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Instituição

Questões: Universidade de Pernambuco — com gabarito

399 questões de Universidade de Pernambuco, de 2016 a 2021. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 399 questões
  • 3 provas

Resultados: 399 questões

Página 16 de 20

  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2016, Interpretação de texto | Reading comprehension


         Countries band together to promote trade, defend human rights, protect the environment and repel threats. They sign treaties and join international groups, and each time they do, they give up a bit of independence. That happened in a big way with the creation of the European Union, a freetrade zone and global political force forged from the fractious states of Europe. The question always was, could this extraordinary experiment hold together? Faced with the choice in a June 23 referendum, the U.K. shocked the world by voting to leave the bloc it joined in 1973. The way many Britons saw it, the trade-offs they'd made to be part of the club — notably control over immigration — no longer served their interests. They chose what's become known as Brexit. 

         Voters supported the split by 52 percent to 48 percent after a rancorous 10-week campaign that divided the nation. The result prompted Prime Minister David Cameron, who had pushed for the U.K. to remain in the 28-nation bloc, to say he'll resign by October. The vote jolted financial markets, sending the U.K. currency tumbling. As the vote plunged the country into political turmoil, Scotland's devolved government paved the way for a second referendum on breaking away so it can remain part of the EU. The U.K. will have two years to negotiate the terms of an exit once it takes the legal steps to leave the bloc, with talks to unwind agreements in areas as diverse as fishing quotas, financial services and health and safety standards. Cameron had warned that a withdrawal would trigger a recession and a decade of uncertainty for jobs, trade and the broader economy. Advocates of a split, including the country’s leading tabloid newspapers, want Britain to regain control of its borders, laws and finances. Because the free movement of citizens is a basic tenet of EU law, leaving the bloc is the only sure way to stem a larger-than-expected influx of immigrants. Young voters were keen to remain in the EU, while older ones preferred to leave.

    (In: http://www.bloomberg.com/quicktake/will-uk-leave-eu. Adaptado)

    How long did UK stay as a member of EU?
    Escolha uma alternativa para a questão a61d5f31-b2
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2016, Interpretação de texto | Reading comprehension


         Countries band together to promote trade, defend human rights, protect the environment and repel threats. They sign treaties and join international groups, and each time they do, they give up a bit of independence. That happened in a big way with the creation of the European Union, a freetrade zone and global political force forged from the fractious states of Europe. The question always was, could this extraordinary experiment hold together? Faced with the choice in a June 23 referendum, the U.K. shocked the world by voting to leave the bloc it joined in 1973. The way many Britons saw it, the trade-offs they'd made to be part of the club — notably control over immigration — no longer served their interests. They chose what's become known as Brexit. 

         Voters supported the split by 52 percent to 48 percent after a rancorous 10-week campaign that divided the nation. The result prompted Prime Minister David Cameron, who had pushed for the U.K. to remain in the 28-nation bloc, to say he'll resign by October. The vote jolted financial markets, sending the U.K. currency tumbling. As the vote plunged the country into political turmoil, Scotland's devolved government paved the way for a second referendum on breaking away so it can remain part of the EU. The U.K. will have two years to negotiate the terms of an exit once it takes the legal steps to leave the bloc, with talks to unwind agreements in areas as diverse as fishing quotas, financial services and health and safety standards. Cameron had warned that a withdrawal would trigger a recession and a decade of uncertainty for jobs, trade and the broader economy. Advocates of a split, including the country’s leading tabloid newspapers, want Britain to regain control of its borders, laws and finances. Because the free movement of citizens is a basic tenet of EU law, leaving the bloc is the only sure way to stem a larger-than-expected influx of immigrants. Young voters were keen to remain in the EU, while older ones preferred to leave.

    (In: http://www.bloomberg.com/quicktake/will-uk-leave-eu. Adaptado)

    After reading the text, mark T (true) or F (false).

    ( ) Countries join to make war against other countries.
    ( ) UK left EU in 1973.
    ( ) UK joined EU on June 23.
    ( ) UK’s exit from EU is called Brexit.
    ( ) 52 percent voted for leaving the EU.

    Mark the alternative that contains the CORRECT sequence.
    Escolha uma alternativa para a questão a61a30f1-b2
  • Matemática

    Matemática

    Se a função trigonométrica y = a + bsen(px) tem imagem l = [1, 5] e período 3/π , qual é o valor da soma a + b + p? Adote π=3
    Escolha uma alternativa para a questão a61416e2-b2
  • Matemática

    Matemática

    Uma urna contém 18 bolas vermelhas, 12 amarelas e 20 brancas, sendo todas idênticas. Quantas bolas brancas devem ser retiradas dessa urna, de modo que, ao sortear uma bola, a probabilidade de ela ser branca seja igual a 1/6 ?
    Escolha uma alternativa para a questão a60bb778-b2
  • Matemática

    Matemática

    Analise as sentenças a seguir:

    I. Se 23a = 729, o resultado de 2-a é igual a 1/3
    II. O resultado da operação (1,25.10-4 – 1,16.10-7 ) é igual a 1,09.10-4
    III. Se x2= 2512 ; y6 = 2512 ; w7 = 2563. O valor da expressão (x.y.w)12 é a igual a 25168

    Com base nelas, é CORRETO afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão a60896a0-b2
  • Matemática

    Matemática

    No triângulo SRT, representado a seguir, os lados RT e RS tem medidas iguais. Sabendo que o segmento RU mede 6 cm e o segmento ST mede 8√2 cm, a área do triângulo SRU é quantos por cento da área do triângulo SRT?

    Imagem da questão de Matemática, Universidade de Pernambuco 2016, Geometria Plana
    Escolha uma alternativa para a questão a5fb33d0-b2
  • Matemática

    Matemática

    No plano cartesiano, a reta s: 4x – 3y +12 = 0 intersecta o eixo das abscissas no ponto A e o eixo das ordenadas no ponto B. Nessas condições, qual é a distância entre os pontos A e B?
    Escolha uma alternativa para a questão a5f0c526-b2
  • Linguagens

    Português

    Texto 8

    Meu pai

    meu pai foi
    ao Rio se tratar de
    um câncer (que
    o mataria) mas
    perdeu os óculos
    na viagem

    quando lhe levei
    os óculos novos
    comprados na Ótica
    Fluminense ele
    examinou o estojo com
    o nome da loja dobrou
    a nota de compra guardou-a
    no bolso e falou:
    quero ver
    agora qual é o
    sacana que vai dizer
    que eu nunca estive
    no Rio de Janeiro

    (Ferreira Gullar) 

    Texto 9

    O mapa

    Olho o mapa da cidade
    Como quem examinasse
    A anatomia de um corpo...

    (E nem que fosse o meu corpo!)

    Sinto uma dor infinita
    Das ruas de Porto Alegre
    Onde jamais passarei...

    Há tanta esquina esquisita,
    Tanta nuança de paredes,
    Há tanta moça bonita
    Nas ruas que não andei
    (E há uma rua encantada
    Que nem em sonhos sonhei...)
    Quando eu for, um dia desses,
    Poeira ou folha levada
    No vento da madrugada,
    Serei um pouco do nada
    Invisível, delicioso
    Que faz com que o teu ar
    Pareça mais um olhar,
    Suave mistério amoroso,
    Cidade de meu andar
    (Deste já tão longo andar!)

    E talvez de meu repouso...

    (Mário Quintana)

    Texto 10

    Impressionista

    Uma ocasião,
    meu pai pintou a casa toda
    de alaranjado brilhante.
    Por muito tempo moramos numa casa,
    como ele mesmo dizia,
    constantemente amanhecendo.

    (Adélia Prado)

    Imagem da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2016, Interpretação de Textos


    Considerando os Textos 8, 9, 10 e 11 bem como os autores e seus respectivos contextos históricos e literários, analise as proposições a seguir.

    I. O Texto 8 apresenta um eu lírico ligado ao cotidiano, pois Ferreira Gullar, poeta também neoconcretista, tem como um de seus temas a realidade social.
    II. No Texto 9, encontra-se um eu lírico que tematiza o cotidiano, situações corriqueiras, com uma percepção aguda das coisas simples da vida; no entanto, há um certo pessimismo em relação à cidade que o faz evadir-se, criando, em sonho, outra cidade.
    III. Adélia Prado é dona de uma linguagem simples, e preocupada com uma temática feminina, ligada à família e à religiosidade. No Texto 10, percebe-se um eu lírico que se mostra incompatível com o clima da imagem da casa desejada, a ponto de não se sentir bem com a cor alaranjada de suas paredes.
    IV. Pignatari possui uma linguagem que valoriza os esquemas e diagramas, fazendo de seus versos um projeto de designer. No poema, há um texto duplo, uma fusão de imagens, cujos significados se revelam por essa duplicidade, como um espelho que projeta uma imagem invertida.

    Estão CORRETAS:
    Escolha uma alternativa para a questão a5ecc2f9-b2
  • Linguagens

    Português

    Texto 5

    Mapa de anatomia: O Olho

    O Olho é uma espécie de globo,
    é um pequeno planeta
    com pinturas do lado de fora.
    Muitas pinturas:
    azuis, verdes, amarelas.
    É um globo brilhante:
    parece cristal,
    é como um aquário com plantas
    finamente desenhadas: algas, sargaços,
    miniaturas marinhas, areias, rochas,
    naufrágios e peixes de ouro.

    Mas por dentro há outras pinturas,
    que não se veem:
    umas são imagens do mundo,
    outras são inventadas.

    O Olho é um teatro por dentro.
    E às vezes, sejam atores, sejam cenas,
    e às vezes, sejam imagens, sejam ausências,
    formam, no Olho, lágrimas.
    (Cecília Meireles)

    Texto 6

    A um ausente

    Tenho razão de sentir saudade,
    tenho razão de te acusar.
    Houve um pacto implícito que rompeste
    e sem te despedires foste embora.
    Detonaste o pacto.
    Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
    de viver e explorar os rumos de obscuridade
    sem prazo sem consulta sem provocação
    até o limite das folhas caídas na hora de cair.

    Antecipaste a hora.
    Teu ponteiro enlouqueceu,
    enlouquecendo nossas horas.
    Que poderias ter feito de mais grave
    do que o ato sem continuação, o ato em si,
    o ato que não ousamos nem sabemos ousar
    porque depois dele não há nada?

    Tenho razão para sentir saudade de ti,
    de nossa convivência em falas camaradas,
    simples apertar de mãos, nem isso, voz
    modulando sílabas conhecidas e banais
    que eram sempre certeza e segurança.

    Sim, tenho saudades.
    Sim, acuso-te porque fizeste
    o não previsto nas leis da amizade e da natureza
    nem nos deixaste sequer o direito de indagar
    porque o fizeste, porque te foste.
    (Carlos Drummond de Andrade)

    Texto 7

    Ausência

    Eu deixarei que morra em mim o desejo
    de amar os teus olhos que são doces.
    Porque nada te poderei dar senão a mágoa de
    me veres eternamente exausto
    No entanto a tua presença é qualquer
    coisa como a luz e a vida
    E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e
    em minha voz a tua voz.
    Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria
    terminado.
    Quero só que surjas em mim como a fé nos
    desesperados
    Para que eu possa levar uma gota de orvalho
    nesta terra amaldiçoada.
    Que ficou sobre a minha carne como nódoa do
    passado.

    Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em
    outra face.
    Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu
    desabrocharás para a madrugada.
    Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,
    porque eu fui o grande íntimo da noite.
    Porque eu encostei minha face na face da
    noite e ouvi a tua fala amorosa.
    Porque meus dedos enlaçaram os dedos da
    névoa suspensos no espaço.
    E eu trouxe até mim a misteriosa essência do
    teu abandono desordenado.
    Eu ficarei só como os veleiros nos pontos
    silenciosos.
    Mas eu te possuirei como ninguém porque
    poderei partir.
    E todas as lamentações do mar, do vento, do
    céu, das aves, das estrelas. Serão a tua voz presente, a
    tua voz ausente, a
    tua voz serenizada.
    (Vinícius de Moraes) 
    Após a leitura dos poemas, analise as proposições a seguir.

    I. O Texto 5 é um poema, cujo eu lírico trata das ausências, recorrendo aos sentidos, e fala de seus sentimentos, valendo-se da forma e da cor que as imagens poéticas sugerem.
    II. Os três poemas falam de ausência ou de saudade na mesma proporção, como também de relações amorosas frustradas.
    III. No Texto 6, o eu lírico questiona a ausência de quem partiu, sem sequer anunciar sua partida. Percebe-se que a morte foi o motivo da ausência da amizade sugerida pelas imagens poéticas.
    IV. Vinícius de Moraes é dono de um lirismo de caráter confidencial, com uma visão familiar do mundo; é um poeta singular. No Texto 7, percebe-se um eu lírico carregado de sentimentos de afeto por uma amada, entre o universo espiritual e físico.

    Estão CORRETAS:
    Escolha uma alternativa para a questão a5e9b4be-b2
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2016, Interpretação de Textos

    Dentre os valores e/ou opiniões veiculados pelo Texto 2, encontra-se a defesa de que
    Escolha uma alternativa para a questão a5dedac5-b2
  • Linguagens

    Português

    Texto 1

    COMPREENDER O BRASIL É DIFÍCIL, MAS NÃO IMPOSSÍVEL

         Ouvimos muitos comentários de analistas sociais e também do senso comum (sobretudo) de que o grande mal do Brasil é o “jeitinho brasileiro”, que é atrelado à corrupção. Pois bem, a observação não é de todo errada, mas esconde outro truísmo aparente. Os males do Brasil enquanto nação e enquanto Estado assentam-se em dois pilares: o genocídio indígena e a escravidão africana.
         Advém daí o machismo e a cultura do estupro: as índias foram as primeiras a serem violentadas pelo colonizador europeu, o que acabou naturalizando essa abominável prática de invasão do corpo do outro, tempos depois aplicando-se o mesmo “método” no corpo da mulher negra e da mulher branca. Os escravocratas, em uma sociedade patriarcal, tornaram legítima também a decisão sobre o corpo da mulher, inclusive da sua esposa: bela, recatada e do lar, e da sua ama de leite (a mãe preta), cujo leite afro acalentava seu filho branco.
         Advém daí o racismo: o colonizador branco, com a chancela da religião cristã e da ciência, arrogou para si a superioridade racial branca, em detrimento do negro, do indígena e do asiático. Nem o questionável 13 de maio nem o estado democrático de direito superou isso. Isso é reproduzido hoje em nível societário. Quem mais morre nas periferias das cidades brasileiras são negros. Alguém cantou num passado recente “todo camburão tem um pouco de navio negreiro”.
         Advém daí o paternalismo: transplantamos para nossas relações humanas as antigas relações típicas de senhor escravo, não na acepção nietzschiana (moral do senhor/moral do escravo), mas na acepção eugênica herdada do darwinismo social de Spencer, que hierarquizou as raças, estando essas associadas ao processo civilizatório de aculturação do indígena, método descrito de forma primorosa por Alfredo Bosi em “As flechas do Sagrado”. Os jesuítas arrogaram para si a responsabilidade por “cuidar do indígena”, inculcando no colonizado a dependência contínua na esteira da “benevolência” mal intencionada. Mal sabiam os colonizadores que as etnias também negociavam, como enunciou Eduardo Viveiros de Castro em “A inconstância da alma selvagem”: os tupinambás jamais abriram mão do que lhes era essencial, a guerra.
         Advém daí o genocídio negro: desde 1982 até 2014 foram 1,2 milhões de negros mortos pela polícia nas periferias, dados da Anistia Internacional. O negro de hoje é o escravizado de ontem e o corpo reificado de anteontem. Na imprensa de hoje, a morte de um jovem branco de classe média suscita debates em torno da violência, ao passo que a morte de um negro é mais uma estatística. Do mesmo modo que a violência contra a mulher é naturalizada e contra a mulher negra duas vezes mais, pois aprendemos com a “globeleza” que o corpo negro feminino é o veículo do pecado e que o corpo feminino deve ser submetido à vontade do corpo masculino, estando apto desde sempre a servi-lo.
         Advém daí o genocídio indígena, ainda em curso. Ruralistas e posseiros o fazem à luz do dia no Norte e Centro-Oeste do país. A imprensa fala pouco, o silêncio cemiterial em torno do tema é um crime confesso, típico de quem consente porque se cala.
         Advém daí a corrupção, pois, no processo colonizatório, legitimou-se a prática de que tudo tem seu preço, quando até mesmo o corpo do outro poderia ser negociado, outrora o escravizado, tempos depois o trabalhador fabril, hoje qualquer alma vulnerável ao consumismo em busca de status.
         Resumo da ópera: a corrupção é um subciclo de dois ciclos maiores: genocídio e escravidão. Por isso esses dois temas interessam a todos os brasileiros. Enquanto não encararmos isso, não avançaremos como povo ou como nação.

    Victor Martins. Disponível em: http://www.circulopalmarino.org.br/2016/05/compreender-o-brasil-e-dificil-mas-nao-impossivel. Acesso em: 14/07/16. Adaptado.
    No que se refere a alguns aspectos formais presentes no Texto 1, analise as proposições a seguir.

    I. No trecho: “(...) e da sua ama de leite (a mãe preta), cujo leite afro acalentava seu filho branco.” (2º parágrafo), a substituição da forma verbal ‘acalentava’ por ‘nutria’ acarretará a seguinte alteração na regência: ‘(...) e da sua ama de leite (a mãe preta), em cujo leite afro nutria seu filho branco.’.
    II. No trecho: “Quem mais morre nas periferias das cidades brasileiras são negros.” (3º parágrafo), a forma verbal destacada está no plural em concordância com o predicativo plural ‘negros’.
    III. No trecho: “Ouvimos muitos comentários (...) de que o grande mal do Brasil é o ‘jeitinho brasileiro’, que é atrelado à corrupção.” (1º parágrafo), o sinal indicativo de crase é opcional, já que o verbo ‘atrelar’, no contexto em que se insere, pode também ser transitivo direto.
    IV. O segmento destacado no trecho: “Ruralistas e posseiros o fazem à luz do dia no Norte e Centro-Oeste do país.” (6º parágrafo) exemplifica um caso de próclise; a forma enclítica correspondente é ‘fazem-no’.

    Estão CORRETAS:
    Escolha uma alternativa para a questão a5d8f179-b2
  • Linguagens

    Português

    Texto 1

    COMPREENDER O BRASIL É DIFÍCIL, MAS NÃO IMPOSSÍVEL

         Ouvimos muitos comentários de analistas sociais e também do senso comum (sobretudo) de que o grande mal do Brasil é o “jeitinho brasileiro”, que é atrelado à corrupção. Pois bem, a observação não é de todo errada, mas esconde outro truísmo aparente. Os males do Brasil enquanto nação e enquanto Estado assentam-se em dois pilares: o genocídio indígena e a escravidão africana.
         Advém daí o machismo e a cultura do estupro: as índias foram as primeiras a serem violentadas pelo colonizador europeu, o que acabou naturalizando essa abominável prática de invasão do corpo do outro, tempos depois aplicando-se o mesmo “método” no corpo da mulher negra e da mulher branca. Os escravocratas, em uma sociedade patriarcal, tornaram legítima também a decisão sobre o corpo da mulher, inclusive da sua esposa: bela, recatada e do lar, e da sua ama de leite (a mãe preta), cujo leite afro acalentava seu filho branco.
         Advém daí o racismo: o colonizador branco, com a chancela da religião cristã e da ciência, arrogou para si a superioridade racial branca, em detrimento do negro, do indígena e do asiático. Nem o questionável 13 de maio nem o estado democrático de direito superou isso. Isso é reproduzido hoje em nível societário. Quem mais morre nas periferias das cidades brasileiras são negros. Alguém cantou num passado recente “todo camburão tem um pouco de navio negreiro”.
         Advém daí o paternalismo: transplantamos para nossas relações humanas as antigas relações típicas de senhor escravo, não na acepção nietzschiana (moral do senhor/moral do escravo), mas na acepção eugênica herdada do darwinismo social de Spencer, que hierarquizou as raças, estando essas associadas ao processo civilizatório de aculturação do indígena, método descrito de forma primorosa por Alfredo Bosi em “As flechas do Sagrado”. Os jesuítas arrogaram para si a responsabilidade por “cuidar do indígena”, inculcando no colonizado a dependência contínua na esteira da “benevolência” mal intencionada. Mal sabiam os colonizadores que as etnias também negociavam, como enunciou Eduardo Viveiros de Castro em “A inconstância da alma selvagem”: os tupinambás jamais abriram mão do que lhes era essencial, a guerra.
         Advém daí o genocídio negro: desde 1982 até 2014 foram 1,2 milhões de negros mortos pela polícia nas periferias, dados da Anistia Internacional. O negro de hoje é o escravizado de ontem e o corpo reificado de anteontem. Na imprensa de hoje, a morte de um jovem branco de classe média suscita debates em torno da violência, ao passo que a morte de um negro é mais uma estatística. Do mesmo modo que a violência contra a mulher é naturalizada e contra a mulher negra duas vezes mais, pois aprendemos com a “globeleza” que o corpo negro feminino é o veículo do pecado e que o corpo feminino deve ser submetido à vontade do corpo masculino, estando apto desde sempre a servi-lo.
         Advém daí o genocídio indígena, ainda em curso. Ruralistas e posseiros o fazem à luz do dia no Norte e Centro-Oeste do país. A imprensa fala pouco, o silêncio cemiterial em torno do tema é um crime confesso, típico de quem consente porque se cala.
         Advém daí a corrupção, pois, no processo colonizatório, legitimou-se a prática de que tudo tem seu preço, quando até mesmo o corpo do outro poderia ser negociado, outrora o escravizado, tempos depois o trabalhador fabril, hoje qualquer alma vulnerável ao consumismo em busca de status.
         Resumo da ópera: a corrupção é um subciclo de dois ciclos maiores: genocídio e escravidão. Por isso esses dois temas interessam a todos os brasileiros. Enquanto não encararmos isso, não avançaremos como povo ou como nação.

    Victor Martins. Disponível em: http://www.circulopalmarino.org.br/2016/05/compreender-o-brasil-e-dificil-mas-nao-impossivel. Acesso em: 14/07/16. Adaptado.
    Acerca das relações lógico-discursivas que se identificam no Texto 1, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão a5d57727-b2
  • Ciências Humanas

    Filosofia

    "A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente."
    (Freire, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam / Paulo Freire. – São Paulo: Autores
    Associados: Cortez, 1989. (Coleção Polêmicas do Nosso Tempo;) 4, p. 9.

    Considerando a relação entre linguagem e realidade, é CORRETO afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão a814fe70-70
  • Linguagens

    Inglês

    Text

    Volunteering is fun! 

    Figura 1 de 3 da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension


    Figura 2 de 3 da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Figura 3 de 3 da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension


    Disponível em: https://learnenglishteens.britishcouncil.org/magazine/life-around-world/volunteering-fun. Texto adaptado. Acesso em: ago. 2020.

    Entre as ações de voluntariado listadas abaixo, assinale a que NÃO foi praticada pela autora.
    Escolha uma alternativa para a questão a7f6f2ac-70
  • Matemática

    Matemática

    Se o número natural N = 2a35b, no qual a e b são os algarismos das unidades de milhar e das unidades simples, respectivamente, é divisível por 6, quantos são os pares de algarismos (a, b)?
    Escolha uma alternativa para a questão a78dc63f-70
  • Matemática

    Matemática

    Um arquiteto está projetando uma piscina em formato octogonal. Em sua planta, ele desenha um octógono de lados AB, BC, CD, DE, EF, FG, GH, HA e AB construído a partir de dois quadrados congruentes com lados medindo 6 cm. Ele posicionou o vértice de um desses quadrados sobre o centro O do outro, de tal forma que o segmento OD formasse um ângulo de 30º com a paralela ao lado BC passando por O, conforme a figura a seguir.

    Imagem da questão de Matemática, Universidade de Pernambuco 2021, Geometria Plana

    Ele precisa da medida do perímetro desta figura, a fim de encomendar lajotas para contornar a piscina. Qual a medida do perímetro do octógono na planta do arquiteto, em centímetros?
    Escolha uma alternativa para a questão a787ee13-70
  • Linguagens

    Literatura

    Os Textos 13, 14, 15 e 16 servem de base à questão.


    Texto 13


    Figura 1 de 2 da questão de Literatura, Universidade de Pernambuco 2021, Arcadismo

    Cartaz do filme “Caramuru: a invenção do Brasil” (2001) 1h 28min / Comédia Direção: Guel Arraes Elenco: Selton Mello, Camila Pitanga, Deborah Secco Disponível em: http://www.cinemabrasileiro.net/cartazes/caram uru.jpg Acesso em: 06/09/2020.


    Texto 14


    Figura 2 de 2 da questão de Literatura, Universidade de Pernambuco 2021, Arcadismo

    ZUCARELLI, Francesco. "Uma cena pastoral" (1750). Disponível em: http://vitrineliteraria01.blogspot.com/2020/03/alguns-textospara-comeco-de-conversa.html Acesso em: 07/09/2020.


    Texto 15

     LIRA I

    Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,

    Que viva de guardar alheio gado;

    De tosco trato, de expressões grosseiro,

    Dos frios gelos e dos sóis queimado.

    Tenho próprio casal e nele assisto;

    Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;

    Das brancas ovelhinhas tiro o leite

    E mais as finas lãs, de que me visto.

    Graças, Marília bela,

    Graças à minha Estrela!

    [...]

    GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. São Paulo: DCL, 2010. Excertos.


    Texto 16


    CARTA 3ª

    Em que se contam as injustiças, e violências, que Fanfarrão executou por causa de uma

    Cadeia, a que deu princípio.

    [...]

    Agora, cuidarás, prezado Amigo,

    Que as chaves das cadeias já não abrem,

    Comidas da ferrugem? Que as algemas

    Como trastes inúteis, se furtaram?

    Que o torpe executor das graves penas

    Liberdade ganhou? Que já não temos

    Descalços guardiães, que à fonte levem,

    Metidos nas correntes os forçados?

    Assim, prezado Amigo, assim devia

    Em Chile acontecer, se o nosso Chefe

    Tivesse em governar algum sistema.

    Mas, meu bom Doroteu, os homens néscios

    Às folhas dos Olmeiros se comparam;

    São como o leve fumo, que se move

    Para partes diversas, mal os ventos

    Começam a apontar, de partes várias.

    [...]

    GONZAGA, Tomás Antônio. Cartas Chilenas. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. Excertos.

    Considerando a leitura dos Textos 13, 14, 15 e 16 e as características do Arcadismo no Brasil, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão a755af2a-70
  • A figura da imagem ilustra a página de um manuscrito medieval do séc. XIV, atualmente na British Library, e possui semelhança com o personagem Mestre Yoda, da série Star Wars.


    Disponível em: https://media.npr.org/assets/img/2015/04/16/yoda-1300_custom36b4ede34ac569a75eba56009c3ac96fbf650d94-s800-c85.jpg Acesso em: 08 ago. 2020.

    Qual particularidade das iluminuras medievais pode ser destacada na imagem?
    Escolha uma alternativa para a questão 636929ac-70
  • Ciências Humanas

    História

    “Mandioca, mandioca-mansa, macaxeira, aipim e vários outros nomes no Brasil. Existem muitas formas para designar a espécie Manihot esculenta, que produz uma raiz rica em amido e foi domesticada há cerca de 9 mil anos. Estudos genéticos e arqueológicos indicam que isso ocorreu na região do Alto Rio Madeira, no atual estado de Rondônia.”
    Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-agrarias/forma-mais-popular-da-mandioca-e-consumida-ha-9-mil-anos/ Acesso em: 07 ago. 2020.

    Com base no texto, uma característica da economia agrícola no Brasil pré-cabralino foi a
    Escolha uma alternativa para a questão 6341859f-70