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Instituição

Questões: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) — com gabarito

1.562 questões de Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), de 2016 a 2025. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 1.562 questões
  • 8 provas

Resultados: 551 questões

Página 21 de 28

  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho abaixo, retirado da crônica “de volta ao campus”, de José Falero. Considere-o no contexto do livro Mas em que mundo tu vive?.


    Quando o galpão finalmente ficou pronto, eu dei graças a Deus. Creia-me, leitor: não existe ambiente mais hostil para um pé-rapado do que um ambiente acadêmico. É impossível ficar à vontade. Nada ao redor traz sensação de conforto, nada ao redor lembra minimamente as vielas e os barracos que estamos acostumados a ver à nossa volta, ninguém ao redor nos desperta a mínima sensação de identificação ou nos inspira empatia, é todo mundo pálido demais, é todo mundo civilizado demais, é todo mundo bem-vestido demais, é todo mundo sem ginga, é todo mundo sem suingue, é todo mundo tão diferente de nós, e em tantos sentidos! Eu dei graças a Deus quando o galpão finalmente ficou pronto e eu soube que não precisaria mais ir comprar refrigerante no meio dos universitários. Fiz uma promessa boba para mim mesmo naquele dia: quando eu voltasse àquele ambiente, seria como estudante de letras. Jurei para mim mesmo, tendo como testemunha o matagal que circunda aqueles prédios: em nenhuma circunstância eu voltaria ali, exceto como estudante de letras. Ou bem eu voltava como estudante de letras, ou bem não voltava jamais.



    Considere as afirmações abaixo, sobre o segmento.


    I - O narrador indica que voltou à universidade como estudante de Letras depois de pronto o galpão.


    II - O narrador dialoga diretamente com o leitor – um procedimento típico desta e de outras crônicas do livro.


    III - O ponto de vista periférico caracteriza o olhar lançado pelo narrador sobre os acadêmicos que circulam no campus da universidade.



    Quais estão corretas?

    Escolha uma alternativa para a questão ca1fd39f-5a
  • Linguagens

    Português

    Para responder a questão 25, considere os fragmentos retirados de A terra dos mil povos, de Kaká Werá Jecupé.


    I. Nessas andanças conheci mil povos, vivenciei suas riquezas: o pensamento, a sabedoria, os ritos, os mitos e a medicina sagrada nativa. [...] A peregrinação na terra e o encontro espiritual me permitiam vivenciar a essência desses mil povos, a qual pretendo expor aqui, como parte da tarefa que desenvolvo atualmente, que é difundir os ensinamentos ancestrais: a tradição do Sol, a tradição da Lua e a tradição do sonho.


    II. Ao contar sua história, um índio, um clã, uma tribo, parte do momento em que sua essência-espírito permeou a terra e relata a passagem dessa essência-espírito pelos reinos vegetal, mineral e animal. Há tribos que começam sua história desde quando o clã era formado por seres do espírito das águas, outras trazem sua memória animal como início da história, e há aquelas que iniciam sua história a partir da árvore que foram. 



    Assinale a alternativa correta sobre os fragmentos acima, considerando, também, a leitura integral da obra A terra dos mil povos.

    Escolha uma alternativa para a questão ca2263f8-5a
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o trecho abaixo, de Cem anos de solidão, de Gabriel Garcia Marquez.


    Mal tinham começado quando Amaranta percebeu que Remédios, a Bela, estava quase transparente, com uma palidez intensa.


    — Você está se sentindo mal? — perguntou.


    Remédios, a Bela, que tinha agarrado o lençol pela outra ponta, fez um sorriso de lástima.


    — Ao contrário — disse —, nunca me senti melhor. Acabou de falar e Fernanda sentiu um delicado vento de luz que arrancou os lençóis de suas mãos e os estendeu em toda sua amplitude. Amaranta sentiu um tremor misterioso nas rendas de suas anáguas e tratou de se agarrar no lençol para não cair, no mesmo instante em que Remédios, a Bela, começava a se elevar. Úrsula, já quase cega, foi a única que teve serenidade para identificar a natureza daquele vento irreparável, e deixou os lençóis à mercê da luz, vendo Remédios, a Bela, que dizia adeus com a mão, entre o deslumbrante bater de asas dos lençóis que subiam com ela, que abandonavam com ela o ar dos besouros e das dálias, e passavam com ela através do ar onde as quatro da tarde terminavam, e se perderam com ela para sempre nos altos ares onde não podiam alcançá-la nem os mais altos pássaros da memória.


