está haciendo cargo de la educación de los hijos y de sus responsabilidades con los colegios ahora con la educación virtual son las mujeres, por lo que ellas asumen todavía más cargas en esta pandemia.
    Las psiquiatras consultadas explican que una manera de paliar los problemas del teletrabajo es iniciar el día como si se saliera de la casa para ir a trabajar y evitar quedarse en la ropa cómoda o trabajar desde la cama, además de procurar mantener las rutinas de alimentación, que no se pierda el horario para almorzar y para desayunar. 
    También recomiendan hacer ejercicio. Es muy importante hacer alguna actividad física porque esto hace descansar, relaja y genera bienestar.
    Por último, Pérez recomienda a las personas que se cuiden mucho del alcohol, pues existe un riesgo alto de que se consuma más para sentirse relajado y buscar bienestar. En el largo plazo, dice la experta, este hábito afectará el estado de ánimo y los ritmos de sueño del cuerpo. Todo esto, mientras se desarrollan soluciones estructurales que regulen el teletrabajo para garantizar el respeto a los derechos laborales de los empleados.
    Juanita y María Ángela tratan de lidiar con sus angustias y pensar en lo bueno del teletrabajo. Para la primera, no manejar tantas horas y comer más sano pues prepara sus alimentos en la casa, y para la segunda, poder acompañar a su hermana que vive en el mismo edificio y está en muy malas condiciones de salud. “Mi situación familiar es muy difícil, pero lo que me ha generado más estrés es esa plataforma y yo no soy una millenial, yo no tengo ese chip de la tecnología”, dice.
    A diferencia de ellas dos, Felipe Jaramillo es un consultor financiero que desde hace muchos años trabaja desde su casa, tiene un espacio físico para ello, y no ha sentido cambios por la pandemia, pero tiene claro que el teletrabajo no es para todas las personas y que existen aquellas que necesitan estar en una oficina, tener contacto con los demás y separar su casa del trabajo.

    Catalina Gallo, en: https://www.france24.com/es, el 15/01/2021.
    “No todo el mundo estaba preparado para ello...” (l. 29/ 30).

    El fragmento al que el vocablo ello hace referencia es 
    Escolha uma alternativa para a questão 3ca65d8e-73
  • 3CA39A03-73

    Espanhol

    Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
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    Estrés, ansiedad y agotamiento, tres impactos del teletrabajo en la salud mental

    Antes de la pandemia causada por el nuevo coronavirus, el teletrabajo parecía para muchas empresas como un bono de calidad de vida para los empleados. Ahora se ha convertido, para ciertos trabajadores, en un castigo más que en un premio.
    Muchas personas están sufriendo estrés y ansiedad durante las cuarentenas impuestas para frenar la pandemia, acompañadas de síntomas físicos como insomnio, pérdida de apetito, vómito, mal genio, irritabilidad y cambios bruscos en el estado del ánimo.
    La psiquiatra Victoria Pérez Restrepo explica que otro de los problemas que afecta emocionalmente a las personas es que los horarios han cambiado y no se están respetando los patrones del sueño. A muchos empleados les coordinan reuniones al mediodía, que afectan la hora del almuerzo en familia. A otros los convocan a las 8:00 o 9:00 de la noche para trabajar porque muchos jefes consideran equivocadamente que, al tenerlos disponibles en sus casas, sus subalternos pueden trabajar a cualquier hora del día.
    No tener horarios establecidos para comer ni para trabajar, ni dormir, genera cansancio y estrés. De hecho, lo que más reportan los pacientes de Pérez es un agotamiento por la falta de límites entre la vida privada y el trabajo.
    Esto está muy relacionado con que, en muchos países, el teletrabajo no era común y no está regulado, con lo cual ni las empresas ni los jefes tenían claro antes de la pandemia cómo era trabajar desde la casa y fuera de la oficina. La pandemia lo convirtió en obligatorio y no todo el mundo estaba preparado para ello.
    Esto es aún más difícil para las familias con hijos pequeños que siguen en clases virtuales porque los padres han tenido que convertirse en profesores y, además de atender la oficina y el arreglo de la casa, también han tenido que hacerse responsables de la educación de sus hijos.
    Marcelo Cabrol, gerente del sector social del Banco Interamericano de Desarrollo (BID) señaló a este medio que en los estudios del banco han encontrado que en América Latina quien se está haciendo cargo de la educación de los hijos y de sus responsabilidades con los colegios ahora con la educación virtual son las mujeres, por lo que ellas asumen todavía más cargas en esta pandemia.
    Las psiquiatras consultadas explican que una manera de paliar los problemas del teletrabajo es iniciar el día como si se saliera de la casa para ir a trabajar y evitar quedarse en la ropa cómoda o trabajar desde la cama, además de procurar mantener las rutinas de alimentación, que no se pierda el horario para almorzar y para desayunar. 
    También recomiendan hacer ejercicio. Es muy importante hacer alguna actividad física porque esto hace descansar, relaja y genera bienestar.
    Por último, Pérez recomienda a las personas que se cuiden mucho del alcohol, pues existe un riesgo alto de que se consuma más para sentirse relajado y buscar bienestar. En el largo plazo, dice la experta, este hábito afectará el estado de ánimo y los ritmos de sueño del cuerpo. Todo esto, mientras se desarrollan soluciones estructurales que regulen el teletrabajo para garantizar el respeto a los derechos laborales de los empleados.
    Juanita y María Ángela tratan de lidiar con sus angustias y pensar en lo bueno del teletrabajo. Para la primera, no manejar tantas horas y comer más sano pues prepara sus alimentos en la casa, y para la segunda, poder acompañar a su hermana que vive en el mismo edificio y está en muy malas condiciones de salud. “Mi situación familiar es muy difícil, pero lo que me ha generado más estrés es esa plataforma y yo no soy una millenial, yo no tengo ese chip de la tecnología”, dice.
    A diferencia de ellas dos, Felipe Jaramillo es un consultor financiero que desde hace muchos años trabaja desde su casa, tiene un espacio físico para ello, y no ha sentido cambios por la pandemia, pero tiene claro que el teletrabajo no es para todas las personas y que existen aquellas que necesitan estar en una oficina, tener contacto con los demás y separar su casa del trabajo.

