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Questões do ENEM: nível fácil

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Resultados

15.661 questões encontradas. Mostrando a página 504 de 784.

  • 6E8069AD-1D

    Geografia

    Impactos e soluções nos meios natural e rural
    UNICAMP · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Pesquisadores analisaram o número de polinizadores, a biodiversidade e o rendimento de cultivos dependentes de polinizadores (maçã, pepino, caju, café, feijão, algodão e canola, entre outros) em propriedades da África, Ásia e América do Sul. Nos países analisados, o rendimento agrícola cresceu de acordo com a densidade de polinizadores, indicando que a redução na população de abelhas e outros insetos poderia ser parcialmente responsável pela queda de produtividade.
    (Adaptado de http://revistapesquisa.fapesp.br/2016/01/21 /insetoselevam-produtividade-agricola/)
    Os resultados obtidos com a pesquisa relatada acima sugerem que:
    Escolha uma alternativa para a questão 6e8069ad-1d
  • 6E6CA4EE-1D

    Química

    Radioatividade: Reações de Fissão e Fusão Nuclear, Desintegração Radioativa e Radioisótopos.
    UNICAMP · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Era o dia 6 de agosto de 1945. O avião B-29, Enola Gay, comandado pelo coronel Paul Tibbets, sobrevoou Hiroshima a 9.448 metros de altitude e, quando os ponteiros do relógio indicaram 8h16, bombardeou-a com uma bomba de fissão nuclear de urânio, com 3 m de comprimento e 71,1 centímetros de diâmetro e 4,4 toneladas de peso. A bomba foi detonada a 576 metros do solo. Um colossal cogumelo de fumaça envolveu a região. Corpos carbonizados jaziam por toda parte. Atônitos, sobreviventes vagavam pelos escombros à procura de comida, água e abrigo. Seus corpos estavam dilacerados, queimados, mutilados. Cerca de 40 minutos após a explosão, caiu uma chuva radioativa. Muitos se banharam e beberam dessa água. Seus destinos foram selados.
    (Adaptado de Sidnei J. Munhoz, “O pior dos fins”. Revista de História da Biblioteca Nacional, maio 2015. Disponível em http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/o-pior-dos-fins. Acessado em 23/08/2016.)
    A explosão da bomba mencionada no texto
    Escolha uma alternativa para a questão 6e6ca4ee-1d
  • 6E69C5CD-1D

    Biologia

    Evolução biológica
    UNICAMP · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    “Um poeta chamado Zhu Xi escreveu o seguinte há cerca de 1200 anos: ‘No topo das altas montanhas vejo conchas que me dizem que antigos lugares de baixa altitude se elevaram para os céus e moram agora nos mais elevados picos. Estas conchas dizem-me também que materiais vivos de animais se converteram nas mais duras e inertes rochas.’ Essas palavras foram durante séculos lidas como se fossem versos. Mas Zhu Xi não era apenas um poeta: era um cientista, aquilo que, até há pouco se chamava um naturalista.”
    (Mia Couto,”Rios, Cobras e Camisas de Dormir”, em E se Obama fosse africano? E outras intervenções. 2.ed. Lisboa: Editorial Caminho, 2009, p.58.)
    O poema citado por Mia Couto faz referência
    Escolha uma alternativa para a questão 6e69c5cd-1d
  • 6E66AA94-1D

    Conhecimentos Gerais

    Meio Ambiente, Sustentabilidade e Aquecimento Global
    UNICAMP · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    “Rios caudalosos, florestas impenetráveis, tribos indígenas desconhecidas e histórias de animais gigantes que se alimentam de seres humanos. Um cenário assustador para a maioria, mas perfeito para aventureiros em busca de fama e riqueza no final do século XIX e início do XX. Foi nessa época que a Amazônia recebeu milhares de trabalhadores para a indústria de extração da borracha e para a construção de uma ferrovia de quase 400 quilômetros, que escoaria essa produção cortando os rios Madeira e Mamoré, a oeste do atual estado de Rondônia.”
    (Cristina Romanelli, “A ferro e sangue”. Disponível em http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos-revista/a-ferro-e-sangue. Acessado em 05/08/2016.)
    A construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré
    Escolha uma alternativa para a questão 6e66aa94-1d
  • 6E4DD105-1D

    Matemática

    Sistemas Lineares
    UNICAMP · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Sejam a e b números reais. Considere, então, os dois sistemas lineares abaixo, nas variáveis x, y e z:
    Imagem da questão de Matemática, UNICAMP 2016, Sistemas Lineares
    Sabendo que esses dois sistemas possuem uma solução em comum, podemos afirmar corretamente que
    Escolha uma alternativa para a questão 6e4dd105-1d
  • 6E346CC6-1D

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    “São Francisco botava o dedo nas feridas dos leprosos. Mas é que ele era um santo, fazia milagres, e ela é simplesmente Doralice Leitão Leiria, um ser humano como qualquer outro.”
    (Érico Veríssimo, Caminhos cruzados. São Paulo: Companhia de Bolso, 2016, p.77.)
    “ – Queres seguir a política? Então? Procura imitar Bismarck! Haverá padrão melhor?” (Idem, p. 290.)
    Os fragmentos acima captam um dos traços principais de Caminhos cruzados no que diz respeito à identidade narrativa das personagens. Considerando o conjunto do romance, tal traço consiste em uma
    Escolha uma alternativa para a questão 6e346cc6-1d
  • 6E26957B-1D

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Caligrafia (Arnaldo Antunes)
    Arte do desenho manual das letras e palavras.
    Território híbrido entre os códigos verbal e visual. A caligrafia está para a escrita como a voz está para a fala. A cor, o comprimento e espessura das linhas, a disposição espacial, a velocidade dos traços da escrita correspondem a timbre, ritmo, tom, cadência, melodia do discurso falado. Entonação gráfica.
    Assim como a voz apresenta a efetivação física do discurso (o ar nos pulmões, a vibração das cordas vocais, os movimentos da língua), a caligrafia também está intimamente ligada ao corpo, pois carrega em si os sinais de maior força ou delicadeza, rapidez ou lentidão, brutalidade ou leveza do momento de sua feitura.
    (Adaptado de https://www.arnaldoantunes.com.br. Acessado em 12/07/2016.)
    Em Caligrafia, o autor
    Escolha uma alternativa para a questão 6e26957b-1d
  • 0B4CB765-0D

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UECE · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

                                               TEXT

          Nearly 250 million young children across the world – 43% of under-fives – are unlikely to fulfil their potential as adults because of stunting and extreme poverty, new figures show.

          The first three years of life are crucial to a child’s development, according to a series of research papers published in the Lancet medical journal, which says there are also economic costs to the failure to help them grow. Those who do not get the nutrition, care and stimulation they need will earn about 26% less than others as adults.

          “The costs of not acting immediately to expand services to improve early childhood development are high for individuals and their families, as well as for societies,” say the researchers. The cost to some countries in GDP (gross domestic product), they estimate, is as much as twice their spending on healthcare.

          The figures come as the World Bank prepares for a summit meeting with finance ministers around the globe to discuss how nurturing children in their early years will help their countries’ economic development. The World Bank president, Jim Yong Kim, has told the Guardian that he intends to use the World Economic Forum in Davos each year to name and shame countries that do not reduce their high stunting rates.

           The Lancet series says the first 24 months of life are the critical time for avoiding stunting. Undernourished children living in extreme poverty end up small and their brain development is affected, so that they find it hard to learn. “Some catch-up is possible in height-for-age after 24 months, with uncertain cognitive gains,” says one of the papers. 

          In sub-Saharan Africa, 66% of children are estimated to be at risk of poor development because of stunting and poverty. In south Asia, the figure is 65%, and 18% in the Caribbean and South America.  

          Mothers need to be well nourished to give their babies a good start in life and be able to breastfeed. Families need help to give children the nutrition and nurturing they need, say researchers. That includes breastfeeding, free pre-school education – which is available in only two-thirds of high-income countries – paid leave for parents and a minimum wage to pull more families out of poverty.

          There are children at risk in all countries, rich and poor. The series points to early childhood programs that have been effective, including Sure Start in the UK, Early Head Start in the US, Chile’s Crece Contigo and Grade R in South Africa

          In a Comment piece in the journal, Dr Margaret Chan, director general of the World Health Organization, Anthony Lake, executive director of the United Nations Children’s Fund, and Keith Hansen, vice-president for human development at the World Bank, write: “The early childhood agenda is truly global, because the need is not limited to low-income countries. Children living in disadvantaged households in middle-income and wealthy countries are also at risk.