    Os forasteiros, claro, acharam que Remédios, a Bela, havia enfim sucumbido ao seu irrevogável destino de abelha rainha e que sua família tratava de salvar a honra com o engodo da levitação. Fernanda, mordida pela inveja, acabou aceitando o prodígio, e durante muito tempo continuou rogando a Deus que lhe devolvesse os lençóis. A maioria acreditou no milagre, e até acendeu velas e rezou novenas.



    Assinale a alternativa correta sobre o fragmento acima, considerando, também, a leitura integral de Cem anos de solidão.

    Escolha uma alternativa para a questão ca24ec79-5a
  • Linguagens

    Português

    Instrução: Para responder a questão, leia os excertos abaixo, retirados da seção “3 poemas com o auxílio do google”, do livro Um útero é do tamanho de um punho, de Angélica Freitas.


    a mulher vai

    a mulher vai ao cinema

    a mulher vai aprontar

    a mulher vai ovular

    a mulher vai sentir prazer

    a mulher vai implorar por mais

    a mulher vai ficar louca por você

    a mulher vai dormir


    a mulher pensa

    a mulher pensa com o coração

    a mulher pensa de outra maneira

    a mulher pensa em nada ou em algo muito semelhante

    a mulher pensa será em compras talvez

    a mulher pensa por metáforas

    a mulher pensa sobre sexo

    a mulher pensa mais em sexo


    a mulher quer

    a mulher quer ser amada

    a mulher quer um cara rico

    a mulher quer conquistar um homem

    a mulher quer um homem

    a mulher quer sexo

    a mulher quer tanto sexo quanto o homem



    Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre esses excertos, considerando, também, a leitura integral da obra Um útero é do tamanho de um punho. 


    ( ) Os três poemas são construídos com frases prontas, a partir de uma mesma base: a mulher vai; a mulher pensa; a mulher quer.


    ( ) A estrutura repetitiva, com sentenças contraditórias, mostra o quanto a mulher contemporânea é confusa e não sabe agir, nem definir o que quer.


    ( ) A colagem de frases feitas, divulgadas pelo Google, instrui como a mulher deve agir, pensar e desejar.


    ( ) A originalidade do conjunto encontra-se na montagem das frases coletadas no Google.



    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

    Escolha uma alternativa para a questão ca277159-5a
  • Linguagens

    Português

    Leia o poema, a seguir, de Sophia de Mello Andresen.



                Com fúria e raiva


    Com fúria e raiva acuso o demagogo

    E o seu capitalismo das palavras


    Pois é preciso saber que a palavra é sagrada

    Que de longe muito longe um povo a trouxe

    E nela pôs sua alma confiada


    De longe muito longe desde o início

    O homem soube de si pela palavra

    E nomeou a pedra a flor a água

    E tudo emergiu porque ele disse


    Com fúria e raiva acuso o demagogo

    Que se promove à sombra da palavra

    E da palavra faz poder e jogo

    E transforma as palavras em moeda

    Como se fez com o trigo e com a terra


                                Junho de 1974



    Assinale a alternativa que se refere adequadamente ao poema “Com fúria e raiva”, considerando, também, a leitura integral da obra Coral e outros poemas. 

    Escolha uma alternativa para a questão ca2a416e-5a
  • Linguagens

    Literatura

    Leia com atenção o poema abaixo, de Manuel Bandeira.



    O Bicho


    Vi ontem um bicho

    Na imundície do pátio

    Catando comida entre os detritos.

    Quando achava alguma coisa,

    Não examinava nem cheirava:

    Engolia com voracidade.


    O bicho não era um cão,

    Não era um gato,

    Não era um rato.


    O bicho, meu Deus, era um homem.



    Assinale a alternativa correta em relação ao poema.  

    Escolha uma alternativa para a questão ca2ccfa8-5a
  • Linguagens

    Português

    Instrução: Para responder a questão 30, leia os excertos abaixo, retirados respectivamente de A terra dos mil povos, de Kaká Werá Jecupé, e de “A fonte”, parte inicial de O continente, de Erico Verissimo.



    Tiaraju – o santo guerreiro


    Tiaraju é um nome épico. Alguns historiadores chegam a dizer que graças a ele o Rio Grande do Sul é parte do Brasil. Foi um líder nascido em 1723 e que morreu na batalha no dia 7 de fevereiro de 1756. É considerado herói guarani missioneiro rio-grandense. Chefe dos Sete Povos das Missões Jesuíticas de São Miguel.



    A fonte


    — Vi o combate. O alferes foi derrubado do cavalo por um golpe de lança. Vi quando ele quis erguer-se e um homem... um general... de cima do cavalo varou-lhe o peito com uma bala.


    Alonzo segurou a cabeça do menino com ambas as mãos e aproximou-a de seu rosto como se quisesse ler-lhe os pensamentos no fundo dos olhos.


     — Como podias ter visto isso tudo se o combate foi travado tão longe daqui?


     Pedro respondeu simplesmente:


     — Eu vi.


     — Disseste que estavas conversando com o corregedor.


     — Estava.


     — E que te dizia ele?


     — Dizia que seu corpo tinha sido atirado num mato perto dum rio. E que a batalha estava perdida.


     — Onde estava ele quando te falou?


     — Lá em cima. A alma de Sepé subiu ao céu e virou estrela.


    Alonzo largou a cabeça do menino, que fez meia-volta e se encaminhou para a janela, puxando o padre docemente pela manga da sobretúnica. Ergueu o dedo e mostrou o crescente:


    — Deus botou também na testa da noite um lunar como o de são Sepé.


    — São Sepé? — repetiu o padre, meio estonteado.


    Sem dizer palavra e sem fazer o menor gesto, Alonzo viu o menino guardar o punhal entre a camisa e o peito, e sair da cela em silêncio.



    Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre esses excertos, considerando, também, a leitura integral da obra A terra dos mil povos.



    ( ) Como se observa, a visão dos dois autores é oposta sobre Sepé Tiaraju. No segundo caso, é um homem derrotado e morto.


    ( ) No primeiro excerto, Jecupé traz a primeiro plano um herói do enfrentamento “O Brasil de pindorama versus o Brasil das capitanias”.


    ( ) No segundo excerto, o menino Pedro Alonzo conta ao padre sua visão e que Sepé “virou estrela”.


    ( ) Nos dois trechos, de Jecupé e de Verissimo, Sepé tem a força de um herói fundacional.



    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

    Escolha uma alternativa para a questão ca2f60cd-5a
  • Linguagens

    Literatura

    Assinale a alternativa correta sobre os três sermões do Padre Antônio Vieira.
    Escolha uma alternativa para a questão d4f4cc92-05
  • Linguagens

    Literatura

    Leia as seguintes afirmações sobre o Sermão de Santo Antônio aos peixes, de Padre Antônio Vieira.

    I - O Sermão apresenta a estratégia de se dirigir aos peixes, e não aos homens, estendendo o alcance crítico à conduta dos colonos maranhenses.
    II - O Sermão apresenta elogios aos grandes pregadores, através de passagens do Novo Testamento.
    III- A sardinha é eleita o símbolo do verdadeiro cristão, por ter sido o peixe multiplicado por Jesus.

    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão d4f8c882-05
  • Linguagens

    Português

    Leia o soneto de Luís de Camões e Soneto do amor total, de Vinícius de Moraes, abaixo.

    Luís de Camões

    Amor é fogo que arde sem se ver;
    É ferida que dói e não se sente;
    É um contentamento descontente;
    É dor que desatina sem doer;

    É um não querer mais que bem querer;
    É solitário andar por entre a gente;
    É nunca contentar-se de contente;
    É cuidar que se ganha em se perder;

    É querer estar preso por vontade;
    É servir a quem vence, o vencedor;
    É ter com quem nos mata lealdade.

    Mas como causar pode seu favor
    Nos corações humanos amizade,
    Se tão contrário a si é o mesmo Amor?


    Vinícius de Moraes

    Amo-te tanto, meu amor… não cante
    O humano coração com mais verdade…
    Amo-te como amigo e como amante
    Numa sempre diversa realidade.

    Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
    E te amo além, presente na saudade.
    Amo-te, enfim, com grande liberdade
    Dentro da eternidade e a cada instante.

    Amo-te como um bicho, simplesmente,
    De um amor sem mistério e sem virtude
    Com um desejo maciço e permanente.

    E de te amar assim muito e amiúde,
    É que um dia em teu corpo de repente
    Hei de morrer de amar mais do que pude.

    Considere as seguintes afirmações sobre os dois poemas.

    I - Os dois poemas apresentam a temática amorosa: no soneto de Camões, o sujeito lírico define o amor; no soneto de Moraes, o sujeito lírico diz como ama.
    II - O soneto de Camões apresenta uma estrutura antitética nas três primeiras estrofes, como a exprimir o caráter contraditório do sentimento amoroso.
    III- O soneto de Vinícius de Moraes apresenta o sujeito lírico que ama de corpo e alma, ampliando o sentimento amoroso à dimensão física.

    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão d4fc4405-05
  • Linguagens

    Literatura

    Assinale a alternativa correta sobre autores do Romantismo brasileiro.
    Escolha uma alternativa para a questão d5004172-05
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre o romance O cortiço, de Aluísio Azevedo, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações.

    ( ) No início do romance, está o vendeiro português João Romão que, com força de trabalho e boa dose de oportunismo, constrói o cortiço, seu primeiro caminho para a ascensão social.
    ( ) No romance, a ex-escrava Bertoleza é a companheira de João Romão, por ele tratada com respeito, o que dá mostras do tom conciliatório do livro, que trata a escravidão como problema resolvido.
    ( ) No sobrado contíguo ao cortiço de João Romão, vivem Miranda, Dona Estela e a filha Zulmirinha, família financeiramente confortável, que cria sinceros vínculos de amizade com João Romão e Bertoleza.
    ( ) No romance, Dona Estela, sempre descrita pelo narrador como uma dama séria e decorosa, sofre com as constantes traições de seu marido Miranda.

    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão d5035fa2-05
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o seguinte trecho de O cortiço.


    A criadagem da família do Miranda compunha-se de Isaura, mulata ainda moça, moleirona e tola, que gastava todo o vintenzinho que pilhava em comprar capilé na venda de João Romão; uma negrinha virgem, chamada Leonor, muito ligeira e viva, lisa e seca como um moleque, conhecendo de orelha, sem lhe faltar um termo, a vasta tecnologia da obscenidade, e dizendo, sempre que os caixeiros ou os fregueses da taverna, só para mexer com ela, lhe davam atracações: “Óia, que eu me queixo ao juiz de orfe!”; e finalmente o tal Valentim, filho de uma escrava que foi de Dona Estela e a quem esta havia alforriado.


    Sobre o texto acima, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações.


    ( ) O fragmento reflete o tom geral do romance, no qual o narrador em terceira pessoa distancia-se das personagens populares – especialmente as negras –, pois está atrelado às reduções do cientificismo naturalista que antepõe raça superior a raça inferior.

    ( ) A linguagem do narrador é diferente da linguagem da personagem: a fala de Leonor não segue o registro linguístico adotado pelo narrador.

    ( ) As personagens femininas descritas no trecho – e no romance de maneira geral – são estereotipadas, respondem ao imaginário da mulata sensual e ociosa, especialmente Bertoleza e Rita Baiana.

    ( ) O narrador em terceira pessoa simpatiza com as personagens populares; tal simpatia está presente em todo o romance, nas inúmeras vezes em que a narração em terceira pessoa cede espaço para o diálogo entre escravos.


    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

    Escolha uma alternativa para a questão d5067c56-05
  • Linguagens

    Literatura

    Considere as seguintes afirmações sobre o livro Dom Casmurro, de Machado de Assis.

    I - O romance de Machado de Assis, narrado em terceira pessoa, expõe o triângulo amoroso entre Bentinho, Capitu e Escobar. O narrador, que ingressa na consciência de todas as personagens, revela ao leitor a traição de Capitu e a paternidade de seu filho Ezequiel.
    II - O livro está estruturado em forma de diário, por isso guarda as lembranças mais íntimas de Dom Casmurro. A personagem registra que não quer ter suas memórias reveladas, pois isso macularia sua imagem ante a sociedade fluminense.
    III- O agregado da família Santiago, José Dias, desempenha funções elevadas de conselheiro e rebaixadas de mandalete. Sua acomodação nessa família dá mostras dos arranjos sociais entre homens livres e classe dominante.

    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão d509982d-05
  • Linguagens

    Literatura

    Considerando os estudos sobre o romance Dom Casmurro, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações.

    ( ) No final do século XIX e início do XX, a interpretação do romance tende à aderência ao ponto de vista do narrador. Assim, em geral, os leitores aceitam os fatos narrados por Bentinho sem muita desconfiança da sua narração comprometida.
    ( ) Em torno de 1960, talvez por influência de leituras feministas, críticos problematizam a visão unilateral de Bentinho e passam a ponderar que o ponto de vista de Capitu não vinha sendo considerado e que a sua traição deveria ser ao menos discutida.
    ( ) Perto de 1980, são comuns as leituras que desviam o foco do debate sentimental para o social, e a diferença de classe entre o filho do deputado (Bentinho) e a filha do vizinho pobre (Capitu) passa a figurar como um dos tópicos do romance.
    ( ) Atualmente, e por obra das muitas adaptações do romance para o cinema e para a televisão, que revelaram conteúdos da narrativa antes ocultos, é consenso que a traição de Capitu é o centro do enredo e que esta pode ser comprovada pelas pistas deixadas no texto por Machado de Assis.

    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão d50e2780-05
  • Linguagens

    Literatura

    O cortiço (1890) e Dom Casmurro (1899) foram publicados na mesma década, porém apresentam registros de linguagem diferentes, como se pode ver nos trechos abaixo.

    No bloco superior, estão listados nomes de personagens de O cortiço e de Dom Casmurro; no inferior, os trechos dos romances em que essas personagens são descritas.

    Associe adequadamente o bloco inferior ao bloco superior.

    1 - Firmo (O cortiço)
    2 - Escobar (Dom Casmurro)
    3 - Jerônimo (O cortiço)
    4 - José Dias (Dom Casmurro)

    ( ) [...] viera da terra, com a mulher e uma filhinha ainda pequena, tentar a vida no Brasil, na qualidade de colono de um fazendeiro, em cuja fazenda mourejou durante dois anos, sem nunca levantar a cabeça, e de onde afinal se retirou de mãos vazias e uma grande birra pela lavoura brasileira. Para continuar a servir na roça tinha que sujeitar-se a emparelhar com os negros escravos e viver com eles no mesmo meio degradante, encurralado como uma besta, sem aspirações, nem futuro, trabalhando eternamente para outro.
    ( ) [...] era um mulato pachola, delgado de corpo e ágil como um cabrito; capadócio de marca, pernóstico, só de maçadas, e todo ele se quebrando nos seus movimentos de capoeira. Teria seus trinta e tantos anos, mas não parecia ter mais de vinte e poucos. Pernas e braços finos, pescoço estreito, porém forte; não tinha músculos, tinha nervos.
    ( ) Era um rapaz esbelto, olhos claros, um pouco fugitivos, como as mãos, como os pés, como a fala, como tudo. Quem não estivesse acostumado com ele podia acaso sentir-se mal, não sabendo por onde lhe pegasse. Não fitava de rosto, não falava claro nem seguido; as mãos não apertavam as outras, nem se deixavam apertar delas, porque os dedos, sendo delgados e curtos, quando a gente cuidava tê-los entre os seus, já não tinha nada.
    ( ) [...] apareceu ali vendendo-se por médico homeopata; levava um Manual e uma botica. Havia então um andaço de febres; [...] curou o feitor e uma escrava, e não quis receber nenhuma remuneração. Então meu pai propôs-lhe ficar ali vivendo, com pequeno ordenado. [...] recusou, dizendo que era justo levar a saúde à casa de sapé do pobre.

    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

    Escolha uma alternativa para a questão d51186e9-05
  • Linguagens

    Literatura

    Assinale a alternativa correta a respeito da vida e da obra do poeta português Fernando Pessoa.
    Escolha uma alternativa para a questão d514ffab-05
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o poema abaixo, presente em Mensagem, de Fernando Pessoa.


    Noite

    A nau de um deles tinha-se perdido

    No mar indefinido.

    O segundo pediu licença ao Rei

    De, na fé e na lei

    Da descoberta, ir em procura

    Do irmão no mar sem fim e a névoa escura.


    Tempo foi. Nem primeiro nem segundo

    Volveu do fim profundo

    Do mar ignoto à pátria por quem dera

    O enigma que fizera.

    Então o terceiro a El-Rei rogou

    Licença de os buscar, e El-Rei negou.


    Como a um cativo, o ouvem a passar

    Os servos do solar.

    E, quando o veem, veem a figura

    Da febre e da amargura,

    Com fixos olhos rasos de ânsia

    Fitando a proibida azul distância.


    Senhor, os dois irmãos do nosso Nome

    — O Poder e o Renome —

    Ambos se foram pelo mar da idade

    À tua eternidade;

    E com eles de nós se foi

    O que faz a alma poder ser de herói.


    Queremos ir buscá-los, desta vil

    Nossa prisão servil:

    É a busca de quem somos, na distância

    De nós; e, em febre de ânsia,

    A Deus as mãos alçamos.


    Mas Deus não dá licença que partamos.


    Considere as seguintes afirmações sobre o poema e suas relações com o livro Mensagem.


    I - As três primeiras estrofes estão relacionadas a um episódio real: a história dos irmãos Gaspar e Miguel Corte Real que desapareceram em expedições marítimas, no início do século XVI, para desespero do terceiro irmão, Vasco, que queria procurá-los, mas não obteve a autorização do rei.

    II - O sujeito lírico, na quarta e na quinta estrofes, assume a primeira pessoa do plural, sugerindo que o drama individual dos irmãos pode representar um problema coletivo: a perda de poder e renome de Portugal, perda esta já associada à difícil situação do país no início do século XX, momento da escritura do poema.

    III- O diagnóstico das perdas de Portugal está ausente em outros poemas de Mensagem, por exemplo, Mar português, Autopsicografia e Nevoeiro, que apresentam a visão eufórica e confiante do sujeito lírico em relação ao futuro de Portugal.


    Quais estão corretas?

    Escolha uma alternativa para a questão d5189b9f-05
  • Linguagens

    Português

    Leia abaixo a letra da canção Mamãe Coragem – composição de Caetano Veloso e Torquato Neto, interpretação de Gal Costa – que integra o álbum Tropicália ou Panis et Circencis.

    Mamãe, mamãe, não chore
    A vida é assim mesmo
    Eu fui embora
    Mamãe, mamãe, não chore
    Eu nunca mais vou voltar por aí
    Mamãe, mamãe, não chore
    A vida é assim mesmo
    Eu quero mesmo é isto aqui
    Mamãe, mamãe, não chore
    Pegue uns panos pra lavar
    Leia um romance
    Veja as contas do mercado
    Pague as prestações
    Ser mãe
    É desdobrar fibra por fibra
    Os corações dos filhos
    Seja feliz
    Seja feliz

    Mamãe, mamãe, não chore
    Eu quero, eu posso, eu quis, eu fiz
    Mamãe, seja feliz
    Mamãe, mamãe, não chore
    Não chore nunca mais, não adianta
    Eu tenho um beijo preso na garganta
    Eu tenho um jeito de quem não se espanta
    (Braço de ouro vale 10 milhões)
    Eu tenho corações fora do peito
    Mamãe, não chore
    Não tem jeito
    Pegue uns panos pra lavar
    Leia um romance
    Leia “Alzira morta virgem”
    “O grande industrial”

    Eu por aqui vou indo muito bem
    De vez em quando brinco Carnaval
    E vou vivendo assim: felicidade
    Na cidade que eu plantei pra mim
    E que não tem mais fim
    Não tem mais fim
    Não tem mais fim

    Considere as seguintes afirmações sobre a canção.

    I - A inversão apresentada na canção – é o/a filho/a jovem que consola a mãe e não o contrário – manifesta-se nas expressões comumente relacionadas ao vocabulário materno como “A vida é assim mesmo” e “Não chore nunca mais, não adianta”.
    II - A sirene ouvida na abertura da canção é uma provável referência às fábricas da cidade, para onde o sujeito cancional se desloca em busca de oportunidades que superem o trabalho doméstico, a rotina e os passatempos provincianos.
    III- O uso de “beijo” em vez de “grito”, no verso “Eu tenho um beijo preso na garganta”, expõe a ternura, apesar da rebeldia, que caracteriza o sujeito cancional.

    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão d529dcee-05
  • Linguagens

    Literatura

    Leia as seguintes afirmações sobre os contos de Murilo Rubião.

    I - O conto O edifício é narrado em primeira pessoa pelo próprio engenheiro, João Gaspar, que é contratado para a construção de um arranha-céu.
    II - O conto O convidado, narrado em terceira pessoa, conta a história de José Alferes, que, embora tenha recebido um convite estranho para uma festa à fantasia, decide ir mesmo assim.
    III- O conto O homem do boné cinzento é narrado em primeira pessoa por Roderico, que responsabiliza o homem do boné cinzento pela intranquilidade que se estabelece desde que se mudou para a vizinhança.

    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão d52d05f4-05