Questões do ENEM: Linguagens e nível fácil

Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

4.021 questões encontradas. Mostrando a página 198 de 202.

  • 36E35194-E6

    Português

    Análise sintática
    UFMT · 2008FácilEntre para guardar nos favoritos
    Fobias

            Não sei como se chamaria o medo de não ter o que ler. Existem as conhecidas claustrofobia (medo de lugares fechados), agorafobia (medo de espaços abertos), acrofobia (medo de altura), collorfobia (medo do que ele vai nos aprontar agora) e as menos conhecidas ailurofobia (medo de gatos), iatrofobia (medo de médicos) e até treiskaidekafobia (medo do número treze), mas o pânico de estar, por exemplo, num quarto de hotel, com insônia, sem nada para ler não sei que nome tem. É uma das minhas neuroses. O vício que lhe dá origem é a gutembergomania, uma dependência patológica na palavra impressa. Na falta dela, qualquer palavra serve. Já saí de cama de hotel no meio da noite e entrei no banheiro para ver se as torneiras tinham “Frio” e “Quente” escritos por extenso, para saciar minha sede de letras. Já ajeitei o travesseiro, ajustei a luz e abri a lista telefônica, tentando me convencer que, pelo menos no número de personagens, seria um razoável substituto para um romance russo. Já revirei cobertores e lençóis, à procura de uma etiqueta, qualquer coisa.
            Alguns hotéis brasileiros imitam os americanos e deixam uma Bíblia no quarto, e ela tem sido a minha salvação, embora não no modo pretendido. Nada como um best-seller numa hora dessas. A Bíblia tem tudo para acompanhar uma insônia: enredo fantástico, grandes personagens, romance, o sexo em todas as suas formas, ação, paixão, violência – e uma mensagem positiva. Recomendo “Gênesis” pelo ímpeto narrativo, “O cântico dos cânticos” pela poesia e “Isaías” e “João” pela força dramática, mesmo que seja difícil dormir depois do Apocalipse.
            Mas, e quando não tem nem a Bíblia? Uma vez liguei para a telefonista de madrugada e pedi uma Amiga.
            - Desculpe, cavalheiro, mas o hotel não fornece companhia feminina...
            - Você não entendeu! Eu quero uma revista Amiga, Capricho, Vida Rotariana, qualquer coisa.
            - Infelizmente, não tenho nenhuma revista.
            - Não é possível! O que você faz durante a noite?
            - Tricô.
            Uma esperança!
            - Com manual?
            - Não. Danação.
            - Você não tem nada para ler?
            - Bem ... Tem uma carta da mamãe.
            - Manda!

    (VERÍSSIMO, L. F. Comédias para se ler na escola. São Paulo: Objetiva, 2001.)
    Sobre aspectos da sintaxe em Uma vez liguei para a telefonista de madrugada e pedi uma Amiga., assinale a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 36e35194-e6
  • C42AF3F9-E1

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    Universidade Católica de Pelotas · 2008FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir.

    ANGELINA

    I

        A mão de Deus passou de leve pelos seus cabelos loiros e ela adormeceu. 
        Ao pé de sua alcova, nesse dia de luto e de tristeza para os de sua casa, as roseiras amareleciam e finavam também com saudade. 
        Era quase noite... a lua pálida, como um cadáver, surgia através da montanha, atirando os primeiros raios à cabeceira da morta.

    II
        Angelina expirara com um sorriso a brincar-lhe na boca cor de rosa.
        É assim que emurchece a campainha dos vales; é assim que morre a abelha que não lhe encontra no seio o último favo de mel.
        A alma da criança voara de seus lábios sorrindo e parecia adejar ainda em torno daquela cabeça emoldurada em ouro.
        É que as almas das moças bonitas são como as mariposas da noite, amam as rosas mesmo depois que se esfolham. 

    III
    Pobre Angelina!
        E a dor prostrara a todos naquela casa, porque ninguém supunha que ela morresse; tão linda que era, tão cheia de vida!
        A família não se animara a vê-la no leito de defunta.
        Apenas de joelhos junto à cabeceira, chorava uma pobre escrava que a trouxera aos peitos, quando pequena, e chorava com a eloqüência dessas agonias maternais que não se explicam.

    IV 

        E a Nhan-nhanzinha já não podia ouvir o soluçar de sua negra velha!
        Era em vão que as lágrimas caíam sobre as mãos frias da criança; o sono dos que vão para o céu é tão suave que os próprios espíritos aprazem-se em fazê-lo eterno! 


