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Questões do ENEM: nível difícil

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9.777 questões encontradas. Mostrando a página 304 de 489.

  • CFCACBB3-ED

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Cásper Líbero · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir e responda à questão:


    Muitas regras, poucos direitos

    Há um princípio político que nos leva a acreditar que as lutas políticas caminham necessariamente para a institucionalização de direitos adquiridos. Assim, lutamos para ter direitos reconhecidos pelo ordenamento jurídico. Como resultado desse princípio, cada vez mais a vida social fica institucionalizada e regulada por cláusulas que visam dar voz ao direito dos grupos, até então, profundamente vulneráveis.
    Esse princípio funcionou para a ampliação de direitos em relação às minorias étnicas, religiosas e sexuais. Ou seja, nestes casos, eram demandas direcionadas ao Estado como ator capaz de garantir a universalização real das condições de liberdade exigidas por seus cidadãos. É inegável que tal processo foi e ainda é importante, mas ele poderia ser radicalizado. No entanto, tal radicalização não passa por um aprofundamento dos mecanismos de institucionalização. Ela passa, ao contrário, por uma profunda desinstitucionalização.
    Quando alguém levanta tal ideia, alguns acabam por ver nela uma forma insidiosa de liberalismo. Ou seja, tudo se passa como se estivéssemos diante de uma aplicação do velho mantra: quanto menos Estado melhor. Nesse sentido, desinstitucionalizar significaria deixar a sociedade livre para criar formas de vida, fechando os olhos para experiências de opressão e de vulnerabilidade. Dessa forma, liberais radicais defendem, por exemplo, o direito de uma mulher alugar seu útero, procedimento conhecido como “barriga de aluguel”. Eles afirmam que o Estado não deveria intervir no conteúdo do que sujeitos decidem colocar em relações de contrato, especialmente se ele passa pelo corpo próprio.
    Um contraargumento lembraria que a experiência concreta de alugar o útero é feita, normalmente, por mulheres em extrema pobreza e que praticamente ninguém passa por tal experiência se não estiver em grande vulnerabilidade econômica. Desinstitucionalizar tal “possibilidade de escolha” seria permitir e legitimar a pior de todas as espoliações econômicas.
    O argumento é válido. Por isso, poderíamos pensar uma versão de políticas de desinstitucionalização distinta de sua versão liberal. Ela passa pelo retraimento das legislações sobre costumes, família e autodeterminação, e pelo fortalecimento da sensibilidade jurídica contra processos de espoliação. Em outras ocasiões, sugeri dois exemplos. Um ligado à desinstitucionalização do casamento.
    Processo no interior do qual o Estado deixa de legislar sobre a forma do matrimônio, guardando-se para legislar única e exclusivamente sobre as relações econômicas entre casais ou outras formas de “agrupamentos afetivos”. Esta seria uma maneira de radicalizar o princípio de abertura do casamento a modelos não ligados à família heterossexual burguesa. Em vez de ampliar a lei para casos que ela não contemplava (como os homossexuais), deveríamos simplesmente eliminar a lei, conservando apenas os dispositivos ligados a problemas econômicos (pensão, obrigações financeiras) e guarda de filhos.
    Outro exemplo concerne às legislações sobre porte de signos religiosos, como burcas e véus. Em vez de entrar no guarda-roupa de seus cidadãos e decidir o que eles não devem vestir, o Estado deveria simplesmente garantir a liberdade de ninguém, a partir de certa idade, portar o que não quer (o que leva em conta até mesmo uniformes escolares impostos a adolescentes). Ou seja, no lugar de institucionalizar hábitos, como as vestimentas, por meio do discurso de que há roupas mais opressivas que outras, o Estado simplesmente sai, por exemplo, das discussões surreais sobre o significado de uma burca e contenta-se em garantir um quadro formal de liberdade.
    Esses processos de desinstitucionalização permitem às sociedades caminharem paulatinamente para um estado de indiferença em relação a questões culturais e de costumes. Pois questões culturais sempre serão espaços de afirmação da multiplicidade de identidades. Mas a política deve, no horizonte, se descolar dessa afirmação. Por mais que isso possa parecer contraintuitivo, a verdadeira política está sempre para além da afirmação das identidades. O que pode soar estranho para alguns, mas parece-me uma proposição necessária. (Vladimir Safatle, Carta Capital n. 768, ano XIX, 2/10/2013, p. 39).  
    Assinale a opção que identifica corretamente a ideia central do texto presente já no título:
    Escolha uma alternativa para a questão cfcacbb3-ed
  • CFC789DE-ED

