Questões do ENEM: Linguagens e Universidade do Estado do Amazonas (UEA)
Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.
- Filtrando por
- LinguagensRemover este filtro
- Universidade do Estado do Amazonas (UEA)Remover este filtro
- Limpar tudo
Resultados
164 questões encontradas. Mostrando a página 2 de 9.
02B50418-74 Leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, para responder à questão.Ricardo agarrou o cálice com delicadeza e respeito, levou-o aos lábios e foi como se todo ele bebesse o licor nacional.— Está bom, hein?— indagou o major.— Magnífico— fez Ricardo, estalando os lábios. — É de Angra. Agora tu vais ver que magnífico vinho do Rio Grande temos… Qual Borgonha! Qual Bordeaux! Temos no Sul muito melhores…E o jantar correu assim, nesse tom. Quaresma exaltando os produtos nacionais: a banha, o toucinho e o arroz; a irmã fazia pequenas objeções e Ricardo dizia: “É, é, não há dúvida” — rolando nas órbitas os olhos pequenos, franzindo a testa diminuta que se sumia no cabelo áspero, forçando muito a sua fisionomia miúda e dura a adquirir uma expressão sincera de delicadeza e satisfação.Acabado o jantar foram ver o jardim. Era uma maravilha; não tinha nem uma flor… Certamente não se podia tomar por tal míseros beijos-de-frade, palmas-de-santa-rita, quaresmas lutulentas1 , manacás melancólicos e outros belos exemplares dos nossos campos e prados. Como em tudo o mais, o major era em jardinagem essencialmente nacional. Nada de rosas, de crisântemos, de magnólias — flores exóticas; as nossas terras tinham outras mais belas, mais expressivas, mais olentes2 , como aquelas que ele tinha ali.Ricardo ainda uma vez concordou e os dois entraram na sala, quando o crepúsculo vinha devagar, muito vagaroso e lento, como se fosse um longo adeus saudoso do sol ao deixar a terra, pondo nas coisas a sua poesia dolente3 e a sua deliquescência4.Mal foi aceso o gás, o mestre de violão empunhou o instrumento, apertou as cravelhas, correu a escala, abaixando-se sobre ele como se o quisesse beijar. Tirou alguns acordes, para experimentar; e dirigiu-se ao discípulo, que já tinha o seu em posição:— Vamos ver. Tire a escala, major.(Triste fim de Policarpo Quaresma, 2010.)1 lutulento: lamacento, lodoso.2 olente: cheiroso, perfumado.3 dolente: lamentosa, queixosa.4 deliquescência: propriedade que certas substâncias têm de extrair água.O narrador do romance manifesta-se ironicamente, em tom jocoso, em:02B1FF57-74 Português
Interpretação de TextosUEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, para responder à questão.Ricardo agarrou o cálice com delicadeza e respeito, levou-o aos lábios e foi como se todo ele bebesse o licor nacional.— Está bom, hein?— indagou o major.— Magnífico— fez Ricardo, estalando os lábios. — É de Angra. Agora tu vais ver que magnífico vinho do Rio Grande temos… Qual Borgonha! Qual Bordeaux! Temos no Sul muito melhores…E o jantar correu assim, nesse tom. Quaresma exaltando os produtos nacionais: a banha, o toucinho e o arroz; a irmã fazia pequenas objeções e Ricardo dizia: “É, é, não há dúvida” — rolando nas órbitas os olhos pequenos, franzindo a testa diminuta que se sumia no cabelo áspero, forçando muito a sua fisionomia miúda e dura a adquirir uma expressão sincera de delicadeza e satisfação.Acabado o jantar foram ver o jardim. Era uma maravilha; não tinha nem uma flor… Certamente não se podia tomar por tal míseros beijos-de-frade, palmas-de-santa-rita, quaresmas lutulentas1 , manacás melancólicos e outros belos exemplares dos nossos campos e prados. Como em tudo o mais, o major era em jardinagem essencialmente nacional. Nada de rosas, de crisântemos, de magnólias — flores exóticas; as nossas terras tinham outras mais belas, mais expressivas, mais olentes2 , como aquelas que ele tinha ali.Ricardo ainda uma vez concordou e os dois entraram na sala, quando o crepúsculo vinha devagar, muito vagaroso e lento, como se fosse um longo adeus saudoso do sol ao deixar a terra, pondo nas coisas a sua poesia dolente3 e a sua deliquescência4.Mal foi aceso o gás, o mestre de violão empunhou o instrumento, apertou as cravelhas, correu a escala, abaixando-se sobre ele como se o quisesse beijar. Tirou alguns acordes, para experimentar; e dirigiu-se ao discípulo, que já tinha o seu em posição:— Vamos ver. Tire a escala, major.(Triste fim de Policarpo Quaresma, 2010.)1 lutulento: lamacento, lodoso.2 olente: cheiroso, perfumado.3 dolente: lamentosa, queixosa.4 deliquescência: propriedade que certas substâncias têm de extrair água.Uma característica do personagem Policarpo Quaresma que o acompanha ao longo de todo o romance e que está presente nesse trecho é sua obsessão02AF28A0-74 Português
Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.UEA · 2025Entre para guardar nos favoritosConsidere a tirinha de Eduardo Arruda, publicada no perfil @eduardobarruda do Instagram em 25.01.2025, para responder à questão.
A tirinha pode ser entendida como uma reflexão metalinguística. Nessa interpretação, a metalinguagem decorreria de a tirinha propor uma reflexão sobre02ACA444-74 Português
Interpretação de TextosUEA · 2025Entre para guardar nos favoritosConsidere a tirinha de Eduardo Arruda, publicada no perfil @eduardobarruda do Instagram em 25.01.2025, para responder à questão.
Na situação exposta na tirinha, a informação “nem começava” representaE5C14B51-74 Português
Interpretação de TextosUEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritosO cooperativismo é reconhecido mundialmente pela capacidade de promover o crescimento justo e sustentável nos lugares onde atua. Seja em pequenas comunidades agrícolas, em grandes centros urbanos ou mesmo em plena Amazônia, o cooperativismo faz a diferença para milhões de pessoas que decidem empreender coletivamente. As cooperativas criam condições socioeconômicas que têm impacto tanto para os cooperados quanto para suas comunidades.(https://somoscooperativismo.coop.br, 12.02.2025. Adaptado.)A inciativa de fomentar o cooperativismo na região Amazônica, conforme retratado no excerto, tem como consequência socioeconômica para o comércio localE57DAF3E-74 Português
Interpretação de TextosUEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritosO termo decolonialismo — ou decolonialidade — significa o conjunto de práticas, conceitos, pesquisas e estudos que tentam diminuir, e até reverter, os efeitos da colonização nas sociedades em que este processo histórico ocorreu. Decolonialismo é diferente de descolonização. Enquanto a descolonização se refere às lutas das colônias africanas, asiáticas e latino-americanas para se tornarem independentes das respectivas metrópoles, o decolonialismo tem como princípio que a independência política não acabou com instituições, hábitos e práticas coloniais, tais como: machismo; racismo; clientelismo; uso da violência como método de resolução de conflitos e aplicação do aparato repressivo contra as populações mais pobres e não-brancas; a permanência de latifúndios (ou resistência a implantar reforma agrária).(Alexandre Barbosa. “O que é decolonialismo?”. www.eca.usp.br, 07.05.2024. Adaptado.)De acordo com o excerto, o decolonialismoE56B5CDE-74 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritosLeia a citação de Desmond Tutu, teólogo da África do Sul.
(https://antibullyingblog.blogspot.com. Adaptado.)According to the quote,E568DD5E-74 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUEA · 2025Entre para guardar nos favoritosLeia o texto para responder à questão.
The Sustainable Development Goals (SDGs) were adopted by all United Nations Member States in 2015 to end poverty, reduce inequality and build more peaceful, prosperous societies by 2030.The widespread destruction of the natural world is weakening the achievement of the SDGs and exposing humanity’s future to danger. A human-induced triple planetary crisis of climate change, nature and biodiversity loss, and pollution and waste is pushing nature to the breaking point. That is putting at risk the food we eat, the air we breathe, the water we drink and the materials and resources upon which our societies are built.The triple planetary crisis is stressing most heavily the vulnerable, including the poor, women and indigenous peoples. Unless humanity reverses its environmental course, it will be impossible to achieve the SDGs.(www.unep.org. Adaptado.)No trecho do terceiro parágrafo “Unless humanity reverses its environmental course, it will be impossible to achieve the SDGs”, o termo sublinhado tem sentido equivalente, em português, a:E5664E11-74 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUEA · 2025Entre para guardar nos favoritosLeia o texto para responder à questão.
The Sustainable Development Goals (SDGs) were adopted by all United Nations Member States in 2015 to end poverty, reduce inequality and build more peaceful, prosperous societies by 2030.The widespread destruction of the natural world is weakening the achievement of the SDGs and exposing humanity’s future to danger. A human-induced triple planetary crisis of climate change, nature and biodiversity loss, and pollution and waste is pushing nature to the breaking point. That is putting at risk the food we eat, the air we breathe, the water we drink and the materials and resources upon which our societies are built.The triple planetary crisis is stressing most heavily the vulnerable, including the poor, women and indigenous peoples. Unless humanity reverses its environmental course, it will be impossible to achieve the SDGs.(www.unep.org. Adaptado.)According to the text, one problem of the triple planetary crisis which is induced by human activity is:E563C7F3-74 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUEA · 2025Entre para guardar nos favoritosLeia o texto para responder à questão.
The Sustainable Development Goals (SDGs) were adopted by all United Nations Member States in 2015 to end poverty, reduce inequality and build more peaceful, prosperous societies by 2030.The widespread destruction of the natural world is weakening the achievement of the SDGs and exposing humanity’s future to danger. A human-induced triple planetary crisis of climate change, nature and biodiversity loss, and pollution and waste is pushing nature to the breaking point. That is putting at risk the food we eat, the air we breathe, the water we drink and the materials and resources upon which our societies are built.The triple planetary crisis is stressing most heavily the vulnerable, including the poor, women and indigenous peoples. Unless humanity reverses its environmental course, it will be impossible to achieve the SDGs.(www.unep.org. Adaptado.)De acordo com o texto, um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável adotado pela Organização das Nações Unidas (ONU) éE56138F1-74 Português
Interpretação de TextosUEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho a seguir, retirado do romance Macunaíma, de Mário de Andrade, para responder à questão.Uma feita a Sol cobrira os três manos duma escaminha de suor e Macunaíma se lembrou de tomar banho. Porém no rio era impossível por causa das piranhas tão vorazes que de quando em quando, na luta pra pegar um naco de irmã espedaçada, pulavam aos cachos pra fora d’água metro e mais. Então Macunaíma enxergou numa lapa bem no meio do rio uma cova cheia d’água. E a cova era que nem a marca dum pé gigante. Abicaram. O herói depois de muitos gritos por causa do frio da água entrou na cova e se lavou inteirinho. Mas a água era encantada porque aquele buraco na lapa era marca do pezão do Sumé, do tempo em que andava pregando o evangelho de Jesus pra indiada brasileira. Quando o herói saiu do banho estava branco loiro e de olhos azuizinhos, água lavara o pretume dele. E ninguém não seria capaz mais de indicar nele um filho da tribo retinta dos Tapanhumas.Nem bem Jiguê percebeu o milagre, se atirou na marca do pezão do Sumé. Porém a água já estava muito suja da negrura do herói e por mais que Jiguê esfregasse feito maluco atirando água pra todos os lados só conseguiu ficar da cor do bronze novo. Macunaíma teve dó e consolou:— Olhe, mano Jiguê, branco você ficou não, porém pretume foi-se e antes fanhoso que sem nariz.(Macunaíma, 2013.)De acordo com o texto, o banho não produziu em Jiguê o resultado que ele esperava porqueE55EA4B6-74 Literatura
Teoria LiteráriaUEA · 2025Entre para guardar nos favoritosLeia o trecho a seguir, retirado do romance Macunaíma, de Mário de Andrade, para responder à questão.Uma feita a Sol cobrira os três manos duma escaminha de suor e Macunaíma se lembrou de tomar banho. Porém no rio era impossível por causa das piranhas tão vorazes que de quando em quando, na luta pra pegar um naco de irmã espedaçada, pulavam aos cachos pra fora d’água metro e mais. Então Macunaíma enxergou numa lapa bem no meio do rio uma cova cheia d’água. E a cova era que nem a marca dum pé gigante. Abicaram. O herói depois de muitos gritos por causa do frio da água entrou na cova e se lavou inteirinho. Mas a água era encantada porque aquele buraco na lapa era marca do pezão do Sumé, do tempo em que andava pregando o evangelho de Jesus pra indiada brasileira. Quando o herói saiu do banho estava branco loiro e de olhos azuizinhos, água lavara o pretume dele. E ninguém não seria capaz mais de indicar nele um filho da tribo retinta dos Tapanhumas.Nem bem Jiguê percebeu o milagre, se atirou na marca do pezão do Sumé. Porém a água já estava muito suja da negrura do herói e por mais que Jiguê esfregasse feito maluco atirando água pra todos os lados só conseguiu ficar da cor do bronze novo. Macunaíma teve dó e consolou:— Olhe, mano Jiguê, branco você ficou não, porém pretume foi-se e antes fanhoso que sem nariz.(Macunaíma, 2013.)O episódio narrado neste trecho exemplifica uma característica marcante da personagem Macunaíma:E55C2965-74 Português
Interpretação de TextosUEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o artigo escrito por Rafael Magalhães dos Santos e editado por Layse Ventura.A televisão já foi vista como o fim do cinema. Mas, em vez de morrer, a sétima arte evoluiu: criou novas linguagens, reinventou formatos e encontrou seu próprio espaço. Hoje, a Inteligência Artificial é tratada como a próxima ameaça às indústrias criativas. Será? A história mostra que, diante de grandes mudanças, quem inova sobrevive — e ainda brilha.Para salvar a experiência do cinema diante da televisão, a indústria apostou na inovação técnica e estética. Vieram o widescreen, o 3D e o som multicanal, criando um espetáculo que nenhuma TV da época podia replicar. As produções também aceleraram a adoção do filme colorido e passaram a se associar a eventos de “alta cultura”, como teatro e ópera, com filmes mais longos, aberturas e intervalos.Nem todas as ideias pegaram — e algumas soaram até ridículas, como o “smell-o-vision”, que liberava cheiros durante o filme Scent of Mystery (1960). Ainda assim, o esforço de inovar transformou a própria linguagem do cinema.O impacto foi tão profundo que o cinema deixou de disputar espaço com a TV e criou uma experiência sensorial própria. Inovar não era apenas uma questão de sobrevivência, era uma forma de transformar limitações em novas possibilidades estéticas. Em vez de resistir à mudança, o cinema a incorporou como motor de evolução.A Inteligência Artificial gera hoje o mesmo frio na barriga que a televisão causou décadas atrás. Textos, músicas, pinturas e roteiros podem ser produzidos em minutos, desafiando a ideia de autoria e talento humano. Mas, assim como o cinema não desapareceu, a criação humana também não precisa ser substituída, ela pode evoluir junto.A IA não é apenas uma máquina de cópias. Ela pode ser uma ferramenta de experimentação, inspiração e até democratização do acesso criativo. Em vez de temer o que a tecnologia pode fazer, a chave está em usá-la para ampliar o que só os humanos conseguem transmitir: emoção, nuance, surpresa.A Inteligência Artificial pode ser a faísca de uma nova era nas artes. A criatividade continua a ser um terreno humano — e, agora, com novos instrumentos para explorá-lo como nunca antes.(www.olhardigital.com.br, 02.05.2025. Adaptado.)“Em vez de temer o que a tecnologia pode fazer, a chave está em usá-la para ampliar o que só os humanos conseguem transmitir” (6o parágrafo)Sem modificar o sentido da frase, a expressão sublinhada pode ser substituída porE559965F-74 Português
Orações subordinadas substantivas: Subjetivas, Objetivas diretas, Objetivas indiretas...UEA · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o artigo escrito por Rafael Magalhães dos Santos e editado por Layse Ventura.A televisão já foi vista como o fim do cinema. Mas, em vez de morrer, a sétima arte evoluiu: criou novas linguagens, reinventou formatos e encontrou seu próprio espaço. Hoje, a Inteligência Artificial é tratada como a próxima ameaça às indústrias criativas. Será? A história mostra que, diante de grandes mudanças, quem inova sobrevive — e ainda brilha.Para salvar a experiência do cinema diante da televisão, a indústria apostou na inovação técnica e estética. Vieram o widescreen, o 3D e o som multicanal, criando um espetáculo que nenhuma TV da época podia replicar. As produções também aceleraram a adoção do filme colorido e passaram a se associar a eventos de “alta cultura”, como teatro e ópera, com filmes mais longos, aberturas e intervalos.Nem todas as ideias pegaram — e algumas soaram até ridículas, como o “smell-o-vision”, que liberava cheiros durante o filme Scent of Mystery (1960). Ainda assim, o esforço de inovar transformou a própria linguagem do cinema.O impacto foi tão profundo que o cinema deixou de disputar espaço com a TV e criou uma experiência sensorial própria. Inovar não era apenas uma questão de sobrevivência, era uma forma de transformar limitações em novas possibilidades estéticas. Em vez de resistir à mudança, o cinema a incorporou como motor de evolução.A Inteligência Artificial gera hoje o mesmo frio na barriga que a televisão causou décadas atrás. Textos, músicas, pinturas e roteiros podem ser produzidos em minutos, desafiando a ideia de autoria e talento humano. Mas, assim como o cinema não desapareceu, a criação humana também não precisa ser substituída, ela pode evoluir junto.A IA não é apenas uma máquina de cópias. Ela pode ser uma ferramenta de experimentação, inspiração e até democratização do acesso criativo. Em vez de temer o que a tecnologia pode fazer, a chave está em usá-la para ampliar o que só os humanos conseguem transmitir: emoção, nuance, surpresa.A Inteligência Artificial pode ser a faísca de uma nova era nas artes. A criatividade continua a ser um terreno humano — e, agora, com novos instrumentos para explorá-lo como nunca antes.(www.olhardigital.com.br, 02.05.2025. Adaptado.)O sujeito oracional ocorre quando uma oração exerce a função de sujeito de outra oração.Nesse sentido, ocorre sujeito oracional em:E5571301-74 Português
Interpretação de TextosUEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o artigo escrito por Rafael Magalhães dos Santos e editado por Layse Ventura.A televisão já foi vista como o fim do cinema. Mas, em vez de morrer, a sétima arte evoluiu: criou novas linguagens, reinventou formatos e encontrou seu próprio espaço. Hoje, a Inteligência Artificial é tratada como a próxima ameaça às indústrias criativas. Será? A história mostra que, diante de grandes mudanças, quem inova sobrevive — e ainda brilha.Para salvar a experiência do cinema diante da televisão, a indústria apostou na inovação técnica e estética. Vieram o widescreen, o 3D e o som multicanal, criando um espetáculo que nenhuma TV da época podia replicar. As produções também aceleraram a adoção do filme colorido e passaram a se associar a eventos de “alta cultura”, como teatro e ópera, com filmes mais longos, aberturas e intervalos.Nem todas as ideias pegaram — e algumas soaram até ridículas, como o “smell-o-vision”, que liberava cheiros durante o filme Scent of Mystery (1960). Ainda assim, o esforço de inovar transformou a própria linguagem do cinema.O impacto foi tão profundo que o cinema deixou de disputar espaço com a TV e criou uma experiência sensorial própria. Inovar não era apenas uma questão de sobrevivência, era uma forma de transformar limitações em novas possibilidades estéticas. Em vez de resistir à mudança, o cinema a incorporou como motor de evolução.A Inteligência Artificial gera hoje o mesmo frio na barriga que a televisão causou décadas atrás. Textos, músicas, pinturas e roteiros podem ser produzidos em minutos, desafiando a ideia de autoria e talento humano. Mas, assim como o cinema não desapareceu, a criação humana também não precisa ser substituída, ela pode evoluir junto.A IA não é apenas uma máquina de cópias. Ela pode ser uma ferramenta de experimentação, inspiração e até democratização do acesso criativo. Em vez de temer o que a tecnologia pode fazer, a chave está em usá-la para ampliar o que só os humanos conseguem transmitir: emoção, nuance, surpresa.A Inteligência Artificial pode ser a faísca de uma nova era nas artes. A criatividade continua a ser um terreno humano — e, agora, com novos instrumentos para explorá-lo como nunca antes.(www.olhardigital.com.br, 02.05.2025. Adaptado.)“Para salvar a experiência do cinema diante da televisão, a indústria apostou na inovação técnica e estética.” (2o parágrafo)No contexto em que se encontra, a palavra sublinhada deve ser entendida como:E5544487-74 Português
Interpretação de TextosUEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, considere o artigo escrito por Rafael Magalhães dos Santos e editado por Layse Ventura.A televisão já foi vista como o fim do cinema. Mas, em vez de morrer, a sétima arte evoluiu: criou novas linguagens, reinventou formatos e encontrou seu próprio espaço. Hoje, a Inteligência Artificial é tratada como a próxima ameaça às indústrias criativas. Será? A história mostra que, diante de grandes mudanças, quem inova sobrevive — e ainda brilha.Para salvar a experiência do cinema diante da televisão, a indústria apostou na inovação técnica e estética. Vieram o widescreen, o 3D e o som multicanal, criando um espetáculo que nenhuma TV da época podia replicar. As produções também aceleraram a adoção do filme colorido e passaram a se associar a eventos de “alta cultura”, como teatro e ópera, com filmes mais longos, aberturas e intervalos.Nem todas as ideias pegaram — e algumas soaram até ridículas, como o “smell-o-vision”, que liberava cheiros durante o filme Scent of Mystery (1960). Ainda assim, o esforço de inovar transformou a própria linguagem do cinema.O impacto foi tão profundo que o cinema deixou de disputar espaço com a TV e criou uma experiência sensorial própria. Inovar não era apenas uma questão de sobrevivência, era uma forma de transformar limitações em novas possibilidades estéticas. Em vez de resistir à mudança, o cinema a incorporou como motor de evolução.A Inteligência Artificial gera hoje o mesmo frio na barriga que a televisão causou décadas atrás. Textos, músicas, pinturas e roteiros podem ser produzidos em minutos, desafiando a ideia de autoria e talento humano. Mas, assim como o cinema não desapareceu, a criação humana também não precisa ser substituída, ela pode evoluir junto.A IA não é apenas uma máquina de cópias. Ela pode ser uma ferramenta de experimentação, inspiração e até democratização do acesso criativo. Em vez de temer o que a tecnologia pode fazer, a chave está em usá-la para ampliar o que só os humanos conseguem transmitir: emoção, nuance, surpresa.A Inteligência Artificial pode ser a faísca de uma nova era nas artes. A criatividade continua a ser um terreno humano — e, agora, com novos instrumentos para explorá-lo como nunca antes.(www.olhardigital.com.br, 02.05.2025. Adaptado.)Dentro da perspectiva apresentada pelo autor, a Inteligência Artificial vaiE5516E9A-74 Português
Interpretação de TextosUEA · 2025Entre para guardar nos favoritosConsidere a tirinha a seguir, publicada no perfil @devaneioshq do Instagram em 11.06.2025, para responder à questão.
Em relação ao momento em que o narrador conta a história, os fatos narrados acontecemE54DCEB1-74 Português
Figuras de LinguagemUEA · 2025Entre para guardar nos favoritosConsidere a tirinha a seguir, publicada no perfil @devaneioshq do Instagram em 11.06.2025, para responder à questão.
Para a produção do efeito humorístico, o autor recorre, no quarto quadrinho,D1B3C757-74 Português
Morfologia - PronomesUEA · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto de Dan Ariely, traduzido por Ivo Korytowski, para responder à questão.
O chamado da arte
Em abril de 2011, o programa de rádio This American Life apresentou uma matéria sobre Dan Weiss, um jovem universitário que trabalhava no Centro John F. Kennedy de Artes Cênicas, em Washington. Sua função era cuidar do estoque das lojas de suvenires do centro, onde uma equipe de 300 voluntários bem-intencionados — em sua maioria, aposentados que adoravam teatro e música — vendia as mercadorias aos visitantes.
As lojas de suvenires eram administradas como barracas de limonada. Não havia caixas registradoras, apenas caixas de papel onde os voluntários depositavam o dinheiro e de onde pegavam o troco. As lojinhas eram um ótimo negócio, com mais de 400 mil dólares em vendas de mercadorias anualmente. Mas tinham um grande problema: daquela quantia, uns 150 mil dólares desapareciam a cada ano.
Quando foi promovido a gerente, Dan assumiu a tarefa de capturar o ladrão. Começou a suspeitar de outro jovem funcionário cujo trabalho era levar o dinheiro ao banco. Contratou um detetive para montar uma operação e, numa noite de fevereiro, armaram a cilada. Dan colocou notas marcadas na caixa de papel e partiu. Depois, ele e o detetive se esconderam atrás de umas árvores ali por perto, aguardando pelo suspeito. Quando acabou o expediente e o membro suspeito da equipe foi embora, eles o abordaram e acharam algumas das notas marcadas no seu bolso. Caso encerrado, certo?
Não exatamente, como se constatou depois. O jovem empregado furtou apenas 60 dólares naquela noite, e, mesmo após sua demissão, o dinheiro e as mercadorias continuaram desaparecendo. O próximo passo de Dan foi criar um sistema de estoque com listas de preços e registros de vendas. Ele orientou os aposentados a anotarem o que era vendido e o que recebiam, e os furtos cessaram. O problema não era um único ladrão, mas a multidão de voluntários idosos, bem-intencionados, amantes das artes que se apropriavam dos produtos e do dinheiro que estavam ali de bobeira.
A moral dessa história não é nada edificante. Nas palavras de Dan: “Nós vamos nos apropriar de coisas que não nos pertencem se tivermos uma chance. (...) Muitas pessoas precisam de alguma forma de controle para fazerem a coisa certa.”
(A (honesta) verdade sobre a desonestidade, 2021. Adaptado.)
“Começou a suspeitar de outro jovem funcionário cujo trabalho era levar o dinheiro ao banco.” (3o parágrafo)
Suponha que o trecho sublinhado seja substituído por “era destinada a tarefa de levar o dinheiro ao banco”. Para manter a correção gramatical, na nova frase a palavra “cujo” deve ser substituída por:
D1B10B98-74 Português
Concordância verbal, Concordância nominalUEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto de Dan Ariely, traduzido por Ivo Korytowski, para responder à questão.
O chamado da arte
Em abril de 2011, o programa de rádio This American Life apresentou uma matéria sobre Dan Weiss, um jovem universitário que trabalhava no Centro John F. Kennedy de Artes Cênicas, em Washington. Sua função era cuidar do estoque das lojas de suvenires do centro, onde uma equipe de 300 voluntários bem-intencionados — em sua maioria, aposentados que adoravam teatro e música — vendia as mercadorias aos visitantes.
As lojas de suvenires eram administradas como barracas de limonada. Não havia caixas registradoras, apenas caixas de papel onde os voluntários depositavam o dinheiro e de onde pegavam o troco. As lojinhas eram um ótimo negócio, com mais de 400 mil dólares em vendas de mercadorias anualmente. Mas tinham um grande problema: daquela quantia, uns 150 mil dólares desapareciam a cada ano.
Quando foi promovido a gerente, Dan assumiu a tarefa de capturar o ladrão. Começou a suspeitar de outro jovem funcionário cujo trabalho era levar o dinheiro ao banco. Contratou um detetive para montar uma operação e, numa noite de fevereiro, armaram a cilada. Dan colocou notas marcadas na caixa de papel e partiu. Depois, ele e o detetive se esconderam atrás de umas árvores ali por perto, aguardando pelo suspeito. Quando acabou o expediente e o membro suspeito da equipe foi embora, eles o abordaram e acharam algumas das notas marcadas no seu bolso. Caso encerrado, certo?
Não exatamente, como se constatou depois. O jovem empregado furtou apenas 60 dólares naquela noite, e, mesmo após sua demissão, o dinheiro e as mercadorias continuaram desaparecendo. O próximo passo de Dan foi criar um sistema de estoque com listas de preços e registros de vendas. Ele orientou os aposentados a anotarem o que era vendido e o que recebiam, e os furtos cessaram. O problema não era um único ladrão, mas a multidão de voluntários idosos, bem-intencionados, amantes das artes que se apropriavam dos produtos e do dinheiro que estavam ali de bobeira.
A moral dessa história não é nada edificante. Nas palavras de Dan: “Nós vamos nos apropriar de coisas que não nos pertencem se tivermos uma chance. (...) Muitas pessoas precisam de alguma forma de controle para fazerem a coisa certa.”
(A (honesta) verdade sobre a desonestidade, 2021. Adaptado.)
“Dan assumiu a tarefa de capturar o ladrão” (3o parágrafo)
Ao se transpor a oração centrada no verbo sublinhado para a voz passiva, esse verbo assume a forma: