Questões do ENEM 2024
Questões aplicadas na prova de 2024, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.
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D3DCECA0-75 Muitas sociedades tiveram pessoas escravizadas. Não basta, pois, a sua existência para definir uma sociedade como escravagista. Para isso, outras condições devem estar presentes: alta proporção de escravizados na população, for te dependência econômica em relação ao trabalho escravo, estrutura agrária de latifúndio, influência onipresente da escravatura permeando toda a vida social.(Rubens Ricupero. “O que fizemos em 200 anos? O que falhou ou deve ser corrigido?”. In: Maria Arminda do Nascimento Arruda et al (orgs.). Dilemas do Brasil, 2023. Adaptado.)Os argumentos, apresentados no excerto, aplicam-seD3CD8899-75 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionFaculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritos
Research shows Americans are feeling increasingly lonely, with younger generations reporting lonelinees more frequently than older generations, and heavy social media users reporting loneliness more frequently than light users. Reaching out and taking time to connect, in person, with those around us builds relationships and a sense of belonging that can help reduce feelings of isolation.
(www.p12.nysed.gov. Adaptado.)
In the excerpt from the poster “a sense of belonging that can help reduce feelings of isolation”, the underlined words convey the idea ofD3BDE802-75 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionFaculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritos
Research shows Americans are feeling increasingly lonely, with younger generations reporting lonelinees more frequently than older generations, and heavy social media users reporting loneliness more frequently than light users. Reaching out and taking time to connect, in person, with those around us builds relationships and a sense of belonging that can help reduce feelings of isolation.
(www.p12.nysed.gov. Adaptado.)
De acordo com o texto da campanha,D3B4A5C4-75 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionFaculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritosSleep tourism has become a major travel trend since the beginning of the covid-19 pandemic, leading to the emergence of sleep hotels, sleep suites, and in-house sleep experts for travelers looking to rest.Sleep tourism is a travel trend that emphasizes getting the best sleep possible. It often involves picking a vacation spot that offers sleep amenities. According to the magazine Fortune, hotels have responded to a rise in sleep-focused travelers by upgrading their sleep services, even hiring sleep experts.The rise in sleep tourism is a result of a growing sleep epidemic. According to the Centers for Disease Control and Prevention (CDC), one in three adults doesn’t get enough sleep. Quality sleep is often mistaken for a luxury when it’s essential for good mental and physical health.The CDC warns that inadequate sleep can lead to some serious health conditions, such as heart disease, obesity, type 2 diabetes, and depression. Sleep deprivation is also a major cause of car collisions each year, as well as workplace injuries.(Eva Hagan. https://greenmatters.com, 29.04.2024. Adaptado.)No trecho do quarto parágrafo “inadequate sleep can lead to some serious health conditions”, o termo sublinhado expressaD3AA9C96-75 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionFaculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritosSleep tourism has become a major travel trend since the beginning of the covid-19 pandemic, leading to the emergence of sleep hotels, sleep suites, and in-house sleep experts for travelers looking to rest.Sleep tourism is a travel trend that emphasizes getting the best sleep possible. It often involves picking a vacation spot that offers sleep amenities. According to the magazine Fortune, hotels have responded to a rise in sleep-focused travelers by upgrading their sleep services, even hiring sleep experts.The rise in sleep tourism is a result of a growing sleep epidemic. According to the Centers for Disease Control and Prevention (CDC), one in three adults doesn’t get enough sleep. Quality sleep is often mistaken for a luxury when it’s essential for good mental and physical health.The CDC warns that inadequate sleep can lead to some serious health conditions, such as heart disease, obesity, type 2 diabetes, and depression. Sleep deprivation is also a major cause of car collisions each year, as well as workplace injuries.(Eva Hagan. https://greenmatters.com, 29.04.2024. Adaptado.)No trecho do segundo parágrafo “hotels have responded to a rise in sleep-focused travelers by upgrading their sleep services, even hiring sleep experts”, o termo sublinhado refere-seD3A07FB0-75 Inglês
Advérbios de: lugar, modo, tempo e freqüência | Adverbs of: place, manner, time and frequencyFaculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritosSleep tourism has become a major travel trend since the beginning of the covid-19 pandemic, leading to the emergence of sleep hotels, sleep suites, and in-house sleep experts for travelers looking to rest.Sleep tourism is a travel trend that emphasizes getting the best sleep possible. It often involves picking a vacation spot that offers sleep amenities. According to the magazine Fortune, hotels have responded to a rise in sleep-focused travelers by upgrading their sleep services, even hiring sleep experts.The rise in sleep tourism is a result of a growing sleep epidemic. According to the Centers for Disease Control and Prevention (CDC), one in three adults doesn’t get enough sleep. Quality sleep is often mistaken for a luxury when it’s essential for good mental and physical health.The CDC warns that inadequate sleep can lead to some serious health conditions, such as heart disease, obesity, type 2 diabetes, and depression. Sleep deprivation is also a major cause of car collisions each year, as well as workplace injuries.(Eva Hagan. https://greenmatters.com, 29.04.2024. Adaptado.)No trecho do segundo parágrafo “It often involves picking a vacation spot that offers sleep amenities”, o termo sublinhado expressa ideia deD392DFD9-75 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionFaculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritosSleep tourism has become a major travel trend since the beginning of the covid-19 pandemic, leading to the emergence of sleep hotels, sleep suites, and in-house sleep experts for travelers looking to rest.Sleep tourism is a travel trend that emphasizes getting the best sleep possible. It often involves picking a vacation spot that offers sleep amenities. According to the magazine Fortune, hotels have responded to a rise in sleep-focused travelers by upgrading their sleep services, even hiring sleep experts.The rise in sleep tourism is a result of a growing sleep epidemic. According to the Centers for Disease Control and Prevention (CDC), one in three adults doesn’t get enough sleep. Quality sleep is often mistaken for a luxury when it’s essential for good mental and physical health.The CDC warns that inadequate sleep can lead to some serious health conditions, such as heart disease, obesity, type 2 diabetes, and depression. Sleep deprivation is also a major cause of car collisions each year, as well as workplace injuries.(Eva Hagan. https://greenmatters.com, 29.04.2024. Adaptado.)The main purpose of the text is toD38A35E9-75 Literatura
Escolas LiteráriasFaculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritosImaginação, sentimento, emoção prevalecem sobre a razão. É o triunfo do individualismo e do subjetivismo. Idealiza-se a realidade, foge-se do mundo pelo sonho; angústia e pessimismo preponderam; pratica-se o culto da morte, do passado e da natureza. Grandes temas dominam toda a poesia: saudade, Indianismo, “mal do século”, natureza brasileira, “exaltação nacionalista” e causas sociais (abolicionismo). Descartam-se as imposições da arte poética clássica.(Paul Teyssier. Dicionário de literatura brasileira, 2003.)O texto trata do movimentoD37F6721-75 Português
Estrutura das Palavras: Radical, Desinência, Prefixo e SufixoFaculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritosLeia o trecho inicial do conto “Evolução”, de Machado de Assis, para responder à questão
Chamo-me Inácio; ele, Benedito. Não digo o resto dos nossos nomes por um sentimento de compostura, que toda a gente discreta apreciará. Inácio basta. Contentem-se com Benedito. Não é muito, mas é alguma coisa, e está com a filosofia de Julieta: “Que valem nomes, perguntava ela ao namorado. A rosa, como quer que se lhe chame, terá sempre o mesmo cheiro.” Vamos ao cheiro do Benedito.
E desde logo assentemos que ele era o menos Romeu deste mundo. Tinha quarenta e cinco anos, quando o conheci; não declaro em que tempo, porque tudo neste conto há de ser misterioso e truncado. Quarenta e cinco anos, e muitos cabelos pretos; para os que o não eram, usava um processo químico, tão eficaz que não se lhe distinguiam os pretos dos outros — salvo ao levantar da cama; mas ao levantar da cama não aparecia a ninguém. Tudo mais era natural, pernas, braços, cabeça, olhos, roupa, sapatos, corrente do relógio e bengala. O próprio alfinete de diamante, que trazia na gravata, um dos mais lindos que tenho visto, era natural e legítimo; custou-lhe bom dinheiro; eu mesmo o vi comprar na casa do... lá me ia escapando o nome do joalheiro; — fiquemos na rua do Ouvidor.
