Texto II

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Enunciado

Texto II


Certidão de óbito


Os ossos de nossos antepassados

colhem as nossas perenes lágrimas

pelos mortos de hoje.


Os olhos de nossos antepassados,

negras estrelas tingidas de sangue,

elevam-se das profundezas do tempo

cuidando de nossa dolorida memória.


A terra está coberta de valas

e a qualquer descuido da vida

a morte é certa.


A bala não erra o alvo, no escuro

um corpo negro bambeia e dança.

A certidão de óbito, os antigos sabem,

veio lavrada desde os negreiros.



EVARISTO, Conceição. Poemas da recordação e outros movimentos. Ed. Rio de Janeiro: Malê, 2017, p. 17.

A autora emprega ao poema um tom 

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Resposta Amemorialístico.

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