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Questões do ENEM: nível médio

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Resultados

27.392 questões encontradas. Mostrando a página 1092 de 1370.

  • 7046BF10-D8

    História

    História Geral
    Universidade Estadual do Pará · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    “Acredita! Obedece! Luta!” ou “A guerra é para o homem o que a maternidade é para a mulher” foram slogans nazi-fascistas invocados pelos governos alemão e italiano no contexto do totalitarismo europeu. Esse fenômeno político representou uma reação nacionalista às frustrações resultantes da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Assim, de um lado, fortaleceu-se o Estado intervencionista e, de outro, atendeu-se às aspirações de estabilidade ante as ameaças revolucionárias da esquerda. Sobre os elementos que compunham a doutrina nazi-fascista, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 7046bf10-d8
  • 703DD05D-D8

    História

    Expansão Comercial a Marítima: a busca de novos mundos
    Universidade Estadual do Pará · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Convencionou-se dar o nome de ‘Cruzadas’ a uma série de expedições dirigidas pelo cristianismo ocidental à Terra Santa, com o objetivo de reconquistar dos governos islâmicos os lugares sagrados dos cristãos (Fonte: ROBERTS, J. M. O Livro de Ouro da História do Mundo: da Pré-história à Idade Contemporânea, 2001, p. 376).

    A partir do fragmento de texto acima e de seus conhecimentos acerca do poder da Igreja Católica na sociedade medieval, marque a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão 703dd05d-d8
  • 7024F177-D8

    Geografia

    Geografia Política
    Universidade Estadual do Pará · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir:

    Ao operar perto da ilha, Diaoyu para os chineses e Sendaku para os japoneses, um barco de pesca chinês foi capturado [...]. De imediato, Pequim proibiu a exportação de certos materiais estratégicos ao Japão e ameaça com outras medidas se Tóquio não libertar o capitão incondicionalmente. As ilhas não têm valor e a pesca em suas imediações dificilmente justificaria o enfrentamento, que não fosse por recursos estratégicos. (Adaptado Carta Capital, 29/10/2010)

    Com base no texto e na literatura sobre a geopolítica internacional no extremo oriente, marque a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 7024f177-d8
  • 70159008-D8

    Física

    Estática e Hidrostática
    Universidade Estadual do Pará · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Os enunciados abaixo se referem à teoria hidrostática:

    • A variação de pressão aplicada a um fluido contido num recipiente fechado é transmitida integralmente a todos os pontos desse fluido.

    • Todo corpo imerso num fluido sofre a ação de uma força – denominada empuxo – dirigida verticalmente para cima, cujo módulo é igual ao módulo do peso do volume do fluido deslocado.

    • A diferença de pressão entre dois pontos de um líquido em repouso é igual ao produto da densidade desse líquido pela aceleração da gravidade local e pelo desnível entre esses dois pontos.


    A ordem correta dos autores dos princípios acima é:
    Escolha uma alternativa para a questão 70159008-d8
  • 7011BDDF-D8

    Física

    Estática e Hidrostática
    Universidade Estadual do Pará · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Com a proibição dos outdoors desde as eleições de 2006, neste ano, em várias cidades brasileiras, os cavaletes foram o tipo de publicidade que mais cresceu. De tamanhos variados, muitos foram colocados de forma irregular nos canteiros das ruas e praças, sendo motivo de reclamação da população pelos eventuais danos causados. Considere um cavalete de massa 4 kg, com seu peso igualmente distribuído em quatro hastes de apoio com área individual de 8 cm2 , sabendo que o ângulo que cada haste forma com o solo (horizontal) é de 60° (sem 60° = 0,8) e que o valor da aceleração da gravidade local é de 10 m/s2 , é correto afirmar que a pressão total exercida pelo cavalete no solo, em N/m2 , é de:
    Escolha uma alternativa para a questão 7011bddf-d8
  • 700D0AE9-D8

    Física

    Ondas e Propriedades Ondulatórias
    Universidade Estadual do Pará · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    No resgate dos mineiros no Chile, foi perfurado um buraco com aproximadamente 700 m de profundidade. A sonda Fênix 2 percorria esse trajeto em aproximadamente 15 minutos. A velocidade escalar, em km/h, é de aproximadamente:
    Escolha uma alternativa para a questão 700d0ae9-d8
  • 7004AD27-D8

    Biologia

    Identidade dos seres vivos
    Universidade Estadual do Pará · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    O tempo todo estamos entrando em contato com organismos causadores de doenças (Vírus, Bactérias, Protozoários e Fungos). Apesar do avanço de novas tecnologias, novos medicamentos e tratamentos, doenças como Cólera, Dengue, Malária e Tuberculose ainda fazem um grande número de vítimas todos os anos, acometendo principalmente as populações mais carentes de recursos. As doenças citadas no texto acima são causadas, respectivamente, por agentes classificados como:
    Escolha uma alternativa para a questão 7004ad27-d8
  • 6FF64768-D8

    Biologia

    Evolução biológica
    Universidade Estadual do Pará · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    As principais ideias do pensamento evolutivo se dividem entre as teorias do Criacionismo, Lamarckismo, Darwinismo e Neodarwinismo. Leia atentamente as frases abaixo:

    I. O mecanismo de transformação é a Seleção Natural que atua sobre a variação individual.

    II. A evolução resulta de modificações nos genes dos indivíduos, que por sua vez serão transmitidas aos seus descendentes.

    III. Os peixes de cavernas tornaram-se cegos por não precisarem mais da visão.

    IV. As adaptações são sinais do projeto de Deus. Os fósseis são moldes de animais malfeitos que Deus jogou fora.


    As frases citadas pertencem respectivamente às teorias:
    Escolha uma alternativa para a questão 6ff64768-d8
  • 6FF30024-D8

    Literatura

    Escolas Literárias
    Universidade Estadual do Pará · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Sobre a obra O ensaio sobre a cegueira, de José Saramago, marque a alternativa incorreta.
    Escolha uma alternativa para a questão 6ff30024-d8
  • 6FEE1251-D8

    Literatura

    Escolas Literárias
    Universidade Estadual do Pará · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Combinando lenda e humor, O Coronel e o lobisomem, escrito por José Cândido de Carvalho, em 1964, é uma obra que evidencia a permanência e a transformação do regionalismo na Literatura Brasileira, pois:
    Escolha uma alternativa para a questão 6fee1251-d8
  • 6FE1A35E-D8

    Literatura

    Estilística
    Universidade Estadual do Pará · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia atentamente o poema abaixo, de Herbert Emanuel, e responda o que se pede.

    Da Impossibilidade

    um pouco mais e eu me arrisco
    a esta palavra felina, arisca
    mas a mão trêmula de medo
    como um gato escaldado em segredo

    hesita em escrever neste branco véu
    ou página-noiva a pedir-me provas
    de que realmente a mereço
    com um gesto de afeto ou apreço

    e assim eu me fico:
    se continuo ou se risco
    se admito o fracasso

    ou se me lanço onde não chego
    pois sonhar é possível
    diz o otimismo mais cego

    (Nada ou quase uma arte, 2. ed., Editora Spia Vídeos e Produções, Macapá: 2009, p.1)

    Quanto aos elementos estruturais e linguísticos do poema, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 6fe1a35e-d8
  • 6FD680A6-D8

    Português

    Sintaxe
    Universidade Estadual do Pará · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    A solidão essencial

    O amor que nos resolve a vida é uma promessa enganosa

    Acho que foi um professor de cursinho quem contou em classe o mito dos andróginos. Parte homem e parte mulher, esses seres eram tão completos e tão felizes que despertaram a inveja de Zeus. Irado, o patriarca do Olimpo disparou raios que separaram em duas cada uma das criaturas perfeitas. Desde então, elas vagam pelo mundo em busca de sua metade. São solitárias e incompletas. Somos nós.

    Não sei o que os gregos queriam dizer ao criar essa lenda, mas a maneira como nós a interpretamos, modernamente, é muito clara: existe alguém lá fora que nasceu para nós. Enquanto não acharmos essa metade (o amor verdadeiro), jamais seremos felizes.

    Muitos de nós acreditamos nisso o tempo todo. Outros acreditam apenas de vez em quando. Raro é encontrar alguém totalmente imune a essa espécie de esperança (ou seria armadilha?) romântica.

    Mas eu às vezes me pergunto se essa é uma ideia construtiva. É saudável imaginar que a nossa felicidade não depende de nós, mas, sim, de outra pessoa qualquer? Mesmo sem tomar o mito dos andróginos ao pé da letra, milhões de pessoas adiam o futuro diariamente à espera de que a vida lhes traga um grande amor, aquele que vai colocar tudo nos eixos.

    Eu pergunto de novo: essa é uma ideia saudável?

    Há um livro do qual eu gosto muito que trata dessa questão – a ideia do amor romântico – como nenhum outro. Chama-se “Sem fraude nem favor, estudos sobre o amor romântico” e foi escrito pelo psiquiatra e psicanalista pernambucano Jurandir Freire Costa, uma das pessoas que melhor fala dos sentimentos e das emoções no mundo real (que é o contrário do mundo idealizado no qual a gente, sem perceber, passa a maior parte da nossa vida).

    Nesse livro, Jurandir afirma que o amor romântico – ao contrário de tudo que nos dizem – não é natural e universal, não é incontrolável e nem é condição essencial à felicidade humana. Isso seriam apenas coisas em que se acredita.

    Não vou reproduzir os argumentos minuciosos e nem a prosa erudita do escritor, mas essencialmente ele afirma que o amor exaltado, sublime e raro que nós endeusamos é uma invenção social (como a música) e uma crença (como a religião) que pode perfeitamente ser questionada e modificada. Não existe um jeito eterno e imutável de amar, diz ele. O amor e a forma de encará-lo sempre variaram ao longo da história. Se nosso jeito atual de amar nos parece opressivo, antiquado ou insatisfatório, que tal tentar outra forma de amar?

    É estranho pensar no amor dessa maneira, não? Estamos acostumados a vê-lo como algo imutável, quase sagrado, que as pessoas têm ou não têm, conseguem ou não conseguem. Mas claramente não é assim. Ao redor de nós existem pessoas que tratam o amor de forma muito diferente entre si. Fulano é muito romântico, quase tonto, enquanto fulana é de um pragmatismo inquietante: sabe exatamente o que deseja e vai atrás. Essas são diferenças reais, que mostram que o bicho amor não é exatamente o mesmo para todo o mundo.

    Quando se compara o nosso modo de agir e pensar com o das outras culturas, as diferenças ficam ainda mais óbvias.

    Nos últimos dias, eu tenho pensado muito em um aspecto particular da nossa ideologia do amor, aquele que diz que é impossível ser feliz sozinho. Não é só a música de Tom Jobim que afirma isso. Tudo que nos circunda brada a mesma mensagem. Ela está nos filmes, nas novelas, nas conversas. Ausência de parceiro é sinônimo de infelicidade, fracasso ou esquisitice. Ou tudo isso junto. Talvez seja verdade que a maioria das pessoas sem parceiros tendem a serem menos felizes, mas o contrário certamente é falso: estar com alguém, ter alguém, não é garantia de felicidade. A gente sabe disso, a gente vive isso, mas, socialmente, a gente não divide essa informação. Para todos os efeitos públicos, vale o seguinte combinado: se a pessoa está casada, ou tem um namorado bacana, sua vida está “resolvida”. Mas isso é falso, não? 

    Namorei uma vez uma moça cujo pai, um sujeito espetacular, casado com uma mulher encantadora, estava há meses numa terrível depressão. Eu olhava para o sujeito e não entendia. Ele tinha mulher, filhos, casa, profissão, amigos e... tinha desmoronado. Os motivos íntimos da derrocada talvez nem ele soubesse, mas a lição para mim foi clara: nossas questões interiores não se resolvem com a parceria amorosa, nem mesmo com a família.

    Não adianta nos cercamos de um cenário de propaganda de margarina (mulher, filhos, cachorro, condomínio) porque, ao final, nossa felicidade depende de nós, das forças interiores que nós somos capazes de mobilizar. As pessoas que amamos nos ajudam, mas elas não substituem nosso amor próprio, nossa motivação e a nossa estabilidade. Precisamos das pessoas, mas precisamos ainda mais de nós mesmos.

    É por isso que a promessa de felicidade amorosa às vezes me incomoda. Ela é falsa. Ela é uma forma de propaganda enganosa. Ele conduz as pessoas numa procura inútil por alguém que as faça sentir inteiras e completas, quando, na verdade, essa sensação de inteireza talvez seja inalcançável.

    Se a gente olhar de novo para o mito do andrógino, talvez haja nele outra sabedoria a ser extraída: a de que nós, homens e mulheres, somos criaturas intrinsecamente solitárias. Vivemos em grupo, precisamos do grupo e buscamos conforto na intimidade do outro, no amor. Mas talvez seja da nossa natureza jamais nos sentirmos inteiros e completos.

    Talvez haja em nós uma inquietação inextinguível e uma angústia que advêm da nossa própria consciência e que nos torna humanos. O amor seria então um alento, um consolo, uma fogueira que nos protege do frio. Mas o frio está lá. E a melhor medida da felicidade talvez seja a forma como lidamos com ele. Como indivíduos, não como casais.

    (Ivan Martins. Época on line, 06/01/2010.)
    Sobre o 8º parágrafo, não se pode afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 6fd680a6-d8
  • 6FD357C0-D8

    Português

    Sintaxe
    Universidade Estadual do Pará · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    A solidão essencial

    O amor que nos resolve a vida é uma promessa enganosa

    Acho que foi um professor de cursinho quem contou em classe o mito dos andróginos. Parte homem e parte mulher, esses seres eram tão completos e tão felizes que despertaram a inveja de Zeus. Irado, o patriarca do Olimpo disparou raios que separaram em duas cada uma das criaturas perfeitas. Desde então, elas vagam pelo mundo em busca de sua metade. São solitárias e incompletas. Somos nós.

    Não sei o que os gregos queriam dizer ao criar essa lenda, mas a maneira como nós a interpretamos, modernamente, é muito clara: existe alguém lá fora que nasceu para nós. Enquanto não acharmos essa metade (o amor verdadeiro), jamais seremos felizes.

    Muitos de nós acreditamos nisso o tempo todo. Outros acreditam apenas de vez em quando. Raro é encontrar alguém totalmente imune a essa espécie de esperança (ou seria armadilha?) romântica.

    Mas eu às vezes me pergunto se essa é uma ideia construtiva. É saudável imaginar que a nossa felicidade não depende de nós, mas, sim, de outra pessoa qualquer? Mesmo sem tomar o mito dos andróginos ao pé da letra, milhões de pessoas adiam o futuro diariamente à espera de que a vida lhes traga um grande amor, aquele que vai colocar tudo nos eixos.

    Eu pergunto de novo: essa é uma ideia saudável?

    Há um livro do qual eu gosto muito que trata dessa questão – a ideia do amor romântico – como nenhum outro. Chama-se “Sem fraude nem favor, estudos sobre o amor romântico” e foi escrito pelo psiquiatra e psicanalista pernambucano Jurandir Freire Costa, uma das pessoas que melhor fala dos sentimentos e das emoções no mundo real (que é o contrário do mundo idealizado no qual a gente, sem perceber, passa a maior parte da nossa vida).

    Nesse livro, Jurandir afirma que o amor romântico – ao contrário de tudo que nos dizem – não é natural e universal, não é incontrolável e nem é condição essencial à felicidade humana. Isso seriam apenas coisas em que se acredita.

    Não vou reproduzir os argumentos minuciosos e nem a prosa erudita do escritor, mas essencialmente ele afirma que o amor exaltado, sublime e raro que nós endeusamos é uma invenção social (como a música) e uma crença (como a religião) que pode perfeitamente ser questionada e modificada. Não existe um jeito eterno e imutável de amar, diz ele. O amor e a forma de encará-lo sempre variaram ao longo da história. Se nosso jeito atual de amar nos parece opressivo, antiquado ou insatisfatório, que tal tentar outra forma de amar?

    É estranho pensar no amor dessa maneira, não? Estamos acostumados a vê-lo como algo imutável, quase sagrado, que as pessoas têm ou não têm, conseguem ou não conseguem. Mas claramente não é assim. Ao redor de nós existem pessoas que tratam o amor de forma muito diferente entre si. Fulano é muito romântico, quase tonto, enquanto fulana é de um pragmatismo inquietante: sabe exatamente o que deseja e vai atrás. Essas são diferenças reais, que mostram que o bicho amor não é exatamente o mesmo para todo o mundo.

    Quando se compara o nosso modo de agir e pensar com o das outras culturas, as diferenças ficam ainda mais óbvias.

    Nos últimos dias, eu tenho pensado muito em um aspecto particular da nossa ideologia do amor, aquele que diz que é impossível ser feliz sozinho. Não é só a música de Tom Jobim que afirma isso. Tudo que nos circunda brada a mesma mensagem. Ela está nos filmes, nas novelas, nas conversas. Ausência de parceiro é sinônimo de infelicidade, fracasso ou esquisitice. Ou tudo isso junto. Talvez seja verdade que a maioria das pessoas sem parceiros tendem a serem menos felizes, mas o contrário certamente é falso: estar com alguém, ter alguém, não é garantia de felicidade. A gente sabe disso, a gente vive isso, mas, socialmente, a gente não divide essa informação. Para todos os efeitos públicos, vale o seguinte combinado: se a pessoa está casada, ou tem um namorado bacana, sua vida está “resolvida”. Mas isso é falso, não? 

    Namorei uma vez uma moça cujo pai, um sujeito espetacular, casado com uma mulher encantadora, estava há meses numa terrível depressão. Eu olhava para o sujeito e não entendia. Ele tinha mulher, filhos, casa, profissão, amigos e... tinha desmoronado. Os motivos íntimos da derrocada talvez nem ele soubesse, mas a lição para mim foi clara: nossas questões interiores não se resolvem com a parceria amorosa, nem mesmo com a família.

    Não adianta nos cercamos de um cenário de propaganda de margarina (mulher, filhos, cachorro, condomínio) porque, ao final, nossa felicidade depende de nós, das forças interiores que nós somos capazes de mobilizar. As pessoas que amamos nos ajudam, mas elas não substituem nosso amor próprio, nossa motivação e a nossa estabilidade. Precisamos das pessoas, mas precisamos ainda mais de nós mesmos.

    É por isso que a promessa de felicidade amorosa às vezes me incomoda. Ela é falsa. Ela é uma forma de propaganda enganosa. Ele conduz as pessoas numa procura inútil por alguém que as faça sentir inteiras e completas, quando, na verdade, essa sensação de inteireza talvez seja inalcançável.

    Se a gente olhar de novo para o mito do andrógino, talvez haja nele outra sabedoria a ser extraída: a de que nós, homens e mulheres, somos criaturas intrinsecamente solitárias. Vivemos em grupo, precisamos do grupo e buscamos conforto na intimidade do outro, no amor. Mas talvez seja da nossa natureza jamais nos sentirmos inteiros e completos.

    Talvez haja em nós uma inquietação inextinguível e uma angústia que advêm da nossa própria consciência e que nos torna humanos. O amor seria então um alento, um consolo, uma fogueira que nos protege do frio. Mas o frio está lá. E a melhor medida da felicidade talvez seja a forma como lidamos com ele. Como indivíduos, não como casais.

    (Ivan Martins. Época on line, 06/01/2010.)
    Após a vírgula, que conectores podem ser inseridos, sem alteração de sentido, no fragmento “... um sujeito espetacular, casado com uma mulher encantadora...” (12º parágrafo) ?