Moralmente, era ele mesmo. Ninguém muda de caráter, e o do Benedito era bom, — ou para melhor dizer, pacato. Mas, intelectualmente, é que ele era menos original. Podemos compará-lo a uma hospedaria bem afreguesada, aonde iam ter ideias de toda parte e de toda sorte, que se sentavam à mesa com a família da casa. Às vezes, acontecia acharem--se ali duas pessoas inimigas, ou simplesmente antipáticas; ninguém brigava, o dono da casa impunha aos hóspedes a indulgência recíproca. Era assim que ele conseguia ajustar uma espécie de ateísmo vago com duas irmandades que fundou, não sei se na Gávea, na Tijuca ou no Engenho Velho. Usava assim, promiscuamente, a devoção, a irreligião e as meias de seda. Nunca lhe vi as meias, note-se; mas ele não tinha segredos para os amigos.
(Machado de Assis. Contos: uma antologia, 1998.)
Prefixação é o processo de formação de uma nova palavra a partir do acréscimo de um prefixo a uma palavra já existente. Verifica-se o emprego de palavra formada com prefixo que exprime ideia de negação no seguinte trecho:D370B182-75 Português
Análise sintáticaFaculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritosLeia o trecho inicial do conto “Evolução”, de Machado de Assis, para responder à questão
Chamo-me Inácio; ele, Benedito. Não digo o resto dos nossos nomes por um sentimento de compostura, que toda a gente discreta apreciará. Inácio basta. Contentem-se com Benedito. Não é muito, mas é alguma coisa, e está com a filosofia de Julieta: “Que valem nomes, perguntava ela ao namorado. A rosa, como quer que se lhe chame, terá sempre o mesmo cheiro.” Vamos ao cheiro do Benedito.
E desde logo assentemos que ele era o menos Romeu deste mundo. Tinha quarenta e cinco anos, quando o conheci; não declaro em que tempo, porque tudo neste conto há de ser misterioso e truncado. Quarenta e cinco anos, e muitos cabelos pretos; para os que o não eram, usava um processo químico, tão eficaz que não se lhe distinguiam os pretos dos outros — salvo ao levantar da cama; mas ao levantar da cama não aparecia a ninguém. Tudo mais era natural, pernas, braços, cabeça, olhos, roupa, sapatos, corrente do relógio e bengala. O próprio alfinete de diamante, que trazia na gravata, um dos mais lindos que tenho visto, era natural e legítimo; custou-lhe bom dinheiro; eu mesmo o vi comprar na casa do... lá me ia escapando o nome do joalheiro; — fiquemos na rua do Ouvidor.
Moralmente, era ele mesmo. Ninguém muda de caráter, e o do Benedito era bom, — ou para melhor dizer, pacato. Mas, intelectualmente, é que ele era menos original. Podemos compará-lo a uma hospedaria bem afreguesada, aonde iam ter ideias de toda parte e de toda sorte, que se sentavam à mesa com a família da casa. Às vezes, acontecia acharem--se ali duas pessoas inimigas, ou simplesmente antipáticas; ninguém brigava, o dono da casa impunha aos hóspedes a indulgência recíproca. Era assim que ele conseguia ajustar uma espécie de ateísmo vago com duas irmandades que fundou, não sei se na Gávea, na Tijuca ou no Engenho Velho. Usava assim, promiscuamente, a devoção, a irreligião e as meias de seda. Nunca lhe vi as meias, note-se; mas ele não tinha segredos para os amigos.
(Machado de Assis. Contos: uma antologia, 1998.)
A vírgula marca uma pausa de pequena duração e é empregada, entre outras possibilidades, para indicar a supressão de uma palavra. Verifica-se o emprego de vírgula para assinalar a supressão de um verbo em:D366C1DF-75 Português
Orações subordinadas adverbiais: Causal, Comparativa, Consecutiva, Concessiva, Condicional...Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritosLeia o trecho inicial do conto “Evolução”, de Machado de Assis, para responder à questão
Chamo-me Inácio; ele, Benedito. Não digo o resto dos nossos nomes por um sentimento de compostura, que toda a gente discreta apreciará. Inácio basta. Contentem-se com Benedito. Não é muito, mas é alguma coisa, e está com a filosofia de Julieta: “Que valem nomes, perguntava ela ao namorado. A rosa, como quer que se lhe chame, terá sempre o mesmo cheiro.” Vamos ao cheiro do Benedito.
E desde logo assentemos que ele era o menos Romeu deste mundo. Tinha quarenta e cinco anos, quando o conheci; não declaro em que tempo, porque tudo neste conto há de ser misterioso e truncado. Quarenta e cinco anos, e muitos cabelos pretos; para os que o não eram, usava um processo químico, tão eficaz que não se lhe distinguiam os pretos dos outros — salvo ao levantar da cama; mas ao levantar da cama não aparecia a ninguém. Tudo mais era natural, pernas, braços, cabeça, olhos, roupa, sapatos, corrente do relógio e bengala. O próprio alfinete de diamante, que trazia na gravata, um dos mais lindos que tenho visto, era natural e legítimo; custou-lhe bom dinheiro; eu mesmo o vi comprar na casa do... lá me ia escapando o nome do joalheiro; — fiquemos na rua do Ouvidor.
Moralmente, era ele mesmo. Ninguém muda de caráter, e o do Benedito era bom, — ou para melhor dizer, pacato. Mas, intelectualmente, é que ele era menos original. Podemos compará-lo a uma hospedaria bem afreguesada, aonde iam ter ideias de toda parte e de toda sorte, que se sentavam à mesa com a família da casa. Às vezes, acontecia acharem--se ali duas pessoas inimigas, ou simplesmente antipáticas; ninguém brigava, o dono da casa impunha aos hóspedes a indulgência recíproca. Era assim que ele conseguia ajustar uma espécie de ateísmo vago com duas irmandades que fundou, não sei se na Gávea, na Tijuca ou no Engenho Velho. Usava assim, promiscuamente, a devoção, a irreligião e as meias de seda. Nunca lhe vi as meias, note-se; mas ele não tinha segredos para os amigos.
(Machado de Assis. Contos: uma antologia, 1998.)
Em “ao levantar da cama não aparecia a ninguém” (2o parágrafo), a oração sublinhada expressa ideia deD3574DB0-75 Português
Coesão e coerênciaFaculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritosLeia o trecho inicial do conto “Evolução”, de Machado de Assis, para responder à questão
Chamo-me Inácio; ele, Benedito. Não digo o resto dos nossos nomes por um sentimento de compostura, que toda a gente discreta apreciará. Inácio basta. Contentem-se com Benedito. Não é muito, mas é alguma coisa, e está com a filosofia de Julieta: “Que valem nomes, perguntava ela ao namorado. A rosa, como quer que se lhe chame, terá sempre o mesmo cheiro.” Vamos ao cheiro do Benedito.
E desde logo assentemos que ele era o menos Romeu deste mundo. Tinha quarenta e cinco anos, quando o conheci; não declaro em que tempo, porque tudo neste conto há de ser misterioso e truncado. Quarenta e cinco anos, e muitos cabelos pretos; para os que o não eram, usava um processo químico, tão eficaz que não se lhe distinguiam os pretos dos outros — salvo ao levantar da cama; mas ao levantar da cama não aparecia a ninguém. Tudo mais era natural, pernas, braços, cabeça, olhos, roupa, sapatos, corrente do relógio e bengala. O próprio alfinete de diamante, que trazia na gravata, um dos mais lindos que tenho visto, era natural e legítimo; custou-lhe bom dinheiro; eu mesmo o vi comprar na casa do... lá me ia escapando o nome do joalheiro; — fiquemos na rua do Ouvidor.
Moralmente, era ele mesmo. Ninguém muda de caráter, e o do Benedito era bom, — ou para melhor dizer, pacato. Mas, intelectualmente, é que ele era menos original. Podemos compará-lo a uma hospedaria bem afreguesada, aonde iam ter ideias de toda parte e de toda sorte, que se sentavam à mesa com a família da casa. Às vezes, acontecia acharem--se ali duas pessoas inimigas, ou simplesmente antipáticas; ninguém brigava, o dono da casa impunha aos hóspedes a indulgência recíproca. Era assim que ele conseguia ajustar uma espécie de ateísmo vago com duas irmandades que fundou, não sei se na Gávea, na Tijuca ou no Engenho Velho. Usava assim, promiscuamente, a devoção, a irreligião e as meias de seda. Nunca lhe vi as meias, note-se; mas ele não tinha segredos para os amigos.
(Machado de Assis. Contos: uma antologia, 1998.)
O pronome sublinhado no segundo parágrafo do texto refere--se aD3430AB7-75 Português
Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritosLeia o trecho inicial do conto “Evolução”, de Machado de Assis, para responder à questão
Chamo-me Inácio; ele, Benedito. Não digo o resto dos nossos nomes por um sentimento de compostura, que toda a gente discreta apreciará. Inácio basta. Contentem-se com Benedito. Não é muito, mas é alguma coisa, e está com a filosofia de Julieta: “Que valem nomes, perguntava ela ao namorado. A rosa, como quer que se lhe chame, terá sempre o mesmo cheiro.” Vamos ao cheiro do Benedito.
E desde logo assentemos que ele era o menos Romeu deste mundo. Tinha quarenta e cinco anos, quando o conheci; não declaro em que tempo, porque tudo neste conto há de ser misterioso e truncado. Quarenta e cinco anos, e muitos cabelos pretos; para os que o não eram, usava um processo químico, tão eficaz que não se lhe distinguiam os pretos dos outros — salvo ao levantar da cama; mas ao levantar da cama não aparecia a ninguém. Tudo mais era natural, pernas, braços, cabeça, olhos, roupa, sapatos, corrente do relógio e bengala. O próprio alfinete de diamante, que trazia na gravata, um dos mais lindos que tenho visto, era natural e legítimo; custou-lhe bom dinheiro; eu mesmo o vi comprar na casa do... lá me ia escapando o nome do joalheiro; — fiquemos na rua do Ouvidor.
Moralmente, era ele mesmo. Ninguém muda de caráter, e o do Benedito era bom, — ou para melhor dizer, pacato. Mas, intelectualmente, é que ele era menos original. Podemos compará-lo a uma hospedaria bem afreguesada, aonde iam ter ideias de toda parte e de toda sorte, que se sentavam à mesa com a família da casa. Às vezes, acontecia acharem--se ali duas pessoas inimigas, ou simplesmente antipáticas; ninguém brigava, o dono da casa impunha aos hóspedes a indulgência recíproca. Era assim que ele conseguia ajustar uma espécie de ateísmo vago com duas irmandades que fundou, não sei se na Gávea, na Tijuca ou no Engenho Velho. Usava assim, promiscuamente, a devoção, a irreligião e as meias de seda. Nunca lhe vi as meias, note-se; mas ele não tinha segredos para os amigos.
(Machado de Assis. Contos: uma antologia, 1998.)
O leitor é figura fundamental na prosa de Machado de Assis. Observa-se a inclusão do leitor na narrativa no seguinte trecho:D332EDAC-75 Português
Denotação e ConotaçãoFaculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritosLeia o trecho inicial do conto “Evolução”, de Machado de Assis, para responder à questão
Chamo-me Inácio; ele, Benedito. Não digo o resto dos nossos nomes por um sentimento de compostura, que toda a gente discreta apreciará. Inácio basta. Contentem-se com Benedito. Não é muito, mas é alguma coisa, e está com a filosofia de Julieta: “Que valem nomes, perguntava ela ao namorado. A rosa, como quer que se lhe chame, terá sempre o mesmo cheiro.” Vamos ao cheiro do Benedito.
E desde logo assentemos que ele era o menos Romeu deste mundo. Tinha quarenta e cinco anos, quando o conheci; não declaro em que tempo, porque tudo neste conto há de ser misterioso e truncado. Quarenta e cinco anos, e muitos cabelos pretos; para os que o não eram, usava um processo químico, tão eficaz que não se lhe distinguiam os pretos dos outros — salvo ao levantar da cama; mas ao levantar da cama não aparecia a ninguém. Tudo mais era natural, pernas, braços, cabeça, olhos, roupa, sapatos, corrente do relógio e bengala. O próprio alfinete de diamante, que trazia na gravata, um dos mais lindos que tenho visto, era natural e legítimo; custou-lhe bom dinheiro; eu mesmo o vi comprar na casa do... lá me ia escapando o nome do joalheiro; — fiquemos na rua do Ouvidor.
Moralmente, era ele mesmo. Ninguém muda de caráter, e o do Benedito era bom, — ou para melhor dizer, pacato. Mas, intelectualmente, é que ele era menos original. Podemos compará-lo a uma hospedaria bem afreguesada, aonde iam ter ideias de toda parte e de toda sorte, que se sentavam à mesa com a família da casa. Às vezes, acontecia acharem--se ali duas pessoas inimigas, ou simplesmente antipáticas; ninguém brigava, o dono da casa impunha aos hóspedes a indulgência recíproca. Era assim que ele conseguia ajustar uma espécie de ateísmo vago com duas irmandades que fundou, não sei se na Gávea, na Tijuca ou no Engenho Velho. Usava assim, promiscuamente, a devoção, a irreligião e as meias de seda. Nunca lhe vi as meias, note-se; mas ele não tinha segredos para os amigos.
(Machado de Assis. Contos: uma antologia, 1998.)
Está empregado em sentido figurado o termo sublinhado em:D31C3CFD-75 Português
Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritosLeia o trecho inicial do conto “Evolução”, de Machado de Assis, para responder à questão
Chamo-me Inácio; ele, Benedito. Não digo o resto dos nossos nomes por um sentimento de compostura, que toda a gente discreta apreciará. Inácio basta. Contentem-se com Benedito. Não é muito, mas é alguma coisa, e está com a filosofia de Julieta: “Que valem nomes, perguntava ela ao namorado. A rosa, como quer que se lhe chame, terá sempre o mesmo cheiro.” Vamos ao cheiro do Benedito.
E desde logo assentemos que ele era o menos Romeu deste mundo. Tinha quarenta e cinco anos, quando o conheci; não declaro em que tempo, porque tudo neste conto há de ser misterioso e truncado. Quarenta e cinco anos, e muitos cabelos pretos; para os que o não eram, usava um processo químico, tão eficaz que não se lhe distinguiam os pretos dos outros — salvo ao levantar da cama; mas ao levantar da cama não aparecia a ninguém. Tudo mais era natural, pernas, braços, cabeça, olhos, roupa, sapatos, corrente do relógio e bengala. O próprio alfinete de diamante, que trazia na gravata, um dos mais lindos que tenho visto, era natural e legítimo; custou-lhe bom dinheiro; eu mesmo o vi comprar na casa do... lá me ia escapando o nome do joalheiro; — fiquemos na rua do Ouvidor.
Moralmente, era ele mesmo. Ninguém muda de caráter, e o do Benedito era bom, — ou para melhor dizer, pacato. Mas, intelectualmente, é que ele era menos original. Podemos compará-lo a uma hospedaria bem afreguesada, aonde iam ter ideias de toda parte e de toda sorte, que se sentavam à mesa com a família da casa. Às vezes, acontecia acharem--se ali duas pessoas inimigas, ou simplesmente antipáticas; ninguém brigava, o dono da casa impunha aos hóspedes a indulgência recíproca. Era assim que ele conseguia ajustar uma espécie de ateísmo vago com duas irmandades que fundou, não sei se na Gávea, na Tijuca ou no Engenho Velho. Usava assim, promiscuamente, a devoção, a irreligião e as meias de seda. Nunca lhe vi as meias, note-se; mas ele não tinha segredos para os amigos.
(Machado de Assis. Contos: uma antologia, 1998.)
O narrador recorre à metalinguagem no seguinte trecho:D3075DAD-75 Português
Interpretação de TextosFaculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritosLeia o trecho inicial do conto “Evolução”, de Machado de Assis, para responder à questão
Chamo-me Inácio; ele, Benedito. Não digo o resto dos nossos nomes por um sentimento de compostura, que toda a gente discreta apreciará. Inácio basta. Contentem-se com Benedito. Não é muito, mas é alguma coisa, e está com a filosofia de Julieta: “Que valem nomes, perguntava ela ao namorado. A rosa, como quer que se lhe chame, terá sempre o mesmo cheiro.” Vamos ao cheiro do Benedito.
E desde logo assentemos que ele era o menos Romeu deste mundo. Tinha quarenta e cinco anos, quando o conheci; não declaro em que tempo, porque tudo neste conto há de ser misterioso e truncado. Quarenta e cinco anos, e muitos cabelos pretos; para os que o não eram, usava um processo químico, tão eficaz que não se lhe distinguiam os pretos dos outros — salvo ao levantar da cama; mas ao levantar da cama não aparecia a ninguém. Tudo mais era natural, pernas, braços, cabeça, olhos, roupa, sapatos, corrente do relógio e bengala. O próprio alfinete de diamante, que trazia na gravata, um dos mais lindos que tenho visto, era natural e legítimo; custou-lhe bom dinheiro; eu mesmo o vi comprar na casa do... lá me ia escapando o nome do joalheiro; — fiquemos na rua do Ouvidor.
Moralmente, era ele mesmo. Ninguém muda de caráter, e o do Benedito era bom, — ou para melhor dizer, pacato. Mas, intelectualmente, é que ele era menos original. Podemos compará-lo a uma hospedaria bem afreguesada, aonde iam ter ideias de toda parte e de toda sorte, que se sentavam à mesa com a família da casa. Às vezes, acontecia acharem--se ali duas pessoas inimigas, ou simplesmente antipáticas; ninguém brigava, o dono da casa impunha aos hóspedes a indulgência recíproca. Era assim que ele conseguia ajustar uma espécie de ateísmo vago com duas irmandades que fundou, não sei se na Gávea, na Tijuca ou no Engenho Velho. Usava assim, promiscuamente, a devoção, a irreligião e as meias de seda. Nunca lhe vi as meias, note-se; mas ele não tinha segredos para os amigos.
(Machado de Assis. Contos: uma antologia, 1998.)
Do ponto de vista intelectual, o narrador caracteriza Benedito como uma pessoaD2DF79CB-75 Português
Figuras de LinguagemFaculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritosExamine o cartum de Will Leite, publicado no perfil “dona.anesia” no Instagram, em 27.03.2023.

Na construção de seu sentido, o cartum mobiliza fundamentalmente o seguinte recurso expressivo:
1ACACC73-71 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionFaculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2024Entre para guardar nos favoritosRead Text III and answer the question that follow it.Text IIIHow ghost cities in the Amazon are rewriting the story of civilisationTry to imagine an environment largely untouched by humans and the Amazon rainforest might spring to mind. After all, large swathes of this South American landscape are blanketed in thick vegetation, suggesting it is one corner of the world that humans never managed to tame. Here, there must have been no deforestation, no agricultural revolution and no cities. It seems like a pristine environment.Or so we thought. But a very different picture is emerging. Archaeologists working with Indigenous communities have been shown crumbling urban remains and remote sensing technologies such as LiDAR (Light Detection and Ranging) are revealing the footprints of vast ghost cities. With so much evidence of ancient human activity, it is now thought the pre-Columbian Amazon was inhabited by millions of people – some living in large built-up areas complete with road networks, temples and pyramids.But that’s not all this research reveals. Paradoxically, it also provides evidence that the traditional view of the Amazon isn’t completely wide of the mark. For instance, while the ancient Amazonians managed their landscape intensively, they didn’t deforest it. And although they developed complex societies, they never went through a wholesale agricultural revolution. This might suggest that the pre-Columbian Amazonians broke the mould of human cultural development, which is traditionally seen as a relentless march from hunting and gathering to farming to urban complexity. The truth is more surprising. In fact, we are now coming to understand that there was no such mould – civilisation arose in myriad ways. What looks like an anomaly in the Amazon is actually a shining example of a process that was as vibrant and diverse as the rainforest itself.Adapted from: https://www.newscientist.com/article/mg26334980-500-how-ghostcities-in-the-amazon-are-rewriting-the-story-of-civilisation/The extract This might suggest (3rd paragraph) indicates1AC80108-71 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionFaculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2024Entre para guardar nos favoritosRead Text III and answer the question that follow it.Text IIIHow ghost cities in the Amazon are rewriting the story of civilisationTry to imagine an environment largely untouched by humans and the Amazon rainforest might spring to mind. After all, large swathes of this South American landscape are blanketed in thick vegetation, suggesting it is one corner of the world that humans never managed to tame. Here, there must have been no deforestation, no agricultural revolution and no cities. It seems like a pristine environment.Or so we thought. But a very different picture is emerging. Archaeologists working with Indigenous communities have been shown crumbling urban remains and remote sensing technologies such as LiDAR (Light Detection and Ranging) are revealing the footprints of vast ghost cities. With so much evidence of ancient human activity, it is now thought the pre-Columbian Amazon was inhabited by millions of people – some living in large built-up areas complete with road networks, temples and pyramids.But that’s not all this research reveals. Paradoxically, it also provides evidence that the traditional view of the Amazon isn’t completely wide of the mark. For instance, while the ancient Amazonians managed their landscape intensively, they didn’t deforest it. And although they developed complex societies, they never went through a wholesale agricultural revolution. This might suggest that the pre-Columbian Amazonians broke the mould of human cultural development, which is traditionally seen as a relentless march from hunting and gathering to farming to urban complexity. The truth is more surprising. In fact, we are now coming to understand that there was no such mould – civilisation arose in myriad ways. What looks like an anomaly in the Amazon is actually a shining example of a process that was as vibrant and diverse as the rainforest itself.Adapted from: https://www.newscientist.com/article/mg26334980-500-how-ghostcities-in-the-amazon-are-rewriting-the-story-of-civilisation/The phrase a pristine environment (1st paragraph) means that the area is1AC5A998-71 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionFaculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2024Entre para guardar nos favoritosRead Text III and answer the question that follow it.Text IIIHow ghost cities in the Amazon are rewriting the story of civilisationTry to imagine an environment largely untouched by humans and the Amazon rainforest might spring to mind. After all, large swathes of this South American landscape are blanketed in thick vegetation, suggesting it is one corner of the world that humans never managed to tame. Here, there must have been no deforestation, no agricultural revolution and no cities. It seems like a pristine environment.Or so we thought. But a very different picture is emerging. Archaeologists working with Indigenous communities have been shown crumbling urban remains and remote sensing technologies such as LiDAR (Light Detection and Ranging) are revealing the footprints of vast ghost cities. With so much evidence of ancient human activity, it is now thought the pre-Columbian Amazon was inhabited by millions of people – some living in large built-up areas complete with road networks, temples and pyramids.But that’s not all this research reveals. Paradoxically, it also provides evidence that the traditional view of the Amazon isn’t completely wide of the mark. For instance, while the ancient Amazonians managed their landscape intensively, they didn’t deforest it. And although they developed complex societies, they never went through a wholesale agricultural revolution. This might suggest that the pre-Columbian Amazonians broke the mould of human cultural development, which is traditionally seen as a relentless march from hunting and gathering to farming to urban complexity. The truth is more surprising. In fact, we are now coming to understand that there was no such mould – civilisation arose in myriad ways. What looks like an anomaly in the Amazon is actually a shining example of a process that was as vibrant and diverse as the rainforest itself.Adapted from: https://www.newscientist.com/article/mg26334980-500-how-ghostcities-in-the-amazon-are-rewriting-the-story-of-civilisation/The phrase ghost cities in the title indicates that they