          “In targeting our investments, we should give priority to populations in the greatest need, such as families and children in extreme poverty and those who require humanitarian assistance. In addition, we have to build more resilient systems in vulnerable communities to mitigate the disruptive influence of natural disasters, fragility, conflict, and violence.”

          Wanda Wyporska, executive director of the Equality Trust, said: “It’s no surprise that the richer you are, the better your health is likely to be”. But the chasm of health inequality between rich and poor has widened in recent years.

          “Being born into a poor family shouldn’t mean decades of poorer health and even premature death, but that’s the shameful reality of the UK’s health gap. If you rank neighborhoods in the UK from the richest to the poorest, you have almost perfectly ranked health from the best to the worst.”

                                         https://www.theguardian.com/global-development/2016/oct/04

    One of the facts mentioned in the article is that in recent years
    Escolha uma alternativa para a questão 0b4cb765-0d
  • 0B2E6C81-0D

    Biologia

    Ecologia e ciências ambientais
    UECE · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Ecologia é uma ciência ampla e complexa, direcionada ao entendimento do funcionamento da natureza, que apresenta conceitos específicos utilizados para definir as relações dos seres vivos entre si e destes com o meio. Considerando os conceitos ecológicos, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 0b2e6c81-0d
  • 0B0B3613-0D

    Física

    Eletricidade
    UECE · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Uma pilha (1,5 V) e um resistor (1,5 Ω) são conectados um ao outro por apenas um de seus terminais durante o experimento I. Em outro experimento, o experimento II, os dois terminais da bateria são conectados aos terminais do resistor. A diferença de potencial elétrico e a corrente no resistor são, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão 0b0b3613-0d
  • 0AB90068-0D

    Matemática

    Equação de 2º Grau e Problemas de 2º Grau
    UECE · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    As medidas, em metro, dos comprimentos dos lados de um triângulo formam uma progressão aritmética cuja razão é igual a 1. Se a medida de um dos ângulos internos deste triângulo é 120°, então, seu perímetro é
    Escolha uma alternativa para a questão 0ab90068-0d
  • D14CF90E-E4

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    PUC-GO · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 3

                              Escalada para o inferno

    Iniciava-se ali, meu estágio no inferno. A ardida solidão corroía cada passo que eu dava. Via crucis vivida aos seis anos de idade, ao sol das duas horas. Vermelhidão por todos os lados daquela rua íngreme e poeirenta. Meus olhos pediam socorro mas só encontravam uma infinitude de terra e desolação. Tentava acompanhar os passos de meu pai. E eles eram enormes. Não só os passos mas as pernas. Meus olhos olhavam duplamente: para os passos e para as pernas e não alcançavam nem um nem outro. Apenas se defrontavam com um vazio empoeirado que entrava no meu ser inteiro. Eu queria chorar mas tinha medo. Tropeçava a cada tentativa de correr para alcançar meu pai. E eu tinha medo de ter medo. E eu tinha medo de chorar. E era um sofrimento com todos os vórtices de agonia. À minha frente, até onde meus olhos conseguiram enxergar, estavam os pés e as pernas de meu pai que iam firmes subindo subindo subindo sem cessar. À minha volta eu podia ver e sentir a terra vermelha e minha vida envolta num turbilhão de desespero. Na verdade eu não sabia muito bem para onde estava indo. Eu era bestializado nos meus próprios passos. Nas minhas próprias pernas. Tinha a impressão que o ponto de chegada era aquele redemoinho em que me encontrava e que dele nunca mais sairia. Na ânsia de ir sem querer ir eu gaguejava no caminhar. E olhava com sofreguidão para os meus pés e via ainda com mais aflição que os bicos de meus sapatos novos estavam sujos daquela poeira impregnante, vasculhante, suja. Eu sempre gostei de sapatos. Eu sempre gostei de sapatos novos. Novos e luzidios. E eles estavam sujos. Cobertos de poeira. E a subida prosseguia inalterada. Tentava olhar para o alto e só conseguia ver os enormes joelhos de meu pai que dobravam num ritmo compassado. Via suas pernas e seus pés. E só. Sentia, lá no fundo, um desejo calado de dizer alguma coisa. De dizer-lhe que parasse. Que fosse mais devagar. Que me amparasse. Mas esse desejo era um calo na minha pequenina garganta que jamais seria curado. E eu prossegui ao extremo de meus limites. Tinha de acontecer: desamarrou o cadarço de meu sapato. A loucura do sol das duas horas parece ter se engraçado pelo meu desatino. Tudo ficou muito mais quente. Tudo ficou mais empoeirado e muito mais vermelho. O desatino me levou ao choro. Não sei se chorei ou se choraminguei. Só sei que dei índices de que eu precisava de meu pai. E ele atendeu. Voltou-se para mim e viu que estava pisando no cadarço. Que estava prestes a cair. Então me socorreu. Olhou-me nos olhos com a expressão casmurra. Levou suas enormes mãos aos meus pés e amarrou o cadarço firmemente com um intrincado nó. A cena me levou a um estado de cegueira anestésica tão intensa que sofri uma espécie de amnésia passageira. Estado de torpor. Quando dei por mim, já tinha chegado ao meu destino: cadeira do barbeiro. Alta, prepotente e giratória. Ele, o barbeiro, cabeça enorme, mãos enormes, enormes unhas, sorriso nos lábios dos quais surgiam grandes caninos. Ele portava enorme máquina que apontava em minha direção. E ouvi a voz do pai: pode tirar quase tudo! deixa só um pouco em cima! Ali, finalmente, para lembrar Rimbaud, ia se encerrar meu estágio no inferno.

    (GONÇALVES, Aguinaldo. Das estampas. São Paulo: Nankin, 2013. p. 45-46.)

    In Text 3, at the begining of the paragraph, the narrator says “Iniciava-se ali, meu estágio no inferno” and finishes it with “ia se encerrar meu estágio no inferno”. Choose the best definition for the underlined words:
    Escolha uma alternativa para a questão d14cf90e-e4
  • D14539A0-E4

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 3

                              Escalada para o inferno

    Iniciava-se ali, meu estágio no inferno. A ardida solidão corroía cada passo que eu dava. Via crucis vivida aos seis anos de idade, ao sol das duas horas. Vermelhidão por todos os lados daquela rua íngreme e poeirenta. Meus olhos pediam socorro mas só encontravam uma infinitude de terra e desolação. Tentava acompanhar os passos de meu pai. E eles eram enormes. Não só os passos mas as pernas. Meus olhos olhavam duplamente: para os passos e para as pernas e não alcançavam nem um nem outro. Apenas se defrontavam com um vazio empoeirado que entrava no meu ser inteiro. Eu queria chorar mas tinha medo. Tropeçava a cada tentativa de correr para alcançar meu pai. E eu tinha medo de ter medo. E eu tinha medo de chorar. E era um sofrimento com todos os vórtices de agonia. À minha frente, até onde meus olhos conseguiram enxergar, estavam os pés e as pernas de meu pai que iam firmes subindo subindo subindo sem cessar. À minha volta eu podia ver e sentir a terra vermelha e minha vida envolta num turbilhão de desespero. Na verdade eu não sabia muito bem para onde estava indo. Eu era bestializado nos meus próprios passos. Nas minhas próprias pernas. Tinha a impressão que o ponto de chegada era aquele redemoinho em que me encontrava e que dele nunca mais sairia. Na ânsia de ir sem querer ir eu gaguejava no caminhar. E olhava com sofreguidão para os meus pés e via ainda com mais aflição que os bicos de meus sapatos novos estavam sujos daquela poeira impregnante, vasculhante, suja. Eu sempre gostei de sapatos. Eu sempre gostei de sapatos novos. Novos e luzidios. E eles estavam sujos. Cobertos de poeira. E a subida prosseguia inalterada. Tentava olhar para o alto e só conseguia ver os enormes joelhos de meu pai que dobravam num ritmo compassado. Via suas pernas e seus pés. E só. Sentia, lá no fundo, um desejo calado de dizer alguma coisa. De dizer-lhe que parasse. Que fosse mais devagar. Que me amparasse. Mas esse desejo era um calo na minha pequenina garganta que jamais seria curado. E eu prossegui ao extremo de meus limites. Tinha de acontecer: desamarrou o cadarço de meu sapato. A loucura do sol das duas horas parece ter se engraçado pelo meu desatino. Tudo ficou muito mais quente. Tudo ficou mais empoeirado e muito mais vermelho. O desatino me levou ao choro. Não sei se chorei ou se choraminguei. Só sei que dei índices de que eu precisava de meu pai. E ele atendeu. Voltou-se para mim e viu que estava pisando no cadarço. Que estava prestes a cair. Então me socorreu. Olhou-me nos olhos com a expressão casmurra. Levou suas enormes mãos aos meus pés e amarrou o cadarço firmemente com um intrincado nó. A cena me levou a um estado de cegueira anestésica tão intensa que sofri uma espécie de amnésia passageira. Estado de torpor. Quando dei por mim, já tinha chegado ao meu destino: cadeira do barbeiro. Alta, prepotente e giratória. Ele, o barbeiro, cabeça enorme, mãos enormes, enormes unhas, sorriso nos lábios dos quais surgiam grandes caninos. Ele portava enorme máquina que apontava em minha direção. E ouvi a voz do pai: pode tirar quase tudo! deixa só um pouco em cima! Ali, finalmente, para lembrar Rimbaud, ia se encerrar meu estágio no inferno.

    (GONÇALVES, Aguinaldo. Das estampas. São Paulo: Nankin, 2013. p. 45-46.)

    Que aspecto linguístico é responsável por criar, no Texto 3, uma atmosfera dramática e misteriosa? Assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão d14539a0-e4
  • D1428330-E4

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 2

                                    O milagre de viajar

    Quisera eu, então, decifrar

    os dias repletos de sombras moventes,

    à exaltação do que, insalubre, vaga

    pelos olhos dos homens.


    Quisera, enfim,

    saber por que das causas e quilhas

    de barco nenhum

    flui das tinas

    dos dias

    o fumo

    o rum(o)


    do que se foi e nunca mais será,

    como da via o milagre

    de viajar!

    (VIEIRA, Delermando. Os tambores da tempestade. Goiânia: Poligráfica, 2010. p. 142.)

    A poesia é uma expressão artística que permite associar imagens, palavras e ritmos. Sobre ela, podemos afirmar que (assinale a alternativa correta):
    Escolha uma alternativa para a questão d1428330-e4
  • D12FF9A5-E4

    Geografia

    Geografia Política
    PUC-GO · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1

    Democracia

    Punhos de redes embalaram o meu canto

    para adoçar o meu país, ó Whitman.

    Jenipapo coloriu o meu corpo contra os maus-                                                                                

                                                         [olhados,

    catecismo me ensinou a abraçar os hóspedes,

    carumã me alimentou quando eu era criança,

    Mãe-negra me contou histórias de bicho,

    moleque me ensinou safadezas,

    massoca, tapioca, pipoca, tudo comi,

    bebi cachaça com caju para limpar-me,

    tive maleita, catapora e ínguas,

    bicho-de-pé, saudade, poesia;

    fiquei aluado, mal-assombrado, tocando maracá,

    dizendo coisas, brincando com as crioulas,

    vendo espíritos, abusões, mães-d’água,

    conversando com os malucos, conversando sozinho,

    emprenhando tudo que encontrava,

    abraçando as cobras pelos matos,

    me misturando, me sumindo, me acabando,

    para salvar a minha alma benzida

    e meu corpo pintado de urucu,

    tatuado de cruzes de corações, de mãos-ligadas,

    de nomes de amor em todas as línguas de branco, de                                                          

                                                     [mouro ou de pagão.

    (LIMA, Jorge de. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2006. p. 74.)

    No segundo verso do Texto 1, lê-se: “para adoçar o meu país” em uma referência ao poeta norte-americano Walt Whitman. Nos últimos três anos, foi grande o número de pessoas que deixaram seus países em decorrência de guerras civis ou da ação de grupos paramilitares. Acerca desse assunto, assinale a alternativa que contém, respectivamente, os nomes dos dois países de origem da maioria das solicitações de refúgio e dos dois que mais receberam solicitações, com seus respectivos continentes:
    Escolha uma alternativa para a questão d12ff9a5-e4