    I. Mesmo.
    II. Embora.
    III. Porque.
    IV. Apesar de.
    V. Porém.
    Escolha uma alternativa para a questão 6fd357c0-d8
  • 6FD015CA-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Pará · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    A solidão essencial

    O amor que nos resolve a vida é uma promessa enganosa

    Acho que foi um professor de cursinho quem contou em classe o mito dos andróginos. Parte homem e parte mulher, esses seres eram tão completos e tão felizes que despertaram a inveja de Zeus. Irado, o patriarca do Olimpo disparou raios que separaram em duas cada uma das criaturas perfeitas. Desde então, elas vagam pelo mundo em busca de sua metade. São solitárias e incompletas. Somos nós.

    Não sei o que os gregos queriam dizer ao criar essa lenda, mas a maneira como nós a interpretamos, modernamente, é muito clara: existe alguém lá fora que nasceu para nós. Enquanto não acharmos essa metade (o amor verdadeiro), jamais seremos felizes.

    Muitos de nós acreditamos nisso o tempo todo. Outros acreditam apenas de vez em quando. Raro é encontrar alguém totalmente imune a essa espécie de esperança (ou seria armadilha?) romântica.

    Mas eu às vezes me pergunto se essa é uma ideia construtiva. É saudável imaginar que a nossa felicidade não depende de nós, mas, sim, de outra pessoa qualquer? Mesmo sem tomar o mito dos andróginos ao pé da letra, milhões de pessoas adiam o futuro diariamente à espera de que a vida lhes traga um grande amor, aquele que vai colocar tudo nos eixos.

    Eu pergunto de novo: essa é uma ideia saudável?

    Há um livro do qual eu gosto muito que trata dessa questão – a ideia do amor romântico – como nenhum outro. Chama-se “Sem fraude nem favor, estudos sobre o amor romântico” e foi escrito pelo psiquiatra e psicanalista pernambucano Jurandir Freire Costa, uma das pessoas que melhor fala dos sentimentos e das emoções no mundo real (que é o contrário do mundo idealizado no qual a gente, sem perceber, passa a maior parte da nossa vida).

    Nesse livro, Jurandir afirma que o amor romântico – ao contrário de tudo que nos dizem – não é natural e universal, não é incontrolável e nem é condição essencial à felicidade humana. Isso seriam apenas coisas em que se acredita.

    Não vou reproduzir os argumentos minuciosos e nem a prosa erudita do escritor, mas essencialmente ele afirma que o amor exaltado, sublime e raro que nós endeusamos é uma invenção social (como a música) e uma crença (como a religião) que pode perfeitamente ser questionada e modificada. Não existe um jeito eterno e imutável de amar, diz ele. O amor e a forma de encará-lo sempre variaram ao longo da história. Se nosso jeito atual de amar nos parece opressivo, antiquado ou insatisfatório, que tal tentar outra forma de amar?

    É estranho pensar no amor dessa maneira, não? Estamos acostumados a vê-lo como algo imutável, quase sagrado, que as pessoas têm ou não têm, conseguem ou não conseguem. Mas claramente não é assim. Ao redor de nós existem pessoas que tratam o amor de forma muito diferente entre si. Fulano é muito romântico, quase tonto, enquanto fulana é de um pragmatismo inquietante: sabe exatamente o que deseja e vai atrás. Essas são diferenças reais, que mostram que o bicho amor não é exatamente o mesmo para todo o mundo.

    Quando se compara o nosso modo de agir e pensar com o das outras culturas, as diferenças ficam ainda mais óbvias.

    Nos últimos dias, eu tenho pensado muito em um aspecto particular da nossa ideologia do amor, aquele que diz que é impossível ser feliz sozinho. Não é só a música de Tom Jobim que afirma isso. Tudo que nos circunda brada a mesma mensagem. Ela está nos filmes, nas novelas, nas conversas. Ausência de parceiro é sinônimo de infelicidade, fracasso ou esquisitice. Ou tudo isso junto. Talvez seja verdade que a maioria das pessoas sem parceiros tendem a serem menos felizes, mas o contrário certamente é falso: estar com alguém, ter alguém, não é garantia de felicidade. A gente sabe disso, a gente vive isso, mas, socialmente, a gente não divide essa informação. Para todos os efeitos públicos, vale o seguinte combinado: se a pessoa está casada, ou tem um namorado bacana, sua vida está “resolvida”. Mas isso é falso, não? 