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Cásper Líbero · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir e responda à questão:


    Muitas regras, poucos direitos

    Há um princípio político que nos leva a acreditar que as lutas políticas caminham necessariamente para a institucionalização de direitos adquiridos. Assim, lutamos para ter direitos reconhecidos pelo ordenamento jurídico. Como resultado desse princípio, cada vez mais a vida social fica institucionalizada e regulada por cláusulas que visam dar voz ao direito dos grupos, até então, profundamente vulneráveis.
    Esse princípio funcionou para a ampliação de direitos em relação às minorias étnicas, religiosas e sexuais. Ou seja, nestes casos, eram demandas direcionadas ao Estado como ator capaz de garantir a universalização real das condições de liberdade exigidas por seus cidadãos. É inegável que tal processo foi e ainda é importante, mas ele poderia ser radicalizado. No entanto, tal radicalização não passa por um aprofundamento dos mecanismos de institucionalização. Ela passa, ao contrário, por uma profunda desinstitucionalização.
    Quando alguém levanta tal ideia, alguns acabam por ver nela uma forma insidiosa de liberalismo. Ou seja, tudo se passa como se estivéssemos diante de uma aplicação do velho mantra: quanto menos Estado melhor. Nesse sentido, desinstitucionalizar significaria deixar a sociedade livre para criar formas de vida, fechando os olhos para experiências de opressão e de vulnerabilidade. Dessa forma, liberais radicais defendem, por exemplo, o direito de uma mulher alugar seu útero, procedimento conhecido como “barriga de aluguel”. Eles afirmam que o Estado não deveria intervir no conteúdo do que sujeitos decidem colocar em relações de contrato, especialmente se ele passa pelo corpo próprio.
    Um contraargumento lembraria que a experiência concreta de alugar o útero é feita, normalmente, por mulheres em extrema pobreza e que praticamente ninguém passa por tal experiência se não estiver em grande vulnerabilidade econômica. Desinstitucionalizar tal “possibilidade de escolha” seria permitir e legitimar a pior de todas as espoliações econômicas.
    O argumento é válido. Por isso, poderíamos pensar uma versão de políticas de desinstitucionalização distinta de sua versão liberal. Ela passa pelo retraimento das legislações sobre costumes, família e autodeterminação, e pelo fortalecimento da sensibilidade jurídica contra processos de espoliação. Em outras ocasiões, sugeri dois exemplos. Um ligado à desinstitucionalização do casamento.
    Processo no interior do qual o Estado deixa de legislar sobre a forma do matrimônio, guardando-se para legislar única e exclusivamente sobre as relações econômicas entre casais ou outras formas de “agrupamentos afetivos”. Esta seria uma maneira de radicalizar o princípio de abertura do casamento a modelos não ligados à família heterossexual burguesa. Em vez de ampliar a lei para casos que ela não contemplava (como os homossexuais), deveríamos simplesmente eliminar a lei, conservando apenas os dispositivos ligados a problemas econômicos (pensão, obrigações financeiras) e guarda de filhos.
    Outro exemplo concerne às legislações sobre porte de signos religiosos, como burcas e véus. Em vez de entrar no guarda-roupa de seus cidadãos e decidir o que eles não devem vestir, o Estado deveria simplesmente garantir a liberdade de ninguém, a partir de certa idade, portar o que não quer (o que leva em conta até mesmo uniformes escolares impostos a adolescentes). Ou seja, no lugar de institucionalizar hábitos, como as vestimentas, por meio do discurso de que há roupas mais opressivas que outras, o Estado simplesmente sai, por exemplo, das discussões surreais sobre o significado de uma burca e contenta-se em garantir um quadro formal de liberdade.
    Esses processos de desinstitucionalização permitem às sociedades caminharem paulatinamente para um estado de indiferença em relação a questões culturais e de costumes. Pois questões culturais sempre serão espaços de afirmação da multiplicidade de identidades. Mas a política deve, no horizonte, se descolar dessa afirmação. Por mais que isso possa parecer contraintuitivo, a verdadeira política está sempre para além da afirmação das identidades. O que pode soar estranho para alguns, mas parece-me uma proposição necessária. (Vladimir Safatle, Carta Capital n. 768, ano XIX, 2/10/2013, p. 39).  
    Assinale a opção que identifica corretamente o argumento central do texto:
    Escolha uma alternativa para a questão cfc789de-ed
  • CFA64428-ED

