Questões de Literatura do ENEM
Questões de Literatura, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.
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1.323 questões encontradas. Mostrando a página 29 de 67.
FE45B9C7-EF Assinale a opção que identifica corretamente a narrativa de Contos Novos, de Mario de Andrade, a que se refere o crítico Anatol Rosenfeld na seguinte afirmação: “Este conto magistral lança um clarão sobre as cisões e contradições que se manifestam numa sociedade em transição, ainda presa de padrões paternalistas, mas em vias de democratização, urbanização e industrialização”.FE3C456F-EF Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Cásper Líbero · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritosSobre Contos novos, de Mario de Andrade, é correto afirmar:FE33B9B4-EF Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Cásper Líbero · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosSobre Sagarana, de João Guimarães Rosa, é correto afirmar:FE25CF0B-EF Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Cásper Líbero · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosSobre o conto “A hora e vez de Augusto Matraga”, que integra Sagarana, de João Guimarães Rosa, é correto afirmar queFE18EEA8-EF Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Cásper Líbero · 2017FácilEntre para guardar nos favoritosA propósito do “Delírio” do protagonista nas Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, é correto afirmar queFE0F134F-EF Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Cásper Líbero · 2017FácilEntre para guardar nos favoritosSobre a personagem Virgília, de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, é correto afirmar que o protagonista do romanceEF2B9D94-EB Literatura
Escolas LiteráriasCentro universitário FAG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosA respeito do conto “Pai contra mãe” de Machado de Assis, assinale a alternativa CORRETA:EF28DCA1-EB Literatura
Escolas LiteráriasCentro universitário FAG · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritosAtravés da trajetória do narrador-personagem, Castelo, no conto “O homem que sabia javanês”, de Lima Barreto, revela-se uma crítica:D1C675DE-E9 Literatura
Escolas LiteráriasCentro universitário FAG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosO acendedor de lampiões
Lá vem o acendedor de lampiões da rua!
Este mesmo que vem infatigavelmente,
Parodiar o sol e associar-se à lua
Quando a sombra da noite enegrece o poente!
Um, dois, três lampiões, acende e continua
Outros mais a acender imperturbavelmente,
À medida que a noite aos poucos se acentua
E a palidez da lua apenas se pressente.
Triste ironia atroz que o senso humano irrita:
Ele que doira à noite e ilumina a cidade,
Talvez não tenha luz na choupana em que habita.
Tanta gente também nos outros insinua
Crenças, religiões, amor, felicidade,
Como este acendedor de lampiões da rua
(Jorge de Lima)
Sobre o romance “Fogo Morto”, de José Lins do Rego, é correto afirmar:D1BC880F-E9 Literatura
Escolas LiteráriasCentro universitário FAG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosO acendedor de lampiões
Lá vem o acendedor de lampiões da rua!
Este mesmo que vem infatigavelmente,
Parodiar o sol e associar-se à lua
Quando a sombra da noite enegrece o poente!
Um, dois, três lampiões, acende e continua
Outros mais a acender imperturbavelmente,
À medida que a noite aos poucos se acentua
E a palidez da lua apenas se pressente.
Triste ironia atroz que o senso humano irrita:
Ele que doira à noite e ilumina a cidade,
Talvez não tenha luz na choupana em que habita.
Tanta gente também nos outros insinua
Crenças, religiões, amor, felicidade,
Como este acendedor de lampiões da rua
(Jorge de Lima)
A respeito do poema de Jorge Lima “O acendedor de lampiões”, considere as seguintes afirmações:I. O poema se desenvolve a partir da oposição entre dois temas: a injustiça social, representada pela pobreza do acendedor de lampiões, e a falsidade de crenças e ideais propostos à sociedade.II. O poema apresenta um único tema, o da injustiça social, ao qual todas as imagens apresentadas ao longo do texto se subordinam.III. O poema se desenvolve a partir da comparação entre dois temas distintos, mas complementares: o da contraditória situação vivida pelo acendedor de lampiões, e o da falsidade de crenças e ideais propostos à sociedade.É CORRETO o que se afirma em:F82C0570-E3 Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Pernambucana de Saúde · 2017FácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO 6Todos os anos, nas férias da escola, Conceição vinha passar uns meses com a avó (que a criara desde que lhe morrera a mãe), no Logradouro, a velha fazenda da família, perto de Quixadá. Ali tinha a moça o seu quarto, os seus livros, e, principalmente, o velho coração amigo de Mãe Nácia. (...)Conceição tinha vinte e dois anos e não falava em casar. As suas poucas tentativas de namoro tinham-se ido embora com os dezoito anos e o tempo de normalista; dizia alegremente que nascera solteirona. Ouvindo isso, a avó encolhia os ombros e sentenciava que mulher que não casa é um aleijão...
─ Esta menina tem umas ideias!
Estaria com razão a avó? Porque, de fato, Conceição talvez tivesse umas ideias; escrevia um livro sobre pedagogia, rabiscara dois sonetos, e às vezes lhe acontecia citar o Nordau ou o Renan da biblioteca do avô. Chegara até a se arriscar em leituras socialistas, e justamente dessas leituras é que lhe saíam as piores das tais ideias, estranhas e absurdas à avó. (...)QUEIROZ, Rachel de. O Quinze. 54ª ed. São Paulo: Siciliano,1993, p. 9-10.(trecho adaptado)Machado de Assis é o principal nome do Realismo brasileiro e sua produção inclui grande variedade de gêneros literários. Acerca da prosa machadiana, é correto indicar como sua principal característica:F8275B51-E3 Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Pernambucana de Saúde · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosTEXTO 6Todos os anos, nas férias da escola, Conceição vinha passar uns meses com a avó (que a criara desde que lhe morrera a mãe), no Logradouro, a velha fazenda da família, perto de Quixadá. Ali tinha a moça o seu quarto, os seus livros, e, principalmente, o velho coração amigo de Mãe Nácia. (...)Conceição tinha vinte e dois anos e não falava em casar. As suas poucas tentativas de namoro tinham-se ido embora com os dezoito anos e o tempo de normalista; dizia alegremente que nascera solteirona. Ouvindo isso, a avó encolhia os ombros e sentenciava que mulher que não casa é um aleijão...
─ Esta menina tem umas ideias!
Estaria com razão a avó? Porque, de fato, Conceição talvez tivesse umas ideias; escrevia um livro sobre pedagogia, rabiscara dois sonetos, e às vezes lhe acontecia citar o Nordau ou o Renan da biblioteca do avô. Chegara até a se arriscar em leituras socialistas, e justamente dessas leituras é que lhe saíam as piores das tais ideias, estranhas e absurdas à avó. (...)QUEIROZ, Rachel de. O Quinze. 54ª ed. São Paulo: Siciliano,1993, p. 9-10.(trecho adaptado)Considerando o Texto 6 bem como o contexto histórico e literário de sua produção, assinale a afirmativa correta.F822DD73-E3 Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Pernambucana de Saúde · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosTEXTO 5
Ah! vem, pálida virgem, se tens pena
De quem morre por ti, e morre amando,
Dá vida em teu alento à minha vida,
Une nos lábios meus minh’alma à tua!
Eu quero ao pé de ti sentir o mundoNa tu’alma infantil; na tua fronteBeijar a lua de Deus; nos teus suspiros
Sentir as virações do paraíso;
E a teus pés, de joelhos, crer ainda
Que não mente o amor que um anjo inspira,
Que eu posso na tu’alma ser ditoso,
Beijar-te nos cabelos soluçando
E no teu seio ser feliz morrendo!AZEVEDO, Álvares de. In. Noite na taverna e
Poemas escolhidos (de Lira dos vinte anos).
São Paulo: Moderna, 1994. p. 74.O poema de Álvares de Azevedo, escrito em 1851, incorpora marcas próprias da poesia romântica. Considerando o contexto histórico e a produção literária desse autor, analise as afirmativas a seguir.1) Apesar de parecer distante e inalcançável, a mulher amada surge como uma idealização fortemente erótica, voltada tão somente para a realização sexual do eu lírico.
2) O eu lírico fala da morte como algo positivo; mais do que retórica, a atração pela morte é parte do “mal do século”, traço comum à segunda geração romântica.
3) Expressões como “pálida virgem”, “alma infantil” e “um anjo” reforçam um ideal em que a mulher é associada a algo etéreo e puro, distante, portanto, do amor físico.
4) O eu lírico encara a realização amorosa não como algo possível ou iminente, mas como algo que permanece no plano do desejo e do sonho.Estão corretas:F81E4175-E3 Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Pernambucana de Saúde · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosTEXTO 4
Como se sabe, os movimentos artísticos-literários surgem para se contrapor ou reagir a outros movimentos que os precedem ou lhes são contemporâneos. O Modernismo, por exemplo, propôs a ruptura com os padrões estéticos academicistas e, quando surgiu, centrou sua crítica demolidora, principalmente, sobre:21444713-E3 Literatura
BarrocoFaculdade Pernambucana de Saúde · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosTexto 5
Mostrai, Senhor, a grandeza
de tão imenso poder,
unindo este baixo ser
a tão suprema beleza:
uni, Senhor, com firmeza
a este barro nada fino,
o vosso ser tão divino,
ligai-vos comigo amante,
convosco em laço constante
uni meu sujeito indigno.Gregório de Matos. In: MALARD, Letícia. Poemas
de Gregório de Matos. Belo Horizonte: Autêntica,
1998. p. 35. (excerto)Acerca do poema de Gregório de Matos, analise as afirmativas a seguir.1) Desejoso de sair da condição em que se encontra, o homem, de certa forma, lança um desafio a Deus ao argumentar: “Mostrai, Senhor, a grandeza/ de tão imenso poder,/ unindo este baixo ser/ a tão suprema beleza”.2) Destaca-se no poema o contraste entre a miséria humana e a supremacia divina, perspectiva que põe em relevo o conflito humano entre o mundo material e o mundo espiritual, um dos principais temas do Barroco.3) Sobressaem-se, ainda, no poema, uma seleção vocabular apropriada para valorizar a figura divina (grandeza, imenso poder, suprema beleza) e o emprego de figuras de linguagem, como a antítese “baixo ser/ ser divino”.4) O poema revela a premissa barroca da profunda identidade entre o divino e o humano, evidente no modo altivo e sem cerimônia como o eu lírico dirige-se a Deus (Senhor), exigindo: “ligai-vos comigo amante,/ convosco em laço constante”.Estão corretas:2140EE3A-E3 Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Pernambucana de Saúde · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosTexto 4
Evocação do Recife
Recife
Não a Veneza americana
Não a Mauritssatd dos armadores das Índias Ocidentais
Não o Recife dos Mascates
Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois ─
Recife das revoluções libertárias
Mas o Recife sem história nem literatura
Recife sem mais nada Recife da minha infância
(...)
Foi há muito tempo...A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíadaManoel Bandeira. Evocação do Recife. (Excerto)
In: Libertinagem. Estrela da vida inteira. 20. ed.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993. p.133-136.O ciclo literário que ficou conhecido como “Romance de 30” surgiu em um momento de grande renovação na literatura brasileira e ficou marcado:
213DF08B-E3 Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Pernambucana de Saúde · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosTexto 4
Evocação do Recife
Recife
Não a Veneza americana
Não a Mauritssatd dos armadores das Índias Ocidentais
Não o Recife dos Mascates
Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois ─
Recife das revoluções libertárias
Mas o Recife sem história nem literatura
Recife sem mais nada Recife da minha infância
(...)
Foi há muito tempo...A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíadaManoel Bandeira. Evocação do Recife. (Excerto)
In: Libertinagem. Estrela da vida inteira. 20. ed.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993. p.133-136.O pernambucano Manoel Bandeira é um dos mais representativos poetas brasileiros quando se trata de mostrar os princípios e temas defendidos pelo Modernismo. Em “Evocação do Recife”, constata-se o seguinte tema ou princípio modernista:213A8D0E-E3 Literatura
ArcadismoFaculdade Pernambucana de Saúde · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosTexto 3
O problema da norma culta
O problema da norma culta – de que tanto se fala hoje no discurso da escola e da mídia – não se resolve pela insistência em corrigir pontualmente os erros de português.A norma culta, na função moderna que lhe atribui a sociedade urbanizada, massificada e alfabetizada, está diretamente correlacionada com a escolarização, com o letramento, com a superação do analfabetismo funcional.Nosso problema linguístico não é a regência desse ou daquele verbo; não é esta ou aquela concordância verbal; não são as regras de colocação dos pronomes oblíquos.
Nosso problema linguístico são 5 milhões de jovens entre 15 e 17 anos que estão fora da escola. Nosso problema são os elevados índices de evasão escolar. Nosso problema é termos ainda algo em torno de 12% de analfabetos na população adulta. Nosso problema é o tamanho do analfabetismo funcional, isto é, a quantidade daqueles que, embora frequentem ou tenham frequentado a escola, não conseguem ler e entender um texto medianamente complexo.
Os estudos sugerem que apenas 25% da população adulta brasileira, perto de 30 milhões de pessoas, conseguem ler e entender um texto medianamente complexo.
FARACO, Carlos Alberto. Norma culta brasileira.São Paulo: Parábola, 2008.p. 71-72.As obras artísticas são marcadas por seu tempo histórico e mostram, assim, os valores humanos, estéticos e estilísticos da arte de cada época. Tais características, entretanto, dificilmente serão inteiramente novas ou originais, ou por causa da interação (entre tempos e entre artistas) ou por reação ao novo, quando o artista revisita o passado para se opor ao presente. Acerca das relações entre estilos de época e entre autores e suas obras na literatura brasileira, analise as afirmativas a seguir.1) O Romantismo de Castro Alves, distante dos ideais libertários, retoma a retórica jesuítica, de feição barroca, dos sermões de Pe. Antônio Vieira.
2) O Parnasianismo pretendeu combater os temas próprios do Romantismo, calcado em referências clássicas e buscando a perfeição formal.
3) Os valores defendidos pelo Arcadismo foram retomados na linguagem fluida, mística e subjetiva do Simbolismo de Cruz e Sousa.
4) O modernista Graciliano Ramos buscou no Romantismo de José de Alencar as temáticas voltadas para o homem em sua relação com o meio.
5) Com “Macunaíma”, o modernista Mário de Andrade contrapõe-se ao herói indígena de Alencar, um modo de posicionar-se criticamente frente ao nacionalismo ufanista do Romantismo.Estão corretas, apenas:4B10C2D7-E3 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Católica de Pelotas · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão considere os textos 1, 2 e 3.
Texto 1
O Último PoemaManuel BandeiraAssim eu quereria o meu último poema.Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menosintencionaisQue fosse ardente como um soluço sem lágrimasQue tivesse a beleza das flores quase sem perfumeA pureza da chama em que se consomem os diamantesmais límpidosA paixão dos suicidas que se matam sem explicação.Disponível em:. <http://www.releituras.com/>Acesso em: 07 nov. 2016.
Texto 2
AMAR E SER AMADOCastro AlvesAmar e ser amado! Com que aneloCom quanto ardor este adorado sonhoAcalentei em meu delírio ardentePor essas doces noites de desvelo!Ser amado por ti, o teu alentoA bafejar-me a abrasadora frente!Em teus olhos mirar meu pensamento,Sentir em mim tu’alma, ter só vidaP’ra tão puro e celeste sentimentoVer nossas vidas quais dois mansos rios,Juntos, juntos perderem-se no oceano,Beijar teus lábios em delírio insanoNossas almas unidas, nosso alento,Confundido também, amante, amadoComo um anjo feliz... que pensamento!?Disponível em: .<https://www.pensador.com/frases/NTU2MTQw//> Acesso em: 07 nov. 2016.
Texto 3
LivreCruz e SousaLivre!Ser livre da matéria escrava,arrancar os grilhões que nos flagelame livre penetrar nos Dons que selam aalma e lhe emprestam toda a etérea lava.Livre da humana, da terrestre bavados corações daninhos que regelam,quando os nossos sentidos se rebelamcontra a Infâmia bifronte que deprava.Livre! bem livre para andar mais puro,mais junto à Natureza e mais segurodo seu Amor, de todas as justiças.Livre! para sentir a Natureza,para gozar, na universal Grandeza,Fecundas e arcangélicas preguiças.Disponível em:<https://poesiaspoemaseversos.com.br/cruz-e-sousa-poemas>. Acesso em: 07 nov. 2016.
Em “O Último Poema”, no texto 1, Manuel Bandeira concretiza, o que é denominado4B0DB274-E3 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Católica de Pelotas · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão considere os textos 1, 2 e 3.
Texto 1
O Último PoemaManuel BandeiraAssim eu quereria o meu último poema.Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menosintencionaisQue fosse ardente como um soluço sem lágrimasQue tivesse a beleza das flores quase sem perfumeA pureza da chama em que se consomem os diamantesmais límpidosA paixão dos suicidas que se matam sem explicação.Disponível em:. <http://www.releituras.com/>Acesso em: 07 nov. 2016.
Texto 2
AMAR E SER AMADOCastro AlvesAmar e ser amado! Com que aneloCom quanto ardor este adorado sonhoAcalentei em meu delírio ardentePor essas doces noites de desvelo!Ser amado por ti, o teu alentoA bafejar-me a abrasadora frente!Em teus olhos mirar meu pensamento,Sentir em mim tu’alma, ter só vidaP’ra tão puro e celeste sentimentoVer nossas vidas quais dois mansos rios,Juntos, juntos perderem-se no oceano,Beijar teus lábios em delírio insanoNossas almas unidas, nosso alento,Confundido também, amante, amadoComo um anjo feliz... que pensamento!?Disponível em: .<https://www.pensador.com/frases/NTU2MTQw//> Acesso em: 07 nov. 2016.
Texto 3
LivreCruz e SousaLivre!Ser livre da matéria escrava,arrancar os grilhões que nos flagelame livre penetrar nos Dons que selam aalma e lhe emprestam toda a etérea lava.Livre da humana, da terrestre bavados corações daninhos que regelam,quando os nossos sentidos se rebelamcontra a Infâmia bifronte que deprava.Livre! bem livre para andar mais puro,mais junto à Natureza e mais segurodo seu Amor, de todas as justiças.Livre! para sentir a Natureza,para gozar, na universal Grandeza,Fecundas e arcangélicas preguiças.Disponível em:<https://poesiaspoemaseversos.com.br/cruz-e-sousa-poemas>. Acesso em: 07 nov. 2016.
Sobre o(s) texto(s) é correto afirmar que: