Questões do ENEM: Romantismo

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217 questões encontradas. Mostrando a página 8 de 11.

  • 76361793-06

    Literatura

    Escolas Literárias
    UniCEUB · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Relacione as obras abaixo às respectivas escolas literárias. A seguir, assinale a alternativa que as apresenta na sequência correta.

    ( ) VASO CHINÊS

    Estranho mimo aquele vaso! Vi-o,
    Casualmente, uma vez, de um perfumado
    Contador sobre o mármore luzidio,
    Entre um leque e o começo de um bordado
    .
    ..."

    ( ) ODE AO BURGUÊS

    “Eu insulto o burguês! O burguês-níquel,
    o burguês-burguês!
    A digestão bem-feita de São Paulo!
    O homem-curva! O homem-nádegas!
    O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
    é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!
    ..."


    ( ) SE EU MORRESSE AMANHÃ

    “Se eu morresse amanhã, viria ao menos
    Fechar meus olhos minha triste irmã;
    Minha mãe de saudades morreria
    Se eu morresse amanhã!
    ..."

    1 - Romantismo
    2 - Modernismo
    3 - Parnasianismo
    Escolha uma alternativa para a questão 76361793-06
  • AE3E94AB-FE

    Literatura

    Escolas Literárias
    FGV · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Caracteriza o Romantismo, na literatura brasileira,

    I o desejo de exprimir sentimentos como orgulho patriótico, considerado, então, algo de primordial importância;
    II a intenção de criar uma literatura independente, diversa, de identidade bem marcada;
    III a percepção da atividade literária como parte indispensável da tarefa patriótica de construção nacional.

    Está correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão ae3e94ab-fe
  • 6E7FAD8B-D5

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICAMP · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para a questão, considere os versos abaixo dos poemas “Sentimento do mundo” e “Noturno à janela do apartamento”, de Carlos Drummond de Andrade, ambos publicados no livro Sentimento do mundo.

    esse amanhecer
    mais noite que a noite.

    (Carlos Drummond de Andrade. Sentimento do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p.12.)

    Silencioso cubo de treva:
    um salto, e seria a morte.
    Mas é apenas, sob o vento,
    a integração na noite.

    Nenhum pensamento de infância,
    nem saudade nem vão propósito.
    Somente a contemplação
    de um mundo enorme e parado.

    A soma da vida é nula.
    Mas a vida tem tal poder:
    na escuridão absoluta,
    como líquido, circula.

    Suicídio, riqueza, ciência...
    A alma severa se interroga
    e logo se cala. E não sabe
    se é noite, mar ou distância.

    Triste farol da Ilha Rasa.
    (Idem, p. 71.)

    A visão de mundo do eu lírico em Drummond é marcada pela ironia e pela dúvida constante, cujo saldo final é negativo e melancólico (“Triste farol da Ilha Rasa”). Tal perspectiva assemelha-se à do
    Escolha uma alternativa para a questão 6e7fad8b-d5
  • 6CA3DB56-D5

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICAMP · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 6ca3db56-d5
  • 6BB7A858-D5

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICAMP · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para a questão, considere o fragmento abaixo, extraído de Vidas secas, de Graciliano Ramos.

    O pequeno sentou-se, acomodou-se nas pernas a cabeça da cachorra, pôs-se a contar-lhe baixinho uma história. Tinha um vocabulário quase tão minguado como o do papagaio que morrera no tempo da seca. Valia-se, pois, de exclamações e de gestos, e Baleia respondia com o rabo, com a língua, com movimentos fáceis de entender.
                                                                                  (Graciliano Ramos. Vidas secas. Rio de Janeiro: Record, 2012, p. 57.)

    No romance Vidas secas, a alteridade é construída ficcionalmente. Isso porque o narrador
    Escolha uma alternativa para a questão 6bb7a858-d5
  • 6ACE6ABA-D5

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICAMP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Para a questão, considere o fragmento abaixo, extraído de Vidas secas, de Graciliano Ramos.

    O pequeno sentou-se, acomodou-se nas pernas a cabeça da cachorra, pôs-se a contar-lhe baixinho uma história. Tinha um vocabulário quase tão minguado como o do papagaio que morrera no tempo da seca. Valia-se, pois, de exclamações e de gestos, e Baleia respondia com o rabo, com a língua, com movimentos fáceis de entender.

                                                                                  (Graciliano Ramos. Vidas secas. Rio de Janeiro: Record, 2012, p. 57.)

    Uma definição possível de alteridade é “a capacidade de se colocar no lugar do outro”. No excerto, o menino mais velho, após ter recebido um cocorote de sinhá Vitória, ao lhe ter feito uma pergunta sobre a palavra “inferno”, conta uma história para Baleia. Da leitura desse trecho, podemos concluir que
    Escolha uma alternativa para a questão 6ace6aba-d5
  • 59753959-AC

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC-MINAS · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    A questão deve ser respondida com base na leitura dos trechos a seguir.

    TEXTO 1

    Tanto de meu estado me acho incerto,
    Que, em vivo ardor, tremendo estou de frio
    Sem causa, juntamente choro e rio,
    O mundo todo abarco, e nada aperto.

    (CAMÕES, Luís Vaz de. In: Sonetos para amar o amor. FARACO, Sergio [Org.]. Porto Alegre: L&PM, 2007, p. 15.)

    TEXTO 2

    Este inferno de amar – como eu amo! –
    Quem mo pôs aqui n'alma... quem foi?
    Esta chama que alenta e consome,
    Que é a vida – e que a vida destrói –
    Como é que se veio a atear,
    Quando – ai quando se há-de ela apagar?

    (GARRET, Almeida. “Este inferno de amar”. In: MOISÉS, Massaud. A literatura portuguesa através dos textos. São Paulo: Cultrix, 2004, p. 252.)

    Almeida Garret é um dos principais nomes do Romantismo em Portugal. No Texto 2, de sua autoria, constitui uma importante característica da estética romântica:
    Escolha uma alternativa para a questão 59753959-ac
  • CF793DC2-ED

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre as características da prosa de ficção de José Alencar, presentes em Til, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão cf793dc2-ed
  • CF75A72D-ED

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Sobre as características do Romantismo, escola literária à qual pertence o romance Til, de José de Alencar, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão cf75a72d-ed
  • 301B1500-E2

    Literatura

    Escolas Literárias
    Universidade Católica de Pelotas · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para o teste seguinte, analise as afirmativas e assinale a opção correta.

    I. Joaquim Manoel de Macedo, adepto do Realismo, é descritivo e dramático na apresentação de suas histórias, que são sempre marcadas por traços românticos e naturalistas.
    II. A obra urbana de José de Alencar segue o padrão do típico romance de folhetim, retratando a alta sociedade fluminense do Segundo Reinado, com tramas que envolvem amor, segredos e suspense.
    III. Francisco Lobo da Costa, identificando-se com Alphonsus de Guimaraens, cede a voz narrativa de sua obra aos deuses do Olimpo.
    Escolha uma alternativa para a questão 301b1500-e2
  • 98586F79-E0

    Literatura

    Escolas Literárias
    Centro universitário FAG · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    As opções abaixo apresentam opiniões de alguns críticos sobre diferentes escolas literárias. Marque aquela que NÃO se relaciona ao comentário.
    Escolha uma alternativa para a questão 98586f79-e0
  • E80688D4-D9

    Literatura

    Arcadismo
    UFTM · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: Leia o texto para responder à questão.

        Jantei fora. De noite fui ao teatro. Representava-se justamente Otelo, que eu não vira nem lera nunca; sabia apenas o assunto, e estimei a coincidência. Vi as grandes raivas do mouro, por causa de um lenço, – um simples lenço! – e aqui dou matéria à meditação dos psicólogos deste e de outros continentes, pois não me pude furtar à observação de que um lenço bastou a acender os ciúmes de Otelo e compor a mais sublime tragédia deste mundo. Os lenços perderam-se, hoje são precisos os próprios lençóis; alguma vez nem lençóis há, e valem só as camisas. Tais eram as ideias que me iam passando pela cabeça, vagas e turvas, à medida que o mouro rolava convulso, e Iago destilava a sua calúnia. Nos intervalos não me levantava da cadeira; não queria expor-me a encontrar algum conhecido. As senhoras ficavam quase todas nos camarotes, enquanto os homens iam fumar. Então eu perguntava a mim mesmo se alguma daquelas não teria amado alguém que jazesse agora no cemitério, e vinham outras incoerências, até que o pano subia e continuava a peça. O último ato mostrou-me que não eu, mas Capitu devia morrer. Ouvi as súplicas de Desdêmona, as suas palavras amorosas e puras, e a fúria do mouro, e a morte que este lhe deu entre aplausos frenéticos do público.

    (Machado de Assis, Dom Casmurro.)
    O texto traz características da narrativa
    Escolha uma alternativa para a questão e80688d4-d9
  • F0826888-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC-MINAS · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1

    “No meio das tabas de amenos verdores,

    Cercadas de troncos — cobertos de flores,

    Alteiam-se os tetos d’altiva nação;

    São muitos seus filhos, nos ânimos fortes,

    Temíveis na guerra, que em densas coortes

    Assombram das matas a imensa extensão.

    São rudes, severos, sedentos de glória,

    Já prélios incitam, já cantam vitória,

    Já meigos atendem à voz do cantor:

    São todos Timbiras, guerreiros valentes!

    Seu nome lá voa na boca das gentes,

    Condão de prodígios, de glória e terror!”

    (Dias, Gonçalves. I-Juca-Pirama. [Trecho] [1851]. In: Fundação Biblioteca Nacional. Departamento Nacional do Livro. Disponível em: objdigital.bn.br/Acervo_Digital/livros_eletronicos/jucapirama.pdf. Acesso: 21 ago. 2013).  


    TEXTO 2

    No meio das tabas há menos verdores,
    Não há gentes brabas nem campos de flores.

    No meio das tabas cercadas de insetos,
    Pensando nas babas dos analfabetos,
    Vou chamando as tribos dos sertões gerais,
    Passando recibos nos vãos de Goiás.

    Venham os xerentes, craôs e crixás,
    Bororos doentes e xicriabás.
    E os apinajés, os carajás roídos,
    E os tapirapés e os inás perdidos

    [...]

    No meio das tabas não quero ver dores,
    Mas morubixabas e altivos senhores.

    Quero a rebeldia das tribos na aldeia.
    Nada de “poesia”. Quero cara feia:
    Cor de jenipapo e urucum no peito,
    Não índio de trapo falando sem jeito.

    (TELES, Gilberto M. “Aldeia global”. In: Os melhores poemas de Gilberto Mendonça Teles. Seleção Luís Busatto. São Paulo: Global, 2001.p. 91-92).  

    I-Juca-Pirama, de Gonçalves Dias, é um texto representativo do Romantismo brasileiro. Considerando-se a leitura do trecho, assinale a característica estética que evidencia sua relação com o contexto cultural do movimento romântico.
    Escolha uma alternativa para a questão f0826888-b0
  • DEEB1B14-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFT · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A questão é referente ao fragmento de texto a seguir.

    Esqueci-me de dizer que a ópera começara; as nossas observações podiam fazer-se então em céu desnublado. Vi Lúcia sentada na frente do seu camarote, vestida com certa galantaria, mas sem a profusão de adornos e a exuberância de luxo que ostentam de ordinário as cortesãs, ou porque acreditam que a sua beleza, como as caixinhas de amêndoas, cota-se pelo invólucro dourado, ou porque, no seu orgulho de anjos decaídos desejem esmagar a casta simplicidade da mulher honesta, quantas vezes defraudada nessa prodigalidade.
    Não me posso agora recordar das minúcias do traje de Lúcia naquela noite. O que ainda vejo neste momento, se fecho os olhos, são as nuvens brancas e nítidas, que se frocavam graciosamente, aflando com o lento movimento de seu leque; o mesmo leque de penas que eu apanhara e, que de longe parecia uma grande borboleta rubra pairando no cálice das magnólias. O rosto suave e harmonioso, o colo e as espáduas nuas, nadavam como cisnes naquele mar de leite, que ondeavam sobre formas divinas.
    A expressão angélica de sua fisionomia naquele instante, a atitude modesta e quase tímida, e a singeleza das vestes níveas e transparentes, davam-lhe frescor e viço de infância, que devia influir pensamentos calmos, se não puros. Entretanto o meu olhar ávido e acelerado rasgava os véus ligeiro e desnudava as formas deliciosas que ainda sentia latejar sob meus lábios.

    ALENCAR, José, Lucíola. São Paulo: Ática, 1994, p. 28.

    O romance "Lucíola", de José de Alencar foi publicado por volta de 1861, época em que a mulher era vista, de acordo com o olhar Romântico, como casta ou como dama impura. No fragmento, é CORRETO afirmar.
    Escolha uma alternativa para a questão deeb1b14-b0
  • DEE64D29-B0

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFT · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o fragmento do poema a seguir para responder a questão

    BANDIDO NEGRO
    (...)
    E o senhor que na festa descanta
    Pare o braço que a taça alevanta,
    Coroada de flores azuis.
    E murmure, julgando-se em sonhos:
    "Que demônios são estes medonhos.
    Que lá passam famintos e nus?

    Cai, orvalho de sangue do escravo,
    Cai, orvalho, na face do algoz.
    Cresce, cresce, seara vermelha,
    Cresce, cresce, vingança feroz.
    Somos nós, meu senhor, mas não tremas,
    Nós quebramos as nossas algemas
    P'ra pedir-te as esposas ou mães.
    Este é o filho do ancião que mataste.
    Este- irmão da mulher que manchaste...
    Oh, não tremas, senhor, são teus cães.

    Cai, orvalho de sangue do escravo,
    Cai, orvalho, na face do algoz.
    Cresce, cresce, seara vermelha,
    Cresce, cresce, vingança feroz.

    São teus cães, que têm frio e têm fome,
    Que há dez séc'los a sede consome...
    Quero um vasto banquete feroz...
    Venha o manto que os ombros nos cubra.
    Para vós fez-se a púrpura rubra,
    Fez-se o manto de sangue p'ra nós.
    (...)

    ALVES, Castro. Os escravos. São Paulo: Galex, s/d, p.50-51.

    A poesia social de Castro Alves caracteriza-se por seu discurso antiescravagista. Nesse fragmento, é CORRETO afirmar.

    Escolha uma alternativa para a questão dee64d29-b0
  • FD8AC6C6-96

    Literatura

    Escolas Literárias
    ENEM · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Capitulo LIV — A pêndula

    Saí dali a saborear o beijo. Não pude dormir; estirei-me na cama, é certo, mas foi o mesmo que nada. Ouvi as horas todas da noite. Usualmente, quando eu perdia o sono, o bater da pêndula fazia-me muito mai; esse tique-taque soturno, vagaroso e seco parecia dizer a cada golpe que eu ia ter um instante menos de vida. Imaginava então um velho diabo, sentado entre dois sacos, o da vida e o da morte, e a contá-las assim:

    — Outra de menos...
    — Outra de menos...
    — Outra de menos...
    — Outra de menos...

    O mais singular é que, se o relógio parava, eu dava-lhe corda, para que ele não deixasse de bater nunca, e eu pudesse contar todos os meus instanles perdidos, invenções há, que se transformam ou acabam; as mesmas instituições morrem; o relógio é definitivo e perpétuo. O derradeiro homem, ao despedir-se do sol frio e gasto, há de ter um relógio na algibeira, para saber a hora exata em que morre.

    Naquela noite não padeci essa triste sensação de enfado, mas outra, e deleitosa, As fantasias tumultuavam-me cá dentro, vinham umas sobre outras, â semelhança de devotas que se abaíroam para ver o anjo-cantor das procissões. Não ouvia os instantes perdidos, mas os minutos ganhados.

    ASSIS. M. Memórias póstumas de Brás Cubas, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1992 (fragmento).

    O capitulo apresenta o instante em que Brás Cubas revive a sensação do beijo trocado com Virgüia, casada com Lobo Neves. Nesse contexto, a metáfora do relógio desconstrói certos paradigmas românticos, porque

    Escolha uma alternativa para a questão fd8ac6c6-96
  • 6643E1BA-64

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNEAL · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Pelas características descritas no texto abaixo de Abdala Junior, o poema "A Carolina", abaixo transcrito, deve ser atribuído a que poeta e a que movimento literário?

    A Carolina

    Querida, ao pé do leito derradeiro

    Em que descansas dessa longa vida,

    Aqui venho e virei, pobre querida,

    Trazer-te o coração do companheiro.

    Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro

    Que, a despeito de toda a humana lida,

    Fez a nossa existência apetecida

    E num recanto pôs um mundo inteiro.

    Trago-te flores, - restos arrancados

    Da terra que nos viu passar unidos

    E ora mortos nos deixa e separados.

    Que eu, se tenho nos olhos malferidos

    Pensamentos de vida formulados,

    São pensamentos idos e vividos.


    (Dedicatória de Relíquias da casa velha).



    “Quem inicia o estudo da poética brasileira das últimas décadas do século XIX vê-se diante da pretensa ‘impassibilidade’ do Parnasianismo. Para o registro da realidade, o poeta não poderia ser subjetivo, evidenciando seus sentimentos. Ele deveria limitar- se a descrever situações "neutramente", sem se envolver com elas. Essa pretensa "impassibilidade", entretanto, não existiu. Nem seria possível, pois o poeta só pode construir o poema selecionando situações, palavras imagens, a partir de sua própria perspectiva. A subjetividade é inerente às ações humanas. [...] As transformações técnicas e os movimentos sociais do século XIX não poderiam conformar-se ao exaurido sentimentalismo ultrarromântico. Castro Alves e outros românticos deram os primeiros passos na direção da objetividade, trajetória a ser continuada pelos poetas [...] que defendiam uma poesia ‘científica’, que associasse o lirismo do poeta ao realismo da representação objetiva”. (Benjamim Abdla Junior – Luz realista, forma parnasiana, estética decadentista adaptação).
    Escolha uma alternativa para a questão 6643e1ba-64
  • 63749BA1-64

    Literatura

    Barroco
    UNEAL · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    “Podemos até, antecipando-nos à leitura do soneto, anunciar o princípio de construção de que se serviu "o autor" no texto que vamos estudar: a extensão sintagmática das frases do poema, o léxico escolhido, o tom e sonoridades têm a medida – exata! – da profundidade da emoção experimentada pelo eu-lírico, numa estreita e regular correspondência (perdoem-nos mais uma vez o uso da palavra suspeita). Esse é, não percamos de vista, o fundamento que subjaz à organização do poema” (Roberto Sarmento Lima – O círculo e a palavra constantes do poema lírico).


    Soneto IV de Via-Láctea

    Como a floresta secular, sombria,

    Virgem do passo humano e do machado,

    Onde apenas, horrendo, ecoa o brado

    Do tigre, cuja agreste ramaria.

    Não atravessa nunca a luz do dia,

    Assim também, da luz do amor privado,

    Tinhas o coração ermo e fechado,

    Como a floresta secular, sombria...

    Hoje, entre os ramos, a canção sonora

    Soltam festivamente os passarinhos.

    Tinge o cimo das árvores a aurora...

    Palpitam flores, estremecem ninhos...

    E o sol do amor, que não entrava outrora,

    Entra dourando a areia dos caminhos.



    Pelas características apresentadas no texto e pelas encontradas no poema acima (rimas raras, preferência pelo rigor formal do soneto, medição das ideias, dentre outras), podemos afirmar que Roberto Sarmento Lima refere-se ao poeta ____________, ligado ao movimento denominado _______________, respectivamente.
    Escolha uma alternativa para a questão 63749ba1-64
  • 5DF17205-64

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNEAL · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
    A esse autor “coube o papel de consolidação da escola [...] no Brasil, ao lado de José de Alencar. Ambos foram decisivos na formação de um temário nacional em nossa literatura e ambos se aprimoraram na forma de assegurar a brasilidade literária, a sua cor local. Embora a obra desse autor inclua teatro, historiografia e uma tentativa de escrever romance, foi como poeta que realizou a melhor e maior parte de seu trabalho. Já nos Primeiros cantos estão presentes as linhas temáticas que marca a produção literária da época: o saudosismo, o indianismo e o lirismo amoroso. É nessa obra também que a sensibilidade lírica do poeta, inteiramente sintonizada com a sensibilidade do público de seu tempo, encontra na liberdade de formas e no extraordinário ritmo a medida exata entre expressão e construção” (Samira Uoussef Campedelli – Literatura: história e texto – adaptação).

    Pelas características destacadas, em que opção estão a escola literária e o autor a que o texto se refere?
    Escolha uma alternativa para a questão 5df17205-64
  • 8AFE45D4-F3

    Literatura

    Escolas Literárias
    FGV · 2012DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para as questão.



    CAPÍTULO 73 - O Luncheon*


            O despropósito fez-me perder outro capítulo. Que melhor não era dizer as coisas lisamente, sem todos estes solavancos! Já comparei o meu estilo ao andar dos ébrios. Se a ideia vos parece indecorosa, direi que ele é o que eram as minhas refeições com Virgília, na casinha da Gamboa, onde às vezes fazíamos a nossa patuscada, o nosso luncheon. Vinho, frutas, compotas. Comíamos, é verdade, mas era um comer virgulado de palavrinhas doces, de olhares ternos, de criancices, uma infinidade desses apartes do coração, aliás o verdadeiro, o ininterrupto discurso do amor. Às vezes vinha o arrufo temperar o nímio adocicado da situação. Ela deixava-me, refugiava-se num canto do canapé, ou ia para o interior ouvir as denguices de Dona Plácida. Cinco ou dez minutos depois, reatávamos a palestra, como eu reato a narração, para desatá-la outra vez. Note-se que, longe de termos horror ao método, era nosso costume convidá-lo, na pessoa de Dona Plácida, a sentar-se conosco à mesa; mas Dona Plácida não aceitava nunca.

    Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas.


    (*) Luncheon (Ing.): lanche, refeição ligeira, merenda.

    No trecho, revelam, respectivamente, um parentesco e um afastamento em relação às Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, o termo
    Escolha uma alternativa para a questão 8afe45d4-f3