Questões do ENEM: Linguagens e Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

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Resultados

453 questões encontradas. Mostrando a página 14 de 23.

  • DD860067-FE

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNIFESP · 2012DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem 015.jpg

    No soneto de Augusto dos Anjos, é evidente

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  • DBB49375-FE

    Português

    Conjunções: Relação de causa e consequência
    UNIFESP · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem 014.jpg

    Considere as seguintes passagens do texto:

    – [...] é levado a sentir entre elas uma relação sintática, mesmo que estejam fora de um contexto mais esclarecedor.

    Como todos rissem, o autor da frase emendou [...].


    As conjunções destacadas expressam, respectivamente, relação de

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  • DACC525F-FE

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2012DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem 014.jpg

    Assinale a alternativa que traz uma explicação plausível para o riso dos alunos.

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  • D9E3BBB3-FE

    Português

    Adjetivos
    UNIFESP · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem 013.jpg

    Assinale a alternativa em que, na reescrita do trecho, houve alteração da classe gramatical da palavra em destaque.

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  • D8FBC7B5-FE

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2012FácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem 013.jpg

    As informações do segundo parágrafo permitem concluir que o hacker tentou

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  • D72BD7B7-FE

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema Prece, de Fernando Pessoa.
    Senhor, a noite veio e a alma é vil.
    Tanta foi a tormenta e a vontade!
    Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
    O mar universal e a saudade.
    Mas a chama, que a vida em nós criou,
    Se ainda há vida ainda não é finda.
    O frio morto em cinzas a ocultou:
    A mão do vento pode erguê-la ainda.
    Dá o sopro, a aragem – ou desgraça ou ânsia –,
    Com que a chama do esforço se remoça,
    E outra vez conquistaremos a Distância –
    Do mar ou outra, mas que seja nossa!
                                     (Fernando Pessoa. Mensagem, 1995.)

    Extraído do livro Mensagem, o poema pode ser considerado nacionalista, na medida em que o eu lírico

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  • D6412640-FE

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos
    Examine a tira.

    Imagem 011.jpg

    Bastante comum na fala coloquial, o modo de se empregar o pronome na fala da personagem – Maneiro encontrar tu! – também ocorre em:

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  • D5559103-FE

    Português

    Concordância verbal, Concordância nominal
    UNIFESP · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos
              O Hatha yoga pradipika, sagrada escritura do hatha
    yoga, escrita no século 15 da era atual, diz que, antes de nos
    aventurarmos na prática de austeridade e códigos morais,
    devemos nos preparar. Autocontrole e disciplina sem preparação
    adequada__________ criar mais problemas mentais
    e de personalidade do que paz de espírito. A beleza dessa
    escritura é que ela resolve o grande problema que todo iniciante
    enfrenta: dominar a mente.
                Devido___________abordagem corporal, o hatha yoga
    ficou conhecido – de modo equivocado – como uma categoria
    de ioga___________trabalha apenas as valências físicas
    (força, flexibilidade, resistência, equilíbrio e outras), quase
    como ginástica oriental. Isso não é verdade.
                                            (Ciência Hoje, julho de 2012. Adaptado.)

    De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com

    Escolha uma alternativa para a questão d5559103-fe
  • D386CFE1-FE

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2012DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: Leia o texto para responder às questões.

           Um sarau é o bocado mais delicioso que temos, de telhado
    abaixo. Em um sarau todo o mundo tem que fazer. O
    diplomata ajusta, com um copo de champagne na mão, os
    mais intrincados negócios; todos murmuram, e não há quem
    deixe de ser murmurado. O velho lembra-se dos minuetes e
    das cantigas do seu tempo, e o moço goza todos os regalos da
    sua época; as moças são no sarau como as estrelas no céu;
    estão no seu elemento: aqui uma, cantando suave cavatina,
    eleva-se vaidosa nas asas dos aplausos, por entre os quais
    surde, às vezes, um bravíssimo inopinado, que solta de lá
    da sala do jogo o parceiro que acaba de ganhar sua partida
    no écarté, mesmo na ocasião em que a moça se espicha
    completamente, desafinando um sustenido; daí a pouco vão
    outras, pelos braços de seus pares, se deslizando pela sala e
    marchando em seu passeio, mais a compasso que qualquer
    de nossos batalhões da Guarda Nacional, ao mesmo tempo
    que conversam sempre sobre objetos inocentes que movem
    olhaduras e risadinhas apreciáveis. Outras criticam de uma
    gorducha vovó, que ensaca nos bolsos meia bandeja de doces
    que veio para o chá, e que ela leva aos pequenos que, diz,
    lhe ficaram em casa. Ali vê-se um ataviado dandy que dirige
    mil finezas a uma senhora idosa, tendo os olhos pregados
    na sinhá, que senta-se ao lado. Finalmente, no sarau não é
    essencial ter cabeça nem boca, porque, para alguns é regra,
    durante ele, pensar pelos pés e falar pelos olhos.
            E o mais é que nós estamos num sarau. Inúmeros batéis
    conduziram da corte para a ilha de... senhoras e senhores,
    recomendáveis por caráter e qualidades; alegre, numerosa e
    escolhida sociedade enche a grande casa, que brilha e mostra
    em toda a parte borbulhar o prazer e o bom gosto.
            Entre todas essas elegantes e agradáveis moças, que
    com aturado empenho se esforçam para ver qual delas vence
    em graças, encantos e donaires, certo sobrepuja a travessa
    Moreninha, princesa daquela festa.
    (Joaquim Manuel de Macedo. A Moreninha, 1997.)

    Considerando os papéis desempenhados pelas personagens no texto, é correto afirmar que

    Escolha uma alternativa para a questão d386cfe1-fe
  • CEEE2958-FE

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: Leia o texto para responder às questões.


                                    Do chuchu ao xixi
            A concessionária Orla Rio subiu em 50%, de R$ 1 para
    R$ 1,50, o uso do banheiro público e de 60 para 65 anos o
    privilégio da gratuidade.
            A idade foi elevada com base em lei estadual de 2002,
    um ano antes de o Estatuto do Idoso (2003) favorecer pessoas
    “com idade igual ou superior a 60 anos”.
            Se o mal está feito, os economistas devem agora se preocupar
    com o choque do preço do uso do banheiro público na
    meta da inflação.
            Em 1977, rimos quando a ditadura culpou o chuchu.
    Não seria o caso de rir, na democracia, do impacto do xixi
    no custo de vida?
    (CartaCapital, 27.06.2012.)

    O autor mostra que a concessionária Orla Rio procedeu de forma

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  • CE08E494-FE

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia os versos de Cesário Verde.

    Duas igrejas, num saudoso largo,
    Lançam a nódoa negra e fúnebre do clero:
    Nelas esfumo um ermo inquisidor severo,
    Assim que pela História eu me aventuro e alargo.
    (www.astormentas.com)

    Em relação à Igreja, o eu lírico assume, nesses versos, uma posição
    .
    Escolha uma alternativa para a questão ce08e494-fe
  • CD235EB0-FE

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNIFESP · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos
            Essa poesia não logrou estabelecer-se em Portugal. De
    origem francesa, suas primeiras manifestações datam de
    1866, quando um editor parisiense publica uma coletânea de
    poemas; em 1871 e 1876, saem outras duas coletâneas. Os
    poetas desse movimento literário pregam o princípio da Arte
    pela Arte, isto é, defendem uma arte que não sirva a nada e
    a ninguém, uma arte inútil, uma arte voltada para si própria.
    A Arte procuraria a Beleza e a Verdade que existiriam nos seres
    concretos, e não no sentimento do artista. Por isso, o belo
    se confundiria com a forma que o reveste, e não com algo
    que existiria dentro dele. Daí vem que esses poetas sejam
    formalistas e preguem o cuidado da forma artística como
    exigência preliminar. Para consegui-lo, defendem uma atitude
    de impassibilidade diante das coisas: não se emocionar
    jamais; antes, impessoalizar-se tanto quanto possível pela
    descrição dos objetos, via de regra inertes ou obedientes aos
    movimentos próprios da Natureza (o fluxo e refluxo das ondas
    do mar, o voo dos pássaros, etc.). Esteticistas, anseiam
    uma arte universalista.
            Em Portugal, tentou-se introduzir esse movimento; certamente,
    impregnou alguns poetas, exerceu influência, mas
    não passou de prurido, que pouco alterou o ritmo literário
    do tempo. Na verdade, o modo fortuito como alguns se deixaram
    contaminar da nova moda poética revelava apenas
    veleidade francófila, em decorrência de razões de gosto pessoal
    ou de grupos restritos: faltou-lhes intuito comum.
    (Massaud Moisés. A literatura portuguesa, 1999. Adaptado.)



