Questões do ENEM: Linguagens e nível muito fácil

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690 questões encontradas. Mostrando a página 11 de 35.

  • 9B4F2B12-31

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia um trecho do artigo “Quantos jovens sabem que o adjetivo ‘surreal’ deriva de um movimento centenário?”, do escritor e jornalista Sérgio Augusto, publicado em 25.02.2024.


        Quantos de nossos jovens saberão que o adjetivo “surreal”, por eles usado a torto e a direito para qualificar qualquer coisa que lhes pareça absurda, deriva de um dos movimentos de vanguarda mais controversos e influentes do século passado? Tão do século passado, que está fazendo 100 anos. O surrealismo, fruto de uma época quase tão conturbada quanto a nossa e também assolada por uma pandemia (a gripe espanhola), nasceu oficialmente em 1924, impulsionado pelo manifesto de André Breton.

       Nesse manifesto, Breton detonava o equilíbrio, o realismo (“hostil a todo impulso de liberação intelectual e moral” e refúgio dos medíocres), proclamava a prevalência absoluta do sonho, do inconsciente, do instinto e do desejo, pregava a renovação de todos os valores filosóficos, morais, políticos e científicos, preconizando uma nova maneira radical de ver as artes, o mundo – e a vida.

       “Não é o medo da loucura que nos vai obrigar a hastear a meio pau a bandeira da imaginação”, ameaçava Breton numa das melhores imprecações do manifesto, visceralmente antimilitarista (a Grande Guerra terminara seis anos antes) e anticlerical. Porém, esperançoso. Augurou que um dia a poesia decretasse o fim do dinheiro, utopia que a poesia não logrou, nem o Pix deverá consumar.


    (www.estadao.com.br. Adaptado.)
    Está empregado em sentido figurado o seguinte verbo sublinhado no artigo:
    Escolha uma alternativa para a questão 9b4f2b12-31
  • 9B4A2056-31

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Examine o cartum de Rafael Corrêa, publicado em sua conta no Instagram em 19.12.2020.



    Imagem da questão de Português, da prova de 2024


    Na construção do sentido de seu cartum, Rafael Corrêa mobiliza fundamentalmente uma figura de retórica e um conceito geográfico, a saber,




    Escolha uma alternativa para a questão 9b4a2056-31
  • 9B3CF3F3-31

    Português

    Morfologia - Verbos
    UNESP · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o conto “Passei por um sonho”, do escritor angolano José Eduardo Agualusa (1960- ).


    1   Começou com um sonho. Afinal, é como começa quase tudo. Justo Santana, enfermeiro de profissão, sonhou um pássaro.

          — Passei por um sonho — disse à mulher quando esta acordou —, e vi um pássaro.

          A mulher quis saber que espécie de pássaro, mas Justo Santana não foi capaz de precisar. Era um pássaro grande, grave, branco como um ferro incandescente, e com umas asas ainda mais brilhosas, que o dito pássaro usava sempre abertas, de tal maneira que fazia lembrar Jesus Cristo pregado na cruz.

         — Fui sonhado por ti — disse-lhe o pássaro —, com o fim de esclarecer o espírito dos Homens e de trazer a liberdade a este pobre país.

    5   O discurso do pássaro assustou o enfermeiro, homem simples, tímido, avesso a confrontos, e sem qualquer vocação para a política.

          — Foi apenas um sonho — disse à mulher —, um sonho estúpido.

         Na noite seguinte, porém, o pássaro voltou a aparecer- -lhe. Estava ainda mais branco, mais trágico, e parecia aborrecido com o desinteresse do enfermeiro:

           — Ordeno-te que vás por esse país fora e digas a todos os homens que se preparem para um mundo novo. Os brancos vão partir e os pretos ocuparão as casas, os palácios, as igrejas e os quartéis, e a liberdade há de reinar para sempre.

          Dizendo isto sacudiu as asas e as suas penas espalharam-se pelo quarto:

    10  — Com estas minhas penas hás de curar os enfermos — disse o pássaro —, e assim até os mais incrédulos acreditarão em ti e seguirão os teus passos.

        Quando Justo Santana despertou o quarto brilhava com o esplendor das penas. Na manhã desse mesmo dia o enfermeiro serviu-se de uma delas para curar um homem com elefantíase e à tardinha devolveu a vista a um cego. Passado apenas um mês a sua fama de santo e milagreiro já se espalhara muito para além das margens do Rio Zaire e à porta da sua casa ia crescendo uma multidão de padecentes. [...]

       Justo Santana colocava na boca dos enfermos uma pena do pássaro, como se fosse uma hóstia, e estes imediatamente ganhavam renovado alento. Enquanto fazia isto o enfermeiro repetia os discursos do pássaro, incapaz de compreender a fúria daquelas palavras e o alcance delas. Todas as noites sonhava com a ave e todas as noites esta o forçava a decorar um discurso novo, após o que sacudia as asas, espalhando pelo ar morto do quarto as penas milagrosas:

         — Se esse pássaro continuar assim tão generoso — disse Justo Santana à mulher —, ainda o veremos transformado numa alma despenada.

         Isto durou um ano. Então, numa manhã de cacimbo1 , apareceram quatro soldados à porta da casa, afastaram com rancor a multidão de desvalidos, e levaram Justo Santana. O infeliz foi acusado de fomentar o terrorismo e a sublevação, e desterrado para uma praia remota, em pleno deserto do Namibe, onde passou a exercer o ofício de faroleiro.

    15 Quando o encontrei, muitos anos depois, em Luanda2 , ele falou-me desse desterro com nostalgia:

          — Foi a melhor época da minha vida.

          Encontrei-o doente, estendido numa larga cama de ferro, sob lençóis muito brancos. No quarto havia apenas a cama e um pequeno crucifixo preso à parede. Na sala ao lado os devotos rezavam murmurosas ladainhas. Aquela era a sede da Igreja do Divino Espírito. Não tinha sido nada fácil chegar até junto do enfermeiro: os seus seguidores guardavam-no corno a uma relíquia — na verdade mantinham-no preso ali, naquele quarto, quase isolado do mundo, desde 19753.

         A melhor época da vida de Justo Santana terminou de forma trágica, numa noite de tempestade, quando um bando de aves migratórias caiu sobre o farol. Enlouquecidas pela luz as avezinhas batiam contra o cristal até quebrarem as asas, sendo depois arrastadas pelo vento. Isto está sempre a acontecer. Milhares de aves migratórias morrem todos os anos traídas pelo fulgor dos faróis. Naquela noite, desrespeitando as normas, Justo Santana foi em socorro das aves e desligou o farol. Teve pouca sorte: um barco com tropas, de regresso à metrópole, perdeu-se na escuridão e encalhou na praia. Dessa vez o enfermeiro foi julgado, condenado a quinze anos de prisão, e enviado para o Tarrafal4 , em Cabo Verde. Foi solto com a Revolução de Abril5 e regressou a Angola.

         Quando o visitei, antes de me ir embora, quis saber se o pássaro ainda lhe frequentava os sonhos. Ele olhou em redor para se certificar de que estávamos sozinhos:

    20   — Estrangulei-o — segredou com um sorriso cúmplice —, mas enquanto eu for vivo não conte isto a ninguém.

    (Rita Chaves (org.).
    Contos africanos dos países de língua portuguesa, 2009.)


    1cacimbo: estação com elevado índice de umidade caracterizada pela descida gradual da temperatura e pelo aumento da nebulosidade.

    2 Luanda: capital de Angola.

    3Angola tornou-se um país independente em 1975.

    4Tarrafal: antiga colônia penal portuguesa.

    5Ocorrida em 25 de abril de 1974, a Revolução de Abril, também conhecida como Revolução dos Cravos, restabeleceu a democracia em Portugal, abrindo caminho para o processo de descolonização dos países da África.
    “— Se esse pássaro continuar assim tão generoso — disse Justo Santana à mulher —, ainda o veremos transformado numa alma despenada.” (13o parágrafo)

    Ao se transpor esse trecho para o discurso indireto, os termos sublinhados assumem as seguintes formas:
    Escolha uma alternativa para a questão 9b3cf3f3-31
  • 9B3A2DE6-31

    Português

    Morfologia
    UNESP · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o conto “Passei por um sonho”, do escritor angolano José Eduardo Agualusa (1960- ).


    1   Começou com um sonho. Afinal, é como começa quase tudo. Justo Santana, enfermeiro de profissão, sonhou um pássaro.

          — Passei por um sonho — disse à mulher quando esta acordou —, e vi um pássaro.

          A mulher quis saber que espécie de pássaro, mas Justo Santana não foi capaz de precisar. Era um pássaro grande, grave, branco como um ferro incandescente, e com umas asas ainda mais brilhosas, que o dito pássaro usava sempre abertas, de tal maneira que fazia lembrar Jesus Cristo pregado na cruz.

         — Fui sonhado por ti — disse-lhe o pássaro —, com o fim de esclarecer o espírito dos Homens e de trazer a liberdade a este pobre país.

    5   O discurso do pássaro assustou o enfermeiro, homem simples, tímido, avesso a confrontos, e sem qualquer vocação para a política.

          — Foi apenas um sonho — disse à mulher —, um sonho estúpido.

         Na noite seguinte, porém, o pássaro voltou a aparecer- -lhe. Estava ainda mais branco, mais trágico, e parecia aborrecido com o desinteresse do enfermeiro:

           — Ordeno-te que vás por esse país fora e digas a todos os homens que se preparem para um mundo novo. Os brancos vão partir e os pretos ocuparão as casas, os palácios, as igrejas e os quartéis, e a liberdade há de reinar para sempre.

          Dizendo isto sacudiu as asas e as suas penas espalharam-se pelo quarto:

    10  — Com estas minhas penas hás de curar os enfermos — disse o pássaro —, e assim até os mais incrédulos acreditarão em ti e seguirão os teus passos.

        Quando Justo Santana despertou o quarto brilhava com o esplendor das penas. Na manhã desse mesmo dia o enfermeiro serviu-se de uma delas para curar um homem com elefantíase e à tardinha devolveu a vista a um cego. Passado apenas um mês a sua fama de santo e milagreiro já se espalhara muito para além das margens do Rio Zaire e à porta da sua casa ia crescendo uma multidão de padecentes. [...]

       Justo Santana colocava na boca dos enfermos uma pena do pássaro, como se fosse uma hóstia, e estes imediatamente ganhavam renovado alento. Enquanto fazia isto o enfermeiro repetia os discursos do pássaro, incapaz de compreender a fúria daquelas palavras e o alcance delas. Todas as noites sonhava com a ave e todas as noites esta o forçava a decorar um discurso novo, após o que sacudia as asas, espalhando pelo ar morto do quarto as penas milagrosas:

         — Se esse pássaro continuar assim tão generoso — disse Justo Santana à mulher —, ainda o veremos transformado numa alma despenada.

         Isto durou um ano. Então, numa manhã de cacimbo1 , apareceram quatro soldados à porta da casa, afastaram com rancor a multidão de desvalidos, e levaram Justo Santana. O infeliz foi acusado de fomentar o terrorismo e a sublevação, e desterrado para uma praia remota, em pleno deserto do Namibe, onde passou a exercer o ofício de faroleiro.

    15 Quando o encontrei, muitos anos depois, em Luanda2 , ele falou-me desse desterro com nostalgia:

          — Foi a melhor época da minha vida.

          Encontrei-o doente, estendido numa larga cama de ferro, sob lençóis muito brancos. No quarto havia apenas a cama e um pequeno crucifixo preso à parede. Na sala ao lado os devotos rezavam murmurosas ladainhas. Aquela era a sede da Igreja do Divino Espírito. Não tinha sido nada fácil chegar até junto do enfermeiro: os seus seguidores guardavam-no corno a uma relíquia — na verdade mantinham-no preso ali, naquele quarto, quase isolado do mundo, desde 19753.

         A melhor época da vida de Justo Santana terminou de forma trágica, numa noite de tempestade, quando um bando de aves migratórias caiu sobre o farol. Enlouquecidas pela luz as avezinhas batiam contra o cristal até quebrarem as asas, sendo depois arrastadas pelo vento. Isto está sempre a acontecer. Milhares de aves migratórias morrem todos os anos traídas pelo fulgor dos faróis. Naquela noite, desrespeitando as normas, Justo Santana foi em socorro das aves e desligou o farol. Teve pouca sorte: um barco com tropas, de regresso à metrópole, perdeu-se na escuridão e encalhou na praia. Dessa vez o enfermeiro foi julgado, condenado a quinze anos de prisão, e enviado para o Tarrafal4 , em Cabo Verde. Foi solto com a Revolução de Abril5 e regressou a Angola.

         Quando o visitei, antes de me ir embora, quis saber se o pássaro ainda lhe frequentava os sonhos. Ele olhou em redor para se certificar de que estávamos sozinhos:

    20   — Estrangulei-o — segredou com um sorriso cúmplice —, mas enquanto eu for vivo não conte isto a ninguém.

    (Rita Chaves (org.).
    Contos africanos dos países de língua portuguesa, 2009.)


    1cacimbo: estação com elevado índice de umidade caracterizada pela descida gradual da temperatura e pelo aumento da nebulosidade.

    2 Luanda: capital de Angola.

    3Angola tornou-se um país independente em 1975.

    4Tarrafal: antiga colônia penal portuguesa.

    5Ocorrida em 25 de abril de 1974, a Revolução de Abril, também conhecida como Revolução dos Cravos, restabeleceu a democracia em Portugal, abrindo caminho para o processo de descolonização dos países da África.
    Observa-se o emprego de palavra formada com prefixo que exprime ideia de negação no trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão 9b3a2de6-31
  • C2BCD003-30

    Português

    Conjunções: Relação de causa e consequência
    Centro Universitário FAESA · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Captura_de tela 2025-05-16 092954.png (445×137)

    https://crb6.org.br/materias/charge-armandinho-4/


    "Às vezes são caros, mas e daí?!"


    O termo sublinhado é, morfologicamente, classificado como conjunção.

    Nesse fragmento, a conjunção em destaque apresenta valor semântico que:
    Escolha uma alternativa para a questão c2bcd003-30
  • 8CCE90AC-0E

    Literatura

    Modernismo: Tendências contemporâneas
    UFPR · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Considere o seguinte texto:


    Eu deixei o leito as 3 da manhã porque quando a gente perde o sono começa pensar nas miserias que nos rodeia […] Deixei o leito para escrever. Enquanto escrevo vou pensando que resido num castelo cor de ouro que reluz na luz do sol. Que as janelas são de prata e as luzes de brilhantes. Que a minha vista circula no jardim e eu contemplo as flores de todas as qualidades […] É preciso criar este ambiente de fantasia, para esquecer que estou na favela.
    Fiz o café e fui carregar agua. Olhei o céu, a estrela Dalva já estava no céu. Como é horrível pisar na lama.


    Jesus, C. M. de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2014. p. 58.


    Com base na leitura desse fragmento de Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus, e na integralidade da leitura do livro, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 8cce90ac-0e
  • 8CB8B058-0E

    Português

    Coesão e coerência
    UFPR · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Observe as formulações abaixo, extraídas de questões de processos seletivos:


    1. Uma das etapas do processo de reciclagem de plásticos é a separação de diferentes polímeros. Um dos métodos mais empregados consiste na separação por densidade. Uma amostra contendo diferentes polímeros é triturada e colocada num líquido. Os plásticos mais densos que o líquido afundam e os menos densos flutuam, permitindo a separação.


    2. Dois tipos de transporte que podem acontecer nas membranas plasmáticas são o transporte passivo e o transporte ativo. O primeiro pode acontecer por simples difusão do elemento a ser transportado através da bicamada lipídica da membrana. o transporte ativo sempre depende de proteínas que atravessam a membrana, às quais o elemento a ser transportado se liga, desligando-se posteriormente do outro lado da membrana.



    Assinale a alternativa que substitui, respectiva e adequadamente, os itens grifados em cada um dos enunciados, respeitando o nexo sintático-semântico:
    Escolha uma alternativa para a questão 8cb8b058-0e
  • 8CB6189C-0E

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Entenda os juros

    Juros são o valor do dinheiro no tempo. Ou seja, funcionam como se fossem o aluguel do dinheiro. Os bancos e outras instituições financeiras fazem a intermediação entre quem tem dinheiro (poupador ou investidor) e quem precisa de dinheiro (tomador ou devedor). Se você é um poupador/investidor, o dinheiro que você aplicou na instituição financeira será emprestado ao tomador/devedor, que pagará o valor, mais juros ao banco. O banco, por sua vez, fica com parcela do valor pago como remuneração e devolve a você a quantia com juros no momento futuro, conforme combinado.

    O tomador vai devolver ao banco um valor superior ao que tomou emprestado e o poupador vai receber um montante maior do que o investido.


    Taxa de juros
    É o preço do “aluguel” do dinheiro por um período de tempo; percentual calculado pela divisão dos juros contratados pelo capital emprestado/poupado.
    Se os juros cobrados pelo empréstimo de R$1.000 durante um ano forem R$80, significa que o tomador pagou uma taxa de juros de 8% a.a. (ao ano). O cálculo é feito da seguinte forma: juros/capital, ou seja 80/1.000 = 8/100 por ano = 8% a.a.
    Por outro lado, considere o cenário em que um investimento de R$ 1.000 renda à taxa de juros de 5% a.a. (ao ano). Assim, o investidor receberá R$5 por cada R$100 investidos (5/100) durante um ano, o que, ao final do período, totalizará o montante de R$1.050.


    Disponível em: https://www.bcb.gov.br/cidadaniafinanceira/entendajuro.
    Analise a seguinte situação:


      Você investiu R$ 3.500,00 em uma instituição financeira, com uma taxa de juros de 8% ao ano.


    Assinale a alternativa que define o valor do lucro após um ano.
    Escolha uma alternativa para a questão 8cb6189c-0e
  • 8CAE7ED1-0E

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Tragédia no RS apaga pessoas negras e escancara racismo ambiental


    No início dos anos 2000, viajei a Mato Grosso do Sul para participar de um evento universitário. Lembro que na época eu causei espanto em alguns participantes ao dizer que eu era de Porto Alegre. A surpresa vinha acompanhada de um questionamento: “Não sabia que tinha negros no Rio Grande Sul”. Ao longo dos anos experimentei essa reação diversas vezes, em contextos e lugares diferentes.

    Essa percepção faz parte de um senso comum bastante arraigado no Brasil, e é fruto de um projeto de embranquecimento e apagamento das comunidades negras no estado. Um projeto bem-sucedido que há séculos invisibiliza não só a presença de pessoas negras, como também sua contribuição crucial na construção do estado.

    O imaginário popular é este: o Rio Grande do Sul é branco, constituído por uma grande colônia alemã, de ares europeus, lugar em que os moradores nem falam português. Um estereótipo que é reforçado pelas imagens dos municípios como Gramado e Canela, com seus chalés, fábricas de chocolates, vinhos e cafés coloniais.

    Obviamente que existe uma inegável contribuição da colonização europeia na formação do estado, no entanto, o que se coloca aqui é a supervalorização dessa cultura e o apagamento de outras.

    Segundo dados do próprio governo do estado, o Rio Grande do Sul tem uma população negra de 21%. Os levantamentos também mostram que os negros são os mais pobres, ganham salários mais baixos e têm menos acesso à educação e à saúde quando comparados aos brancos. Além disso, a representatividade na política é pequena: apenas na última eleição foi eleita a primeira bancada negra de Porto Alegre.

    As enchentes no Rio Grande do Sul revelam a existência de uma segregação racial no estado. A tragédia atingiu de maneira significativa a região metropolitana de Porto Alegre, por exemplo, um lugar onde reside grande parte da população negra e periférica.

    Portanto, são comunidades inteiras pertencentes a uma classe operária, que ocupam áreas de risco e que estão propensas a serem as primeiras vítimas das catástrofes climáticas.

    Não se pode falar em reconstrução de um estado sem levar em consideração os efeitos do racismo ambiental. A reconstrução deve se dar num contexto compreendendo que, historicamente, as comunidades periféricas, negras, quilombolas e indígenas não tiveram acesso a serviços básicos como saneamento, água potável, luz, acesso à internet, saúde e educação de qualidade.

    As enchentes escancararam o racismo ambiental, portanto, será preciso dar atenção ainda maior às desigualdades raciais para uma reconstrução justa e humana.


    Disponível em: https://www.geledes.org.br/tragedia-no-rs-apaga-pessoas-negras-e-escancara-racismo-ambiental. Adaptado. 
    Assinale a alternativa que sintetiza a experiência relatada em primeira pessoa, no primeiro parágrafo.
    Escolha uma alternativa para a questão 8cae7ed1-0e
  • 8CAB831D-0E

    Português

    Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
    UFPR · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Tragédia no RS apaga pessoas negras e escancara racismo ambiental


    No início dos anos 2000, viajei a Mato Grosso do Sul para participar de um evento universitário. Lembro que na época eu causei espanto em alguns participantes ao dizer que eu era de Porto Alegre. A surpresa vinha acompanhada de um questionamento: “Não sabia que tinha negros no Rio Grande Sul”. Ao longo dos anos experimentei essa reação diversas vezes, em contextos e lugares diferentes.

    Essa percepção faz parte de um senso comum bastante arraigado no Brasil, e é fruto de um projeto de embranquecimento e apagamento das comunidades negras no estado. Um projeto bem-sucedido que há séculos invisibiliza não só a presença de pessoas negras, como também sua contribuição crucial na construção do estado.

    O imaginário popular é este: o Rio Grande do Sul é branco, constituído por uma grande colônia alemã, de ares europeus, lugar em que os moradores nem falam português. Um estereótipo que é reforçado pelas imagens dos municípios como Gramado e Canela, com seus chalés, fábricas de chocolates, vinhos e cafés coloniais.

    Obviamente que existe uma inegável contribuição da colonização europeia na formação do estado, no entanto, o que se coloca aqui é a supervalorização dessa cultura e o apagamento de outras.

    Segundo dados do próprio governo do estado, o Rio Grande do Sul tem uma população negra de 21%. Os levantamentos também mostram que os negros são os mais pobres, ganham salários mais baixos e têm menos acesso à educação e à saúde quando comparados aos brancos. Além disso, a representatividade na política é pequena: apenas na última eleição foi eleita a primeira bancada negra de Porto Alegre.

    As enchentes no Rio Grande do Sul revelam a existência de uma segregação racial no estado. A tragédia atingiu de maneira significativa a região metropolitana de Porto Alegre, por exemplo, um lugar onde reside grande parte da população negra e periférica.

    Portanto, são comunidades inteiras pertencentes a uma classe operária, que ocupam áreas de risco e que estão propensas a serem as primeiras vítimas das catástrofes climáticas.

    Não se pode falar em reconstrução de um estado sem levar em consideração os efeitos do racismo ambiental. A reconstrução deve se dar num contexto compreendendo que, historicamente, as comunidades periféricas, negras, quilombolas e indígenas não tiveram acesso a serviços básicos como saneamento, água potável, luz, acesso à internet, saúde e educação de qualidade.

    As enchentes escancararam o racismo ambiental, portanto, será preciso dar atenção ainda maior às desigualdades raciais para uma reconstrução justa e humana.


    Disponível em: https://www.geledes.org.br/tragedia-no-rs-apaga-pessoas-negras-e-escancara-racismo-ambiental. Adaptado. 
    Considere as seguintes afirmativas:

    1. As condições sociais da periferia de Porto Alegre foram a principal causa das enchentes.
    2. A população negra do Rio Grande do Sul forma a maior parte da população do estado.
    3. A reconstrução humana e justa do Rio Grande do Sul poderá combater o racismo ambiental.
    4. O autor do texto não sabia que havia negros no Rio Grande do Sul.

    Assinale a alternativa correta. 
    Escolha uma alternativa para a questão 8cab831d-0e
  • A92E0599-04

    Português

    Ortografia
    UFGD · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Resiliência


    Se meus fracassos não ensinassem tanto

    Se minhas lágrimas não põem à prova

    Acho que o segredo de vencer na vida

    Talvez é compreender sua dor de agora


    Ninguém nasceu no topo da montanha

    E a escalada sempre vai ser árdua

    Só aquele que resistir o processo

    Vai ter direito a vista mais fantástica


    O melhor peixe é o que você pesca

    A melhor caça é a que você caça

    O alívio vale seu suor da testa

    Porque o que vem de graça é mais sem graça


    Nem sempre o mais caro é o que presta

    O vinho bom não valoriza a taça

    Uma atitude dispensa promessa

    E o mais certo é que um dia tudo passa


    Eu já consigo enxergar

    O que é meu, vou buscar

    Eles não vão me parar


    Logo eu?

    Filho de dona Niece

    Cria das ruas do agreste

    Deus que me dera isso aqui


    Disponível em: https://www.letras.mus.br/tribo-da-periferia/resiliencia/. Acesso em: 29 jun. 2024 (fragmento).



    Com base no trecho da música Resiliência, do grupo de RAP brasiliense Tribo da Periferia, o sofrimento é compreendido como

    Escolha uma alternativa para a questão a92e0599-04
  • A923F4F4-04

    Português

    Interpretação de Textos
    UFGD · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Que Horas Ela Volta? (2015), com direção de Anna Muylaert, aborda de maneira profunda e crítica a questão das relações de classe no Brasil. O filme traz a história de Val, que trabalha para uma família de classe alta em São Paulo, e da nova dinâmica após a chegada de sua filha.



    Imagem da questão de Português, da prova de 2024


    Fonte: QUE HORAS ELA VOLTA?. Direção de Anna Muylaert. Rio de Janeiro: África Filmes; Globo Filmes, 1995.



    Analise as cenas apresentadas e assinale a alternativa correta sobre as discussões suscitadas pela referida obra cinematográfica.

    Escolha uma alternativa para a questão a923f4f4-04
  • C8764E33-03

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UECE · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    T E X T


    The word ‘viral’ has lost its meaning



          The nature of virality has shifted radically over the past decade as the internet has fractured into uncounted disparate algorithms, platforms, and niche communities. The volume of content being churned out every day has skyrocketed, the life cycle of each piece of media has grown shorter and social media platforms continue to inflate public metrics, devaluing previously impressive online stats.


            All of these factors have rendered the term “viral” nearly meaningless, say experts, and have led to a condition we’ll call “viralflation.” The term speaks to the diminished meaning of virality. If everything is labeled viral, then is nothing viral?


           “Back in the day, 1 million views was the thing,” said Marcus Stringer, a partner manager at Social Blade, a social media analytics platform. “That meant you’d gone viral, and you’d get picked up by news agencies around the world. Now, tens of millions of views is the norm for top YouTube channels. Soon, 20 million views will eventually become the norm.”


          “Because the concept of virality has been so watered down, truly viral pieces of content must reach hundreds of millions of people at a scale that’s increasingly unattainable for anyone but MrBeast,” said Lara Cohen, vice president of partners and business development at Linktree, a platform that allows creators to aggregate links to their social media profiles on one page. MrBeast is the internet name of Jimmy Donaldson, YouTube’s most watched creator.


            A decade and a half ago, there was a clear delineation between viral content and the vast majority of media that users would encounter every day. The internet was smaller, and most sharing was manual (people emailing and messaging links to each other) or via early internet aggregators such as sites like Digg and StumbleUpon.


             Viral content emerged slowly, so the life span of a viral video was long. Some content remained viral for up to a year, worming its way through the internet as it gained traction. When social media platforms began to switch to algorithmic feeds optimized for engagement in the mid 2010s, the viral content cycle accelerated, experts said. Brands began recognizing the power of virality and started to attempt to manufacture it. Content creators joined engagement groups where they’d reshare each other’s content in attempts to force virality.


           Platforms themselves also began to realize the power of virality and sought to generate it, or at least generate the appearance of it. This was the beginning of the era of viralflation. Facebook helped lower the industry-wide threshold for what counted as a video view, and began inflating view counts on various Facebook videos in an effort to make them appear more viral than they were.


          Then TikTok broke into the mainstream in 2020, lowering the bar even further for what counted as a “view.” While a view on Facebook counts after three seconds of watch time, a view on TikTok is simply an impression, meaning the video was served to a user for at least a fraction of a second on screen. According to the company, TikTok also counts each loop of the video as a view, allowing videos to rake in massive view counts.


           “The speed at which we cycle through trends and sort of moments of virality on the internet is faster now largely because of TikTok,” Cohen said. This has created an arms race among tech platforms to see which could inflate metrics the most. There’s been an incentive to have these numbers look bigger because they look better to advertisers, so there’s a financial incentive to cause this viral inflation.


           A new class of content creators also has raised the bar for what’s considered viral. “When MrBeast started to explode, things really started to change in the landscape,” Stringer said. “People didn’t consider [earlier metrics of virality] viral anymore, because he’s getting multi millions of views per video.”


         Coco Mocoe, a trend forecaster in Los Angeles, said that along with these shifts, users are also consuming a higher total amount of content online per day, especially members of Generation Z, those born between 1998 and 2012. They are more likely to consume all forms of media through the internet and social platforms, rather than via newspapers or TV. And, much of that content is short form and less than 60 seconds long. “The main reason there are bigger numbers now is because people are consuming so much more content in a given sitting,” she added.


         This has made virality more ephemeral. “There’s not that same… permanence,” Mocoe said. “If you’re watching 50 videos with 1 million views, you’re less likely to remember one as opposed to a decade ago, when you might only watch five videos a day, and just one would have 1 million views.” For the average consumer, viralflation has made it increasingly difficult to tell what is and isn’t actually viral. Because we no longer have any shared sense of virality, it makes it easier for people who don’t understand the mechanics of the internet to fall for fake viral trends.


    Adapted from: https://www.washingtonpost.com/ 2024/03/09/

          

    According to the text, a specific group of people that is consuming a high amount of content online from all types of media and social platforms is
    Escolha uma alternativa para a questão c8764e33-03
  • C7B5B0BD-03

    Português

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    TEXTO 2


    Ministério da Saúde atualiza cenário epidemiológico sobre a dengue no Brasil



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    VICTOR, Nathan. Disponível em https://www.gov.br/saude/ptbr/assuntos/noticias/2024/marco/ministerio-da-saude-atualizacenario-epidemiologico-sobre-a-dengue-no-brasil


    A palavra “sinergia” (linha 36), no texto 2, significa
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  • C7AC05A2-03

    Português

    Gêneros Textuais
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    TEXTO 2


    Ministério da Saúde atualiza cenário epidemiológico sobre a dengue no Brasil



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    VICTOR, Nathan. Disponível em https://www.gov.br/saude/ptbr/assuntos/noticias/2024/marco/ministerio-da-saude-atualizacenario-epidemiologico-sobre-a-dengue-no-brasil


    O texto pertence ao gênero textual notícia porque apresenta, em sua estrutura,
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  • C7A8CC79-03

    Português

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    Ministério da Saúde atualiza cenário epidemiológico sobre a dengue no Brasil



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    VICTOR, Nathan. Disponível em https://www.gov.br/saude/ptbr/assuntos/noticias/2024/marco/ministerio-da-saude-atualizacenario-epidemiologico-sobre-a-dengue-no-brasil


    Segundo o texto, o combate à dengue envolve
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  • C7A57E68-03

    Português

    Pontuação
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    Ministério da Saúde atualiza cenário epidemiológico sobre a dengue no Brasil



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    VICTOR, Nathan. Disponível em https://www.gov.br/saude/ptbr/assuntos/noticias/2024/marco/ministerio-da-saude-atualizacenario-epidemiologico-sobre-a-dengue-no-brasil


    Nos trechos, “Foram feitas campanhas para combate ao mosquito em anos anteriores. Desta vez, no entanto, um ponto importante está sendo essa forte sinergia entre Ministério, estado e municípios por meio de seus conselhos. Isso é muito importante porque o Ministério da Saúde nunca teria sucesso se pensasse só em ações de gabinete” (linhas 33-40) e “Para além da vacinação, nós temos dois focos: a prevenção com o controle do vetor e o cuidado por meio da nossa rede de atenção à saúde” (linhas 53-56), o uso das aspas justifica-se por
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  • C7A19AA9-03

    Português

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    Ministério da Saúde atualiza cenário epidemiológico sobre a dengue no Brasil



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    VICTOR, Nathan. Disponível em https://www.gov.br/saude/ptbr/assuntos/noticias/2024/marco/ministerio-da-saude-atualizacenario-epidemiologico-sobre-a-dengue-no-brasil


    O objetivo principal do texto 2 é
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  • C79F0F0B-03

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
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    TEXTO 1


    Admirável Chip Novo


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    O uso de verbos no modo imperativo no trecho: “Pense, fale, compre, beba/Leia, vote, não se esqueça/Use, seja,/ouça, diga/Tenha, more, gaste, viva” (linhas 12-15) indica que há a intenção de
    Escolha uma alternativa para a questão c79f0f0b-03
  • C79C8963-03

    Português

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    TEXTO 1


    Admirável Chip Novo


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    Observa-se, no texto 1, a presença de duas pessoas, um “eu lírico” e um “eles”, sobre as quais é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão c79c8963-03