Questões do ENEM: Linguagens e Escolas Literárias

Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

1.143 questões encontradas. Mostrando a página 41 de 58.

  • FB96363D-3B

    Literatura

    Escolas Literárias
    USP · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

                                         O OPERÁRIO NO MAR


          Na rua passa um operário. Como vai firme! Não tem blusa. No conto, no drama, no discurso político, a dor do operário está na sua blusa azul, de pano grosso, nas mãos grossas, nos pés enormes, nos desconfortos enormes. Esse é um homem comum, apenas mais escuro que os outros, e com uma significação estranha no corpo, que carrega desígnios e segredos. Para onde vai ele, pisando assim tão firme? Não sei. A fábrica ficou lá atrás. Adiante é só o campo, com algumas árvores, o grande anúncio de gasolina americana e os fios, os fios, os fios. O operário não lhe sobra tempo de perceber que eles levam e trazem mensagens, que contam da Rússia, do Araguaia, dos Estados Unidos. Não ouve, na Câmara dos Deputados, o líder oposicionista vociferando. Caminha no campo e apenas repara que ali corre água, que mais adiante faz calor. Para onde vai o operário? Teria vergonha de chamá-lo meu irmão. Ele sabe que não é, nunca foi meu irmão, que não nos entenderemos nunca. E me despreza... Ou talvez seja eu próprio que me despreze a seus olhos. Tenho vergonha e vontade de encará-lo: uma fascinação quase me obriga a pular a janela, a cair em frente dele, sustar-lhe a marcha, pelo menos implorar-lhe que suste a marcha. Agora está caminhando no mar. Eu pensava que isso fosse privilégio de alguns santos e de navios. Mas não há nenhuma santidade no operário, e não vejo rodas nem hélices no seu corpo, aparentemente banal. Sinto que o mar se acovardou e deixou-o passar. Onde estão nossos exércitos que não impediram o milagre? Mas agora vejo que o operário está cansado e que se molhou, não muito, mas se molhou, e peixes escorrem de suas mãos. Vejo-o que se volta e me dirige um sorriso úmido. A palidez e confusão do seu rosto são a própria tarde que se decompõe. Daqui a um minuto será noite e estaremos irremediavelmente separados pelas circunstâncias atmosféricas, eu em terra firme, ele no meio do mar. Único e precário agente de ligação entre nós, seu sorriso cada vez mais frio atravessa as grandes massas líquidas, choca-se contra as formações salinas, as fortalezas da costa, as medusas, atravessa tudo e vem beijar-me o rosto, trazer-me uma esperança de compreensão. Sim, quem sabe se um dia o compreenderei?


                                                                  Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do mundo.

    Embora o texto de Drummond e o romance Capitães da Areia, de Jorge Amado, assemelhem-se na sua especial atenção às classes populares, um trecho do texto que NÃO poderia, sem perda de coerência formal e ideológica, ser enunciado pelo narrador do livro de Jorge Amado é, sobretudo, o que está em:
    Escolha uma alternativa para a questão fb96363d-3b
  • FB7CB72C-3B

    Literatura

    Escolas Literárias
    USP · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

         E Jerônimo via e escutava, sentindo ir-se-lhe toda a alma pelos olhos enamorados.

         Naquela mulata estava o grande mistério, a síntese das impressões que ele recebeu chegando aqui: ela era a luz ardente do meio-dia; ela era o calor vermelho das sestas da fazenda; era o aroma quente dos trevos e das baunilhas, que o atordoara nas matas brasileiras; era a palmeira virginal e esquiva que se não torce a nenhuma outra planta; era o veneno e era o açúcar gostoso; era o sapoti mais doce que o mel e era a castanha do caju, que abre feridas com o seu azeite de fogo; ela era a cobra verde e traiçoeira, a lagarta viscosa, a muriçoca doida, que esvoaçava havia muito tempo em torno do corpo dele, assanhando-lhe os desejos, acordando-lhe as fibras embambecidas pela saudade da terra, picando-lhe as artérias, para lhe cuspir dentro do sangue uma centelha daquele amor setentrional, uma nota daquela música feita de gemidos de prazer, uma larva daquela nuvem de cantáridas que zumbiam em torno da Rita Baiana e espalhavam-se pelo ar numa fosforescência afrodisíaca.


                                                                                                                Aluísio Azevedo, O cortiço.

    Entre as características atribuídas, no texto, à natureza brasileira, sintetizada em Rita Baiana, aquela que corresponde, de modo mais completo, ao teor das transformações que o contato com essa mesma natureza provocará em Jerônimo é a que se expressa em:
    Escolha uma alternativa para a questão fb7cb72c-3b
  • FB776424-3B

    Literatura

    Escolas Literárias
    USP · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

         E Jerônimo via e escutava, sentindo ir-se-lhe toda a alma pelos olhos enamorados.

         Naquela mulata estava o grande mistério, a síntese das impressões que ele recebeu chegando aqui: ela era a luz ardente do meio-dia; ela era o calor vermelho das sestas da fazenda; era o aroma quente dos trevos e das baunilhas, que o atordoara nas matas brasileiras; era a palmeira virginal e esquiva que se não torce a nenhuma outra planta; era o veneno e era o açúcar gostoso; era o sapoti mais doce que o mel e era a castanha do caju, que abre feridas com o seu azeite de fogo; ela era a cobra verde e traiçoeira, a lagarta viscosa, a muriçoca doida, que esvoaçava havia muito tempo em torno do corpo dele, assanhando-lhe os desejos, acordando-lhe as fibras embambecidas pela saudade da terra, picando-lhe as artérias, para lhe cuspir dentro do sangue uma centelha daquele amor setentrional, uma nota daquela música feita de gemidos de prazer, uma larva daquela nuvem de cantáridas que zumbiam em torno da Rita Baiana e espalhavam-se pelo ar numa fosforescência afrodisíaca.


                                                                                                                Aluísio Azevedo, O cortiço.

    Em que pese a oposição programática do Naturalismo ao Romantismo, verifica-se no excerto – e na obra a que pertence – a presença de uma linha de continuidade entre o movimento romântico e a corrente naturalista brasileira, a saber, a
    Escolha uma alternativa para a questão fb776424-3b
  • 00B55E76-39

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Sobre o romance Inocência, de Visconde de Taunay, é CORRETO afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 00b55e76-39
  • CF3D2334-36

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão , analise as afirmativas sobre algumas obras da Literatura Brasileira Contemporânea, confrontando-as com as estatísticas retiradas do Projeto de Pesquisa “Mapeamento do Personagem na Literatura Contemporânea”, coordenado pela Profa. Regina Dalcastgnè (UnB).


    I. O protagonismo das personagens indígenas na literatura brasileira contemporânea vai ao encontro da sua representatividade em obras românticas, como O guarani, de José de Alencar.


    II. Diferentemente do narrador negro de Lavoura arcaica, de Raduan Nassar, a personagem, na posição de narrador, na sua absoluta maioria, é de cor branca.


    III. É possível perceber nos romances As meninas, de Lygia Fagundes Telles, e As parceiras, de Lya Luft, uma representação literária que evidencia uma hegemonia branca quanto às personagens na posição de protagonista, coadjuvante e narrador.


    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2014


    Está/Estão correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)

    Escolha uma alternativa para a questão cf3d2334-36
  • CF333D75-36

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão , leia o excerto do romance Jubiabá, de Jorge Amado.


    Foi quando o alemão voou para cima dele querendo acertar no outro olho de Balduíno. O negro livrou o corpo com um gesto rápido e como a mola de uma máquina que se houvesse partido distendeu o braço bem por baixo do queixo de Ergin, o alemão. O campeão da Europa central descreveu uma curva com o corpo e caiu com todo o peso.

    A multidão rouca aplaudia em coro:

    – BAL-DO... BAL-DO... BAL-DO...

    O juiz contava: – Seis... sete... oito...

    Antônio Balduíno olhava satisfeito o branco estendido aos seus pés.


    Com base no diálogo e na obra de Jorge Amado, considere as afirmativas.


    I. A luta entre Antônio Balduíno e Ergin pode ser interpretada como uma metáfora dos conflitos entre o branco europeu e o negro brasileiro.


    II. Ao longo dos seus diferentes romances, Jorge Amado constrói um projeto estético baseado principalmente na representação do intimismo e do lirismo.


    III. Nos romances Tereza Batista, cansada de guerra e Memorial de Maria Moura, o escritor baiano explora basicamente o universo erótico feminino em diferentes perspectivas sociais.


    IV. O romance Capitães de areia apresenta um detalhado quadro da marginalidade infantil urbana, ao retratar crianças de rua, como Pedro Bala, Sem Pernas e Pirulito.


    Está/Estão correta(s) a(s) afirmativa(s)

    Escolha uma alternativa para a questão cf333d75-36
  • CF2E757B-36

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão , leia o excerto do romance Viva o povo brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro.


    – O senhor sabe quem foi Dadinha, meu avô?

    – Então não sei? Não foi nada, não foi coisa nenhuma, foi uma velha gorda, corró, mentirosa, safadosa...

    – Não foi minha bisavó? Mãe de Turíbio Cafubá?

    – Mãe de... Quem é que está te contando essas coisas? Isso é negócio daquele velho broco Zé Pinto, eu vou pegar um cacete e tacar umas porretadas na cabeça dele, para ele deixar de ser abelhudo e enxerido, quem é que tá te contando essas coisas?

    – Por que o senhor não me conta também? O nome de minha mãe, o nome verdadeiro, era Naê? Quem foi o caboco Capiroba?

    – Caboco capiroba? E nunca teve nenhuns cabocos Capirobas, menina, nunca teve nada disso, isso é tudo lenda! Mas será possível que eu te mando para a escola com pensionato, te boto com a melhor professora, [...] e tu agora resolve crescer com rabo de cavalo, desaprender, se prepara pra ser uma nega preta veia, em vez de gente?


    Com base no texto e na obra de João Ubaldo Ribeiro, analise as afirmativas.


    I. A neta tem alguma consciência de suas raízes e procura conhecer sua genealogia.


    II. O avô recusa-se a falar dos antepassados da neta, pois considera o assunto vergonhoso.


    III. No seu romance Sargento Getúlio, João Ubaldo Ribeiro propõe um longo monólogo de um Sargento da Polícia Militar, aproximando-se esteticamente de uma variante caboclo-sertaneja, também presente em Guimarães Rosa.


    Está/Estão correta(s) a(s) afirmativa(s)

    Escolha uma alternativa para a questão cf2e757b-36
  • CF29C226-36

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão , leia o excerto do texto dramático O auto da Compadecida, de Ariano Suassuna.


    MANUEL – Sim, é Manuel, o Leão de Judá, o Filho de Davi. Levantem-se todos pois vão ser julgados.

    JOÃO GRILO – Apesar de ser um sertanejo pobre e amarelo, sinto que estou diante de uma grande figura. Não quero faltar com o respeito a uma pessoa tão importante, mas, se não me engano, aquele sujeito acaba de chamar o senhor de Manuel.

    MANUEL – Foi isso mesmo, João. Esse é um dos meus nomes, mas você pode me chamar também de Jesus, de Senhor, de Deus... Ele gosta de me chamar de Manuel ou Emanuel, porque assim quer se persuadir de que sou somente homem. Mas você, se quiser, pode me chamar de Jesus.

    JOÃO GRILO – Jesus?

    MANUEL – Sim.

    JOÃO GRILO – Mas espere, o senhor é que é Jesus?

    MANUEL – Sou.

    JOÃO GRILO – Aquele a quem chamavam Cristo?

    JESUS – A quem chamavam, não, que era Cristo. Sou, por quê?

    JOÃO GRILO – Porque... não é lhe faltando com o respeito não, mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado. [...] A cor pode não ser das melhores, mas o senhor fala bem que faz gosto. [...]

    MANUEL – Muito obrigado, João, mas agora é sua vez. Você é cheio de preconceito de raça. Vim hoje assim de propósito, porque sabia que ia despertar comentários. Que vergonha! Eu, Jesus, nasci branco e quis nascer judeu, como podia ter nascido preto. Para mim tanto faz um branco ou um preto. Você pensa que sou americano para ter preconceito de raça?


    Com base no diálogo e na obra literária de Ariano Suassuna, analise as afirmativas.


    I. João Grilo mostra-se desrespeitoso diante de um Jesus negro, que não corresponde às suas expectativas.


    II. Na sua fala, Manuel demostra que o valor das pessoas independe da cor da pele.


    III. O companheiro inseparável de João Grilo, Chicó, é um contador de estórias que se caracteriza como uma espécie de mentiroso ingênuo.


    IV. A obra dramática de Ariano Suassuna mostra-se alinhada a uma tradição literária ibérica que apresenta obras fundacionais, como o Auto da barca do Inferno, de Gil Vicente.


    Estão corretas as afirmativas

    Escolha uma alternativa para a questão cf29c226-36
  • CF17A259-36

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão , leia o trecho de O cortiço, de Aluísio de Azevedo, e preencha as lacunas.


    Bertoleza é que continuava na cepa torta, sempre a mesma crioula suja, sempre atrapalhada de serviço, sem domingo nem dia santo: essa, em nada, em nada absolutamente, participava das novas regalias do amigo: pelo contrário, à medida que ele galgava posição social, a desgraçada fazia-se mais e mais escrava e rasteira.


    A personagem Bertoleza em O cortiço, de Aluísio de Azevedo, representa o fatalismo_________ que se presentifica em muitas obras _________, pautadas pela forte influência de escritores franceses como _________.

    Escolha uma alternativa para a questão cf17a259-36
  • F5C13BF1-08

    Literatura

    Arcadismo
    UniCEUB · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa que contém apenas assertivas verdadeiras a respeito das escolas literárias brasileiras.
    I - A poesia romântica brasileira pode ser dividida em três gerações: 1ª geração: Nacionalista; 2ª geração: Ultrarromântica; 3ª geração: Condoreira.
    II - As características do Realismo são semelhantes às do Romantismo, pois em ambos os movimentos havia a idealização da mulher e o sentimentalismo exagerado.
    III - Algumas das principais características do Arcadismo são a busca por uma vida simples e a valorização da natureza. Thomas Antonio Gonzaga e Cláudio Manoel da Costa estão entre seus principais expoentes.
    Escolha uma alternativa para a questão f5c13bf1-08
  • F4CE2631-08

    Literatura

    Escolas Literárias
    UniCEUB · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Relacione as obras abaixo às respectivas escolas literárias e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

    ( ) CASA DE PENSÃO


        O quarto respirava todo um ar triste de desmazelo e boêmia. Fazia má impressão estar ali: o vômito de Amâncio secava-se no chão, azedando a ambiente; a louça, que servira ao último jantar, ainda coberta de gordura coalhada, aparecia dentro de uma lata abominável, cheia de contusões e comida de ferrugem. Uma banquinha, encostada à parede, dizia com o seu frio aspecto desarranjado que alguém estivera aí a trabalhar durante a noite, até que se extinguira a vela, cujas últimas gotas de estearina se derramavam melancolicamente pelas bordas de um frasco vazio de xarope Larose, que lhe fizera às vezes de castiçal. Num dos cantos amontoava-se roupa suja; em outro repousava uma máquina de fazer café, ao lado de uma garrafa de espírito de vinho. Nas cabeceiras das três camas e ao comprido das paredes, sobre jornais velhos e desbotados, dependuravam-se calças e fraques de casimira: em uma das ombreiras da janela havia umas lunetas de ouro, cuidadosamente suspensas de um prego. Por aqui e por ali pontas esmagadas de cigarro e cuspilhadas ressequidas. No meio do soalho, com o gargalo decepado, luzia uma garrafa.

    ( ) MEU ANJO

    Meu anjo tem o encanto, a maravilha
    Da espontânea canção dos passarinhos;
    Tem os seios tão alvos, tão macios
    Como o pelo sedoso dos arminhos.

    ...

    ( ) BEBA COCA COLA

    beba coca cola
    babe       cola
    beba coca
    babe cola caco
    caco
    cola

                c l o a c a
    1 - Romantismo
    2 - Naturalismo
    3 - Concretismo



    Escolha uma alternativa para a questão f4ce2631-08
  • F1EDF45A-08

    Literatura

    Escolas Literárias
    UniCEUB · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto para responder a questão.

                     Pronominais

    Dê-me um cigarro
    Diz a gramática
    Do professor e do aluno
    E do mulato sabido
    Mas o bom negro e o bom branco
    Da Nação Brasileira
    Dizem todos os dias
    Deixa disso camarada
    Me dá um cigarro

                                           Oswald de Andrade Sobre o Movimento Modernista, que teve em Oswald de Andrade um de seus principais representantes, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão f1edf45a-08
  • 76361793-06

    Literatura

    Escolas Literárias
    UniCEUB · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Relacione as obras abaixo às respectivas escolas literárias. A seguir, assinale a alternativa que as apresenta na sequência correta.

    ( ) VASO CHINÊS

    Estranho mimo aquele vaso! Vi-o,
    Casualmente, uma vez, de um perfumado
    Contador sobre o mármore luzidio,
    Entre um leque e o começo de um bordado
    .
    ..."

    ( ) ODE AO BURGUÊS

    “Eu insulto o burguês! O burguês-níquel,
    o burguês-burguês!
    A digestão bem-feita de São Paulo!
    O homem-curva! O homem-nádegas!
    O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
    é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!
    ..."


    ( ) SE EU MORRESSE AMANHÃ

    “Se eu morresse amanhã, viria ao menos
    Fechar meus olhos minha triste irmã;
    Minha mãe de saudades morreria
    Se eu morresse amanhã!
    ..."

    1 - Romantismo
    2 - Modernismo
    3 - Parnasianismo
    Escolha uma alternativa para a questão 76361793-06
  • 753C7FC3-06

    Literatura

    Escolas Literárias
    UniCEUB · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Sobre o Modernismo brasileiro, assinale a alternativa incorreta.
    Escolha uma alternativa para a questão 753c7fc3-06
  • AE3E94AB-FE

    Literatura

    Escolas Literárias
    FGV · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Caracteriza o Romantismo, na literatura brasileira,

    I o desejo de exprimir sentimentos como orgulho patriótico, considerado, então, algo de primordial importância;
    II a intenção de criar uma literatura independente, diversa, de identidade bem marcada;
    III a percepção da atividade literária como parte indispensável da tarefa patriótica de construção nacional.

    Está correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão ae3e94ab-fe
  • 6E7FAD8B-D5

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICAMP · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para a questão, considere os versos abaixo dos poemas “Sentimento do mundo” e “Noturno à janela do apartamento”, de Carlos Drummond de Andrade, ambos publicados no livro Sentimento do mundo.

    esse amanhecer
    mais noite que a noite.

    (Carlos Drummond de Andrade. Sentimento do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p.12.)

    Silencioso cubo de treva:
    um salto, e seria a morte.
    Mas é apenas, sob o vento,
    a integração na noite.

    Nenhum pensamento de infância,
    nem saudade nem vão propósito.
    Somente a contemplação
    de um mundo enorme e parado.

    A soma da vida é nula.
    Mas a vida tem tal poder:
    na escuridão absoluta,
    como líquido, circula.

    Suicídio, riqueza, ciência...
    A alma severa se interroga
    e logo se cala. E não sabe
    se é noite, mar ou distância.

    Triste farol da Ilha Rasa.
    (Idem, p. 71.)

    A visão de mundo do eu lírico em Drummond é marcada pela ironia e pela dúvida constante, cujo saldo final é negativo e melancólico (“Triste farol da Ilha Rasa”). Tal perspectiva assemelha-se à do
    Escolha uma alternativa para a questão 6e7fad8b-d5
  • 6CA3DB56-D5

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICAMP · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 6ca3db56-d5
  • 6BB7A858-D5

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICAMP · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para a questão, considere o fragmento abaixo, extraído de Vidas secas, de Graciliano Ramos.

    O pequeno sentou-se, acomodou-se nas pernas a cabeça da cachorra, pôs-se a contar-lhe baixinho uma história. Tinha um vocabulário quase tão minguado como o do papagaio que morrera no tempo da seca. Valia-se, pois, de exclamações e de gestos, e Baleia respondia com o rabo, com a língua, com movimentos fáceis de entender.
                                                                                  (Graciliano Ramos. Vidas secas. Rio de Janeiro: Record, 2012, p. 57.)

    No romance Vidas secas, a alteridade é construída ficcionalmente. Isso porque o narrador
    Escolha uma alternativa para a questão 6bb7a858-d5
  • 6ACE6ABA-D5

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICAMP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Para a questão, considere o fragmento abaixo, extraído de Vidas secas, de Graciliano Ramos.

    O pequeno sentou-se, acomodou-se nas pernas a cabeça da cachorra, pôs-se a contar-lhe baixinho uma história. Tinha um vocabulário quase tão minguado como o do papagaio que morrera no tempo da seca. Valia-se, pois, de exclamações e de gestos, e Baleia respondia com o rabo, com a língua, com movimentos fáceis de entender.

                                                                                  (Graciliano Ramos. Vidas secas. Rio de Janeiro: Record, 2012, p. 57.)

    Uma definição possível de alteridade é “a capacidade de se colocar no lugar do outro”. No excerto, o menino mais velho, após ter recebido um cocorote de sinhá Vitória, ao lhe ter feito uma pergunta sobre a palavra “inferno”, conta uma história para Baleia. Da leitura desse trecho, podemos concluir que
    Escolha uma alternativa para a questão 6ace6aba-d5
  • 69E1ED0A-D5

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICAMP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o seguinte excerto de Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis:

    Deixa lá dizer Pascal que o homem é um caniço pensante. Não; é uma errata pensante, isso sim. Cada estação da vida é uma edição, que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes.
                                                           (Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001, p.120.)

    Na passagem citada, a substituição da máxima pascalina de que o homem é um caniço pensante pelo enunciado “o homem é uma errata pensante” significa
    Escolha uma alternativa para a questão 69e1ed0a-d5