Questões do ENEM: Linguagens e nível difícil
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4.735 questões encontradas. Mostrando a página 43 de 237.
F9C56830-EB Leia o texto abaixo para responder à questão.Nomes de ruas dizem mais sobre o Brasil do que você pensaMurilo Roncolato, Daniel Mariani, Ariel Tonglet e Wellington FreitasVocê provavelmente não é o responsável pela escolha dos nomes do seu país, Estado, cidade ou rua, mas as motivações atreladas a todos eles, queira você ou não, fazem parte da sua identidade. O professor da USP e diretor no Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, Jorge Cintra, explica que os fatores que influenciam a denominação de ruas, avenidas e praças mudam ao longo do tempo.Homens ainda dão nome à maior parte dos viadutos (88,2%), avenidas (87,1%), parques (86,9%) e praças (85,4%). Enquanto nomes femininos têm participação um pouco melhor, sem nunca chegar a 30%, em vilas (29,6%), passagens (27,2%), escadarias (24,3%), servidões (24,3%) e vielas (24,0%). “É estranho, mas é preciso levar em conta também que na vida pública das cidades brasileiras do passado, o homem é quem poderia se destacar. A mulher ficava em casa. Assim, é claro que mais homens serão reconhecidos como pessoas notáveis. Há mulheres como Princesa Isabel e Maria Quitéria, mas são exceções”, opina o professor.Por aqui, dos 30 primeiros nomes mais populares entre homens, 14 são entidades católicas, a outra parte, liderada por Tiradentes e Santos Dumont, se distribui entre escritores, políticos e militares. Já entre os 30 logradouros de nomes femininos, apenas quatro não são de caráter religioso: são elas a citada Princesa Isabel, a francesa Joana D’Arc, além de Anita Garibaldi e Cecília Meireles. Cantoras, atrizes, escritoras e heroínas militares se destacam na lista de mulheres populares, que têm a peculiaridade de carregar nomes ‘anônimos’, como Ana Maria, Maria José, Maria Helena e Maria de Lourdes.No Rio de Janeiro, uma lei municipal (2.906/1999) criada há 16 anos tentou acelerar o processo e tornou “obrigatória a alternância de gênero, em igual proporção, de nomes de personalidades masculinas e femininas”. De acordo com a amostra utilizada pelo Nexo, mesmo com a lei em vigor, o Rio contava, até o ano passado, com só 14,9% de seus logradouros ostentando nomes femininos.Para o professor Jorge Cintra, o equilíbrio entre os gêneros deve se refletir nos logradouros com o tempo, através de um “movimento natural”. “É uma discussão, mas acredito ser preferível que as pessoas possam escolher livremente os novos nomes de ruas. Regulamentar tudo pode ser algo problemático”, opina.(https://www.nexojornal.com.br/especial/2016/02/15/Nomes-de-ruas-dizemmais-sobre-o-Brasil-do-que-voc%C3%AA-pensa. Acesso em17/9/2018. Texto adaptado)Sobre o texto acima, pode-se afirmar que:F9B33B91-EB Português
Concordância verbal, Concordância nominalInstituto Federal de Alagoas · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosO texto que segue deve ser lido para se responderem à questão.Discutir a relação realmente vale a pena?Relacionar-se com outra pessoa exige paciência, flexibilidade, vontade de dar certo e uma visão embevecida de amor. A comunicação sempre foi e será a chave do sucesso nas relações afetivas, aquele que a conquistarem estarão passos à frente no quesito maturidade emocional. Pesquisas apontam que são as mulheres que iniciam as DRs, mas homens também acham importante falar sobre os incômodos e comportamentos inadequados, mesmo sendo uma minoria neste assunto.Os casais precisam entender que as diferenças existem e junto com elas uma razão de ser, mas lembre-se, nem tudo precisa virar motivo de DR ou discussão, afinal de contas, alguns detalhes podem ser adaptados ou até mesmo relevados. Adaptar-se ao estilo do outro exige paciência, bom senso e compreensão, não estamos aqui para suprir as expectativas e muito menos para nos tornarmos uma cópia fiel do outro.Os pontos divergentes merecem ser comentados e assuntos que nos incomodam precisam ser expostos, para que alternativas possam surgir e a plenitude na relação possam sempre existir. Algumas dicas são fundamentais neste processo:Escolha o melhor momento e lugar para essa conversa: Atenção é um bem raro hoje em dia, então evite elementos de distração.Pense o que vai dizer: Muitas vezes não nos preocupamos como o outro vai receber aquilo que temos a falar. Colocar-se no lugar do outro além de elegante, evita novos desgastes.Crie um momento adequado: Nada de conversar quando ambos estiveram cansados, ocupados, fazendo algo que gostam muito ou quem sabe antes de dormir, ser estratégico conta muito para o resultado final.Aprenda a ouvir: O outro sempre tem algo a dizer, sempre. Antes de falar procure ouvir, muitas respostas podem ser adquiridas neste momento. Imaginar que você está sempre certo, além de ser chato, não te ajuda a melhorar.Seja sincero, em amor: Muitas vezes não é o que falamos, mas a forma como escolhemos passar o que desejamos. Se você ouvisse o que tem a dizer, como se sentiria?Por fim, lembre-se, se podemos amar o outro quando aprendemos a nos amar, experimente.(http://blog.tnh1.com.br/vamosfalardagente/discutir-a-relacao-realmentevale-a-pena/. Acesso em 17/9/2018)
O texto em análise apresenta várias inadequações linguístico-textuais, provenientes, por exemplo, de falhas no uso da pontuação e na observância às normas de regência e concordância da norma padrão do português. Nesse texto, quanto ao uso das concordâncias nominal e verbal do português padrão, marque a opção em que se faz uma afirmação correta.C993AAA2-E8 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionCentro universitário FAG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosText 1When I got to the airport, I learnt that the plane from Cairo, on which my brother was travelling, had been delayed at Paris with engine trouble and was expected to be about an hour late. As a rule I can pass the time quite happily; watching the planes land and take off, but that evening I had a headache; which I thought that the noise of the engines might make worse. I decided, therefore to walk around to make the time pass quickly.First of all I went back to the place where I had left my car to make sure that all the doors were locked. The walk in the fresh air did me good, for I felt slightly better as I entered the main airport building again. I made my way to the restaurant, where I ordered a cup of black coffee. As I stood drinking this at the counter, I studied the faces of the people around me. Some passengers were obviously anxious about the time, and kept looking at their watches; others checked to see that they had tickets, passports and money. Where there was a group of people, it was easy to tell which one was about to leave. He was the object of everyone’s attention and looked either very happy or very sad at the thought of departure.There was one woman who burst into tears as she said goodbye to the relatives or friends who had come to see her off. When I had finished my coffee, I went along to the bookstall, where I bought a couple of magazines, both of them about travel, which would help to make the time pass pleasantly. Then I went into one of the waiting-rooms and made myself comfortable in a big armchair. I had hardly had time to open one of my magazines, when someone came up and put his hand on my shoulder. It was an old friend; who was just about to leave on a business trip to South America. Since we had not seen each other for a long time, we found plenty to talk about until the arrival of my brother’s plane from Paris was announced.The author went to the airport...C9784E0E-E8 Português
