Questões do ENEM: Linguagens e nível muito fácil

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690 questões encontradas. Mostrando a página 23 de 35.

  • B1D88576-05

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    A geografia linguística no Brasil


           É por meio da língua que o homem expressa suas ideias, as ideias de sua geração, as ideias da comunidade a que pertence, as ideias de seu tempo. A todo instante, utiliza-a de acordo com uma tradição que lhe foi transmitida, e contribui para sua renovação e constante transformação. Cada falante é, a um tempo, usuário e agente modificador de sua língua, nela imprimindo marcas geradas pelas novas situações com que se depara.

          Nesse sentido, pode-se afirmar que, na língua, se projeta a cultura de um povo, compreendendo-se cultura no seu sentido mais amplo, aquele que abarca “o conjunto dos padrões de comportamento, das crenças, das instituições e de outros valores espirituais e materiais transmitidos coletivamente e característicos de uma sociedade”, segundo o novo Aurélio. (...)

         Ao falar, um indivíduo transmite, além da mensagem contida em seu discurso, uma série de dados que permite a um interlocutor atento não só depreender seu estilo pessoal, mas também filiá-lo a um determinado grupo.

        A entonação, a pronúncia, a escolha vocabular, a preferência por determinadas construções frasais, os mecanismos morfológicos que são peculiares a determinado usuário podem servir de índices que identifiquem: a) o país ou a região de que se origina; b) o grupo social de que faz parte (seu grau de instrução, sua faixa etária, seu nível socioeconômico, sua atividade profissional); c) a situação (formal) ou (informal) em que se encontra. (...)

          O Brasil, em decorrência do processo de povoamento e colonização a que foi submetido bem como das condições em que se deu sua independência política e seu posterior desenvolvimento, apresenta grandes contrastes regionais e sociais, estes últimos perceptíveis mesmo em grandes centros urbanos, em cuja periferia se concentram comunidades mantidas à margem do progresso.

        Um retrato fiel, atual, de nosso país teria de colocar lado a lado: executivos de grandes empresas; técnicos que manipulam, com desenvoltura, o computador; operários de pequenas, médias e grandes indústrias; vaqueiros isolados em latifúndios; cortadores de cana; pescadores artesanais; plantadores de mandioca em humildes roças; viajantes que comerciam pelo sertão; indígenas aculturados. (...)

         Detentores de antigos costumes portugueses aqui reelaborados pelo contato com outra terra e outras gentes ou, já em acelerado processo de mestiçagem étnica e linguística, esquecidos das origens, esses homens e mulheres guardam, na sua forma de expressão oral, as marcas de nossa identidade linguístico-cultural e a resposta a muitas indagações e a diversas hipóteses sobre a história e o estado atual do português do Brasil.


    (Sílvia F. Brandão. A geografia linguística no Brasil. São Paulo: Ática, 1991. p.5-17. Adaptado)

    Os termos com que está formulado o último parágrafo do Texto admitem que:


    1) cada língua expressa os traços de sua identidade linguístico e cultural.

    2) o português do Brasil sentiu os efeitos da sua histórica mestiçagem étnica e linguística.

    3) as línguas de um povo são imunes a eventuais contatos com outros povos, sua língua e seus costumes.

    4) a história de cada língua pode esclarecer muitas indagações e hipóteses sobre sua identidade.


    Estão corretas:

    Escolha uma alternativa para a questão b1d88576-05
  • 9BF2C10B-04

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Estadual de Montes Claros - MG · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2018

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2018

    Fonte: GANDER, Kashmira. Psychopaths can’t tell if a person is genuinely sad or afraid, study sugests. Disponível em:<https://www.newsweek.com/psychopaths-cant-tell-if-person-genuinely-sad-or-afraid-study-suggests-1055599>. Publicado em: 8 março 2018. Acesso em: 14 out. 2018.

    Considerando o assunto sobre a psicopatia, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 9bf2c10b-04
  • 9BC887F1-04

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual de Montes Claros - MG · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir e responda à questão, que a ele se refere ou que o tomar como ponto de partida. 



    Imagem da questão de Português, da prova de 2018
    Revista Época, n. 1049, 6 ago. 2018, p. 44. Adaptado.
    Nesse texto, o autor apresenta conselhos do economista Bartlett a respeito das fake news.
    No último parágrafo, utiliza-se da modalização: “É preciso [...]” (linha 35), acompanhada de verbo ou locução verbal no infinitivo: “[...] saber distinguir [...]” (linha 35); “compreender” (linha 36) etc.
    Essa modalização expõe muito mais do que uma recomendação ou sugestão (reforçada por “guia”, no título), devido ao comprometimento do locutor com o que afirma, como responsável que é por aquilo que aponta dever ser feito para se livrar das fake news.
    Por meio dessa modalização, podemos afirmar que há
    Escolha uma alternativa para a questão 9bc887f1-04
  • C60B598E-9E

    Português

    Coesão e coerência
    Universidade Luterana do Brasil · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão refere-se ao texto adaptado Fake news no Facebook: veja quais foram as mais compartilhadas em 2017, de Jessé Giotti, disponível em https://gauchazh.clicrbs.com.br/comportamento/noticia/2018/01/fake-news-no-facebook-vejaquais-foram-as-mais-compartilhadas-em-2017-cjbwcc88q04s001lsf1fr59iy.html.

    3.png (648×373)

    Assinale a referência correta da palavra “las”, sublinhada, no trecho abaixo.


    “Responsabilizado por ser a principal plataforma de difusão de notícias falsas, sobretudo nas eleições americanas de 2016, o Facebook volta e meia anuncia uma nova estratégia para combatê-las.” (l. 1-2)

    Escolha uma alternativa para a questão c60b598e-9e
  • DA773301-76

    Português

    Pontuação
    Universidade Virtual de São Paulo · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder a questão.

       Tentativa e erro, experimentar o novo, entender que algumas questões têm respostas complexas ou podem mesmo não ter uma resposta, cultivar a noção de que o fracasso é essencial para o progresso, aceitar que erros são o que nos faz eventualmente acertar, saber persistir quando as dificuldades parecem não acabar nunca.
       Esses são alguns dos componentes da pesquisa científica, uma espécie de sabedoria acumulada através dos tempos que, acredito, é também muito útil em vários aspectos da vida – de como enfrentar desafios individualmente até como reger empresas.
       Quem poderia adivinhar que a eletricidade e o magnetismo são manifestações de um campo eletromagnético que se propaga através do espaço com a velocidade da luz? Quem poderia adivinhar que as espécies animais evoluem devido a mutações genéticas aliadas ao processo de seleção natural? Esse conhecimento todo não veio do nada; exigiu muita coragem intelectual, disciplina de trabalho e tolerância ao erro.
        Se as coisas não funcionam, precisamos deixar o orgulho para trás e aceitar que falhamos. Todo cientista sabe muito bem que a maioria das suas ideias não vai funcionar. Resolutos, vamos em frente; mas devemos também estar abertos a críticas.
        Na ciência, e em qualquer outra área de trabalho, é bom ouvir as sábias palavras de Isaac Newton – mesmo se o próprio, durante a vida, não tenha sido o que chamaria de um modelo de humildade profissional: “Não sei o que possa parecer aos olhos do mundo, mas aos meus pareço apenas ter sido como um menino brincando à beira-mar, divertindo-me com o fato de encontrar de vez em quando um seixo mais liso ou uma concha mais bonita que o normal, enquanto o grande oceano da verdade permanece completamente por descobrir à minha frente”.

    (Marcelo Gleiser. www.folha.uol.com.br. 10.12.2017. Adaptado)
    No primeiro parágrafo, as vírgulas são empregadas para
    Escolha uma alternativa para a questão da773301-76
  • DA735E00-76

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Virtual de São Paulo · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder a questão.

       Tentativa e erro, experimentar o novo, entender que algumas questões têm respostas complexas ou podem mesmo não ter uma resposta, cultivar a noção de que o fracasso é essencial para o progresso, aceitar que erros são o que nos faz eventualmente acertar, saber persistir quando as dificuldades parecem não acabar nunca.
       Esses são alguns dos componentes da pesquisa científica, uma espécie de sabedoria acumulada através dos tempos que, acredito, é também muito útil em vários aspectos da vida – de como enfrentar desafios individualmente até como reger empresas.
       Quem poderia adivinhar que a eletricidade e o magnetismo são manifestações de um campo eletromagnético que se propaga através do espaço com a velocidade da luz? Quem poderia adivinhar que as espécies animais evoluem devido a mutações genéticas aliadas ao processo de seleção natural? Esse conhecimento todo não veio do nada; exigiu muita coragem intelectual, disciplina de trabalho e tolerância ao erro.
        Se as coisas não funcionam, precisamos deixar o orgulho para trás e aceitar que falhamos. Todo cientista sabe muito bem que a maioria das suas ideias não vai funcionar. Resolutos, vamos em frente; mas devemos também estar abertos a críticas.
        Na ciência, e em qualquer outra área de trabalho, é bom ouvir as sábias palavras de Isaac Newton – mesmo se o próprio, durante a vida, não tenha sido o que chamaria de um modelo de humildade profissional: “Não sei o que possa parecer aos olhos do mundo, mas aos meus pareço apenas ter sido como um menino brincando à beira-mar, divertindo-me com o fato de encontrar de vez em quando um seixo mais liso ou uma concha mais bonita que o normal, enquanto o grande oceano da verdade permanece completamente por descobrir à minha frente”.

    (Marcelo Gleiser. www.folha.uol.com.br. 10.12.2017. Adaptado)
    A frase de Newton, ao final do texto, ilustra que esse cientista
    Escolha uma alternativa para a questão da735e00-76
  • A4FC12C5-02

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICENTRO · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    Da leitura do texto, pode-se apreender que
    Escolha uma alternativa para a questão a4fc12c5-02
  • 6C5B7C63-FD

    Português

    Interpretação de Textos
    UFT · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Opinião não é argumento
    Aqui está uma história que pode ser verdadeira no contexto atual do Brasil. Um jovem professor de Filosofia, instruindo seus alunos à Filosofia da Religião, introduz, à maneira que a Filosofia opera há séculos, argumentos favoráveis e contrários à existência de Deus. Um dos alunos se queixa, para o diretor e também nas onipresentes redes sociais, de que suas crenças religiosas estão sendo atacadas. “Eu tenho direito às minhas crenças”. O diretor concorda com o aluno e força o professor a desistir de ensinar Filosofia da Religião.
    Mas o que é exatamente um “direito às minhas crenças”? [...] O direito à crença, nesse caso, poderia ser visto como o “direito evidencial”. Alguém tem um direito evidencial à sua crença se estiver disposto a fornecer evidências apropriadas em apoio a ela. Mas o que o estudante e o diretor estão reivindicando e promovendo não parece ser esse direito, pois isso implicaria precisamente a necessidade de pôr as evidencias à prova.
    Parece que o estudante está reivindicando outra coisa, um certo “direito moral” à sua crença, como avaliado pelo filósofo americano Joel Feinberg, que trabalhou temas da Ética, Teoria da Ação e Filosofia Política. O estudante está afirmando que tem o direito moral de acreditar no que quiser, mesmo em crenças falsas.
    Muitas pessoas acham que, se têm um direito moral a uma crença, todo mundo tem o dever de não as privar dessa crença, o que envolve não criticá-la, não mostrar que é ilógica ou que lhe falta apoio evidencial. O problema é que essa é uma maneira cada vez mais comum de pensar sobre o direito de acreditar. E as grandes perdedoras são a liberdade de expressão e a democracia.
    [...] A defesa de uma crença está restrita ao uso de métodos que pertence ao espaço das razões – argumentação e persuasão, em vez de força. Você tem o direito de avançar sua crença na arena pública usando os mesmos métodos de que seus oponentes dispõem para dissuadi-lo. O pior acontece quando crenças se materializam em opinião, e são usadas como substitutas de argumentos, quando o “Eu tenho direito às minhas crenças” se transforma em “Eu tenho direito à minha opinião”. Crenças e opiniões não são argumentos. Mais precisamente, crenças diferem de opinião, que diferem de fatos, que diferem de argumentos. Um fato é algo que pode ser comprovado verdadeiro. Por exemplo, é um fato que Júpiter é o maior planeta do sistema solar tanto em diâmetro quanto em massa. Esse fato pode ser provado pela observação ou pela consulta a uma fonte fidedigna.
    Uma crença é uma ideia ou convicção que alguém aceita como verdade, como “passar debaixo de uma escada dá azar”. Isso certamente não pode ser provado (ou pelo menos nunca foi). Mas a pessoa ainda pode manter sua crença, como vimos, se não pelo “direito evidencial”, apelando para o “direito moral”. Ou ainda, pelo mesmo “direito moral”, deixar de acreditar no que ela própria pensa ser evidência, como no caso do famoso dito (atribuído a Sancho Pança): “Não creio em bruxas, ainda que existam”. [...]

    Fonte: CARNIELLI, Walter. Página Aberta. In: Revista Veja. Edição 2578, ano 51, nº 16. São Paulo: Editora Abril, 2018, p. 64 (fragmento adaptado). 
    Assinale a alternativa CORRETA, quanto à definição de “fato”, de acordo com o texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 6c5b7c63-fd
  • 505946F4-FC

    Português

    Figuras de Linguagem
    FUVEST · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    Carlos Drummond de Andrade.

    Claro Enigma.


    Ulisses


    O mito é o nada que é tudo.

    O mesmo sol que abre os céus

    É um mito brilhante e mudo ‐ 

    O corpo morto de Deus,

    Vivo e desnudo.


    Este, que aqui aportou,

    Foi por não ser existindo.

    Sem existir nos bastou.

    Por não ter vindo foi vindo

    E nos criou.


    Assim a lenda se escorre

    A entrar na realidade,

    E a fecundá‐la decorre.

    Em baixo, a vida, metade

    De nada, morre.


    Fernando Pessoa. Mensagem


    *conversa íntima entre casais.

    O oxímoro é uma “figura em que se combinam palavras de sentido oposto que parecem excluir‐se mutuamente, mas que, no contexto, reforçam a expressão” (HOUAISS, 2001). No poema “Sonetilho do falso Fernando Pessoa”, o emprego dessa figura de linguagem ocorre em:
    Escolha uma alternativa para a questão 505946f4-fc
  • 503FD2C1-FC

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Examine o anúncio.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul.


    No contexto do anúncio, a frase “A diferença tem que ser só uma letra” pressupõe a

    Escolha uma alternativa para a questão 503fd2c1-fc
  • C82E8821-E7

    Literatura

    Arcadismo
    Centro universitário FAG · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto 1


    “Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,

    Que vive de guardar alheio gado;

    De tosco trato, de expressões grosseiro,

    Dos frios gelado e dos sóis queimado.

    Tenho próprio casal e nele assisto

    Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;

    Das brancas ovelhinhas tiro o leite,

    E mais as finas lãs, de que me visto.

    Graças, Marília bela,

    Graças à minha Estrela!”

    (Tomás Antonio Gonzaga)

    O texto 1 possui traços que caracterizam o período literário ao qual pertence. Uma característica evidente nesta estrofe é:
    Escolha uma alternativa para a questão c82e8821-e7
  • F282C680-DE

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Federal de Sergipe · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO IV



    Imagem da questão de Português, da prova de 2018


    Além de considerar a fonte, verificar o autor, procurar por fontes de apoio e ler mais sobre o assunto, é importante também observar a data de publicação da notícia ou da informação. Se a data for muito antiga, talvez ela não tenha mais validade, pois o contexto pode ter mudado. Veja também se ela foi publicada em uma página de humor ou se é uma piada: é possível que o autor esteja fazendo uma brincadeira sobre o tema. Se você ainda tiver alguma dúvida, procure um especialista.


    (FONTES ADAPTADAS: <https://www.ifla.org/publications/node/11174> ,

    <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4c/Como_identificar_not%C3%ADcias_falsas_%28How_To_Spot_Fake_News%29.jpg>, e <https://twitter.com/senadofederal/status/848142913670438912> Acesso em 03 Ago. 2018, às 10h57)

    Se a notícia é de uma fonte confiável, a data de publicação é recente e ela foi publicada em outras fontes também confiáveis, então ela é provavelmente:
    Escolha uma alternativa para a questão f282c680-de
  • 93669DDA-DB

    Português

    Coesão e coerência
    Faculdade de Medicina de Marília · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

              Dizer o que seja a arte é coisa difícil. Um sem-número de tratados de estética debruçou-se sobre o problema, procurando situá-lo, procurando definir o conceito. Mas, se buscamos uma resposta clara e definitiva, decepcionamo-nos: elas são divergentes, contraditórias, além de frequentemente se pretenderem exclusivas, propondo-se como solução única.

             Entretanto, se pedirmos a qualquer pessoa que possua um mínimo contato com a cultura para nos citar alguns exemplos de obras de arte ou de artistas, ficaremos certamente satisfeitos. Todos sabemos que a Mona Lisa, que a Nona sinfonia de Beethoven, que a Divina comédia, que Guernica de Picasso ou o Davi de Michelangelo são, indiscutivelmente, obras de arte. Assim, mesmo sem possuirmos uma definição clara e lógica do conceito, somos capazes de identificar algumas produções da cultura em que vivemos como sendo “arte”. Além disso, a nossa atitude diante da ideia “arte” é de admiração: sabemos que Leonardo ou Dante são gênios e, de antemão, diante deles, predispomo-nos a tirar o chapéu.                      Podemos, então, ficar tranquilos: se não conseguimos saber o que a arte é, pelo menos sabemos quais coisas correspondem a essa ideia e como devemos nos comportar diante delas. Infelizmente, esta tranquilidade não dura se quisermos escapar ao superficial e escavar um pouco mais o problema. O Davi de Michelangelo é arte, e não se discute. Entretanto, eu abro um livro consagrado a um artista célebre do século XX, Marcel Duchamp, e vejo entre suas obras, conservado em museu, um aparelho sanitário de louça, absolutamente idêntico aos que existem em todos os mictórios masculinos do mundo inteiro. Ora, esse objeto não corresponde exatamente à ideia que eu faço da arte.

              Assim, a questão que há pouco propusemos – como saber o que é ou não é obra de arte – de novo se impõe. Já vimos que responder com uma definição que parte da “natureza” da arte é tarefa vã. Mas, se não podemos encontrar critérios a partir do interior mesmo da noção de obra de arte, talvez possamos descobri-los fora dela.

            Para decidir o que é ou não arte, nossa cultura possui instrumentos específicos. Um deles, essencial, é o discurso sobre o objeto artístico, ao qual reconhecemos competência e autoridade. Esse discurso é o que proferem o crítico, o historiador da arte, o perito, o conservador de museu. São eles que conferem o estatuto de arte a um objeto. Nossa cultura também prevê locais específicos onde a arte pode manifestar-se, quer dizer, locais que também dão estatuto de arte a um objeto. Num museu, numa galeria, sei de antemão que encontrarei obras de arte; num cinema “de arte”, filmes que escapam à “banalidade” dos circuitos normais; numa sala de concerto, música “erudita” etc. Esses locais garantem-me assim o rótulo “arte” às coisas que apresentam, enobrecendo-as.

               Desse modo, para gáudio1 meu, posso despreocupar- -me, pois nossa cultura prevê instrumentos que determinarão, por mim, o que é ou não arte. Para evitar ilusões, devo prevenir que a situação não é assim tão rósea. Mas, por ora, o importante é termos em mente que o estatuto da arte não parte de uma definição abstrata do conceito, mas de atribuições feitas por instrumentos de nossa cultura, dignificando os objetos sobre os quais ela recai.


                                                                                                                          (O que é arte, 2013.Adaptado.)

    Em “Nossa cultura também prevê locais específicos onde a arte pode manifestar-se, quer dizer, locais que também dão estatuto de arte a um objeto.” (5o parágrafo), o termo sublinhado refere-se a
    Escolha uma alternativa para a questão 93669dda-db
  • 2929D4CE-D9

    Português

    Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos
    IF-TM · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    No texto (meme) em análise, algumas palavras não seguem a norma-padrão formal, situação que é aceitável, uma vez que o gênero permite traços de informalidade desde que seja compreensível para o interlocutor. Assim, muitas palavras não foram acentuadas. Escolha, dentre as alternativas a seguir, a que contém a sequência de palavras que foram acentuadas de acordo com a norma-padrão formal.
    Escolha uma alternativa para a questão 2929d4ce-d9
  • 66883259-D8

    Português

    Morfologia
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Rio Grande do Norte · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a opção em que a palavra forma o plural igualmente ao do vocábulo NAÇÕES.
    Escolha uma alternativa para a questão 66883259-d8
  • 668466A7-D8

    Português

    Coesão e coerência
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Rio Grande do Norte · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho a seguir para responder à questão. 

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    O vocábulo SEGUNDO, sem alteração no sentido do trecho, pode ser substituído por
    Escolha uma alternativa para a questão 668466a7-d8
  • FD818CFA-D1

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Considere a tirinha de André Dahmer para responder à questão.



    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    (www.folha.uol.com.br)

    A tirinha expressa de maneira ácida a ideia de que
    Escolha uma alternativa para a questão fd818cfa-d1
  • A25B45B9-C4

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Observe a imagem e leia o poema a seguir para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018
    Sebastião Salgado. Éxodos. Disponível em: <http://www.eca.usp.br/nucleos/cms/index.php?option=com_content&view=article&id=67:sebastiaosalgado&catid=14:folios>. Acesso em: 25 abr. 2018.

    O bicho
    Vi ontem um bicho
    Na imundície do pátio
    Catando comida entre os detritos.
    Quando achava alguma coisa,
    Não examinava nem cheirava:
    Engolia com voracidade.
    O bicho não era um cão,
    Não era um gato,
    Não era um rato.
    O bicho, meu Deus,
    era um homem.
    BANDEIRA, Manuel. O bicho. In: Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1986. p. 179.
    Tanto a fotografia quanto o poema estabelecem relações com um contexto de
    Escolha uma alternativa para a questão a25b45b9-c4
  • F2B0C797-B9

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Três teses sobre o avanço da febre amarela  

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    NATHALIA PASSARINHO
    Adaptado de bbc.com
    , 06/02/2018.  

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    Adaptado de Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro (RJ) – 1844 a 1885

    Os relatos sobre as ondas epidêmicas de febre amarela na cidade do Rio de Janeiro apareceram com frequência nos periódicos, especialmente a partir da década de 1850.

    De acordo com o documento acima, no início da década de 1870, o alastramento da doença era associado ao seguinte fator:

    Escolha uma alternativa para a questão f2b0c797-b9
  • 23DAFFBA-B9

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Virtual de São Paulo · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Considere a charge, de autoria de Arionauro.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    Assinale a alternativa que apresenta um título que sintetize a mensagem da charge.

    Escolha uma alternativa para a questão 23daffba-b9