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Cásper Líbero · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    “A batalha das autoridades paulistanas contra a poluição visual está entrelaçada a um conflito social profundo cuja forma de expressão não é vista em outras cidades – a pichação. O jornal americano, ‘New York Times’ diz que, mesmo com o reconhecimento do grafite paulistano em galerias internacionais, a pichação permanece como uma expressão marginal, com sua grafia muitas vezes incompreensível para quem não é do meio. Os integrantes das gangues de pichadores inclusive não se consideram grafiteiros, e veem o grafite como uma arte frequentemente cooptada comercialmente”, afirma o texto.
    Fonte: Folha de SP, publicado em29-01-2012. Adaptado. http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1041022-sp-viveconflito-entre-cidade-limpa-e-pichacao-protesto-diz-nyt.shtml Acessado em 15-09-2013


    O conflito explicitado pela matéria jornalística pode ser assim compreendido:
    Escolha uma alternativa para a questão cfa64428-ed
  • CFA0698D-ED

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Cásper Líbero · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    “É claro que a juventude de classe média brasileira não acordou sozinha. E não acordou de repente. A internet tornou o despertar mais rápido, sem dúvida. Mas existe uma esquerda resistente, que está representada nos pequenos partidos, que empunha a bandeira da ética e da transparência e que há muito tempo vem conquistando a juventude, usando a mesma linguagem e os mesmos meios que ela: a internet. Dar asas à sociedade civil para que ela assuma seu papel transformador, a partir do ressurgimento do sentimento de brasilidade, da certeza de que os verdadeiros donos do país somos nós. Utópico, porém alcançável, principalmente em tempos de internet.”
    FONTE: Observatório da Imprensa. RIBEIRO, Mehane Albuquerque. Publicado em 25-06-2013. Adaptado. http:// www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed752_sobre_os_recentes_movimentos_sociais_urbanos_no_ brasil Acessado em 16-09-2013


    A respeito do texto é possível afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão cfa0698d-ed
  • CF93E1D6-ED

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a opção que apresenta um conteúdo incoerente com Leite derramado, de Chico Buarque:
    Escolha uma alternativa para a questão cf93e1d6-ed
  • CF908A97-ED

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre O fio das missangas, de Mia Couto, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão cf908a97-ed
  • CF8B4435-ED

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre as características da literatura africana, presentes em O fio das missangas, de Mia Couto, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão cf8b4435-ed
  • CF87E934-ED

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a opção que apresenta corretamente a análise crítica de Sentimento do mundo, de Carlos Drummond de Andrade:
    Escolha uma alternativa para a questão cf87e934-ed
  • CF84761E-ED

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre a poesia de Carlos Drummond de Andrade, autor de Sentimento do mundo, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão cf84761e-ed
  • CF7F6DFB-ED

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a opção que apresenta uma informação incoerente com os fatos narrados em O cortiço, de Aluísio Azevedo:
    Escolha uma alternativa para a questão cf7f6dfb-ed
  • CF7C4256-ED

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre as características do Naturalismo, escola literária à qual pertence o romance O cortiço, de Aluísio Azevedo, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão cf7c4256-ed
  • CF793DC2-ED

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre as características da prosa de ficção de José Alencar, presentes em Til, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão cf793dc2-ed
  • CF722846-ED

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão cf722846-ed
  • 256A69E1-E9

    Português

    Interpretação de Textos
    UFTM · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o poema de Mário Quintana para responder à questão.


          Quem ama inventa

    Quem ama inventa as coisas a que ama...

    Talvez chegaste quando eu te sonhava.

    Então de súbito acendeu-se a chama!

    Era a brasa dormida que acordava...

    E era um revoo sobre a ruinaria,

    No ar atônito bimbalhavam sinos,

    Tangidos por uns anjos peregrinos

    Cujo dom é fazer ressurreições...

    Um ritmo divino? Oh! Simplesmente

    O palpitar de nossos corações

    Batendo juntos e festivamente,

    Ou sozinhos, num ritmo tristonho...

    Ó! meu pobre, meu grande amor distante,

    Nem sabes tu o bem que faz à gente

    Haver sonhado... e ter vivido o sonho!


    (Quintana de bolso, 2006.)

    Ocorre objeto direto preposicionado quando, principalmente nos verbos que exprimem sentimentos ou manifestações de sentimento, se deseja encarecer a pessoa ou ser personificado a quem a ação verbal se dirige ou favorece.
    (Evanildo Bechara. Moderna gramática portuguesa, 2005. Adaptado.)


    A definição de Bechara é exemplificada com o seguinte verso do poema:
    Escolha uma alternativa para a questão 256a69e1-e9
  • 252C4FBB-E9

    História

    Brasil Monárquico – Segundo Reinado 1831- 1889
    UFTM · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
        As poucas fábricas que subsistiram durante as décadas de 1840 a 1870 se mantiveram graças a privilégios de exploração, de subvenções governamentais na forma de empréstimos e isenções de direitos de importação; em certas regiões, como o único substituto possível à produção agrícola decadente, enquanto, em outras, as dificuldades de comunicação e o alto custo do transporte atuavam como meios de proteção.
        Uma série de acontecimentos iria, contudo, reanimar as atividades industriais, no fim da década de sessenta.

    (Sérgio Buarque de Holanda. O Brasil monárquico. Declínio e queda do Império, 1985. Adaptado.)
    Em meio à “série de acontecimentos” que “iria reanimar as atividades industriais” no Brasil do final da década de 1860, podem-se citar
    Escolha uma alternativa para a questão 252c4fbb-e9
  • 24D3AED0-E9

    Biologia

    Hereditariedade e diversidade da vida
    UFTM · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Em ervilhas, o caráter cor amarela é determinado por alelo dominante (V) enquanto a cor verde é determinada por alelo recessivo (v). Esses alelos segregam-se independentemente dos alelos que determinam a textura, sendo a lisa determinada por alelo dominante (R) e a rugosa por alelo recessivo (r). Caso uma planta de ervilha duplo-heterozigota seja autofecundada, a proporção de descendentes que produzam ervilhas com fenótipos diferentes dessa planta original será de
    Escolha uma alternativa para a questão 24d3aed0-e9
  • 30B19486-E2

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Católica de Pelotas · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto e responda as perguntas


    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, Universidade Católica de Pelotas 2013, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, Universidade Católica de Pelotas 2013, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Assinale a alternativa incorreta.
    Escolha uma alternativa para a questão 30b19486-e2
  • 3068829D-E2

    Química

    Soluções e Substâncias Inorgânicas
    Universidade Católica de Pelotas · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Um laboratorista necessita preparar 0,5 L de uma solução de ácido nítrico 0,1 N. Qual volume, em mL, de uma solução do mesmo ácido 0,4 N deve ser utilizado para preparar a solução de ácido nítrico 0,1N?
    Escolha uma alternativa para a questão 3068829d-e2