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Questões de Linguagens do ENEM

Todas as questões de Linguagens do banco, com gabarito em cada página. Combine com ano, disciplina e dificuldade para montar sua lista de estudo.

  • 18.995 questões
  • 4 disciplinas
  • 219 assuntos

Resultados: 18.995 questões

Página 40 de 950

  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho de uma entrevista concedida por Tarcízio Silva, autor do livro Racismo Algorítmico: mídia, inteligência artificial e discriminação nas redes digitais.


    Quais os impactos do racismo algorítmico, principalmente em relação a minorias raciais no Brasil e no mundo?


    — As tecnologias digitais possuem dualidades que podem pender para a opressão em sociedades marcadas pelas desigualdades. Manifestações mais individualizadas do racismo algorítmico podem acontecer em quase todas as esferas da vida e são cada vez mais mediadas por tecnologias digitais como plataformas, aplicativos e sistemas de classificação e ranqueamento. Assim, a mediação algorítmi ca de decisões em áreas como serviços públicos, liberda de de expressão, trabalho, remuneração, segurança e até acesso à saúde pode aumentar as disparidades já conheci das socialmente.


    Seria o racismo algorítmico apenas uma consequência do racismo estrutural?


    — O racismo algorítmico é uma espécie de atualização do racismo estrutural. Nesse contexto, o desenvolvimento de tecnologias algorítmicas se alimenta do histórico social para oferecer uma pretensa inteligência artificial, ou seja, que, na verdade, é comprometida com o patriarcado e o colonialismo. Essa desinteligência artificial atualiza opressões como o racismo estrutural.


    (Daiane Batista. “Tarcízio Silva: ‘O racismo algorítmico é uma espécie de atualização do racismo estrutural’”. https://cee.fiocruz.br, 30.03.2023. Adaptado.)


    Com base nas respostas de Tarcízio Silva, compreender o racismo algorítmico como uma forma atualizada de racismo estrutural implica reconhecer que


    Escolha uma alternativa para a questão b0459131-00
  • Linguagens

    Português

    Texto 1


    O uso de inteligência artificial (IA) para tarefas simples e complexas está se tornando cada vez mais comum, mas você já se perguntou se dizer “por favor” e “obrigado” a uma IA afeta a resposta que ela dará? Estudos da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, revelaram que a resposta da IA variava dependendo se a pessoa era gentil ou não. “A linguagem educada na comunicação humana frequentemente gera maior conformidade e eficácia, enquanto a grosseria pode causar aversão, o que afeta a qualidade da resposta”, afirmou o estudo.


    (https://oglobo.globo.com, 18.04.2025. Adaptado.)


    Texto 2


    Dizer “obrigada” e “por favor” para o ChatGPT pode au mentar ainda mais os custos de seu funcionamento. A em presa criadora do chatbot, OpenAI, gasta até US$ 700 mil por dia para manter o ChatGPT ativo, e cada resposta consome mais do que só eletricidade: há água, dados e bilhões em jogo. Destacam-se não apenas os custos financeiros, mas também o impacto ambiental dos modelos de inteligência artificial mais avançada do mundo. Modelos como o GPT-4 demandam uma grande infraestrutura computacional para entregar respostas em segundos.


    (Tamires Vitorio. https://exame.com, 19.04.2025. Adaptado.)


    Os textos 1 e 2 demonstram que as novas dinâmicas da relação entre indivíduo e tecnologia expressam a


    Escolha uma alternativa para a questão b04318eb-00
  • Linguagens

    Português

    Leia a transcrição de uma reportagem publicada no canal “Jornalismo TV Cultura”, no YouTube.


    Uma prática que movimenta cinco milhões de reais por mês em todo o país: os bancos comunitários, regulamenta dos pelo Banco Central, que funcionam principalmente em pequenas comunidades. Um exemplo dessa prática ocorre no Açougue do Silvestre, na Zona Sul de São Paulo, que aceita várias formas de pagamento. “Pode pagar com dinhei ro real, com moeda Sampaio ou com cartões”. Não, você não ouviu errado, aqui se aceita o Sampaio, uma moeda social. Ela foi criada no bairro Jardim Maria Sampaio e só pode ser usada por aqui. “Para o comerciante, troca um por um. Dá um real, recebe um Sampaio. Dá um Sampaio, recebe um real. Então, para a gente, é dinheiro vivo. Mesma coisa do que fosse o real”, diz o dono do açougue.

    Imagem da questão de Português, UNESP 2025, Interpretação de Textos


    A alternativa ao uso do real para pagamentos, apresentada na reportagem, demonstra uma estratégia de

    Escolha uma alternativa para a questão b020b056-00
  • Linguagens

    Literatura

    Analise o excerto do romance Esaú e Jacó, de Machado de Assis, publicado originalmente em 1904.


    — Mas o que é que há? perguntou Aires.

    — A república está proclamada.

    — Já há governo?

    — Penso que já; mas diga-me V. Ex.a: ouviu alguém acusar-me jamais de atacar o governo? Ninguém. Entretanto... Uma fatalidade! Venha em meu socorro. Excelentíssimo. Ajude-me a sair deste embaraço. A tabuleta está pronta, o nome todo pintado. — “Confeitaria do Império”, a tinta é viva e bonita. O pintor teima em que lhe pague o trabalho, para então fazer outro. Eu, se a obra não estivesse acabada, mudava de título, por mais que me custasse, mas hei de perder o dinheiro que gastei? V. Ex.a crê que, se ficar “Império”, venham quebrar-me as vidraças?

    — Isso não sei.

    — Realmente, não há motivo; é o nome da casa, nome de trinta anos, ninguém a conhece de outro modo.

    — Mas pode por “Confeitaria da República”...

    — Lembrou-me isso, em caminho, mas também me lembrou que, se daqui a um ou dous meses, houver nova reviravolta, fico no ponto em que estou hoje, e perco outra vez o dinheiro.


    (Machado de Assis. Obra completa, 1986.)


    O excerto mostra um diálogo do proprietário de uma confeita ria com outro personagem, o Conselheiro Aires. No diálogo, o dono da confeitaria expressa

    Escolha uma alternativa para a questão b0095dd7-00
  • Linguagens

    Inglês

    Leia o texto para responder à questão.



    Dr. Mariangela Hungria will receive the $500,000 award for her work to utilize biological processes to sustainably improve crop1 nutrition, yields2 and productivity. The scientist whose discoveries helped Brazil become a global agricultural powerhouse has been named the 2025 World Food Prize Laureate.



    Dr. Mariangela Hungria, a microbiologist from São Paulo, has developed dozens of biological seed and soil treatments that help crops source nutrients through soil bacteria, significantly increasing yields of major crops while also reducing the need for synthetic fertilizer. Her products are estimated to have been used across more than 40 million hectares in Brazil, saving farmers up to US$40 billion a year in costs while avoiding more than 180 million metric tons of CO2 equivalent emissions per year.



    Dr. Hungria’s work has helped improve yields of wheat, corn, rice, common beans, and other major crops, including soybean, which is now Brazil’s top agricultural export. Over her 40-year career with the Brazilian Agricultural Research Corporation (Embrapa), national soybean production increased from 15 million tons in 1979 to an anticipated 173 million tons in the next harvest3 in 2025.



    Dr. Hungria, who overcame prejudices against women and young mothers in academia to be named one of the 100 most powerful women in agriculture in Brazil by Forbes magazine in 2021, said she was inspired by Dr. Norman Borlaug, the father of the Green Revolution and founder of the World Food Prize. “I like to say that he made the Green Revolution possible, and we had this great opportunity to start a ‘micro green revolution’ — a green revolution, but with microorganisms,” she added. “I can’t quite believe I am now receiving the World Food Prize. Many people questioned me and my abilities throughout my career but I believed in what I was doing and persevered. The role of women in agriculture, from farming to science, deserves more recognition. I hope my achievement inspires others to pursue their passions in science.”



    (www.worldfoodprize.org, 13.05.2025. Adaptado.)


    1crop: cultivated plant that is grown as food, especially grain, fruit or vegetable.


    2yields: the full amounts of an agricultural product.


    3harvest: the crops that are cut and collected.

    According to the fourth paragraph, during her career, Dr. Hungria had to face

    Escolha uma alternativa para a questão aff570fb-00
  • Linguagens

    Inglês

    Leia o texto para responder à questão.



    Dr. Mariangela Hungria will receive the $500,000 award for her work to utilize biological processes to sustainably improve crop1 nutrition, yields2 and productivity. The scientist whose discoveries helped Brazil become a global agricultural powerhouse has been named the 2025 World Food Prize Laureate.



    Dr. Mariangela Hungria, a microbiologist from São Paulo, has developed dozens of biological seed and soil treatments that help crops source nutrients through soil bacteria, significantly increasing yields of major crops while also reducing the need for synthetic fertilizer. Her products are estimated to have been used across more than 40 million hectares in Brazil, saving farmers up to US$40 billion a year in costs while avoiding more than 180 million metric tons of CO2 equivalent emissions per year.



    Dr. Hungria’s work has helped improve yields of wheat, corn, rice, common beans, and other major crops, including soybean, which is now Brazil’s top agricultural export. Over her 40-year career with the Brazilian Agricultural Research Corporation (Embrapa), national soybean production increased from 15 million tons in 1979 to an anticipated 173 million tons in the next harvest3 in 2025.



    Dr. Hungria, who overcame prejudices against women and young mothers in academia to be named one of the 100 most powerful women in agriculture in Brazil by Forbes magazine in 2021, said she was inspired by Dr. Norman Borlaug, the father of the Green Revolution and founder of the World Food Prize. “I like to say that he made the Green Revolution possible, and we had this great opportunity to start a ‘micro green revolution’ — a green revolution, but with microorganisms,” she added. “I can’t quite believe I am now receiving the World Food Prize. Many people questioned me and my abilities throughout my career but I believed in what I was doing and persevered. The role of women in agriculture, from farming to science, deserves more recognition. I hope my achievement inspires others to pursue their passions in science.”



    (www.worldfoodprize.org, 13.05.2025. Adaptado.)


    1crop: cultivated plant that is grown as food, especially grain, fruit or vegetable.


    2yields: the full amounts of an agricultural product.


    3harvest: the crops that are cut and collected.

    De acordo com o texto, a cultura agrícola que foi mais impactada pela pesquisa da Dra. Mariangela Hungria é a

    Escolha uma alternativa para a questão afee1438-00
  • Linguagens

    Inglês

    Leia o texto para responder à questão.



    Dr. Mariangela Hungria will receive the $500,000 award for her work to utilize biological processes to sustainably improve crop1 nutrition, yields2 and productivity. The scientist whose discoveries helped Brazil become a global agricultural powerhouse has been named the 2025 World Food Prize Laureate.



    Dr. Mariangela Hungria, a microbiologist from São Paulo, has developed dozens of biological seed and soil treatments that help crops source nutrients through soil bacteria, significantly increasing yields of major crops while also reducing the need for synthetic fertilizer. Her products are estimated to have been used across more than 40 million hectares in Brazil, saving farmers up to US$40 billion a year in costs while avoiding more than 180 million metric tons of CO2 equivalent emissions per year.



    Dr. Hungria’s work has helped improve yields of wheat, corn, rice, common beans, and other major crops, including soybean, which is now Brazil’s top agricultural export. Over her 40-year career with the Brazilian Agricultural Research Corporation (Embrapa), national soybean production increased from 15 million tons in 1979 to an anticipated 173 million tons in the next harvest3 in 2025.



    Dr. Hungria, who overcame prejudices against women and young mothers in academia to be named one of the 100 most powerful women in agriculture in Brazil by Forbes magazine in 2021, said she was inspired by Dr. Norman Borlaug, the father of the Green Revolution and founder of the World Food Prize. “I like to say that he made the Green Revolution possible, and we had this great opportunity to start a ‘micro green revolution’ — a green revolution, but with microorganisms,” she added. “I can’t quite believe I am now receiving the World Food Prize. Many people questioned me and my abilities throughout my career but I believed in what I was doing and persevered. The role of women in agriculture, from farming to science, deserves more recognition. I hope my achievement inspires others to pursue their passions in science.”



    (www.worldfoodprize.org, 13.05.2025. Adaptado.)


    1crop: cultivated plant that is grown as food, especially grain, fruit or vegetable.


    2yields: the full amounts of an agricultural product.


    3harvest: the crops that are cut and collected.

    According to the text, Dr. Hungria’s research showed positive results in

    Escolha uma alternativa para a questão afe849d6-00
  • Linguagens

    Português

    Examine a tirinha do cartunista americano Bill Watterson (1958-). 

    Imagem da questão de Português, UNESP 2025, Morfologia

    (Bill Watterson. Calvin e Haroldo: e foi assim que tudo começou, 2007.)


    Para obter seu efeito de humor, a tirinha explora o fenômeno linguístico denominado
    Escolha uma alternativa para a questão afe06a64-00
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o início do ensaio “Bom dia, senhor Courbet!” do crítico de arte Jorge Coli (1947- ).



    Gustave Courbet (1819-1877) e sua obra revelam uma relação intrincada entre aquilo que é subjetivo e aquilo que é coletivo; entre aquilo que é biografia individual e aquilo que é pintura propriamente dita. Não se trata de uma obra, à primeira vista, sedutora. Ao contrário, ela elimina o fascínio mais imediato — o fascínio das belas cores, por exemplo; o fascínio dos temas, torturados ou felizes. Contraditória com o modo de ser do artista — que era truculento, tagarela, escandaloso, barulhento —, essa obra é grave e silenciosa. Ela exige recolhimento, meditação, ela exige a frequentação persistente, ela exige o olhar prolongado. Os quadros de Courbet dão a impressão de conterem elementos destinados a afugentar o olhar superficial e mesmo, algumas vezes, a horrorizá-lo.

    Mas essa obra e seu autor, de modo cúmplice, promoveram o desgarramento dos vínculos que submetiam os artistas a valores que estavam constituídos fora deles. Até Courbet, os artistas dependiam de um universo ético que estavam encarregados de veicular — por exemplo, Jacques-Louis David (1748-1825) celebra a Revolução Francesa, ou celebra o Império napoleônico; Eugène Delacroix (1798-1863) tratará de temas que envolvem a liberdade política. O que nós assistimos com a arte de Courbet é ao seu afastamento desses critérios externos que possuem valores já constituídos, e ao estabelecimento, para o artista, de um lugar que é independente e que lhe é próprio: este lugar é o da marginalidade. Courbet circunscreve pela primeira vez o campo da marginalidade, e o define como um território de eleição, um território privilegiado em relação ao dos outros homens.

    O artista marginal é aquele que não deve mais nada nem ao mundo, nem a ninguém — a não ser a si próprio. Ao mesmo tempo independente e consciente da elevação de sua tarefa artística, é obrigado, para manter-se à altura de si mesmo, a estabelecer os seus próprios valores. Isto é, ele é obrigado a construir uma ética para si.


    (https://artepensamento.ims.com.br, 1992. Adaptado.)



    “O que nós assistimos com a arte de Courbet é ao seu afastamento desses critérios externos que possuem valores já constituídos, e ao estabelecimento, para o artista, de um lugar que é independente e que lhe é próprio: este lugar é o da marginalidade. Courbet circunscreve pela primeira vez o campo da marginalidade, e o define como um território de eleição, um território privilegiado em relação ao dos outros homens.” (2o parágrafo)


    Os termos sublinhados referem-se, respectivamente, a

    Escolha uma alternativa para a questão afd90441-00
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o início do ensaio “Bom dia, senhor Courbet!” do crítico de arte Jorge Coli (1947- ).



    Gustave Courbet (1819-1877) e sua obra revelam uma relação intrincada entre aquilo que é subjetivo e aquilo que é coletivo; entre aquilo que é biografia individual e aquilo que é pintura propriamente dita. Não se trata de uma obra, à primeira vista, sedutora. Ao contrário, ela elimina o fascínio mais imediato — o fascínio das belas cores, por exemplo; o fascínio dos temas, torturados ou felizes. Contraditória com o modo de ser do artista — que era truculento, tagarela, escandaloso, barulhento —, essa obra é grave e silenciosa. Ela exige recolhimento, meditação, ela exige a frequentação persistente, ela exige o olhar prolongado. Os quadros de Courbet dão a impressão de conterem elementos destinados a afugentar o olhar superficial e mesmo, algumas vezes, a horrorizá-lo.

    Mas essa obra e seu autor, de modo cúmplice, promoveram o desgarramento dos vínculos que submetiam os artistas a valores que estavam constituídos fora deles. Até Courbet, os artistas dependiam de um universo ético que estavam encarregados de veicular — por exemplo, Jacques-Louis David (1748-1825) celebra a Revolução Francesa, ou celebra o Império napoleônico; Eugène Delacroix (1798-1863) tratará de temas que envolvem a liberdade política. O que nós assistimos com a arte de Courbet é ao seu afastamento desses critérios externos que possuem valores já constituídos, e ao estabelecimento, para o artista, de um lugar que é independente e que lhe é próprio: este lugar é o da marginalidade. Courbet circunscreve pela primeira vez o campo da marginalidade, e o define como um território de eleição, um território privilegiado em relação ao dos outros homens.

    O artista marginal é aquele que não deve mais nada nem ao mundo, nem a ninguém — a não ser a si próprio. Ao mesmo tempo independente e consciente da elevação de sua tarefa artística, é obrigado, para manter-se à altura de si mesmo, a estabelecer os seus próprios valores. Isto é, ele é obrigado a construir uma ética para si.


    (https://artepensamento.ims.com.br, 1992. Adaptado.)



    Caracteriza-se por uma menor impessoalidade o seguinte trecho do ensaio:


    Escolha uma alternativa para a questão afcf37e8-00
  • Linguagens

    Português

    Examine o post publicado pela comunidade “The Language Nerds” em sua conta no Facebook em 01.09.2019.

    Imagem da questão de Português, UNESP 2025, Interpretação de Textos

    Estereótipo é uma generalização simplificada e preconcebi da, que reduz a complexidade de indivíduos a características padronizadas, com base em ideias repetidas sobre determinado grupo. O post explora o estereótipo de que

    Escolha uma alternativa para a questão afc85e72-00
  • Linguagens

    Português

    Para responder a questão, leia o primeiro poema da seção intitulada “Homenagem a Ricardo Reis”, da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), publicado originalmente em 1972 no livro Dual.


    Não creias, Lídia, que nenhum estio1
    Por nós perdido possa regressar
                        Oferecendo a flor
                        Que adiamos colher.


    Cada dia te é dado uma só vez
    E no redondo círculo da noite
                        Não existe piedade
                        Para aquele que hesita.


    Mais tarde será tarde e já é tarde.
    O tempo apaga tudo menos esse
                        Longo indelével rasto2
                        Que o não-vivido deixa.


    Não creias na demora em que te medes.
    Jamais se detém Kronos3 cujo passo
                        Vai sempre mais à frente
                        Do que o teu próprio passo.


    (Sophia de Mello Breyner Andresen. Coral e outros poemas, 2018.)


    1 estio: verão.
    2 rasto: rastro.
    3Kronos: do grego khrónos, “tempo”. Na mitologia grega, titã do tempo.
    Com a intenção de obter maior expressividade, o eu lírico lança mão de uma construção pleonástica no seguinte verso:

    Escolha uma alternativa para a questão afc5936e-00
  • Linguagens

    Literatura

    Para responder a questão, leia o primeiro poema da seção intitulada “Homenagem a Ricardo Reis”, da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), publicado originalmente em 1972 no livro Dual.


    Não creias, Lídia, que nenhum estio1
    Por nós perdido possa regressar
                        Oferecendo a flor
                        Que adiamos colher.


    Cada dia te é dado uma só vez
    E no redondo círculo da noite
                        Não existe piedade
                        Para aquele que hesita.


    Mais tarde será tarde e já é tarde.
    O tempo apaga tudo menos esse
                        Longo indelével rasto2
                        Que o não-vivido deixa.


    Não creias na demora em que te medes.
    Jamais se detém Kronos3 cujo passo
                        Vai sempre mais à frente
                        Do que o teu próprio passo.


    (Sophia de Mello Breyner Andresen. Coral e outros poemas, 2018.)


    1 estio: verão.
    2 rasto: rastro.
    3Kronos: do grego khrónos, “tempo”. Na mitologia grega, titã do tempo.
    Depreende-se das reflexões do eu lírico uma visão de mundo influenciada, sobretudo, pela

    Escolha uma alternativa para a questão afc32975-00
  • Linguagens

    Português

    Para responder a questão, leia o primeiro poema da seção intitulada “Homenagem a Ricardo Reis”, da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), publicado originalmente em 1972 no livro Dual.


    Não creias, Lídia, que nenhum estio1
    Por nós perdido possa regressar
                        Oferecendo a flor
                        Que adiamos colher.


    Cada dia te é dado uma só vez
    E no redondo círculo da noite
                        Não existe piedade
                        Para aquele que hesita.


    Mais tarde será tarde e já é tarde.
    O tempo apaga tudo menos esse
                        Longo indelével rasto2
                        Que o não-vivido deixa.


    Não creias na demora em que te medes.
    Jamais se detém Kronos3 cujo passo
                        Vai sempre mais à frente
                        Do que o teu próprio passo.


    (Sophia de Mello Breyner Andresen. Coral e outros poemas, 2018.)


    1 estio: verão.
    2 rasto: rastro.
    3Kronos: do grego khrónos, “tempo”. Na mitologia grega, titã do tempo.
    “O tempo apaga tudo menos esse
                        Longo indelével rasto
                        Que o não-vivido deixa.” (3a estrofe)


    Depreende-se desses versos que

    Escolha uma alternativa para a questão afbe19c7-00
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia um trecho do romance ilustrado As aventuras de Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, de Angelo Agostini (1843-1910) e Cândido Aragonez de Faria (1849-1911), publicado original mente entre 30 de janeiro de 1869 e 12 de outubro de 1872. O Dia do Quadrinho Nacional é celebrado em 30 de janeiro em razão justamente da data de publicação do primeiro capítulo desse romance ilustrado.


    Nhô1 Quim, jovem de vinte anos, filho único de gente rica porém honrada, namorara-se de sinhá Rosa, moça virtuosa, mas que... de louça nem um pires. O velho Quim, tendo só em vista a felicidade do pequeno, entende que mulher sem dinheiro é asneira; e por isso em lugar de mandar o filho plantar batatas, (o que seria muito proveitoso na roça), resolve-o a dar um passeio à Corte para distraí-lo.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UNESP 2025, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, UNESP 2025, Interpretação de Textos




    (Angelo Agostini e Cândido Aragonez de Faria. As aventuras do Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, 2024. Adaptado.)


    1nhô: tratamento reverente dispensado originalmente aos brancos, especialmente aos patrões ou proprietários, pelos escravizados.

    2ruço: pelo castanho-claro.

    3selim: sela para montaria.

    4ratão: indivíduo excêntrico, extravagante.

    5caiporismo: estado, condição ou qualidade de quem é caipora, infeliz ou azarado em tudo ou quase tudo que faz ou que lhe sucede.

    Depreende-se do início do romance ilustrado que a viagem de Nhô Quim à Corte se deve

    Escolha uma alternativa para a questão afaa67f1-00
  • Linguagens

    Português

    Leia a entrevista a seguir.


    Entrevistador: Alguns dos seus livros são lidos como narrativas, aproximam a historiografia de um género literário. No entanto, você sempre contestou a ideia, de que não há fronteiras nítidas entre narração de ficção e narração historiográfica…


    Carlo Ginzburg: Na nossa tradição, a relação entre a narrativa de ficção e a narrativa histórica foi sempre de competição pela representação da realidade, já que a ficção também tem uma relação com a realidade. Procurei trabalhar sobre temas específicos, para mostrar como as técnicas usadas pelos romancistas podem ser interpretadas no plano histórico. Temos de perceber que a narração, e este é o ponto onde quero chegar, é um modo de relação com a realidade e que toda a experiência narrativa, mesmo o espaço em branco, tem implicações e potencialidades cognitivas, pode ser lida como um documento histórico. E o historiador não pode deixar de se interrogar sobre as formas narrativas que utiliza.


    Adaptado de https://electramagazine.fundacaoedp.pt/editions/edicao-10/carloginzburg-o-historiador-como-detective.


    Com base na entrevista, assinale a opção que, segundo Carlo Ginzburg, relaciona corretamente História e Literatura. 
    Escolha uma alternativa para a questão b4def806-f9
  • Linguagens

    Inglês

    Read Text III below and answer the  question that follow it.


    Text III


    Imagem da questão de Inglês, Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná 2025, Interpretação de texto | Reading comprehension


    From:https://images.baklol.com/08753e49e68e27620affe1eb2c60c1441450870314. JPG

    The sentence in the third panel implies that:
    Escolha uma alternativa para a questão b4d9c606-f9
  • Linguagens

    Inglês

    Read Text II below and answer the question that follow it.

    Text II


    Imagem da questão de Inglês, Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná 2025, Adjetivos | Adjectives

    From: https://cdn.quotesgram.com/img/31/9/1932969763-Thoreau-empathyquote.jpg
    The opposite of “greater” in this context is
    Escolha uma alternativa para a questão b4d27256-f9
  • Linguagens

    Inglês

    Read Text II below and answer the question that follow it.

    Text II


    Imagem da questão de Inglês, Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná 2025, Interpretação de texto | Reading comprehension

    From: https://cdn.quotesgram.com/img/31/9/1932969763-Thoreau-empathyquote.jpg
    This quotation implies that one should be
    Escolha uma alternativa para a questão b4cd8556-f9
  • Linguagens

    Inglês

    Read Text I below and answer the  question that follow it.


    Text I


    Jonathan Haidt: How to make the 'anxious generation' happy again


    Academics researching wellbeing have for a long time almost unanimously agreed on one thing: over the typical lifetime, happiness tends to follow a U-shaped curve, peaking at 30, plummeting at age 50, before spiking again after 70. It’s a pattern replicated using data going back as far as the 1970s in almost 150 countries.

    But around 2011, researchers noticed an astonishing reversal in this trend. “This empirical regularity has been replaced by a monotonic decrease in ill-being by age,” they reported in an NBER working paper. In plain English, younger people today are unhappier, both compared to previous generations and to their older peers. Or, to quote the title of the most recent book from Jonathan Haidt, Professor of Ethical Leadership at New York University, they are the anxious generation […].

    Today, rather than playing with their friends, kids stay at home on their devices. Instead of hearing chatter and laughter in the corridor of schools, we hear the gentle tapping of screens. The social isolation many of us experienced during pandemic-induced lockdowns was nothing new for children, Haidt said. “They began social distancing as soon as they got smartphones.”

    The good news for parents is that, while this trend is worrying, it is not inevitable. There are things we can do. “We can turn this around with four new norms,” Haidt proposed.

    The first norm is a commitment to not give our children a smartphone until they are at least 14. “Give them a flip-phone if you want to, so they can call and text you,” he said. “But don’t give the entire world access to your child.” The second is to not allow our children to use social media until they are at least 16. “Social media is wildly inappropriate for children — you have strangers trying to talk to them, cyberbullying, explosive drama.”

    The third norm is that schools should be a phone-free environment. “All schools need to be phone free from bell to bell — from the morning when kids arrive to the end when they leave,” Haidt explained.

    And finally, the fourth norm involves going back to a time where parents felt more comfortable letting their kids walk to the shops or play outside with friends. “The fourth norm is to give them much more independence in the real world,” he said. “Ultimately, our mission is to restore childhood: the kind of wonderful, fun, exciting childhood we all had, which was full of conflicts, failures, exploration, adventure, risk-taking, thrills and all those emotions that you experienced not with your parents, but when you were out, away from your secure home base.”


    Adapted from https://www.weforum.org/stories/2025/01/jonathan-haidt-digitaltechnology-social-media-childhood/

    The word “chatter” (3rd paragraph) is a reference to the sound produced by the kids’: 

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