Questões do ENEM: Faculdade de Medicina de Marília

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147 questões encontradas. Mostrando a página 6 de 8.

  • EBCAA768-DC

    Matemática

    Geometria Plana
    Faculdade de Medicina de Marília · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    A figura mostra um quadrado ABCD, com 6 cm de lado, e um triângulo retângulo ABF de hipotenusa Imagem da questão de Matemática, da prova de 2017 , com o ponto F no prolongamento do lado Imagem da questão de Matemática, da prova de 2017 e o ponto E sendo a intersecção dos segmentos Imagem da questão de Matemática, da prova de 2017 e Imagem da questão de Matemática, da prova de 2017.

    Imagem da questão de Matemática, da prova de 2017

    Sabendo que o ângulo FÂB mede 60º, a medida do segmento Imagem da questão de Matemática, da prova de 2017 é 

    Escolha uma alternativa para a questão ebcaa768-dc
  • EBC6914A-DC

    Matemática

    Geometria Plana
    Faculdade de Medicina de Marília · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Considere o quadrado ABCD, de lado 4 cm, e o retângulo EFGH, com EF = 2 cm, CF = 1 cm e os pontos B, G, C e F alinhados, conforme mostra a figura.

    Imagem da questão de Matemática, da prova de 2017

    Sabendo que G é ponto médio do lado Imagem da questão de Matemática, da prova de 2017, que o ponto K pertence ao lado Imagem da questão de Matemática, da prova de 2017 e que os pontos A, K e F estão alinhados, a área do quadrilátero FGHK é

    Escolha uma alternativa para a questão ebc6914a-dc
  • EBC32B36-DC

    Matemática

    Função Exponencial
    Faculdade de Medicina de Marília · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Os gráficos das funções f(x) = 1 + 2(x–k) e g(x) = 2x + b, com k e b números reais, se intersectam no ponto (3, 5). Sabendo que k e b são as raízes de uma função do 2o grau, a abscissa do vértice do gráfico dessa função é
    Escolha uma alternativa para a questão ebc32b36-dc
  • EBC0542D-DC

    Matemática

    Circunferências e Círculos
    Faculdade de Medicina de Marília · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Em um plano cartesiano, o ponto C (2, 3) é o centro de umacircunferência de raio √2.  O ponto P, de ordenada 4, pertence à circunferência, e a reta r, que passa pelos pontos P e C, intersecta os eixos coordenados nos pontos R e S, conforme mostra a figura.

    Imagem da questão de Matemática, da prova de 2017

    Sabendo que o segmento Imagem da questão de Matemática, da prova de 2017 está contido no 1o quadrante, a distância entre os pontos R e S é

    Escolha uma alternativa para a questão ebc0542d-dc
  • EBB833D9-DC

    Matemática

    Probabilidade
    Faculdade de Medicina de Marília · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Em um curso para profissionais da saúde, há 25 alunos, dos quais 16 são mulheres. Entre as mulheres, 12 têm curso de especialização e, entre os homens, 8 têm curso de especialização. Sorteando-se aleatoriamente dois alunos desse curso, a probabilidade de eles serem de sexos diferentes e pelo menos um deles ter curso de especialização é
    Escolha uma alternativa para a questão ebb833d9-dc
  • EBB52254-DC

    Matemática

    Análise Combinatória em Matemática
    Faculdade de Medicina de Marília · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Três tubos de ensaio, com rótulos A, B e C, serão colocados em um suporte que possui cinco lugares alinhados e encontra-se fixado em uma parede. A figura mostra uma das possíveis disposições dos tubos.

