Prova
Prova de 2010: Faculdade Cásper Líbero — questões com gabarito
45 questões da prova de 2010 de Faculdade Cásper Líbero, em Geografia, Matemática, História, Literatura e mais matérias. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.
- 45 questões
- Ciências HumanasA trama de Dois irmãos, de Milton Hatoum, é ambientada em Manaus, entre as décadas de 1930 e 1960. O romance mostra a precariedade material da cidade e o acesso restrito de seus moradores a bens de consumo já disseminados em diferentes regiões do país, tais como eletrodomésticos e outros produtos industrializados. Acerca do desenvolvimento do Amazonas no período mencionado, é correto afirmar que:
- Matemática
Matemática
Em uma pesquisa feita com 110 pessoas de um município, 90 afirmaram possuir TV, 70 afirmaram possuir rádio e 60 afirmaram possuir ambos os aparelhos. Se sortearmos ao acaso uma dessas pessoas, a probabilidade de ela não possuir nem TV nem rádio é de: - Ciências Humanas
História
- História do Brasil
- Prova de 2010
- Faculdade Cásper Líbero
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: 12EEFE13-EC
Tomando como base a história do capitalismo brasileiro e o processo de globalização comparados com o texto abaixo (publicado originalmente em 1966), responda à questão.“Em conclusão, apesar das grandes transformações por que passou a economia brasileira, e que se vêm acentuando nestes últimos decênios, ela não logrou superar algumas de suas principais debilidades originárias, e libertar-se de sua dependência e subordinação no que respeita ao sistema econômico e financeiro internacional de que participa e em que figura em posição periférica e marginal. /.../ é um progresso que pela maneira como se realiza , ou se realizou até hoje, se anula em boa parte e se autolimita, encerrando-se em estreitas perspectivas. Isso porque se subordina a circunstâncias que, embora aparentemente distintas do antigo sistema colonial, guardam com esse sistema, na sua essência, uma grande semelhança. /.../ Em suma, /.../ o antigo sistema colonial em que se constituiu e evoluiu a economia brasileira, apesar de todo o progresso e as transformações realizadas, fundamentalmente se manteve, embora modificado e adotando formas diferentes. E o processo de integração econômica nacional, embora se apresente maduro para sua completa e definitiva eclosão, se mostra incapaz de chegar a termo e se debate em contradições que não consegue superar. Das contradições que no passado solapavam a economia brasileira, passamos a outras de natureza diferente, mas nem por isso menos graves. Essas contradições se manifestam sobretudo, e agudamente, como vimos, na permanência, e até no agravamento da tendência ao desequilíbrio de nossas contas externas, embora apresentando-se agora sob novas formas, e implicando diretamente a ação imperialista. São as nossas relações financeiras com o sistema internacional do capitalismo – e nisso se distingue a nossa situação atual da do passado – que comandam o mecanismo das contas externas do país. Não são mais unicamente as vicissitudes da exportação brasileira, como ocorria anteriormente, que determinam o estado daquelas contas. E sim sobretudo e decisivamente os fluxos de capitais controlados do exterior e que sob diversas formas (inversões, financiamentos, empréstimos, amortizações, rendimentos etc.) se fazem num e noutro sentido em função dos interesses da finança internacional. Ou por fatores de ordem política que em última instância também se orientam por aqueles interesses”.PRADO, Jr. Caio. A revolução brasileira. São Paulo: Brasiliense, 1966.As três décadas que se seguiram ao fim da Segunda Guerra Mundial ficaram conhecidas como a “Era de Ouro” ou os “trinta anos gloriosos”. Na última destas décadas (1965-1975), a expansão capitalista dos países centrais (EUA, Japão e parcela da Europa) foi em parte sustentada pelos investimentos no exterior, ou pela exportação de capitais, o que estimulou o desenvolvimento da infraestrutura e ampliou a produtividade nos países que receberam esses investimentos. No Brasil, o período ficou conhecido como “Milagre Econômico” (1969-1973). A respeito dessa fase de crescimento econômico nacional, é correto afirmar que: - Linguagens
Literatura
- Escolas Literárias
- Prova de 2010
- Faculdade Cásper Líbero
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: 13842D5C-EC
Sobre o foco narrativo do romance Dois irmãos, de Milton Hatoum, é correto afirmar que: - Linguagens
Literatura
- Escolas Literárias
- Prova de 2010
- Faculdade Cásper Líbero
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: 138083EB-EC
Sobre Dois irmãos, de Milton Hatoum, é correto afirmar que: - Linguagens
Literatura
- Escolas Literárias
- Prova de 2010
- Faculdade Cásper Líbero
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: 137C796B-EC
Tomando por base a seguinte afirmação de Antonio Candido: “O cunho especial [das Memórias de um sargento de milícias] consiste numa certa ausência de juízo moral e na aceitação risonha do homem como ele é”, é correto afirmar que o humor explorado por Manuel Antonio de Almeida é do tipo: - Linguagens
Literatura
- Escolas Literárias
- Prova de 2010
- Faculdade Cásper Líbero
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: 13793C11-EC
Ainda sobre Laços de família, de Clarice Lispector, é correto afirmar que: - Ciências Humanas
Geografia
- Amazônia
- Prova de 2010
- Faculdade Cásper Líbero
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: 136864B4-EC
O governo brasileiro publicou, em 2010, estudo sobre a atividade madeireira na Amazônia Legal, realizado pelo Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia). Alguns dos dados são apresentados na tabela seguinte: Evolução do setor madeireiro na Amazônia em 1998, 2004 e 2009.
Com base na realidade amazônica atual e nas informações acima, é correto afirmar que:
- Linguagens
Literatura
- Gênero Dramático
- Prova de 2010
- Faculdade Cásper Líbero
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: 13645589-EC
As passagens abaixo foram extraídas de Auto da barca do inferno, de Gil Vicente (1465?-1536), e das 95 Teses, de Martinho Lutero (1483-1546), obras tornadas públicas no ano de 1517, respectivamente, em Portugal e no Sacro Império Germânico.Texto I“DIABO – Pois entrai! Eu tangereie faremos um serão.Essa dama, é ela vossa?FRADE – Por minha a tenho eu,E sempre a tive de meu.DIABO – Fizestes bem, que é formosa!E não vos punham lá grosa [reprovação]No vosso convento santo?FRADE – E eles fazem outro tanto!DIABO – Que coisa tão preciosa...Entrai, padre reverendo!FRADE – Para onde levais gente?DIABO – Para aquele fogo ardenteQue não temestes vivendo.(...)FRADE – (...) Como? Por ser namoradoE folgar com uma mulherSe há-de um frade perder,Com tanto salmo rezado?”Texto II“(...) 27. Pregam doutrina mundana os que dizem que, tão logo tilintar a moedalançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu]. (...)45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia paragastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira deDeus. (...)48. Deve ensinar-se aos cristãos que, ao conceder perdões, o papa tem mais desejo(assim como tem mais necessidade) de oração devota em seu favor do que dodinheiro que se está pronto a pagar. (...)”Sobre esses autores, é correto afirmar:
- Ciências Humanas
História
A passagem seguinte foi extraída do texto “Os quedes vermelhos da Tchi”, que integra o livro Os da minha rua, de Ondjaki:“Chegou a nossa vez. Um camarada também aí num microfone tipo escondido aquecia a multidão:‘Pioneiros de Agostinho Neto, na construção do socialismo...’e nós gritávamos, suados, contentes, meio a rir meio a berrar:‘Tudo pelo Povo!’”O trecho acima narra a participação do personagem principal, Ndalu, em um desfile de Primeiro de Maio, em Luanda, na década de 1980, durante a vigência do regime socialista em Angola. Esse regime, implantado logo após a independência pelo Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), com o apoio de Cuba e da antiga União Soviética, enfrentou uma guerra civil promovida por dois outros grupos armados: a União Nacional pela Libertação Total de Angola (UNITA) e a Frente Nacional de Libertação Angolana (FNLA). Os três grupos atuaram nas lutas pela independência do país, em 1975. Pode-se afirmar que um dos motivos da guerra civil em Angola foi: - Ciências Humanas
História
- Brasil Monárquico – Segundo Reinado 1831- 1889
- Prova de 2010
- Faculdade Cásper Líbero
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: 133DFD3C-EC
Na época em que Manuel Antonio de Almeida publicou Memórias de um sargento de milícias, havia acirrada disputa entre os Partidos Conservador e Liberal. O livro saiu, primeiramente, em folhetim na seção humorística denominada “Pacotilha”, do Correio Mercantil, principal jornal ligado ao Partido Liberal, entre 1852 e 1853. Nesse período, cunhou-se uma célebre frase atribuída ao político pernambucano Antônio Francisco de Paula e Holanda Cavalcanti de Albuquerque: “Nada se assemelha mais a um ‘saquarema’ do que um ‘luzia’ no poder.” Sobre a vida econômica e política do período em questão, é correto afirmar que: - Ciências Humanas
História
Em Auto da barca do inferno (1516), de Gil Vicente, o “Judeu” é o único personagem que solicita entrar no batel infernal, mas mesmo assim sua alma é preterida pelo “Diabo”. Este se recusa a embarcar o bode que o “Judeu” traz consigo e indica-lhe o batel do “Anjo”. O “Judeu”, contudo, não consegue dirigir a palavra ao “Anjo”, e acaba indo a reboque no barco do “Diabo”, que, com estas palavras, aceita-o: “Vós, Judeu, ireis à toa, que sois mui ruim pessoa”. O mau juízo que a obra faz dos judeus tem origem em uma conjuntura histórica particular, vigente no final do século XV e início do século XVI. Assinale a alternativa que explicita essa conjuntura: - Linguagens
Inglês
- Interpretação de texto | Reading comprehension
- Prova de 2010
- Faculdade Cásper Líbero
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: 13298E31-EC
Read the following passage of “The Dinner”, by Clarice Lispector, and answer question.
“I leaned over my meal, lost. When I finally managed to confront him from the depths of my pallid face, I observed that he, too, was leaning forward, his elbows resting on the table, his head between his hands. And obviously he could bear it no longer. His bushy eyebrows were touching. His food must have lodged just below his throat under the stress of his emotion, for when he was able to continue, he made a visible effort to swallow, dabbing his forehead with his napkin. I could bear it no longer, the meat on my plate was raw… and I really could not bear it another minute. But he – he was eating.
The waiter brought a bottle in a bucket of ice. I noted every detail without being capable of discrimination. The bottle was different, the waiter in tails, and the light haloed the robust head of Pluto which was now moving with curiosity, greedy and attentive. For a second the waiter obliterated my view of the elderly gentleman and I could only see his black coattails hovering over the table as he poured red wine into the glass and waited with ardent eyes – because here was a surely man who would tip generously, one of those elderly gentlemen who still command attention… and power. The elderly gentleman, who now seemed larger, confidently took a sip, lowered his glass, and sourly considered the taste in his mouth. He compressed his lips and smacked them with distaste, as if the good were also intolerable. I waited, the waiter waited, and we both leaned forward in suspense. Finally he made a grimace of approval. The waiter curved his shiny head in submission to the man’s words of thanks and went off with lowered head, while I sighed with relief.
He now mingled gulps of wine with the meat in his great mouth and his false teeth ponderously chewed while I observed him… in vain. Nothing more happened. The restaurant appeared to radiate with renewed intensity under the tinkling of glass and cutlery; in the brightly lit dome of the room the whispered conversation rose and fell in gentle waves; the woman in the large hat smiled with half closed eyes, looking slender and beautiful as the waiter carefully poured the wine into her glass. But now he was making another gesture.”
Consider the two following passages: “For a second the waiter obliterated my view of the elderly gentleman” and “But now he was making another gesture”. They lead to the conclusion that the narrator: - Matemática
Matemática
- Análise de Tabelas e Gráficos
- Prova de 2010
- Faculdade Cásper Líbero
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: 13236A17-EC

O Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) realiza estudo sobre o desmatamento da floresta amazônica por meio de dois programas que analisam fotos de satélites: o Prodes e o Deter. Esses sistemas apresentam algumas limitações como o fato de imagens não serem captadas em dias nublados (dependendo da época do ano), ficando assim parte do território amazônico sem ser verificado. O gráfico acima mostra dados da área total de desmatamento por ano, baseado nas análises desses sistemas.A partir do gráfico, podemos concluir que: - Linguagens
Literatura
- Escolas Literárias
- Prova de 2010
- Faculdade Cásper Líbero
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: 1314AC87-EC
Sobre a presença das telenovelas brasileiras e das canções de Roberto Carlos no dia a dia das personagens de Os da minha rua, de Ondjaki, é correto afirmar que: - Ciências Humanas
História
O documentário Arquitetura da destruição, de Peter Cohen, mostra um dos programas criados pelo governo de Adolf Hitler (1933-1945) para os trabalhadores, denominado “beleza no trabalho”. No filme, o médico-chefe do programa declara: “Se a luta de classes morrer, ao menos o trabalho e a criatividade devem perder o estigma de sujeira. Se mostrarmos ao trabalhador como deve se lavar e o elevarmos ao nível da burguesia, ele entenderá que não há por que lutar”.A preocupação do governo de Hitler estava relacionada: - Ciências Humanas
História
- História do Brasil
- Prova de 2010
- Faculdade Cásper Líbero
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: 12FE5C49-EC
O bandido da luz vermelha, de Rogério Sganzerla, satiriza a atuação da grande mídia no período da ditadura militar no Brasil, indicando seu alinhamento ao regime. A respeito da atividade da imprensa no período em questão, é correto afirmar que: - Ciências Humanas
Geografia
Leia o seguinte trecho do texto “A piscina do tio Victor”, que integra o livro Os da minha rua, de Ondjaki:“(...) No meu quarto escuro quis ver, no teto, uma água que brilhava escura e tinha bolinhas de gás que faziam cócegas no corpo todo. Nessa noite eu pensei que o tio Victor só podia ser uma pessoa tão alegre e cheia de magias porque ele vivia em Benguela, e lá eles tinham uma piscina de Coca-Cola com bué de chuinga e chocolate também”O texto trata de uma piscina imaginária de Coca-Cola que existiria na casa do tio do protagonista. A história se passa em Angola, no começo dos anos 1980. Sobre a presença da Coca-Cola nos diversos países do mundo, é correto afirmar que: - Ciências Humanas
Geografia
Tomando como base a história do capitalismo brasileiro e o processo de globalização comparados com o texto abaixo (publicado originalmente em 1966), responda à questão.“Em conclusão, apesar das grandes transformações por que passou a economia brasileira, e que se vêm acentuando nestes últimos decênios, ela não logrou superar algumas de suas principais debilidades originárias, e libertar-se de sua dependência e subordinação no que respeita ao sistema econômico e financeiro internacional de que participa e em que figura em posição periférica e marginal. /.../ é um progresso que pela maneira como se realiza , ou se realizou até hoje, se anula em boa parte e se autolimita, encerrando-se em estreitas perspectivas. Isso porque se subordina a circunstâncias que, embora aparentemente distintas do antigo sistema colonial, guardam com esse sistema, na sua essência, uma grande semelhança. /.../ Em suma, /.../ o antigo sistema colonial em que se constituiu e evoluiu a economia brasileira, apesar de todo o progresso e as transformações realizadas, fundamentalmente se manteve, embora modificado e adotando formas diferentes. E o processo de integração econômica nacional, embora se apresente maduro para sua completa e definitiva eclosão, se mostra incapaz de chegar a termo e se debate em contradições que não consegue superar. Das contradições que no passado solapavam a economia brasileira, passamos a outras de natureza diferente, mas nem por isso menos graves. Essas contradições se manifestam sobretudo, e agudamente, como vimos, na permanência, e até no agravamento da tendência ao desequilíbrio de nossas contas externas, embora apresentando-se agora sob novas formas, e implicando diretamente a ação imperialista. São as nossas relações financeiras com o sistema internacional do capitalismo – e nisso se distingue a nossa situação atual da do passado – que comandam o mecanismo das contas externas do país. Não são mais unicamente as vicissitudes da exportação brasileira, como ocorria anteriormente, que determinam o estado daquelas contas. E sim sobretudo e decisivamente os fluxos de capitais controlados do exterior e que sob diversas formas (inversões, financiamentos, empréstimos, amortizações, rendimentos etc.) se fazem num e noutro sentido em função dos interesses da finança internacional. Ou por fatores de ordem política que em última instância também se orientam por aqueles interesses”.PRADO, Jr. Caio. A revolução brasileira. São Paulo: Brasiliense, 1966.O Brasil produziu, na safra 2009/2010, 4,9 milhões de toneladas de trigo. Nos últimos três anos, consumiu 10,7 milhões de toneladas, grande parte delas importadas de outros países. O Brasil também é dependente de importações no que diz respeito a outros produtos de primeira necessidade, como o arroz irrigado e a cebola. Entre os motivos que levaram o Brasil a não ser autosuficiente na produção de alguns alimentos que consome, é correto afirmar que: - Ciências Humanas
Geografia
- Geografia Econômica
- Prova de 2010
- Faculdade Cásper Líbero
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: 12EABB6E-EC
Tomando como base a história do capitalismo brasileiro e o processo de globalização comparados com o texto abaixo (publicado originalmente em 1966), responda à questão.“Em conclusão, apesar das grandes transformações por que passou a economia brasileira, e que se vêm acentuando nestes últimos decênios, ela não logrou superar algumas de suas principais debilidades originárias, e libertar-se de sua dependência e subordinação no que respeita ao sistema econômico e financeiro internacional de que participa e em que figura em posição periférica e marginal. /.../ é um progresso que pela maneira como se realiza , ou se realizou até hoje, se anula em boa parte e se autolimita, encerrando-se em estreitas perspectivas. Isso porque se subordina a circunstâncias que, embora aparentemente distintas do antigo sistema colonial, guardam com esse sistema, na sua essência, uma grande semelhança. /.../ Em suma, /.../ o antigo sistema colonial em que se constituiu e evoluiu a economia brasileira, apesar de todo o progresso e as transformações realizadas, fundamentalmente se manteve, embora modificado e adotando formas diferentes. E o processo de integração econômica nacional, embora se apresente maduro para sua completa e definitiva eclosão, se mostra incapaz de chegar a termo e se debate em contradições que não consegue superar. Das contradições que no passado solapavam a economia brasileira, passamos a outras de natureza diferente, mas nem por isso menos graves. Essas contradições se manifestam sobretudo, e agudamente, como vimos, na permanência, e até no agravamento da tendência ao desequilíbrio de nossas contas externas, embora apresentando-se agora sob novas formas, e implicando diretamente a ação imperialista. São as nossas relações financeiras com o sistema internacional do capitalismo – e nisso se distingue a nossa situação atual da do passado – que comandam o mecanismo das contas externas do país. Não são mais unicamente as vicissitudes da exportação brasileira, como ocorria anteriormente, que determinam o estado daquelas contas. E sim sobretudo e decisivamente os fluxos de capitais controlados do exterior e que sob diversas formas (inversões, financiamentos, empréstimos, amortizações, rendimentos etc.) se fazem num e noutro sentido em função dos interesses da finança internacional. Ou por fatores de ordem política que em última instância também se orientam por aqueles interesses”.PRADO, Jr. Caio. A revolução brasileira. São Paulo: Brasiliense, 1966.Quando o autor afirma a existência de uma permanente “tendência ao desequilíbrio de nossas contas externas, embora apresentando-se agora sob novas formas” refere-se à posição subordinada em que o Brasil insere-se nas relações econômicas internacionais em dois momentos da história do país. Essa subordinação: