Questões do ENEM: Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

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Resultados

5.815 questões encontradas. Mostrando a página 234 de 291.

  • 9D609A5C-B7

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2012DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO II

    Imagem da questão de Português, UECE 2012, Interpretação de Textos

    Sobre suas preocupações do momento, diz Mário de Andrade que elas Serão desprezíveis pra qualquer idiota antiquado, aguado e simbolista. Para ele, são tão importantes como escrever um romance ou sofrer uma recusa de amor (Linhas 104-108).

    Assinale a única afirmativa NÃO condizente com as ideias do texto II.
    Escolha uma alternativa para a questão 9d609a5c-b7
  • 9D5D4F4F-B7

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I

    Imagem da questão de Português, UECE 2012, Interpretação de Textos

    Os seguintes excertos foram retirados das obras de dois escritores modernistas:

    1. Dezembro deu à luz das salas enceradas de tia Gabriela as três moças primas de óculos bem falados.
    Pantico norte-americava.
    E minha mãe entre médicos num leito de crise decidiu meu apressado viageiro do mundo.
    2. A moça bonita, chamada Uiara, morava na Terra Grande.
    Dizem que tinha cabelos verdes, olhos amarelos.
    O mato é verde; pois os seus cabelos eram mais verdes. A flor do ipê é amarela; pois os seus olhos eram mais amarelos.

    Com base no que diz o Texto I sobre as duas fases do Modernismo brasileiro, escreva 1 para o que se referir ao excerto 1; 2 para o que se referir ao excerto 2.
    ( ) A maneira como a linguagem foi trabalhada rompe os padrões tradicionais da linguagem literária.
    ( ) A introdução de uma figura do folclore empresta à obra o cunho de brasilidade que Monteiro Lobato exigia.
    ( ) A obra representada no excerto deve ser enquadrada na fase que Mário de Andrade chamaria de “tempo destruidor”.
    ( ) A obra, cujo excerto é uma amostra, atinge a modernidade pela absorção do que se criava lá fora.
    ( ) A obra representada pelo excerto assegura a entrada numa ordem universal por uma mediação dos traços nacionais.

    Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:

    Escolha uma alternativa para a questão 9d5d4f4f-b7
  • 9D590AA5-B7

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I

    Imagem da questão de Português, UECE 2012, Interpretação de Textos

    Levando em conta as informações contidas no texto sobre a exposição e Anita Malfatti, assinale V ou F, conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir.

    ( ) Oswald de Andrade e Monteiro Lobato opinaram sobre a exposição partindo de critérios antilógicos.
    ( ) Para Oswald de Andrade, o parâmetro de julgamento era o novo, o inusitado.
    ( ) Para Monteiro Lobato, o parâmetro de julgamento era a sanidade mental.
    ( ) A violenta reação de Monteiro Lobato à exposição deve-se ao fato de ele associar a qualidade da obra à ideia do nacionalismo.
    ( ) O julgamento de Oswald de Andrade e o de Monteiro Lobato foram ambos parciais.

    Está correta, de cima para baixo, a sequência seguinte:
    Escolha uma alternativa para a questão 9d590aa5-b7
  • 9D50EC1A-B7

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I

    Imagem da questão de Português, UECE 2012, Interpretação de Textos

    Considerando as informações veiculadas pelo texto, atente para as afirmações seguintes:

    I. A Semana de Arte Moderna foi intrinsecamente contraditória, por receber financiamento dos representantes do passadismo que iria combater.
    II. A tentativa de fortalecer a literatura nacional falhou no primeiro momento do Modernismo, cujo objetivo foi trazer para o Brasil tendências universais.
    III. Nos três dias da Semana, a ideia de brasilidade diluiu-se no combate aos valores literários do passado.

    Está correto o que se diz em
    Escolha uma alternativa para a questão 9d50ec1a-b7
  • 4F9C1250-B6

    Português

    Denotação e Conotação
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2012DifícilEntre para guardar nos favoritos

    A questão toma por base o texto a seguir, de Carlos Drummond de Andrade.  

    Elegia 1938

    Trabalhas sem alegria para um mundo caduco, onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo. Praticas laboriosamente os gestos universais, sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.

    Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas, e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção. À noite, se neblina, abrem guarda-chuvas de bronze ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.

    Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer. Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras.

    Caminhas entre mortos e com eles conversas sobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito. A literatura estragou tuas melhores horas de amor. Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear.

    Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota e adiar para outro século a felicidade coletiva. Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia Poética. 47

    ed. Rio de Janeiro: Record, 2001.

    Vocabulário:

    Elegia – Poema lírico, cujo tom é quase sempre terno e triste. 

    Na oração “[...] dinamitar a ilha de Manhattan” (último verso) tem-se
    Escolha uma alternativa para a questão 4f9c1250-b6
  • 4F98EE11-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

    A questão toma por base o texto a seguir, de Carlos Drummond de Andrade.  

    Elegia 1938

    Trabalhas sem alegria para um mundo caduco, onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo. Praticas laboriosamente os gestos universais, sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.

    Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas, e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção. À noite, se neblina, abrem guarda-chuvas de bronze ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.

    Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer. Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras.

    Caminhas entre mortos e com eles conversas sobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito. A literatura estragou tuas melhores horas de amor. Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear.

    Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota e adiar para outro século a felicidade coletiva. Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia Poética. 47

    ed. Rio de Janeiro: Record, 2001.

    Vocabulário:

    Elegia – Poema lírico, cujo tom é quase sempre terno e triste. 

    “Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras.”

    Nesses versos destacados do texto de Drummond, o emprego figurado dos termos “Grande Máquina” e “pequenino” realiza uma oposição entre:
    Escolha uma alternativa para a questão 4f98ee11-b6
  • 1960477A-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 4

    Auto-retrato

    Provinciano que nunca soube

    Escolher bem uma gravata;

    Pernambucano a quem repugna

    A faca do pernambucano;

    Poeta ruim que na arte da prosa

    Envelheceu na infância da arte,

    E até mesmo escrevendo crônicas

    Ficou cronista de província; 

    Arquiteto falhado, músico
    Falhado (engoliu um dia
    Um piano, mas o teclado
    Ficou de fora); sem família,
    Religião ou filosofia;
    Mal tendo a inquietação de espírito
    Que vem do sobrenatural,
    E em matéria de profissão
    Um tísico profissional.”
    (Manuel Bandeira. Poesia completa e prosa.
    Rio de Janeiro: Aguilar, 1983)

    TEXTO 5

    Felicidade clandestina (excerto)

        Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
        Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”.
        Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.”

    (Clarice Lispector. Felicidade clandestina: contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998) 

    Considere as afirmativas a seguir.

    I. No poema Auto-retrato, como em boa parte de sua obra, Manuel Bandeira apresenta uma visão bem humorada dos sofrimentos e descontentamentos do ser humano diante de suas limitações.

    II. Clarice Lispector escreveu contos e romances que discutem a relevância do contexto social para os personagens de suas narrativas, com uma perspectiva politicamente engajada.

    III. Escritores brasileiros do século XX, Clarice Lispector e Manuel Bandeira se aproximam pela tendência negativista, apresentando sempre o homem por seus hábitos e características mais condenáveis.

    IV. Manuel Bandeira é considerado um autor da primeira geração modernista, enquanto Clarice Lispector filia-se à terceira geração de autores do modernismo brasileiro.  


    Estão corretas: 

    Escolha uma alternativa para a questão 1960477a-b6
  • 195745C7-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2012FácilEntre para guardar nos favoritos
    A expressão “É o chapéu”, na propaganda, tem o mesmo efeito de sentido que a expressão sublinhada em:
    Escolha uma alternativa para a questão 195745c7-b6
  • 19533157-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás 2012, Interpretação de Textos

    O texto 3 é criação de uma agência publicitária alemã para a chapelaria Hut Weber. Para divulgar o produto, a propaganda vale-se de:

    Escolha uma alternativa para a questão 19533157-b6
  • 194F4A25-B6

    Português

    Coesão e coerência
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

    Polivalência: do mito... para a realidade

        A modernidade, ao flexibilizar a divisão de tarefas no interior dos processos produtivos, estaria cumprindo com o papel de substituir o desqualificado e descomprometido “apertador de parafusos” por um funcionário que pensa e molda seu próprio emprego, à medida em que é chamado a experimentar novos métodos de trabalho capazes de garantir ao mesmo tempo a sua realização pessoal e o crescimento da empresa. Desta forma, graças à polivalência, o ser humano estaria deixando de ser um mero apêndice das máquinas para reencontrar no trabalho o caminho de sua própria humanização.

        Mas será que é isso mesmo? Com a polivalência, o capital estaria mesmo abrindo mão da crescente submissão do homem à máquina que, aliás, é um dos elementos que lhe garantem a progressiva exploração da força de trabalho? A polivalência que tem sua origem na flexibilização e na automação dos processos produtivos estaria gerando uma maior qualificação do trabalhador coletivo?

        O novo trabalhador, a ser moldado de acordo com as necessidades dos sistemas informatizados, teria que ser jovem, polivalente, sem tradição de luta, com estudos que lhe fornecessem conhecimentos gerais mais amplos (o segundo grau, por exemplo) ou, no limite, as noções técnicas básicas que podem ser assimiladas através dos cursos de SENAI.

        Ou seja, o perfil da grande maioria dos trabalhadores, que do final da década de 80 até os nossos dias começam a compor o quadro de funcionários das grandes empresas, tem como traços fundamentais a ausência de uma militância política e de uma qualificação efetiva, ao lado de uma bagagem de conhecimentos que serve apenas para proporcionar-lhes uma leitura rápida e segura das informações que aparecem nos sistemas de controle dos equipamentos automatizados e para garantir uma rápida operacionalização das ordens recebidas.

        Se tivermos que descrever em poucas palavras o perfil de um trabalhador polivalente, diríamos que ele não passa de um “pau pra toda obra” que, diante do aumento do desemprego e da ameaça constante que isso traz à manutenção de suas condições de vida, percebe uma sensação de alívio ao aderir, ora ativa ora passivamente, aos objetivos e aos limites impostos pela lógica das mudanças no interior do sistema capitalista. Lógica que tem na polivalência e na flexibilização dos processos de trabalho dois importantes instrumentos para ocultar a continuidade histórica da necessidade da classe dominante ir adequando a organização do trabalho às exigências da acumulação do capital e para apagar nas classes trabalhadoras a memória coletiva de sua tradição de lutas e, com ela, a necessidade de construir uma nova ordem social.

    (GENNARI, Emílio. Automação, Terceirização e Programas de Qualidade Total: os fatos e a lógica das mudanças nos processos de trabalho. São Paulo: CPV, 1997. Adaptado) 

    Com relação ao sentido e às estruturas linguísticas do texto, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 194f4a25-b6
  • FFC30981-B0

    Português

    Advérbios
    UEA · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: Para responder a questão, leia um trecho de Vidas Secas, de Graciliano Ramos, em que Fabiano e sua família encontram-se famintos em meio à estrada e à terrível seca.

         Iam-se amodorrando e foram despertados por Baleia, que trazia nos dentes um preá. Levantaram-se todos gritando. O menino mais velho esfregou as pálpebras, afastando pedaços de sonho. Sinhá Vitória beijava o focinho de Baleia, e como o focinho estava ensanguentado, lambia o sangue e tirava proveito do beijo.
        Aquilo era caça bem mesquinha, mas adiaria a morte do grupo. E Fabiano queria viver. Olhou o céu com resolução. A nuvem tinha crescido, agora cobria o morro inteiro. Fabiano pisou com segurança, esquecendo as rachaduras que lhe estragavam os dedos e os calcanhares.
         Sinhá Vitória remexeu no baú, os meninos foram quebrar uma haste de alecrim para fazer um espeto. Baleia, o ouvido atento, o traseiro em repouso e as pernas da frente erguidas, vigiava, aguardando a parte que lhe iria tocar, provavelmente os ossos do bicho e talvez o couro.
        Fabiano tomou a cuia, desceu a ladeira, encaminhou-se ao rio seco, achou no bebedouro dos animais um pouco de lama. Cavou a areia com as unhas, esperou que a água marejasse e, debruçando-se no chão, bebeu muito. Saciado, caiu de papo para cima, olhando as estrelas, que vinham nascendo. Uma, duas, três, quatro, havia muitas estrelas, havia mais de cinco estrelas no céu. O poente cobria-se de cirros – e uma alegria doida enchia o coração de Fabiano.
         Pensou na família, sentiu fome. [...]
         Lembrou-se dos filhos, da mulher e da cachorra, que estavam lá em cima, debaixo de um juazeiro, com sede. Lembrou-se do preá morto. Encheu a cuia, ergueu-se, afastou-se, lento, para não derramar a água salobra. Subiu a ladeira. A aragem morna acudia os xiquexiques e os mandacarus. Uma palpitação nova. Sentiu um arrepio na catinga, uma ressurreição de garranchos e de folhas secas.
    Várias expressões no texto informam o leitor sobre a situação em que se encontravam as personagens. Analise e reconheça a correta relação entre o trecho destacado e a circunstância adverbial que ele expressa.
    Escolha uma alternativa para a questão ffc30981-b0
  • FFBF1AA9-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2012FácilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: Para responder a questão, leia um trecho de Vidas Secas, de Graciliano Ramos, em que Fabiano e sua família encontram-se famintos em meio à estrada e à terrível seca.

         Iam-se amodorrando e foram despertados por Baleia, que trazia nos dentes um preá. Levantaram-se todos gritando. O menino mais velho esfregou as pálpebras, afastando pedaços de sonho. Sinhá Vitória beijava o focinho de Baleia, e como o focinho estava ensanguentado, lambia o sangue e tirava proveito do beijo.
        Aquilo era caça bem mesquinha, mas adiaria a morte do grupo. E Fabiano queria viver. Olhou o céu com resolução. A nuvem tinha crescido, agora cobria o morro inteiro. Fabiano pisou com segurança, esquecendo as rachaduras que lhe estragavam os dedos e os calcanhares.
         Sinhá Vitória remexeu no baú, os meninos foram quebrar uma haste de alecrim para fazer um espeto. Baleia, o ouvido atento, o traseiro em repouso e as pernas da frente erguidas, vigiava, aguardando a parte que lhe iria tocar, provavelmente os ossos do bicho e talvez o couro.
        Fabiano tomou a cuia, desceu a ladeira, encaminhou-se ao rio seco, achou no bebedouro dos animais um pouco de lama. Cavou a areia com as unhas, esperou que a água marejasse e, debruçando-se no chão, bebeu muito. Saciado, caiu de papo para cima, olhando as estrelas, que vinham nascendo. Uma, duas, três, quatro, havia muitas estrelas, havia mais de cinco estrelas no céu. O poente cobria-se de cirros – e uma alegria doida enchia o coração de Fabiano.
         Pensou na família, sentiu fome. [...]
         Lembrou-se dos filhos, da mulher e da cachorra, que estavam lá em cima, debaixo de um juazeiro, com sede. Lembrou-se do preá morto. Encheu a cuia, ergueu-se, afastou-se, lento, para não derramar a água salobra. Subiu a ladeira. A aragem morna acudia os xiquexiques e os mandacarus. Uma palpitação nova. Sentiu um arrepio na catinga, uma ressurreição de garranchos e de folhas secas.
    Levando em conta as informações do texto, pode-se afirmar corretamente que
    Escolha uma alternativa para a questão ffbf1aa9-b0
  • FFB0B3D3-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2012FácilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: Para responder a questão, leia o texto Peixes ameaçados na Amazônia, de Aldem Bourscheit.

        Um relatório em poder do Ibama, de setembro de 2009, revela declínio nos estoques da dourada (também conhecida por bagre), do filhote e de outras espécies de grandes peixes no rio Madeira. A análise sobre a quantidade de peixes capturada entre abril e agosto de 2009 foi baseada em dados de colônias de pescadores, dos principais portos de desembarque de pescado, de comunidades ribeirinhas e de outros pontos de amostragem no trecho do rio Madeira entre Porto Velho e Guajará Mirim, e parte do rio Mamoré.
         O documento não conclui que as obras das usinas de Santo Antônio e de Jirau sejam responsáveis pelo fenômeno, considerando que ele é decorrente de uma associação de causas possíveis, porém pescadores apontam problemas causados pelas explosões de dinamites para a construção das barragens.
        Especialistas comentam que o levantamento deixa clara a importância da manutenção da saúde do rio para a sobrevivência de vários peixes e das populações que deles dependem, no Brasil ou nos países vizinhos.
        Para o pesquisador em biologia aquática Jansen Zuanon, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), apesar de inconclusivo sobre as causas no declínio da pesca naquele período, o relatório atesta a estreita ligação entre os peixes do Madeira e seus ciclos de cheias e vazantes. “O estudo mostra que esses peixes dependem da dinâmica hidrológica e de indicadores ambientais relacionados à qualidade da água para completar suas migrações ao longo do rio. Isso significa que não só a barragem, mas também as alterações na dinâmica hidrológica do rio, provocadas pelas obras, podem afetar negativamente as populações de grandes bagres e de diversas outras espécies de peixes que habitam aquela bacia.”
         O bagre é um peixe de grande porte e é necessário manter, ao longo do ano, bons estoques desse pescado de que dependem muitas populações e mercados. A espécie tem grande valor comercial nos estados do Pará, Amapá, Amazonas e Rondônia e em regiões da Colômbia, Bolívia e Peru. Suas crias crescem no estuário amazônico, na região de Belém, e migram até três mil quilômetros rio acima para se reproduzir, desovando em regiões mais elevadas de países vizinhos.
    (www.oeco.com.br. Adaptado.)
    Segundo o autor, a quantidade de bagres (dourada) em alguns rios amazônicos vem diminuindo e tem causado a redução dos estoques.

    Para dar credibilidade a essa informação, ele baseia-se
    Escolha uma alternativa para a questão ffb0b3d3-b0
  • FFA9A059-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2012FácilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: Para responder a questão, leia o texto Sabores da terra, da escritora Leyla Leong.

        Nada está comprovado, mas tudo indica que a grandiosidade da floresta tem algo a ver com a distribuição generosa do alimento e dos sentimentos entre os habitantes da Amazônia.
        O círculo alvo do beiju, que é preparado e consumido pelos índios de forma fraterna, pressupõe a igualdade diante da mesa e a irmandade em torno do alimento.
       A abundância inesgotável dos rios, com seus peixes multiformes; as cores e os perfumes saborosos dos frutos, dão à culinária amazonense um caráter essencialíssimo, que o europeu colonizador, o gosto parisiense da época da borracha e a modernidade da Zona Franca não conseguiram alterar. 
         O calor das brasas, um pouco de sal, o cheiro-verde e o toque dramático da pimenta, pontuam o paladar.
        O resto fica por conta da mandioca que, transformada em farinha, sela o destino dos amazonenses.
        Com tão pouco vivemos em grandes famílias, à beira dos rios, em comunhão com um mundo enorme que nos abraça solidário, oferecendo-nos a vida todos os dias.
       É que o sabor é muito forte, o cheiro inesquecível. E a hospitalidade já se tornou lendária.
        A comida entre as populações ribeirinhas é o fruto diário da providência divina.
        À beira de um rio nada se planeja e o destino nasce na rede do pescador e no som de uma fruta, que se parte madura. O sabor ativo da carne branca e macia do peixe pede pouca interferência do tempero.
       (http://blogdaleyla.blogspot.com.br)
    Com base nas informações do texto, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão ffa9a059-b0
  • 195F5986-4D

    Português

    Formação das Palavras: Composição, Derivação, Hibridismo, Onomatopeia e Abreviação
    ENEM · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

    Devemos dar apoio emocional específico, trabalhando o sentimento de culpa que as mães têm de infectar o filho. O principal problema que vivenciamos é quanto ao aleitamento materno. Além do sentimento muito forte manifestado pelas gestantes de amamentar seus filhos, existem as cobranças da família, que exige explicações pela recusa em amamentar, sem falar nas companheiras na maternidade que estão amamentando. Esses conflitos constituem nosso maior desafio. Assim, criamos a técnica de mamadeirar. O que é isso? É substituir o seio materno por amor, oferecendo a mamadeira, e não o peito!

    PADOIN, S. M. M. et al. (Org.) Experiências interdisciplinares em Aids: interfaces de uma epidemia. Santa Maria: UFSM, 2006 (adaptado).


    O texto é o relato de uma enfermeira no cuidado de gestantes e mães soropositivas. Nesse relato, em meio ao drama de mães que não devem amamentar seus recémnascidos, observa-se um recurso da língua portuguesa, presente no uso da palavra "mamadeirar", que consiste

    Escolha uma alternativa para a questão 195f5986-4d
  • EAFF2231-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2012FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UERJ 2012, Interpretação de Textos

    O título do poema anuncia a noção de desigualdade.

    Pela leitura do conjunto do texto, é possível concluir que a desigualdade entre os homens diz respeito principalmente a:

    Escolha uma alternativa para a questão eaff2231-6e
  • EAF96E77-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2012FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UERJ 2012, Interpretação de Textos

    Todos os amores, iguais iguais iguais. (v.19)

    A intensificação da repetição do termo iguais no mesmo verso, relacionado a amores, enfatiza determinada crítica que o poeta pretende fazer.

    A crítica de Drummond se dirige às relações amorosas, no que diz respeito ao seguinte aspecto:

    Escolha uma alternativa para a questão eaf96e77-6e
  • EAF352EB-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UERJ 2012, Interpretação de Textos

    O poema de Carlos Drummond de Andrade se caracteriza por uma repetição considerada estilística, porque é claramente feita para produzir um sentido.

    Pode-se dizer que a repetição da expressão são iguais é empregada para reforçar o sentido de:

    Escolha uma alternativa para a questão eaf352eb-6e
  • EAF0BEE2-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UERJ 2012, Interpretação de Textos

    Ficamos na mesquinhez dos nossos interesses imediatos negando fazer a revolução educacional que poderia completar a quase-abolição de 1888. (l. 39-40)

    A criação da palavra composta, quase-abolição, cumpre principalmente a função de: 

    Escolha uma alternativa para a questão eaf0bee2-6e
  • EAE85322-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2012DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UERJ 2012, Interpretação de Textos

    No desenvolvimento da argumentação, o autor enumera razões específicas, facilmente constatadas no cotidiano, para sustentar sua opinião, anunciada no título, de que todos nós seríamos ainda escravocratas.

    Esse método argumentativo, que apresenta elementos específicos da experiência social cotidiana, para deles extrair uma conclusão geral, é conhecido como:

    Escolha uma alternativa para a questão eae85322-6e