    As informações apresentadas no texto referem-se à literatura

    Escolha uma alternativa para a questão cd235eb0-fe
  • CC385E52-FE

    Português

    Morfologia
    UNIFESP · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos
    Examine a tira.

    Imagem 005.jpg

    O efeito de humor na situação apresentada decorre do fato de a personagem, no segundo quadrinho, considerar que “carinho” e “caro” sejam vocábulos

    Escolha uma alternativa para a questão cc385e52-fe
  • CB506E6E-FE

    Português

    Coesão e coerência
    UNIFESP · 2012DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Há tantos diálogos

    Diálogo com o ser amado

    o semelhante

    o diferente

    o indiferente

    o oposto

    o adversário

    o surdo-mudo

    o possesso

    o irracional

    o vegetal

    o mineral

    o inominado

    Diálogo consigo mesmo

    com a noite

    os astros

    os mortos

    as ideias

    o sonho

    o passado

    o mais que futuro

    Escolhe teu diálogo

    e

    tua melhor palavra

    ou

    teu melhor silêncio

    Mesmo no silêncio e com o silêncio

    dialogamos.

    (Carlos Drummond de Andrade. Discurso de primavera e algumas sombras, 1977.)


    Instrução: Leia o texto para responder às questões.

           O silêncio é a matéria significante por excelência, um
    continuum significante. O real da comunicação é o silêncio.
    E como o nosso objeto de reflexão é o discurso, chegamos a
    uma outra afirmação que sucede a essa: o silêncio é o real do
    discurso.
           O homem está “condenado” a significar. Com ou sem palavras,
    diante do mundo, há uma injunção à “interpretação”:
    tudo tem de fazer sentido (qualquer que ele seja). O homem
    está irremediavelmente constituído pela sua relação com o
    simbólico.
           Numa certa perspectiva, a dominante nos estudos dos signos,
    se produz uma sobreposição entre linguagem (verbal e
    não-verbal) e significação.
           Disso decorreu um recobrimento dessas duas noções, resultando
    uma redução pela qual qualquer matéria significante
    fala, isto é, é remetida à linguagem (sobretudo verbal) para
    que lhe seja atribuído sentido.
           Nessa mesma direção, coloca-se o “império do verbal”
    em nossas formas sociais: traduz-se o silêncio em palavras.
    Vê-se assim o silêncio como linguagem e perde-se sua especificidade,
    enquanto matéria significante distinta da linguagem.
    (Eni Orlandi. As formas do silêncio, 1997.)

    Na oração do 4.º parágrafo – [...] para que lhe seja atribuído sentido. –, o pronome “lhe” substitui a expressão

    Escolha uma alternativa para a questão cb506e6e-fe
  • CA6AEF7B-FE

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

    Há tantos diálogos

    Diálogo com o ser amado

    o semelhante

    o diferente

    o indiferente

    o oposto

    o adversário

    o surdo-mudo

    o possesso

    o irracional

    o vegetal

    o mineral

    o inominado

    Diálogo consigo mesmo

    com a noite

    os astros

    os mortos

    as ideias

    o sonho

    o passado

    o mais que futuro

    Escolhe teu diálogo

    e

    tua melhor palavra

    ou

    teu melhor silêncio

    Mesmo no silêncio e com o silêncio

    dialogamos.

    (Carlos Drummond de Andrade. Discurso de primavera e algumas sombras, 1977.)


    Instrução: Leia o texto para responder às questões.

           O silêncio é a matéria significante por excelência, um
    continuum significante. O real da comunicação é o silêncio.
    E como o nosso objeto de reflexão é o discurso, chegamos a
    uma outra afirmação que sucede a essa: o silêncio é o real do
    discurso.
           O homem está “condenado” a significar. Com ou sem palavras,
    diante do mundo, há uma injunção à “interpretação”:
    tudo tem de fazer sentido (qualquer que ele seja). O homem
    está irremediavelmente constituído pela sua relação com o
    simbólico.
           Numa certa perspectiva, a dominante nos estudos dos signos,
    se produz uma sobreposição entre linguagem (verbal e
    não-verbal) e significação.
           Disso decorreu um recobrimento dessas duas noções, resultando
    uma redução pela qual qualquer matéria significante
    fala, isto é, é remetida à linguagem (sobretudo verbal) para
    que lhe seja atribuído sentido.
           Nessa mesma direção, coloca-se o “império do verbal”
    em nossas formas sociais: traduz-se o silêncio em palavras.
    Vê-se assim o silêncio como linguagem e perde-se sua especificidade,
    enquanto matéria significante distinta da linguagem.
    (Eni Orlandi. As formas do silêncio, 1997.)

    Ao analisar a prevalência da linguagem verbal na comunicação social, a autora enfatiza que

    Escolha uma alternativa para a questão ca6aef7b-fe
  • C97BE244-FE

    Português

    Denotação e Conotação
    UNIFESP · 2012FácilEntre para guardar nos favoritos

    Há tantos diálogos

    Diálogo com o ser amado

    o semelhante

    o diferente

    o indiferente

    o oposto

    o adversário

    o surdo-mudo

    o possesso

    o irracional

    o vegetal

    o mineral

    o inominado

    Diálogo consigo mesmo

    com a noite

    os astros

    os mortos

    as ideias

    o sonho

    o passado

    o mais que futuro

    Escolhe teu diálogo

    e

    tua melhor palavra

    ou

    teu melhor silêncio

    Mesmo no silêncio e com o silêncio

    dialogamos.

    (Carlos Drummond de Andrade. Discurso de primavera e algumas sombras, 1977.)


    Instrução: Leia o texto para responder às questões.

           O silêncio é a matéria significante por excelência, um
    continuum significante. O real da comunicação é o silêncio.
    E como o nosso objeto de reflexão é o discurso, chegamos a
    uma outra afirmação que sucede a essa: o silêncio é o real do
    discurso.
           O homem está “condenado” a significar. Com ou sem palavras,
    diante do mundo, há uma injunção à “interpretação”:
    tudo tem de fazer sentido (qualquer que ele seja). O homem
    está irremediavelmente constituído pela sua relação com o
    simbólico.
           Numa certa perspectiva, a dominante nos estudos dos signos,
    se produz uma sobreposição entre linguagem (verbal e
    não-verbal) e significação.
           Disso decorreu um recobrimento dessas duas noções, resultando
    uma redução pela qual qualquer matéria significante
    fala, isto é, é remetida à linguagem (sobretudo verbal) para
    que lhe seja atribuído sentido.
           Nessa mesma direção, coloca-se o “império do verbal”
    em nossas formas sociais: traduz-se o silêncio em palavras.
    Vê-se assim o silêncio como linguagem e perde-se sua especificidade,
    enquanto matéria significante distinta da linguagem.
    (Eni Orlandi. As formas do silêncio, 1997.)