    Namorei uma vez uma moça cujo pai, um sujeito espetacular, casado com uma mulher encantadora, estava há meses numa terrível depressão. Eu olhava para o sujeito e não entendia. Ele tinha mulher, filhos, casa, profissão, amigos e... tinha desmoronado. Os motivos íntimos da derrocada talvez nem ele soubesse, mas a lição para mim foi clara: nossas questões interiores não se resolvem com a parceria amorosa, nem mesmo com a família.

    Não adianta nos cercamos de um cenário de propaganda de margarina (mulher, filhos, cachorro, condomínio) porque, ao final, nossa felicidade depende de nós, das forças interiores que nós somos capazes de mobilizar. As pessoas que amamos nos ajudam, mas elas não substituem nosso amor próprio, nossa motivação e a nossa estabilidade. Precisamos das pessoas, mas precisamos ainda mais de nós mesmos.

    É por isso que a promessa de felicidade amorosa às vezes me incomoda. Ela é falsa. Ela é uma forma de propaganda enganosa. Ele conduz as pessoas numa procura inútil por alguém que as faça sentir inteiras e completas, quando, na verdade, essa sensação de inteireza talvez seja inalcançável.

    Se a gente olhar de novo para o mito do andrógino, talvez haja nele outra sabedoria a ser extraída: a de que nós, homens e mulheres, somos criaturas intrinsecamente solitárias. Vivemos em grupo, precisamos do grupo e buscamos conforto na intimidade do outro, no amor. Mas talvez seja da nossa natureza jamais nos sentirmos inteiros e completos.

    Talvez haja em nós uma inquietação inextinguível e uma angústia que advêm da nossa própria consciência e que nos torna humanos. O amor seria então um alento, um consolo, uma fogueira que nos protege do frio. Mas o frio está lá. E a melhor medida da felicidade talvez seja a forma como lidamos com ele. Como indivíduos, não como casais.

    (Ivan Martins. Época on line, 06/01/2010.)
    Com relação ao 11º parágrafo, pode-se inferir que:

    I. A felicidade ou a infelicidade independem do ser humano estar só ou estar acompanhado.

    II. No referido parágrafo, o autor defende a ideia de parceria como sinônimo de felicidade.

    III. Muitos acreditam que é impossível ser feliz quando não se tem um parceiro.
    Escolha uma alternativa para a questão 6fd015ca-d8
  • F8F68477-D8

    Física

    Associação de Resistores
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    No esquema ao lado, as lâmpadas ilustradas são idênticas entre si, cada uma com as seguintes especificações do fabricante: 60 W – 120 V.

    Sabendo-se que elas estão corretamente ligadas ao gerador ilustrado, se a lâmpada L2 for retirada do circuito, as intensidades de corrente elétrica a que as lâmpadas L1 e L3 estarão sujeitas serão, respectivamente,

    Imagem da questão de Física, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2011, Associação de Resistores
    Escolha uma alternativa para a questão f8f68477-d8
  • F8ED1A26-D8

    Física

    Lentes
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Um objeto real, colocado perpendicularmente ao eixo principal de uma lente esférica delgada e convergente, terá uma imagem real e aumentada, quando for colocado
    Escolha uma alternativa para a questão f8ed1a26-d8
  • F8E997AC-D8

    Física

    Calorimetria
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Em uma experiência no laboratório de Física, observa-se que um bloco metálico de 0,15 kg de massa, ao receber 1530 cal, varia sua temperatura de 68ºF para 122ºF. O calor específico da substância que constitui esse corpo é
    Escolha uma alternativa para a questão f8e997ac-d8