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Questões de Linguagens do ENEM

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  • 18.995 questões
  • 4 disciplinas
  • 219 assuntos

Resultados: 18.995 questões

Página 314 de 950

  • Linguagens

    Literatura

    Os momentos históricos em que se desenvolvem os enredos de Viagens na minha terra, Memórias de um sargento de milícias e Memórias póstumas de Brás Cubas (quanto a este último, em particular no que se refere à primeira juventude do narrador) são, todos, determinados de modo decisivo por um antecedente histórico comum – menos ou mais imediato, conforme o caso. Trata-se da
    Escolha uma alternativa para a questão 52173092-e4
  • Linguagens

    Inglês

    The Impact of the Gulf Oil Spill on the U.S.


    Imagem da questão de Inglês, UEMG 2010, Interpretação de texto | Reading comprehension

    www.freewebs.com/mathewstolte/oilspills.html. 21/06/2010


          Although the oil has been pouring into the Gulf of Mexico for months, the consequences of this larger than ever environmental disaster have yet to be fully examined and determined. Scientists and researchers have started to put together some of the puzzle pieces, and the impact of the Deepwater Horizon oil spill are likely to be big.

          North Americans will have fewer choices on the store shelves. The Gulf of Mexico is a huge shipping lane through which products of all shapes and sizes come into North America. From toys to clothes to cars to building materials, you may find that the selection at your local store begins to shrink as shipping lanes slow down as a result of the oil spill.

          Whether you’re taking a vacation or hoping to walk along the shore, you may be disappointed. Many beaches in the U.S.A. are now closing as clean-up efforts on removing oil slick from the sands. But the impact may be felt for quite some time as oil continues to wash up on shore.

          Many wildlife animals will be impacted by the oil spill. Oiled birds, otter, bald eagles, pelicans, turtles, fish, and dolphins are already washing up on shore, making the beach sights less than palatable for someone looking to see some pristine nature.

          Over time, molluscs like clams incorporate calcium into their shells throughout their lifetimes. But the heavy metals like nickel and vanadium from the petroleum industry and the resulting oil spill may be incorporated into the shells of these creatures. As other wildlife consumes these clams, they incorporate the toxins into their bodies, and on it goes as the heavy metals bio-accumulate in the food chain. This could have serious, long-term consequences for human health. 

          Environmentalists have been working on restoring the populations of oysters by reseeding certain reefs to boost their numbers. The Gulf of Mexico has been home-working on some of these projects, but with the massive oil spilling into that environment, the oysters could soon become tainted with chemicals, making them unsafe to eat.

          The Gulf of Mexico is also a nursery for species like shrimp that grow up in the estuaries. The oil that is taking over this natural environment will choke out the plants that make the estuaries so nutritious to shrimp. 

          According to the National Weather Service, a hurricane like Hurricane Katrina could have a devastating impact on New Orleans. Researchers expect 15 named storms to develop into 8 hurricanes, and with a well-placed hurricane, the oil could be pushed onto New Orleans shores, further impacting the already devastated region.

    Adapted from http://www.thenewecologist.com (21/06/2010)

    According to the text, you can say that the oil spill will cause an impact on
    Escolha uma alternativa para a questão 5219053f-b1
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2011, Interpretação de Textos

    Indique a opção em que se afirma algo verdadeiro sobre a expressão a criança indefesa (verso 18, linhas 27 e 28).
    Escolha uma alternativa para a questão 52262083-a5
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, UFF 2010, Interpretação de texto | Reading comprehension

    The title of Text I reflects the author’s position regarding culture. Choose the statement in which this position is best conveyed.
    Escolha uma alternativa para a questão 522e2907-47
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UNB 2012, Interpretação de Textos

    Considerando o poema acima, o estilo de época em que ele se insere bem como a relação entre homem e natureza, assinale a opção correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 52872001-e7
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o capítulo intitulado “A borboleta preta” do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.


        No dia seguinte, como eu estivesse a preparar-me para descer, entrou no meu quarto uma borboleta [...]. A borboleta, depois de esvoaçar muito em torno de mim, pousou-me na testa. Sacudi-a, ela foi pousar na vidraça; e, porque eu a sacudisse de novo, saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. Era negra como a noite. O gesto brando com que, uma vez posta, começou a mover as asas, tinha um certo ar escarninho, que me aborreceu muito. Dei de ombros, saí do quarto; mas tornando lá, minutos depois, e achando-a ainda no mesmo lugar, senti um repelão dos nervos, lancei mão de uma toalha, bati-lhe e ela caiu.