    No segundo parágrafo do texto, empregam-se as aspas no termo “condenado” para

    Escolha uma alternativa para a questão c97be244-fe
  • C895BAB0-FE

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2012FácilEntre para guardar nos favoritos

    Há tantos diálogos

    Diálogo com o ser amado

    o semelhante

    o diferente

    o indiferente

    o oposto

    o adversário

    o surdo-mudo

    o possesso

    o irracional

    o vegetal

    o mineral

    o inominado

    Diálogo consigo mesmo

    com a noite

    os astros

    os mortos

    as ideias

    o sonho

    o passado

    o mais que futuro

    Escolhe teu diálogo

    e

    tua melhor palavra

    ou

    teu melhor silêncio

    Mesmo no silêncio e com o silêncio

    dialogamos.

    (Carlos Drummond de Andrade. Discurso de primavera e algumas sombras, 1977.)


    Instrução: Leia o texto para responder às questões.

           O silêncio é a matéria significante por excelência, um
    continuum significante. O real da comunicação é o silêncio.
    E como o nosso objeto de reflexão é o discurso, chegamos a
    uma outra afirmação que sucede a essa: o silêncio é o real do
    discurso.
           O homem está “condenado” a significar. Com ou sem palavras,
    diante do mundo, há uma injunção à “interpretação”:
    tudo tem de fazer sentido (qualquer que ele seja). O homem
    está irremediavelmente constituído pela sua relação com o
    simbólico.
           Numa certa perspectiva, a dominante nos estudos dos signos,
    se produz uma sobreposição entre linguagem (verbal e
    não-verbal) e significação.
           Disso decorreu um recobrimento dessas duas noções, resultando
    uma redução pela qual qualquer matéria significante
    fala, isto é, é remetida à linguagem (sobretudo verbal) para
    que lhe seja atribuído sentido.
           Nessa mesma direção, coloca-se o “império do verbal”
    em nossas formas sociais: traduz-se o silêncio em palavras.
    Vê-se assim o silêncio como linguagem e perde-se sua especificidade,
    enquanto matéria significante distinta da linguagem.
    (Eni Orlandi. As formas do silêncio, 1997.)

    A ideia comum entre o poema de Drummond e o texto de Eni Orlandi diz respeito ao fato de que o silêncio

    Escolha uma alternativa para a questão c895bab0-fe
  • C6C9DC7B-FE

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: Leia o poema O constante diálogo, de Carlos Drummond de Andrade, para responder às questões.

    Há tantos diálogos

    Diálogo com o ser amado
                         o semelhante
                         o diferente
                         o indiferente
                         o oposto
                         o adversário
                         o surdo-mudo
                         o possesso
                         o irracional
                         o vegetal
                         o mineral
                         o inominado

    Diálogo consigo mesmo
                         com a noite
                         os astros
                         os mortos
                         as ideias
                         o sonho
                         o passado
                         o mais que futuro
    Escolhe teu diálogo
                         e
    tua melhor palavra
                        ou
    teu melhor silêncio
    Mesmo no silêncio e com o silêncio
    dialogamos.

    (Carlos Drummond de Andrade. Discurso de primavera e algumas sombras, 1977.)

    Na abordagem temática do poema, destaca-se a inserção do discurso

    Escolha uma alternativa para a questão c6c9dc7b-fe
  • C5DC5791-FE

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: Leia o poema O constante diálogo, de Carlos Drummond de Andrade, para responder às questões.

    Há tantos diálogos

    Diálogo com o ser amado
                         o semelhante
                         o diferente
                         o indiferente
                         o oposto
                         o adversário
                         o surdo-mudo
                         o possesso
                         o irracional
                         o vegetal
                         o mineral
                         o inominado

    Diálogo consigo mesmo
                         com a noite
                         os astros
                         os mortos
                         as ideias
                         o sonho
                         o passado
                         o mais que futuro
    Escolhe teu diálogo
                         e
    tua melhor palavra
                        ou
    teu melhor silêncio
    Mesmo no silêncio e com o silêncio
    dialogamos.

    (Carlos Drummond de Andrade. Discurso de primavera e algumas sombras, 1977.)

    O eu lírico, ao mostrar as variedades do diálogo, revela que este

    Escolha uma alternativa para a questão c5dc5791-fe