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Prova

Prova de 2024: Universidade Federal de Juiz de Fora - MG — questões com gabarito

130 questões da prova de 2024 de Universidade Federal de Juiz de Fora - MG, em Português, Biologia, Matemática, Física e mais matérias. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 130 questões
  • 9 matérias

Resultados: 130 questões

Página 5 de 7

  • Ciências da Natureza

    Biologia

    Leia o trecho da reportagem a seguir.


    As mudanças climáticas globais estão tornando os fungos patogênicos mais resistentes devido à aceleração de suas mutações genéticas e, no Brasil, a plantação de cacau é fortemente afetada pelo fungo Moniliophtera perniciosa, chamado comumente de vassoura de bruxa, que causa enegrecimento e morte do cacaueiro, causando grandes estragos nas lavouras e encarecendo os processos de controle dessa infestação.


    Com relação aos organismos considerados como fungos, pode-se afirmar que são um grupo formado por:
    Escolha uma alternativa para a questão 95ed1767-3f
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    A Dra. Maria Beatriz de Barros Barreto, professora da UFRJ, participou do último Congresso Europeu de Algas, realizado em Brest, na França, em agosto de 2023, e descreveu que os pontos mais discutidos nesse congresso foram as alterações nas comunidades de algas marinhas, devido às mudanças climáticas. Vários pesquisadores no mundo verificaram a substituição de florestas marinhas formadas por algas pardas de grande porte, com mais de 1 metro de comprimento, por algas filamentosas formando tapetes de poucos centímetros de altura. O impacto dessa substituição ainda é incerto, mas pode ocorrer uma perda de espécies de algas pardas, que formam um grupo de organismos com representantes
    Escolha uma alternativa para a questão 95ef74a2-3f
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    O fóssil de Archaeopteryx lithographica é reconhecido como o primeiro registro de ave existente na natureza há milhões de anos atrás. No entanto, este organismo ainda apresentava uma mistura de características presentes em dinossauros Theropoda, mas ausentes nas aves atuais.


    É uma característica de Archaeopteryx lithographica também encontrada nas aves atuais
    Escolha uma alternativa para a questão 95f46380-3f
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    Os animais (Metazoa = animais) constituem um grupo com mais de 1,5 milhão de espécies descritas. Os metazoários (Metazoa) são muito diversificados e possuem características morfológicas, fisiológicas e evolutivas muito distintas. Em relação às características presentes nos distintos grupos animais, marque a opção que contém informações CORRETAS. 
    Escolha uma alternativa para a questão 95f6d219-3f
  • Ciências da Natureza

    Física

    Considere g = 10, 0 m/s2


    Sabe-se que a densidade da água do mar é aproximadamente de 1,0 g/cm3 e que uma atmosfera equivale a 1,0 × 105 N/m2 . A profundidade no mar que corresponde a uma pressão de 2,0 atm é de aproximadamente
    Escolha uma alternativa para a questão 95f94f4a-3f
  • Ciências da Natureza

    Química

    Considere g = 10, 0 m/s2


    Considere um dispositivo que consiste em um tubo de maior área e uma parede central contendo um pequeno orifício que deixa a passagem de fluxo de ar para outro lado somente em um sentido. Sabe-se que o fluxo de ar é incompressível, que a velocidade do som no ar é de aproximadamente 340,0 m/s, que o diâmetro do orifício é de 1,0 mm2 e que a velocidade do fluxo de ar no orifício é o dobro da velocidade do som no ar. O valor da velocidade do fluxo de ar antes do orifício numa área de 10,0 cm2 é de
    Escolha uma alternativa para a questão 95fbb0d7-3f
  • Ciências da Natureza

    Física

                                                                      Considere g = 10, 0 m/s2



    Em relação ao microscópio óptico e à luneta astronômica, assinale a alternativa CORRETA.

    Escolha uma alternativa para a questão 95feb52a-3f
  • Ciências da Natureza

    Física

                                                                     Considere g = 10, 0 m/s2



    Em relação às ondas sonoras, assinale a alternativa CORRETA. 

    Escolha uma alternativa para a questão 9601ad1f-3f
  • Ciências da Natureza

    Física

                                                                     Considere g = 10, 0 m/s2



    Em relação aos processos de propagação do calor, assinale a alternativa CORRETA.

    Escolha uma alternativa para a questão 9604597f-3f
  • Ciências Humanas

    História

    Leia os textos I e II, de autoria dos escritores africanos contemporâneos, Paulina Chiziane e Ngugi wa Thiong'o.


    TEXTO I


    Desperta! Lava os olhos no banho da liberdade
    Busca as tuas pegadas nas frias cinzas da História
    Regressar às raízes é isto: percorrer caminhos sinuosos
    Até descobrir o teu brilho no espelho do mundo


    As campanhas coloniais colocaram-te uma venda nos olhos
    Resiste. Não te deixes apagar e luta com o
    que te ofusca Reconhece-te. Estás presente em todas as
    maravilhas do mundo.
    (...)
    Procura-te
    À tua música chamam folclore e à arte, artesanato
    Ao teu religioso, superstição e ao teu sagrado, diabólico
    Tira as mordaças com que te animalizam. Conhece-te.

    Fonte: CHIZIANE, Paulina. O canto dos escravizados. Belo Horizonte: Nandyala, 2018. 


    TEXTO II


            Os oprimidos e explorados da terra mantêm seu desafio: liberdade frente ao saque. Porém, a arma mais perigosa que é empunhada e brandida a cada pelo imperialismo contra esse desafio coletivo é a bomba cultural. O efeito de uma bomba cultural é aniquilar as crenças dos povos nos seus nomes, línguas e entorno natural, na sua tradição de luta, sua unidade e capacidades e, por fim, em si mesmos. 

    Fonte: Descolonizar la mente. Barcelona: Editorial Debolsillo, 2010, pp.7-8. [e-book].

    Marque a alternativa CORRETA sobre a relação dos Textos I e II com o processo de dominação imperialista da África:
    Escolha uma alternativa para a questão 9606ee86-3f
  • Ciências Humanas

    História

    Luís Gama, o ex-escravo que se tornou advogado


    Luís Gonzaga Pinto da Gama nasceu em 1830, em Salvador, lho de mãe africana livre e pai branco de origem portuguesa. Quando o menino tinha quatro anos, sua mãe, Luísa, teria participado da revolta dos Malês, na Bahia, pelo m da escravidão.


    Adelina, a charuteira que atuava como 'espiã'


    Filha bastarda e escrava do próprio pai, Adelina passou a vender charutos que ele produzia nas ruas e estabelecimentos comerciais de São Luís (MA). (...) Adelina enviava à associação Clube dos Mortos - que escondia escravos e promovia sua fuga - informações que conseguia sobre ações policiais e estratégias dos escravistas.


    Dragão do Mar, o jangadeiro que se recusou a transportar escravos para os navios


    O jangadeiro e prático (condutor de embarcações) Francisco José do Nascimento (1839-1914), um homem pardo conhecido como Dragão do Mar, foi membro do Movimento Abolicionista Cearense, um dos principais da província, a primeira do Brasil a abolir a escravidão.


    Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-44091469 Acesso em: 20 jun.2024.

    Sobre a ação dessas personagens históricas e sua relação com o fim da escravidão, é CORRETO afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 9609e9ac-3f
  • Ciências Humanas

    História

    Leia o texto:



            "A esquadra composta de oito naus, três fragatas, dois brigues, uma escuna de guerra, uma charrua de mantimentos e mais de vinte navios mercantes da marinha lusitana foi pequena para alojar 15 mil almas, embarcadas portando o que puderam carregar de seus bens materiais, tanto públicos quanto particulares, levados a bordo "sem despacho, nem revista" , tudo avaliado depois em cerca de 80 milhões de cruzados. Após os atropelos de um embarque organizado em algumas poucas horas, ganhava a esquadra a foz do Tejo (...) que mudaria a história de Portugal e do Brasil".


    MALERBA, Jurandir. A Corte no Exílio. Civilização e poder no Brasil às vésperas da Independência ( 1808 a 1821). São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p.20.

    Sobre o significado desse evento para o entendimento da História do Brasil, assinale a alternativa CORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão 960c2bdc-3f
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho da entrevista e observe a imagem abaixo.


            O torturador, o traficante de escravos, o senhor de escravos, o capataz da plantação, todas essas pessoas tornaram-se piores ao ter a autorização para cometer os crimes que cometeram. Essa discussão continua atualíssima porque o policial que assedia, agride, mata um negro, também se torna um péssimo ser humano. 

    Trecho de entrevista de Eurídice Figueiredo, professora do programa de pós-graduação em estudos de literatura da UFF (Universidade Federal Fluminense). Disponível em: https://tinyurl.com/42cdmmyd. Acesso em 12 ago. 2024.


    Imagem da questão de Português, Universidade Federal de Juiz de Fora - MG 2024, Interpretação de Textos

    Manifestantes protestam em Saint Louis, nos EUA, contra a violência policial. Disponível em: https://vermelho.org.br/2016/07/11/eua-tem-mais-protestoscontra-racismo-e-violencia-policial/ Acesso em: 20 jun. 2024.


    Marque a alternativa CORRETA: 
    Escolha uma alternativa para a questão 960ed045-3f
  • Ciências Humanas

    História

    O romance "A ilha sob o mar", da escritora Isabel Allende, tem como um de seus personagens o francês Tolouse Valmoraim, que foi enviado às Antilhas, por volta de 1770. Para ele: 


            "Havia lido em algum lugar que os nativos da ilha, os arahuacos chamavam-na de Haiti, antes dos conquistadores mudarem seu nome para A Espanhola e acabarem com eles. Em 50 anos, não sobrou um só arahuaco vivo para contar a história: todos morreram, vítimas da escravidão, das doenças europeias, do suicídio. (...) Quando exterminaram os indígenas, eles importaram escravos sequestrados na África. (...)"

    ALLENDE, Isabel. A Ilha sob o Mar. São Paulo: Bertrand, 2011. p. 11-12.


    No Haiti surgiu uma nação resultante de um movimento revolucionário, marcado por violências de todos os lados. No entanto, mesmo sendo uma ilha, o Haiti não estava isolado do mundo.


    Sobre o Movimento de Independência do Haiti, assinale a alternativa CORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão 96112f64-3f
  • Linguagens

    Português

    TEXTO I


    (...)


    ‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas
    Ao quente arfar das virações marinhas,
    Veleiro brigue corre à flor dos mares,
    Como roçam na vaga as andorinhas...


    Donde vem? Onde vai? Das naus errantes
    Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
    Neste saara os corcéis o pó levantam,
    Galopam, voam, mas não deixam traço.


    Bem feliz quem ali pode nest’hora
    Sentir deste painel a majestade!...
    Embaixo – o mar... em cima – o firmamento...
    E no mar e no céu – a imensidade!


    Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!
    Que mésica suave ao longe soa!
    Meu Deus! Como é sublime um canto ardente
    Pelas vagas sem fim boiando à toa!


    (...)


    Era um sonho dantesco... O tombadilho
    Que das luzernas avermelha o brilho,
    Em sangue a se banhar.
    Tinir de ferros... estalar de açoite...
    Legiões de homens negros como a noite,
    Horrendos a dançar...


    Negras mulheres, suspendendo às tetas
    Magras crianças, cujas bocas pretas
    Rega o sangue das mães:
    Outras moças, mas nuas e espantadas,
    No turbilhão de espectros arrastadas,
    Em ânsia e mágoa vãs! (...)


    Ouvem-se gritos... o chicote estala.
    E voam mais e mais...
    Presa nos elos de uma só cadeia,
    A multidão faminta cambaleia,
    E chora e dança ali!
    Um de raiva delira, outro enlouquece,
    Outro, que martírios embrutece,
    Cantando, geme e ri! (...)


    Fonte: ALVES, Castro. “O navio negreiro”. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download /texto/bv000068.pdf. Acesso em: 17 jun. 2024.


    GLOSSÁRIO:
    Tombadilho: Parte do navio.
    Luzerna: Conjunto de luzes. 
    O fragmento ao lado (Texto I) apresenta dois importantes momentos em relação ao estado de espírito do sujeito poético. Sobre isso, considerando o que ele observa e o que demonstra sentir, leia atentamente as sentenças abaixo e marque a alternativa que melhor indique esse estado psicológico:
    Escolha uma alternativa para a questão 9e8820e6-3f
  • Linguagens

    Português

    TEXTO I


    (...)


    ‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas
    Ao quente arfar das virações marinhas,
    Veleiro brigue corre à flor dos mares,
    Como roçam na vaga as andorinhas...


    Donde vem? Onde vai? Das naus errantes
    Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
    Neste saara os corcéis o pó levantam,
    Galopam, voam, mas não deixam traço.


    Bem feliz quem ali pode nest’hora
    Sentir deste painel a majestade!...
    Embaixo – o mar... em cima – o firmamento...
    E no mar e no céu – a imensidade!


    Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!
    Que mésica suave ao longe soa!
    Meu Deus! Como é sublime um canto ardente
    Pelas vagas sem fim boiando à toa!


    (...)


    Era um sonho dantesco... O tombadilho
    Que das luzernas avermelha o brilho,
    Em sangue a se banhar.
    Tinir de ferros... estalar de açoite...
    Legiões de homens negros como a noite,
    Horrendos a dançar...


    Negras mulheres, suspendendo às tetas
    Magras crianças, cujas bocas pretas
    Rega o sangue das mães:
    Outras moças, mas nuas e espantadas,
    No turbilhão de espectros arrastadas,
    Em ânsia e mágoa vãs! (...)


    Ouvem-se gritos... o chicote estala.
    E voam mais e mais...
    Presa nos elos de uma só cadeia,
    A multidão faminta cambaleia,
    E chora e dança ali!
    Um de raiva delira, outro enlouquece,
    Outro, que martírios embrutece,
    Cantando, geme e ri! (...)


    Fonte: ALVES, Castro. “O navio negreiro”. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download /texto/bv000068.pdf. Acesso em: 17 jun. 2024.


    GLOSSÁRIO:
    Tombadilho: Parte do navio.
    Luzerna: Conjunto de luzes. 



    TEXTO II


    As Caravanas
    Chico Buarque de Hollanda


    E um dia de real grandeza, tudo azul
    Um mar turquesa à la Istambul enchendo os olhos
    Um sol de torrar os miolos
    Quando pinta em Copacabana
    A caravana do Arará, do Caxangá, da Chatuba
    A caravana do Irajá, o comboio da Penha
    Não há barreira que retenha esses estranhos
    Suburbanos tipo muçulmanos do Jacarezinho
    A caminho do Jardim de Alá
    É o bicho, é o buchicho, é a charanga


    (...)


    Com negros torsos nus deixam em polvorosa
    A gente ordeira e virtuosa que apela
    Pra polícia despachar de volta
    O populacho pra favela
    Ou pra Benguela, ou pra Guiné


    Sol, a culpa deve ser do sol
    Que bate na moleira, o sol
    Que estoura as veias, o suor
    Que embaça os olhos e a razão


    E essa zoeira dentro da prisão
    Crioulos empilhados no porão
    De caravelas no alto mar


    Tem que bater, tem que matar, engrossa a gritaria
    Filha do medo, a raiva é mãe da covardia
    Ou doido sou eu que escuto vozes
    Não há gente tão insana
    Nem caravana do Arará
    Não há, não há


    Fonte: HOLLANDA, Chico Buarque de. AS CARAVANAS. In: CARAVANAS. Rio de Janeiro: Biscoito Fino, 2017. CD, (2:47).
    Em relação ao Texto I, de Castro Alves, e a canção de Chico Buarque, texto II, marque a única alternativa que não se adequa a uma interpretação pertinente.
    Escolha uma alternativa para a questão 9e8bd647-3f
  • Linguagens

    Português

    TEXTO II


    As Caravanas
    Chico Buarque de Hollanda


    E um dia de real grandeza, tudo azul
    Um mar turquesa à la Istambul enchendo os olhos
    Um sol de torrar os miolos
    Quando pinta em Copacabana
    A caravana do Arará, do Caxangá, da Chatuba
    A caravana do Irajá, o comboio da Penha
    Não há barreira que retenha esses estranhos
    Suburbanos tipo muçulmanos do Jacarezinho
    A caminho do Jardim de Alá
    É o bicho, é o buchicho, é a charanga


    (...)


    Com negros torsos nus deixam em polvorosa
    A gente ordeira e virtuosa que apela
    Pra polícia despachar de volta
    O populacho pra favela
    Ou pra Benguela, ou pra Guiné


    Sol, a culpa deve ser do sol
    Que bate na moleira, o sol
    Que estoura as veias, o suor
    Que embaça os olhos e a razão


    E essa zoeira dentro da prisão
    Crioulos empilhados no porão
    De caravelas no alto mar


    Tem que bater, tem que matar, engrossa a gritaria
    Filha do medo, a raiva é mãe da covardia
    Ou doido sou eu que escuto vozes
    Não há gente tão insana
    Nem caravana do Arará
    Não há, não há


    Fonte: HOLLANDA, Chico Buarque de. AS CARAVANAS. In: CARAVANAS. Rio de Janeiro: Biscoito Fino, 2017. CD, (2:47).



    TEXTO III


    Luísa Mahin
    Jarid Arraes


    No século 19
    Luísa Mahin nasceu
    Com origem africana
    Sua história aconteceu
    E com incessante gana
    Seu nome prevaleceu.


    Vinda da Costa da Mina
    Afirmava ser princesa
    Mas vendida como escrava
    Teve na luta a certeza
    Depois de alforriada
    Demonstrou sua proeza.


    Viveu como quituteira
    E morou em Salvador
    Usou com inteligência
    Seus talentos de sabor
    Pois usava o tabuleiro
    De mensagens portador.
    (...)
    Importante mencionar
    Que foi mãe de Luís Gama
    Poeta e abolicionista
    De imensurável chama
    E por ele foi citada
    Respeitando sua fama.
    (...)
    O pai branco de Luís
    O vendeu quando criança
    Separando de sua mãe
    Na racista podre herança
    De ser branco dominante
    Indigno de confiança.


    Mas Luísa era guerreira
    A rebelde sem igual
    Fez ainda de sua casa
    Como um quartel general
    Onde eram planejadas
    As revoltas sem igual.


    Apesar de tudo isso
    E de tudo que lutou
    Essa mulher imponente
    Muito se silenciou
    Pois ainda não se conta
    Tudo que realizou.


    Mas apenas sua memória
    E forte o suficiente
    Pra mexer na estrutura
    Dessa gente incoerente
    Que não fala a verdade
    Sobre o negro insurgente. (...)


    Fonte: ARRAES, Jarid. Heroínas negras brasileiras: em 15 cordéis. São Paulo: Pólen, 2017.



    O poema de Jarid Arraes conta um pouco da história de Luísa Mahin, uma princesa oriunda do Golfo da Guiné, na África Ocidental. Ela foi capturada no continente africano e, tendo sido escravizada, enviada ao Brasil. Posteriormente alforriada, integrou o grupo da Insurreiçãoo dos Malês, formado, principalmente, por africanos e afrodescendentes de religião islâmica. A luta dos Malês em prol da abolição da escravatura foi importante para as lutas que vieram depois, mas a insurreição não foi vitoriosa naquele momento da história (1835). O fim da escravatura no Brasil ocorreu, legalmente, apenas em 1888.


    A partir dessa informação, tendo como base o poema de Jarid Arraes e a canção de Chico Buarque (Texto II), marque a opção cujos versos, de ambos os textos, melhor indiquem a representação da expressão do racismo na sociedade brasileira:
    Escolha uma alternativa para a questão 9e8ea6be-3f
  • Linguagens

    Português

    TEXTO IV


    O Canto dos Escravizados
    Paulina Chiziane


    Acorrentado vim, cruzando o mar
    Atormentado fui no negrume do porão
    Aqui estou na América
    Chorando de dor, ó mãe África!


    Escravizado sou, como animal
    Comprado fui por quem só me fez mal
    Aqui estou na América
    Chorando de dor, ó mãe África!


    Estou lutando para me libertar
    E bem depressa regressar ao lar
    Aqui estou na América
    Chorando de dor, ó mãe Africa

    Fonte: CHIZIANE, Paulina. O canto dos escravizados. Belo Horizonte: Nandyala, 2018, p. 29.

    No poema da moçambicana Paulina Chiziane, é possível observar a seguinte figura de linguagem:
    Escolha uma alternativa para a questão 9e9182ee-3f
  • Linguagens

    Português

    TEXTO V


    Ponciá Vicêncio
    Conceição Evaristo


    Quando Ponciá Vicêncio resolveu sair do povoado onde nascera, a decisão chegou forte e repentina. Estava cansada de tudo ali. De trabalhar o barro com a mãe, de ir e vir às terras dos brancos e voltar de mãos vazias. De ver a terra dos negros coberta de plantações, cuidadas pelas mulheres e crianças, pois os homens gastavam a vida trabalhando nas terras dos senhores, e depois a maior parte das colheitas ser entregues aos coronéis. Cansada da luta insana, sem glória, a que todos se entregavam para amanhecer cada dia mais pobres, enquanto alguns conseguiam enriquecer-se a todo dia. Ela acreditava que poderia traçar outros caminhos, inventar uma vida nova. 

    Fonte: EVARISTO, Conceição. Ponciá Vicêncio. Belo Horizonte: Mazza, 2003, p. 33.

    A Escritora Conceição Evaristo compreende que, em seus poemas e em suas narrativas, as vozes e experiências da população negra brasileira e, principalmente, das mulheres negras, são evocadas, configurando um conceito de escrita que ela nomeara de “Escrevivências”, que diz respeito `a escrita das “vivências” e “experiências” de pessoas negras. A partir dessa informação, e considerando o trecho do romance ”Ponciá Vicêncio”(Texto V), focado na vida da personagem negra homônima ao título, assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão 9e96a90b-3f
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    Os ribossomos são estruturas celulares responsáveis pela síntese de proteínas e, dentro das células, eles 
    Escolha uma alternativa para a questão 9e9958c7-3f