    Catalina Gallo, en: https://www.france24.com/es, el 15/01/2021.
    En el texto se hace referencia a un “agotamiento” (l. 23). Dicho agotamiento es una consecuencia de 
    Escolha uma alternativa para a questão 3ca39a03-73
  • 3CA0ECDC-73

    Espanhol

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    Estrés, ansiedad y agotamiento, tres impactos del teletrabajo en la salud mental

    Antes de la pandemia causada por el nuevo coronavirus, el teletrabajo parecía para muchas empresas como un bono de calidad de vida para los empleados. Ahora se ha convertido, para ciertos trabajadores, en un castigo más que en un premio.
    Muchas personas están sufriendo estrés y ansiedad durante las cuarentenas impuestas para frenar la pandemia, acompañadas de síntomas físicos como insomnio, pérdida de apetito, vómito, mal genio, irritabilidad y cambios bruscos en el estado del ánimo.
    La psiquiatra Victoria Pérez Restrepo explica que otro de los problemas que afecta emocionalmente a las personas es que los horarios han cambiado y no se están respetando los patrones del sueño. A muchos empleados les coordinan reuniones al mediodía, que afectan la hora del almuerzo en familia. A otros los convocan a las 8:00 o 9:00 de la noche para trabajar porque muchos jefes consideran equivocadamente que, al tenerlos disponibles en sus casas, sus subalternos pueden trabajar a cualquier hora del día.
    No tener horarios establecidos para comer ni para trabajar, ni dormir, genera cansancio y estrés. De hecho, lo que más reportan los pacientes de Pérez es un agotamiento por la falta de límites entre la vida privada y el trabajo.
    Esto está muy relacionado con que, en muchos países, el teletrabajo no era común y no está regulado, con lo cual ni las empresas ni los jefes tenían claro antes de la pandemia cómo era trabajar desde la casa y fuera de la oficina. La pandemia lo convirtió en obligatorio y no todo el mundo estaba preparado para ello.
    Esto es aún más difícil para las familias con hijos pequeños que siguen en clases virtuales porque los padres han tenido que convertirse en profesores y, además de atender la oficina y el arreglo de la casa, también han tenido que hacerse responsables de la educación de sus hijos.
    Marcelo Cabrol, gerente del sector social del Banco Interamericano de Desarrollo (BID) señaló a este medio que en los estudios del banco han encontrado que en América Latina quien se está haciendo cargo de la educación de los hijos y de sus responsabilidades con los colegios ahora con la educación virtual son las mujeres, por lo que ellas asumen todavía más cargas en esta pandemia.
    Las psiquiatras consultadas explican que una manera de paliar los problemas del teletrabajo es iniciar el día como si se saliera de la casa para ir a trabajar y evitar quedarse en la ropa cómoda o trabajar desde la cama, además de procurar mantener las rutinas de alimentación, que no se pierda el horario para almorzar y para desayunar. 
    También recomiendan hacer ejercicio. Es muy importante hacer alguna actividad física porque esto hace descansar, relaja y genera bienestar.
    Por último, Pérez recomienda a las personas que se cuiden mucho del alcohol, pues existe un riesgo alto de que se consuma más para sentirse relajado y buscar bienestar. En el largo plazo, dice la experta, este hábito afectará el estado de ánimo y los ritmos de sueño del cuerpo. Todo esto, mientras se desarrollan soluciones estructurales que regulen el teletrabajo para garantizar el respeto a los derechos laborales de los empleados.
    Juanita y María Ángela tratan de lidiar con sus angustias y pensar en lo bueno del teletrabajo. Para la primera, no manejar tantas horas y comer más sano pues prepara sus alimentos en la casa, y para la segunda, poder acompañar a su hermana que vive en el mismo edificio y está en muy malas condiciones de salud. “Mi situación familiar es muy difícil, pero lo que me ha generado más estrés es esa plataforma y yo no soy una millenial, yo no tengo ese chip de la tecnología”, dice.
    A diferencia de ellas dos, Felipe Jaramillo es un consultor financiero que desde hace muchos años trabaja desde su casa, tiene un espacio físico para ello, y no ha sentido cambios por la pandemia, pero tiene claro que el teletrabajo no es para todas las personas y que existen aquellas que necesitan estar en una oficina, tener contacto con los demás y separar su casa del trabajo.

    Catalina Gallo, en: https://www.france24.com/es, el 15/01/2021.
    En el fragmento “ al tenerlos disponibles...” (l. 18), el término destacado hace referencia a  
    Escolha uma alternativa para a questão 3ca0ecdc-73
  • 3C9E5A83-73

    Espanhol

    Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2021Entre para guardar nos favoritos
    Tras leer el texto, conteste a la pregunta que se ofrece a continuación.

    Estrés, ansiedad y agotamiento, tres impactos del teletrabajo en la salud mental

    Antes de la pandemia causada por el nuevo coronavirus, el teletrabajo parecía para muchas empresas como un bono de calidad de vida para los empleados. Ahora se ha convertido, para ciertos trabajadores, en un castigo más que en un premio.
    Muchas personas están sufriendo estrés y ansiedad durante las cuarentenas impuestas para frenar la pandemia, acompañadas de síntomas físicos como insomnio, pérdida de apetito, vómito, mal genio, irritabilidad y cambios bruscos en el estado del ánimo.
    La psiquiatra Victoria Pérez Restrepo explica que otro de los problemas que afecta emocionalmente a las personas es que los horarios han cambiado y no se están respetando los patrones del sueño. A muchos empleados les coordinan reuniones al mediodía, que afectan la hora del almuerzo en familia. A otros los convocan a las 8:00 o 9:00 de la noche para trabajar porque muchos jefes consideran equivocadamente que, al tenerlos disponibles en sus casas, sus subalternos pueden trabajar a cualquier hora del día.
    No tener horarios establecidos para comer ni para trabajar, ni dormir, genera cansancio y estrés. De hecho, lo que más reportan los pacientes de Pérez es un agotamiento por la falta de límites entre la vida privada y el trabajo.
    Esto está muy relacionado con que, en muchos países, el teletrabajo no era común y no está regulado, con lo cual ni las empresas ni los jefes tenían claro antes de la pandemia cómo era trabajar desde la casa y fuera de la oficina. La pandemia lo convirtió en obligatorio y no todo el mundo estaba preparado para ello.
    Esto es aún más difícil para las familias con hijos pequeños que siguen en clases virtuales porque los padres han tenido que convertirse en profesores y, además de atender la oficina y el arreglo de la casa, también han tenido que hacerse responsables de la educación de sus hijos.
    Marcelo Cabrol, gerente del sector social del Banco Interamericano de Desarrollo (BID) señaló a este medio que en los estudios del banco han encontrado que en América Latina quien se está haciendo cargo de la educación de los hijos y de sus responsabilidades con los colegios ahora con la educación virtual son las mujeres, por lo que ellas asumen todavía más cargas en esta pandemia.
    Las psiquiatras consultadas explican que una manera de paliar los problemas del teletrabajo es iniciar el día como si se saliera de la casa para ir a trabajar y evitar quedarse en la ropa cómoda o trabajar desde la cama, además de procurar mantener las rutinas de alimentación, que no se pierda el horario para almorzar y para desayunar. 
    También recomiendan hacer ejercicio. Es muy importante hacer alguna actividad física porque esto hace descansar, relaja y genera bienestar.
    Por último, Pérez recomienda a las personas que se cuiden mucho del alcohol, pues existe un riesgo alto de que se consuma más para sentirse relajado y buscar bienestar. En el largo plazo, dice la experta, este hábito afectará el estado de ánimo y los ritmos de sueño del cuerpo. Todo esto, mientras se desarrollan soluciones estructurales que regulen el teletrabajo para garantizar el respeto a los derechos laborales de los empleados.
    Juanita y María Ángela tratan de lidiar con sus angustias y pensar en lo bueno del teletrabajo. Para la primera, no manejar tantas horas y comer más sano pues prepara sus alimentos en la casa, y para la segunda, poder acompañar a su hermana que vive en el mismo edificio y está en muy malas condiciones de salud. “Mi situación familiar es muy difícil, pero lo que me ha generado más estrés es esa plataforma y yo no soy una millenial, yo no tengo ese chip de la tecnología”, dice.
    A diferencia de ellas dos, Felipe Jaramillo es un consultor financiero que desde hace muchos años trabaja desde su casa, tiene un espacio físico para ello, y no ha sentido cambios por la pandemia, pero tiene claro que el teletrabajo no es para todas las personas y que existen aquellas que necesitan estar en una oficina, tener contacto con los demás y separar su casa del trabajo.

