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Prova

Prova de 2025: Universidade Estadual de Goiás (UEG) — questões com gabarito

96 questões da prova de 2025 de Universidade Estadual de Goiás (UEG), em Português, Matemática, Biologia, História e mais matérias. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 96 questões
  • 12 matérias

Resultados: 96 questões

Página 3 de 5

  • Ciências Humanas

    Filosofia

    Leia os textos a seguir.


    Texto I

    O homem, como zoon logikón, é um ser que, em razão de sua psyqué, ao mesmo tempo pertence ao âmbito da natureza e por essência se distingue de todos os outros seres da natureza em virtude do predicado da racionalidade, ele é um “animal racional”, um zoon logikón. A racionalidade é, pois, a diferença específica do homem, e, ao se acentuar esse aspecto, Aristóteles prolonga a linha de reflexão antropológica que tem sua origem na Sofística e que fora continuada, mesmo sofrendo profunda inflexão, pela antropologia socrático-platônica. Enquanto ser dotado de razão e linguagem, o homem transcende de alguma maneira a natureza e não pode ser considerado simplesmente um ser “natural”.

    VAZ, Henrique de C. Lima. Antropologia filosófica. São Paulo: Loyola, 2020. p. 51. (Adaptado).


    Texto II

    Outros autores interpretam o homem como possibilidade de autoprojeção. É nesse sentido que Kant afirma que, para poder atribuir ao homem seu lugar na natureza viva e assim caracterizá-lo, só resta dizer que ele tem o caráter que ele mesmo faz, porquanto sabe aperfeiçoar-se segundo os fins por ele mesmo criados. Na filosofia contemporânea, esse conceito de homem foi assumido por vários pensadores. Por um lado, eles frisam que o homem é aquilo que ele mesmo pode e quer tornar-se, que projeta seu modo de ser ou de viver e que esse projeto passa a constituir, em algum grau, parte de seu ser. Por outro lado, esses mesmos pensadores reconhecem as limitações dessa possibilidade de se projetar, já que cada projeto já encontra como dados os elementos que utiliza. Sartre insistiu na liberdade absoluta da possibilidade de projetar e considerou puramente arbitrária ou gratuita a escolha de um projeto qualquer.

    ABBGAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 1999. p. 512-513. (Adaptado).


    Em ambos os textos são apresentados posicionamentos acerca do que constitui definição de ser humano. A comparação entre esses textos indica que eles 
    Escolha uma alternativa para a questão a03f41fa-67
  • Ciências Humanas

    Geografia

    Observe a figura a seguir.

    Imagem da questão de Geografia, UEG 2025, Geografia Econômica
    Disponível em: https://sisq.elitecampinas.com.br/GabaritoVestibulares/VisualizarQuestaoLista?id_questao_lista=8034273&vestibular=unesp&ano=2021&prova_vestibular_id=383
    615. Acesso em: 14 maio 2025.

    A figura expressa um dos mais importantes conceitos, proposto por David Harvey, renomado geógrafo britânico, no segundo quartel do século XX, período marcado pela expansão da globalização.


    Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, esse conceito e quais fatores tornaram o “encolhimento” do mundo possível:
    Escolha uma alternativa para a questão a0322331-67
  • Ciências Humanas

    História

    Texto 1

    "Por pouco, o Brasil não fora encontrado por outros navegadores: um português, Duarte Pacheco Pereira (1460-1533), e dois espanhóis, Vicente Pinzón (1462-1514) e Diego de Lepe (1460-1515). Comandando uma frota de oito navios, Duarte Pacheco Pereira teria explorado o litoral brasileiro, na altura do Maranhão, em dezembro de 1498” [...]. "O consenso é de que Portugal sabia da existência de terras no Atlântico. Caso contrário, não teria pressionado o papa Alexandre VI para modificar a bula Inter Coetera, de 1493, que deixava os portugueses de fora do Novo Mundo descoberto por Colombo em 1492", observa Vainfas.”

    BERNARDO, André. Descobrimento do Brasil: os bastidores da viagem de 44 dias que levou Pedro Álvares Cabral ao país - BBC News Brasil https://www.bbc.com/portuguese/brasil-51808373 9/15 Este texto foi publicado originalmente em abril de 2020 e atualizado em 22 de abril de 2021. Acesso em: 9 maio 2025.


    Texto 2

    “No dia seguinte, quarta-feira, 22 de abril, pela manhã, acharam aves chamadas fura-buchos, e à tarde, um grande monte redondo e muito alto, com outras serras mais ao sul, e terra coberta de grande arvoredo. O capitão-mor deu ao monte o nome de Monte Pascoal e à terra o de Vera Cruz.”

    ABREU, Capistrano. O descobrimento do Brasil. Rio de Janeiro: Fundação Darcy Ribeiro, 2013. p. 35.


    Sobre as viagens de navegação ao Novo Mundo e chegada ao Brasil, verifica-se que 
    Escolha uma alternativa para a questão a02cf3bd-67
  • Ciências Humanas

    História

    Texto 1

    “O nosso intuito […] era o de manter a revolução, esperando que, nas capitais, alguma eventualidade nos proporcionasse o ensejo para o golpe decisivo sobre a tirania opressora. Por isso, evitamos choques. Não nos interessava o combate decisivo.”
    PRESTES, Luiz Carlos. Entrevista ao Diário Nacional. São Paulo, 1º de fevereiro de 1930, p. 2.


    Texto 2

    “Para nós, revolucionários, o movimento é a vitória. […] Com mais de 1.000 homens armados e tendo mais de 4.000 cavalos, consegui passar, em pleno campo, por entre mais de 10.000 homens do governo. Nunca foi possível determinar minha verdadeira direção de marcha e impraticável se tornou a perseguição.”
    PRESTES, Luiz Carlos. Carta ao General Isidoro Dias Lopes, em fevereiro de 1925. Apud: PRESTES, Anita L. Coluna Prestes. São Paulo: Brasiliense, 1991, p. 421.


    Sobre os documentos acima e o movimento tenentista chamado de “Coluna Prestes”, verifica-se que 
    Escolha uma alternativa para a questão a0253ba2-67
  • Ciências da Natureza

    Física

    Para regular um brinquedo de bungee jump em um parque de diversões, o técnico prende um corpo de prova de massa igual a 200 kg à extremidade livre de um elástico forte de 3 metros de comprimento e o abandona na mesma altura da extremidade fixa. O deslocamento máximo do corpo abaixo do comprimento do elástico relaxado, trecho no qual o elástico resiste à queda, é medido sendo igual a 2 metros. Sabendo que o corpo não chega a tocar o chão e considerando g = 10 m/s2 , a constante elástica do elástico, em N/m, é de
    Escolha uma alternativa para a questão a01a5b89-67
  • Matemática

    Matemática

    Considere o triângulo determinado pelos vértices A(4,7), B(8,4) e C(6,3). A área da circunferência de centro no ponto médiodo segmento AB e raio igual a altura do triângulo, relativa ao lado AB é

    Escolha uma alternativa para a questão a0154cb2-67
  • Matemática

    Matemática

    Maria e Ana realizam depósitos no mesmo dia de cada mês. Maria depositou no primeiro mês R$ 10,00 e nos meses seguintes sempre o triplo do valor do depósito do mês anterior. Ana depositou mensamente 50% do valor acumulado por Maria, considerando o depósito já feito por Maria no mesmo mês. Desconsiderando juros e correção monetária, um aumento igual a R$ 3.645,00, no valor depositado por Ana, ocorre do
    Escolha uma alternativa para a questão a00a6fdb-67
  • Linguagens

    Literatura

    Texto I


    Entendo que poesia é negócio de grande responsabilidade, e não considero honesto rotular-se poeta quem apenas verseje por dor de cotovelo, falta de dinheiro ou momentânea tomada de contato com as forças líricas do mundo, sem se entregar aos trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação. Até os poetas se armam, e um poeta desarmado é, mesmo, um ser à mercê das inspirações fáceis, dócil às modas e compromissos.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Prosa seleta. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003.



    Texto II

    POESIA


    Gastei uma hora pensando um verso

    que a pena não quer escrever.

    No entanto ele está cá dentro

    inquieto, vivo.

    Ele está cá dentro

    e não quer sair.

    Mas a poesia deste momento

    inunda minha vida inteira.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 24.



    Texto III

     O LUTADOR

     

    Lutar com palavras

    é a luta mais vã.

    Entanto lutamos

    mal rompe a manhã.

    São muitas, eu pouco.

    [...]

     

    Mas lúcido e frio,

    apareço e tento

    apanhar algumas

    para meu sustento

    num dia de vida.

    Deixam-se enlaçar,

    tontas à carícia

    e súbito fogem

    [...].

     

    Insisto, solerte.

    Busco persuadi-las.

    [...]

     

    Sem me ouvir deslizam,

    perpassam levíssimas

    e viram-me o rosto.

     

    Lutar com palavras

    parece sem fruto.

    Não têm carne e sangue…

    Entretanto, luto.

    Palavra, palavra

    (digo exasperado),

    se me desafias,

    aceito o combate.

    [...]

     

    Luto corpo a corpo,

    luto todo o tempo,

    sem maior proveito

    que o da caça ao vento.

    [...]

     

    Iludo-me às vezes,

    pressinto que a entrega

    se consumará.

    Já vejo palavras

    em coro submisso,

    esta me ofertando

    seu velho calor,

    aquela sua glória

    feita de mistério,

    outra seu desdém,

    outra seu ciúme,

    e um sapiente amor

    me ensina a fruir

    de cada palavra

    a essência captada,

    o sutil queixume.

    [...].

     

    O ciclo do dia

    ora se conclui

    e o inútil duelo

    jamais se resolve.

    O teu rosto belo,

    ó palavra, esplende

    na curva da noite

    que toda me envolve.

    Tamanha paixão

    e nenhum pecúlio.

    Cerradas as portas,

    a luta prossegue

    nas ruas do sono.

     

    Andrade, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.



    Texto IV

    PROCURA DA POESIA


    Não faças versos sobre acontecimentos.

    Não há criação nem morte perante a poesia.

    Diante dela, a vida é um sol estático,

    não aquece nem ilumina.

    As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não

    contam.

    Não faças poesia com o corpo,

    esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à

    efusão lírica.

    Tua gota de bile, tua careta de gozo ou dor no escuro

    são indiferentes.

    Não me reveles teus sentimentos,

    que se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem.

    O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.


    Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.

    O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo

    das casas.

    Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas

    junto à linha de espuma.

    O canto não é a natureza

    nem os homens em sociedade.

    Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada

    significam.

    A poesia (não tires poesia das coisas)

    elide sujeito e objeto.


    Não dramatizes, não invoques,

    não indagues. Não percas tempo em mentir.

    Não te aborreças.

    Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,

    vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família

    desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.


    Não recomponhas

    tua sepultada e merencória infância.

    Não osciles entre o espelho e a

    memória em dissipação.

    Que se dissipou, não era poesia.

    Que se partiu, cristal não era.


    Penetra surdamente no reino das palavras.

    Lá estão os poemas que esperam ser escritos.

    Estão paralisados, mas não há desespero,

    há calma e frescura na superfície intata.

    Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

    Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.

    Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.

    Espera que cada um se realize e consume

    com seu poder de palavra

    e seu poder de silêncio.

    Não forces o poema a desprender-se do limbo.

    Não colhas no chão o poema que se perdeu.

    Não adules o poema. Aceita-o

    como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada

    no espaço.


    Chega mais perto e contempla as palavras.

    Cada uma

    tem mil faces secretas sob a face neutra

    e te pergunta, sem interesse pela resposta,

    pobre ou terrível que lhe deres:

    Trouxeste a chave?


    Repara:

    ermas de melodia e conceito

    elas se refugiaram na noite, as palavras.

    Ainda úmidas e impregnadas de sono,

    rolam num rio difícil e se transformam em despreza.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.

    Carlos Drummond de Andrade, no Texto I, aborda, no campo da crítica literária à poesia, um tema que pode ser estendido à produção artística em quaisquer outras linguagens: a criação. Nesse excerto, Andrade sugere que a criação não é derivada de inspiração divina ou do acaso, e também não é qualquer atividade dramática usada para expressar as mazelas ou angústias humanas, mas um esforço permanente que emana de “[...] trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação”.


    Na filosofia da arte ocidental, cuja compreensão inicial parte da Grécia, o termo designado para esse modo de criação, invenção ou fabricação do mundo ou de visões de mundo, proveniente de procedimentos estabelecidos, regulados e sistematizados pelo campo estético, é denominado de: 
    Escolha uma alternativa para a questão a002ceaa-67
  • Linguagens

    Português

    Texto I


    Entendo que poesia é negócio de grande responsabilidade, e não considero honesto rotular-se poeta quem apenas verseje por dor de cotovelo, falta de dinheiro ou momentânea tomada de contato com as forças líricas do mundo, sem se entregar aos trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação. Até os poetas se armam, e um poeta desarmado é, mesmo, um ser à mercê das inspirações fáceis, dócil às modas e compromissos.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Prosa seleta. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003.



    Texto II

    POESIA


    Gastei uma hora pensando um verso

    que a pena não quer escrever.

    No entanto ele está cá dentro

    inquieto, vivo.

    Ele está cá dentro

    e não quer sair.

    Mas a poesia deste momento

    inunda minha vida inteira.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 24.



    Texto III

     O LUTADOR

     

    Lutar com palavras

    é a luta mais vã.

    Entanto lutamos

    mal rompe a manhã.

    São muitas, eu pouco.

    [...]

     

    Mas lúcido e frio,

    apareço e tento

    apanhar algumas

    para meu sustento

    num dia de vida.

    Deixam-se enlaçar,

    tontas à carícia

    e súbito fogem

    [...].

     

    Insisto, solerte.

    Busco persuadi-las.

    [...]

     

    Sem me ouvir deslizam,

    perpassam levíssimas

    e viram-me o rosto.

     

    Lutar com palavras

    parece sem fruto.

    Não têm carne e sangue…

    Entretanto, luto.

    Palavra, palavra

    (digo exasperado),

    se me desafias,

    aceito o combate.

    [...]

     

    Luto corpo a corpo,

    luto todo o tempo,

    sem maior proveito

    que o da caça ao vento.

    [...]

     

    Iludo-me às vezes,

    pressinto que a entrega

    se consumará.

    Já vejo palavras

    em coro submisso,

    esta me ofertando

    seu velho calor,

    aquela sua glória

    feita de mistério,

    outra seu desdém,

    outra seu ciúme,

    e um sapiente amor

    me ensina a fruir

    de cada palavra

    a essência captada,

    o sutil queixume.

    [...].

     

    O ciclo do dia

    ora se conclui

    e o inútil duelo

    jamais se resolve.

    O teu rosto belo,

    ó palavra, esplende

    na curva da noite

    que toda me envolve.

    Tamanha paixão

    e nenhum pecúlio.

    Cerradas as portas,

    a luta prossegue

    nas ruas do sono.

     

    Andrade, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.



    Texto IV

    PROCURA DA POESIA


    Não faças versos sobre acontecimentos.

    Não há criação nem morte perante a poesia.

    Diante dela, a vida é um sol estático,

    não aquece nem ilumina.

    As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não

    contam.

    Não faças poesia com o corpo,

    esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à

    efusão lírica.

    Tua gota de bile, tua careta de gozo ou dor no escuro

    são indiferentes.

    Não me reveles teus sentimentos,

    que se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem.

    O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.


    Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.

    O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo

    das casas.

    Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas

    junto à linha de espuma.

    O canto não é a natureza

    nem os homens em sociedade.

    Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada

    significam.

    A poesia (não tires poesia das coisas)

    elide sujeito e objeto.


    Não dramatizes, não invoques,

    não indagues. Não percas tempo em mentir.

    Não te aborreças.

    Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,

    vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família

    desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.


    Não recomponhas

    tua sepultada e merencória infância.

    Não osciles entre o espelho e a

    memória em dissipação.

    Que se dissipou, não era poesia.

    Que se partiu, cristal não era.


    Penetra surdamente no reino das palavras.

    Lá estão os poemas que esperam ser escritos.

    Estão paralisados, mas não há desespero,

    há calma e frescura na superfície intata.

    Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

    Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.

    Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.

    Espera que cada um se realize e consume

    com seu poder de palavra

    e seu poder de silêncio.

    Não forces o poema a desprender-se do limbo.

    Não colhas no chão o poema que se perdeu.

    Não adules o poema. Aceita-o

    como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada

    no espaço.


    Chega mais perto e contempla as palavras.

    Cada uma

    tem mil faces secretas sob a face neutra

    e te pergunta, sem interesse pela resposta,

    pobre ou terrível que lhe deres:

    Trouxeste a chave?


    Repara:

    ermas de melodia e conceito

    elas se refugiaram na noite, as palavras.

    Ainda úmidas e impregnadas de sono,

    rolam num rio difícil e se transformam em despreza.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.

    Qual tese expressa o tema abordado no Texto I e nos poemas Poesia (Texto II), O lutador (Texto III) e Procura da poesia (Texto IV)? 
    Escolha uma alternativa para a questão a000071c-67
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir para responder à questão


    Imagem da questão de Português, UEG 2025, Interpretação de Textos

    No texto “O vicioso círculo do espelho no celular”, a frase “O aparelho banaliza a imagem por sua instantaneidade, de maneira irresistível para a maioria, jovens em especial” – que, na linguagem jornalística, é convencionalmente chamada de subtítulo – cumpre a seguinte função na textualidade: 
    Escolha uma alternativa para a questão 9ffad2a4-67
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir para responder à questão


    Imagem da questão de Português, UEG 2025, Interpretação de Textos

    O parágrafo do texto, que se estende da linha 08 a 12, é desenvolvido a partir da seguinte estratégia:
    Escolha uma alternativa para a questão 9ff82d8c-67
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir para responder à questão


    Imagem da questão de Português, UEG 2025, Pontuação

    No trecho “Olho vivo, pais e educadores”, o uso da vírgula depois de “Olho vivo” serve para demarcar
    Escolha uma alternativa para a questão 9ff58b6a-67
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir para responder à questão


    Imagem da questão de Português, UEG 2025, Interpretação de Textos

    Defende-se, no texto, a seguinte ideia:
    Escolha uma alternativa para a questão 9ff32a78-67
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir para responder à questão


    Imagem da questão de Português, UEG 2025, Interpretação de Textos

    No trecho “Nas subalternas, a carência é consolada pela retórica da prosperidade, que não aponta para trabalho produtivo, e sim para o imaginário da riqueza aleatória” (linhas 26 e 27), os elementos destacados (“e sim”) exprimem o sentido de
    Escolha uma alternativa para a questão 9fee105a-67
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir para responder à questão


    Imagem da questão de Português, UEG 2025, Interpretação de Textos

    É ideia defendida no texto:
    Escolha uma alternativa para a questão 9febba95-67
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir para responder à questão


    Imagem da questão de Português, UEG 2025, Coesão e coerência

    No trecho “Aposta-se em tudo: na sobrevivência pessoal, no templo e agora nas bets,” (linha 28), o pronome “tudo” realiza uma coesão referencial 
    Escolha uma alternativa para a questão 9fe938d3-67
  • Linguagens

    Inglês

    Leia os textos a seguir para responder à questão.


    'Th' sound to vanish from English language by 2066 because of multiculturalism, say linguists

    Visitors expecting to hear the Queen’s English spoken on the streets of London in 50 years may need to "fink" again.

    Imagem da questão de Inglês, UEG 2025, Interpretação de texto | Reading comprehension

    By 2066, linguists are predicting that the "th" sound will vanish completely in the capital because there are so many foreigners who struggle to pronounce interdental consonants - the term for a sound created by pushing the tongue against the upper teeth. Already Estuary English – a hybrid of Cockney and received pronunciation (RP) which is prevalent in the South East – is being replaced by Multicultural London English (MLE) which is heavily influenced by Caribbean, West African and Asian Communities. But within the next few decades immigration will have fundamentally altered the language, according to experts at the University of York.

    The "th" sound – also called the voiced dental nonsibliant fricative – is likely to change to be replaced an "f", "d", or "v" meaning "mother" will be pronounced "muvver" and "thick" will be voiced as "fick". However the ‘h’ that fell silent in Cockney dialect is set to return allowing ‘ere’ to become ‘here’ once more.

    Dr Dominic Watt, a sociolinguistics expert from the University of York, said: “Given the status of London as the linguistically most influential city in the English-speaking world, we can expect to see significant changes between now and the middle of the century. The major changes in the way we speak over the next 50 years will involve a simplification of the sound structure of words, they’ll become shorter probably. By looking at how English has changed over the last 50 years we can identify patterns that seem to repeat. British accents seem to be less based on class these days. Languages also change when they come into contact with one another. English has borrowed thousands of words from other languages: mainly French, Latin and Greek, but there are ‘loan words’ from dozens of other languages in the mix.”

    The Sounds of The Future report was produced from a study involving analysis of recordings from the last 50 years as well as social media language use.

    Other changes likely to become widespread by 2066 include a habit known as "yod dropping" in which the "u" sound is replaced with an "oo". It means that "duke" becomes "dook", "news" is pronounced "nooze" and "beauty" changes to "booty". Consonant "smushing" is also predicted where two sounds collapse together completely so that "wed" and "red" will soon be indistinguishable. Likewise the "l" at the end of words will be dropped so that the words "Paul", "paw" and "pool" all sound the same. Similiarly, "text" will lose the final "t" to become "tex". And, the glottal stop pronunciation of "t" – a brief catch in the throat when the tongue tip closed against the roof of the mouth – will be the default pronunciation.

    Brendan Gunn, a voice coach who is currently working with Pierce Brosnan on his new US series said: “The younger generation always wants to be different from the older generation and that process will continue throughout history.“Text speak which is a form of shortening will become ordinary speak, so you may end up saying ‘tagLOL’ or ‘toteschill’ which means hashtag laugh out loud or totally chilled. Even in the Royal family it is probable that Prince George will speak much differently to the Queen. In London I think we will see the ‘th’ becoming an ‘f’ all the time.”

    Technology will also change the way people speak, and the experts predict that as artificial intelligence emerges, the computers could begin to invent new words. Dr Watt added: “It is conceivable that some of the words that will come into English in the next 50 years will have been invented by computers because as computers become more intelligent it may be they start creating words of their own and feeding the, [sic] back to us.”

    Disponível em: https://www.telegraph.co.uk/science/2016/09/28/. Acesso em: 8 maio 2025. (Adaptado).
    Considering the linguistic aspects in the text, it can be verified that
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  • Linguagens

    Inglês

    Leia os textos a seguir para responder à questão.


    'Th' sound to vanish from English language by 2066 because of multiculturalism, say linguists

    Visitors expecting to hear the Queen’s English spoken on the streets of London in 50 years may need to "fink" again.

    Imagem da questão de Inglês, UEG 2025, Interpretação de texto | Reading comprehension

    By 2066, linguists are predicting that the "th" sound will vanish completely in the capital because there are so many foreigners who struggle to pronounce interdental consonants - the term for a sound created by pushing the tongue against the upper teeth. Already Estuary English – a hybrid of Cockney and received pronunciation (RP) which is prevalent in the South East – is being replaced by Multicultural London English (MLE) which is heavily influenced by Caribbean, West African and Asian Communities. But within the next few decades immigration will have fundamentally altered the language, according to experts at the University of York.

    The "th" sound – also called the voiced dental nonsibliant fricative – is likely to change to be replaced an "f", "d", or "v" meaning "mother" will be pronounced "muvver" and "thick" will be voiced as "fick". However the ‘h’ that fell silent in Cockney dialect is set to return allowing ‘ere’ to become ‘here’ once more.

    Dr Dominic Watt, a sociolinguistics expert from the University of York, said: “Given the status of London as the linguistically most influential city in the English-speaking world, we can expect to see significant changes between now and the middle of the century. The major changes in the way we speak over the next 50 years will involve a simplification of the sound structure of words, they’ll become shorter probably. By looking at how English has changed over the last 50 years we can identify patterns that seem to repeat. British accents seem to be less based on class these days. Languages also change when they come into contact with one another. English has borrowed thousands of words from other languages: mainly French, Latin and Greek, but there are ‘loan words’ from dozens of other languages in the mix.”

    The Sounds of The Future report was produced from a study involving analysis of recordings from the last 50 years as well as social media language use.

    Other changes likely to become widespread by 2066 include a habit known as "yod dropping" in which the "u" sound is replaced with an "oo". It means that "duke" becomes "dook", "news" is pronounced "nooze" and "beauty" changes to "booty". Consonant "smushing" is also predicted where two sounds collapse together completely so that "wed" and "red" will soon be indistinguishable. Likewise the "l" at the end of words will be dropped so that the words "Paul", "paw" and "pool" all sound the same. Similiarly, "text" will lose the final "t" to become "tex". And, the glottal stop pronunciation of "t" – a brief catch in the throat when the tongue tip closed against the roof of the mouth – will be the default pronunciation.

    Brendan Gunn, a voice coach who is currently working with Pierce Brosnan on his new US series said: “The younger generation always wants to be different from the older generation and that process will continue throughout history.“Text speak which is a form of shortening will become ordinary speak, so you may end up saying ‘tagLOL’ or ‘toteschill’ which means hashtag laugh out loud or totally chilled. Even in the Royal family it is probable that Prince George will speak much differently to the Queen. In London I think we will see the ‘th’ becoming an ‘f’ all the time.”

    Technology will also change the way people speak, and the experts predict that as artificial intelligence emerges, the computers could begin to invent new words. Dr Watt added: “It is conceivable that some of the words that will come into English in the next 50 years will have been invented by computers because as computers become more intelligent it may be they start creating words of their own and feeding the, [sic] back to us.”

    Disponível em: https://www.telegraph.co.uk/science/2016/09/28/. Acesso em: 8 maio 2025. (Adaptado).
    According to the text, it can be stated that
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