Física
- Cinemática
- Prova de 2016
- Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: 97CE67DB-E6
Prova
57 questões da prova de 2016 de Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação, em Física, Biologia, Geografia, História e mais matérias. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

Leia as informações:

(Imagem disponível em: http://professorlindomar.blogspot.com.br/ 2010/03/lisistrata-guerra-do-sexo.html. Acesso em: 11 ago. 2016, às 17h30.)
Atenas e uma coalisão de cidades-Estado gregas, lideradas por Esparta, estavam em guerra havia anos, e as mulheres estavam cansadas daquilo. Elas queriam seus maridos e filhos de volta. Então, a ateniense Lisístrata bolou um plano: as mulheres se negariam a fazer sexo com seus maridos até eles acabarem com a guerra.
(KICK, Russ (org.). Cânone gráfico – volume 1. SP: Barricada, 2014, p. 62.)
A peça do dramaturgo grego Aristófanes, Lisístrata, tem como pano de
fundo a série de guerras que opuseram as coalisões lideradas por Atenas e Esparta, durante o chamado Período Clássico da história grega,
entre os anos de 431 e 404 a.C. Assinale a alternativa na qual aparecem,
respectivamente, o nome do conjunto de guerras e uma de suas principais motivações.
Cientistas descobrem o que passa pela cabeça dos animais
(Alexandre Versignassi e Eduardo Szklarz)
[...] Para começar a entender como funciona a inteligência em mentes que não são de Homo sapiens, temos que compreender como elas percebem o mundo. Para os humanos, uma rosa é uma flor romântica. Para um besouro, ela é um território de caça. Um leopardo mal percebe que as rosas existem. Um cachorro não vai ligar pra ela, a menos que ela contenha xixi de outro cachorro ou tenha sido tocada pelo dono. Aí sim, ele vai dar à rosa um montão de significados.
“Enquanto somos seres visuais, os cães sentem a realidade com o focinho”, diz a psicóloga americana Alexandra Horowitz, especialista em comportamento animal. Ao cheirar um cafezinho, por exemplo, algumas pessoas conseguem saber se ele foi adoçado com uma colherinha de açúcar. Já um beagle consegue farejar uma colher de açúcar diluída numa quantidade de café equivalente a duas piscinas olímpicas.
Assim, o universo dos cachorros é um extrato de cheiros diferentes. Talvez por isso eles não liguem para a própria imagem no espelho. Mesmo que não concluam que a imagem é a deles, não sentem nenhum cheiro diferente, então não interpretam como sendo outro cachorro. Esse supernariz também lhes confere a habilidade de um detetive. Graças aos odores que você exala e às células epiteliais que deixa pelo caminho, seu cão sabe quase tudo sobre você: por onde andou, que objetos tocou, o que comeu, se beijou alguém ou se correu um pouco. Exceto a comida, claro, ele não se interessa pelos outros dados. O olfato do cão é capaz até de rastrear doenças em humanos, como mostra um recente estudo da Universidade Kyushi, no Japão. O labrador Marine, de 8 anos, detectou câncer de intestino ao cheirar o hálito e as fezes de pacientes. Tumores de pele, pulmão e bexiga também já foram farejados por cães em estudos anteriores. Mas nem vem, cachorrada: nossa capacidade de ler placas lá longe na estrada deixaria vocês morrendo de inveja.
[...] Golfinhos aprendem linguagens artificiais, como demonstrou o psicólogo Louis Herman, da Universidade do Havaí, EUA. Numa delas, palavras representadas por sons de computador formavam 2 mil frases. Quando os golfinhos ouviam “ESQUERDO BOLA BATER”, por exemplo, entendiam que era para bater na bola do lado esquerdo. E também compreendiam a ordem das palavras. Sabiam que o pedido “PRANCHA PESSOA ÁGUA” era para que levassem uma prancha a uma pessoa que estava na água. Já “PESSOA PRANCHA ÁGUA” era para levar a pessoa à prancha na água. Não existe diferença entre fazer isso e aprender um idioma. Ponto para os golfos.
Mas talvez nem eles sejam páreo para Chaser, uma border collie. A cadela aprendeu o nome de mais de mil objetos - a maioria brinquedos, mas tudo bem. Seu dono, um psicólogo, já nem conta mais quantas palavras ela sabe. Agora ele prefere lhe ensinar rudimentos de gramática. Então estamos de acordo: certos animais, quando treinados, conseguem compreender parte da linguagem humana. [...] a ideia de que eles praticamente não se comunicam entre si morreu faz tempo. Até as abelhas fazem isso: elas dançam para informar a distância e a direção das fontes de alimentos.
Golfinhos têm uma linguagem interna. Eles se comunicam por assobios e sinais corporais como saltos, tapas da cauda na água e fricção da mandíbula. Cada animal tem uma modulação única, o que lhe confere uma voz individual.
Kathleen Dudzinski, diretora do Dolphin Communication Project, escuta esses animais há quase 20 anos com aparelhos que registram a frequência e as nuances de sua linguagem. Mas admite que ainda falta muito para decifrá-la, sobretudo porque golfinhos nadam rápido e é difícil captar uma conversa entre vários animais debaixo d’água. Além disso, cada sinal varia conforme o contexto. Com os humanos é igual: dependendo da situação, uma pessoa que levanta a mão aberta quer dizer “tchau”, “pare” ou “custa R$ 5”. [...]
Golfinhos têm um lado sádico: se aproximam sorrateiramente de gaivotas que descansam na água, dão um caldo nelas e as liberam depois de mantê-las alguns segundos debaixo d’água, sofrendo.
Mas o macaco rhesus, um primata asiático com jeito de babuíno, está aí para redimir seus colegas aquáticos. Num estudo da Universidade Northwestern, EUA, os macacos precisavam apertar um botão para ganhar comida. Mas sempre que eles faziam isso outros rhesus levavam um choque (de leve, mas um choque). Alguns macacos não se importaram. Mas com outros foi diferente. O psicólogo americano Frans De Wall conta melhor: “Um macaco parou de apertar o botão por 12 dias depois de ver outro levar choque. Ele estava morrendo de fome para não causar sofrimento aos outros”. Pois é. Não precisa ser gente para pensar, se emocionar ou aproveitar a vida. Nem para ser gente fina.
[...]
(Adaptado de http://super.abril.com.br/ciencia/cientistas-descobrem-o-que-passapela-cabeca-dos-animais?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=f
acebook&utm_campaign=redesabril_super)
Releia o trecho abaixo:
O psicólogo americano Frans De Wall conta melhor: “Um macaco parou de apertar o botão por 12 dias depois de ver outro levar choque. Ele estava morrendo de fome para não causar sofrimento aos outros”. Pois é. Não precisa ser gente para pensar, se emocionar ou aproveitar a vida. Nem para ser gente fina.
Para tomar a decisão de passar fome, foi preciso que o macaco:



Leia o excerto abaixo:
Medalhista de Kosovo traz à tona lado político dos Jogos
“A judoca Majlinda Kelmendi, do Kosovo, chorou após o ouro neste domingo (7). O triunfo garantiu a primeira medalha do país, que só teve seu comitê olímpico nacional reconhecido pelo COI em 2014.
O caso é um exemplo de que, mais do que uma disputa entre atletas, os Jogos Olímpicos costumam refletir as tensões geopolíticas do mundo”.
(http://www1.folha.uol.com.br/esporte/olimpiada-no-rio/2016/08/1800102-
medalhista-de-kosovo-traza-tona-lado-politico-dos-jogos-confira-outros-casos.shtml)
Com base no texto acima, assinale a afirmativa correta:
ABOLICIONISMO: Movimento político internacional surgido no fim do século 18 com o propósito de abolir a escravatura nas Américas. Embora liderado principalmente por intelectuais humanistas e muitas vezes obedecendo a interesses políticos e econômicos, foi resultado das reações, ativas ou passivas, das próprias vítimas, desde o início do tráfico negreiro. Em todo o processo abolicionista, é importante ressaltar a atuação de militantes negros, muitos deles escravos, libertos ou filhos de escravos.
(LOPES, Nei. Dicionário escolar Afro-Brasileiro. SP: Selo Negro, 2015, p. 14.)
Tomando por base as informações contidas no fragmento, bem como o contexto das lutas abolicionistas no Brasil, desde o início da utilização da escravidão dos africanos até a abolição no final do século XIX, julgue os itens:
I. Mesmo tendo sido utilizado, em determinados momentos, por grupos políticos e econômicos, como forma de garantir seus interes- ses, o movimento abolicionista contou com grande participação dos próprios escravos, desde as lutas e resistências iniciais até a abolição.
II. Apesar da participação de grupos de escravos, libertos e filhos de escravos nas lutas pelo fim da escravidão, seu fim foi resultado da liderança da elite intelectual e econômica, uma vez que os negros não possuíam recursos para comandar tal processo.
III.A formação de quilombos, as fugas e a preservação de práticas culturais e religiosas trazidas da África, podem ser apontadas como forma de resistência dos negros desde os primórdios da escravidão africana no Brasil.
Está (ão) correto (s):
Atente para as informações:

(Detalhe da escultura em homenagem aos fundadores da cidade de São Paulo, retratando a índia Bartira, João Ramalho e um de seus 12 filhos. Obra de Luís Morrone, 1963. Disponível em: http://mubevirtual.com.br/ pt_br?Dados&area=ver&id=545. Acesso em: 12 ago. 2016, às 09h30.
João Ramalho foi abandonado no Brasil e, durante sua permanência no litoral, ouviu falar da influência que o cacique Tibiriçá [da tribo dos Guaianases] exercia nas várias etnias espalhadas pela região. [...] Ele estabeleceu contato, teve acesso à localização da tribo e finalmente conheceu a jovem M’bicy, filha do cacique Tibiriçá. [...] Depois do casamento com João Ramalho, M’bicy ficou conhecida como Bartira [...]. Por buscar reconhecimento social por parte dos colonizadores europeus, ela adotou, ainda, um nome cristão: Isabel Dias. Batizada, a índia assumiu uma postura extremamente católica, a exemplo do marido. Mãe de 12 filhos com o português, Bartira esteve por trás da fundação de importantes vilas que originaram cidades como Santo André, São Bernardo do Campo e São Paulo.
(RAMOS, Fábio Pestana e MORAIS, Marcus Vinicius. Eles formaram o Brasil. SP: Contexto, 2010, p. 34.
Com base nas informações acima e nos contatos entre europeus e nativos no início da colonização do Brasil, julgue os itens:
I. As informações apontam para a presença dos nativos do Brasil na formação cultural do país, bem como demonstram a adequação destes aos costumes dos europeus, como forma de reconhecimento social.
II. Apesar de inicialmente violentas, as relações entre europeus e nativos foram se pacificando gradativamente, até a eliminação dos atritos, como pode ser demonstrado pelo casamento e pela adequação dos índios aos costumes portugueses, apontados no fragmento.
III.A adoção de um nome europeu e a conversão ao catolicismo da índia M’bicy, demonstram o reconhecimento, por parte dos nativos, da superioridade da religião e dos costumes trazidos pelos portugueses ao Brasil.
Está (ão) correto (s):