        E quando, no outro dia, o esquife saiu, a pobre escrava deixava cair sobre a mortalha fria de Angelina um ramo de cravos brancos, que fora arrancar no jardim.

    VI 

        A ponte desceu... os convidados voltaram... e a menina ficou na sua cova do cemitério velho.
        Nunca mais a alegria voltou à estância.
      Durante um ano e mais, os escravos supersticiosos imaginavam ver a figura branca e vaporosa de Nhannhanzinha, altas horas da noite, voltear sorrindo por entre as cravinas e as rosas do canteiro grande ao pé da casa!

    VII

        Mas, o certo foi que, sobre a sepultura da menina, nasceram muitos cravos brancos e perfumosos, cuja essência agreste e divina embalsama o leito de mármore dos que ali dormem...     Ainda hoje mesmo, as borboletas, que perpassam pelo ninho daquelas flores, parecem ser o espírito de Angelina que se lembra, com saudade, da casa onde nasceu e para onde nunca mais voltará!

    LOBO DA COSTA, Francisco. Angelina. Arauto das Letras, 8 de outubro de 1882.

    Em “Angelina expirara com um sorriso...” (parte II, linha 1), o verbo está flexionado no
    Escolha uma alternativa para a questão c42af3f9-e1
  • C41CC102-E1

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Católica de Pelotas · 2008FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir.

    ANGELINA

    I

        A mão de Deus passou de leve pelos seus cabelos loiros e ela adormeceu. 
        Ao pé de sua alcova, nesse dia de luto e de tristeza para os de sua casa, as roseiras amareleciam e finavam também com saudade. 
        Era quase noite... a lua pálida, como um cadáver, surgia através da montanha, atirando os primeiros raios à cabeceira da morta.

    II
        Angelina expirara com um sorriso a brincar-lhe na boca cor de rosa.
        É assim que emurchece a campainha dos vales; é assim que morre a abelha que não lhe encontra no seio o último favo de mel.
        A alma da criança voara de seus lábios sorrindo e parecia adejar ainda em torno daquela cabeça emoldurada em ouro.
        É que as almas das moças bonitas são como as mariposas da noite, amam as rosas mesmo depois que se esfolham. 

    III
    Pobre Angelina!
        E a dor prostrara a todos naquela casa, porque ninguém supunha que ela morresse; tão linda que era, tão cheia de vida!
        A família não se animara a vê-la no leito de defunta.
        Apenas de joelhos junto à cabeceira, chorava uma pobre escrava que a trouxera aos peitos, quando pequena, e chorava com a eloqüência dessas agonias maternais que não se explicam.

    IV 

        E a Nhan-nhanzinha já não podia ouvir o soluçar de sua negra velha!
        Era em vão que as lágrimas caíam sobre as mãos frias da criança; o sono dos que vão para o céu é tão suave que os próprios espíritos aprazem-se em fazê-lo eterno! 


        E quando, no outro dia, o esquife saiu, a pobre escrava deixava cair sobre a mortalha fria de Angelina um ramo de cravos brancos, que fora arrancar no jardim.

    VI 

        A ponte desceu... os convidados voltaram... e a menina ficou na sua cova do cemitério velho.
        Nunca mais a alegria voltou à estância.
      Durante um ano e mais, os escravos supersticiosos imaginavam ver a figura branca e vaporosa de Nhannhanzinha, altas horas da noite, voltear sorrindo por entre as cravinas e as rosas do canteiro grande ao pé da casa!

    VII

        Mas, o certo foi que, sobre a sepultura da menina, nasceram muitos cravos brancos e perfumosos, cuja essência agreste e divina embalsama o leito de mármore dos que ali dormem...     Ainda hoje mesmo, as borboletas, que perpassam pelo ninho daquelas flores, parecem ser o espírito de Angelina que se lembra, com saudade, da casa onde nasceu e para onde nunca mais voltará!

    LOBO DA COSTA, Francisco. Angelina. Arauto das Letras, 8 de outubro de 1882.

