- Economia
- Prova de 2015
- Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: 51527226-DF

Instituição
464 questões de Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação, de 2013 a 2019. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.


Leia as informações abaixo para responder a questão:

Jamais a face do globo e a vida humana foram tão dramaticamente transformadas quanto na era que começou sob as nuvens em cogumelo de Hiroxima e Nagazaki. Mas como sempre a história tomou apenas consciência marginal das intenções humanas, mesmo as dos formuladores de decisões nacionais. A verdadeira transformação social não foi pretendida nem planejada. E, de qualquer modo, a primeira contingência que se teve que enfrentar foi o imediato colapso da grande aliança antifascista. Assim que não mais houve um fascismo para uni-los contra si, capitalismo e comunismo mais uma vez se prepararam para enfrentar um ao outro como inimigos mortais.
(HOBSBAWM, Eric J. Era dos Extremos. SP: Companhia das Letras, 1995, p. 177.)
A leitura das informações e do contexto por elas retratado nos permite
inferir que:



Analise as informações atentamente para responder à questão:

O primeiro [dos cinco pilares do Islão, pelos quais os muçulmanos regem sua vida], o Ash-Shahadah (afi rmação da fé), defende que “Não há nenhum Deus senão Allah e Muhammad é o seu Profeta”. [...] A bandeira do Estado Islâmico é historicamente conhecida como “Bandeira Negra”, embora tenha adquirido várias formas ao longo do tempo. [...] O texto árabe inscrito nesta bandeira volta a ser o Ash-Shahadah, o primeiro pilar do Islão. Por baixo da frase está o Selo de Maomé, chamado Khataman-Nabiyyin. [...] Os jihadistas adotaram o Selo de Maomé para as suas bandeiras a partir de 2006. Possuir o carimbo do profeta de Allah nas bandeiras é, para o Estado Islâmico, uma forma de mostrar que Maomé “assina por baixo” as ações do grupo.
(PELARIGO, João Ferreira. Bandeiras islâmicas, simbologia e evolução. Disponível em: http://media.rtp.pt/blogs/estadoislamico/a-jihad-de-al-bagdadi/ bandeiras-islamicas-simbologia-e-evolucao_539. Acesso em: 29 ago. 2015, às 11h00.)
Desde o início de sua ofensiva, em 09 de junho [de 2014], o grupo jihadista Estado Islâmico avançou de forma exponencial. Beneficiados pela fraqueza e sectarismo do estado iraquiano e pela guerra civil síria, os radicais ganharam reforços e conquistaram novos territórios, propagaram o terror a partir da dizimação de minorias étnicas e chocaram o mundo com a execução de vítimas inocentes. [...] Antes chamado EIIL – estado Islâmico do Iraque e Levante – a organização hoje conhecida como Estado Islâmico surgiu como mais um grupo armado sunita radical contrário ao regime do governador Sírio Bashar al-Assad. Seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, [...] se aproveitou da racha entre sunitas e xiitas no Iraque e da guerra civil na Síria para angariar e unir rebeldes sunitas em comunidades locais e experientes militares do extinto exército de Saddam Hussein.
(MORAES, Mayara. Desvendando o Estado Islâmico. Disponível em: http://noticias.terra.com.br/mundo/desvende-o-estado-islamico/. Acesso em: 29 ago. 2015, às 11h15.)
Tomando por base as informações acima e o contexto de surgimento e atuação do Estado Islâmico, julgue as afirmativas.
I. Ao se utilizar do Selo do Profeta e de um dos pilares do Islão em sua bandeira, o EI procura justificar suas ações como sendo vontade de Muhammad (Maomé) e, consequentemente de Allah, demonstrando o caráter divino de sua existência.
II. O surgimento do EI pode ser associado a exploração do povo marginalizado por sucessivas guerras internas e governos tirânicos, como no Iraque e na Síria, e pela utilização de experientes militares expulsos das Forças Armadas iraquianas após a morte de Saddam Hussein.
III. As ações do EI demonstram, de forma definitiva, que o radicalismo e o fundamentalismo são características de toda a comunidade muçulmana, uma vez que todos os islâmicos apoiam suas táticas de terror.
Está (ão) correta (s):
Atente para as informações:

A Hungria começou a construir [em 13 de julho de 2015] um muro em sua fronteira com a Sérvia para deter o fluxo de migrantes sem precedentes. Cerca de 80 mil migrantes e refugiados chegaram à Hungria neste ano, quase 80% deles de países afetados pela guerra, como Síria, Iraque e Afeganistão. A maioria deles pede asilo, mas rapidamente vão para outros países mais ricos da União Europeia, como Alemanha e Suécia, antes que seus pedidos sejam resolvidos. [...] O muro terá 4 metros de altura e deve ser o primeiro a ser construído nas oito a dez áreas “mais expostas à pressão da imigração” ao longo da fronteira de 175 quilômetros entre Hungria e Sérvia.
(Hungria começa a construir muro na fronteira com a Sérvia. Disponível em: http://www.valor.com.br/internacional/4131894/ hungria-comeca-construir-muro-na-fronteira-com-servia.)
Se pensarmos em barreiras visíveis, a existência do Muro de Berlim é um acontecimento memorável. Foi construído em 1961 pela Alemanha Socialista (RDA) para impedir a fuga das pessoas insatisfeitas com o regime. [...] Esse muro não existe mais. Em 2015, porém, ainda vemos muitos outros [...] espalhados pelo mundo e tão ameaçadores quanto o próprio Muro de Berlim. [...] O muro localizado na fronteira dos Estados Unidos com o México tornou-se símbolo da política anti-imigração norte americana. Em 2002, Israel também começou a construir um muro de 760 quilômetros para se separar dos territórios da Cisjordânia.
(MANSANI, Tainá e PAIM, Augusto. Pela queda dos muros. In____Revista da Livraria Cultura, nº 97, agosto de 2015, p. 44-46.)
Da leitura das informações contidas nos fragmentos e analisando o
contexto por eles retratados, infere-se que a construção dos muros,
seja pela Alemanha, Hungria, EUA ou Israel:
Leia as informações para responder a questão:

(SOUSA, Maurício de. A Independência da Turma, 2001. In____História em Quadrões com a Turma da Mônica. SP: Globo, 2010, p. 50.)
Quando se fala em Independência do Brasil, quase todo mundo se lembra do painel Independência ou Morte, que retrata a cena de 7 de setembro de 1822, às margens do ribeirão do Ipiranga, em São Paulo. Esta obra foi pintada por Pedro Américo de Figueiredo e Melo, em Florença, na Itália, entre 1886 e 1888 [...]. Esta paródia de seu quadro mais famoso mostra um raro momento em que o Cebolinha toma o coelhinho Sansão da Mônica.
(SOUSA, Maurício. Ob cit. p. 50.)
A respeito da paródia feita por Maurício de Sousa do famoso quadro Independência ou Morte, de Pedro Américo, julgue os itens:
I. A paródia é uma crítica às tentativas, ao longo da história do Brasil, de se criarem heróis nacionais, mascarando as verdadeiras realidades ocultas por trás das versões oficiais dos fatos.
II. A obra de Maurício de Sousa é um desrespeito à história do Brasil, uma vez que o quadro original mostra a verdadeira história da independência, que, como nele demonstrado, não excluiu nenhum grupo social de sua realização.
III. Por ter acesso às novas gerações de leitores, a obra de Maurício de Sousa pode ser entendida como uma tentativa de preservar a memória iconográfica brasileira, garantindo que estas gerações tenham acesso a obras clássicas, adaptadas à sua realidade cultural.
Está (ão) correto (s):
Leia o fragmento para responder à questão:
No início do período republicano no Brasil a criança respondia por crime a partir dos 9 anos de idade, mas até os 14 era julgada conforme sua capacidade de discernimento, que era avaliada por um juiz. Entre os 14 e 21 anos, a pena era mais branda do que as definidas para os adultos. Em 1921, a imputabilidade (a possibilidade de ser responsabilizado por um ato) passou a ser possível a partir dos 14 anos, e a capacidade de discernimento deixou de ser fator considerado. Até os 18 anos, o menor infrator era submetido a um processo e a medidas punitivas diferenciadas. Foi só em 1990, com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que a ênfase mudou. O ECA, que completou 25 anos em 2015, estabelece os direitos dos jovens até 18 anos no Brasil. O jovem brasileiro continua tendo responsabilidade penal a partir dos 12 anos – ou seja, ele é responsabilizado e punido por seus atos a partir desta idade, mas julgado sob parâmetros da justiça juvenil.
(Jovens infratores na mira da polêmica. In___Revista Guia do Estudante – Atualidades, 2º semestre de 2015. SP: Abril, 2015, p. 147-148.)
De acordo com as informações, e tomando por base as atuais discussões sobre a redução da maioridade penal, assinale a alternativa
correta:
