Questões do ENEM: Modernismo

Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

484 questões encontradas. Mostrando a página 12 de 25.

  • C5F9B3F5-3B

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNESP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

          Quando este(a) autor(a) publicou seu primeiro livro, duas vertentes assinalavam o panorama da ficção brasileira: o regionalismo e a reação espiritualista. Sua obra vai representar uma síntese feliz das duas vertentes. Como regionalista, volta-se para os interiores do país, pondo em cena personagens plebeias e “típicas”. Leva a sério a função da literatura como documento, ao ponto de reproduzir a linguagem característica daquelas paragens. Porém, como os autores da reação espiritualista, descortina largo sopro metafísico, costeando o sobrenatural, em demanda da transcendência. No que superou a ambas, distanciando-se, foi no apuro formal, no caráter experimentalista da linguagem, na erudição poliglótica, no trato com a literatura universal de seu tempo, de que nenhuma das vertentes dispunha, ou a que não atribuíam importância. E no fato de escrever prosa como quem escreve poesia – ou seja, palavra por palavra, ou até fonema por fonema.

                                                (Walnice Nogueira Galvão. “Introdução”, 2000. Adaptado.)

    Esse comentário refere-se a

    Escolha uma alternativa para a questão c5f9b3f5-3b
  • D5189B9F-05

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o poema abaixo, presente em Mensagem, de Fernando Pessoa.


    Noite

    A nau de um deles tinha-se perdido

    No mar indefinido.

    O segundo pediu licença ao Rei

    De, na fé e na lei

    Da descoberta, ir em procura

    Do irmão no mar sem fim e a névoa escura.


    Tempo foi. Nem primeiro nem segundo

    Volveu do fim profundo

    Do mar ignoto à pátria por quem dera

    O enigma que fizera.

    Então o terceiro a El-Rei rogou

    Licença de os buscar, e El-Rei negou.


    Como a um cativo, o ouvem a passar

    Os servos do solar.

    E, quando o veem, veem a figura

    Da febre e da amargura,

    Com fixos olhos rasos de ânsia

    Fitando a proibida azul distância.


    Senhor, os dois irmãos do nosso Nome

    — O Poder e o Renome —

    Ambos se foram pelo mar da idade

    À tua eternidade;

    E com eles de nós se foi

    O que faz a alma poder ser de herói.


    Queremos ir buscá-los, desta vil

    Nossa prisão servil:

    É a busca de quem somos, na distância

    De nós; e, em febre de ânsia,

    A Deus as mãos alçamos.


    Mas Deus não dá licença que partamos.


    Considere as seguintes afirmações sobre o poema e suas relações com o livro Mensagem.


    I - As três primeiras estrofes estão relacionadas a um episódio real: a história dos irmãos Gaspar e Miguel Corte Real que desapareceram em expedições marítimas, no início do século XVI, para desespero do terceiro irmão, Vasco, que queria procurá-los, mas não obteve a autorização do rei.

    II - O sujeito lírico, na quarta e na quinta estrofes, assume a primeira pessoa do plural, sugerindo que o drama individual dos irmãos pode representar um problema coletivo: a perda de poder e renome de Portugal, perda esta já associada à difícil situação do país no início do século XX, momento da escritura do poema.

    III- O diagnóstico das perdas de Portugal está ausente em outros poemas de Mensagem, por exemplo, Mar português, Autopsicografia e Nevoeiro, que apresentam a visão eufórica e confiante do sujeito lírico em relação ao futuro de Portugal.


    Quais estão corretas?

    Escolha uma alternativa para a questão d5189b9f-05
  • D514FFAB-05

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa correta a respeito da vida e da obra do poeta português Fernando Pessoa.
    Escolha uma alternativa para a questão d514ffab-05
  • 5093F780-F7

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNEMAT · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    SAPO-CURURU

    Sapo-cururu
    Da beira do rio.
    Oh que sapo gordo!
    Oh que sapo feio!
    Sapo-cururu
    Da beira do rio.
    Quando o sapo coaxa,
    Povoléu tem frio.

    Que sapo mais danado,
    Ó maninha, Ó maninha!
    Sapo-cururu é o bicho
    Pra comer de sobreposse.

    Sapo-cururu
    Da barriga inchada.
    Vôte! Brinca com ele...
    Sapo cururu é senador da República.

    BANDEIRA, Manuel. Estrela da Vida Inteira. 20ª edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.

    No texto de Bandeira está explícito o procedimento de intertextualidade caracterizado pelo diálogo que um texto estabelece com outro, o que faz desse poema:
    Escolha uma alternativa para a questão 5093f780-f7
  • 508AF688-F7

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNEMAT · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    CUNHATÃ


    Vinha do Pará

    Chamava Siquê.

    Quatro anos. Escurinha. O riso gutural da raça.

    Piá branca nenhuma corria mais do que ela.


    Tinha uma cicatriz no meio da testa:

    - Que foi isto, Siquê?

    Com voz de detrás da garganta, a boquinha tuíra:

    - Minha mãe (a madrasta) estava costurando

    Disse vai ver se tem fogo

    Eu soprei eu soprei eu soprei não vi fogo

    Aí ela se levantou e esfregou com minha cabeça na brasa


    Rui, riu, riu


    Uêrêquitáua.

    O ventilador era a coisa que roda.

    Quando se machucava, dizia: Ai Zizus!


    BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. 20.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993, p. 138.


    O poema de Bandeira foi publicado em 1930 e traz algumas palavras da língua indígena misturadas ao português. Já em seu título comparece uma palavra de origem da língua tupi, cunhatã, que significa “menina, moça, mulher adolescente”.


    Ao fazer o uso de uma língua indígena nesse poema, observa-se que o autor:

    Escolha uma alternativa para a questão 508af688-f7
  • C6513982-FC

    Literatura

    Escolas Literárias
    FUVEST · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

     Considere as imagens e o texto, para responder à questão.


    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2016


     II / São Francisco de Assis     


     Senhor, não mereço isto.           

      Não creio em vós para vos amar.

    Trouxestesme a São Francisco  

    e me fazeis vosso escravo.        

     

     Não entrarei, senhor, no templo,  

    seu frontispício me basta.            

    Vossas flores e querubins           

    são matéria de muito amar.         


    Dai-me, senhor, a só beleza         

    destes ornatos. E não a alma.      

    Pressente-se dor de homem,        

     paralela à das cinco chagas.          


     Mas entro e, senhor, me perco        

    na rósea nave triunfal.                    

    Por que tanto baixar o céu?            

     por que esta nova cilada?                


    Senhor, os púlpitos mudos              

    entretanto me sorriem.                   

    Mais que vossa igreja, esta            

    sabe a voz de me embalar.             


    Perdão, senhor, por não amar-vos.

    Carlos Drummond de Andrad

    *O texto faz parte do conjunto de poemas “Estampas de Vila Rica”, que integra a edição crítica de Claro enigma. São Paulo: Cosac Naify, 2012

    Um aspecto do poema em que se manifesta a persistência de um valor afirmado também no Modernismo da década de 1920 é o
    Escolha uma alternativa para a questão c6513982-fc
  • F9BE337C-E7

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a opção que identifica corretamente as duas obras da tradição literária às quais o poema “A máquina do mundo”, que integra Claro enigma, de Carlos Drummond de Andrade, faz alusão:
    Escolha uma alternativa para a questão f9be337c-e7
  • F9B962D8-E7

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a opção que identifica corretamente os três adjetivos que vêm marcando a leitura e a fortuna crítica de Claro enigma, de Carlos Drummond de Andrade, desde sua publicação original em 1951:
    Escolha uma alternativa para a questão f9b962d8-e7
  • F9B3418A-E7

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão f9b3418a-e7
  • F9AF24A4-E7

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a opção que apresenta corretamente a expressão que, em Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues, diz respeito às origens do protagonista:
    Escolha uma alternativa para a questão f9af24a4-e7
  • F9AAB6BD-E7

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre Contos novos, de Mario de Andrade, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão f9aab6bd-e7
  • F9A767F6-E7

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a opção que identifica corretamente o tema que confere unidade às narrativas de Contos novos, de Mario de Andrade:
    Escolha uma alternativa para a questão f9a767f6-e7
  • 099BA956-E0

    Literatura

    Escolas Literárias
    Centro universitário FAG · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia os versos abaixo


    Confidência do Itabirano


    Alguns anos vivi em Itabira.
    Principalmente nasci em Itabira.
    Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
    Noventa por cento de ferro nas calçadas.
    Oitenta por cento de ferro nas almas.
    E esse alheamento do que na vida é porosidade
    e comunicação.
    A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
    vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e
    sem horizontes.
    E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
    é doce herança itabirana.
    De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
    esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil,
    este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
    este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
    este orgulho, esta cabeça baixa...
    Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
    Hoje sou funcionário público.
    Itabira é apenas uma fotografia na parede.
    Mas como dói!


    Carlos Drummond de Andrade é um dos expoentes do movimento modernista brasileiro. Com seus poemas, penetrou fundo na alma do Brasil e trabalhou poeticamente as inquietudes e os dilemas humanos. Sua poesia é feita de uma relação tensa entre o universal e o particular, como se percebe claramente na construção do poema Confidência do Itabirano. Tendo em vista os procedimentos de construção do texto literário e as concepções artísticas modernistas, conclui-se que o poema acima:
    Escolha uma alternativa para a questão 099ba956-e0
  • 0926A762-DA

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNIFESP · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

        Nesta obra, o autor optou por uma situação narrativa que se define pelo movimento de aproximação e distanciamento da substância sensível da realidade retratada, como forma de solidarizar-se com seus personagens e, ao mesmo tempo, sustentar uma posição crítica rigorosa ante a “desgraça irremediável que os açoita”. Relativiza, assim, a onisciência da terceira pessoa e reconstitui, pela via literária, o hiato entre seu saber de intelectual e a indigência dos retirantes – alteridade que buscou compreender pelo exercício artístico da palavra enxuta e medida. Com a cautela de quem não se permite explicitar significados ou avançar conclusões, o narrador condiciona a narração à expectativa dos personagens, através do uso intensivo do discurso indireto livre, que dá forma à sondagem interior pretendida e singulariza os destinos representados.


    (Wander Melo Miranda. “Texto introdutório”. In: Silviano Santiago (org).

    Intérpretes do Brasil, vol 2, 2000. Adaptado.)


    Tal comentário aplica-se à obra

    Escolha uma alternativa para a questão 0926a762-da
  • 304963ED-D5

    Literatura

    Escolas Literárias
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Graciliano Ramos (1892-1953) é autor de uma obra que encerra vários gêneros literários e não literários, a exemplo do romance, do conto, da literatura infantojuvenil, da crônica, da crítica literária, do diário e da memorialística. Dentre as obras elencadas abaixo, quais são de sua autoria:
    Escolha uma alternativa para a questão 304963ed-d5
  • 2161977B-D5

    Literatura

    Escolas Literárias
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Não serei o poeta de um mundo caduco.
    Também não catarei o mundo futuro.
    Estou preso à vida e olho meus companheiros.
    Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
    Entre eles, considero a enorme realidade.
    O presente é tão grande, não nos afastemos.
    Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

    Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
    Não direi os suspiros ao anoitecer (...),
    não fugirei para as ilhas, nem serei raptado por serafins.
    O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.

    (Carlos Drummond de Andrade)

    No fragmento do poema transcrito acima, podemos identificar algumas características do Modernismo brasileiro, tais como:
    Escolha uma alternativa para a questão 2161977b-d5
  • E82C29B6-C2

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - Campinas · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão.


    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2016

    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2016

    A linguagem e o universo de Guimarães Rosa na obra prima que é o romance Grande sertão: veredas estão em parte caracterizados no seguinte segmento do texto:
    Escolha uma alternativa para a questão e82c29b6-c2
  • 3A05C588-C2

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - Campinas · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

     Considere o texto abaixo.


        A década de 1960 também representou um período de grande renovação no âmbito da literatura latino-americana. Foram os chamados anos do boom, quando uma safra de escritores ganhou projeção internacional, especialmente em virtude de obras que exploram o gênero do realismo mágico (...) A Revolução Cubana, sobretudo em seus primeiros tempos, irradiou ideais e conquistou simpatias (...)


    (PRADO, Maria Ligia e PELLEGRINO, Gabriela. História da América Latina. São Paulo: Contexto, 2014, p. 192; 194) 

    Na literatura brasileira dos anos 60 avultam, na poesia, títulos em que poetas já reconhecidos ratificam a excelência de sua arte. Carlos Drummond de Andrade, tocado por certo sentimento de vanguarda, e João Cabral de Melo Neto, sistematizando sua pedagogia poética, publicaram, nesse período, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão 3a05c588-c2
  • 3A0209C2-C2

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - Campinas · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Considere o texto abaixo.


        Se a Grande Guerra representa ruptura na história das relações culturais entre a Europa e a América Latina, bem mais do que rompê-las brutalmente ela as reconfigura e leva a afirmações identitárias complexas (...). As referências europeias subsistem (...) mas são agora apenas parte de um todo identitário que bebe em fontes variadas para definir os caracteres da nacionalidade. Deste ponto de vista, a metáfora proposta por Oswald de Andrade em seu Manifesto antropofágico, de 1928, é a mais eficaz (...). “Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.”


    (COMPAGNON, Olivier. O adeus à Europa. A América Latina e a Grande Guerra (Argentina e Brasil, 1914-1939). Trad. Carlos Nougué. Rio de Janeiro: Rocco, 2014, p. 303-304) 

    Os programas modernistas de Mário de Andrade buscam explicitar conceitos, técnicas e recursos da nova poética. Exemplo disso é o que está em
    Escolha uma alternativa para a questão 3a0209c2-c2
  • 39D8F01D-C2

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - Campinas · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Considere o texto abaixo.


         Deve ter sido importante para Drummond o poema do escritor chileno Pablo Neruda, lido na cidade do México em 1942 e logo depois afixado em cartazes nas ruas da cidade: “Canto a Stalingrado”. O poema de Neruda não fala de vitória, e sim de resistência, além de clamar de modo indignado pela abertura da Segunda Frente que viria aliviar a União Soviética da pressão nazista. Já na “Carta a Stalingrado”, de Drummond, o núcleo propriamente do poema se espraia tanto para o lado épico, que relaciona a vitória de Stalingrado aos destinos da humanidade, como para o lado lírico, em que a batalha é vista a partir das suas ressonâncias no “eu”.


    (MOURA, Murilo Marcondes de. O mundo sitiado. São Paulo: Editora 34, 2016, p. 128)

    Em mais de um momento, no livro A rosa do povo, o poeta Carlos Drummond de Andrade mostrou um aflito interesse no desenrolar das tragédias da Segunda Guerra. É o que se pode comprovar com estes versos:
    Escolha uma alternativa para a questão 39d8f01d-c2