    Imagem da questão de Matemática, da prova de 2017

    Sabendo que o tubo com o rótulo A não pode ocupar as extremidades do suporte, o número de maneiras distintas de esses tubos serem colocados nesse suporte é

    Escolha uma alternativa para a questão ebb52254-dc
  • EBB2421D-DC

    Matemática

    Aritmética e Problemas
    Faculdade de Medicina de Marília · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    No início de determinado dia, um laboratório dispõe de várias seringas descartáveis para uso. Ao término desse dia, a razão entre o número de seringas não utilizadas e o de utilizadas era 2/9.Se 15 das seringas utilizadas não tivessem sido usadas nesse dia, a razão entre o número de seringas não utilizadas e o de utilizadas teria sido 1/3. O número de seringas descartáveis disponíveis no início desse dia era
    Escolha uma alternativa para a questão ebb2421d-dc
  • EBAF4BF4-DC

    Português

    Análise sintática
    Faculdade de Medicina de Marília · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

            Em 2010, cientistas realizaram um experimento especialmente tocante com ratos. Eles trancaram um rato numa gaiola minúscula, colocaram-na dentro de um compartimento maior e deixaram que outro rato vagasse livremente por esse compartimento. O rato engaiolado demonstrou sinais de estresse, o que fez com que o rato solto também demonstrasse sinais de ansiedade e estresse. Na maioria dos casos, o rato solto tentava ajudar seu companheiro aprisionado e, depois de várias tentativas, conseguia abrir a gaiola e libertar o prisioneiro. Os pesquisadores repetiram o experimento, dessa vez pondo um chocolate no compartimento. O rato livre tinha de escolher entre libertar o prisioneiro e ficar com o chocolate só para ele. Muitos ratos preferiram primeiro soltar o companheiro e dividir o chocolate (embora uns poucos tenham mostrado mais egoísmo, provando com isso que alguns ratos são mais maldosos que outros).

          Os céticos descartaram essas conclusões, alegando que o rato livre liberta o prisioneiro não por ser movido por empatia, mas simplesmente para parar com os incomodativos sinais de estresse apresentados pelo companheiro. Os ratos seriam motivados pelas sensações desagradáveis que sentem e não buscam nada além de exterminá-las. Pode ser. Mas poderíamos dizer o mesmo sobre nós, humanos. Quando dou dinheiro a um mendigo, estou reagindo às sensações desagradáveis que sua visão provoca em mim? Realmente me importo com ele, ou só quero me sentir melhor?

        Na essência, nós humanos não somos diferentes de ratos, golfinhos ou chimpanzés. Como eles, tampouco temos alma. Como nós, eles também têm consciência e um complexo mundo de sensações e emoções. É claro que todo animal tem traços e talentos exclusivos. Os humanos têm suas aptidões especiais. Não deveríamos humanizar os animais desnecessariamente, imaginando que são apenas uma versão mais peluda de nós mesmos. Isso não só configura uma ciência ruim, como igualmente nos impede de compreender e valorizar outros animais em seus próprios termos. (Homo Deus, 2016.)

    Assinale a alternativa em que a oração subordinada indica uma finalidade.
    Escolha uma alternativa para a questão ebaf4bf4-dc
  • EBAC54C0-DC

    Português

    Flexão de voz (ativa, passiva, reflexiva)
    Faculdade de Medicina de Marília · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

            Em 2010, cientistas realizaram um experimento especialmente tocante com ratos. Eles trancaram um rato numa gaiola minúscula, colocaram-na dentro de um compartimento maior e deixaram que outro rato vagasse livremente por esse compartimento. O rato engaiolado demonstrou sinais de estresse, o que fez com que o rato solto também demonstrasse sinais de ansiedade e estresse. Na maioria dos casos, o rato solto tentava ajudar seu companheiro aprisionado e, depois de várias tentativas, conseguia abrir a gaiola e libertar o prisioneiro. Os pesquisadores repetiram o experimento, dessa vez pondo um chocolate no compartimento. O rato livre tinha de escolher entre libertar o prisioneiro e ficar com o chocolate só para ele. Muitos ratos preferiram primeiro soltar o companheiro e dividir o chocolate (embora uns poucos tenham mostrado mais egoísmo, provando com isso que alguns ratos são mais maldosos que outros).

          Os céticos descartaram essas conclusões, alegando que o rato livre liberta o prisioneiro não por ser movido por empatia, mas simplesmente para parar com os incomodativos sinais de estresse apresentados pelo companheiro. Os ratos seriam motivados pelas sensações desagradáveis que sentem e não buscam nada além de exterminá-las. Pode ser. Mas poderíamos dizer o mesmo sobre nós, humanos. Quando dou dinheiro a um mendigo, estou reagindo às sensações desagradáveis que sua visão provoca em mim? Realmente me importo com ele, ou só quero me sentir melhor?

        Na essência, nós humanos não somos diferentes de ratos, golfinhos ou chimpanzés. Como eles, tampouco temos alma. Como nós, eles também têm consciência e um complexo mundo de sensações e emoções. É claro que todo animal tem traços e talentos exclusivos. Os humanos têm suas aptidões especiais. Não deveríamos humanizar os animais desnecessariamente, imaginando que são apenas uma versão mais peluda de nós mesmos. Isso não só configura uma ciência ruim, como igualmente nos impede de compreender e valorizar outros animais em seus próprios termos. (Homo Deus, 2016.)

    “Os ratos seriam motivados pelas sensações desagradáveis que sentem” (2o parágrafo)

    Assinale a alternativa que expressa, na voz ativa, o conteúdo dessa oração.

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  • EBA8AF47-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de Marília · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

            Em 2010, cientistas realizaram um experimento especialmente tocante com ratos. Eles trancaram um rato numa gaiola minúscula, colocaram-na dentro de um compartimento maior e deixaram que outro rato vagasse livremente por esse compartimento. O rato engaiolado demonstrou sinais de estresse, o que fez com que o rato solto também demonstrasse sinais de ansiedade e estresse. Na maioria dos casos, o rato solto tentava ajudar seu companheiro aprisionado e, depois de várias tentativas, conseguia abrir a gaiola e libertar o prisioneiro. Os pesquisadores repetiram o experimento, dessa vez pondo um chocolate no compartimento. O rato livre tinha de escolher entre libertar o prisioneiro e ficar com o chocolate só para ele. Muitos ratos preferiram primeiro soltar o companheiro e dividir o chocolate (embora uns poucos tenham mostrado mais egoísmo, provando com isso que alguns ratos são mais maldosos que outros).

          Os céticos descartaram essas conclusões, alegando que o rato livre liberta o prisioneiro não por ser movido por empatia, mas simplesmente para parar com os incomodativos sinais de estresse apresentados pelo companheiro. Os ratos seriam motivados pelas sensações desagradáveis que sentem e não buscam nada além de exterminá-las. Pode ser. Mas poderíamos dizer o mesmo sobre nós, humanos. Quando dou dinheiro a um mendigo, estou reagindo às sensações desagradáveis que sua visão provoca em mim? Realmente me importo com ele, ou só quero me sentir melhor?

        Na essência, nós humanos não somos diferentes de ratos, golfinhos ou chimpanzés. Como eles, tampouco temos alma. Como nós, eles também têm consciência e um complexo mundo de sensações e emoções. É claro que todo animal tem traços e talentos exclusivos. Os humanos têm suas aptidões especiais. Não deveríamos humanizar os animais desnecessariamente, imaginando que são apenas uma versão mais peluda de nós mesmos. Isso não só configura uma ciência ruim, como igualmente nos impede de compreender e valorizar outros animais em seus próprios termos. (Homo Deus, 2016.)

    Segundo os céticos, os ratos
    Escolha uma alternativa para a questão eba8af47-dc
  • EBA510D4-DC

    Português

    Orações subordinadas adjetivas: Restritivas, Explicativas
    Faculdade de Medicina de Marília · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho inicial do livro Corações sujos, de Fernando Morais, para responder à questão.


            A voz rouca e arrastada parecia vir de outro mundo. Eram pontualmente nove horas da manhã do dia 1º de janeiro de 1946 quando ela soou nos alto-falantes dos rádios de todo o Japão. A pronúncia das primeiras sílabas foi suficiente para que 100 milhões de pessoas identificassem quem falava. Era a mesma voz que quatro meses antes se dirigira aos japoneses, pela primeira vez em 5 mil anos de história do país, para anunciar que havia chegado o momento de “suportar o insuportável”: a rendição do Japão às forças aliadas na Segunda Guerra Mundial. Mas agora o dono da voz, Sua Majestade o imperador Hiroíto, tinha revelações ainda mais espantosas a fazer a seus súditos. Embora ele falasse em keigo − uma forma arcaica do idioma, reservada aos Filhos dos Céus e repleta de expressões chinesas que nem todos compreendiam bem −, todos entenderam o que Hiroíto dizia: ao contrário do que os japoneses acreditavam desde tempos imemoriais, ele não era uma divindade. O imperador leu uma declaração de poucas linhas, escrita de próprio punho. Aquela era mais uma imposição dos vencedores da guerra. Entre as exigências feitas pelos Aliados para que ele permanecesse no trono, estava a “Declaração da Condição Humana”. Ou seja, a renúncia pública à divindade, que naquele momento Hiroíto cumpria resignado:

           “Os laços que nos unem a vós, nossos súditos, não são o resultado da mitologia ou de lendas. Não se baseiam jamais no falso conceito de que o imperador é deus ou qualquer outra divindade viva.”

          Petrificados, milhões de japoneses tomaram consciência da verdade que ninguém jamais imaginara ouvir: diferentemente do que lhes fora ensinado nas escolas e nos templos xintoístas, Hiroíto reconhecia que era filho de dois seres humanos, o imperador Taisho e a imperatriz Sadako, e não um descendente de Amaterasu Omikami, a deusa do Sol. Foi como se tivessem jogado sal na ferida que a rendição, ocorrida em agosto do ano anterior, havia aberto na alma dos japoneses. O temido Exército Imperial do Japão, que em inacreditáveis 2600 anos de guerras jamais sofrera uma única derrota, tinha sido aniquilado pelos Aliados. O novo xogum, o chefe supremo de todos os japoneses, agora era um gaijin, um estrangeiro, o general americano Douglas MacArthur, a quem eram obrigados a se referir, respeitosamente, como Maca-san, o “senhor Mac”. Como se não bastasse tamanho padecimento, o Japão descobria que o imperador Hiroíto era apenas um mortal, como qualquer um dos demais 100 milhões de cidadãos japoneses.


    (Corações sujos, 2000.)

    “O temido Exército Imperial do Japão, que em inacreditáveis 2600 anos de guerras jamais sofrera uma única derrota, tinha sido aniquilado pelos Aliados.” (3o parágrafo)

    A oração destacada é uma oração subordinada

    Escolha uma alternativa para a questão eba510d4-dc
  • EBA1693A-DC

    Português

    Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro)
    Faculdade de Medicina de Marília · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho inicial do livro Corações sujos, de Fernando Morais, para responder à questão.


            A voz rouca e arrastada parecia vir de outro mundo. Eram pontualmente nove horas da manhã do dia 1º de janeiro de 1946 quando ela soou nos alto-falantes dos rádios de todo o Japão. A pronúncia das primeiras sílabas foi suficiente para que 100 milhões de pessoas identificassem quem falava. Era a mesma voz que quatro meses antes se dirigira aos japoneses, pela primeira vez em 5 mil anos de história do país, para anunciar que havia chegado o momento de “suportar o insuportável”: a rendição do Japão às forças aliadas na Segunda Guerra Mundial. Mas agora o dono da voz, Sua Majestade o imperador Hiroíto, tinha revelações ainda mais espantosas a fazer a seus súditos. Embora ele falasse em keigo − uma forma arcaica do idioma, reservada aos Filhos dos Céus e repleta de expressões chinesas que nem todos compreendiam bem −, todos entenderam o que Hiroíto dizia: ao contrário do que os japoneses acreditavam desde tempos imemoriais, ele não era uma divindade. O imperador leu uma declaração de poucas linhas, escrita de próprio punho. Aquela era mais uma imposição dos vencedores da guerra. Entre as exigências feitas pelos Aliados para que ele permanecesse no trono, estava a “Declaração da Condição Humana”. Ou seja, a renúncia pública à divindade, que naquele momento Hiroíto cumpria resignado:

           “Os laços que nos unem a vós, nossos súditos, não são o resultado da mitologia ou de lendas. Não se baseiam jamais no falso conceito de que o imperador é deus ou qualquer outra divindade viva.”

          Petrificados, milhões de japoneses tomaram consciência da verdade que ninguém jamais imaginara ouvir: diferentemente do que lhes fora ensinado nas escolas e nos templos xintoístas, Hiroíto reconhecia que era filho de dois seres humanos, o imperador Taisho e a imperatriz Sadako, e não um descendente de Amaterasu Omikami, a deusa do Sol. Foi como se tivessem jogado sal na ferida que a rendição, ocorrida em agosto do ano anterior, havia aberto na alma dos japoneses. O temido Exército Imperial do Japão, que em inacreditáveis 2600 anos de guerras jamais sofrera uma única derrota, tinha sido aniquilado pelos Aliados. O novo xogum, o chefe supremo de todos os japoneses, agora era um gaijin, um estrangeiro, o general americano Douglas MacArthur, a quem eram obrigados a se referir, respeitosamente, como Maca-san, o “senhor Mac”. Como se não bastasse tamanho padecimento, o Japão descobria que o imperador Hiroíto era apenas um mortal, como qualquer um dos demais 100 milhões de cidadãos japoneses.


    (Corações sujos, 2000.)

    “Era a mesma voz que quatro meses antes se dirigira aos japoneses, pela primeira vez em 5 mil anos de história do país, para anunciar que havia chegado o momento de ‘suportar o insuportável’” (1o parágrafo)

    O verbo destacado foi utilizado no pretérito mais-que-perfeito a fim de indicar

    Escolha uma alternativa para a questão eba1693a-dc
  • EB9CD2D5-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de Marília · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho inicial do livro Corações sujos, de Fernando Morais, para responder à questão.


            A voz rouca e arrastada parecia vir de outro mundo. Eram pontualmente nove horas da manhã do dia 1º de janeiro de 1946 quando ela soou nos alto-falantes dos rádios de todo o Japão. A pronúncia das primeiras sílabas foi suficiente para que 100 milhões de pessoas identificassem quem falava. Era a mesma voz que quatro meses antes se dirigira aos japoneses, pela primeira vez em 5 mil anos de história do país, para anunciar que havia chegado o momento de “suportar o insuportável”: a rendição do Japão às forças aliadas na Segunda Guerra Mundial. Mas agora o dono da voz, Sua Majestade o imperador Hiroíto, tinha revelações ainda mais espantosas a fazer a seus súditos. Embora ele falasse em keigo − uma forma arcaica do idioma, reservada aos Filhos dos Céus e repleta de expressões chinesas que nem todos compreendiam bem −, todos entenderam o que Hiroíto dizia: ao contrário do que os japoneses acreditavam desde tempos imemoriais, ele não era uma divindade. O imperador leu uma declaração de poucas linhas, escrita de próprio punho. Aquela era mais uma imposição dos vencedores da guerra. Entre as exigências feitas pelos Aliados para que ele permanecesse no trono, estava a “Declaração da Condição Humana”. Ou seja, a renúncia pública à divindade, que naquele momento Hiroíto cumpria resignado:

           “Os laços que nos unem a vós, nossos súditos, não são o resultado da mitologia ou de lendas. Não se baseiam jamais no falso conceito de que o imperador é deus ou qualquer outra divindade viva.”

          Petrificados, milhões de japoneses tomaram consciência da verdade que ninguém jamais imaginara ouvir: diferentemente do que lhes fora ensinado nas escolas e nos templos xintoístas, Hiroíto reconhecia que era filho de dois seres humanos, o imperador Taisho e a imperatriz Sadako, e não um descendente de Amaterasu Omikami, a deusa do Sol. Foi como se tivessem jogado sal na ferida que a rendição, ocorrida em agosto do ano anterior, havia aberto na alma dos japoneses. O temido Exército Imperial do Japão, que em inacreditáveis 2600 anos de guerras jamais sofrera uma única derrota, tinha sido aniquilado pelos Aliados. O novo xogum, o chefe supremo de todos os japoneses, agora era um gaijin, um estrangeiro, o general americano Douglas MacArthur, a quem eram obrigados a se referir, respeitosamente, como Maca-san, o “senhor Mac”. Como se não bastasse tamanho padecimento, o Japão descobria que o imperador Hiroíto era apenas um mortal, como qualquer um dos demais 100 milhões de cidadãos japoneses.


    (Corações sujos, 2000.)

    A ideia de “suportar o insuportável” (1o parágrafo) está presente também
    Escolha uma alternativa para a questão eb9cd2d5-dc
  • EB98B67D-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de Marília · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho inicial do livro Corações sujos, de Fernando Morais, para responder à questão.


            A voz rouca e arrastada parecia vir de outro mundo. Eram pontualmente nove horas da manhã do dia 1º de janeiro de 1946 quando ela soou nos alto-falantes dos rádios de todo o Japão. A pronúncia das primeiras sílabas foi suficiente para que 100 milhões de pessoas identificassem quem falava. Era a mesma voz que quatro meses antes se dirigira aos japoneses, pela primeira vez em 5 mil anos de história do país, para anunciar que havia chegado o momento de “suportar o insuportável”: a rendição do Japão às forças aliadas na Segunda Guerra Mundial. Mas agora o dono da voz, Sua Majestade o imperador Hiroíto, tinha revelações ainda mais espantosas a fazer a seus súditos. Embora ele falasse em keigo − uma forma arcaica do idioma, reservada aos Filhos dos Céus e repleta de expressões chinesas que nem todos compreendiam bem −, todos entenderam o que Hiroíto dizia: ao contrário do que os japoneses acreditavam desde tempos imemoriais, ele não era uma divindade. O imperador leu uma declaração de poucas linhas, escrita de próprio punho. Aquela era mais uma imposição dos vencedores da guerra. Entre as exigências feitas pelos Aliados para que ele permanecesse no trono, estava a “Declaração da Condição Humana”. Ou seja, a renúncia pública à divindade, que naquele momento Hiroíto cumpria resignado:

           “Os laços que nos unem a vós, nossos súditos, não são o resultado da mitologia ou de lendas. Não se baseiam jamais no falso conceito de que o imperador é deus ou qualquer outra divindade viva.”

          Petrificados, milhões de japoneses tomaram consciência da verdade que ninguém jamais imaginara ouvir: diferentemente do que lhes fora ensinado nas escolas e nos templos xintoístas, Hiroíto reconhecia que era filho de dois seres humanos, o imperador Taisho e a imperatriz Sadako, e não um descendente de Amaterasu Omikami, a deusa do Sol. Foi como se tivessem jogado sal na ferida que a rendição, ocorrida em agosto do ano anterior, havia aberto na alma dos japoneses. O temido Exército Imperial do Japão, que em inacreditáveis 2600 anos de guerras jamais sofrera uma única derrota, tinha sido aniquilado pelos Aliados. O novo xogum, o chefe supremo de todos os japoneses, agora era um gaijin, um estrangeiro, o general americano Douglas MacArthur, a quem eram obrigados a se referir, respeitosamente, como Maca-san, o “senhor Mac”. Como se não bastasse tamanho padecimento, o Japão descobria que o imperador Hiroíto era apenas um mortal, como qualquer um dos demais 100 milhões de cidadãos japoneses.


    (Corações sujos, 2000.)

    Segundo o texto,
    Escolha uma alternativa para a questão eb98b67d-dc
  • EB9503AA-DC

    Português

    Figuras de Linguagem
    Faculdade de Medicina de Marília · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Ao coração que sofre, separado

    Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,

    Não basta o afeto simples e sagrado

    Com que das desventuras me protejo.


    Não me basta saber que sou amado,

    Nem só desejo o teu amor: desejo

    Ter nos braços teu corpo delicado,

    Ter na boca a doçura de teu beijo.


    E as justas ambições que me consomem

    Não me envergonham: pois maior baixeza

    Não há que a terra pelo céu trocar;


    E mais eleva o coração de um homem

    Ser de homem sempre e, na maior pureza,

    Ficar na terra e humanamente amar.


    (Melhores poemas, 2000.)

    A preocupação formal com a musicalidade dos versos é confirmada pelo emprego da
    Escolha uma alternativa para a questão eb9503aa-dc
  • EB91F537-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de Marília · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Ao coração que sofre, separado

    Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,

    Não basta o afeto simples e sagrado

    Com que das desventuras me protejo.


    Não me basta saber que sou amado,

    Nem só desejo o teu amor: desejo

    Ter nos braços teu corpo delicado,

    Ter na boca a doçura de teu beijo.


    E as justas ambições que me consomem

    Não me envergonham: pois maior baixeza

    Não há que a terra pelo céu trocar;


    E mais eleva o coração de um homem

    Ser de homem sempre e, na maior pureza,

    Ficar na terra e humanamente amar.


    (Melhores poemas, 2000.)

    A alternativa que reescreve a primeira estrofe em ordem direta, mantendo a correção gramatical e o sentido original, é:
    Escolha uma alternativa para a questão eb91f537-dc
  • EB8DCD38-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de Marília · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Ao coração que sofre, separado

    Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,

    Não basta o afeto simples e sagrado

    Com que das desventuras me protejo.


    Não me basta saber que sou amado,

    Nem só desejo o teu amor: desejo

    Ter nos braços teu corpo delicado,

    Ter na boca a doçura de teu beijo.


    E as justas ambições que me consomem

    Não me envergonham: pois maior baixeza

    Não há que a terra pelo céu trocar;


    E mais eleva o coração de um homem

    Ser de homem sempre e, na maior pureza,

    Ficar na terra e humanamente amar.


    (Melhores poemas, 2000.)

    No poema, o eu lírico defende um amor
    Escolha uma alternativa para a questão eb8dcd38-dc
  • 53CE2990-DC

    Física

    Espelhos Esféricos
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Na figura, O é um ponto objeto virtual, vértice de um pincel de luz cônico convergente que incide sobre um espelho esférico côncavo E de distância focal f. Depois de refletidos no espelho, os raios desse pincel convergem para o ponto I sobre o eixo principal do espelho, a uma distância f/4 de seu vértice.

    Imagem da questão de Física, da prova de 2016


    Considerando válidas as condições de nitidez de Gauss, é correto afirmar que a distância focal desse espelho é igual a

    Escolha uma alternativa para a questão 53ce2990-dc
  • 53A2E405-DC

    História

    História da América Latina
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

        A instabilidade social e política do Terceiro Mundo era evidente para os EUA, protetores do status quo global, que a identificavam com o comunismo soviético. Quase desde o início da Guerra Fria, os EUA partiram para combater esse perigo por todos os meios, desde a ajuda econômica e a propaganda ideológica até a guerra maior, passando pela subversão militar oficial e não oficial.

                                                                     (Eric Hobsbawm. Era dos extremos, 1995. Adaptado.)



    Durante as décadas de 1960 e 1970, setores sociais de países da América Latina combateram “esse perigo” por meio de

    Escolha uma alternativa para a questão 53a2e405-dc