Quando morei na Lapa, um dia que atravessava o passeio público, ouvi que me chamavam: “Manuel!” Olhei para trás, havia uns vagos…

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Enunciado

    Quando morei na Lapa, um dia que atravessava o passeio público, ouvi que me chamavam: “Manuel!” Olhei para trás, havia uns vagos sujeitos nos bancos, nenhum veio ter comigo, continuei o meu caminho. Soube muito tempo depois que quem me tinha chamado havia sido ninguém menos do que Mario Quintana, o meu querido e admirado, lido e relido poeta gaúcho Mario Quintana, que nunca tivera a fortuna de “avistar” e não conhecia nem de fotografia. [...]

    "Sapato Florido". Uma história em três linhas. "Uma formiguinha atravessa, em diagonal, a página ainda em branco. Mas ele, aquela noite, não escreveu nada. Para quê? Se por ali já havia passado o frêmito e o mistério da vida…" A poesia, para Quintana, é isso: o frêmito e o mistério da vida. Em todos os quintanares se sente que passou a formiguinha.

    Já transcrevi duas coisas do "Sapato Florido". Poderia transcrever muitas outras, quase todas. É o livro de Quintana em que talvez haja mais o "humour" quintanesco, tão impregnado de ternura, de "far niente", de pueris milagres.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2025/11/manuel-bandeira-escreveu-sobre-a-obra-e-a-timidez-de-marioquintana.shtml. Acesso em: 28 nov. 2025.


Sobre as expressões em negrito no texto, assinale a alternativa correta. 

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Resposta AIdentificam um recurso estilístico do autor do texto para se referir informal e inovadoramente a Mario Quintana.

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