        Não caiu morta; ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. Apiedei-me; tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. Era tarde; a infeliz expirou dentro de alguns segundos. Fiquei um pouco aborrecido, incomodado.

         — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo.

        E esta reflexão, — uma das mais profundas que se tem feito, desde a invenção das borboletas, — me consolou do malefício, e me reconciliou comigo mesmo. Deixei-me estar a contemplar o cadáver, com alguma simpatia, confesso. Imaginei que ela saíra do mato, almoçada e feliz. A manhã era linda. Veio por ali fora, modesta e negra, espairecendo as suas borboletices, sob a vasta cúpula de um céu azul, que é sempre azul, para todas as asas. Passa pela minha janela, entra e dá comigo. Suponho que nunca teria visto um homem; não sabia, portanto, o que era o homem; descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo, e viu que me movia, que tinha olhos, braços, pernas, um ar divino, uma estatura colossal. Então disse consigo: “Este é provavelmente o inventor das borboletas.” A ideia subjugou-a, aterrou-a; mas o medo, que é também sugestivo, insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa, e beijou-me na testa. Quando enxotada por mim, foi pousar na vidraça, viu dali o retrato de meu pai, e não é impossível que descobrisse meia verdade, a saber, que estava ali o pai do inventor das borboletas, e voou a pedir- -lhe misericórdia.

        Pois um golpe de toalha rematou a aventura. Não lhe valeu a imensidade azul, nem a alegria das flores, nem a pompa das folhas verdes, contra uma toalha de rosto, dois palmos de linho cru. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque, é justo dizê-lo, se ela fosse azul, ou cor de laranja, não teria mais segura a vida; não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete, para recreio dos olhos. Não era. Esta última ideia restituiu-me a consolação; uni o dedo grande ao polegar, despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. Era tempo: aí vinham já as próvidas formigas… Não, volto à primeira ideia; creio que para ela era melhor ter nascido azul.


    (Memórias póstumas de Brás Cubas, 2001.)


    “— Também por que diabo não era ela azul? disse comigo.

         E esta reflexão, — uma das mais profundas que se tem feito, desde a invenção das borboletas, — me consolou do malefício, e me reconciliou comigo mesmo.” (3° /4° parágrafos)


    Tal reflexão aponta para
    Escolha uma alternativa para a questão 529d2638-75
  • Linguagens

    Espanhol

    Segunda Noticia

     El británico Norman Hammond, del instituto McDonald para la investigación arqueológica de la Universidad de Cambridge (Reino Unido) y profesor emérito en la Universidad de Boston, es una de las máximas autoridades mundiales en el mundo maya en general y en los yacimientos de Belice, en particular. No en vano Hammond trabajó desde 1970 hasta 2002 en varios lugares del país centroamericano. Aún atónito por la noticia de la destrucción de una pirámide milenaria por excavadoras de una empresa constructora, que buscaba grava para arreglar una carretera, Hammond cuenta por correo electrónico a EL PAÍS la importancia de Nohmul, el lugar arqueológico donde se produjo la demolición. “Nohmul, que significa El gran montículo, fue llamado así por su pirámide principal, que se elevó más de un centenar de metros por encima del suelo y era visible desde kilómetros de distancia. Ahora, el templo occidental, el segundo más importante de la ciudad, ha sido arrasado por un empresario local para construir caminos en el pueblo cercano de Douglas. Las fotografías satelitales muestran que el edificio casi ha desaparecido. Nohmul tenía aún muchos secretos que contarnos. Es una tragedia para Belice y para la erudición, en general”, cuenta. Periódico EL PAÍS. Madrid, 15/05/2013. 
    La forma “contarnos" (línea 56) trae el pronombre pospuesto. Es un caso obligatorio de énclisis. Además del infinitivo, ¿qué otros dos tiempos también obligan la posposición del pronombre?
    Escolha uma alternativa para a questão 52a006ec-16
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o capítulo intitulado “A borboleta preta” do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.


        No dia seguinte, como eu estivesse a preparar-me para descer, entrou no meu quarto uma borboleta [...]. A borboleta, depois de esvoaçar muito em torno de mim, pousou-me na testa. Sacudi-a, ela foi pousar na vidraça; e, porque eu a sacudisse de novo, saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. Era negra como a noite. O gesto brando com que, uma vez posta, começou a mover as asas, tinha um certo ar escarninho, que me aborreceu muito. Dei de ombros, saí do quarto; mas tornando lá, minutos depois, e achando-a ainda no mesmo lugar, senti um repelão dos nervos, lancei mão de uma toalha, bati-lhe e ela caiu.

        Não caiu morta; ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. Apiedei-me; tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. Era tarde; a infeliz expirou dentro de alguns segundos. Fiquei um pouco aborrecido, incomodado.

         — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo.

        E esta reflexão, — uma das mais profundas que se tem feito, desde a invenção das borboletas, — me consolou do malefício, e me reconciliou comigo mesmo. Deixei-me estar a contemplar o cadáver, com alguma simpatia, confesso. Imaginei que ela saíra do mato, almoçada e feliz. A manhã era linda. Veio por ali fora, modesta e negra, espairecendo as suas borboletices, sob a vasta cúpula de um céu azul, que é sempre azul, para todas as asas. Passa pela minha janela, entra e dá comigo. Suponho que nunca teria visto um homem; não sabia, portanto, o que era o homem; descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo, e viu que me movia, que tinha olhos, braços, pernas, um ar divino, uma estatura colossal. Então disse consigo: “Este é provavelmente o inventor das borboletas.” A ideia subjugou-a, aterrou-a; mas o medo, que é também sugestivo, insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa, e beijou-me na testa. Quando enxotada por mim, foi pousar na vidraça, viu dali o retrato de meu pai, e não é impossível que descobrisse meia verdade, a saber, que estava ali o pai do inventor das borboletas, e voou a pedir- -lhe misericórdia.

        Pois um golpe de toalha rematou a aventura. Não lhe valeu a imensidade azul, nem a alegria das flores, nem a pompa das folhas verdes, contra uma toalha de rosto, dois palmos de linho cru. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque, é justo dizê-lo, se ela fosse azul, ou cor de laranja, não teria mais segura a vida; não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete, para recreio dos olhos. Não era. Esta última ideia restituiu-me a consolação; uni o dedo grande ao polegar, despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. Era tempo: aí vinham já as próvidas formigas… Não, volto à primeira ideia; creio que para ela era melhor ter nascido azul.


    (Memórias póstumas de Brás Cubas, 2001.)


    No primeiro parágrafo, o narrador vale-se de uma expressão idiomática cujo sentido indica indiferença em:
    Escolha uma alternativa para a questão 52a127ea-75
  • Linguagens

    Literatura

    Para responder à questão, leia o capítulo intitulado “A borboleta preta” do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.


        No dia seguinte, como eu estivesse a preparar-me para descer, entrou no meu quarto uma borboleta [...]. A borboleta, depois de esvoaçar muito em torno de mim, pousou-me na testa. Sacudi-a, ela foi pousar na vidraça; e, porque eu a sacudisse de novo, saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. Era negra como a noite. O gesto brando com que, uma vez posta, começou a mover as asas, tinha um certo ar escarninho, que me aborreceu muito. Dei de ombros, saí do quarto; mas tornando lá, minutos depois, e achando-a ainda no mesmo lugar, senti um repelão dos nervos, lancei mão de uma toalha, bati-lhe e ela caiu.

        Não caiu morta; ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. Apiedei-me; tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. Era tarde; a infeliz expirou dentro de alguns segundos. Fiquei um pouco aborrecido, incomodado.

         — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo.

        E esta reflexão, — uma das mais profundas que se tem feito, desde a invenção das borboletas, — me consolou do malefício, e me reconciliou comigo mesmo. Deixei-me estar a contemplar o cadáver, com alguma simpatia, confesso. Imaginei que ela saíra do mato, almoçada e feliz. A manhã era linda. Veio por ali fora, modesta e negra, espairecendo as suas borboletices, sob a vasta cúpula de um céu azul, que é sempre azul, para todas as asas. Passa pela minha janela, entra e dá comigo. Suponho que nunca teria visto um homem; não sabia, portanto, o que era o homem; descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo, e viu que me movia, que tinha olhos, braços, pernas, um ar divino, uma estatura colossal. Então disse consigo: “Este é provavelmente o inventor das borboletas.” A ideia subjugou-a, aterrou-a; mas o medo, que é também sugestivo, insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa, e beijou-me na testa. Quando enxotada por mim, foi pousar na vidraça, viu dali o retrato de meu pai, e não é impossível que descobrisse meia verdade, a saber, que estava ali o pai do inventor das borboletas, e voou a pedir- -lhe misericórdia.

        Pois um golpe de toalha rematou a aventura. Não lhe valeu a imensidade azul, nem a alegria das flores, nem a pompa das folhas verdes, contra uma toalha de rosto, dois palmos de linho cru. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque, é justo dizê-lo, se ela fosse azul, ou cor de laranja, não teria mais segura a vida; não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete, para recreio dos olhos. Não era. Esta última ideia restituiu-me a consolação; uni o dedo grande ao polegar, despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. Era tempo: aí vinham já as próvidas formigas… Não, volto à primeira ideia; creio que para ela era melhor ter nascido azul.


    (Memórias póstumas de Brás Cubas, 2001.)


    Um traço estilístico marcante da prosa de Machado de Assis é a inclusão do leitor na própria tessitura do texto literário, a exemplo do que ocorre
    Escolha uma alternativa para a questão 52a3f174-75
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o capítulo intitulado “A borboleta preta” do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.


        No dia seguinte, como eu estivesse a preparar-me para descer, entrou no meu quarto uma borboleta [...]. A borboleta, depois de esvoaçar muito em torno de mim, pousou-me na testa. Sacudi-a, ela foi pousar na vidraça; e, porque eu a sacudisse de novo, saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. Era negra como a noite. O gesto brando com que, uma vez posta, começou a mover as asas, tinha um certo ar escarninho, que me aborreceu muito. Dei de ombros, saí do quarto; mas tornando lá, minutos depois, e achando-a ainda no mesmo lugar, senti um repelão dos nervos, lancei mão de uma toalha, bati-lhe e ela caiu.

        Não caiu morta; ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. Apiedei-me; tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. Era tarde; a infeliz expirou dentro de alguns segundos. Fiquei um pouco aborrecido, incomodado.

         — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo.

        E esta reflexão, — uma das mais profundas que se tem feito, desde a invenção das borboletas, — me consolou do malefício, e me reconciliou comigo mesmo. Deixei-me estar a contemplar o cadáver, com alguma simpatia, confesso. Imaginei que ela saíra do mato, almoçada e feliz. A manhã era linda. Veio por ali fora, modesta e negra, espairecendo as suas borboletices, sob a vasta cúpula de um céu azul, que é sempre azul, para todas as asas. Passa pela minha janela, entra e dá comigo. Suponho que nunca teria visto um homem; não sabia, portanto, o que era o homem; descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo, e viu que me movia, que tinha olhos, braços, pernas, um ar divino, uma estatura colossal. Então disse consigo: “Este é provavelmente o inventor das borboletas.” A ideia subjugou-a, aterrou-a; mas o medo, que é também sugestivo, insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa, e beijou-me na testa. Quando enxotada por mim, foi pousar na vidraça, viu dali o retrato de meu pai, e não é impossível que descobrisse meia verdade, a saber, que estava ali o pai do inventor das borboletas, e voou a pedir- -lhe misericórdia.

        Pois um golpe de toalha rematou a aventura. Não lhe valeu a imensidade azul, nem a alegria das flores, nem a pompa das folhas verdes, contra uma toalha de rosto, dois palmos de linho cru. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque, é justo dizê-lo, se ela fosse azul, ou cor de laranja, não teria mais segura a vida; não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete, para recreio dos olhos. Não era. Esta última ideia restituiu-me a consolação; uni o dedo grande ao polegar, despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. Era tempo: aí vinham já as próvidas formigas… Não, volto à primeira ideia; creio que para ela era melhor ter nascido azul.


    (Memórias póstumas de Brás Cubas, 2001.)


    Antecipa uma informação que será fornecida posteriormente no texto o termo sublinhado em:
    Escolha uma alternativa para a questão 52a6b1e2-75
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o capítulo intitulado “A borboleta preta” do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.


        No dia seguinte, como eu estivesse a preparar-me para descer, entrou no meu quarto uma borboleta [...]. A borboleta, depois de esvoaçar muito em torno de mim, pousou-me na testa. Sacudi-a, ela foi pousar na vidraça; e, porque eu a sacudisse de novo, saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. Era negra como a noite. O gesto brando com que, uma vez posta, começou a mover as asas, tinha um certo ar escarninho, que me aborreceu muito. Dei de ombros, saí do quarto; mas tornando lá, minutos depois, e achando-a ainda no mesmo lugar, senti um repelão dos nervos, lancei mão de uma toalha, bati-lhe e ela caiu.

        Não caiu morta; ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. Apiedei-me; tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. Era tarde; a infeliz expirou dentro de alguns segundos. Fiquei um pouco aborrecido, incomodado.

         — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo.

        E esta reflexão, — uma das mais profundas que se tem feito, desde a invenção das borboletas, — me consolou do malefício, e me reconciliou comigo mesmo. Deixei-me estar a contemplar o cadáver, com alguma simpatia, confesso. Imaginei que ela saíra do mato, almoçada e feliz. A manhã era linda. Veio por ali fora, modesta e negra, espairecendo as suas borboletices, sob a vasta cúpula de um céu azul, que é sempre azul, para todas as asas. Passa pela minha janela, entra e dá comigo. Suponho que nunca teria visto um homem; não sabia, portanto, o que era o homem; descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo, e viu que me movia, que tinha olhos, braços, pernas, um ar divino, uma estatura colossal. Então disse consigo: “Este é provavelmente o inventor das borboletas.” A ideia subjugou-a, aterrou-a; mas o medo, que é também sugestivo, insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa, e beijou-me na testa. Quando enxotada por mim, foi pousar na vidraça, viu dali o retrato de meu pai, e não é impossível que descobrisse meia verdade, a saber, que estava ali o pai do inventor das borboletas, e voou a pedir- -lhe misericórdia.

        Pois um golpe de toalha rematou a aventura. Não lhe valeu a imensidade azul, nem a alegria das flores, nem a pompa das folhas verdes, contra uma toalha de rosto, dois palmos de linho cru. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque, é justo dizê-lo, se ela fosse azul, ou cor de laranja, não teria mais segura a vida; não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete, para recreio dos olhos. Não era. Esta última ideia restituiu-me a consolação; uni o dedo grande ao polegar, despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. Era tempo: aí vinham já as próvidas formigas… Não, volto à primeira ideia; creio que para ela era melhor ter nascido azul.


    (Memórias póstumas de Brás Cubas, 2001.)


    Expletivo: Diz-se das palavras ou expressões que, embora desnecessárias ao sentido da frase, se usam como realce ou ênfase. Exemplos: “Reparem, lá saiu aos trancos o carrão novo da Prefeitura...” (Josué Guimarães) / “O porquinho-da- -índia queria era estar debaixo do fogão.” (Manuel Bandeira).


    (Domingos Paschoal Cegalla. Dicionário de dificuldades da língua portuguesa, 2009. Adaptado.)


    O narrador faz uso de um expletivo no seguinte trecho do capítulo:
    Escolha uma alternativa para a questão 52a95f35-75
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o capítulo intitulado “A borboleta preta” do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.


        No dia seguinte, como eu estivesse a preparar-me para descer, entrou no meu quarto uma borboleta [...]. A borboleta, depois de esvoaçar muito em torno de mim, pousou-me na testa. Sacudi-a, ela foi pousar na vidraça; e, porque eu a sacudisse de novo, saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. Era negra como a noite. O gesto brando com que, uma vez posta, começou a mover as asas, tinha um certo ar escarninho, que me aborreceu muito. Dei de ombros, saí do quarto; mas tornando lá, minutos depois, e achando-a ainda no mesmo lugar, senti um repelão dos nervos, lancei mão de uma toalha, bati-lhe e ela caiu.

        Não caiu morta; ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. Apiedei-me; tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. Era tarde; a infeliz expirou dentro de alguns segundos. Fiquei um pouco aborrecido, incomodado.

         — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo.

        E esta reflexão, — uma das mais profundas que se tem feito, desde a invenção das borboletas, — me consolou do malefício, e me reconciliou comigo mesmo. Deixei-me estar a contemplar o cadáver, com alguma simpatia, confesso. Imaginei que ela saíra do mato, almoçada e feliz. A manhã era linda. Veio por ali fora, modesta e negra, espairecendo as suas borboletices, sob a vasta cúpula de um céu azul, que é sempre azul, para todas as asas. Passa pela minha janela, entra e dá comigo. Suponho que nunca teria visto um homem; não sabia, portanto, o que era o homem; descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo, e viu que me movia, que tinha olhos, braços, pernas, um ar divino, uma estatura colossal. Então disse consigo: “Este é provavelmente o inventor das borboletas.” A ideia subjugou-a, aterrou-a; mas o medo, que é também sugestivo, insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa, e beijou-me na testa. Quando enxotada por mim, foi pousar na vidraça, viu dali o retrato de meu pai, e não é impossível que descobrisse meia verdade, a saber, que estava ali o pai do inventor das borboletas, e voou a pedir- -lhe misericórdia.

        Pois um golpe de toalha rematou a aventura. Não lhe valeu a imensidade azul, nem a alegria das flores, nem a pompa das folhas verdes, contra uma toalha de rosto, dois palmos de linho cru. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque, é justo dizê-lo, se ela fosse azul, ou cor de laranja, não teria mais segura a vida; não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete, para recreio dos olhos. Não era. Esta última ideia restituiu-me a consolação; uni o dedo grande ao polegar, despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. Era tempo: aí vinham já as próvidas formigas… Não, volto à primeira ideia; creio que para ela era melhor ter nascido azul.


    (Memórias póstumas de Brás Cubas, 2001.)


    Pode ser atribuído valor de posse ao pronome sublinhado no seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão 52ac159b-75
  • Linguagens

    Literatura

    A group of poets who set a new standard of formal precision in lyric poetry from the 1860s to the 1890s, partly in reaction against the emotional extravagance of romanticism. Adopting Leconte de Lisle as their leader, they followed Theophile Gautier’s principle of art for art’s sake, sometimes championing the virtues of impersonality and of traditional verse-forms.


    (Chris Baldick. The Concise Oxford Dictionary of Literary Terms, 2001. Adaptado.)


    O texto refere-se aos poetas
    Escolha uma alternativa para a questão 52aec43a-75
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a fábula “A rosa de seda” do escritor português Fernando Pessoa.



        Num fabulário ainda por encontrar será um dia lida esta fábula:

        A uma bordadora dum país longínquo foi encomendado pela sua rainha que bordasse, sobre seda ou cetim, entre folhas, uma rosa branca. A bordadora, como era muito jovem, foi procurar por toda a parte aquela rosa branca perfeitíssima, em cuja semelhança bordasse a sua. Mas sucedia que umas rosas eram menos belas do que lhe convinha, e que outras não eram brancas como deviam ser. Gastou dias sobre dias, chorosas horas, buscando a rosa que imitasse com seda, e, como nos países longínquos nunca deixa de haver pena de morte, ela sabia bem que, pelas leis dos contos como este, não podiam deixar de a matar se ela não bordasse a rosa branca.

        Por fim, não tendo melhor remédio, bordou de memória a rosa que lhe haviam exigido. Depois de a bordar foi compará-la com as rosas brancas que existem realmente nas roseiras. Sucedeu que todas as rosas se pareciam exatamente com a rosa que ela bordara, que cada uma delas era exatamente aquela.

        Ela levou o trabalho ao palácio e é de supor que casasse com o príncipe.

        No fabulário de onde vem, esta fábula não traz moralidade. Mesmo porque, na idade de ouro, as fábulas não tinham moralidade nenhuma.


    (Fernando Pessoa. Contos completos, fábulas e crônicas decorativas, 2018.)
    A onisciência do narrador da fábula mostra-se prejudicada no seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão 52b1d884-75
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a fábula “A rosa de seda” do escritor português Fernando Pessoa.



        Num fabulário ainda por encontrar será um dia lida esta fábula:

        A uma bordadora dum país longínquo foi encomendado pela sua rainha que bordasse, sobre seda ou cetim, entre folhas, uma rosa branca. A bordadora, como era muito jovem, foi procurar por toda a parte aquela rosa branca perfeitíssima, em cuja semelhança bordasse a sua. Mas sucedia que umas rosas eram menos belas do que lhe convinha, e que outras não eram brancas como deviam ser. Gastou dias sobre dias, chorosas horas, buscando a rosa que imitasse com seda, e, como nos países longínquos nunca deixa de haver pena de morte, ela sabia bem que, pelas leis dos contos como este, não podiam deixar de a matar se ela não bordasse a rosa branca.

        Por fim, não tendo melhor remédio, bordou de memória a rosa que lhe haviam exigido. Depois de a bordar foi compará-la com as rosas brancas que existem realmente nas roseiras. Sucedeu que todas as rosas se pareciam exatamente com a rosa que ela bordara, que cada uma delas era exatamente aquela.

        Ela levou o trabalho ao palácio e é de supor que casasse com o príncipe.

        No fabulário de onde vem, esta fábula não traz moralidade. Mesmo porque, na idade de ouro, as fábulas não tinham moralidade nenhuma.


    (Fernando Pessoa. Contos completos, fábulas e crônicas decorativas, 2018.)
    “Depois de a bordar foi compará-la com as rosas brancas que existem realmente nas roseiras. Sucedeu que todas as rosas se pareciam exatamente com a rosa que ela bordara, que cada uma delas era exatamente aquela.” (3° parágrafo)


    Nesse trecho, o narrador relata uma série de fatos ocorridos no passado. Um fato anterior a esse tempo passado está indicado pela seguinte forma verbal:
    Escolha uma alternativa para a questão 52b4b660-75
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a fábula “A rosa de seda” do escritor português Fernando Pessoa.



        Num fabulário ainda por encontrar será um dia lida esta fábula:

        A uma bordadora dum país longínquo foi encomendado pela sua rainha que bordasse, sobre seda ou cetim, entre folhas, uma rosa branca. A bordadora, como era muito jovem, foi procurar por toda a parte aquela rosa branca perfeitíssima, em cuja semelhança bordasse a sua. Mas sucedia que umas rosas eram menos belas do que lhe convinha, e que outras não eram brancas como deviam ser. Gastou dias sobre dias, chorosas horas, buscando a rosa que imitasse com seda, e, como nos países longínquos nunca deixa de haver pena de morte, ela sabia bem que, pelas leis dos contos como este, não podiam deixar de a matar se ela não bordasse a rosa branca.

        Por fim, não tendo melhor remédio, bordou de memória a rosa que lhe haviam exigido. Depois de a bordar foi compará-la com as rosas brancas que existem realmente nas roseiras. Sucedeu que todas as rosas se pareciam exatamente com a rosa que ela bordara, que cada uma delas era exatamente aquela.

        Ela levou o trabalho ao palácio e é de supor que casasse com o príncipe.

        No fabulário de onde vem, esta fábula não traz moralidade. Mesmo porque, na idade de ouro, as fábulas não tinham moralidade nenhuma.


    (Fernando Pessoa. Contos completos, fábulas e crônicas decorativas, 2018.)
    Assume um caráter metalinguístico o seguinte trecho da fábula:
    Escolha uma alternativa para a questão 52b73f2d-75
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UEG 2010, Coesão e coerência

    Com relação aos aspectos coesivos do texto, nota-se que a expressão
    Escolha uma alternativa para a questão 52b76d1d-6d
  • Linguagens

    Inglês

    Read the text to answer question.


    Imagem da questão de Inglês, Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo 2025, Interpretação de texto | Reading comprehension


        New York Giants1 wide receiver Malik Nabers has not practiced while recovering from a persisting toe injury. While the concussion has affected his availability thus far, Giants coach Brian Daboll said there were no concerns about Nabers potentially missing training camp. Nabers’ toe injury dates back to his days at Louisiana State University (LSU), though it does not require a procedural fix. It didn’t cause him to miss any time as a rookie2 with the Giants in 2024. He was sidelined for two games while recovering from a concussion. In spite of that, Nabers still made the All-Rookie Team and earned a Pro Bowl3 bid after catching 109 passes for 1,204 yards and seven touchdowns. He broke New York’s single-season receptions record in the process, surpassing Steve Smith, and set the National Football League (NFL) record for most receptions by a rookie.


    (Will Backus. www.cbssports.com, 18.06.2025. Adapted.)


    1New York Giants: a professional American football team.

    2 rookie: any player who is in their first season playing professional football, having never signed a contract with a professional team before.

    3Pro Bowl: the NFL’s annual all-star game, showcasing the league’s top players. 
    The main purpose of the text is to
    Escolha uma alternativa para a questão 52b9c00f-75
  • Linguagens

    Espanhol

    Leia o texto que segue e responda às questões de 83 a 86.

    Imagem da questão de Espanhol, UFG 2010, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura

    En la visión del periodista, entre los motivos que reflejan que la mayoría de los escolares sea una “pandilla de adolescentes malcriados” está su
    Escolha uma alternativa para a questão 52bb7862-58