    Catalina Gallo, en: https://www.france24.com/es, el 15/01/2021.
    A continuación, leerá algunas afirmaciones respecto al tema tratado en el texto.

    I. La pandemia ha mejorado las condiciones laborables.

    II. El teletrabajo antes de la pandemia era entendido como un premio.

    III. Durante la pandemia el teletrabajo se ve negativamente.

    Señale: 
    Escolha uma alternativa para a questão 3c9e5a83-73
  • 3C9B7285-73

    Português

    Coesão e coerência
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    TEXTO III

    “De acordo com o oftalmologista do Hospital de Olhos do Paraná, Carlos Augusto Moreira Neto, os números são assustadores e revelam que uma nova geração de míopes está surgindo. “Existe uma preocupação extrema com essa próxima geração. Hoje em dia o acesso aos equipamentos eletrônicos como celulares, tablets e computadores está muito difundido, inclusive entre as crianças. Agora com a pandemia e o isolamento social, isso ficou ainda mais acentuado, pois muitas delas ficaram trancadas em casa usando de forma prolongada esses aparelhos muito próximos ao rosto, à visão, ao invés de realizarem atividades ao ar livre, por exemplo. Além de forçar a visão, falta também um estímulo para uma boa visão à distância. Isso vem ocasionando esse crescimento vertical nos casos de miopia entre crianças”, explica o médico.”

    Bem Paraná, 29/01/2021.
    Um texto é construído com elementos de coesão interna, que estabelecem ligações formais entre seus termos. Assinale a opção que apresenta o termo sublinhado que tem seu antecedente identificado inadequadamente
    Escolha uma alternativa para a questão 3c9b7285-73
  • 3C986413-73

    Português

    Morfologia
    Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2021Entre para guardar nos favoritos
    TEXTO III

    “De acordo com o oftalmologista do Hospital de Olhos do Paraná, Carlos Augusto Moreira Neto, os números são assustadores e revelam que uma nova geração de míopes está surgindo. “Existe uma preocupação extrema com essa próxima geração. Hoje em dia o acesso aos equipamentos eletrônicos como celulares, tablets e computadores está muito difundido, inclusive entre as crianças. Agora com a pandemia e o isolamento social, isso ficou ainda mais acentuado, pois muitas delas ficaram trancadas em casa usando de forma prolongada esses aparelhos muito próximos ao rosto, à visão, ao invés de realizarem atividades ao ar livre, por exemplo. Além de forçar a visão, falta também um estímulo para uma boa visão à distância. Isso vem ocasionando esse crescimento vertical nos casos de miopia entre crianças”, explica o médico.”

    Bem Paraná, 29/01/2021.
    As preposições são termos solicitados obrigatoriamente por termos anteriores do texto. Assinale a opção que apresenta a preposição sublinhada que está nesse caso. 
    Escolha uma alternativa para a questão 3c986413-73