    Na parte V, linha 1, a palavra “esquife” só não pode ser entendida como

    Escolha uma alternativa para a questão c41cc102-e1
  • 404521B1-DF

    Inglês

    Plural dos substantivos | Plural of nouns
    UNIR · 2008FácilEntre para guardar nos favoritos
    Strategic Spending on Organic Foods

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2008

    Sweet bell peppers are among the vegetables high in pesticides. (Richard Drew/Associated Press)


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2008

    (Extraído de http://well.blogs.nytimes.com/2008/04/18/strategic-spending-on-organic-foods. Acesso em 14/09/2008.)
    As palavras vegetable e food obedecem à regra geral da Língua Inglesa para a formação do plural. Assinale a alternativa em que o plural das duas palavras NÃO é formado da mesma maneira.
    Escolha uma alternativa para a questão 404521b1-df
  • 4041FB47-DF

    Inglês

    Passado progressivo | Past continuous
    UNIR · 2008FácilEntre para guardar nos favoritos
    Strategic Spending on Organic Foods

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2008

    Sweet bell peppers are among the vegetables high in pesticides. (Richard Drew/Associated Press)


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2008

    (Extraído de http://well.blogs.nytimes.com/2008/04/18/strategic-spending-on-organic-foods. Acesso em 14/09/2008.)

    A coluna da esquerda apresenta formas verbais utilizadas no texto e a da direita, os tempos correspondentes. Numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda.


    1 – was reading (linha 1)

    2 – reminded me of (linha 1)

    3 – is going to be (linha 12)

    4 – there is (linha 4)


    ( ) Immediate Future

    ( ) Present Simple

    ( ) Past Continuous
    ( ) Past Simple


    Assinale a seqüência correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 4041fb47-df
  • 402FB344-DF

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNIR · 2008FácilEntre para guardar nos favoritos
    Strategic Spending on Organic Foods

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2008

    Sweet bell peppers are among the vegetables high in pesticides. (Richard Drew/Associated Press)


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2008

    (Extraído de http://well.blogs.nytimes.com/2008/04/18/strategic-spending-on-organic-foods. Acesso em 14/09/2008.)
    A partir da leitura do texto, assinale a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 402fb344-df
  • 3FF4D00A-DF

    Português

    Concordância verbal, Concordância nominal
    UNIR · 2008FácilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre o uso da linguagem, assinale a alternativa em que há INADEQUAÇÃO entre o contexto e a linguagem utilizada.
    Escolha uma alternativa para a questão 3ff4d00a-df
  • D2A20A91-2D

    Português

    Análise sintática
    UNIFAL-MG · 2008FácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem 019.jpg Assinale a alternativa em que a(s) expressão(ões) sublinhada(s) desempenha(m) a função de sujeito da oração.

    Escolha uma alternativa para a questão d2a20a91-2d
  • D1CF059C-6E

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UEPB · 2008FácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem 013.jpg

    According to TEXT C the difference between the East and West is due to:
    Escolha uma alternativa para a questão d1cf059c-6e
  • BF6A5F80-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    UEPB · 2008FácilEntre para guardar nos favoritos
    Em O vôo da guará vermelha, Irene conta (e ouve) histórias de “fazer durar” ou estender o tempo, atitude similar a de Sherazade, que, para evitar a sua morte pelo sultão, seu esposo, cumpre a tarefa de, à noite, contar-lhe um “conto”, deixando a história em suspenso para que ele tome gosto e queira ouvir a continuação na noite seguinte. No que diz respeito a O vôo da guará vermelha, pode-se afirmar
    Escolha uma alternativa para a questão bf6a5f80-6e
  • 60C7DCBD-60

    Português

    Conjunções: Relação de causa e consequência
    UFLA · 2008FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2008

    No trecho “João é teólogo, apocalíptico; Joaquim, filósofo, irreverente.”, a ausência da conjunção e entre as palavras “teólogo/apocalíptico” e entre “filósofo/irreverente” significa que
    Escolha uma alternativa para a questão 60c7dcbd-60
  • 380EC27F-5E

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UFMG · 2008FácilEntre para guardar nos favoritos
    TEXT 2 – Questions from 37 to 40

    Imagem 055.jpg
    Imagem 056.jpg

    According to the text, the process to obtain salt has been
    Escolha uma alternativa para a questão 380ec27f-5e
  • 322E46CB-5E

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UFMG · 2008FácilEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUCTIONS: Read the texts carefully and then choose the alternative which best completes the statement in each question.

    TEXT 1 – Questions from 33 to 36

    Imagem 054.jpg

    The organization of this text is in the form of
    Escolha uma alternativa para a questão 322e46cb-5e
  • 7F577665-4B

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRN · 2008FácilEntre para guardar nos favoritos
    As questões 13 e 14 referem-se ao volume 7 da Coleção Para Gostar de Ler.

    Na crônica “Para uma garota de quinze anos”, de Lourenço Diaféria, um pai descreve a trajetória da filha até completar tal idade, momento em que ele
    Escolha uma alternativa para a questão 7f577665-4b