Leia o texto a seguir:
Vivemos progressivamente, em áreas urbanas divididas e tendentes ao conflito... Os resultados
são indelevelmente cáusticos sobre as formas espaciais de nossas cidades, que consistem
progressivamente em fragmentos fortificados, comunidades fechadas e espaços públicos
privatizados, mantidos sob constante vigilância. No desenvolvimento mundial, a cidade está se
dividindo em diferentes partes separadas, com aparente formação de muitos “microestados”.
Vizinhanças riquíssimas providas com todo tipo de serviços, como escolas exclusivas, campos de
golfe, quadras de tênis e patrulhamento privado da área em torno; área de medidores entrelaçados
com instalação ilegal, onde a água é disponível apenas em fontes públicas, sem sistema de
saneamento, a eletricidade é pirateada por poucos privilegiados, as estradas se tornam lamaçal
sempre que chove e onde as casas compartilhadas é a norma. Cada fragmento parece viver e
funcionar autonomamente, fixando firmemente ao que for possível na luta diária pela
sobrevivência.
David Harvey. O direito à cidade, 2012. Adaptado.
Os processos geográficos, que desencadeiam a conjuntura socioespacial descrita pelo autor,
correspondem
1. à estrutura intraurbana regida pelo movimento das contradições da reprodução ampliada do
capitalismo global.
2. ao capital monopolista urbano que agrava a diferenciação e faz emergir a cidade econômica em
acelerado processo de privatização dos espaços.
3. à rápida instalação do processo de verticalização urbana, relacionada com o processo de
periferização.
4. à implantação diferencial dos serviços coletivos que produzem as particularidades das
localizações e, consequentemente, as desigualdades urbanas.
5. ao esfacelamento generalizado das funções urbanas, disseminadas em zonas geograficamente
diferentes e cada vez mais especializadas.
Estão CORRETAS as afirmativas