Gêneros TextuaisCentro universitário FAG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosTexto 2O que é a síndrome deselfie?É uma compulsão que consiste em tirar fotos de si em número excessivo. Geralmente, o paciente posta essas selfies em suas redes sociais para receber aceitação por meio de likes e comentários. Apesar de já ser reconhecida por alguns profissionais e debatida em consultório desde 2014, a síndrome de selfie não foi catalogada na quinta e última versão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM, na sigla em inglês), lançada também naquele ano. Caso uma pessoa perceba os sintomas em si, é importante procurar um especialista. Os tratamentos podem envolver uma diminuição no contato com a tecnologia, além de psicoterapias atreladas a um uso de remédio psiquiátrico.Gabriela Monteiro - https://mundoestranho.abril.com.br/comportamento/o-que-e-a-sindrome-de-selfie/Do ponto de vista do gênero, o texto 2 é uma:C971CDF3-E8 Português
Interpretação de TextosCentro universitário FAG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosTexto 1[...] Cumpre-me, todavia, implorar perdão ao pobre Jeca.Eu ignorava que eras assim, meu caro Tatu, por motivo de doenças tremendas. Está provado que tens no sangue e nas tripas um jardim zoológico da pior espécie. É essa bicharia cruel que te faz papudo, feio,molenga, inerte.Tens culpa disso? Claro que não. Assim, é com piedade infinita que te encara hoje o ignorantão que outrora só via em ti mamparra e ruindade.Perdoa-me, pois, pobre opilado, e crê no que te digo ao ouvido: és tudo isso que eu disse, sem tirar uma vírgula, mas inda és a melhor coisa que há no país. Os outros, que falam francês, dançam o tango, pitam havanas e, senhores de tudo, te mantêm neste geena dolorosa, para que possam a seu salvo viver vida folgada à custa do teu penoso trabalho, esses, caro Jeca, têm na alma todas as verminoses que tu só tens no corpo.Doente por doente, antes como tu, doente só do corpo... [...]LOBATO, Monteiro. Urupês. São Paulo: Monteiro Lobato & Cia. Editores, 1923.Sobre o Texto 1:1. É possível depreender que o escritor usa o termo “mamparra” para comentar a agilidade com que o personagem realizava suas atividades.2. O escritor se desculpa com Jeca Tatu quando percebe que o personagem agia assim por viver em um mundo ditoso.3. O narrador faz uma crítica em relação às condições que vivia Jeca Tatu.4. Pode-se deduzir que Jeca era um homem moroso.Assinale a alternativa que contém todas as afirmativas corretas:C83F786D-E7 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionCentro universitário FAG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosText 13-D Printing Enables Visually Impaired Children to Experience the World of Literary ClassicsIn the past year, 3-D printing has been experiencing major breakthroughs, and it promises even greater strides in the fields of sustainability, technology and medical research. Yet the technology is currently being pioneered for another purpose: to help visually impaired children understand the fantastical worlds depicted in classic literary works such as Goodnight Moon and Polar Bear, Polar Bear, What Do You Hear?A project at the University of Colorado is hoping to jump-start the commercial development of tactile books, allowing children to follow along text read aloud by tracing the corresponding raised illustrations with their fingers. The technology converts the images in original titles into pictures you can feel with a 3-D printer. Researchers at the Tactile Picture Book Project are working in conjunction with Denver’s Anchor Center—a nonprofit specializing in helping visually impaired children achieve educational success—on the project.Tactile books are crucial to early cognitive development for blind children, who typically don’t begin to read Braille until the age of 6. The Anchor Center’s executive director, Alice Applebaum, explained in an interview with Mashable that the project can help even younger children develop the ability to explore the world through their hands. "It is one more opportunity for visually impaired children to experience literacy in an expanded way," she said. "Will it make them better readers? Not necessarily, but it will make them more aware of what the world looks like.Tactile books are currently pricey to produce, but affordable 3-D printing is projected to be available within the next two to three years.Researchers aim to eventually have the option available for both parents and educators, allowing them to take photos and send them to a 3-D printer for their personalized tactile book. The Tactile Picture Book Project is also testing workshops and software programs that might make it possible for parents to create tactile books for their own children.Mashable reports that, since the original Goodnight Moon book was printed, titles including The Very Hungry Caterpillar and The Cat in the Hat have been added to the steadily growing collection, which means the infamous Everyone Poops can’t be far behind on the list.Paula Mejiawww.newsweek.com/visually-impaired-children-can-now-experience-world-literary-classicsthanks-3d-257769)Os “livros táteis” estão sendo projetados com o objetivo de:C838DE4E-E7 Literatura
Escolas LiteráriasCentro universitário FAG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosTexto 2“Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que não lia. Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía. As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o, E, completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria. Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança de alegria: eu não vivia, nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam. No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem pra meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo”.(Clarice Lispector, Felicidade Clandestina.)Sobre o romance “Lavoura Arcaica”, de Raduan Nassar, é CORRETO afirmar:C81B2494-E7 Português
Interpretação de TextosCentro universitário FAG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosTexto 2Uma visão realista do papel da informação e do conhecimento nos atuais processos produtivos leva a crer que nem uma nem outro conduzem necessariamente à igualdade social. Isso implica considerar que as novas tecnologias da informação, embora representem avanços em diversas áreas, também conduzem a formas inéditas de exclusão social.Percebe-se, de um lado, o avanço da tecnologia, o desenvolvimento de recursos cada vez mais sofisticados.De outro lado, mais uma forma de disparidade social: a exclusão da sociedade do conhecimento, caracterizada pela distância entre os que dominam as novas tecnologias e aqueles que mal as compreendem ou até as desconhecem nas mais diferentes regiões do planeta.Os países também vivem de forma desigual o ingresso na sociedade do conhecimento. Exemplo mais evidente disso é a chamada rede mundial de computadores, a internet, que conseguiu interconectar, em poucos anos, milhões de pessoas nos lugares mais remotos do mundo. Contudo o acesso à rede é desigualmente distribuído: 75% dos usuários vivem nos países industrializados (14% da população mundial). Outra disparidade está no interior dos países: a maioria dos usuários da rede vive em zonas urbanas, possuem melhor escolaridade e condição socioeconômica, são jovens e a maior parte é do sexo masculino.No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) contou mais de 32 milhões de usuários da internet.A maioria desses usuários é do sexo masculino, tem média de idade de 28 anos, 10,7 de estudo e rendimento médio mensal familiar per capita de 1 milhão.O perfil de quem não utiliza a rede de computadores - ou seja, não navega na internet - é claramente distinto: mais de 37 anos de idade, entre 5 e 6 anos de tempo de estudo e rendimento médio mensal de R$ 300.Investir em educação - sobretudo no ensino de ciências desde o nível fundamental - está no ponto de partida para reverter a situação de quase letargia em que a América Latina se encontra se comparada aos países mais desenvolvidos, científica e tecnologicamente, de outras regiões do planeta.No âmbito da tecnologia, há, em todo o globo, iniciativas voltadas para a redução da crescente lacuna digital, como o desenvolvimento de software (programa) livre e de computadores de baixo custo.A revolução tecnológica, porém, não pode ser reduzida à mera incorporação ou ao acúmulo de maior número de máquinas e sistemas de informação e comunicação.A inovação deve ter caráter social (sustentada com políticas educativas e de desenvolvimento social).Somente a educação garantirá que as novas tecnologias da informação e da comunicação promovam qualidade de vida ao maior número possível de cidadãos.Jorge WerthdnO texto 2 defende a ideia de que:A704D505-E7 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionCentro universitário FAG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosText 1Bilingual Education for the 21st CenturyBilingual education in the 21st century must face the complexity brought about by the freer movement of people, services, and goods that characterizes our more globalized and technological world. In the second half of the 20th century, bilingual education grew around the world as a way to educate children who didn't speak the state's language or, in some cases, to recapture the heritage language of a group. This in itself was an innovation over the use of bilingual education only to educate the children of the elite.In the 21st century, however, the complex and dynamic links created by technology and globalized markets, coupled with the importance of English and other “big” languages, challenge our old conceptions of bilingual education. UNESCO in 1953 declared that it was axiomatic that the child's native language be used to teach children to read, but basic literacy, even in one's own language, is insufficient to be a world citizen in the 21st century.It has been predicted that by 2050, English will be accompanied by Chinese, Arabic, Spanish and Urdu, as the world's big languages, ordered not only with English at the top as it has been up to now, but with an increasing role for the other four “big” languages. Countries throughout the world are providing options to their children to be schooled in two or more languages. The European Union, for example, has recently adopted a policy of “Mother Tongue + 2” encouraging schools throughout the EU to develop children's trilingual proficiency. For those purposes, a model of teaching is being promoted that encourages the use of the languages other than the child's mother tongue in subject instruction. Ofelia Garcia is Professor of Bilingual Education at Teachers College, Columbia University.Disponível em:< http://www.educationupdate.com/archives/2004/december/html/Spot-BilingualEducationForThe21stCentury.htm>.Segundo o texto 1, a educação bilíngue no século 21 encontra diferentes desafios em relação à do século 20, entre elesA6FA3B4C-E7 Literatura
Escolas LiteráriasCentro universitário FAG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosSobre a obra de Alvares de Azevedo, “Se eu morresse amanhã”, é CORRETO afirmar:23BCCB82-E7 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionCentro universitário FAG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosText 1Brazilian courts tussle over unproven cancer treatmentPatients demand access to compound despite lack of clinical testing. A court in the Brazilian state of São Paulo has cut off distribution of a compound that is hailed by some as a miracle cancer cure — even though it has never been formally tested in humans. On 11 November, to the relief of many cancer researchers, a state court overturned earlier court orders that had obliged the nation’s largest university to provide the compound to hundreds of people with terminal cancer.The compound, phosphoethanolamine, has been shown to kill tumor cells only in lab dishes and in mice (A. K. Ferreira et al. Anticancer Res. 32, 95–104; 2012). Drugs that seem promising in lab and animal studies have a notoriously high failure rate in human trials. Despite this, some chemists at the University of São Paulo’s campus in São Carlos have manufactured the compound for years and distributed it to people with cancer. A few of those patients have claimed remarkable recoveries, perpetuating the compound’s reputation as a miracle cure.The Brazilian constitution guarantees universal access to health care, and it is common in Brazil for patients to turn to the courts to access drugs that the state healthcare system does not dispense because of their cost. But phosphoethanolamine presents a different situation because it is not really a ‘drug’ at all. It is not approved by Brazil’s National Health Surveillance Agency.Those who argue that people who are terminally ill have a right to try experimental medicines saw a decision in favor of a patient in October 2015 as a significant victory. But to the university administration, drug regulators and cancer researchers, it showed blatant disregard for the basic scientific principle that a drug should be demonstrated to be safe and effective before being given to patients outside of a clinical trial.Source: Nature 527, 420–421 (adapted). http://www.nature.com/news/brazilian-courts-tussleover-unproven-cancer- treatment-1.18864.According to the text 1, turning to the courts in Brazil to access drugs that the state healthcare system does not dispense is:23B8FDA7-E7 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionCentro universitário FAG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosText 1Brazilian courts tussle over unproven cancer treatmentPatients demand access to compound despite lack of clinical testing. A court in the Brazilian state of São Paulo has cut off distribution of a compound that is hailed by some as a miracle cancer cure — even though it has never been formally tested in humans. On 11 November, to the relief of many cancer researchers, a state court overturned earlier court orders that had obliged the nation’s largest university to provide the compound to hundreds of people with terminal cancer.The compound, phosphoethanolamine, has been shown to kill tumor cells only in lab dishes and in mice (A. K. Ferreira et al. Anticancer Res. 32, 95–104; 2012). Drugs that seem promising in lab and animal studies have a notoriously high failure rate in human trials. Despite this, some chemists at the University of São Paulo’s campus in São Carlos have manufactured the compound for years and distributed it to people with cancer. A few of those patients have claimed remarkable recoveries, perpetuating the compound’s reputation as a miracle cure.The Brazilian constitution guarantees universal access to health care, and it is common in Brazil for patients to turn to the courts to access drugs that the state healthcare system does not dispense because of their cost. But phosphoethanolamine presents a different situation because it is not really a ‘drug’ at all. It is not approved by Brazil’s National Health Surveillance Agency.Those who argue that people who are terminally ill have a right to try experimental medicines saw a decision in favor of a patient in October 2015 as a significant victory. But to the university administration, drug regulators and cancer researchers, it showed blatant disregard for the basic scientific principle that a drug should be demonstrated to be safe and effective before being given to patients outside of a clinical trial.Source: Nature 527, 420–421 (adapted). http://www.nature.com/news/brazilian-courts-tussleover-unproven-cancer- treatment-1.18864.According to the text 1 , drug regulators and cancer researchers in Brazil are:23B4D7C8-E7 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionCentro universitário FAG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosText 1Brazilian courts tussle over unproven cancer treatmentPatients demand access to compound despite lack of clinical testing. A court in the Brazilian state of São Paulo has cut off distribution of a compound that is hailed by some as a miracle cancer cure — even though it has never been formally tested in humans. On 11 November, to the relief of many cancer researchers, a state court overturned earlier court orders that had obliged the nation’s largest university to provide the compound to hundreds of people with terminal cancer.The compound, phosphoethanolamine, has been shown to kill tumor cells only in lab dishes and in mice (A. K. Ferreira et al. Anticancer Res. 32, 95–104; 2012). Drugs that seem promising in lab and animal studies have a notoriously high failure rate in human trials. Despite this, some chemists at the University of São Paulo’s campus in São Carlos have manufactured the compound for years and distributed it to people with cancer. A few of those patients have claimed remarkable recoveries, perpetuating the compound’s reputation as a miracle cure.The Brazilian constitution guarantees universal access to health care, and it is common in Brazil for patients to turn to the courts to access drugs that the state healthcare system does not dispense because of their cost. But phosphoethanolamine presents a different situation because it is not really a ‘drug’ at all. It is not approved by Brazil’s National Health Surveillance Agency.Those who argue that people who are terminally ill have a right to try experimental medicines saw a decision in favor of a patient in October 2015 as a significant victory. But to the university administration, drug regulators and cancer researchers, it showed blatant disregard for the basic scientific principle that a drug should be demonstrated to be safe and effective before being given to patients outside of a clinical trial.Source: Nature 527, 420–421 (adapted). http://www.nature.com/news/brazilian-courts-tussleover-unproven-cancer- treatment-1.18864.According to the text 1, the reason why the compound phosphoethanolamine was considered as miracle cure is:B59530F4-E6 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionFaculdade Cásper Líbero · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosExam ine the follow ing cartoon to answ er question.

Sobre o cartoon, qual das afirmações a seguir é FALSA?
B5857EF5-E6 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionFaculdade Cásper Líbero · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosTell Us What to Call the Generation After Millennials {Please)
Millennials are getting older. Not that much older, of course. We're a roughly defined generational cohort, but arguably the oldest members of our demographic set are just beginning to reach the age of 40.
Meanwhile, the American generation behind millennials has started to move intothe workplace. And while some have proposed names for this group born in 1995 and after — Generation Z, PostMillennials, The Homeland Generation, iGeneration — all of these names are bad. The first two don't even strive for originality! Come on. Then again, it's hard to know what makes a generational name stick.
"Millennial" was coined in the late 1980s by the consultants Neil Howe and William Strauss, both baby boomers, before the term Generation X was even popularized. (They wanted to call them "13th Gen," but that didn't stick, and neither did "slackers."
But their term "millennial" did not become the dominant name for the huge generation after those two until much later. "In retrospect, it's easy to see that names that people gravitate to say something," Mr. Howe said in a recent interview. "Either the name itself or the way in which it was adapted."
But Malcolm Harris, the millennial author of "Kids These Days: Human Capital and the Making of Millennials," argues that those most interested in naming generations are those trying to sell things to that cohort.
"Generations are really only understood in retrospect," Mr. Harris said. "Some people have a financial interest in naming them as soon as possible, people trying to sell stuff. That's the first perspective we get on any cohort, and I don't think it's necessarily a very good one."
One stumbling block is a lack of agreement about the birth years for each generation. People on the fringes can feel as if they've got almost nothing in common with the rest of the group. A few years' difference can determine if you could have been drafted for Vietnam, watched the first MTV videos, or were born into a world of instant messaging.
In 2015, the Census Bureau said that there were 83.1 million American millennials (born between 1982 and 2000), exceeding the 75.4 million baby boomers (between 1946 and 1964), and the 65 million that Pew Research said belong in Generation X (between 1965 and 1980). But the generation after millennials is still so ill-defined (probably because of the whole name issue) that an accurate count has not yet been established.
And a good name? Nope.
Fonte: New York Times. Publicado em 23/01/2018. Disponível em: https://www.nytimes. com/2018/01/23/style/generation-names.html
De acordo com o texto:B580ACA7-E6 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionFaculdade Cásper Líbero · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosTell Us What to Call the Generation After Millennials {Please)
Millennials are getting older. Not that much older, of course. We're a roughly defined generational cohort, but arguably the oldest members of our demographic set are just beginning to reach the age of 40.
Meanwhile, the American generation behind millennials has started to move intothe workplace. And while some have proposed names for this group born in 1995 and after — Generation Z, PostMillennials, The Homeland Generation, iGeneration — all of these names are bad. The first two don't even strive for originality! Come on. Then again, it's hard to know what makes a generational name stick.
"Millennial" was coined in the late 1980s by the consultants Neil Howe and William Strauss, both baby boomers, before the term Generation X was even popularized. (They wanted to call them "13th Gen," but that didn't stick, and neither did "slackers."
But their term "millennial" did not become the dominant name for the huge generation after those two until much later. "In retrospect, it's easy to see that names that people gravitate to say something," Mr. Howe said in a recent interview. "Either the name itself or the way in which it was adapted."
But Malcolm Harris, the millennial author of "Kids These Days: Human Capital and the Making of Millennials," argues that those most interested in naming generations are those trying to sell things to that cohort.
"Generations are really only understood in retrospect," Mr. Harris said. "Some people have a financial interest in naming them as soon as possible, people trying to sell stuff. That's the first perspective we get on any cohort, and I don't think it's necessarily a very good one."
One stumbling block is a lack of agreement about the birth years for each generation. People on the fringes can feel as if they've got almost nothing in common with the rest of the group. A few years' difference can determine if you could have been drafted for Vietnam, watched the first MTV videos, or were born into a world of instant messaging.
In 2015, the Census Bureau said that there were 83.1 million American millennials (born between 1982 and 2000), exceeding the 75.4 million baby boomers (between 1946 and 1964), and the 65 million that Pew Research said belong in Generation X (between 1965 and 1980). But the generation after millennials is still so ill-defined (probably because of the whole name issue) that an accurate count has not yet been established.
And a good name? Nope.
Fonte: New York Times. Publicado em 23/01/2018. Disponível em: https://www.nytimes. com/2018/01/23/style/generation-names.html
O texto discute principalmente:B52666A4-E6 Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Cásper Líbero · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosA modernidade de Mayombe, de Pepetela, reside:B5226F63-E6 Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Cásper Líbero · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosSobre Mayombe, de Pepetela, é correto afirmar que a narrativa trata:B501FEE4-E6 Português
Interpretação de TextosFaculdade Cásper Líbero · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosRadicais Livres
Precursores da Internet se transformam em militantes anti-digital
Quando a internet comercial ainda engatinhava, um grupo de pensadores - cientistas, filósofos, sociólogos, profissionais liberais - se dedicou a imaginar e construir o ciberespaço, a então nova fronteira da humanidade. Ele tomaria forma com a hiperconectividade dos indivíduos em rede, que poderiam, se quisessem, adotar múltiplas identidades naquele ambiente artificial. Só que hoje, pouco mais de 30 anos depois, os protagonistas desse círculo estão fazendo um apelo desesperado para que a sociedade se desconecte, sob pena de extinguir o que nos resta de humano.
O cenário retratado pelos digerati é quase devastador. A alcunha vem de literati, "homens letrados" em latim, termo adaptado, com uma certa verve, para a era digital. E a narrativa comum é a virada da internet ao avesso: de um imenso território de liberdade e experimentação criativa, ela teria se transformado num loteamento de espaços fechados, simbolizados pela onipresença das redes sociais. Um espaço em que usuários têm dados espionados, ações monitoradas e vontades manipuladas. Mais: esses agrupamentos que se vendem como locais de convivência abertos e gratuitos, portanto próximos do que imaginaram originalmente os digerati, hoje cobram caro. Quase todos os frequentadores são obrigados a ver o que é anunciado ali.
Cientista, compositor e escritor, Jaron Lanier, de 58 anos, foi o criador do conceito de realidade virtual. Fundador da primeira empresa a comercializar essa solução em escala industrial, o novaiorquino é um dos principais articuladores desse movimento. Lanier tem levado seus dreadlocks longuíssimos aos quatro cantos do mundo em uma campanha de alerta contra o que chama de "os impérios de modificação de comportamento", como classificou em sua palestra no TED Talks, em maio. Ele não tem Twitter, Red d it ou Facebook e acaba de lançar o chamado às armas "Ten arguments for deleting your social media accounts right now" ("Dez argumentos para deletar agora sua conta nas redes sociais", em tradução livre).
O mecanismo dos likes
Lanier alega que nas redes sociais o cidadão perde seu livre-arbítrio e se submete ao mecanismo viciante dos likes: "Eles alimentam esses sentimentos, e você fica preso num loop", diz. A discussão é tão procedente que o criador da World Wide Web, o físico inglês Tim Berners-Lee, 63, afirmou, na edição deste mês da revista Vanity Fair, que está "devastado" com os rumos de sua invenção. Ele decidiu desenvolver um antídoto: trabalha no momento em uma plataforma para redescentralizar a internet, para devolver aos usuários o poder e a autonomia sobre os dados que desejam acessar. "Quem quer assegurar que a internet sirva de fato à humanidade está hoje preocupado com o que vê no mundo digital" - diz.
Especialista em estudos de ciência e tecnologia, Sherry Turkle, 70, vai além. E recomenda o desligamento de celulares e redes sociais. Professora do Massachusetts Institute of Technology, ela acompanhou a mudança de comportamento dos usuários online e estudou desde as múltiplas personas que habitavam os mundos artificiais até a egotrip e a alienação que comprometem o convívio na sociedade real. Turkle é autora do primeiro livro sobre a formação da identidade no ambiente virtual, ''Life on the screen" ("Vida na tela" em tradução livre, de 1995). Em abril, ela publicou um artigo analisando como o crescente repúdio ao Facebook não nos impedirá de seguir ativos na rede social. O motivo? "Ele nos permite ter uma versão melhor de nós mesmos".
Cientista da computação, escritor e ativista do Software Livre, o americano Richard Stallman, 65, discorda da proposta de desconexão total. Com uma forte ressalva. O uso que ele faz é bem peculiar. Stallman não tem celular, não entra em redes sociais e aboliu aplicativos e programas que utilizam software proprietário. Argumenta que eles são desenhados pelas corporações justamente para manipular e controlar dados dos usuários. "As empresas que desenvolvem esses programas têm controle total sobre o que as pessoas fazem. Se quiserem, elas podem espionar usuários, restringilos ou manipulá-los. Estamos indefesos, impotentes perante a vontade das corporações" - afirma.
Todas as mensagens que Stallman envia de seu correio eletrônico chegam com uma declaração de defesa da Constituição dos EUA, num recado a "eventuais agentes federais americanos que estejam lendo". Ele fez a reportagem assumir por escrito que leria 13 artigos sobre software livre e se negou a conversar por Skype ou WhatsApp.
O cientista conta ainda que disse "não, obrigado" ao aprender que todo smartphone, sem exceção, permite às redes telefônicas seguir seus movimentos. E que, segundo ele, quase todo aparelho pode ser convertido num dispositivo de escuta. "Não foi difícil dizer não, já que a alternativa era entregar minha liberdade" - argumenta.
Procurados por O Globo, Facebook e Twitter não se pronunciaram. O Google informou em nota que anunciou em maio novos recursos com o objetivo de ajudar os usuários a recorrer à tecnologia "de forma mais criteriosa, para desconectar quando necessário e criar hábitos saudáveis em suas famílias".
Sérgio Branco, diretor e fundador do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, voltado para a promoção de práticas de regulação na área, concorda que as pessoas ainda não se conscientizaram do perigo, especialmente, porque, ele diz, "vive-se a ilusão de que tudo é gratuito". "Jamais será um ato puramente inocente fornecer dados em troca de conteúdo, porque não temos controle sobre o que as empresas farão com eles" - alerta o advogado.
Como exemplo, ele cita um caso revelado pelo documentário As vítimas do Facebook, lançado pelos diretores canadenses Geoff D'Eon e Jay Dahl em 2011. Uma mulher diagnosticada com depressão severa recebeu como indicação médica sair de férias. Levou a mãe a um cruzeiro no Caribe e postou fotos no Facebook. Seu plano de saúde, que monitorava os dados, viu a foto e cancelou o serviço. A alegação? Quem está em depressão profunda não viaja para o Caribe de férias e muito menos celebra a alegria no universo digital.
Redes sociais: outras formas de compartilhar
Se o ciberespaço hoje aparenta ser um lugar ameaçador, a solução para voltarmos a habitar um local seguro e livre pode ser resumida em uma única palavra: conscientização. Stallman, em seu libelo em favor das liberdades individuais, duvida que as empresas desistam de seus lucros para racionalizar o que estão fazendo. Ele aponta uma saída simples e objetiva: "Depende de nós. Precisamos nos recusar a usar programas e plataformas abusivas. A maneira de acabar com o poder das empresas sobre os usuários é insistir em que eles usem software livre. Assim, eles próprios controlariam os programas e poderíam alterá-los. Quando seus amigos disserem que não querem mais usar Facebook, WhatsApp, Skype ou qualquer outro sistema de comunicação viciante, por favor, faça um esforço e coopere. Não descarte a amizade, encontre outras formas de dividir com eles informações sobre eventos sociais" - diz Stallman.
Já Jaron Lanier sugere "voltar o relógio" e reinventar a participação nas redes sociais. Não mais aceitar um ambiente de oferta de conteúdo aparentemente gratuito, mas ajudar a financiar espaços de concentração de conhecimento, em que especialistas de fato possam emitir suas opiniões. "Essa mudança eliminaria as notícias falsas e, no caso de aconselhamento médico, por exemplo, pagar-seia por pareceres de um verdadeiro profissional. Sonho com isso, e acho sim que a transformação é possível" - defende ele.
Tristan Harris, 33, ex-designer de Ética do Google, para onde trabalhou até 2016, se tornou uma espécie de mascote para o time dos radicais livres, ao fundar o Centro de Tecnologia Humana. Ele aposta em quatro soluções: as empresas precisam redesenhar suas interfaces para minimizar nosso tempo de tela; os governos têm de pressionar as empresas de tecnologia para adotarem modelos de negócios humanitários; consumidores se defrontam com a tarefa de assumir o controle de suas vidas digitais através de uma conscientização; e os funcionários das empresas de tecnologia devem se capacitar para construir soluções que melhorem a sociedade.
E como isso se dará no Brasil, que vive a realidade de uma cultura digital especialmente disseminada? Segundo o último levantamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o país conta com uma base instalada de 235,5 milhões de aparelhos celulares (densidade de 112,6 aparelhos para cada 100 habitantes) e 116 milhões de usuários de Internet.
Contatos perdidos
Para a professora da UFRJ e teórica da comunicação Raquel Paiva, a conscientização só podería ocorrer se (ou quando) o usuário brasileiro perceber que está se relacionando mais com máquinas do que com pessoas. "Somos um povo gregário, que necessita de vinculação, precisa do olhar do outro para se ver. O que temo é que as pessoas demorem muito a perceber que não cuidaram do seu entorno, que perderam a sociabilidade e deterioraram o seu convívio e sua capacidade de comunicação" - diz.
Ao descobrir que as informações pessoais dos usuários do Facebook eram vazadas para terceiros, Paiva fechou, de bate-pronto, a conta que tinha na rede social. "Acabei sendo eu a punida, pois perdi o acesso à maioria dos serviços que utilizava no cotidiano, como a compra de produtos orgânicos e roupas alternativas. Também me vi privada do contato com alguns colegas acadêmicos, uma vez que eles passaram a "existir" apenas no âmbito do Facebook" - conta a professora.
O documentarista canadense Geoff D'Eon, diretor de As vítimas do Facebook, diz simpatizar com a crítica dura dos digerati, mas faz ponderação pertinente: "A desconexão em massa, na prática, não vai acontecer. E não iremos resolver problemas sérios, como a explosão de notícias falsas, cyber-bullying, revenge porn, perda de privacidade e vazamento indiscriminado de informação, apenas com a elite intelectual se retirando das redes sociais. O restante da população seguirá, e as corporações vão continuar ganhando dinheiro. É muito tarde para um caminho de volta. Talvez a saída seja pensar melhor no que postar, ser mais consciente e cauteloso em relação ao que e com quem dividimos nossa vida online".
Rosane Serro, O Globo, 7/7/2018.
Em "Lanier alega que nas redes sociais o cidadão perde seu livre-arbítrío" o sentido da expressão em negrito está relacionado à área da:B4F79882-E6 Português
Figuras de LinguagemFaculdade Cásper Líbero · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosRadicais Livres
Precursores da Internet se transformam em militantes anti-digital
Quando a internet comercial ainda engatinhava, um grupo de pensadores - cientistas, filósofos, sociólogos, profissionais liberais - se dedicou a imaginar e construir o ciberespaço, a então nova fronteira da humanidade. Ele tomaria forma com a hiperconectividade dos indivíduos em rede, que poderiam, se quisessem, adotar múltiplas identidades naquele ambiente artificial. Só que hoje, pouco mais de 30 anos depois, os protagonistas desse círculo estão fazendo um apelo desesperado para que a sociedade se desconecte, sob pena de extinguir o que nos resta de humano.
O cenário retratado pelos digerati é quase devastador. A alcunha vem de literati, "homens letrados" em latim, termo adaptado, com uma certa verve, para a era digital. E a narrativa comum é a virada da internet ao avesso: de um imenso território de liberdade e experimentação criativa, ela teria se transformado num loteamento de espaços fechados, simbolizados pela onipresença das redes sociais. Um espaço em que usuários têm dados espionados, ações monitoradas e vontades manipuladas. Mais: esses agrupamentos que se vendem como locais de convivência abertos e gratuitos, portanto próximos do que imaginaram originalmente os digerati, hoje cobram caro. Quase todos os frequentadores são obrigados a ver o que é anunciado ali.
Cientista, compositor e escritor, Jaron Lanier, de 58 anos, foi o criador do conceito de realidade virtual. Fundador da primeira empresa a comercializar essa solução em escala industrial, o novaiorquino é um dos principais articuladores desse movimento. Lanier tem levado seus dreadlocks longuíssimos aos quatro cantos do mundo em uma campanha de alerta contra o que chama de "os impérios de modificação de comportamento", como classificou em sua palestra no TED Talks, em maio. Ele não tem Twitter, Red d it ou Facebook e acaba de lançar o chamado às armas "Ten arguments for deleting your social media accounts right now" ("Dez argumentos para deletar agora sua conta nas redes sociais", em tradução livre).
O mecanismo dos likes
Lanier alega que nas redes sociais o cidadão perde seu livre-arbítrio e se submete ao mecanismo viciante dos likes: "Eles alimentam esses sentimentos, e você fica preso num loop", diz. A discussão é tão procedente que o criador da World Wide Web, o físico inglês Tim Berners-Lee, 63, afirmou, na edição deste mês da revista Vanity Fair, que está "devastado" com os rumos de sua invenção. Ele decidiu desenvolver um antídoto: trabalha no momento em uma plataforma para redescentralizar a internet, para devolver aos usuários o poder e a autonomia sobre os dados que desejam acessar. "Quem quer assegurar que a internet sirva de fato à humanidade está hoje preocupado com o que vê no mundo digital" - diz.
Especialista em estudos de ciência e tecnologia, Sherry Turkle, 70, vai além. E recomenda o desligamento de celulares e redes sociais. Professora do Massachusetts Institute of Technology, ela acompanhou a mudança de comportamento dos usuários online e estudou desde as múltiplas personas que habitavam os mundos artificiais até a egotrip e a alienação que comprometem o convívio na sociedade real. Turkle é autora do primeiro livro sobre a formação da identidade no ambiente virtual, ''Life on the screen" ("Vida na tela" em tradução livre, de 1995). Em abril, ela publicou um artigo analisando como o crescente repúdio ao Facebook não nos impedirá de seguir ativos na rede social. O motivo? "Ele nos permite ter uma versão melhor de nós mesmos".
Cientista da computação, escritor e ativista do Software Livre, o americano Richard Stallman, 65, discorda da proposta de desconexão total. Com uma forte ressalva. O uso que ele faz é bem peculiar. Stallman não tem celular, não entra em redes sociais e aboliu aplicativos e programas que utilizam software proprietário. Argumenta que eles são desenhados pelas corporações justamente para manipular e controlar dados dos usuários. "As empresas que desenvolvem esses programas têm controle total sobre o que as pessoas fazem. Se quiserem, elas podem espionar usuários, restringilos ou manipulá-los. Estamos indefesos, impotentes perante a vontade das corporações" - afirma.
Todas as mensagens que Stallman envia de seu correio eletrônico chegam com uma declaração de defesa da Constituição dos EUA, num recado a "eventuais agentes federais americanos que estejam lendo". Ele fez a reportagem assumir por escrito que leria 13 artigos sobre software livre e se negou a conversar por Skype ou WhatsApp.
O cientista conta ainda que disse "não, obrigado" ao aprender que todo smartphone, sem exceção, permite às redes telefônicas seguir seus movimentos. E que, segundo ele, quase todo aparelho pode ser convertido num dispositivo de escuta. "Não foi difícil dizer não, já que a alternativa era entregar minha liberdade" - argumenta.
Procurados por O Globo, Facebook e Twitter não se pronunciaram. O Google informou em nota que anunciou em maio novos recursos com o objetivo de ajudar os usuários a recorrer à tecnologia "de forma mais criteriosa, para desconectar quando necessário e criar hábitos saudáveis em suas famílias".
Sérgio Branco, diretor e fundador do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, voltado para a promoção de práticas de regulação na área, concorda que as pessoas ainda não se conscientizaram do perigo, especialmente, porque, ele diz, "vive-se a ilusão de que tudo é gratuito". "Jamais será um ato puramente inocente fornecer dados em troca de conteúdo, porque não temos controle sobre o que as empresas farão com eles" - alerta o advogado.
Como exemplo, ele cita um caso revelado pelo documentário As vítimas do Facebook, lançado pelos diretores canadenses Geoff D'Eon e Jay Dahl em 2011. Uma mulher diagnosticada com depressão severa recebeu como indicação médica sair de férias. Levou a mãe a um cruzeiro no Caribe e postou fotos no Facebook. Seu plano de saúde, que monitorava os dados, viu a foto e cancelou o serviço. A alegação? Quem está em depressão profunda não viaja para o Caribe de férias e muito menos celebra a alegria no universo digital.
Redes sociais: outras formas de compartilhar
Se o ciberespaço hoje aparenta ser um lugar ameaçador, a solução para voltarmos a habitar um local seguro e livre pode ser resumida em uma única palavra: conscientização. Stallman, em seu libelo em favor das liberdades individuais, duvida que as empresas desistam de seus lucros para racionalizar o que estão fazendo. Ele aponta uma saída simples e objetiva: "Depende de nós. Precisamos nos recusar a usar programas e plataformas abusivas. A maneira de acabar com o poder das empresas sobre os usuários é insistir em que eles usem software livre. Assim, eles próprios controlariam os programas e poderíam alterá-los. Quando seus amigos disserem que não querem mais usar Facebook, WhatsApp, Skype ou qualquer outro sistema de comunicação viciante, por favor, faça um esforço e coopere. Não descarte a amizade, encontre outras formas de dividir com eles informações sobre eventos sociais" - diz Stallman.
Já Jaron Lanier sugere "voltar o relógio" e reinventar a participação nas redes sociais. Não mais aceitar um ambiente de oferta de conteúdo aparentemente gratuito, mas ajudar a financiar espaços de concentração de conhecimento, em que especialistas de fato possam emitir suas opiniões. "Essa mudança eliminaria as notícias falsas e, no caso de aconselhamento médico, por exemplo, pagar-seia por pareceres de um verdadeiro profissional. Sonho com isso, e acho sim que a transformação é possível" - defende ele.
Tristan Harris, 33, ex-designer de Ética do Google, para onde trabalhou até 2016, se tornou uma espécie de mascote para o time dos radicais livres, ao fundar o Centro de Tecnologia Humana. Ele aposta em quatro soluções: as empresas precisam redesenhar suas interfaces para minimizar nosso tempo de tela; os governos têm de pressionar as empresas de tecnologia para adotarem modelos de negócios humanitários; consumidores se defrontam com a tarefa de assumir o controle de suas vidas digitais através de uma conscientização; e os funcionários das empresas de tecnologia devem se capacitar para construir soluções que melhorem a sociedade.
E como isso se dará no Brasil, que vive a realidade de uma cultura digital especialmente disseminada? Segundo o último levantamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o país conta com uma base instalada de 235,5 milhões de aparelhos celulares (densidade de 112,6 aparelhos para cada 100 habitantes) e 116 milhões de usuários de Internet.
Contatos perdidos
Para a professora da UFRJ e teórica da comunicação Raquel Paiva, a conscientização só podería ocorrer se (ou quando) o usuário brasileiro perceber que está se relacionando mais com máquinas do que com pessoas. "Somos um povo gregário, que necessita de vinculação, precisa do olhar do outro para se ver. O que temo é que as pessoas demorem muito a perceber que não cuidaram do seu entorno, que perderam a sociabilidade e deterioraram o seu convívio e sua capacidade de comunicação" - diz.
Ao descobrir que as informações pessoais dos usuários do Facebook eram vazadas para terceiros, Paiva fechou, de bate-pronto, a conta que tinha na rede social. "Acabei sendo eu a punida, pois perdi o acesso à maioria dos serviços que utilizava no cotidiano, como a compra de produtos orgânicos e roupas alternativas. Também me vi privada do contato com alguns colegas acadêmicos, uma vez que eles passaram a "existir" apenas no âmbito do Facebook" - conta a professora.
O documentarista canadense Geoff D'Eon, diretor de As vítimas do Facebook, diz simpatizar com a crítica dura dos digerati, mas faz ponderação pertinente: "A desconexão em massa, na prática, não vai acontecer. E não iremos resolver problemas sérios, como a explosão de notícias falsas, cyber-bullying, revenge porn, perda de privacidade e vazamento indiscriminado de informação, apenas com a elite intelectual se retirando das redes sociais. O restante da população seguirá, e as corporações vão continuar ganhando dinheiro. É muito tarde para um caminho de volta. Talvez a saída seja pensar melhor no que postar, ser mais consciente e cauteloso em relação ao que e com quem dividimos nossa vida online".
Rosane Serro, O Globo, 7/7/2018.
O título do texto - "Radicais livres" - estabelece com a mesma expressão empregada pela química uma relação semântica de: