Questões de Linguagens do ENEM

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Resultados

18.995 questões encontradas. Mostrando a página 920 de 950.

  • 370DF10D-E6

    Português

    Interpretação de Textos
    UFMT · 2008MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2008


    (CIPRO NETO, P. e INFANTE, U. Gramática da língua portuguesa. São Paulo: Scipione, 2003, p. 406.)

    Sobre os sentidos do texto, assinale a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 370df10d-e6
  • 37056CEA-E6

    Português

    Interpretação de Textos
    UFMT · 2008FácilEntre para guardar nos favoritos

    A coluna da esquerda apresenta provérbios e a da direita, uma leitura possível para cada um. Numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda.


    1-Pimenta nos olhos dos outros é refresco.

    2-Camarão que dorme a onda leva.

    3-Quem semeia vento colhe tempestade.

    4-Em terra de cego, quem tem um olho é rei.


    ( ) As pessoas arcam com as consequências dos próprios atos.

    ( ) No meio de ignorantes, quem sabe pouco é sábio.

    ( ) O sofrimento alheio não nos faz sofrer, porque não nos afeta.

    ( ) Se não estiver atento a sua volta, será passado para trás


    Assinale a sequência correta

    Escolha uma alternativa para a questão 37056cea-e6
  • 36FB0D82-E6

    Português

    Denotação e Conotação
    UFMT · 2008DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2008


    (ABAURRE, M. L. M. et alii. Português: contexto, interlocução e sentido.São Paulo: Moderna, 2008, p. 236.)

    A respeito da construção da peça publicitária, analise as afirmativas abaixo.


    I - O produtor coloca em relevância o aspecto gráfico, utilizando palavras escritas com nuanças de cinza e letras com tipologias diferentes.

    II - A escolha lexical, somada à maneira como são apresentadas as palavras, aumenta o efeito persuasivo do texto.

    III - Um jogo de palavras cria duas possibilidades de leitura para o termo polígamo: uma denotativa – casar com mais de um elemento; e uma outra conotativa – ser usado de várias formas.


    Está correto o que se afirma em

    Escolha uma alternativa para a questão 36fb0d82-e6
  • 36F34C56-E6

    Português

    Interpretação de Textos
    UFMT · 2008FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2008


    (ABAURRE, M. L. M. et alii. Português: contexto, interlocução e sentido.São Paulo: Moderna, 2008, p. 236.)

    Que intencionalidade estrutura o texto?
    Escolha uma alternativa para a questão 36f34c56-e6
  • 36E35194-E6

    Português

    Análise sintática
    UFMT · 2008FácilEntre para guardar nos favoritos
    Fobias

            Não sei como se chamaria o medo de não ter o que ler. Existem as conhecidas claustrofobia (medo de lugares fechados), agorafobia (medo de espaços abertos), acrofobia (medo de altura), collorfobia (medo do que ele vai nos aprontar agora) e as menos conhecidas ailurofobia (medo de gatos), iatrofobia (medo de médicos) e até treiskaidekafobia (medo do número treze), mas o pânico de estar, por exemplo, num quarto de hotel, com insônia, sem nada para ler não sei que nome tem. É uma das minhas neuroses. O vício que lhe dá origem é a gutembergomania, uma dependência patológica na palavra impressa. Na falta dela, qualquer palavra serve. Já saí de cama de hotel no meio da noite e entrei no banheiro para ver se as torneiras tinham “Frio” e “Quente” escritos por extenso, para saciar minha sede de letras. Já ajeitei o travesseiro, ajustei a luz e abri a lista telefônica, tentando me convencer que, pelo menos no número de personagens, seria um razoável substituto para um romance russo. Já revirei cobertores e lençóis, à procura de uma etiqueta, qualquer coisa.
            Alguns hotéis brasileiros imitam os americanos e deixam uma Bíblia no quarto, e ela tem sido a minha salvação, embora não no modo pretendido. Nada como um best-seller numa hora dessas. A Bíblia tem tudo para acompanhar uma insônia: enredo fantástico, grandes personagens, romance, o sexo em todas as suas formas, ação, paixão, violência – e uma mensagem positiva. Recomendo “Gênesis” pelo ímpeto narrativo, “O cântico dos cânticos” pela poesia e “Isaías” e “João” pela força dramática, mesmo que seja difícil dormir depois do Apocalipse.
            Mas, e quando não tem nem a Bíblia? Uma vez liguei para a telefonista de madrugada e pedi uma Amiga.
            - Desculpe, cavalheiro, mas o hotel não fornece companhia feminina...
            - Você não entendeu! Eu quero uma revista Amiga, Capricho, Vida Rotariana, qualquer coisa.
            - Infelizmente, não tenho nenhuma revista.
            - Não é possível! O que você faz durante a noite?
            - Tricô.
            Uma esperança!
            - Com manual?
            - Não. Danação.
            - Você não tem nada para ler?
            - Bem ... Tem uma carta da mamãe.
            - Manda!

    (VERÍSSIMO, L. F. Comédias para se ler na escola. São Paulo: Objetiva, 2001.)
    Sobre aspectos da sintaxe em Uma vez liguei para a telefonista de madrugada e pedi uma Amiga., assinale a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 36e35194-e6
  • 36DB37DA-E6

    Português

    Adjetivos
    UFMT · 2008MédioEntre para guardar nos favoritos
    Fobias

            Não sei como se chamaria o medo de não ter o que ler. Existem as conhecidas claustrofobia (medo de lugares fechados), agorafobia (medo de espaços abertos), acrofobia (medo de altura), collorfobia (medo do que ele vai nos aprontar agora) e as menos conhecidas ailurofobia (medo de gatos), iatrofobia (medo de médicos) e até treiskaidekafobia (medo do número treze), mas o pânico de estar, por exemplo, num quarto de hotel, com insônia, sem nada para ler não sei que nome tem. É uma das minhas neuroses. O vício que lhe dá origem é a gutembergomania, uma dependência patológica na palavra impressa. Na falta dela, qualquer palavra serve. Já saí de cama de hotel no meio da noite e entrei no banheiro para ver se as torneiras tinham “Frio” e “Quente” escritos por extenso, para saciar minha sede de letras. Já ajeitei o travesseiro, ajustei a luz e abri a lista telefônica, tentando me convencer que, pelo menos no número de personagens, seria um razoável substituto para um romance russo. Já revirei cobertores e lençóis, à procura de uma etiqueta, qualquer coisa.
            Alguns hotéis brasileiros imitam os americanos e deixam uma Bíblia no quarto, e ela tem sido a minha salvação, embora não no modo pretendido. Nada como um best-seller numa hora dessas. A Bíblia tem tudo para acompanhar uma insônia: enredo fantástico, grandes personagens, romance, o sexo em todas as suas formas, ação, paixão, violência – e uma mensagem positiva. Recomendo “Gênesis” pelo ímpeto narrativo, “O cântico dos cânticos” pela poesia e “Isaías” e “João” pela força dramática, mesmo que seja difícil dormir depois do Apocalipse.
            Mas, e quando não tem nem a Bíblia? Uma vez liguei para a telefonista de madrugada e pedi uma Amiga.
            - Desculpe, cavalheiro, mas o hotel não fornece companhia feminina...
            - Você não entendeu! Eu quero uma revista Amiga, Capricho, Vida Rotariana, qualquer coisa.
            - Infelizmente, não tenho nenhuma revista.
            - Não é possível! O que você faz durante a noite?
            - Tricô.
            Uma esperança!
            - Com manual?
            - Não. Danação.
            - Você não tem nada para ler?
            - Bem ... Tem uma carta da mamãe.
            - Manda!

    (VERÍSSIMO, L. F. Comédias para se ler na escola. São Paulo: Objetiva, 2001.)
    Tome o trecho: O vício que lhe dá origem é a gutembergomania, uma dependência patológica na palavra impressa. Assinale a alternativa que NÃO apresenta relação correta entre a palavra do trecho e sua classificação morfológica.
    Escolha uma alternativa para a questão 36db37da-e6
  • 36D353F9-E6

    Português

    Interpretação de Textos
    UFMT · 2008DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Fobias

            Não sei como se chamaria o medo de não ter o que ler. Existem as conhecidas claustrofobia (medo de lugares fechados), agorafobia (medo de espaços abertos), acrofobia (medo de altura), collorfobia (medo do que ele vai nos aprontar agora) e as menos conhecidas ailurofobia (medo de gatos), iatrofobia (medo de médicos) e até treiskaidekafobia (medo do número treze), mas o pânico de estar, por exemplo, num quarto de hotel, com insônia, sem nada para ler não sei que nome tem. É uma das minhas neuroses. O vício que lhe dá origem é a gutembergomania, uma dependência patológica na palavra impressa. Na falta dela, qualquer palavra serve. Já saí de cama de hotel no meio da noite e entrei no banheiro para ver se as torneiras tinham “Frio” e “Quente” escritos por extenso, para saciar minha sede de letras. Já ajeitei o travesseiro, ajustei a luz e abri a lista telefônica, tentando me convencer que, pelo menos no número de personagens, seria um razoável substituto para um romance russo. Já revirei cobertores e lençóis, à procura de uma etiqueta, qualquer coisa.
            Alguns hotéis brasileiros imitam os americanos e deixam uma Bíblia no quarto, e ela tem sido a minha salvação, embora não no modo pretendido. Nada como um best-seller numa hora dessas. A Bíblia tem tudo para acompanhar uma insônia: enredo fantástico, grandes personagens, romance, o sexo em todas as suas formas, ação, paixão, violência – e uma mensagem positiva. Recomendo “Gênesis” pelo ímpeto narrativo, “O cântico dos cânticos” pela poesia e “Isaías” e “João” pela força dramática, mesmo que seja difícil dormir depois do Apocalipse.
            Mas, e quando não tem nem a Bíblia? Uma vez liguei para a telefonista de madrugada e pedi uma Amiga.
            - Desculpe, cavalheiro, mas o hotel não fornece companhia feminina...
            - Você não entendeu! Eu quero uma revista Amiga, Capricho, Vida Rotariana, qualquer coisa.
            - Infelizmente, não tenho nenhuma revista.
            - Não é possível! O que você faz durante a noite?
            - Tricô.
            Uma esperança!
            - Com manual?
            - Não. Danação.
            - Você não tem nada para ler?
            - Bem ... Tem uma carta da mamãe.
            - Manda!

    (VERÍSSIMO, L. F. Comédias para se ler na escola. São Paulo: Objetiva, 2001.)
    O narrador afirma que Alguns hotéis brasileiros imitam os americanos e deixam uma Bíblia no quarto, e ela tem sido a minha salvação, embora não no modo pretendido. o trecho assinalado sugere que a Bíblia é colocada nos quartos de hotel para
    Escolha uma alternativa para a questão 36d353f9-e6
  • 36CB0329-E6

    Português

    Interpretação de Textos
    UFMT · 2008DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Fobias

            Não sei como se chamaria o medo de não ter o que ler. Existem as conhecidas claustrofobia (medo de lugares fechados), agorafobia (medo de espaços abertos), acrofobia (medo de altura), collorfobia (medo do que ele vai nos aprontar agora) e as menos conhecidas ailurofobia (medo de gatos), iatrofobia (medo de médicos) e até treiskaidekafobia (medo do número treze), mas o pânico de estar, por exemplo, num quarto de hotel, com insônia, sem nada para ler não sei que nome tem. É uma das minhas neuroses. O vício que lhe dá origem é a gutembergomania, uma dependência patológica na palavra impressa. Na falta dela, qualquer palavra serve. Já saí de cama de hotel no meio da noite e entrei no banheiro para ver se as torneiras tinham “Frio” e “Quente” escritos por extenso, para saciar minha sede de letras. Já ajeitei o travesseiro, ajustei a luz e abri a lista telefônica, tentando me convencer que, pelo menos no número de personagens, seria um razoável substituto para um romance russo. Já revirei cobertores e lençóis, à procura de uma etiqueta, qualquer coisa.
            Alguns hotéis brasileiros imitam os americanos e deixam uma Bíblia no quarto, e ela tem sido a minha salvação, embora não no modo pretendido. Nada como um best-seller numa hora dessas. A Bíblia tem tudo para acompanhar uma insônia: enredo fantástico, grandes personagens, romance, o sexo em todas as suas formas, ação, paixão, violência – e uma mensagem positiva. Recomendo “Gênesis” pelo ímpeto narrativo, “O cântico dos cânticos” pela poesia e “Isaías” e “João” pela força dramática, mesmo que seja difícil dormir depois do Apocalipse.
            Mas, e quando não tem nem a Bíblia? Uma vez liguei para a telefonista de madrugada e pedi uma Amiga.
            - Desculpe, cavalheiro, mas o hotel não fornece companhia feminina...
            - Você não entendeu! Eu quero uma revista Amiga, Capricho, Vida Rotariana, qualquer coisa.
            - Infelizmente, não tenho nenhuma revista.
            - Não é possível! O que você faz durante a noite?
            - Tricô.
            Uma esperança!
            - Com manual?
            - Não. Danação.
            - Você não tem nada para ler?
            - Bem ... Tem uma carta da mamãe.
            - Manda!

    (VERÍSSIMO, L. F. Comédias para se ler na escola. São Paulo: Objetiva, 2001.)

    Sobre as ideias do texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


    ( ) A Bíblia foi denominada best-seller pelo narrador por ser uma obra muito vendida em todo mundo.

    ( ) O narrador chamou seu problema de gutembergomania, relacionando-o a Gutemberg, inventor da imprensa no século XV.

    ( ) A recomendação, de maneira enfática e precisa, de algumas partes da Bíblia mostra que o narrador conhece a obra.

    ( ) O narrador solicitou uma companhia feminina, pois estava com insônia, sozinho em um quarto de hotel.


    Assinale a sequência correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 36cb0329-e6
  • C4D05C1B-E1

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Católica de Pelotas · 2008DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2008

    A causa apontada pelo texto do problema do transporte coletivo urbano no Brasil é
    Escolha uma alternativa para a questão c4d05c1b-e1
  • C4CC78FC-E1

    Inglês

    Sinônimos | Synonyms
    Universidade Católica de Pelotas · 2008MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2008

    Na sentença “a feature which would be of enormous benefit in a country of scalding sun and occasional torrential rain” (linhas 28 e 29), “enormous” NÃO é sinônimo de
    Escolha uma alternativa para a questão c4cc78fc-e1
  • C4C8521C-E1

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Católica de Pelotas · 2008MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2008

    NÃO é uma das preocupações em relação à Copa Mundial de 2014
    Escolha uma alternativa para a questão c4c8521c-e1
  • C4C45F80-E1

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Católica de Pelotas · 2008MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2008

    É correto afirmar que a América Latina
    Escolha uma alternativa para a questão c4c45f80-e1
  • C4342B5D-E1

    Literatura

    Escolas Literárias
    Universidade Católica de Pelotas · 2008MédioEntre para guardar nos favoritos
    Sobre João Simões Lopes Neto e sua obra, analise as afirmações seguintes como FALSAS (F) ou VERDADEIRAS (V).

    I. Não podemos estudar a obra de Simões Lopes Neto sem nos reportarmos à questão do regionalismo, utilizado essencialmente em sua linguagem e que apresenta traços marcantes de uma proposta de educação voltada para a solidariedade, entre outras virtudes.
    II. Podemos afirmar que ele foi um grande coletor de lendas e casos do imaginário gaúcho.
    III. o aspecto primordial de sua obra é a exploração dos conflitos vivenciados pelo gaúcho, que são situações, na verdade, experimentadas por todos os homens e, nesse sentido, Simões Lopes Neto torna-se universal.

    A opção correta é:
    Escolha uma alternativa para a questão c4342b5d-e1
  • C4315FE2-E1

    Literatura

    Escolas Literárias
    Universidade Católica de Pelotas · 2008MédioEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a única opção correta.
    Escolha uma alternativa para a questão c4315fe2-e1
  • C42E2000-E1

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Católica de Pelotas · 2008Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    Para o teste seguinte, analise as afirmativas e assinale a opção correta.

    I. Castro Alves escreveu poesias que mostram uma libertação do egocentrismo absoluto, abrindo-se para a compreensão dos problemas sociais e expressando sua indignação contra as tiranias e opressões.
    II. Francisco Lobo da Costa, em sua obra, luta por uma sociedade mais justa e sem preconceitos.
    III. Castro Alves, em sua poesia lírico-amorosa, não ousa mostrar uma mulher em carne e osso, envolta por um clima de erotismo e sensualidade.
    IV. Lobo da Costa, descrente da vida, incapaz de superar as adversidades, conta, em sua poesia lírico-amorosa, seus sentimentos e seus sonhos frustrados.
    Escolha uma alternativa para a questão c42e2000-e1
  • C42AF3F9-E1

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    Universidade Católica de Pelotas · 2008FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir.

    ANGELINA

    I

        A mão de Deus passou de leve pelos seus cabelos loiros e ela adormeceu. 
        Ao pé de sua alcova, nesse dia de luto e de tristeza para os de sua casa, as roseiras amareleciam e finavam também com saudade. 
        Era quase noite... a lua pálida, como um cadáver, surgia através da montanha, atirando os primeiros raios à cabeceira da morta.

    II
        Angelina expirara com um sorriso a brincar-lhe na boca cor de rosa.
        É assim que emurchece a campainha dos vales; é assim que morre a abelha que não lhe encontra no seio o último favo de mel.
        A alma da criança voara de seus lábios sorrindo e parecia adejar ainda em torno daquela cabeça emoldurada em ouro.
        É que as almas das moças bonitas são como as mariposas da noite, amam as rosas mesmo depois que se esfolham. 

    III
    Pobre Angelina!
        E a dor prostrara a todos naquela casa, porque ninguém supunha que ela morresse; tão linda que era, tão cheia de vida!
        A família não se animara a vê-la no leito de defunta.
        Apenas de joelhos junto à cabeceira, chorava uma pobre escrava que a trouxera aos peitos, quando pequena, e chorava com a eloqüência dessas agonias maternais que não se explicam.

    IV 

        E a Nhan-nhanzinha já não podia ouvir o soluçar de sua negra velha!
        Era em vão que as lágrimas caíam sobre as mãos frias da criança; o sono dos que vão para o céu é tão suave que os próprios espíritos aprazem-se em fazê-lo eterno! 


        E quando, no outro dia, o esquife saiu, a pobre escrava deixava cair sobre a mortalha fria de Angelina um ramo de cravos brancos, que fora arrancar no jardim.

    VI 

        A ponte desceu... os convidados voltaram... e a menina ficou na sua cova do cemitério velho.
        Nunca mais a alegria voltou à estância.
      Durante um ano e mais, os escravos supersticiosos imaginavam ver a figura branca e vaporosa de Nhannhanzinha, altas horas da noite, voltear sorrindo por entre as cravinas e as rosas do canteiro grande ao pé da casa!

    VII

        Mas, o certo foi que, sobre a sepultura da menina, nasceram muitos cravos brancos e perfumosos, cuja essência agreste e divina embalsama o leito de mármore dos que ali dormem...     Ainda hoje mesmo, as borboletas, que perpassam pelo ninho daquelas flores, parecem ser o espírito de Angelina que se lembra, com saudade, da casa onde nasceu e para onde nunca mais voltará!

    LOBO DA COSTA, Francisco. Angelina. Arauto das Letras, 8 de outubro de 1882.

    Em “Angelina expirara com um sorriso...” (parte II, linha 1), o verbo está flexionado no
    Escolha uma alternativa para a questão c42af3f9-e1
  • C4270FDF-E1

    Português

    Sintaxe
    Universidade Católica de Pelotas · 2008MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir.

    ANGELINA

    I

        A mão de Deus passou de leve pelos seus cabelos loiros e ela adormeceu. 
        Ao pé de sua alcova, nesse dia de luto e de tristeza para os de sua casa, as roseiras amareleciam e finavam também com saudade. 
        Era quase noite... a lua pálida, como um cadáver, surgia através da montanha, atirando os primeiros raios à cabeceira da morta.

    II
        Angelina expirara com um sorriso a brincar-lhe na boca cor de rosa.
        É assim que emurchece a campainha dos vales; é assim que morre a abelha que não lhe encontra no seio o último favo de mel.
        A alma da criança voara de seus lábios sorrindo e parecia adejar ainda em torno daquela cabeça emoldurada em ouro.
        É que as almas das moças bonitas são como as mariposas da noite, amam as rosas mesmo depois que se esfolham. 

    III
    Pobre Angelina!
        E a dor prostrara a todos naquela casa, porque ninguém supunha que ela morresse; tão linda que era, tão cheia de vida!
        A família não se animara a vê-la no leito de defunta.
        Apenas de joelhos junto à cabeceira, chorava uma pobre escrava que a trouxera aos peitos, quando pequena, e chorava com a eloqüência dessas agonias maternais que não se explicam.

    IV 

        E a Nhan-nhanzinha já não podia ouvir o soluçar de sua negra velha!
        Era em vão que as lágrimas caíam sobre as mãos frias da criança; o sono dos que vão para o céu é tão suave que os próprios espíritos aprazem-se em fazê-lo eterno! 


        E quando, no outro dia, o esquife saiu, a pobre escrava deixava cair sobre a mortalha fria de Angelina um ramo de cravos brancos, que fora arrancar no jardim.

    VI 

        A ponte desceu... os convidados voltaram... e a menina ficou na sua cova do cemitério velho.
        Nunca mais a alegria voltou à estância.
      Durante um ano e mais, os escravos supersticiosos imaginavam ver a figura branca e vaporosa de Nhannhanzinha, altas horas da noite, voltear sorrindo por entre as cravinas e as rosas do canteiro grande ao pé da casa!

    VII

        Mas, o certo foi que, sobre a sepultura da menina, nasceram muitos cravos brancos e perfumosos, cuja essência agreste e divina embalsama o leito de mármore dos que ali dormem...     Ainda hoje mesmo, as borboletas, que perpassam pelo ninho daquelas flores, parecem ser o espírito de Angelina que se lembra, com saudade, da casa onde nasceu e para onde nunca mais voltará!

    LOBO DA COSTA, Francisco. Angelina. Arauto das Letras, 8 de outubro de 1882.

    A função sintática da expressão sublinhada em “E a dor prostrara a todos naquela casa...” (parte III, linha 2) é
    Escolha uma alternativa para a questão c4270fdf-e1
  • C41FD241-E1

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Católica de Pelotas · 2008MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir.

    ANGELINA

    I

        A mão de Deus passou de leve pelos seus cabelos loiros e ela adormeceu. 
        Ao pé de sua alcova, nesse dia de luto e de tristeza para os de sua casa, as roseiras amareleciam e finavam também com saudade. 
        Era quase noite... a lua pálida, como um cadáver, surgia através da montanha, atirando os primeiros raios à cabeceira da morta.

    II
        Angelina expirara com um sorriso a brincar-lhe na boca cor de rosa.
        É assim que emurchece a campainha dos vales; é assim que morre a abelha que não lhe encontra no seio o último favo de mel.
        A alma da criança voara de seus lábios sorrindo e parecia adejar ainda em torno daquela cabeça emoldurada em ouro.
        É que as almas das moças bonitas são como as mariposas da noite, amam as rosas mesmo depois que se esfolham. 

    III
    Pobre Angelina!
        E a dor prostrara a todos naquela casa, porque ninguém supunha que ela morresse; tão linda que era, tão cheia de vida!
        A família não se animara a vê-la no leito de defunta.
        Apenas de joelhos junto à cabeceira, chorava uma pobre escrava que a trouxera aos peitos, quando pequena, e chorava com a eloqüência dessas agonias maternais que não se explicam.

    IV 

        E a Nhan-nhanzinha já não podia ouvir o soluçar de sua negra velha!
        Era em vão que as lágrimas caíam sobre as mãos frias da criança; o sono dos que vão para o céu é tão suave que os próprios espíritos aprazem-se em fazê-lo eterno! 


        E quando, no outro dia, o esquife saiu, a pobre escrava deixava cair sobre a mortalha fria de Angelina um ramo de cravos brancos, que fora arrancar no jardim.

    VI 

        A ponte desceu... os convidados voltaram... e a menina ficou na sua cova do cemitério velho.
        Nunca mais a alegria voltou à estância.
      Durante um ano e mais, os escravos supersticiosos imaginavam ver a figura branca e vaporosa de Nhannhanzinha, altas horas da noite, voltear sorrindo por entre as cravinas e as rosas do canteiro grande ao pé da casa!

    VII

        Mas, o certo foi que, sobre a sepultura da menina, nasceram muitos cravos brancos e perfumosos, cuja essência agreste e divina embalsama o leito de mármore dos que ali dormem...     Ainda hoje mesmo, as borboletas, que perpassam pelo ninho daquelas flores, parecem ser o espírito de Angelina que se lembra, com saudade, da casa onde nasceu e para onde nunca mais voltará!

    LOBO DA COSTA, Francisco. Angelina. Arauto das Letras, 8 de outubro de 1882.

    Leia as afirmativas a seguir e assinale a opção correta.

    I. O texto transmite ao leitor uma sensação de rancor e ojeriza.
    II. O texto possui sete partes e, na última, fala da superstição dos escravos.
    III. O poema conta o passamento de Angelina.
    Escolha uma alternativa para a questão c41fd241-e1
  • C41CC102-E1

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Católica de Pelotas · 2008FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir.

    ANGELINA

    I

        A mão de Deus passou de leve pelos seus cabelos loiros e ela adormeceu. 
        Ao pé de sua alcova, nesse dia de luto e de tristeza para os de sua casa, as roseiras amareleciam e finavam também com saudade. 
        Era quase noite... a lua pálida, como um cadáver, surgia através da montanha, atirando os primeiros raios à cabeceira da morta.

    II
        Angelina expirara com um sorriso a brincar-lhe na boca cor de rosa.
        É assim que emurchece a campainha dos vales; é assim que morre a abelha que não lhe encontra no seio o último favo de mel.
        A alma da criança voara de seus lábios sorrindo e parecia adejar ainda em torno daquela cabeça emoldurada em ouro.
        É que as almas das moças bonitas são como as mariposas da noite, amam as rosas mesmo depois que se esfolham. 

    III
    Pobre Angelina!
        E a dor prostrara a todos naquela casa, porque ninguém supunha que ela morresse; tão linda que era, tão cheia de vida!
        A família não se animara a vê-la no leito de defunta.
        Apenas de joelhos junto à cabeceira, chorava uma pobre escrava que a trouxera aos peitos, quando pequena, e chorava com a eloqüência dessas agonias maternais que não se explicam.

    IV 

        E a Nhan-nhanzinha já não podia ouvir o soluçar de sua negra velha!
        Era em vão que as lágrimas caíam sobre as mãos frias da criança; o sono dos que vão para o céu é tão suave que os próprios espíritos aprazem-se em fazê-lo eterno! 


        E quando, no outro dia, o esquife saiu, a pobre escrava deixava cair sobre a mortalha fria de Angelina um ramo de cravos brancos, que fora arrancar no jardim.

    VI 

        A ponte desceu... os convidados voltaram... e a menina ficou na sua cova do cemitério velho.
        Nunca mais a alegria voltou à estância.
      Durante um ano e mais, os escravos supersticiosos imaginavam ver a figura branca e vaporosa de Nhannhanzinha, altas horas da noite, voltear sorrindo por entre as cravinas e as rosas do canteiro grande ao pé da casa!

    VII

        Mas, o certo foi que, sobre a sepultura da menina, nasceram muitos cravos brancos e perfumosos, cuja essência agreste e divina embalsama o leito de mármore dos que ali dormem...     Ainda hoje mesmo, as borboletas, que perpassam pelo ninho daquelas flores, parecem ser o espírito de Angelina que se lembra, com saudade, da casa onde nasceu e para onde nunca mais voltará!

    LOBO DA COSTA, Francisco. Angelina. Arauto das Letras, 8 de outubro de 1882.

    Na parte V, linha 1, a palavra “esquife” só não pode ser entendida como

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  • 404E4BEA-DF

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNIR · 2008DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2008


    (Goodhouse Keeping 2007 – October)

    A respeito dos recursos expressivos utilizados no texto, analise as afirmativas.


    I - O conector whether é usado para enfatizar a idéia de condição.

    II - O termo look expressa idéia de aparência.

    III - A expressão as well confirma o sentido da oração anterior.

    IV - A palavra Which pode ser substituída por That sem mudança de sentido.


    Estão corretas as afirmativas

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