A exposição ao mercúrio pode causar diversos problemas
à saúde das pessoas, tais como tremores, insônia, perda
de memória, dores de cabeça, fraqueza muscular e,
em casos extremos, a morte. A toxicidade do metal é
maior na forma catiônica que na forma elementar. Os íons
mercúricos podem reagir com o radical sulfidrila (-SH),
presente na estrutura proteica das enzimas, alterando
suas propriedades e causando consequências danosas ao
metabolismo dos seres vivos.
O equilíbrio químico que representa o processo descrito é
apresentado a seguir:

Um dos tratamentos empregados para os casos de
intoxicação com mercúrio é o uso de quelantes, como o
2,3 - dimercaptopropanol (BAL), cujo equilíbrio químico
com o metal ligado à proteína é representado a seguir:

O quelante se liga ao metal, formando uma espécie menos
tóxica e de fácil eliminação pelo organismo. A eficiência
do tratamento é explicada pela extensão da ocorrência da
reação química entre o metal e o quelante.
A relação que explica a eficiência do tratamento, usando
os valores das constantes de equilíbrio, é