História
- Era Vargas – 1930-1954
- Prova de 2015
- Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: 51368334-DF
Prova
117 questões da prova de 2015 de Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação, em História, Conhecimentos Gerais, Inglês, Atualidades e mais matérias. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.


Considere a citação a seguir, atribuída ao estilista Yves Saint Laurent (1936 - 2008), para responder à questão.
It pains me physically to see a woman victimized, rendered pathetic, by fashion.
Yves Saint Laurent
Indique a alternativa que mais bem traduza a ideia da citação de Saint
Laurent:

Analise as informações atentamente para responder à questão:

O primeiro [dos cinco pilares do Islão, pelos quais os muçulmanos regem sua vida], o Ash-Shahadah (afi rmação da fé), defende que “Não há nenhum Deus senão Allah e Muhammad é o seu Profeta”. [...] A bandeira do Estado Islâmico é historicamente conhecida como “Bandeira Negra”, embora tenha adquirido várias formas ao longo do tempo. [...] O texto árabe inscrito nesta bandeira volta a ser o Ash-Shahadah, o primeiro pilar do Islão. Por baixo da frase está o Selo de Maomé, chamado Khataman-Nabiyyin. [...] Os jihadistas adotaram o Selo de Maomé para as suas bandeiras a partir de 2006. Possuir o carimbo do profeta de Allah nas bandeiras é, para o Estado Islâmico, uma forma de mostrar que Maomé “assina por baixo” as ações do grupo.
(PELARIGO, João Ferreira. Bandeiras islâmicas, simbologia e evolução. Disponível em: http://media.rtp.pt/blogs/estadoislamico/a-jihad-de-al-bagdadi/ bandeiras-islamicas-simbologia-e-evolucao_539. Acesso em: 29 ago. 2015, às 11h00.)
Desde o início de sua ofensiva, em 09 de junho [de 2014], o grupo jihadista Estado Islâmico avançou de forma exponencial. Beneficiados pela fraqueza e sectarismo do estado iraquiano e pela guerra civil síria, os radicais ganharam reforços e conquistaram novos territórios, propagaram o terror a partir da dizimação de minorias étnicas e chocaram o mundo com a execução de vítimas inocentes. [...] Antes chamado EIIL – estado Islâmico do Iraque e Levante – a organização hoje conhecida como Estado Islâmico surgiu como mais um grupo armado sunita radical contrário ao regime do governador Sírio Bashar al-Assad. Seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, [...] se aproveitou da racha entre sunitas e xiitas no Iraque e da guerra civil na Síria para angariar e unir rebeldes sunitas em comunidades locais e experientes militares do extinto exército de Saddam Hussein.
(MORAES, Mayara. Desvendando o Estado Islâmico. Disponível em: http://noticias.terra.com.br/mundo/desvende-o-estado-islamico/. Acesso em: 29 ago. 2015, às 11h15.)
Tomando por base as informações acima e o contexto de surgimento e atuação do Estado Islâmico, julgue as afirmativas.
I. Ao se utilizar do Selo do Profeta e de um dos pilares do Islão em sua bandeira, o EI procura justificar suas ações como sendo vontade de Muhammad (Maomé) e, consequentemente de Allah, demonstrando o caráter divino de sua existência.
II. O surgimento do EI pode ser associado a exploração do povo marginalizado por sucessivas guerras internas e governos tirânicos, como no Iraque e na Síria, e pela utilização de experientes militares expulsos das Forças Armadas iraquianas após a morte de Saddam Hussein.
III. As ações do EI demonstram, de forma definitiva, que o radicalismo e o fundamentalismo são características de toda a comunidade muçulmana, uma vez que todos os islâmicos apoiam suas táticas de terror.
Está (ão) correta (s):
Atente para as informações:

A Hungria começou a construir [em 13 de julho de 2015] um muro em sua fronteira com a Sérvia para deter o fluxo de migrantes sem precedentes. Cerca de 80 mil migrantes e refugiados chegaram à Hungria neste ano, quase 80% deles de países afetados pela guerra, como Síria, Iraque e Afeganistão. A maioria deles pede asilo, mas rapidamente vão para outros países mais ricos da União Europeia, como Alemanha e Suécia, antes que seus pedidos sejam resolvidos. [...] O muro terá 4 metros de altura e deve ser o primeiro a ser construído nas oito a dez áreas “mais expostas à pressão da imigração” ao longo da fronteira de 175 quilômetros entre Hungria e Sérvia.
(Hungria começa a construir muro na fronteira com a Sérvia. Disponível em: http://www.valor.com.br/internacional/4131894/ hungria-comeca-construir-muro-na-fronteira-com-servia.)
Se pensarmos em barreiras visíveis, a existência do Muro de Berlim é um acontecimento memorável. Foi construído em 1961 pela Alemanha Socialista (RDA) para impedir a fuga das pessoas insatisfeitas com o regime. [...] Esse muro não existe mais. Em 2015, porém, ainda vemos muitos outros [...] espalhados pelo mundo e tão ameaçadores quanto o próprio Muro de Berlim. [...] O muro localizado na fronteira dos Estados Unidos com o México tornou-se símbolo da política anti-imigração norte americana. Em 2002, Israel também começou a construir um muro de 760 quilômetros para se separar dos territórios da Cisjordânia.
(MANSANI, Tainá e PAIM, Augusto. Pela queda dos muros. In____Revista da Livraria Cultura, nº 97, agosto de 2015, p. 44-46.)
Da leitura das informações contidas nos fragmentos e analisando o
contexto por eles retratados, infere-se que a construção dos muros,
seja pela Alemanha, Hungria, EUA ou Israel:
Leia atentamente as informações para responder a questão:
Defying the Rules
Faceless slaves,
Your shields aren’t enough
For the furious swords
Look the reality
And think by yourself,
Is the world free?
Inside the dust and smoke
The roar of the engines
Is approaching
Threatening the Faceless
Lands again
Head way to truth,
From now they’ll call us
Masters of Fate
Fight till the end,
Defying the rules of the power
Desafiando as leis
Escravos de “Sem Face”,
Seus escudos não são suficientes
Para as espadas furiosas
Olhe a realidade
E pense por si mesmo,
Será que o mundo está livre?
Dentro da poeira e da fumaça
O rugido dos motores
Se aproxima
Ameaçando o “Sem Face”
Cair de novo
Avançar para a verdade
A partir de agora nos chamarão
Mestres do Destino
Lutar até o fim,
Desafiando as regras do poder

Manifestações, baixa popularidade, crise econômica, dólar em alta, escândalos, ameaça de impeachment, acusação de golpismo e de estelionato eleitoral, pedidos para que se respeite a democracia e as instituições. Esse enredo, que marcou o início do segundo mandato presidencial do tucano Fernando Henrique Cardoso, em 1999, se repete agora, com a presidente petista Dilma Rousseff. [...] Foi durante o segundo mandato que tanto FHC quanto Dilma superaram as taxas de rejeição e de reprovação do ex-presidente Fernando Collor. [...] Assim como hoje, as ruas também mandaram recados em 1999. [...] Se Dilma tem hoje o escândalo na Petrobras aguçando a crise política, FHC tinha os grampos do BNDES alimentando a sua. Em 1999, na esteira do caso do BNDES, o PT protocolou pedidos de impeachment alegando crime de responsabilidade. [...] Hoje, parte do PSDB, principal partido de oposição, estuda a viabilidade de um pedido de impeachment de Dilma [...].
(ENTINI, Carlos Eduardo. O mesmo enredo para dois governos. In____Jornal O Estado de São Paulo, 23 de agosto de 2015, caderno de política, p. A7.)
Tomando por base as informações anteriores, julgue os itens:
I. Os mesmos grupos que pressionaram o governo de FHC estão, hoje, pressionando o de Dilma Rousseff, o que demonstra que, independentemente de quem esteja no poder, uma conscientização política e um grande envolvimento da maior parte da população está acontecendo nos últimos anos, “desafiando as regras do poder”.
II. De acordo com a letra da música e com o fragmento do texto, independentemente de quem esteja no poder, o “Sem Face”, seu envolvimento em corrupção, política e econômica, pode levar a uma reação do povo e promover sua queda, ou, pelo menos, promover pressões sobre seu governo.
III. Ao contrário das manifestações contra FHC, as atuais pressões contra o governo de Dilma Rousseff contam com a participação das camadas mais humildes da sociedade, “ameaçando o ‘Sem Face’ cair
de novo”, por estarem descontentes com a falência dos projetos sociais que os auxiliam, como ocorreu no impeachment do ex-presidente Fernando Collor.
Está (ão) correto (s):
Leia as informações para responder a questão:

(SOUSA, Maurício de. A Independência da Turma, 2001. In____História em Quadrões com a Turma da Mônica. SP: Globo, 2010, p. 50.)
Quando se fala em Independência do Brasil, quase todo mundo se lembra do painel Independência ou Morte, que retrata a cena de 7 de setembro de 1822, às margens do ribeirão do Ipiranga, em São Paulo. Esta obra foi pintada por Pedro Américo de Figueiredo e Melo, em Florença, na Itália, entre 1886 e 1888 [...]. Esta paródia de seu quadro mais famoso mostra um raro momento em que o Cebolinha toma o coelhinho Sansão da Mônica.
(SOUSA, Maurício. Ob cit. p. 50.)
A respeito da paródia feita por Maurício de Sousa do famoso quadro Independência ou Morte, de Pedro Américo, julgue os itens:
I. A paródia é uma crítica às tentativas, ao longo da história do Brasil, de se criarem heróis nacionais, mascarando as verdadeiras realidades ocultas por trás das versões oficiais dos fatos.
II. A obra de Maurício de Sousa é um desrespeito à história do Brasil, uma vez que o quadro original mostra a verdadeira história da independência, que, como nele demonstrado, não excluiu nenhum grupo social de sua realização.
III. Por ter acesso às novas gerações de leitores, a obra de Maurício de Sousa pode ser entendida como uma tentativa de preservar a memória iconográfica brasileira, garantindo que estas gerações tenham acesso a obras clássicas, adaptadas à sua realidade cultural.
Está (ão) correto (s):
Leia o fragmento para responder à questão:
No início do período republicano no Brasil a criança respondia por crime a partir dos 9 anos de idade, mas até os 14 era julgada conforme sua capacidade de discernimento, que era avaliada por um juiz. Entre os 14 e 21 anos, a pena era mais branda do que as definidas para os adultos. Em 1921, a imputabilidade (a possibilidade de ser responsabilizado por um ato) passou a ser possível a partir dos 14 anos, e a capacidade de discernimento deixou de ser fator considerado. Até os 18 anos, o menor infrator era submetido a um processo e a medidas punitivas diferenciadas. Foi só em 1990, com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que a ênfase mudou. O ECA, que completou 25 anos em 2015, estabelece os direitos dos jovens até 18 anos no Brasil. O jovem brasileiro continua tendo responsabilidade penal a partir dos 12 anos – ou seja, ele é responsabilizado e punido por seus atos a partir desta idade, mas julgado sob parâmetros da justiça juvenil.
(Jovens infratores na mira da polêmica. In___Revista Guia do Estudante – Atualidades, 2º semestre de 2015. SP: Abril, 2015, p. 147-148.)
De acordo com as informações, e tomando por base as atuais discussões sobre a redução da maioridade penal, assinale a alternativa
correta:
