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Questões: Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo — com gabarito

362 questões de Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, de 2022 a 2025. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 362 questões
  • 4 provas

Resultados: 362 questões

Página 12 de 19

  • Ciências da Natureza

    Química

    A figura representa uma sequência de reações que ocorrem para a formação de um ácido carboxílico.


    Imagem da questão de Química, Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo 2022, Principais Funções Orgânicas: Funções Oxigenadas: Cetona, Aldeído, Éter, Éster, Ácido Carboxílico, Anidrido Orgânico e Cloreto de Ácido.



    Os compostos 1 e 2 pertencem, respectivamente, às funções orgânicas
    Escolha uma alternativa para a questão b36849be-75
  • Matemática

    Matemática

    Cada comprimido de certo medicamento contém 125 mg de uma substância ativa e a quantidade máxima dessa substância que pode ser ingerida em um dia é 750 mg. Uma pessoa precisa ingerir doses diárias desse medicamento com um intervalo de 8 h entre elas. O número máximo desses comprimidos que essa pessoa pode ingerir, em cada dose, é
    Escolha uma alternativa para a questão b36afdae-75
  • Matemática

    Matemática

    Uma pesquisa da Harvard Medical School aponta que caminhar, em média, 4400 passos por dia já é suficiente para reduzir significativamente o risco de morte em mulheres.


    (www.cnnbrasil.com.br. Adaptado.)


    Considerando que uma mulher caminhe com velocidade média de 80 m/min e que cada passo dado tenha 60 cm, o intervalo de tempo que essa mulher deve caminhar diariamente para atingir a meta de 4400 passos por dia é de
    Escolha uma alternativa para a questão b36dc7bd-75
  • Ciências da Natureza

    Física

    Um projétil de massa 10 g foi disparado verticalmente para cima. Em certo instante da subida, a intensidade da força de resistência do ar sobre esse projétil era de 0,30 N. Considerando g = 10 m/s2 , a aceleração desse projétil, nesse instante, era de
    Escolha uma alternativa para a questão b370a3c3-75
  • Ciências da Natureza

    Física

    Quando se utiliza a expressão “Isso é apenas a ponta do iceberg”, quer-se dizer que se conhece muito pouco de determinados fatos, de modo que a maior parte das informações referentes a eles continua desconhecida. O uso dessa expressão está relacionado ao fato de que quando um iceberg flutua no mar, apenas 10% de seu volume está acima do nível da água. Isso ocorre porque
    Escolha uma alternativa para a questão b3738793-75
  • Ciências da Natureza

    Física

    Um medicamento que necessita ser armazenado sob refrigeração foi colocado no interior de uma bolsa térmica e mantido em equilíbrio térmico com gelo a 0 ºC. Pelo fato de o isolamento térmico dessa bolsa não ser perfeito, havia um fluxo constante de calor para dentro dela, na taxa de 55 J a cada minuto. Considerando o calor latente de fusão do gelo igual a 330 J/g, que todo calor que entrou na bolsa foi absorvido pelo gelo e que após duas horas ainda havia gelo no interior dessa bolsa, a quantidade desse gelo que se fundiu nesse intervalo de tempo foi de
    Escolha uma alternativa para a questão b37606fd-75
  • Ciências da Natureza

    Física

    A velocidade de rotação da Terra em torno do seu próprio eixo está diminuindo lentamente. Dessa forma, a duração dos dias e a duração das noites 
    Escolha uma alternativa para a questão b3789a8e-75
  • Ciências da Natureza

    Física

    O sistema auditivo humano detecta, em média, ondas sonoras de frequência entre 20 Hz e 20 kHz. O período da onda de menor frequência que é detectada pelo sistema auditivo humano é
    Escolha uma alternativa para a questão b37b7f66-75
  • Ciências da Natureza

    Física

    A estatal Eletrobras e sua subsidiária Eletronorte receberam aval da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para levar adiante o plano para erguer três grandes hidrelétricas na Bacia do Rio Tapajós, na Amazônia. Essas três hidrelétricas produziriam 2,1 × 109 W, o suficiente para abastecer 3 milhões de famílias.


    (https://br.advfn.com, 28.01.2022. Adaptado.)


    Para estimar a quantidade de famílias abastecidas pelas três hidrelétricas citadas, desprezando as perdas de energia e considerando que essas três hidrelétricas funcionem ininterruptamente, supôs-se que cada família consome, por dia, em média, uma quantidade de energia elétrica de
    Escolha uma alternativa para a questão b37e24e1-75
  • Matemática

    Matemática

    Dois robôs, X e Y, executam contas com o número real digitado em seu campo de entrada. Quando o robô X recebe um número no campo de entrada, ele extrai a raiz quadrada desse número e soma 8 ao resultado, apresentando, em seguida, o resultado final no campo de saída. O robô Y soma 9 ao número que recebe no campo de entrada, dobra o resultado dessa conta e apresenta o resultado final no campo de saída.

    Admita que um número n seja digitado no campo de entrada do robô Y e que o resultado obtido em seu campo de saída seja digitado no campo de entrada do robô X. Se o campo de saída do robô X apresenta o número 17 como resultado, então n é igual a
    Escolha uma alternativa para a questão b380e38e-75
  • Matemática

    Matemática

    Uma amostra de sangue contém 2850 glóbulos brancos e 5000000 glóbulos vermelhos. Admita que a proporção normal entre glóbulos brancos e vermelhos no sangue seja de 1:1000. Para que a quantidade de glóbulos brancos encontrados na amostra fosse proporcional à quantidade de glóbulos vermelhos, seria necessário que os glóbulos brancos aumentassem em, aproximadamente,
    Escolha uma alternativa para a questão b383b860-75
  • Matemática

    Matemática

    A imagem mostra os gráficos, no plano cartesiano, das funções f e g, ambas de IR em IR, dadas por f(x) = 8 - x e g(x) = 0,25 x2 - 4x + 16.


    Imagem da questão de Matemática, Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo 2022, Função de 1º Grau ou Função Afim, Problemas com Equação e Inequações


    Sendo P e Q os pontos de intersecção dos gráficos das funções f e g, o valor de y do ponto P é igual a

    Escolha uma alternativa para a questão b38935f5-75
  • Matemática

    Matemática

    Um vaso com forma externa cúbica, de aresta 7 cm, tem massa igual a 350 g. A espessura das paredes laterais e do fundo desse vaso é uniforme e igual a 1 cm, como mostra a figura.



    Imagem da questão de Matemática, Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo 2022, Aritmética e Problemas


    Sabendo que cada cm3 de terra que irá preencher o vaso tem massa igual a 1,5 g, a massa total desse vaso, depois de preenchido por completo com terra, será de
    Escolha uma alternativa para a questão b38ba9f2-75
  • Matemática

    Matemática

    Das 26 letras e dos dez algarismos disponíveis no teclado de seu computador, Maria deseja criar uma senha com duas letras, seguidas de dois algarismos. Os algarismos podem ser repetidos, mas para as letras, além de diferentes, uma delas têm que ser digitada em maiúsculo e a outra em minúsculo. Por exemplo, não são válidas as senhas bB33 e bc33, mas são válidas, e diferentes, as senhas Cb33 e cB33. O total de senhas diferentes que Maria poderá criar com essas condições é
    Escolha uma alternativa para a questão b38e2f92-75
  • Linguagens

    Português

    Examine o cartum de Richard Bittencourt, o Fí, publicado em sua conta do Instagram em 13.05.2023.


    Imagem da questão de Português, Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo 2023, Figuras de Linguagem



    Para obter seu efeito de humor, o cartum explora o seguinte recurso expressivo:
    Escolha uma alternativa para a questão ca034cc6-75
  • Linguagens

    Português

    Para responder às questões de 02 a 06, leia a crônica “Médicos e monstros”, de Moacyr Scliar, publicada originalmente no jornal Zero Hora, em 20.08.1997.


       Sentenças judiciais nem sempre têm sido muito felizes no que diz respeito aos direitos humanos, mas este 20 de agosto marca o quinquagésimo aniversário de uma decisão jurídica que se tornaria um marco não apenas na história da justiça como na da ética médica. Naquela data o Tribunal de Nuremberg condenou 23 médicos nazistas por participação em atividades de genocídio.

        O número não chega a ser impressionante. E os réus eram, na verdade, figuras secundárias. Ali não estava, por exemplo, Adolf Eichmann, que injetava corante nos olhos de crianças para torná-los arianamente azuis, ou que matou uma criança com suas próprias mãos para confirmar o diagnóstico de tuberculose, posto em dúvida por colegas. Como outros, ele tinha escapado — para ser alcançado depois pelo longo braço da justiça israelense.

         Importante, contudo, foi a sentença. Porque, anexo a ela, estava um documento que depois se tornaria conhecido como o Código de Nuremberg. Em sua defesa, os médicos nazis haviam alegado que estavam agindo em nome da ciência; para evitar que essa afrontosa alegação servisse de desculpa em crimes posteriores, o Código de Nuremberg estabeleceu vários princípios. Que hoje nos parecem óbvios: um experimento médico só pode ser feito com o consentimento da pessoa; deve proporcionar resultados que beneficiem a humanidade; deve evitar qualquer sofrimento. Que os doutores nazistas tenham violado princípios tão básicos mostra a que ponto chegaram em sua degradação. Mas não só eles, obviamente; em Tuskegee, no Alabama, médicos deixaram de usar a penicilina em pacientes negros com sífilis para observar como evoluiria a doença não tratada (um conhecimento, diga-se de passagem, há muito registrado nos manuais clínicos).

        Robert Louis Stevenson criou as figuras de Dr. Jekyll e Mr. Hyde, o médico e o monstro, para simbolizar o antagonismo entre o bem e o mal. Nos doutores nazistas esse antagonismo desapareceu: eram médicos e eram monstros. Diante da enorme quantidade de pessoas indefesas, a medicina optou pela extrema crueldade das experiências sem sentido, da tortura impiedosa, das câmaras de gás. Uma experiência que os médicos da ditadura, por exemplo, herdaram e que praticaram — inclusive aqui no Brasil — até há muito pouco tempo.

        Cinquenta anos depois da sentença do Tribunal de Nuremberg, é necessário lembrar, ainda uma vez, que a medicina surgiu, única e exclusivamente, para ajudar o ser humano. Qualquer ser humano.

    (Moacyr Scliar. A nossa frágil condição humana, 2017.)
    De acordo com o cronista,
    Escolha uma alternativa para a questão ca06aaa0-75
  • Linguagens

    Português

    Para responder às questões de 02 a 06, leia a crônica “Médicos e monstros”, de Moacyr Scliar, publicada originalmente no jornal Zero Hora, em 20.08.1997.


       Sentenças judiciais nem sempre têm sido muito felizes no que diz respeito aos direitos humanos, mas este 20 de agosto marca o quinquagésimo aniversário de uma decisão jurídica que se tornaria um marco não apenas na história da justiça como na da ética médica. Naquela data o Tribunal de Nuremberg condenou 23 médicos nazistas por participação em atividades de genocídio.

        O número não chega a ser impressionante. E os réus eram, na verdade, figuras secundárias. Ali não estava, por exemplo, Adolf Eichmann, que injetava corante nos olhos de crianças para torná-los arianamente azuis, ou que matou uma criança com suas próprias mãos para confirmar o diagnóstico de tuberculose, posto em dúvida por colegas. Como outros, ele tinha escapado — para ser alcançado depois pelo longo braço da justiça israelense.

         Importante, contudo, foi a sentença. Porque, anexo a ela, estava um documento que depois se tornaria conhecido como o Código de Nuremberg. Em sua defesa, os médicos nazis haviam alegado que estavam agindo em nome da ciência; para evitar que essa afrontosa alegação servisse de desculpa em crimes posteriores, o Código de Nuremberg estabeleceu vários princípios. Que hoje nos parecem óbvios: um experimento médico só pode ser feito com o consentimento da pessoa; deve proporcionar resultados que beneficiem a humanidade; deve evitar qualquer sofrimento. Que os doutores nazistas tenham violado princípios tão básicos mostra a que ponto chegaram em sua degradação. Mas não só eles, obviamente; em Tuskegee, no Alabama, médicos deixaram de usar a penicilina em pacientes negros com sífilis para observar como evoluiria a doença não tratada (um conhecimento, diga-se de passagem, há muito registrado nos manuais clínicos).

        Robert Louis Stevenson criou as figuras de Dr. Jekyll e Mr. Hyde, o médico e o monstro, para simbolizar o antagonismo entre o bem e o mal. Nos doutores nazistas esse antagonismo desapareceu: eram médicos e eram monstros. Diante da enorme quantidade de pessoas indefesas, a medicina optou pela extrema crueldade das experiências sem sentido, da tortura impiedosa, das câmaras de gás. Uma experiência que os médicos da ditadura, por exemplo, herdaram e que praticaram — inclusive aqui no Brasil — até há muito pouco tempo.

        Cinquenta anos depois da sentença do Tribunal de Nuremberg, é necessário lembrar, ainda uma vez, que a medicina surgiu, única e exclusivamente, para ajudar o ser humano. Qualquer ser humano.

    (Moacyr Scliar. A nossa frágil condição humana, 2017.)
    Entendendo-se a intertextualidade como a superposição de um texto literário a outro, tal procedimento está bem exemplificado
    Escolha uma alternativa para a questão ca0a02af-75
  • Linguagens

    Português

    Para responder às questões de 02 a 06, leia a crônica “Médicos e monstros”, de Moacyr Scliar, publicada originalmente no jornal Zero Hora, em 20.08.1997.


       Sentenças judiciais nem sempre têm sido muito felizes no que diz respeito aos direitos humanos, mas este 20 de agosto marca o quinquagésimo aniversário de uma decisão jurídica que se tornaria um marco não apenas na história da justiça como na da ética médica. Naquela data o Tribunal de Nuremberg condenou 23 médicos nazistas por participação em atividades de genocídio.

        O número não chega a ser impressionante. E os réus eram, na verdade, figuras secundárias. Ali não estava, por exemplo, Adolf Eichmann, que injetava corante nos olhos de crianças para torná-los arianamente azuis, ou que matou uma criança com suas próprias mãos para confirmar o diagnóstico de tuberculose, posto em dúvida por colegas. Como outros, ele tinha escapado — para ser alcançado depois pelo longo braço da justiça israelense.

         Importante, contudo, foi a sentença. Porque, anexo a ela, estava um documento que depois se tornaria conhecido como o Código de Nuremberg. Em sua defesa, os médicos nazis haviam alegado que estavam agindo em nome da ciência; para evitar que essa afrontosa alegação servisse de desculpa em crimes posteriores, o Código de Nuremberg estabeleceu vários princípios. Que hoje nos parecem óbvios: um experimento médico só pode ser feito com o consentimento da pessoa; deve proporcionar resultados que beneficiem a humanidade; deve evitar qualquer sofrimento. Que os doutores nazistas tenham violado princípios tão básicos mostra a que ponto chegaram em sua degradação. Mas não só eles, obviamente; em Tuskegee, no Alabama, médicos deixaram de usar a penicilina em pacientes negros com sífilis para observar como evoluiria a doença não tratada (um conhecimento, diga-se de passagem, há muito registrado nos manuais clínicos).

        Robert Louis Stevenson criou as figuras de Dr. Jekyll e Mr. Hyde, o médico e o monstro, para simbolizar o antagonismo entre o bem e o mal. Nos doutores nazistas esse antagonismo desapareceu: eram médicos e eram monstros. Diante da enorme quantidade de pessoas indefesas, a medicina optou pela extrema crueldade das experiências sem sentido, da tortura impiedosa, das câmaras de gás. Uma experiência que os médicos da ditadura, por exemplo, herdaram e que praticaram — inclusive aqui no Brasil — até há muito pouco tempo.

        Cinquenta anos depois da sentença do Tribunal de Nuremberg, é necessário lembrar, ainda uma vez, que a medicina surgiu, única e exclusivamente, para ajudar o ser humano. Qualquer ser humano.

    (Moacyr Scliar. A nossa frágil condição humana, 2017.)
    Para evitar a sua repetição, garantindo assim uma maior coesão textual, verifica-se no primeiro parágrafo da crônica a omissão do substantivo
    Escolha uma alternativa para a questão ca0cedcc-75
  • Linguagens

    Português

    Para responder às questões de 02 a 06, leia a crônica “Médicos e monstros”, de Moacyr Scliar, publicada originalmente no jornal Zero Hora, em 20.08.1997.


       Sentenças judiciais nem sempre têm sido muito felizes no que diz respeito aos direitos humanos, mas este 20 de agosto marca o quinquagésimo aniversário de uma decisão jurídica que se tornaria um marco não apenas na história da justiça como na da ética médica. Naquela data o Tribunal de Nuremberg condenou 23 médicos nazistas por participação em atividades de genocídio.

        O número não chega a ser impressionante. E os réus eram, na verdade, figuras secundárias. Ali não estava, por exemplo, Adolf Eichmann, que injetava corante nos olhos de crianças para torná-los arianamente azuis, ou que matou uma criança com suas próprias mãos para confirmar o diagnóstico de tuberculose, posto em dúvida por colegas. Como outros, ele tinha escapado — para ser alcançado depois pelo longo braço da justiça israelense.

         Importante, contudo, foi a sentença. Porque, anexo a ela, estava um documento que depois se tornaria conhecido como o Código de Nuremberg. Em sua defesa, os médicos nazis haviam alegado que estavam agindo em nome da ciência; para evitar que essa afrontosa alegação servisse de desculpa em crimes posteriores, o Código de Nuremberg estabeleceu vários princípios. Que hoje nos parecem óbvios: um experimento médico só pode ser feito com o consentimento da pessoa; deve proporcionar resultados que beneficiem a humanidade; deve evitar qualquer sofrimento. Que os doutores nazistas tenham violado princípios tão básicos mostra a que ponto chegaram em sua degradação. Mas não só eles, obviamente; em Tuskegee, no Alabama, médicos deixaram de usar a penicilina em pacientes negros com sífilis para observar como evoluiria a doença não tratada (um conhecimento, diga-se de passagem, há muito registrado nos manuais clínicos).

        Robert Louis Stevenson criou as figuras de Dr. Jekyll e Mr. Hyde, o médico e o monstro, para simbolizar o antagonismo entre o bem e o mal. Nos doutores nazistas esse antagonismo desapareceu: eram médicos e eram monstros. Diante da enorme quantidade de pessoas indefesas, a medicina optou pela extrema crueldade das experiências sem sentido, da tortura impiedosa, das câmaras de gás. Uma experiência que os médicos da ditadura, por exemplo, herdaram e que praticaram — inclusive aqui no Brasil — até há muito pouco tempo.

        Cinquenta anos depois da sentença do Tribunal de Nuremberg, é necessário lembrar, ainda uma vez, que a medicina surgiu, única e exclusivamente, para ajudar o ser humano. Qualquer ser humano.

    (Moacyr Scliar. A nossa frágil condição humana, 2017.)
    Em “Importante, contudo, foi a sentença.” (3o parágrafo), o termo sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido do texto, por:
    Escolha uma alternativa para a questão ca0f75e9-75
  • Linguagens

    Português

    Para responder às questões de 02 a 06, leia a crônica “Médicos e monstros”, de Moacyr Scliar, publicada originalmente no jornal Zero Hora, em 20.08.1997.


       Sentenças judiciais nem sempre têm sido muito felizes no que diz respeito aos direitos humanos, mas este 20 de agosto marca o quinquagésimo aniversário de uma decisão jurídica que se tornaria um marco não apenas na história da justiça como na da ética médica. Naquela data o Tribunal de Nuremberg condenou 23 médicos nazistas por participação em atividades de genocídio.

        O número não chega a ser impressionante. E os réus eram, na verdade, figuras secundárias. Ali não estava, por exemplo, Adolf Eichmann, que injetava corante nos olhos de crianças para torná-los arianamente azuis, ou que matou uma criança com suas próprias mãos para confirmar o diagnóstico de tuberculose, posto em dúvida por colegas. Como outros, ele tinha escapado — para ser alcançado depois pelo longo braço da justiça israelense.

         Importante, contudo, foi a sentença. Porque, anexo a ela, estava um documento que depois se tornaria conhecido como o Código de Nuremberg. Em sua defesa, os médicos nazis haviam alegado que estavam agindo em nome da ciência; para evitar que essa afrontosa alegação servisse de desculpa em crimes posteriores, o Código de Nuremberg estabeleceu vários princípios. Que hoje nos parecem óbvios: um experimento médico só pode ser feito com o consentimento da pessoa; deve proporcionar resultados que beneficiem a humanidade; deve evitar qualquer sofrimento. Que os doutores nazistas tenham violado princípios tão básicos mostra a que ponto chegaram em sua degradação. Mas não só eles, obviamente; em Tuskegee, no Alabama, médicos deixaram de usar a penicilina em pacientes negros com sífilis para observar como evoluiria a doença não tratada (um conhecimento, diga-se de passagem, há muito registrado nos manuais clínicos).

        Robert Louis Stevenson criou as figuras de Dr. Jekyll e Mr. Hyde, o médico e o monstro, para simbolizar o antagonismo entre o bem e o mal. Nos doutores nazistas esse antagonismo desapareceu: eram médicos e eram monstros. Diante da enorme quantidade de pessoas indefesas, a medicina optou pela extrema crueldade das experiências sem sentido, da tortura impiedosa, das câmaras de gás. Uma experiência que os médicos da ditadura, por exemplo, herdaram e que praticaram — inclusive aqui no Brasil — até há muito pouco tempo.

        Cinquenta anos depois da sentença do Tribunal de Nuremberg, é necessário lembrar, ainda uma vez, que a medicina surgiu, única e exclusivamente, para ajudar o ser humano. Qualquer ser humano.

    (Moacyr Scliar. A nossa frágil condição humana, 2017.)
    Retoma uma expressão mencionada anteriormente no texto a palavra sublinhada em:
    Escolha uma alternativa para a questão ca1206d4-75