Sociologia
- Democracia e representação política
- Prova de 2010
- UNICENTRO
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: EE1128BE-B1
Banco de questões
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LÉXICO
Vereador em São José da Laje, cidadezinha do interior de Alagoas, Ramiro Pereira iniciou uma discussão com um colega, em plenário, lá pelos idos dos anos 50.
Argumento vai, argumento vem, os ânimos se exaltaram, o nível caiu, como conta Cleto Falcão.
Lá pelas tantas, Ramiro disparou:
- V. Excelência é um demagogo.
- E o que é um demagogo? – quis saber o ofendido.
- Sei não. Mas deve ser um cabrinha safado assim como V. Excelência.
MELO JÚNIOR, Maurício. Histórias da Inteligência Nacional.
Porto Alegre. Ed. Age ltda. 1995 – (Texto adaptado)
Com base na análise da linguagem utilizada no texto, acima, infere-se que os personagens são
falantes de uma modalidade linguística específica. Assim, o humor do texto se construiu
LEIA a tira abaixo para responder ao que se pede.

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O pronome demonstrativo usado por uma das personagens, no segundo quadrinho, é um
elemento de coesão textual que se refere
O gato Garfield é estrela de uma das tirinhas mais famosas da história, sendo publicado em 2570 jornais de todo o mundo. Os outros personagens principais são Odie, um cão estúpido, e Jon Arbuckle, um cartunista, dono dos dois. Garfield é criação de Jim Davis.
A tira a seguir é a primeira de toda a série. Leia-a, com atenção.

Disponível em: blogdokayser.blogspot.com/liberdade-de-imprensa.html
Na sequência apresentada na tira, o autor utiliza a função metalinguística da linguagem para
LEIA os textos, abaixo, e faça o que se pede, a seguir.
TEXTO I
Marcuschi afirma que a “a oralidade continua na moda”, ou seja, a fala ainda exerce um papel preponderante em nossa sociedade e serve de registro de prática social e cultural dos falantes. Se a fala é adquirida de forma natural, a escrita é aprendida em contextos formais, normalmente, no ambiente escolar. Contudo, ao ensinar a norma culta, a escola coloca para escanteio os falares particulares dos alunos. Por falares particulares, entende-se a fala do dia-a-dia do aluno em seus mais variados ambientes: família, ruas, parques, fazendas, bares, conversas com os amigos etc. O ostensivo foco no português formal perpetua o domínio da escrita sobre a fala e gera o que Bagno define como “instrumento de poder e de controle”, segundo o qual o que não está na gramática normativa não é português. Além disso, o caráter social da linguagem é destacado por Mollica (2003). Segundo a autora, a sociedade avalia os padrões lingüísticos da fala e essa avaliação pode determinar a posição do falante na escala social. A norma culta está relacionada a pessoas com nível elevado de instrução (Oliveira,2004) e é interesse da elite mantê-la inacessível à população menos favorecida, uma vez que ela é a detentora do saber.
REVELLI - Revista de Educação, Linguagem e Literatura da UEG- v. 1, n. 1, março de 2009 - FALARES REGIONAIS EM CONTRASTE COM A GRAMÁTICA TRADICIONAL.
TEXTO II
Cuitelinho
Cheguei na bera do porto
Onde as onda se espaia.
As garça dá meia volta,
Senta na bera da praia.
E o cuitelinho não gosta
Que o botão da rosa caia.
Quando eu vim da minha terra,
Despedi da parentaia.
Eu entrei em Mato Grosso,
Dei em terras paraguaia.
Lá tinha revolução,
Enfrentei fortes bataia.
A tua saudade corta
Como o aço de navaia.
O coração fica aflito,
Bate uma e outra faia.
E os oio se enche d´água
Que até a vista se atrapaia
Folclore recolhido por Paulo Vanzolini e Antônio Xandó. BORTONI-RICARDO, S. M.
Educação em língua materna. São Paulo:Parábola, 2004.
TEXTO 1
Irás a divertir-te na floresta,
Sustentada, Marília, no meu braço,
Aqui descansarei a quente sesta
Dormindo um leve sono em teu regaço;
Enquanto a luta jogam os pastores,
e emparelhados correm nas campinas,
toucarei teus cabelos de boninas,
nos troncos gravarei os teus louvores
Graças, Marília bela,
graças à minha estrela!
(Tomás Antônio Gonzaga)
TEXTO 2
UM SONETO PARA MARÍLIA
À maneira de Dirceu
Eis que um dia na mata se banhava
Enquanto o deus as costas lhe voltava.
Cupido... e estava nu, inteiramente,
Pois que deixara à margem da corrente
O arco terrível e a repleta aljava.
Só aguardava ocasião... E, de repente
As armas furta sorrateiramente,
Surgem então as fauces escarninhas
Dos silvanos e sátiros astutos.
Põem-se a vaiar o Amor, sem mais cautelas
Marília que, às ocultas, o espreitava
—Ah! Temíeis as frechas quando minhas!
(E o deus sorri) Vereis agora, ó brutos,
O que Marília há de fazer com elas!
(MARIO QUINTANA)
A respeito dos dois textos, observe os seguintes comentários:
I. Quanto ao gênero literário, o TEXTO 1 revela, encoberto na cena descritiva, um lirismo confessional, através do qual o eu poético expressa o seu amor, sua paixão.
II. O TEXTO 2 se constitui como paráfrase do TEXTO I, ao reproduzir as mesmas ideias deste.
III. O TEXTO 2 mostra um locutor mais distanciado dos sentimentos e do confessionalismo amoroso; quanto ao gênero literário, este texto traz uma tendência dominante do gênero narrativo.
IV. O TEXTO 2 contém insinuações humorísticas e sensuais que ‘desconstroem’ o clima lírico e confessional, presente na cena do TEXTO 1.
V. O TEXTO 2 centraliza seu foco de atenção à personagem Marília, numa tentativa de recuperar o confessionalismo amoroso escamoteado no TEXTO 1
VI. O TEXTO 2 desconstrói e dessacraliza a cena e o sentimento amoroso do TEXTO 1, constituindo-se como paródia deste.
Está CORRETO o que se afirmou
Leia a tira, abaixo, e a seguir responda à questão apresentada.

Para conferir um ‘toque’ de humor ao texto, acima, o autor explorou
OBSERVE a ilustração e LEIA o soneto de Gregório de Matos, a seguir.

SONETO
Pequei, Senhor, mas não porque hei
pecado,
de vossa alta clemência me despido;
porque quanto mais tenho delinquido,
vos tenho a perdoar mais empenhado.
Se basta a vos irar tanto um pecado,
a abrandar-vos sobeja um só gemido:
que a mesma culpa, que vos há ofendido,
vos tem para o perdão lisonjeado.
Se uma ovelha perdida e já cobrada,
glória tal e prazer tão repentino vos deu,
como afirmais na sacra história,
eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada,
cobrai-a; e não queirais, pastor divino,
perder na vossa ovelha a vossa glória.
Gregório de Mattos
Durante o período colonial brasileiro, as principais manifestações artísticas, entre elas o Barroco, foram marcadas pela influência da religiosidade.
Com base na análise da imagem e da leitura do soneto de Gregório de Matos, constata-se que
Sobre o modo de andar de uma pessoa, Gabriela e Mateus fizeram as seguintes afirmações:
Gabriela: ao andar, uma pessoa empurra o chão para trás, então o chão responde empurrando-a para frente.
Mateus: A pessoa só consegue se mover para frente porque a resposta do chão é maior que a força que ela exerce empurrando-o para trás.
Fizeram afirmações corretas:
Uma pequena bola é arremessada segundo uma trajetória parabólica, como mostra a figura, abaixo:

Nessa figura, sendo P o ponto mais alto atingido pela bolinha, pode-se afirmar
CORRETAMENTE que o vetor mostrado neste ponto P melhor representa