Questões de Literatura do ENEM

Questões de Literatura, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

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1.323 questões encontradas. Mostrando a página 62 de 67.

  • F5D54C19-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    UEL · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto V e responda a questão. 

    Texto V

    O “Adeus” de Teresa

    A vez primeira que eu fitei Teresa,

    Como as plantas que arrasta a correnteza,

    A valsa nos levou nos giros seus...

    E amamos juntos... E depois na sala

    “Adeus” eu disse-lhe a tremer co’a fala...

    E ela, corando, murmurou-me: “adeus.”

    Uma noite... entreabriu-se um reposteiro...

    E da alcova saía um cavaleiro

    Inda beijando uma mulher sem véus...

    Era eu... Era a pálida Teresa!

    “Adeus” lhe disse conservando-a presa...

    E ela entre beijos murmurou-me: “adeus!”

    Passaram tempos... séc’los de delírio

    Prazeres divinais... gozos do Empíreo...

    ... Mas um dia volvi aos lares meus.

    Partindo eu disse – “Voltarei!... descansa!...”

    Ela, chorando mais que uma criança,

    Ela em soluços murmurou-me: “adeus!”

    Quando voltei... era o palácio em festa!...

    E a voz d’Ela e de um homem lá na orquestra

    Preenchiam de amor o azul dos céus.

    Entrei!... Ela me olhou branca... surpresa!

    Foi a última vez que eu vi Teresa!...

    E ela arquejando murmurou-me: “adeus!” 

    (CASTRO ALVES, Antonio Frederico. Espumas flutuantes. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005. p. 51.)

    Sobre características do estilo de Castro Alves presentes no poema, considere as afirmativas a seguir.

    I. Presença de uma visão erotizada do amor e da mulher.
    II. Abandono do tom aclamatório presente nos poemas sobre os escravos.
    III. Confirma sua inserção na segunda geração do Romantismo.
    IV. Revela influência do sentimentalismo amoroso adulto.

    Assinale a alternativa correta
    Escolha uma alternativa para a questão f5d54c19-b0
  • F5BAF866-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    UEL · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto III e responda a questão. 

    Texto III

        Bom-Crioulo não pensou em dormir, cheio, como estava, de ódio e desespero. Ecoavam-lhe ainda no ouvido, como um dobre fúnebre, aquelas palavras de uma veracidade brutal, e de uma rudez pungente: “Dizem até que está amigado!”

        Amigado, o Aleixo! Amigado, ele que era todo seu, que lhe pertencia como o seu próprio coração: ele, que nunca lhe falara em mulheres, que dantes era tão ingênuo, tão dedicado, tão bom!... Amigar-se, viver com uma mulher, sentir o contacto de outro corpo que não o seu, deixar-se beijar, morder, nas ânsias do gozo, por outra pessoa que não ele, Bom-Crioulo!...

        Agora é que tinha um desejo enorme, uma sofreguidão louca de vê-lo, rendido, a seus pés, como um animalzinho; agora é que lhe renasciam ímpetos vorazes de novilho solto, incongruências de macho em cio, nostalgias de libertino fogoso... As palavras de Herculano (aquela história do grumete com uma rapariga) tinham-lhe despertado o sangue, fora como uma espécie de urtiga brava arranhando-lhe a pele, excitando-o, enfurecendo-o de desejo. Agora sim, fazia questão! E não era somente questão de possuir o grumete, de gozá-lo como outrora, lá cima, no quartinho da Rua da Misericórdia: - era questão de gozá-lo, maltratando-o, vendo-o sofrer, ouvindo-o gemer... Não, não era somente o gozo comum, a sensação ordinária, o que ele queria depois das palavras de Herculano: era o prazer brutal, doloroso, fora de todas as leis, de todas as normas... E havia de tê-lo, custasse o que custasse!
       Decididamente ia realizar o seu plano de fuga essa noite, ia desertar pelo mundo à procura de Aleixo.
       Inquieto, sobreexcitado, nervoso, pôs-se a meditar. O grumete aparecia-lhe com uma feição nova, transfigurado pelos excessos do amor, degenerado, sem aquele arzinho bisonho que todos lhe admiravam, o rosto áspero, crivado de espinhas, magro, sem cor, sem sangue nos lábios... Pudera! Um homem não resiste, quanto mais uma criança! Aleixo devia de estar muito acabado; via-o nos braços da amante, da tal rapariga - ele novo, ela mocinha, na flor dos vinte anos -, via-o rolar em espasmos luxuriosos, grudado à mulher, sobre uma cama fresca e alva - rolar e cair extenuado, crucificado, morto de fraqueza... Depois a rapariga debruçava-se sobre ele, juntava boca à boca num grande beijo de reconhecimento. E no dia seguinte, na noite seguinte, a mesma cousa. 

    (CAMINHA, Adolfo. Bom-Crioulo. São Paulo: Ediouro, s/d. p. 73-74.)
    Sobre o trecho do capítulo XI de Bom-Crioulo (Texto III) e sua relação com o todo do romance, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão f5baf866-b0
  • F5B63E2D-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    UEL · 2010Muito difícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto III e responda a questão. 

    Texto III

        Bom-Crioulo não pensou em dormir, cheio, como estava, de ódio e desespero. Ecoavam-lhe ainda no ouvido, como um dobre fúnebre, aquelas palavras de uma veracidade brutal, e de uma rudez pungente: “Dizem até que está amigado!”

        Amigado, o Aleixo! Amigado, ele que era todo seu, que lhe pertencia como o seu próprio coração: ele, que nunca lhe falara em mulheres, que dantes era tão ingênuo, tão dedicado, tão bom!... Amigar-se, viver com uma mulher, sentir o contacto de outro corpo que não o seu, deixar-se beijar, morder, nas ânsias do gozo, por outra pessoa que não ele, Bom-Crioulo!...

        Agora é que tinha um desejo enorme, uma sofreguidão louca de vê-lo, rendido, a seus pés, como um animalzinho; agora é que lhe renasciam ímpetos vorazes de novilho solto, incongruências de macho em cio, nostalgias de libertino fogoso... As palavras de Herculano (aquela história do grumete com uma rapariga) tinham-lhe despertado o sangue, fora como uma espécie de urtiga brava arranhando-lhe a pele, excitando-o, enfurecendo-o de desejo. Agora sim, fazia questão! E não era somente questão de possuir o grumete, de gozá-lo como outrora, lá cima, no quartinho da Rua da Misericórdia: - era questão de gozá-lo, maltratando-o, vendo-o sofrer, ouvindo-o gemer... Não, não era somente o gozo comum, a sensação ordinária, o que ele queria depois das palavras de Herculano: era o prazer brutal, doloroso, fora de todas as leis, de todas as normas... E havia de tê-lo, custasse o que custasse!
       Decididamente ia realizar o seu plano de fuga essa noite, ia desertar pelo mundo à procura de Aleixo.
       Inquieto, sobreexcitado, nervoso, pôs-se a meditar. O grumete aparecia-lhe com uma feição nova, transfigurado pelos excessos do amor, degenerado, sem aquele arzinho bisonho que todos lhe admiravam, o rosto áspero, crivado de espinhas, magro, sem cor, sem sangue nos lábios... Pudera! Um homem não resiste, quanto mais uma criança! Aleixo devia de estar muito acabado; via-o nos braços da amante, da tal rapariga - ele novo, ela mocinha, na flor dos vinte anos -, via-o rolar em espasmos luxuriosos, grudado à mulher, sobre uma cama fresca e alva - rolar e cair extenuado, crucificado, morto de fraqueza... Depois a rapariga debruçava-se sobre ele, juntava boca à boca num grande beijo de reconhecimento. E no dia seguinte, na noite seguinte, a mesma cousa. 

    (CAMINHA, Adolfo. Bom-Crioulo. São Paulo: Ediouro, s/d. p. 73-74.)
    Considere as afirmativas a seguir a respeito dos trechos “ímpetos vorazes de novilho solto” e “incongruências de macho em cio”. As expressões

    I. revelam um distanciamento das características românticas no que se refere à disposição amorosa das personagens.

    II. confirmam a permanência de traços românticos em obras naturalistas, como o sentimentalismo exacerbado, a retidão moral dos heróis e a vocação para a aventura.

    III. denotam a identificação do romance com o determinismo naturalista, entendido aqui como a influência da natureza idealizada sobre o ânimo das personagens.

    IV. indicam afinidades com procedimentos naturalistas que correlacionam atitudes e reações de personagens com o comportamento de animais.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão f5b63e2d-b0
  • F5ABFC18-B0

    Literatura

    Gêneros Literários
    UEL · 2010Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto II e responda a questão.

    Texto II

    O tempo fecha.
    Sou fiel aos acontecimentos biográficos.
    Mais do que fiel, oh, tão presa! Esses mosquitos
    que não largam! Minhas saudades ensurdecidas
    por cigarras! O que faço aqui no campo
    declamando aos metros versos longos e sentidos?
    Ah que estou sentida e portuguesa, e agora não
    sou mais, veja, não sou mais severa e ríspida:
    agora sou profissional.
    (CESAR, Ana Cristina. A teus pés. 6. ed. São Paulo: Editora Brasiliense, s/d. p. 9.)

    Em relação à forma do poema, considere as afirmativas a seguir.

    I. Segue os padrões formais da poesia pelo uso de rimas interpoladas e de versos com métrica uniforme.

    II. Está em sintonia com os preceitos da poesia moderna por utilizar versos sem métrica uniforme.

    III. Estabelece ligações entre poesia e prosa, rompendo as fronteiras entre os gêneros.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão f5abfc18-b0
  • F5A566BB-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    UEL · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto I e responda a questão.

     Texto I 

       Foi na estância dos Lagoões, duma gente Silva, uns Silvas mui políticos, sempre metidos em eleições e enredos de qualificações de votantes.

        A estância era como aqui e o arroio como a umas dez quadras; lá era o banho da família. Fazia uma ponta, tinha um sarandizal e logo era uma volta forte, como uma meia-lua, onde as areias se amontoavam formando um baixo: o perau era do lado de lá. O mato aí parecia plantado de propósito: era quase que pura guabiroba e pitanga, araçá e guabiju; no tempo, o chão coalhava-se de fruta: era um regalo

        Já vê... o banheiro não era longe, podia-se bem ir lá, de a pé, mas a família ia sempre de carretão, puxado a bois, uma junta, mui mansos, governados de regeira por uma das senhoras-donas e tocados com uma rama por qualquer das crianças. 

        Eram dois pais da paciência, os dois bois. Um se chamava Dourado, era baio; o outro, Cabiúna, era preto, com a orelha do lado de laçar branca, e uma risca na papada.

        Estavam tão mestres naquele piquete, que, quando a família, de manhãzita, depois da jacuba de leite, pegava a aprontar-se, que a criançada pulava para o terreiro ainda mastigando um naco de pão e as crioulas apareciam com as toalhas e por fim as senhoras-donas, quando se gritava pelo carretão, já os bois havia muito tempo que estavam encostados no cabeçalho, remoendo muito sossegados, esperando que qualquer peão os ajoujasse

    (LOPES NETO, Simões. Contos gauchescos. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2008. p. 65-66.)

    Contos gauchescos é uma obra representativa
    Escolha uma alternativa para a questão f5a566bb-b0
  • 622BA3C9-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: Para responder a questão, ler o trecho de Noite na taverna, de Álvares de Azevedo.

    “– Quem eu sou? na verdade fora difícil dizê-lo: corri muito mundo, a cada instante mudando de nome e de vida. Fui poeta e como poeta cantei. Fui soldado e banhei minha fronte juvenil nos últimos raios de sol da águia de Waterloo. Apertei ao fogo da batalha a mão do homem do século. Bebi numa taverna com Bocage – o português, ajoelhei-me na Itália sobre o túmulo de Dante e fui à Grécia para sonhar como Byron naquele túmulo das glórias do passado. – Quem eu sou? Fui um poeta aos vinte anos, um libertino aos trinta, sou um vagabundo sem pátria e sem crenças aos quarenta. Sentei-me à sombra de todos os sóis, beijei lábios de mulheres de todos os países; e de todo esse peregrinar, só trouxe duas lembranças – um amor de mulher que morreu nos meus braços na primeira noite de embriaguez e de febre – e uma agonia de poeta... Dela tenho uma rosa murcha e a fita que prendia seus cabelos. Dele olhai... O velho tirou de um bolso um embrulho: era um lenço vermelho o invólucro; desataram-no: dentro estava uma caveira.”

    O trecho selecionado recupera a fala de um velho que interrompe a história, contada pelo jovem Bertram, um dos rapazes presentes na Taverna. As palavras dessa personagem expressam, nas entrelinhas,
    Escolha uma alternativa para a questão 622ba3c9-b0
  • 62217D58-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: Para responder a questão, ler o texto que segue.

    “Acabava de desembarcar; durante dez dias de viagem tinha-me saturado da poesia do mar, que vive de espuma, de nuvens e de estrelas; povoara a solidão profunda do oceano, naquelas compridas noites veladas ao relento, de sonhos dourados e risonhas esperanças; sentia enfim a sede da vida em flor que desabrocha aos toques de uma imaginação de vinte anos, sob o céu azul da corte. (...)
    – Que linda menina! Exclamei para meu companheiro que também admirava. Como deve ser pura a alma naquele rosto mimoso!”

    O fragmento acima pertence ao romance
    Escolha uma alternativa para a questão 62217d58-b0
  • 62148675-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: Para responder a questão, ler o fragmento que segue.

    “A travessia foi penosamente feita. O terreno inconsistente e móvel fugia sob os passos aos caminhantes; remorava a tração das carretas absorvendo as rodas até ao meio dos raios; opunha, salteadamente, flexíveis barreiras de espinheirais, que era forçoso destramar a facão; e reduplicava, no reverberar intenso das areias, a adustão da canícula. De sorte que ao chegar à tarde, à “Serra Branca”, a tropa estava exausta. Exausta e sequiosa. Caminhara oito horas sem parar, em pleno arder do sol bravio do verão.”

    O fragmento pertence ao livro Os sertões, de Euclides da Cunha, que relata a Guerra de Canudos, travada no Nordeste brasileiro entre os homens liderados por Antônio Conselheiro e as tropas militares republicanas.

    Neste trecho da obra,

    I. alternam-se a linguagem coloquial e a inconformidade com a exploração do homem pelo homem.

    II. a complexidade vocabular e o predomínio da descrição constituem características marcantes.

    III. a reiteração de expressões regionais e a preocupação com a condição humana permeiam o ponto de vista do narrador.

    A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são
    Escolha uma alternativa para a questão 62148675-b0
  • 6210511C-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: Para responder a questão, ler o trecho Memórias sentimentais de João Miramar, de Oswald de Andrade.

    “A costa brasileira depois de um pulo de farol sumiu como um peixe. O mar era um oleado azul. O sol afogado queimava arranha-céus de nuvens. Dois pontos sujaram o horizonte faiscando longínquos bons dias sem fio. Os olhos hipócritas dos viajantes andavam longe dos livros – agora polichinelos sentados nas cadeiras vazias.”


    A aproximação do texto literário à prosa cinematográfica, caracterizada pela _________, permite afirmar que o fragmento acima, de autoria de Oswald de Andrade, enquadra-se na estética _________. 
    Escolha uma alternativa para a questão 6210511c-b0
  • 620D14DC-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: Para responder a questão, ler o trecho do conto “As margens da alegria”, de Guimarães Rosa.

    “ESTA É A ESTÓRIA. Ia um menino, com os Tios, passar dias no lugar onde se construía a grande cidade. Era uma viagem inventada no feliz; para ele, produziase em caso de sonho. Saíam ainda com o escuro, o ar fino de cheiros desconhecidos. A Mãe e o Pai vinham trazê-lo ao aeroporto. (...) O voo ia ser pouco mais de duas horas. O menino fremia no acorçoo, alegre de se rir para si, confortavelzinho, com um jeito de folha a cair. A vida podia às vezes raiar numa verdade extraordinária. Mesmo o afivelarem-lhe o cinto de segurança via forte afago, de proteção, e logo novo senso de esperança: ao não sabido, ao mais. Assim um crescer e desconter-se – certo como o ato de respirar – o de fugir para o espaço em branco. O Menino.”

    De acordo com o texto, afirma-se:

    I. O menino experimentava sensações até então inusitadas no enfrentamento do desconhecido, com sentimentos de entusiasmo e de descoberta.
    II. A viagem parecia encaminhar-se na direção do não sabido e da revelação de algo extraordinário.
    III. O viajante sentia medo e até dificuldade de respirar durante o percurso, e tinha vontade de fugir do seu destino.
    IV. A viagem de avião daria ao menino o acesso a uma cidade ainda sem história.

    A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são
    Escolha uma alternativa para a questão 620d14dc-b0
  • B0EEE753-B0

    Literatura

    Estilística
    UNEMAT · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia os versos de O livro das Ignorãças, de Manoel de Barros.

    “Não tem altura o silêncio das pedras” (p.19).
    “Qualquer defeito vegetal de um pássaro pode modificar os seus gorjeios” (p.21).
    “Em casa de caramujo até o sol encarde” (p.25).

    Assinale a alternativa correta que está de acordo com os componentes poéticos dos versos acima.
    Escolha uma alternativa para a questão b0eee753-b0
  • B0EAB5BF-B0

    Literatura

    Gêneros Literários
    UNEMAT · 2010Entre para guardar nos favoritos
    Relacione os excertos da primeira coluna aos títulos dos contos da segunda, do livro Sagarana, de Guimarães Rosa.

    Coluna I
    1. José Boi caiu de um barranco de vinte metros; ficou com a cabeleira enterrada no chão e quebrou o pescoço. Mas, meio minuto antes, estava completamente bêbado e também no apogeu da carreira: era o ‘espanta-praças’, porque tinha escaramuçado, uma vez, um cabo e dois soldados, que não puderam reagir, por serem apenas três. (p. 253)

    2. Que já houve um tempo em que eles conversavam, entre si e com os homens, é certo e indiscutivel, pois que bem comprovado nos livros das fadas carochas. (p. 283)

    3. Naquele tempo, eu morava no CalangoFrito e não acreditava em feiticeiros. (p. 221)

    4. Turíbio Todo, nascido à beira do Borrachudo, era seleiro de profissão, tinha pelos compridos nas narinas, e chorava sem fazer caretas; palavra por palavra: papudo, vagabundo, vingativo e mau. Mas no começo dessa história ele estava com a razão. (p. 139)

    5. Tapera de arraial. Ali, na beira do rio Pará, deixaram largado um povoado inteiro: casas, sobradinho, capela; três vendinhas, o chalé e o cemitério; e a rua, sozinha e comprida, que agora nem mais é uma estrada, de tanto que o mato a entupiu. (p. 117)

    Coluna II
    ( ) São Marcos
    ( ) Duelo
    ( ) Conversa de bois
    ( ) Sarapalha
    ( ) Corpo fechado

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão b0eab5bf-b0
  • B0DDBBEF-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNEMAT · 2010FácilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa correta com relação ao romance de Lima Barreto, considerando que, em Triste fim de Policarpo Quaresma, a tragédia do protagonista está relacionada à/ao:
    Escolha uma alternativa para a questão b0ddbbef-b0
  • 77FFD721-AF

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFU-MG · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Com base nos fragmentos abaixo, extraídos do conto Paraísos Artificiais, assinale a alternativa correta.

    Você está sentado numa cadeira. Você está sentado nesta cadeira já faz bastante tempo. Você fica sentado nesta cadeira durante muito tempo, diariamente. Você não conseguiria ficar parado em pé por tanto tempo; logo você ficaria cansado, com dor nas pernas. Também não conseguiria permanecer tanto tempo assim deitado na cama, de cara para o teto; essa posição se tornaria cada vez mais incômoda com o passar do tempo, até fazê-lo virar-se para um lado [...] mas depois de alguns minutos de bem-estar, seu corpo seria dominado pouco a pouco por uma sensação de desconforto que gradualmente se transformaria numa idéia, de início vaga, depois mais nítida, mais e mais, até cristalizar-se nas palavras: “Esta posição é a menos confortável que há”, e essas palavras em pouco tempo levariam a estas: “A posição mais confortável de todas seria ficar virado para a direita”. A nova sensação, porém, não perduraria por muito tempo; logo você seria obrigado a trocar de posição mais uma vez, e todo o ciclo recomeçaria.
    [...]
    Mas há uma maneira simples de alterar essa situação – quer dizer, não alterá-la objetivamente, o que seria impossível, e sim modificar o modo como você a vivencia (e como você só sabe das situações o que vivencia delas, para todos os fins práticos modificar sua percepção de uma situação é a mesma coisa que modificar a situação em si): basta sentar-se na cadeira, pegar um lápis e uma folha de papel, e começar a escrever.
    Escolha uma alternativa para a questão 77ffd721-af
  • 77FC2651-AF

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFU-MG · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    As afirmações abaixo referem-se a Calabar. Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 77fc2651-af
  • 77F905DC-AF

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFU-MG · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A afirmação a seguir diz respeito a Primo Argemiro, um dos protagonistas de “Sarapalha”:

    Ele, nos seus acessos, não varia nunca: não tem licença: se delirar, pode revelar o seu segredo.
    Tem de ter tento na cabeça e de subjugar a doideira, e sofre o demônio, por via disso.

    A revelação desse segredo está presente em qual das sequências abaixo?
    Escolha uma alternativa para a questão 77f905dc-af
  • 77F60C7C-AF

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFU-MG · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    As personagens de “Sarapalha”, Primo Argemiro e Primo Ribeiro, caracterizam-se, respectivamente, por:
    Escolha uma alternativa para a questão 77f60c7c-af
  • 77F29732-AF

    Literatura

    Modernismo: Tendências contemporâneas
    UFU-MG · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre O Monstro: três histórias de amor, de Sérgio Sant’anna, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 77f29732-af
  • 77E53E22-AF

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFU-MG · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    No livro Prosas seguidas de Odes mínimas, de José Paulo Paes, a primeira parte intitulada “Prosas” abre-se com a seguinte epígrafe: “À memória de Fernando Góes, que um dia chamou de Poesias um livro seu de crônicas”.
    Tendo em vista o caráter de poemas em prosa de muitos dos textos que constituem a referida parte, assinale a alternativa que contém uma interpretação condizente para essa epígrafe:
    Escolha uma alternativa para a questão 77e53e22-af
  • 77E1197A-AF

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFU-MG · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    A ESTRELA

    Vi uma estrela tão alta,
    Vi uma estrela tão fria!
    Vi uma estrela luzindo
    Na minha vida vazia.

    Era uma estrela tão alta!
    Era uma estrela tão fria!
    Era uma estrela sozinha
    Luzindo no fim do dia.

    Por que da sua distância
    Para a minha companhia
    Não baixava aquela estrela?
    Por que tão alto luzia?

    E ouvi-a na sombra funda
    Responder que assim fazia
    Para dar uma esperança
    Mais triste ao fim do meu dia.

    BANDEIRA, M. Melhores poemas de Manuel Bandeira. 16. ed. São Paulo: Global, 2004. p.120.

    Todas as características abaixo, próprias do gênero lírico, encontram-se no poema de Manuel Bandeira transcrito acima, EXCETO:
    Escolha uma alternativa para a questão 77e1197a-af