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15.661 questões encontradas. Mostrando a página 24 de 784.

  • A063EFDB-67

    Química

    Grandezas: massa, volume, mol, massa molar, constante de Avogadro e Estequiometria.
    UEG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    O iodeto de potássio, KI, é um sólido branco inodoro e solúvel em água. Na área de saúde, é usado como princípio ativo em xaropes expectorantes na concentração de 20 mg/mL. Segundo a bula de uma marca de xarope de iodeto de potássio, a dose diária normalmente recomendada para adultos é de no máximo 30 mL, de acordo com orientações médicas. Considerando a massa molar do KI igual a 166 g/mol, a quantidade em mols desse princípio ativo na dose máxima diária é
    Escolha uma alternativa para a questão a063efdb-67
  • A05C8463-67

    Biologia

    Identidade dos seres vivos
    UEG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Em 2010, o Portal da Câmara dos Deputados noticiou a gameleira como a Árvore do Mês em setembro, destacando aspectos diversos da utilização dessa planta, dentre os quais: o uso das folhas e da madeira, o potencial biológico e paisagístico e, ainda, seu uso religioso. Contraditoriamente, junto ao mês comemorativo, a Câmara também informou que teve uma gameleira morta pelo método de cintamento no ano de 2004. A oportunidade foi utilizada para conscientizar que “matar árvores” sem autorização legal é crime federal. Transpondo-se do contexto da Câmara para uma situação local, a cidade de Goiânia teve uma gameleira centenária incendiada no ano de 2024. Os danos da queimadura foram extensos e condenaram a árvore a ser retirada devido ao risco de queda.


    As gameleiras são angiospermas pertencentes à família botânica Moraceae, nome popular atribuído a aproximadamente mil espécies, principalmente do gênero Ficus Linnaeus. Sobre esse conjunto variado de espécies e seus diferentes potenciais de uso, verifica-se o seguinte: 
    Escolha uma alternativa para a questão a05c8463-67
  • A04CAF19-67

    Sociologia

    Cultura e identidade nacional
    UEG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho a seguir:


    Consumismo é consumir mais do que precisamos, consumir para construir uma identidade própria, consumir para mostrar um estado socioeconômico, consumir pelo tédio, consumir para aplacar a ansiedade, consumir procurando uma felicidade que nunca chega. Ao consumo são atribuídas uma série de vantagens que ele na verdade não tem, mas o consumismo continua sendo encorajado, já que é o combustível principal do atual sistema econômico. O shopping, cheio de luzes chamativas e cores, de tentações inescapáveis e de emoções plastificadas, poderia muito bem ser uma imagem icônica de uma sociedade que se dirige despreocupadamente ao abismo.

    FANJUL, Sergio C. Consumir procurando uma felicidade que nunca chega, como compramos para construir nossa identidade. 2021. Disponível em: https://brasil.elpais.com/cultura/2021-10-08/consumir-procurando-uma-felicidade-que-nunca-chega-como-compramos-para-construir-nossa-identidade.html. Acesso em: 13 maio 2025.


    Na contemporaneidade, o consumo deixa de ser um meio para mera manutenção da existência física dos indivíduos e adquire também importância social na construção de identidades. A relação entre consumo, marcas e identidade demonstra que
    Escolha uma alternativa para a questão a04caf19-67
  • A04A090C-67

    Sociologia

    O nascimento da sociologia
    UEG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    A sociologia se constituiu como ciência no século XIX em um contexto de transformações sociais. Processos de mudanças como a Revolução Industrial e a Revolução Francesa e os acontecimentos decorrentes da passagem do feudalismo para o capitalismo foram importantes para a consolidação do pensamento social que embasou o desenvolvimento dessa ciência. Os pensadores Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber elaboraram diferentes concepções sobre as transformações passadas pela sociedade e se tornaram clássicos da ciência que estava nascendo. Uma análise das concepções sociológicas desses autores revela que:
    Escolha uma alternativa para a questão a04a090c-67
  • A0470C77-67

    Sociologia

    Estratificação e desigualdade social
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    A educação no Brasil é marcada por desigualdades sociais. Essas desigualdades envolvem os investimentos diferentes no ensino público e no ensino privado, a estrutura física das escolas, as condições variadas de tempo disponível para estudo e as diferenças dentro daquilo que o sociólogo Pierre Bourdieu conceituou como capital cultural. O conceito de capital cultural remete ao acúmulo de conhecimentos de uma pessoa, fruto de sua formação cultural, de seus pais e parentes próximos, bem como do local onde reside e da classe social à qual pertence; trata-se de um conjunto de recursos simbólicos e competências relativas à cultura legítima.

    Pensando a educação brasileira, no contexto das desigualdades sociais, a partir da teoria de Pierre Bourdieu e de seu conceito de capital cultural, a educação é 
    Escolha uma alternativa para a questão a0470c77-67
  • A03F41FA-67

    Filosofia

    Conceitos Filosóficos
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    Leia os textos a seguir.


    Texto I

    O homem, como zoon logikón, é um ser que, em razão de sua psyqué, ao mesmo tempo pertence ao âmbito da natureza e por essência se distingue de todos os outros seres da natureza em virtude do predicado da racionalidade, ele é um “animal racional”, um zoon logikón. A racionalidade é, pois, a diferença específica do homem, e, ao se acentuar esse aspecto, Aristóteles prolonga a linha de reflexão antropológica que tem sua origem na Sofística e que fora continuada, mesmo sofrendo profunda inflexão, pela antropologia socrático-platônica. Enquanto ser dotado de razão e linguagem, o homem transcende de alguma maneira a natureza e não pode ser considerado simplesmente um ser “natural”.

    VAZ, Henrique de C. Lima. Antropologia filosófica. São Paulo: Loyola, 2020. p. 51. (Adaptado).


    Texto II

    Outros autores interpretam o homem como possibilidade de autoprojeção. É nesse sentido que Kant afirma que, para poder atribuir ao homem seu lugar na natureza viva e assim caracterizá-lo, só resta dizer que ele tem o caráter que ele mesmo faz, porquanto sabe aperfeiçoar-se segundo os fins por ele mesmo criados. Na filosofia contemporânea, esse conceito de homem foi assumido por vários pensadores. Por um lado, eles frisam que o homem é aquilo que ele mesmo pode e quer tornar-se, que projeta seu modo de ser ou de viver e que esse projeto passa a constituir, em algum grau, parte de seu ser. Por outro lado, esses mesmos pensadores reconhecem as limitações dessa possibilidade de se projetar, já que cada projeto já encontra como dados os elementos que utiliza. Sartre insistiu na liberdade absoluta da possibilidade de projetar e considerou puramente arbitrária ou gratuita a escolha de um projeto qualquer.

    ABBGAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 1999. p. 512-513. (Adaptado).


    Em ambos os textos são apresentados posicionamentos acerca do que constitui definição de ser humano. A comparação entre esses textos indica que eles 
    Escolha uma alternativa para a questão a03f41fa-67
  • A0322331-67

    Geografia

    Geografia Econômica
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    Observe a figura a seguir.

    Imagem da questão de Geografia, da prova de 2025
    Disponível em: https://sisq.elitecampinas.com.br/GabaritoVestibulares/VisualizarQuestaoLista?id_questao_lista=8034273&vestibular=unesp&ano=2021&prova_vestibular_id=383
    615. Acesso em: 14 maio 2025.

    A figura expressa um dos mais importantes conceitos, proposto por David Harvey, renomado geógrafo britânico, no segundo quartel do século XX, período marcado pela expansão da globalização.


    Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, esse conceito e quais fatores tornaram o “encolhimento” do mundo possível:
    Escolha uma alternativa para a questão a0322331-67
  • A02CF3BD-67

    História

    História Geral
    UEG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1

    "Por pouco, o Brasil não fora encontrado por outros navegadores: um português, Duarte Pacheco Pereira (1460-1533), e dois espanhóis, Vicente Pinzón (1462-1514) e Diego de Lepe (1460-1515). Comandando uma frota de oito navios, Duarte Pacheco Pereira teria explorado o litoral brasileiro, na altura do Maranhão, em dezembro de 1498” [...]. "O consenso é de que Portugal sabia da existência de terras no Atlântico. Caso contrário, não teria pressionado o papa Alexandre VI para modificar a bula Inter Coetera, de 1493, que deixava os portugueses de fora do Novo Mundo descoberto por Colombo em 1492", observa Vainfas.”

    BERNARDO, André. Descobrimento do Brasil: os bastidores da viagem de 44 dias que levou Pedro Álvares Cabral ao país - BBC News Brasil https://www.bbc.com/portuguese/brasil-51808373 9/15 Este texto foi publicado originalmente em abril de 2020 e atualizado em 22 de abril de 2021. Acesso em: 9 maio 2025.


    Texto 2

    “No dia seguinte, quarta-feira, 22 de abril, pela manhã, acharam aves chamadas fura-buchos, e à tarde, um grande monte redondo e muito alto, com outras serras mais ao sul, e terra coberta de grande arvoredo. O capitão-mor deu ao monte o nome de Monte Pascoal e à terra o de Vera Cruz.”

    ABREU, Capistrano. O descobrimento do Brasil. Rio de Janeiro: Fundação Darcy Ribeiro, 2013. p. 35.


    Sobre as viagens de navegação ao Novo Mundo e chegada ao Brasil, verifica-se que 
    Escolha uma alternativa para a questão a02cf3bd-67
  • A0253BA2-67

    História

    História do Brasil
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    Texto 1

    “O nosso intuito […] era o de manter a revolução, esperando que, nas capitais, alguma eventualidade nos proporcionasse o ensejo para o golpe decisivo sobre a tirania opressora. Por isso, evitamos choques. Não nos interessava o combate decisivo.”
    PRESTES, Luiz Carlos. Entrevista ao Diário Nacional. São Paulo, 1º de fevereiro de 1930, p. 2.


    Texto 2

    “Para nós, revolucionários, o movimento é a vitória. […] Com mais de 1.000 homens armados e tendo mais de 4.000 cavalos, consegui passar, em pleno campo, por entre mais de 10.000 homens do governo. Nunca foi possível determinar minha verdadeira direção de marcha e impraticável se tornou a perseguição.”
    PRESTES, Luiz Carlos. Carta ao General Isidoro Dias Lopes, em fevereiro de 1925. Apud: PRESTES, Anita L. Coluna Prestes. São Paulo: Brasiliense, 1991, p. 421.


    Sobre os documentos acima e o movimento tenentista chamado de “Coluna Prestes”, verifica-se que 
    Escolha uma alternativa para a questão a0253ba2-67
  • A01A5B89-67

    Física

    Dinâmica
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    Para regular um brinquedo de bungee jump em um parque de diversões, o técnico prende um corpo de prova de massa igual a 200 kg à extremidade livre de um elástico forte de 3 metros de comprimento e o abandona na mesma altura da extremidade fixa. O deslocamento máximo do corpo abaixo do comprimento do elástico relaxado, trecho no qual o elástico resiste à queda, é medido sendo igual a 2 metros. Sabendo que o corpo não chega a tocar o chão e considerando g = 10 m/s2 , a constante elástica do elástico, em N/m, é de
    Escolha uma alternativa para a questão a01a5b89-67
  • A00A6FDB-67

    Matemática

    Progressões
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    Maria e Ana realizam depósitos no mesmo dia de cada mês. Maria depositou no primeiro mês R$ 10,00 e nos meses seguintes sempre o triplo do valor do depósito do mês anterior. Ana depositou mensamente 50% do valor acumulado por Maria, considerando o depósito já feito por Maria no mesmo mês. Desconsiderando juros e correção monetária, um aumento igual a R$ 3.645,00, no valor depositado por Ana, ocorre do
    Escolha uma alternativa para a questão a00a6fdb-67
  • A002CEAA-67

    Literatura

    Teoria Literária
    UEG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto I


    Entendo que poesia é negócio de grande responsabilidade, e não considero honesto rotular-se poeta quem apenas verseje por dor de cotovelo, falta de dinheiro ou momentânea tomada de contato com as forças líricas do mundo, sem se entregar aos trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação. Até os poetas se armam, e um poeta desarmado é, mesmo, um ser à mercê das inspirações fáceis, dócil às modas e compromissos.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Prosa seleta. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003.



    Texto II

    POESIA


    Gastei uma hora pensando um verso

    que a pena não quer escrever.

    No entanto ele está cá dentro

    inquieto, vivo.

    Ele está cá dentro

    e não quer sair.

    Mas a poesia deste momento

    inunda minha vida inteira.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 24.



    Texto III

     O LUTADOR

     

    Lutar com palavras

    é a luta mais vã.

    Entanto lutamos

    mal rompe a manhã.

    São muitas, eu pouco.

    [...]

     

    Mas lúcido e frio,

    apareço e tento

    apanhar algumas

    para meu sustento

    num dia de vida.

    Deixam-se enlaçar,

    tontas à carícia

    e súbito fogem

    [...].

     

    Insisto, solerte.

    Busco persuadi-las.

    [...]

     

    Sem me ouvir deslizam,

    perpassam levíssimas

    e viram-me o rosto.

     

    Lutar com palavras

    parece sem fruto.

    Não têm carne e sangue…

    Entretanto, luto.

    Palavra, palavra

    (digo exasperado),

    se me desafias,

    aceito o combate.

    [...]

     

    Luto corpo a corpo,

    luto todo o tempo,

    sem maior proveito

    que o da caça ao vento.

    [...]

     

    Iludo-me às vezes,

    pressinto que a entrega

    se consumará.

    Já vejo palavras

    em coro submisso,

    esta me ofertando

    seu velho calor,

    aquela sua glória

    feita de mistério,

    outra seu desdém,

    outra seu ciúme,

    e um sapiente amor

    me ensina a fruir

    de cada palavra

    a essência captada,

    o sutil queixume.

    [...].

     

    O ciclo do dia

    ora se conclui

    e o inútil duelo

    jamais se resolve.

    O teu rosto belo,

    ó palavra, esplende

    na curva da noite

    que toda me envolve.

    Tamanha paixão

    e nenhum pecúlio.

    Cerradas as portas,

    a luta prossegue

    nas ruas do sono.

     

    Andrade, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.



    Texto IV

    PROCURA DA POESIA


    Não faças versos sobre acontecimentos.

    Não há criação nem morte perante a poesia.

    Diante dela, a vida é um sol estático,

    não aquece nem ilumina.

    As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não

    contam.

    Não faças poesia com o corpo,

    esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à

    efusão lírica.

    Tua gota de bile, tua careta de gozo ou dor no escuro

    são indiferentes.

    Não me reveles teus sentimentos,

    que se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem.

    O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.


    Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.

    O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo

    das casas.

    Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas

    junto à linha de espuma.

    O canto não é a natureza

    nem os homens em sociedade.

    Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada

    significam.

    A poesia (não tires poesia das coisas)

    elide sujeito e objeto.


    Não dramatizes, não invoques,

    não indagues. Não percas tempo em mentir.

    Não te aborreças.

    Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,

    vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família

    desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.


    Não recomponhas

    tua sepultada e merencória infância.

    Não osciles entre o espelho e a

    memória em dissipação.

    Que se dissipou, não era poesia.

    Que se partiu, cristal não era.


    Penetra surdamente no reino das palavras.

    Lá estão os poemas que esperam ser escritos.

    Estão paralisados, mas não há desespero,

    há calma e frescura na superfície intata.

    Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

    Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.

    Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.

    Espera que cada um se realize e consume

    com seu poder de palavra

    e seu poder de silêncio.

    Não forces o poema a desprender-se do limbo.

    Não colhas no chão o poema que se perdeu.

    Não adules o poema. Aceita-o

    como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada

    no espaço.


    Chega mais perto e contempla as palavras.

    Cada uma

    tem mil faces secretas sob a face neutra

    e te pergunta, sem interesse pela resposta,

    pobre ou terrível que lhe deres:

    Trouxeste a chave?


    Repara:

    ermas de melodia e conceito

    elas se refugiaram na noite, as palavras.

    Ainda úmidas e impregnadas de sono,

    rolam num rio difícil e se transformam em despreza.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.

    Carlos Drummond de Andrade, no Texto I, aborda, no campo da crítica literária à poesia, um tema que pode ser estendido à produção artística em quaisquer outras linguagens: a criação. Nesse excerto, Andrade sugere que a criação não é derivada de inspiração divina ou do acaso, e também não é qualquer atividade dramática usada para expressar as mazelas ou angústias humanas, mas um esforço permanente que emana de “[...] trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação”.


    Na filosofia da arte ocidental, cuja compreensão inicial parte da Grécia, o termo designado para esse modo de criação, invenção ou fabricação do mundo ou de visões de mundo, proveniente de procedimentos estabelecidos, regulados e sistematizados pelo campo estético, é denominado de: 
    Escolha uma alternativa para a questão a002ceaa-67
  • A000071C-67

    Português

    Interpretação de Textos
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    Texto I


    Entendo que poesia é negócio de grande responsabilidade, e não considero honesto rotular-se poeta quem apenas verseje por dor de cotovelo, falta de dinheiro ou momentânea tomada de contato com as forças líricas do mundo, sem se entregar aos trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação. Até os poetas se armam, e um poeta desarmado é, mesmo, um ser à mercê das inspirações fáceis, dócil às modas e compromissos.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Prosa seleta. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003.



    Texto II

    POESIA


    Gastei uma hora pensando um verso

    que a pena não quer escrever.

    No entanto ele está cá dentro

    inquieto, vivo.

    Ele está cá dentro

    e não quer sair.

    Mas a poesia deste momento

    inunda minha vida inteira.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 24.



    Texto III

     O LUTADOR

     

    Lutar com palavras

    é a luta mais vã.

    Entanto lutamos

    mal rompe a manhã.

    São muitas, eu pouco.

    [...]

     

    Mas lúcido e frio,

    apareço e tento

    apanhar algumas

    para meu sustento

    num dia de vida.

    Deixam-se enlaçar,

    tontas à carícia

    e súbito fogem

    [...].

     

    Insisto, solerte.

    Busco persuadi-las.

    [...]

     

    Sem me ouvir deslizam,

    perpassam levíssimas

    e viram-me o rosto.

     

    Lutar com palavras

    parece sem fruto.

    Não têm carne e sangue…

    Entretanto, luto.

    Palavra, palavra

    (digo exasperado),

    se me desafias,

    aceito o combate.

    [...]

     

    Luto corpo a corpo,

    luto todo o tempo,

    sem maior proveito

    que o da caça ao vento.

    [...]

     

    Iludo-me às vezes,

    pressinto que a entrega

    se consumará.

    Já vejo palavras

    em coro submisso,

    esta me ofertando

    seu velho calor,

    aquela sua glória

    feita de mistério,

    outra seu desdém,

    outra seu ciúme,

    e um sapiente amor

    me ensina a fruir

    de cada palavra

    a essência captada,

    o sutil queixume.

    [...].

     

    O ciclo do dia

    ora se conclui

    e o inútil duelo

    jamais se resolve.

    O teu rosto belo,

    ó palavra, esplende

    na curva da noite

    que toda me envolve.

    Tamanha paixão

    e nenhum pecúlio.

    Cerradas as portas,

    a luta prossegue

    nas ruas do sono.

     

    Andrade, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.



    Texto IV

    PROCURA DA POESIA


    Não faças versos sobre acontecimentos.

    Não há criação nem morte perante a poesia.

    Diante dela, a vida é um sol estático,

    não aquece nem ilumina.

    As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não

    contam.

    Não faças poesia com o corpo,

    esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à

    efusão lírica.

    Tua gota de bile, tua careta de gozo ou dor no escuro

    são indiferentes.

    Não me reveles teus sentimentos,

    que se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem.

    O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.


    Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.

    O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo

    das casas.

    Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas

    junto à linha de espuma.

    O canto não é a natureza

    nem os homens em sociedade.

    Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada

    significam.

    A poesia (não tires poesia das coisas)

    elide sujeito e objeto.


    Não dramatizes, não invoques,

    não indagues. Não percas tempo em mentir.

    Não te aborreças.

    Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,

    vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família

    desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.


    Não recomponhas

    tua sepultada e merencória infância.

    Não osciles entre o espelho e a

    memória em dissipação.

    Que se dissipou, não era poesia.

    Que se partiu, cristal não era.


    Penetra surdamente no reino das palavras.

    Lá estão os poemas que esperam ser escritos.

    Estão paralisados, mas não há desespero,

    há calma e frescura na superfície intata.

    Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

    Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.

    Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.

    Espera que cada um se realize e consume

    com seu poder de palavra

    e seu poder de silêncio.

    Não forces o poema a desprender-se do limbo.

    Não colhas no chão o poema que se perdeu.

    Não adules o poema. Aceita-o

    como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada

    no espaço.


    Chega mais perto e contempla as palavras.

    Cada uma

    tem mil faces secretas sob a face neutra

    e te pergunta, sem interesse pela resposta,

    pobre ou terrível que lhe deres:

    Trouxeste a chave?


    Repara:

    ermas de melodia e conceito

    elas se refugiaram na noite, as palavras.

    Ainda úmidas e impregnadas de sono,

    rolam num rio difícil e se transformam em despreza.


    ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 104-105.

    Qual tese expressa o tema abordado no Texto I e nos poemas Poesia (Texto II), O lutador (Texto III) e Procura da poesia (Texto IV)? 
    Escolha uma alternativa para a questão a000071c-67
  • 9FFAD2A4-67

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir para responder à questão


    Imagem da questão de Português, da prova de 2025

    No texto “O vicioso círculo do espelho no celular”, a frase “O aparelho banaliza a imagem por sua instantaneidade, de maneira irresistível para a maioria, jovens em especial” – que, na linguagem jornalística, é convencionalmente chamada de subtítulo – cumpre a seguinte função na textualidade: 
    Escolha uma alternativa para a questão 9ffad2a4-67
  • 9FF82D8C-67

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir para responder à questão


    Imagem da questão de Português, da prova de 2025

    O parágrafo do texto, que se estende da linha 08 a 12, é desenvolvido a partir da seguinte estratégia:
    Escolha uma alternativa para a questão 9ff82d8c-67
  • 9FF58B6A-67

    Português

    Pontuação
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    Leia o texto a seguir para responder à questão


    Imagem da questão de Português, da prova de 2025

    No trecho “Olho vivo, pais e educadores”, o uso da vírgula depois de “Olho vivo” serve para demarcar
    Escolha uma alternativa para a questão 9ff58b6a-67
  • 9FF32A78-67

    Português

    Interpretação de Textos
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    Leia o texto a seguir para responder à questão


    Imagem da questão de Português, da prova de 2025

    Defende-se, no texto, a seguinte ideia:
    Escolha uma alternativa para a questão 9ff32a78-67